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sexta-feira, 8 de março de 2013

O PT ESTÁ SE LIXANDO PARA OS DIREITOS HUMANOS E AS MINORIAS

O deputado federal Marco Feliciano se diz pastor, mas nem de longe tem o perfil de quem zela por seu rebanho; apenas o tosquia. Nos tempos bíblicos, decerto seria um dos mercadores que Cristo expulsou do templo. Seu deus é o bezerro de ouro.

Um vídeo divulgado na internet (acesse aqui) escancara a sua devoção suprema pelo vil metal.

Exorta os extorquidos a doarem R$ 1 mil cada, mas, magnânimo, abre exceção para os mais pobres, impossibilitados de jogarem tanto dinheiro no lixo. Aconselha-os a queimarem R$ 500.  

Pede que façam a "oferta" em dinheiro, cheque, cartão, depósito bancário ou, mesmo, moto! Até cheques pré-datados para 90 dias são aceitos. E repreende uma vítima distraída, por ter esquecido um pequeno detalhe:
"Samuel de Souza doou o cartão, mas não doou a senha. Aí não vale. Depois vai pedir o milagre para Deus e Deus não vai dar. E vai falar que Deus é ruim..."
Pelo contrário, Deus é bom até demais. Tanto que ainda não fulminou Feliciano com um raio.

Ele é, ainda, alvo de uma ação penal em função dos R$ 13,3 mil que recebeu adiantados para realizar dois cultos religiosos no Rio Grande do Sul: não compareceu, nem devolveu a grana.

E o Supremo Tribunal Federal abriu inquérito para apurar se são criminosas as afirmações racistas e homofóbicas difundidas por Feliciano nas redes sociais.

Frases como a de que "africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé" e a de que "a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição".

Coerentemente, Feliciano é autor de projetos que pretendem revogar decisões do próprio STF, como a que reconhece a união civil de pessoas do mesmo sexo. Além de ser um dos defensores da imposição da castração química aos estupradores.

Mais chocante ainda do que a posse de parlamentar tão inadequado, verdadeiro antípoda, para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, foi a maneira como se consumou tal aberração.

No rateio informal das comissões entre os partidos, o PT fazia questão de obter a CDHM, por ter tudo a ver com sua história e suas bandeiras originais.

Ahora no más!  Optou por dela abrir mão, deixando que caísse no colo do Partido Social Cristão. Quis ficar com alguma de mais valia para o exercício da politicalha.

Aquela politicalha em relação à qual o PT se apresentava como alternativa.

Então, como na obra famosa de Mary Shelley, é inteiramente justificada a execração da criatura, mas o criador merece repúdio ainda maior. O monstro --Feliciano como presidente da CDHM-- não existiria se um dr. Frankenstein não lhe tivesse dado vida. 

E, convenhamos, o paralelo é bem pertinente: o caminho percorrido pelo médico ficcional até se tornar fabricante de  monstros é o mesmo que o partido real percorreu até se tornar parceiro e cúmplice da pior escória da política brasileira.

terça-feira, 5 de março de 2013

Cazuza no Jô Soares em 1988: "minha ideologia é a socialista"

Agenor de Miranda Araújo Neto, mais conhecido como Cazuza, (Rio de Janeiro, 4 de abril de 1958 — Rio de Janeiro, 7 de julho de 1990) foi um cantor, compositor e poeta brasileiro que ganhou fama como o vocalista e principal letrista da banda Barão Vermelho. Cazuza é considerado um dos melhores e mais importantes compositores da música brasileira. Esta entrevista foi dada, dias antes de Cazuza confirmar que estava com AIDS:

 http://tvpcb.blogspot.com.br/2013/03/cazuza-na-tv-em-1988-minha-ideologia-e.html

JUDICIÁRIO QUE EXERCER A CENSURA ARTÍSTICA

Agora coube a um togado revirar as imundícies da lixeira da História em busca de tesoura de Torquemada --a mesma que, durante a ditadura militar, foi empunhada por um bando de indivíduos inescrupulosos, dispostos a tudo por dinheiro.

Naquele período infame,    o paradigma dos castradores de intelectos foi Solange Teixeira Hernandes, diretora do Departamento de Censura Federal.

Mas, ao que se saiba, dona Solange & cia. não se voluntariaram para a vil, repulsiva e degradante função de censores. Foram escolhidos e não tiveram a dignidade de recusar, exatamente como os oficiais nazistas que atentaram contra a humanidade e depois alegaram ter cumprido ordens superiores -o que não os eximiu de receberem punições exemplares, merecidíssimas, do tribunal de Nuremberg.

Já o desembargador Marcelo Fortes Barbosa Filho, da 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, só obedeceu à própria (in)consciência ao proibir a dramatização de um acontecimento trombeteado  ad nauseam  no noticiário jornalístico, a ponto de ficar conhecido por dezenas de milhões de brasileiros.

À  imprensa abutre  é permitido derivar folhetins oportunistas do Caso Nardoni e que tais, martelando-os dia e noite, de forma a extrair o máximo de ganhos de episódios trágicos que jamais deveriam ser expostos com tanta crueza e tamanha leviandade. O teatro, contudo, é impedido até de evocar tais acontecimentos para deles extrair conclusões mais gerais sobre a nossa sociedade e o nosso tempo, estimulando a reflexão.

Trata-se de um atentado contra a democracia brasileira. É um acinte à nossa Constituição, cujo artigo 5º fulmina as pretensões das  otoridades   atrabiliárias e obscurantistas, ao estabelecer que "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença".

O diretor da peça Edifício London, Lucas Arantes, enfocou a morte da menina Isabella com a pretensão de dela derivar "uma mitologia universal".

O desembargador Solange, sem evidenciar a mais remota afinidade com a manifestação artística, sentenciou que a peça da companhia Os Satyros configuraria "violação à imagem" de Isabella e "efetiva agressão à sua pessoa".

Consultou, pelo menos, algum crítico teatral, que lhe explicasse didaticamente as ferramentas dessa arte? Não. Como o mais desinformado aldeão do mais distante grotão, o meretíssimo ficou escandalizado com o fato de a morte de Isabella ter sido representada pelo lançamento de "uma boneca decapitada por uma janela".

O que ele queria, que arremessassem uma atriz com marcas de agressão e ela se esborrachasse no palco?!

Fico imaginando qual seria a reação do melindroso desembargador à interpretação de "Dead Babies", música/performance de 40 anos atrás (veja o vídeo aqui), tolerada pela sociedade em nome da liberdade de expressão artística, que deve proteger inclusive os espetáculos de mau gosto. Provavelmente condenaria Alice Cooper ao esquartejamento ou ao garrote vil...
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