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sábado, 4 de maio de 2013

A SEMANA - PITIGRILLI





A SEMANA 

PITIGRILLI


Laerte Braga


A semana começou com Barack Obama anunciando que é preciso fechar o campo de concentração de Guantánamo, aludindo que sua existência nega os valores norte-americanos. Existem 166 presos há mais de 10 anos em Guantánamo e mais de 30 dias em greve de fome. Estão sendo alimentados a força por militares norte-americanos e segundo o Alto Comissariado dos Direitos Humanos das ONU, através de métodos desumanos, incluindo tortura.

Dino Segre, conhecido como Pitigrili, morreu na Argentina em 1975 e deixou uma obra extensa regada pelo existencialismo. Crítico ácido da moral burguesa, era italiano e seus personagens eram homens e mulheres do saber, lutando para se libertar dos seus universos vazios. O pseudônimo segundo ele é porque gostava de colocar os “pingos nos isss”. Escandalizou à sua época, mas terminou voltado para o espiritismo e ciências ocultas. Era italiano.

Segundo ele a luta se dava ao abrirmos mão do eu como centro do universo e nos entregávamos ao amor, a vida, superando mágoas, revoltas, que chamava de sentimentos menores.e debilidades diante das lutas maiores que afirmavam o ser humano.

Gilmar Mendes é ministro do que chamam Suprema Corte no Brasil e com uma liminar impediu o Congresso Nacional de apreciar, discutir e votar um projeto sobre partidos políticos. É um dos principais líderes da facção tucana numa corte onde escritórios de advocacia fazem festa para comemorar o aniversário de um ministro dúbio, tíbio e sem condições morais de exercício do cargo.

Gilmar Mendes tem o dom do que chama “enfrentamento”, no duro mesmo a vocação jagunça de quem domina uma cidade a ferro e fogo .É ligado a banqueiros, a tucanos, e a grandes empresários e tem um instituto onde emprega jornalistas para silenciar a mídia.

Na área do Judiciário, onde a paquidérmica lerdeza e a corrupção começam a despontar com força total, o presidente da Corte transformou-se em em Henrique IV d breve vai estar pedindo um cavalo por seu reino, pois o julgamento do mensalão  indo para o brejo e a transcrição dos acórdãos  omite fatos, debates, ignora provas e quer que as defesas dos réus em poucos dias leia oito mil páginas e apresente seus recursos. O relator foi Joaquim Barbosa, em desesperada tentativa de vir a ser a primeira estrela da república.

É sabido que ministros da tal corte se dirigiram a ministros da corte internacional da OEA, na tentativa de evitar que os recursos dos acusados sejam aceitos se for o caso. O medo da desmoralização. Se desmoralizam sozinhos, não conseguem amarrar cadarços de seus próprios sapatos.

O primeiro de maio brasileiro foi um fiasco a exceção das pequenas manifestações, mas consistentes de partidos e grupos populares, ou centrais menores. As grandes centrais transformaram o ato de luta dos trabalhadores em festa regada a Aécio Neves (destruiu a saúde e a educação em Minas), a manifestações político-partidárias  e Dilma Roussef usou o principal palanque, o eletrônico para enviar sua mensagem de candidata a reeleição.

Todos vão ter que fazer milagres, embora a presidente saia com grande vantagem. É que as contas do País estão indo para o brejo e Dilma vai ter que adotar a política dos militares, um pouco de inflação para gerar desenvolvimento e isso pode destrambelhar tudo,

Pitigrilli tem razão, as pessoas não percebem que ganham no amor, desde a mais tenra manifestação, até a mais grandiosa de todas, pois fora do amor não existe sequer luta, só vazio e vazio se preenche, sem disfarces e jogos, mas com coragem até do perdão..











sexta-feira, 3 de maio de 2013

Não a redução da maioridade penal: adolescentes infratores são mais vítimas do que autores do crime


Reportagem especial do jornal Brasil de Fato mostra que adolescentes infratores são mais vítimas que autores do crime. 

Leia reportagem no site do jornal aqui, ou ouça em versão de áudio da Rádioagência NP aqui


Abaixo vídeo clipe da música "Mágico de Oz", do grupo Racionais MCs:


TODO EL PUEBLO DE CUBA EN LA CALLE VIVANDO AL 1 DE MAYO Y A LA REVOLUCIÓN: RESUMEN LATINOAMERICANO ESTUVO ALLI (TEXTO Y FOTOS)

From: "Max Altman"




TODO EL PUEBLO DE CUBA EN LA CALLE VIVANDO AL 1 DE MAYO Y A LA REVOLUCIÓN: RESUMEN LATINOAMERICANO ESTUVO ALLI (TEXTO Y FOTOS)









O Povo cubano invadiu maciçamente as ruas de Havana neste Primeiro de Maio, em homenagem a Hugo Chávez, e sob o lema “Por um socialismo próspero e sustentável”, para testemunhar seu apoio a uma revolução de mais de meio século, que, para desconsolo do império, das oligarquias e da direita de nosso continente, goza de boa saúde. Max(a blogueira Yoani Sánchez e seus admiradores no Brasil – e aí se inclui a grande imprensa – diriam que esses milhões foram obrigados a se manifestar.)Obs. Neste Dia Internacional dos Trabalhadores em Cuba não foram sorteados automóveis nem casas, tampouco artistas populares se apresentaram em shows.

Desfile por el 1ro de Mayo en La Habana. Foto: Ismael Francisco/Cubadebate.

O espetáculo quem proporcionou foram os trabalhadores e o povo em geral.

Salvador Valdés Mesa y Raúl Castro durante el desfile por el 1ro de Mayo en La Habana. Foto: Ismael Francisco/Cubadebate.

Salvador Valdés Mesa y Raúl Castro

Desfile por el 1ro de Mayo en La Habana. Foto: Ismael Francisco/Cubadebate.


Raúl Castro durante el desfile por el 1ro de Mayo en La Habana. Foto: Ismael Francisco/Cubadebate.


Desfile por el 1ro de Mayo en La Habana. Foto: Ismael Francisco/Cubadebate.

Desfile por el 1ro de Mayo en La Habana. Foto: Ismael Francisco/Cubadebate.

Desfile por el 1ro de Mayo en La Habana. Foto: Roberto Garaicoa Martínez/Cubadebate.

Desfile por el 1ro de Mayo en La Habana. Foto: Ismael Francisco/Cubadebate.

Desfile por el 1ro de Mayo en La Habana. Foto: Ismael Francisco/Cubadebate.

Desfile por el 1ro de Mayo en La Habana. Foto: Ismael Francisco/Cubadebate.

Desfile por el 1ro de Mayo en La Habana. Foto: Ismael Francisco/Cubadebate.


El primer Vicepresidente de los Consejos de Estado y de Ministros Miguel Díaz-Canel Bermúdez, junto a otros dirigentes, dan comienzo con el pueblo, al Desfile del Primero de Mayo, realizado en la plaza de la Revolución, Antonio Maceo de Santiago de Cuba, el 1ro.de mayo de 2013. AIN FOTO/Miguel RUBIERA JUSTIZ

El primer Vicepresidente de los Consejos de Estado y de Ministros Miguel Díaz-Canel Bermúdez, junto a otros dirigentes, dan comienzo con el pueblo, al Desfile del Primero de Mayo


Desfile en Guantánamo, en el extremo oriente del país.

Desfile en Guantánamo, en el extremo oriente del país.

Desfile en la Isla de la Juventud


Desfile por el Día Internacional de los Trabajadores, celebrado en la Plaza de la Revolución Mayor General Calixto García, de la ciudad de Holguín

El pueblo camagüeyano durante el desfile por el Día Internacional de los Trabajadores, en la Plaza de la Revolución Ignacio Agramonte, en Camagüey,  el 1 de mayo de 2013.   AIN   FOTO/ Rodolfo BLANCO CUE


Desfile en la Isla de la Juventud


Desfile del Primero de Mayo en la Plaza  Mayor General Serafín Sánchez Valdivia, de la ciudad de Sancti Spíritus, Cuba, el 1ro. de Mayo de 2013. AIN FOTO/Oscar ALFONSO SOSA/

Pueblo de la província de Las Tunas
El pueblo de Mayabeque desfila por el Día Internacional de los trabajadores, el 1 de mayo de 2013. AIN FOTO/Carlos CANOVAS CASO/Periódico Mayabeque



Trabajadores y pueblo desfilan en apoyo al socialismo en Ciego de Ávila,



El pueblo camagüeyano en Camagüey



Desfile del Primero de Mayo en Sancti Spíritus, Cuba



Pueblo de Villa Clara desfila por la plaza de Revolución Ernesto Che Guevara



El pueblo de Mayabeque desfila por el Día Internacional de los trabajadores,


Desfile por el 1ro de Mayo en La Habana. Foto: Ladyrene Pérez/Cubadebate.

Participan en el desfile Pinar del Río

















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Raúl Castro y Salvador Valdés Mesa



Santiago de Cuba desfiló vibrante por el Primero de Mayo







Via rede castorphoto

Maioridade penal e as drogas

Enviada por Rede
Castor



PORTAL: Maioridade penal e as drogas

Quinta, 02 Maio 2013 15:35

“Se a culpa é da droga, não adianta diminuir a Maioridade Penal para 16 anos porque os viciados com 14, 12, 10 anos ou menos continuarão a praticar assassinatos brutais”.



Por Jasson de Oliveira Andrade



maioridade-penal



Em 17/4/2013, uma pesquisa do Datafolha constatou que 93% dos paulistanos concordam com a diminuição da maioridade penal. Uma manifestação impressionante, quase unânime. No entanto, o problema é muito mais complexo e esta decisão tão desejada não vai resolver o problema, como procurarei mostrar.



Antes de entrar no assunto, pretendo fazer um histórico sobre o consumo das drogas, que são, em minha opinião, a causa dos crimes bárbaros.



Quando era jovem, nos anos 50 e início dos anos 60, em São João da Boa Vista não se falava em drogas. Sabíamos que uma minoria da sociedade sanjoanense as usava. Principalmente, fumava maconha. Nunca ouvi falar em crack ou cocaína. Assim mesmo o uso era de pessoas de certa idade. Nunca menores e indivíduos de outras classes sociais. Hoje, a situação mudou radicalmente. Gente de todas as classes sociais e menores de idade, alguns com oito anos ou menos já são viciados! Tornou-se um problema social. Os traficantes rondam nossas escolas. Viciados assassinam familiares que não lhes dão dinheiro para a droga ou, mesmo de boa família, se tornam assassinos e roubam ou furtam.



No Rio de Janeiro, os traficantes dominam as favelas. O governo estadual criou as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) para combater o tráfico de drogas. Minimizou o problema, mas não o resolveu. De vez em quando assistimos na TV cenas de guerra nessas favelas. O jornalista Tim Lopes, da Globo, estava fazendo uma reportagem nos bailes funk no Rio, visando a mostrar o tráfico de drogas nesses lugares. Ele foi sequestrado, torturado e morto por traficantes. É do conhecimento das autoridades policiais que esses traficantes comandam o crime dos presídios. E com celulares. Incrível, mas é verdade.



Com o fim da Cracolândia em São Paulo os viciados se espalharam para o Interior. Em Mogi Guaçu, em um Posto de Gasolina desativado, perto da Rodoviária, tem viciados procedentes de Campinas, Santos, Uberlândia e Pouso Alegre. Felizmente eles não são violentos, mas se espalham pela cidade, pedindo dinheiro. Sem dúvida, um problema social em Mogi Guaçu. Outro fato preocupante. Os viciados se tornam violentos e assassinos brutais. Matam para ter o dinheiro e, desta maneira, custear o vício. E por pouca importância, como ocorreu com a dentista de São Bernardo do Campo, incendiada por um menor porque ela tinha apenas trinta reais. Ele cometeu esse crime bárbaro por ser menor ou porque era viciado em droga? Acredito nesta última hipótese.



Se a culpa é da droga, não adianta diminuir a Maioridade Penal para 16 anos porque os viciados com 14, 12, 10 anos ou menos continuarão a praticar assassinatos brutais. Aí os 93% dos paulistanos serão favoráveis a diminuir a Maioridade Penal para essas idades.



Angeli publicou uma charge na Folha, sob o título “Maioridade Penal”, que ilustra bem o que acontece. O médico, acompanhado da enfermeira diz à parturiente: “Fique tranquila! O parto foi um sucesso. O nenê fez todos os exames e já foi para a sala de interrogatório”.



Se o verdadeiro problema não é a idade e sim as drogas, a solução seria uma política nesse sentido: combate implacável aos traficantes e uma política social com os viciados. Fechar “cracolândias” está provado, não resolve. O que se deve, então, fazer? Unir forças dos governos federal, estaduais e municipais, juntos. E urgente. Pessoas capacitadas e experientes existem. Eles podem estudar soluções. É o que esperamos!



EM TEMPO: Já estava escrito este artigo, quando o Datafolha fez nova pesquisa, publicada em 1º de maio, que constatou: “Drogas na família são maior temor do paulistano”. Segundo a Folha, dois temores do passado, inflação e perder emprego, recuaram muito e foram substituídos: “O medo maior agora, de acordo com 45% dos moradores da cidade entrevistados pela Datafolha, é o envolvimento de jovens da família com tóxicos”, concluindo: “A inflação, associada à imagem do dragão em 1983, virou um gatinho em 2013”. Esta pesquisa confirma o meu artigo: as drogas são uma calamidade pública e precisam ser combatidas! Com a palavra os Governos federal, estaduais e municipais.



JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu.













Comissão da Verdade decide pela exumação do corpo de João Goulart





 Via New lister da Campanha pela Memória e pela Verdade



Comissão da Verdade decide pela exumação do corpo de João Goulart!

Posted by Vince Ribeiro (campaign leader)



Parece que está quase dando pra levar a sério essa comissão da verdade.O que vocês acham, pessoal?


Oglobo.globo.com: A Comissão Nacional da Verdade (CNV) e o Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul decidiram exumar o corpo do ex-presidente João Goulart, que morreu supostamente vítima de um ataque cardíaco no dia 6 de dezembro de 1976 durante exílio na Argentina. A exumação, que terá o acompanhamento de peritos argentinos e uruguaios, deverá ser realizada nos próximos três meses.



A decisão, tomada em uma reunião ocorrida em Brasília no último dia 24 de abril, foi confirmada nesta quinta-feira pela coordenadora do grupo de Relações com a Sociedade Civil e Instituições da Comissão, Rosa Cardoso. No âmbito da CNV, ainda está em discussão a forma como a medida será concretizada – um inquérito civil público tramita desde 2007 na Procuradoria da República pedindo investigação sobre as causas da morte de João Goulart. A dúvida da Comissão é sobre a necessidade ou não de uma medida judicial para garantir a exumação.





Leia mais sobre esse assunto em http://links.causes.com/s/clKnvr?r=7XFd







O romance da mulher excluída - Urariano Motta




O romance da mulher excluída


Publicado em 02/05/2013 por Urariano Motta*



Recife (PE) - Ouço agora nos ouvidos e no peito o frevo “Ultimo dia”.



Ouço no peito porque esse frevo, que é anúncio de alegria e despedida com um título tão definido e definitivo, expressa também o sentimento que tenho em relação a meu próximo romance, editado pela Bertrand Brasil. Digo meu e paro, porque devia dizer nosso romance, pois “O filho renegado de Deus” é um livro que escrevemos, eu, vocês, nossas vidas, nossas histórias e nossas infâmias. Mas que ainda assim é um livro terno e carinhoso. Como? Não sei de que cachorro doido é feito o homem, porque encontra lugar entre as crueldades para a ternura.



Tentarei explicar. Ainda ontem conversando com o meu filho, que depois de ler o romance me falou da realidade que descobrira, eu lhe disse que assim era porque o livro narra os crimes que temos debaixo do nariz, todos os dias, e não vemos. Mas que crimes são esses?



Em termos simples, o livro fala do desejo de amor impossível de Maria, mulher gorda, baixinha, semianalfabeta, no Recife dos anos 50. Notem o imenso paradoxo para todos os preconceitos: ser mulher, gorda e baixinha, tida como albacora, em um Recife tão cruel, tão raivoso e canino, de morder e uivar, na década de 50.



E que mais?



É que, contrariando a nossa ânsia de modernidade, esse crime que discrimina pessoas e leva à morte, continua atual, amigos. Continua presente, agora mesmo, onde houver gente que não precisa ser gorda, nem baixinha, nem se chamar Maria, mas que é mulher ao seu lado, à sua vista, agora mesmo.



Leitor, olhe as camareiras do hotel. Olhe as operárias. Olhe as vizinhas, as empregadas domésticas, as faxineiras, as balconistas.... olhe a sua mãe, que se mata ou se matou sem um afeto, quantas Marias!



É claro que o romance “O filho renegado de Deus” está entre a intenção de ser revanche contra uma ordem odiosa e a pretensão de ser uma obra de arte. Não sei se consegui, mas sei que nele empreguei as minhas melhores forças e reservas.



Se falhei, não foi por falta de ambição, acreditem.



Estava, estou, estamos todos já fartos do mais ou menos, da paixão que se recolhe entre punhos de seda e regras de bem falar e conviver em sociedade.



Chega. A vida urgente repele a falsidade.



Mas atenção, o livro não é uma tese. Não é um discurso de palanque, não está na campanha eleitoral, nem na moda. É um romance. Da orelha do livro copio:



O Filho Renegado de Deus faz uma denúncia e uma longa oração de amor para as mulheres vítimas da opressão cultural e de classes no Brasil. É um romance para a reflexão de todos os homens que conhecem as Marias encarnadas no espírito e na carne da Maria das páginas a seguir. Um livro que é, ao mesmo tempo, uma ressurreição e um acerto de contas.



Em O Filho Renegado de Deus, todas as Marias assassinadas pelo desprezo e pela injustiça ganham uma nova vida, eterna e amorosa, pelo poder criador da arte. E, na medida em que é uma ressurreição, é também um acerto de contas com a sociedade e a história que matam mulheres como se fosse natural, da natureza do homem que é fera.



Neste romance, o ajuste, o coração e o lirismo andam juntos, unidos, porque o livro pune e desnuda, no mesmo passo em que procura compreender no opressor um também oprimido. Mas cujo crime é indesculpável. Toda Maria de todos os tempos, na pessoa da Maria do romance, executada pelo desprezo e pela situação de nada ter, nem mesmo a própria vida...



Este livro fala para as mulheres violentadas, para toda mulher que não é respeitada como pessoa, mas tão somente como um corpo. E fala também para todos os homens, que não podem viver em uma sociedade tão mutiladora.



Ou como escreveu Maria Inês Nassif:



O Filho Renegado de Deus consagra um estilo. Urariano Mota tece histórias e personagens trafegando por realidades sociais e políticas, aprofundando o efeito devastador das injustiças e preconceitos sobre a humanidade.



Ele escreve:



Ama-se um gato, ama-se um cachorro, um papagaio, uma flor que ninguém quer ou vê. Talvez esse amor que deriva e vaga por objetos e coisas que não respondem, ou respondem abaixo da fome de amar, talvez sejam os sintomas do afeto que procura no mundo um indivíduo que lhe responda. Ou, quem sabe, o amor elástico, amplo e plástico onde tudo cabe.



O lançamento é na quarta-feira 8 de maio de 2013, às 19 horas, na Livraria Cultura do Paço Alfândega.



Termino agora o texto e ainda escuto no peito o frevo Último Dia. Isso quer dizer, amigos: toca e tocará o primeiro dia para uma certa Maria, que sai do túmulo e do esquecimento.

______________________________







Urariano Motta* é natural de Água Fria, subúrbio da zona norte do Recife. Escritor e jornalista, publicou contos em Movimento, Opinião, Escrita, Ficção e outros periódicos de oposição à ditadura. Atualmente, é colunista do Direto da Redação e colaborador do Observatório da Imprensa. As revistas Carta Capital, Fórum e Continente também já veicularam seus textos. Autor de Soledad no Recife(Boitempo, 2009) sobre a passagem da militante paraguaia Soledad Barret pelo Recife, em 1973, e Os corações futuristas (Recife, Bagaço, 1997).







Enviado por Direto da Redação







http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2013/05/o-romance-da-mulher-excluida.html



José Ibrahin, PRESENTE!


Ismael Eli Zé Ibahin Inezita Zenaide 4 fev 2010.jpg

De: Eli Via Arthur Gonçalves



Data: 2 de maio de 2013 17:23



Amigos

Nosso querido companheiro, José Ibrahin, fez a grande viagem e já está agitando os grupos nos Verdes e Floridos Campos de Valhalla, onde confraterniza com outros guerreiros, seus pares.

Viajou esta madrugada.

Com muito pesar.

Eli.

PS: O corpo deverá será levado para o Sindicato de Metalúrgicos de Osasco ainda hoje.

Se alguém puder ir até a casa dele em Pinheiros para ajudar e dar força ao Gabriel e ao Fábio...



qui, 2 de mai/2013



Nota de falecimento

Um ataque cardíaco fulminante levou à morte, no dia de hoje, o companheiro José Ibrahin, ex-secretário de Relações Internacionais da Força Sindical. Ibrahim era uma legenda do movimento operário brasileiro. Metalúgico de Osasco, começou a trabalhar aos 14 anos da Cobrasma. Foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco, eleito em 1967 e líder da histórica greve metalúgica na cidade em 1968, em plena ditadura militar. Foi preso, cassado e exilado, tendo vivido no exterior por mais de 10 anos. Ao retornar ao Brasil com a anistia, retomou a atividade política e sindical. Foi candidato a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores e passou pelo PDT. Colaborou com a organização da Força Sindical, chegando a ser seu Secretário de Relações Internacionais. Atualmente desempenha funções de assessoria na UGT.



http://www.forcasindical.org.br/portal/noticia.php?id_con=25277



Foto tirada em 4 de fevereiro de 2010









quinta-feira, 2 de maio de 2013

Em CUBA Trabalhador comemora:





Alexandre Caetano Post do meu amigo e mestre Alexandre Curtiss Alvarenga : eu pensei 'tripudiar' e comentar assim: 'a imagem de um povo descontente'. Mas não vou brincar com o destino, já que é o contrário, ele é quem nos prega peças e pressas.


Contudo ando pensando seriamente sobre narrativas hegemônicas - 'espírito dos tempos', já chamaram disso - e me vejo frequentemente em situações que vão além da esquizofrenia. Hoje, senão tudo, quase tudo 'está invertido'. Heróis viraram bandidos, bandidos são os heróis; interesses (principalmente excusos) são valores pelos quais se luta desesperadamente, o desinteresse vira canalhice; dúvida e vontade de traçar um caminho próprio vira idiotice e sinônimo de autoritarismo, obediência cega e covarde a explicações e traçados 'pret-à-porter' virou inteligência e bom senso; crítica virou (também) autoritarismo, injúria virou crítica e a mais festejada delas...

por aí.

a soma resulta na mais profunda esquizofrenia - e olha, o que tem de 'doutores' empenhados como disciplinados burocratas e testa de ferro dos "poderes" constituídos encontrando 'ciência' e argumentos inquestionáveis para reforçar o clima de esquizofrenia...!

as academias - e a nossa não é pior ou melhor do que as outras nisso - viraram fábricas de fabricação de consenso disciplinador. E não pelas mãos e bocas de 'reacionários' (esse povo quase nem 'existe' mais, tão naturais se tornaram), mas de, principalmente, revolucionários.

a fabricação de teorias revolucionárias virou, daí, um negoção! o que tem de gente lucrando com tanta criticidade...



claro que num ambiente assim, só é possível ter como guru gente como kant, hegel... uma volta ao mínimo de coerência, paixão, lucidez e verdadeira humanidade possível hoje.

(não entrei no mérito de autores mais 'radicais' porque são, exatamente, os subitamente tornados tabus, os culpados de tudo).



não coloquei aspas, iria gastar todas as disponíveis no HD. Façam como quiserem e coloquem ao sabor e gosto de cada

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las FARC-EP saluda en el día internacional de los trabajadores




Agencia de Noticias Nueva Colombia, ANNCOL

Web: www.anncol.eu, Redacción: editar@anncol.eu,

YouTube: http://www.youtube.com/user/anncol4?feature=mhee








Obrero gráfico en la planta de Quebecor, una transnacional canadiense-estadounidense,

una de la más grande del mundo en Bogota.

Saludo de la Delegación de Paz de las FARC-EP el Primero de Mayo, día internacional de la clase trabajadora

COMUNICADO:


La delegación de paz de las FARC-EP saluda en el día internacional de los trabajadores, a nuestros compatriotas que con su labor cotidiana construyen las condiciones materiales del sustento económico-social del país,al movimiento obrero colombiano que lucha por condiciones dignas de trabajo en medio de la más violenta represión patronal y soportan el peso del modelo económico que les arrebata sus derechos, sus libertades sometiendo a la pobreza como forma de perpetuación de la desigualdad social. Recordamos siempre que han sido las manos laboriosas de los trabajadores y las trabajadoras quienes han hecho posible nuestra construcción como fuerza guerrillera ycomo partido comunista clandestino, que sin ninguna vacilación mantiene en alto las banderas de las mayorías explotadas y oprimidas contra el capitalismo.





Un capitalismo que se encuentra en crisis producto del voraz e inescrupuloso apetito de acumulación de los banqueros y de las multinacionales que explotan las riquezas naturales del mundo, que viven de los trabajadores y siempre los someten a pagar por sus bancarrotas. Dueños de multinacionales especuladoras, mantienen sus exorbitantes ganancias a costa de la miseria, de la pobreza y de la represión, superan sus crisis imponiendo la violencia como aquel primero de mayo de hace 127 años en el que asesinaron los obreros que luchaban por salario y trabajo digno.





La lucha de la clase obrera visto por la guerrillera y pintora Inti Maleywa.



En nuestro país esta recia crisis global capitalista, pretende ser inútilmente paliada cargando de mayores penurias a nuestro pueblo trabajador. Ni las cifras pre-fabricadas por los organismos oficiales, logran ocultar que Colombia ocupa el ignominioso record de desempleo en el continente, de trabajo informal, de precarización laboral y de subempleo; aún más, las medidas gubernamentalescomo la ley del primer empleo, la nefasta reforma pensional o el desmonte de los parafiscales, no están pensadas para la generación de empleos, sólo significan más ganancias para los empresarios y peores condiciones salariales para los trabajadores.



Por ello en las FARC-EP optamos por la construcción de auténticas alternativas anticapitalistas, que promuevan la producción y el empleo digno para la satisfacción de las necesidades vitales de la inmensa mayoría de la población, con soberanía alimentaria y en paz con justicia social.Para edificarla, invitamos a los millones de hombres y mujeres laboriosas a confluir en un gran movimiento por la transformación del país, que avance en resolver las causas estructurales que le han dado origen al conflicto.



Convocamos a todas y todos: al movimiento obrero colombiano, heredero de María Cano y Teófilo Forero, a todos los trabajadores y sindicalistas del campo y la ciudad, a los millones de desempleados y subempleados a aunar nuestros esfuerzos en la conquista de la paz con justicia social, como componente clave en la construcción de un nuevo gobierno democrático que ofrezca auténticas alternativas y soluciones para nuestro pueblo.



DELEGACION DE PAZ DE LAS FARC-EP





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Agencia de Noticias Nueva Colombia, ANNCOL

Web: www.anncol.eu, Redacción: editar@anncol.eu,

YouTube: http://www.youtube.com/user/anncol4?feature=mhee













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Tribuna Livre na Camara Municipal

Prezados companheiros, o Fórum Popular em Defesa de Vila Velha - FPDVV, convida a todos para participar da Sessão da Câmara municipal de Vila Velha na próxima quinta-feira, dia 02 de Maio, às 17 horas, quando o Fórum terá o espaço para esplanar a todos os vereadores e a sociedade em geral os aspectos controversos da proposta de lei PL/09-2013,que trata do Plano Diretor Municipal - PDM,bem como alertar para o modelo de ocupação proposto pela PL.




Vamos precisar de todo mundo.

Um mais um é sempre mais que dois.

Prá melhor juntar as nossas forças...... ( O Sal da terra - Beto Guedes)



Colabore na divulgação!!!! Compartilhe

Contamos com a participação de todos!

Somente unidos alcançaremos a vitória!





Fórum Popular em Defesa de Vila Velha-FPDVV





Enviado por Paulo Coutinho

COMPLEMENTANDO

E em alusão a declaração de amor que fiz e faço a Fernanda, com quem convivi 5 anos, declaro disposto a caminhar com carinho e afeto, respeito, lealdade e fidelidade junto a essa grande mulher que lutadora incansável tem uma história de vida de guerreira.

Laerte Braga

"GUANTÁNAMO NÃO É O QUE SOMOS"

Ao publicar este artigo abaixo, reitero minha declaração anterior de amor por Fernanda Maria Weichert Pinheiro, ou Fernanda Tardin e a disposição de qualquer sacrifício para tê-la de volta.

Laerte Braga






“GUANTÁMO NÃO É O QUE SOMOS”


Laerte Braga


Barack Obama decidiu que é necessário fechar o campo de concentração de Guantánamo, pois segundo ele não é possível manter prisioneiros por 10 anos sem provas e sem julgamentos. Perto de 166 presos estão sem greve de fome e sendo alimentados à força em método considerado desumano e cruel por entidades internacionais, dentre elas norte-americanas, de direitos humanos.

E entre elas o Alto Comissariado dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas que afirmou na quarta-feira “que nunca é aceitável alimentar ninguém a força”. Os prisioneiros têm sido alimentados sob coação e tortura física segundo as denúncias chegadas a ONU.

“A alimentação acompanhada de ameaças , coerção e com o recurso da força  ou da imobilização física é uma forma de tratamento desumana e degradante, foram as declarações de Rupert Colville, porta voz da alta comissária Navy Pillay, citando um documento da Associação Médica Mundial. O protesto entrou na décima segunda semana, é segundo um general dos EUA é “justo, seguro, legal e transparente.”

O presidente Barack Obama prometeu na segunda-feira reforçar os esforços para fechar a prisão militar.Na quarta-feira pediu ajudar ao Congresso, pois não “quero que nenhum prisioneiro morra”. “É necessário que compreendamos que Guantánamo não é necessária à segurança dos EUA. A ideia de manter para sempre um grupo de pessoas sem julgamento é contrária ao que somos”.

Bruno Rodriguez Parrilla, disse no Conselho de Direitos Humanos da ONU que os EUA devem fechar a base e devolver o território cubano ocupado. “Preocupa fundamentalmente o limbo jurídico que sustenta a permanente e atroz violação dos direitos humanos que transcorre na ilegal base de naval de Guantánamo”.

Segundo Parrilla e a ONU existe na base um centro de torturas onde estão detentos há dez anos.

O Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas acusa ainda os EUA de manter navios prisões não declarados e em alto mar, onde vários presos são torturados e submetidos a tratamento vil

Guantánamo tem sido uma das dificuldades de Obama, cujo fechamento prometeu na primeira de suas campanhas eleitorais. Esbarrou no fato que o ex-presidente George Bush privatizou boa parte dos serviços da base e as empresas que operam esses serviços da base resistem a quebra de contratos que rendem milhões de dólares mensais.

Em seus quatro primeiros anos de governo Obama só conseguiu reverter cerca de 7% desses contratos. Esbarrou na oposição republicana, na síndrome do terrorismo alimentada nos EUA como sendo um ataque devastador e imediato e no poder das empresas e seus lobbies junto ao Congresso e mídia dos EUA.

Quer queira ou não a base de Guantánamo é um espinho de peixe na garganta de Barack Obama, mesmo quando brinca com as franjas de sua mulher Michele Obama.






AMOR

DECLARO PARA OS DEVIDO FINS QUE AMO FERNANDA MARIA WAICHERT PINHEIRO, FERNANDA TARDIN E ESTOU DISPOSTO A TUDO PARA FAZÊ-LA FELIZ.  RECONHEÇO MEUS ERROS, RECONHEÇO MINHAS FRAQUEZAS E HOJE, OUTRO HOMEM DEPOIS DE UMA CIRURGIA EM QUE A VIDA SE MOSTROU FRÁGIL, ESSE AMOR É PLENO, TOTAL E ABSOLUTO.

terça-feira, 30 de abril de 2013

INESQUECÍVEL VANZOLINI!!!


Jô Soares já foi grande humorista, mas, como apresentador de  talk show, não chega nem aos pés do  Silveira Sampaio de meio século atrás. 

Não sei se isto advém de falta de competência ou do Jô se direcionar para um público intelectualmente muito inferior ao que SS atingia; ou seja, se ele é superficial por opção ou para satisfazer aos videotas. 

Mas, não suporto que jamais lhe ocorra a pergunta mais interessante e inteligente que teria para fazer ao entrevistado. Deixa-nos com aquela sensação  de que faltou tempero na comida...

Foi no SS Show que fiquei conhecendo o grande Paulo Vanzolini (1924-2013), mais uma perda doída de abril, mês que invariavelmente me evoca o pior  dia da mentira  da nossa História, quando perdemos a liberdade...

A entrevista ocorreu lá pelos meados dos anos 60 e foi ótima, como sempre. 

Fiquei surpreso ao saber que um eminente homem de ciências era autor de verdadeiras pérolas da MPB. Eu gostava, principalmente, de "Volta por cima", que chegara a tocar muito nas rádios (logo adiante, ela se completaria às mil maravilhas com a obra-prima de Glauber Rocha, O dragão da maldade contra o santo guerreiro, destacando um dos trechos culminantes do filme). 

Foi também adiante que fiquei conhecendo e gostando de outros clássicos de Vanzolini, como "Ronda", "Chorava no meio da rua", "Napoleão" e "Praça Clóvis". Além, claro, do "Samba erudito", que poderia até servir-lhe como cartão de visita musical: nenhum erudito conseguiu, jamais, soar tão espontâneo como sambista!

Mas, voltemos  àquele longínquo SS Show. Lá pelas tantas, Vanzolini contou a história da "Capoeira do Arnaldo" (clique aqui para ver o vídeo). Ele costumava terminar suas noites na boate Jogral, do amigo e também compositor Luís Carlos Paraná. E foi desafiado por outro amigo, chamado Arnaldo, a criar uma música com utilização perfeita de jargão regional. De estalo, Vanzolini compôs sua inspiradíssima capoeira. 

Foi interpretada no programa do Silveira Sampaio por Luís Carlos Paraná, que estava acompanhando Vanzolini. Este, entretanto, ressalvou que, como a fizera para presentear  um amigo, não a disponibilizaria para lançamento em disco. Amei a música e detestei saber que nunca mais a escutaria de novo. 

Lá por 1973, contudo, ao passar por um  sebo  do centro da cidade, percebi, maravilhado, que a música tocada na vitrola era a "Capoeira do Arnaldo"! 

Ignorava que, certamente atendendo aos apelos gerais, Vanzolini acabara permitindo sua gravação. Comprei e toquei até o compacto ficar riscado.

De tanto ouvir, decorei a (longa) letra inteirinha. E em sentido figurado, não literal, sempre encarei a última estrofe  como um resumo da minha trajetória:
"Eu sai da minha terra
Por ter sina viageira
Cum dois meses de viagem
Eu vivi uma vida inteira
Sai bravo, cheguei manso
Macho da mesma maneira
Estrada foi boa mestra
Me deu lição verdadeira
Coragem num 'tá no grito
Nem riqueza na algibeira
E os pecado de domingo
Quem paga é segunda-feira" 
"Na boca da noite", parceria com Toquinho, é outra canção de beleza cristalina, que me tocou profundamente. Tinha tudo a ver com aquela época em que nossos amores eram necessariamente fugazes, mesmo porque não sabíamos que horrores poderiam nos atingir nas próximas horas. Embora não fosse esta a intenção de Vanzolini, foi o que então significou para mim esta pungente estrofe: 
"Gente da nossa estampa 
não pede juras nem faz, 
Ama e passa e não demonstra 
sua guerra, sua paz 
Quando o galo me chamou, 
eu parti sem olhar pra trás 
Porque, morena, eu sabia, 
se olhasse, não conseguia 
Sair dali nunca mais" 
Por último, quero deixar um registro sobre a importância de Vanzolini como zoólogo. Mas, como não é nem nunca será minha praia, pegarei uma carona num excelente artigo de Marcelo Leite, editor de Opinião da Folha de S. Paulo:
"A especialidade de Paulo Emílio Vanzolini, na sua identidade menos conhecida de pesquisador, eram cobras e lagartos. O afiado zoólogo foi um dos maiores herpetologistas do Brasil e teve participação direta em momentos cruciais da ciência nacional.
A pesquisa biológica, como um lagarto, caminha pela natureza impulsionada sobre dois pés por vez: teóricos e sistematizadores, de um lado, naturalistas e taxonomistas, de outro. Vanzolini serpenteava com destreza entre os dois campos, aliando como poucos as faculdades de observador detalhista e de generalizador arguto.
Na descrição de espécies de répteis e seus hábitos ecológicos, avançou sobre terreno quase virgem, aplicando com afinco a formação obtida na Faculdade de Medicina da USP e no doutorado na Universidade Harvard (EUA). Foi fundamental para o Museu de Zoologia da USP, que amou e dirigiu por muitos anos.
(...) Numa de suas incursões pelo rio Paraná, compôs com Antônio Xandó uma estrofe complementar para "Cuitelinho" (espécie de beija-flor), entoada por um pescador. Estão ali talvez os versos mais formosos de uma das mais bonitas melodias do cancioneiro nacional: "A tua saudade corta como aço de navalha / O coração fica aflito, bate uma, a outra falha / E os olhos se enchem d'água, que até a vista se atrapalha"".

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Discurso Proibido de Hugo Chávez




Discurso Proibido de Hugo Chávez na Conferência sobre Mudanças Climáticas COP-15





(Vídeo legendado em português)

Enviado pelo pessoal da Vila Vudu

Comentado por Jacob David Blinder



Poucos conhecem o discurso de Hugo Chávez efetuado na Conferência sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em 2009 na cidade de Copenhagen, 15 anos após a definição do Protocolo de Kyoto e que estabeleceria normas mundiais para a redução das emissões de gases contaminantes na atmosfera.



Foi um discurso arrasador, revolucionário e que foi na época intencionalmente omitido por parte da grande mídia burguesa mundial. E agora anos depois dessa Conferência, os países desenvolvidos do mundo continuam poluindo cada vez mais a atmosfera nenhum acordo controlador da poluição surgiu no período, Hugo Chávez faleceu devido ter sofrido uma grave enfermidade (ou será que foi assassinado?) e a Venezuela, bolivariana, revolucionária e antiimperialista construindo o socialismo está sob ameaça de passar por guerra civil.



Assim os poderosos do mundo resolvem os graves problemas que afligem a humanidade.



As idéias que Hugo Chávez disseminou são válidas e continuarão! O revolucionário povo da Venezuela continuará resistindo ao assédio imperialista! Chávez vive! A luta continua!







Jacob David Blinder.







ANTOLÓGICO: Um dos maiores fiascos da história dos grandes eventos da ONU foi a Conferência sobre Mudanças Climáticas, conhecida como COP-15, realizada em Copenhagen.





15 anos após a definição do Protocolo de Kyoto, que estabeleceria normais mundiais para a redução das emissões de gases contaminantes, a Conferência chegou ao fim sem nenhuma única resolução concreta, em meio a um grande embate diplomático e grandes manifestações de rua.





No Brasil, a grande mídia deu um grande destaque ao discurso do então Presidente Lula, como tendo sido o mais importante da Conferência.





A mídia alternativa de esquerda, por sua vez, deu grande repercussão ao discurso do Presidente da Bolívia, Evo Morales.





No entanto, ambos os discursos não chegam aos pés do que foi realmente o grande discurso da Conferência.





Em seu pronunciamento (totalmente abafado pela grande mídia e ignorado pela esquerda brasileira), o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, fez um dos discursos ambientalistas mais contundentes da história das Nações Unidas, citando, dentre outros, o pensador brasileiro Leonardo Boff e alguns dos lemas que se gritavam nas ruas.





Mais um vídeo raro e essencial editado e legendado pela página “Ocupa a Rede Globo”.





kriptonymous







http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2013/04/discurso-proibido-de-hugo-chavez-na.html



http://goo.gl/FYYoz









[A rede castorphoto

Comunicado das FARC : Las FARC confirman combate con el Ejército en donde 33 soldados habrían muerto




Agencia de Noticias Nueva Colombia, ANNCOL

Web: www.anncol.eu, Redacción: editar@anncol.eu,

YouTube: http://www.youtube.com/user/anncol4?feature=mhee










33 militares habrían caído en combate con fuerzas especiales de la guerrilla de las FARC en Cauca.





Las FARC confirman combate con el Ejército en donde 33 soldados habrían muerto, hecho que fue informado por Francisco Santos en su Twitter



Por ANNCOL



2013-04-29 / El combate no se produjo en el departamento de Putumayo sino en el municipio de Buenos Aires, departamento del Cauca, dice el Secretariado del Estado Mayor Central de las FARC-EP en un comunicado que ANNCOL reproduce en su totalidad abajo.



El combate producido por las tropas guerrilleras es un duro golpe a las Fuerzas Militares del Estado Colombiano.



El ministro de defensa, Juan Carlos Pinzón, desmintió el hecho, diciendo que no se había producido, como decía el ex vicepresidente Francisco Santos, en el departamento de Putumayo, que por sí es cierto.



Pero el comunicado de la guerrilla informa que el combate se ejecutó en Cauca, más de 500 kilómetros de Putumayo.





COMUNICADO:











Al señor Francisco Santos





En atención a los trinos publicados en su Twitter en días pasados acerca de la posible baja de 33 militares, y de su presunto ocultamiento a la opinión, nos permitimos poner en su conocimiento el texto del parte de guerra hecho llegar al Secretariado del Estado Mayor Central de las FARC-EP desde el departamento del Cauca por la direcciones del Bloque Móvil Arturo Ruíz y el Bloque Occidental Comandante Alfonso Cano:



“El día martes 16 de abril a las 03:00 horas unidades pertenecientes al Bloque Móvil Arturo Ruiz y del BOCAC de las FARC-EP realizamos un ataque a la 27 Brigada del Ejército, adscrita a la Fuerza de Tarea Apolo, entre el sitio Agua Clara y La Alsacia, del municipio de Buenos Aires, Cauca.



El combate se inició a las tres de la mañana contra una patrulla del Ejército Nacional que hacía una descubierta en el área. Varios minutos después sobrevino de parte nuestra el lanzamiento simultáneo de ocho (8) ramplas con cilindros de dos arrobas de explosivos. Los cilindros cayeron justo en el lugar donde se concentraba un grupo grande de miembros de dicha Brigada.



El combate se extendió hasta las 12:00 horas. Nuestros combatientes no pudieron verificar el número de bajas enemigas. En las propias tropas tuvimos tres heridos y un muerto.



Los soldados maniobraban por un terreno adjunto al puesto de mando nuestro, orientados por un borracho que les sirvió de informante, por lo que se presentaron diferentes combates en el área. El camarada caído en combate recibió un tiro que le traspasó la pierna derecha y le cortó la femoral. Nos resultó imposible salvarlo.



Queda la incógnita acerca de los trinos publicados por el señor Francisco Santos en su cuenta, en los que denunció la muerte 33 soldados de la Brigada 27 del ejército en un ataque de las FARC. Si no es una equivocación, y si al golpe al que se refiere fue el ocurrido en la acción mencionada, no cabe duda de que se trató de una acción contundente. Eso sí, no ocurrió en el Putumayo”.



No es la primera vez que denunciamos que el Ministerio de Defensa y los mandos militares le mienten al país sobre los desarrollos del grave conflicto armado que se vive en Colombia.



SECRETARIADO DEL ESTADO MAYOR CENTRAL DE LAS FARC-EP

Montañas de Colombia, 20 de abril de 2013.





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A Vale é uma vaca =“FUNAI” PARA CABOCLOS? 17º ano da pintura da tela exposta ao minerio da VALE.


Dia 6 de maio de 2013, segunda-feira, 12 horas, será desenhada mais uma tela com o dedo, usando como tinta a poeira que sobre ela se depositou ao longo de 50 dias.




Alcançamos 17 edições de uma provocação artística iniciada em 1997, que anualmente tem colecionado fracassos: não alcançamos o grande público; não conseguimos sensibilizar nossos políticos.



As telas desenhadas nos anos anteriores, vídeos, textos explicativos e mais informações podem ser vistos, clicando no ícone A VALE, A VACA E A PENA, localizado no lado direito da página inicial do nosso site:http://www.galveas.com/a_vale_a_vaca_e_a_pena.htm





www.galveas.com







“FUNAI” PARA CABOCLOS?



Dezembro de 1972, Barra do Jucu. Depois de comer mais de 50 siris de cascos moles e cascos duros, de tomar cervejas em latas de ferro no Pedrinho’s Bar, Homero Massena (87 anos) pintou uma moringa que se tornou um ícone na luta do capixaba contra a poluição atmosférica. O pincel usado foi um pedaço de bambu com a ponta esmagada, providenciado na hora; a tinta, cedida por tio Pedrinho; e a moringa, encontrada detonada em um canto.



Enquanto ele pintava, sua esposa Edy fotografava, e nós conversávamos sobre a vinda da Kawasaki para a Ponta de Tubarão: início da colonização siderúrgica do nosso Estado.



Em uma face da moringa Massena desenhou um japonês de óculos escuros, com aspecto agressivo, saltando sobre o observador. Do outro lado pintou um capixaba retraído, sorriso de lado, olhinhos ingênuos e cabelos com chuca, tipo neném.



Nas nossas conversas, sempre concordávamos que o progresso devia ser perseguido e empregos criados, mas não a qualquer custo. Que a vocação do ES não era a siderurgia, mas serviços, indústrias limpas, portos, agropecuária e turismo.



Sabíamos que enorme contingente de trabalhadores baianos, varridos pela “vassoura de bruxa”, que liquidou o cacau, se juntaria aos capixabas, mineiros e fluminenses, deslocados pela quebra do café. A Grande Vitória inchava com brasileiros que precisavam trabalhar.



Também sabíamos que a Ponta de Tubarão era lugar impróprio para se desenvolver um polo siderúrgico. Só D. Quixote ousaria duelar com o nordestão que sopra por lá. Receávamos que, aflitos para resolverem o problema do desemprego, governantes renunciassem à nossa vocação, cedendo sempre aos interesses das empresas.



Massena, ao retornar ao ES em 1951, foi morar na Prainha de Vila Velha. Eu conheci a Prainha “dele” em 1955. Jamais esqueceria lugar tão agradável e repleto de histórias. De Inhoá à Ucharia, passando pelas Timbebas e o Queixo do Burro, cada trecho da praia ainda preservava a sua história, escrita a partir de 23 de maio de 1535. Fauna, flora e beleza natural ainda eram originais.



Nas tardes de maré cheia, os canelas-verdes se reuniam na Prainha, para nadar nas águas mornas do cais que existia junto ao portão velho do Convento. Aos sábados e domingos dividíamos a pequena faixa de areia com a turma que vinha de bonde de Vitória, dos bairros e cidades do interior.



No séc. XIX, a praia de Piratininga foi ocupada pela Marinha, que no séc. XX a entregou ao exército e, em seguida, aterrou Inhoá até a Ilha da Forca, construindo aí a Eames. Das três praias do centro de Vila Velha restava a Prainha. Primeiro ela foi transformada em esgoto e depois aterrada. Desapareceu!



Serviços públicos não acompanharam o ritmo do crescimento, e os riscos, para nativos e migrantes, cresceram junto com a desorganização social e a poluição. Nossa cultura foi demolida mais rapidamente do que a dos índios. Por mais que tenham se empenhado na exploração dos nativos e das nossas riquezas, colonizadores primitivos afetaram muito pouco o ambiente, possibilitando diferentes opções de desenvolvimento, até 1970. A partir daí, ações governamentais ignorando nossa vocação, dificilmente reversíveis, aceitas passivamente, corrompem a nossa identidade. Precisamos da proteção de uma Funac?



Hoje, em nossas casas muradas e gradeadas, sem flores nem frutos, recebemos sempre o nosso quinhão diário de ferro.



Kleber Galvêas, pintor – tel. (27) 3244 7115 www.galveas.com 05/04/2013



Favor repassar para amigos. Grato, kleber































http://www.galveas.com/a_vale_a_vaca_e_a_pena.htm

Por uma Política Cidadã sobre Drogas

Por uma Política Cidadã sobre Drogas




A Frente Mineira sobre Drogas e Direitos Humanos (FMDDH) e a Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (RENILA) divulgam a Carta produzida durante o seminário “Drogas e cidades: pensamentos para uma prática cidadã”, que aconteceu entre os dias 14 a 16 de março, no Centro Universitário Newton Paiva, em Belo Horizonte.



CARTA DE BELO HORIZONTE

POR UMA POLÍTICA CIDADÃ SOBRE DROGAS



Os participantes do SEMINÁRIO DROGAS E CIDADES: PENSAMENTOS PARA UMA PRÁTICA CIDADÔ, realizado em Belo Horizonte, nos dias 14 a 16 de março de 2013 declaram:



1 - como cidadãos, responsáveis e atuantes nas políticas públicas sobre drogas, repudiamos as ações higienistas, violentas e repressivas de tratamento aos usuários de drogas, em especial de crack, levadas a cabo e divulgadas como solução do problema nas grandes cidades, destacadamente no Rio de Janeiro e São Paulo;

2 - que as chamadas cracolândias antes de serem a “pátria dos craqueiros” é um território de esquecidos e abandonados pela cidade e poder público, devendo as intervenções públicas fortalecerem os direitos de cidadania dos moradores destes territórios e dos usuários que ali se concentram para fazer uso de drogas, e não recolhê-los indiscriminadamente. Ao contrário, deve-se investir no laço e vínculo com os mesmos, trazendo-os para a rede de tratamento e assistência;

3 - não aceitamos nem tampouco defendemos a realização das chamadas internações compulsórias e involuntárias como recurso primeiro e em massa dos usuários. Tais ações não cuidam, apontam o fracasso clínico e social de busca do consentimento ao cuidado e são, na prática, um ato de seqüestro de direitos;

4 - na mesma medida repudiamos a implantação das propostas políticas do Governo do Estado de Minas Gerais, em particular, o Cartão Aliança pela Vida e o Território Aliança. Todas são estratégias centradas na lógica da exclusão e da segregação e favorecem e defendem os interesses privados em detrimento do bem público. Uma relação histórica, questionável por parte do Governo do Estado que reduz a saúde a um bem de mercado e não de cidadania, e o cuidado a um ato de vigilância, controle e repressão;

5 - repudiamos aquelas comunidades terapêuticas que violam os direitos humanos e propomos que a possível inserção desse setor na rede poderá ser feita como serviço de atenção em regime residencial ou projetos de inclusão produtiva, respeitando as exigências da Portaria Ministerial nº 131, de 26 de janeiro de 2012;

6 - repudiamos as intervenções do Judiciário, Ministério e Defensorias Públicos que, ao contrário, da proteção aos direitos do cidadão, tem repercutido o alarme e desencadeado ações que fragilizam os usuários, os inscrevem como classe perigosa e perpetuam o preconceito e o estigma em relação aos mesmos;

7 - repudiamos a opção por um modelo de saúde privatizado, com transferência de responsabilidade estatal na gestão dos serviços, que além de não permitir a estruturação de uma política de estado sobre drogas, também precariza as relações de trabalho, impondo a redução de direitos a usuários e trabalhadores;

8 - lamentamos a opção e posição do governo federal em acolher e dialogar apenas com representantes do discurso repressivo e moral, ignorando as posições e propostas dos movimentos sociais comprometidos com a construção de políticas públicas e com a defesa dos direitos sociais e humanos e da IV Conferência Nacional de Saúde Mental e XIV Conferência Nacional de Saúde. Tal escolha conduziu à formatação de uma política que incluiu no SUS espaços de reclusão além de estimular a privatização da assistência em saúde;

9 - que a chamada “guerra às drogas” além de ineficaz é danosa, produz mais mortes do que o seu uso, intensifica a violência e desperdiça recursos públicos, além de sustentar a ilusória crença na possibilidade de um mundo sem drogas;

10 - defendemos para Belo Horizonte, em razão e coerência com a história da Luta Antimanicomial e da Reforma Psiquiátrica aqui implantada, assim como para todos os municípios brasileiros, uma política de atenção aos usuários de álcool e outras drogas ousada, corajosa e inovadora e não a repetição de velhas fórmulas e respostas apressadas, mágicas, a uma questão tão delicada e complexa e intrinsecamente associada aos valores contemporâneos, cujas marcas podemos ler nos novos modos de relação dos sujeitos com as drogas;

11 - defendemos, no caso específico para esta cidade, a criação de mais CERSAM-ad III conforme decisão da III Conferência Municipal de Saúde Mental e afirmamos ser inaceitável a existência de apenas uma unidade deste tipo. Não há como fazer frente ao alarme e busca de soluções mágicas, sem apresentar respostas públicas de qualidade e potentes;

12 - defendemos, para as crianças e adolescentes, em especial as que se encontram em situação de rua, a implantação de políticas que as conduzam e insiram na cidadania e rompam com a exclusão e o encarceramento precoce a que têm sido submetidas;

- defendemos a implantação de leitos em hospital geral para cuidado às urgências e necessidades clínicas dos usuários, superando a resposta inadequada dada pelos hospitais psiquiátricos e comunidades terapêuticas, ambos, destituídos de condições e estrutura para realização deste cuidado;

13 - defendemos Consultórios de Rua públicos, invenção recente, audaciosa e criativa, que levou a saúde mental ao encontro de uma realidade até então desconhecida pelas políticas públicas, fazendo chegar às redes histórias de vida nas quais a droga é um dos elementos, e o elemento, da desfiliação e fragilidade, cuja implantação exigiu coragem e decisão de fazê-lo e orientou-se pelos pressupostos da redução de danos e da reforma psiquiátrica para desvelar aquilo que a exclusão encobria: a vida presente nas cenas de uso. Por isto, repudiamos, mais uma vez, o arremedo de consultório proposto pelo Governo de Minas Gerais, através do Território Aliança, cuja capacidade de atuar em coerência com tais princípios está comprometida de saída, na medida em que serão executados por instituições que operam com a estratégia da abstinência, de captação de usuários para seu serviço e a lógica do lucro;

14 - defendemos que as políticas públicas, de forma ampla, e os serviços de saúde mental e seus trabalhadores, em particular, adotem e operem com os pressupostos da redução de danos, fomentando a construção de outra cultura clínica, mas, sobretudo, cuidando solidariamente dos usuários;

15 - defendemos ainda, que a resposta urgente e necessária do poder público não se restrinja à saúde, mas incorpore todas as áreas públicas: trabalho, habitação, educação, cultura, arte, esporte, justiça, segurança pública e assistência social, sendo, portanto e efetivamente, intersetorial para dar acesso à cidadania e fazer valer o direito à vida;

16 - defendemos a criação de espaços de interlocução entre a saúde e o judiciário, favorecendo, além da aproximação entre as instituições, a defesa e o fortalecimento dos direitos de cidadania dos que usam e abusam de drogas;

- repudiamos o PL 7663/2010 e seu substitutivo em função do retrocesso a que os mesmos podem conduzir a política de drogas e das ameaças aos direitos sociais que tais propostas podem acarretar;

17 - repudiamos a escolha e a permanência do deputado federal Marcos Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara e, assim como as milhares de manifestações, afirmamos que o mesmo não nos representa;

18 - denunciamos e repudiamos as ofensas e acusações feitas pelo deputado federal Givaldo Carimbão (PSB/AL) ao Conselho Federal de Psicologia e, como cidadãos, exigimos que o parlamentar seja responsabilizado por tais atos.

Uma cidade somente será o oposto do deserto que a limita, quando criar em si, em seu solo as condições para incluir a todos, para fazer valer a vida e não o lucro ou o capital, o homem e seus sonhos e capacidades, tristezas e realizações, tecendo, dia a dia, ponto a ponto, os invisíveis fios que unem uns aos outros na construção da história. Desejamos a Belo Horizonte a possibilidade de cumprir seu desígnio: ser um horizonte aberto, convidativo para todos e em especial para seus cidadãos. Uma referência no atlas ancorado no respeito à dignidade humana.

Belo Horizonte, 16 de Março de 2013

29 e 30 FORUM DE SÃO PAULO Reunido em Havana

Via Jacob Blinder

Entrevista con Valter Pomar, Secretario Ejecutivo del Foro de Sao Paulo, cuyo Grupo de Trabajo se reúne en La Habana este 29 y 30 de abril de 2013.




http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=_X8RLNYfZCU



A Semana - O Judiciário

O JUDICIÁRIO






Laerte Braga



Segundo o jornal FOLHA DE SÃO PAULO, parte da mídia de esgoto, 16% dos integrantes do Judiciário no Estado do Rio são parentes de outros membros desse poder. As indicações refletem o nepotismo e a descaracterização desse poder.



No Paraná o presidente do Tribunal de Justiça está sendo objeto de investigações, as suspeitas sobre crimes cometidos são vários. No Espírito Santo, desembargadores do Tribunal de Justiça têm o rabo preso e há cerca de dois anos vários deles foram presos.



Esse caráter contumaz que transforma o Judiciário num grande clube de amigos e inimigos cordiais, tudo em detrimento da Justiça e da manutenção de uma ordem precária e fundada numa Constituição furada, remendada e constantemente desrespeitada, mostra o caráter precário da democracia brasileira.



A recente decisão do ministro Gilmar Mendes, tucano e ex Advogado Geral da União no desgoverno FHC, um dos mais controversos – para ser bondoso – da Corte Suprema, paralisando a discussão e votação de um projeto de lei no Congresso Nacional, dá a medida do caos que é a democracia brasileira e os limites da competência de cada poder.



Funcionam os interesses político-partidários acima do princípio da Justiça e não há escrúpulos em disfarçar esse caráter. Ou temos ministros prevaricadores como Mendes, Fux, Tófoli e alguns outros, ou temos ministros desprovidos do preceito constitucional de “notável saber jurídico e ilibada reputação. Poucos os que se salvam.



A corrupção e o nepotismo no Judiciário têm efeito cascata. O exemplo maior dessa forma de ser vem desde a frase de Nélson Jobim, que diante das dificuldades de FHC em aplicar o plano de privatizações, nomeou seu então ministro da Justiça que, ao tomar posse, declarou que “sou aqui o líder do governo no STF”.



Uma Corte Suprema não tem líder do governo, mas compromisso com a Justiça. E nem o nepotismo começou por aí.



É possível condenar uma cidadã por roubar uma caixa de manteiga a três anos de prisão, ignorando o estado de necessidade e manter soltos Gildevan Alves Fernandes (PV) e Jorge Donati (PSDB), respectivamente deputado estadual e prefeito, acusados e estupro e assassinato.



E é possível tentar manter privilégios vetando ao Poder Legislativo o direito de legislar, numa simples medida de um ministro que concedeu dois habeas corpus em menos de 24 horas a um banqueiro criminoso condenado e a um estuprador comprovado (que fugiu do Brasil).



O jornalista Luís Nassif, de caráter e ética indiscutíveis, afirma que Gilmar Mendes “não tem estatura de Ministro do STF. Sua decisão de hoje visa apenas jogar gasolina na fogueira, apostar na crise permanente”. Na prática se imagina dono do STF, disputa a posição com seu antigo algoz, Joaquim Barbosa.



Não importa o juízo que se faça do Congresso. É um dos poderes autônomos da República, legisla sobre matéria pertinente e chega a ser curioso que o STF queira intrometer-se em discussões sobre legislação partidária, onde, num País como o nosso, três dissidentes formam um partido, num emaranhado que fragiliza a democracia, aprisiona governos em situações complicadas e mantém o atual estado de coisas, um País “avançando” em casuísmos governamentais.



Uma espécie de corda bamba onde cada qual busca manter-se num espaço limitado, mas sujeito a chuvas e trovoadas como agora.



Há uma intromissão indébita do STF nas atribuições e competências do Legislativo e isso tem um único objetivo: o de evitar a reeleição da presidente da República.



É a campanha onde os olhos azuis do governador Eduardo Campos pretende superar o “charme de Aécio e a “virgindade” política de Marina da Silva, associada a grandes grupos, na falácia do desenvolvimento sustentável. Pretendem se transformar em protagonistas principais de um arremedo de democracia.



Os brasileiros, nesse entrevero, nessas disputas espúrias, nessas brigas de poder ficam à margem. O sistema está falido, é hora de ir para as ruas, organizados e conscientes que temos servido apenas de massa de manobra seja dos grupos econômicos, seja dos políticos que os representam, dos juristas de meia pataca a serviço desses grupos e do papel da mídia de esgoto.