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sábado, 9 de fevereiro de 2013

A TORRADEIRA E O PÊNIS





A SEMANA

A TORRADEIRA E O PÊNIS

Laerte Braga


É possível – e com fartura – encontrar em algumas lojas de eletrodomésticos, torradeiras MAIS VOCÊ, com a cara de Ana Maria Braga estampado num dos lados. O difícil é comprar. Imagine todas as manhãs o café regado a torradas com o rosto roto de Ana Maria Braga. Mas vende feito água. A sensação que no altar do café da manhã está entronizada uma nova deusa do consumismo.
A semana rendeu um “salutar” debate sobre se determinada sister pegou ou não o pênis de determinado brother, quando ambos estavam sob o edredon na casa do BBB. A despeito das negativas do brother, das evasivas da sister, é óbvio que qualquer um que aceite as regras de um jogo desses sabe que pegar ou não pegar não é o dilema. Ganhar o jogo vai depender bem mais do que pegar ou deixar de pegar.
A resposta certa é que dois objetos supostamente humanos se prestam a algo que não tem em si absolutamente problema algum num contexto correto. Da forma como é feito ou não, é incentivado, é regra, faz parte do caráter amoral da tevê brasileira, a GLOBO e a RECORDE são as líderes em amoralidade. Uma discute o pegar ou não o pênis, outra o quanto se deve pagar para entrar no paraíso. Não há diferença entre Marinhos e Edir Macedo.
De permeio, correndo por fora, já não tão azarão assim, o do chapéu de vaqueiro. Vende tijolos para a construção de casas no paraíso e em seguida vai lançar a argamassa
Esse tipo de situação é intrínseco ao capitalismo. É o show, o espetáculo.
John Brennan, indicado para ser o diretor da CIA – AGÊNCIA CENTRAL DE INTELIGÊNCIA – disse no Congresso dos EUA que não considera “afogamento simulado” como tortura e vai prosseguir na política de assassinatos seletivos de “inimigos da democracia norte-americana”.
É homem do governo Bush, está no governo Obama desde o primeiro momento, o que demonstra que enquanto Bush lia livros de cabeça para baixo, Obama é exímio cervejeiro, pois os donos do poder são outros.
A queda de pouco mais de 7 pontos percentuais na audiência do JORNAL NACIONAL em janeiro, comparado com igual período do ano passado, mostra que o Homer Simpson começa a acordar e não tem vontade de colocar fogo no carro para receber o dinheiro do seguro;
Em OS SIMPSONS E A FILOSOFIA, James Lawler mostra a seguinte passagem de um dos episódios da série para retratar o perfil de Homer Simpson, segundo William Bonner, o perfil do telespectador do JORNAL NACIONAL.
“Moe quer que Homer destrua seu automóvel para poder receber o dinheiro do seguro. Homer sente uma pressão intensa de Moe, um personagem geralmente egoísta, sempre pensando primeiro em si. Ele é intimidado pela ameaça da língua ferina de Moe e está propenso a ceder à insistência do amigo. Como modelo Moe coloca os interesses e desejos pessoais em primeiro lugar, e não liga para deveres morais conflitantes. Em contrapartida Homer  tem um momento de dúvida, no qual se pergunta se está ou não agindo corretamente. Ele consulta sua consciência, que assume a forma de uma imagem mental de Marge, falando com ele. Ridiculamente, Marge lhe diz com determinação: seu dever consiste em destruir o carro de Moe para que possa receber o dinheiro do seguro. Com a consciência  satisfeita Homer parte para a ação, com sua característica energia.”
Compra a torradeira, pega no pênis, compra o tijolo, guarda o dinheiro da argamassa e assiste ao JORNAL NACIONAL.
Não tem a menor ideia que o governo do presidente Chávez está ajudando norte-americanos pobre a dispor de meios de calefação em suas casas, isso quando têm casas, pois o preço de mercado nos melhores magazines dos EUA é insuportável e só acessível ou a quem bebe a cerveja de Obama, ou lê os livros preferidos de George Bush.
Não deve ter a menor ideia do que seja afogamento simulado. Assassinato seletivo, nem sabe que rebeldes sírios estão sequestrando meninas nas cidades por onde passam para que possam estuprá-las.
O sorriso de Patrícia Poeta, ou o rosto de Ana Maria Braga, ou de Fátima Bernardes, o jeito convincente de William Moe Bonner não mostram esse tipo de situação.
Aí, chega em casa, liga a tevê, toma uma ou duas cervejas, em breve vira um obeso e é descartado na política de combate à obesidade posta em prática pelo governo de Obama.
O pateta perfeito.
A tarefa real dos meios de comunicação no sistema capitalista é exatamente fabricar patetas como Homer Simpson. Chamam isso de “liberdade de expressão” e reagem a qualquer tentativa mínima de fazer aflorar condições de acesso às informações de forma democrática, sem mistificações.
Não há surpresa alguma em Renan Calheiros vir a ser o presidente do Senado em substituição a José Sarney, ou em Joaquim Barbosa virar estrela de primeira grandeza num universo conturbado, onde Aécio Neves vir quente depois do carnaval.
Deve trazer Luciano Huck a tiracolo e ambos guardarem prudente distância de bafômetros, ainda mais agora que medem bem mais que a quantidade de álcool ingerida. Medem outras mágicas.
Eu não sei como não lançaram ainda a vodka Aécio. Insípida, inodora e incolor, mas não é água. E se for está contaminada.
Para fechar, o abraço de confraternização do senador Lindemberg, outrora líder dos caras pintadas, no ex-presidente Fernando Collor. Pegar ou não no pênis no bordel da GLOBO, o BBB, é irrelevante diante de toda essa amoralidade capitalista.
Que o digam os lucros dos principais bancos, inclusive o SANTANDER, quebrado no mundo inteiro, quer dizer quase, pois salva-o não o rum creosotado, mas o Brasil.


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EXÉRCITO FAZ A COMISSÃO DA VERDADE DE GATO E SAPATO

Logo que surgiram as primeiras especulações sobre quem integraria a Comissão Nacional da Verdade, dando como favas contadas que a presidente Dilma Rousseff honraria a INCONCEBÍVEL, INACEITÁVEL e DESONROSA promessa feita à bancada evangélica no Congresso, de não indicar nenhuma vítima direta da --militante torturado(a) pela-- ditadura de 1964/85, lancei minha anticandidatura, primeiramente como forma de protesto.

NUNCA ADMITIMOS SER IGUALADOS AOS NOSSOS ALGOZES, que tentam justificar suas atrocidades com a  desconversa de que os dois lados cometeram excessos. E o veto tanto aos criminosos da ditadura quanto aos antigos resistentes significava exatamente isto, a presunção de que ambos seriam identicamente inconfiáveis.    

Pensei também numa remota hipótese de mexer com os brios da esquerda, fazendo com que ela saísse de sua tradicional posição majoritária de atrelamento incondicional ao governo petista (enquanto a minoritária é de apenas negar tudo que o governo do PT faz e ficar de fora criticando). Sonhava vê-la levantando a bandeira da não capitulação diante dos parlamentares reacionários.

A presença de pelo menos um membro aguerrido seria fundamental para dificultar a previsível acomodação diante da resistência da caserna à revelação da verdade.

Alguém precisava pagar para ver quando os militares blefassem, como blefaram no célebre episódio do ultimatum do alto comando do Exército ao Governo Lula, em 2007 (vide aqui). 

Sabendo que meu nome não uniria a esquerda, várias vezes citei o companheiro Ivan Seixas, o grande responsável pelo resgate das ossadas de Perus, como segunda possibilidade. Se houvesse alguma mobilização para apoiá-lo, eu seria o primeiro a aderir, abdicando da minha anticandidatura.

Clamei no deserto. Os petistas e os caudatários do petismo se comportaram como tais e não como sobreviventes de uma carnificina na qual foram imolados alguns dos melhores cidadãos que este país já produziu. E os derrotistas deram a batalha por perdida sem sequer travá-la, como sempre.

Empossada há nove meses, o que essa domesticada comissão da verdade realmente produziu, afora a correção de um atestado de óbito famoso, retumbantes divulgações acerca do que todos estávamos carecas de saber e miudezas em geral? Valeu a pena a esquerda ter trocado a exigência de cumprimento da decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos, de punição dos carrascos do Araguaia, por prêmio de consolação tão ínfimo?

Se alguém ainda tinha dúvidas a respeito do verdadeiro papel dessa CNV, a entrevista que o escritor Marcelo Paiva deu à Folha de S. Paulo neste sábado (09) é suficiente para as desfazer, ao revelar que, sob seu nariz, os militares sequestraram o arquivo confidencial do coronel Júlio Miguel Molinas, ex-chefe do DOI-Codi do Rio de Janeiro:
"...um dia depois da morte dele [1º/11], houve uma operação do Exército que cercou a casa e levou caixas e caixas de documentos. A CNV é que deveria ter chutado a porta do cara com um grupo de investigadores de alto nível, porque afinal é uma comissão oficial do governo brasileiro. Devia ter pegado essas caixas".
Adiante, o Exército entregou à CNV apenas e tão somente os textos referentes ao assassinato de Rubens Paiva e ao atentado do Rio Centro. O que mais haveria?

Nunca saberemos, pois, mesmo que a Comissão exija agora o acervo total, não haverá como determinar-se se foram subtraídos os documentos mais melindrosos. O Exército tem uma longa tradição de os incinerar, como até o Fantástico contatou, no episódio da base aérea de Salvador (vide aqui).

Isto para não falar da grande queima de arquivos do segundo semestre de 1981, quando quase 20 mil documentos secretos foram reduzidos a cinzas (vide aqui).

BIS pra não esquecer: em VIDEO : Boni revela manipulação global

via Glenda Costa.



  • Sara Seadi Eu assisti este programa e fiquei bocaaberta de ver com que naturalidade ele falou isto!!!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O Retorno


Zoroastro Sant’ Anna - Jornalista e cineasta 
Texto enviado pelo autor

Retornei ao Brasil pela primeira vez, em outubro de 1979.

No oitavo mês de gravidez da minha mulher, último mês que as companhias aéreas permitiam grávidas à bordo. Ela queria ter nosso filho no Brasil.

Agora havia o Aeroporto Internacional do Galeão, que quando saí daqui era um galinheiro de chão de cimento vermelho perto da ponte da Ilha do Fundão. Não saíra do Brasil via aeroporto, pegamos um ônibus de dias até Porto Alegre, um carro até Buenos Ayres, um avião até Santiago, outro até Cidade do México, mais um até Cuba e de lá para Paris e finalmente Londres, onde ficamos.

Ao chegarmos ao Galeão, comecei a desfrutar das delícias do país. No salão de desembarque, um federal negro, barrigudo, com o último botão da camisa a explodir na cintura gorda,  uma gravata preta, curta, colarinhos esparramados para os lados, ele gritou:

-- Brasileiros pra cá, estrangeiros para lá!

Os brasileiros foram para o lado direito apontado, mas os estrangeiros se mexiam como baratas no meio do salão sem saberem para onde ir. Alguns, mais safos, entendiam “estangeiro”, “stranieri”, “stranger”, etc. e se moviam para o outro lado, mas a maioria rodava em círculos no meio do salão.

Quando chegou minha vez no guichê da Federal o homem olhou para mim, para o passaporte, para mim, para o passaporte, para mim para o passaporte, chamou um colega que pediu que eu o acompanhasse. Era manhã cedo, não sei que horas. Fui conduzido a uma sala onde fiquei isolado, sozinho por algum tempo. Depois chegaram dois homens com a minha bagagem, duas malas simples de roupas e livros em inglês.

-- O que o senhor está fazendo aqui?, perguntou um engravatado.
-- Voltando para casa, respondi.
-- E essa mulher, está lhe acompanhando?
-- Sim, nosso filho está para nascer.  
-- Você veio fabricar mais um comunista aqui no Brasil?  
-- Desculpe, não entendi...
-- Entendeu sim! Sua mulher veio parir mais um filha da puta de um comunista no meu Brasil!  
-- Não, não senhor. Estamos só voltando pra casa. Nosso filho nasce agora em novembro e não tem nada de comunismo não senhor, é só um parto.

Depois de algumas bofetadas, parece que convenci os dois federais de que era apenas um sentimento de pertencer a alguma coisa que minha mulher sentira e que decidira ter o filho aqui.  Por mim, não estaria aqui. Não devo nada a esta terra, esse país me execrou, torturou, puniu e expulsou. Mas eu estava feliz em estar de volta. Brasileiro é sem-vergonha.

Um dos federais abriu as malas, tirou peça por peça, livro por livro e jogou tudo no chão. Depois, pegou um canivete e rasgou todos os forros das duas malas, tudo ficou um trapo, arregaçado. Eu respirava fundo, olhos baixos, era minha volta ao meu país.

Eu não sabia que ainda haveria muito a engolir. Era fim da tarde,  fui liberado, peguei meus panos de bunda, refiz minhas malas rotas e saí no desembarque onde, até aquela hora, minha mulher barriguda, meu cunhado e minha sogra me aguardavam com o coração apertado.

Vivi mais alguns anos aqui, mas a vida me levou novamente para lugares onde nunca pretendi estar.


[A rede castorphoto

Aecio paga o PIG

Zeitgeist Addendum Legendado - Dicas pra fazer o carnaval

O filme aborda várias questões: o Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos (como emissor de moeda), a CIA (agência de inteligência a serviço do governo), as corporações (mundo empresarial), governos e outras instituições financeiras, e mesmo religiões, concluindo que todas essas instituições são corruptas e nocivas para a humanidade porque a sociedade é baseada em uma economia de escassez com base no uso do dinheiro, que deve ser substituído eventualmente. No final, o filme propõe a utilização da tecnologia como uma outra solução, embora algumas pessoas acreditem que a alternativa apresentada seja um modelo de como o do Projeto Vênus.

  • Marcos Rebello Este video é equivalente a um curso universitário. É a pura realidade economico-financeira. A diferença é que ou voce pega o canudo no final ou permanece burro. Ele é absolutamente essencial para entender o mecanismo financeiro na raíz e como funcionam os bastidores daquilo que faz girar toda a economia. Aprendam, e depois analisem a realidade politico-partidária, a maquina governamental e o processo social.

    Geraldo Silva Jardim Flechada no cerne da podridao de nosso Sistema!!!

Para entender a Venezuela... dois Videos elucidativos.

Para entender a Venezuela... O bloco do pinel continua distribuindo atividades para o carnaval.

a 'Democracia' assistida , vigiada e retaliada- Escreve Assange

TODAS AS REDES SOCIAIS ESTÃO SUJEITAS À LEGISLAÇÃO E AGÊNCIAS DE SEGURANÇA DOS EUA

"Cypherpunks: liberdade e o futuro da internet", de Julian Assange, já nas livrarias!

http://bit.ly/UZtlrt

Mais uma militante do MST ASSASSINADA - Até quando?

Via Neusah Cerveira

O filme aborda várias questões: o Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos (como emissor de moeda), a CIA (agência de inteligência a serviço do governo), as corporações (mundo empresarial), governos e outras instituições financeiras, e mesmo religiões, concluindo que todas essas instituições são corruptas e nocivas para a humanidade porque a sociedade é baseada em uma economia de escassez com base no uso do dinheiro, que deve ser substituído eventualmente. No final, o filme propõe a utilização da tecnologia como uma outra solução, embora algumas pessoas acreditem que a alternativa apresentada seja um modelo de como o do Projeto Vênus.



  • Geraldo Silva Jardim Reativar a informação das notícias importantes a democracia e não as pipocas que são mera cortina de fumaça para esconder da população a realidade de nosso Sistema

    Marcos Rebello Este video é equivalente a um curso universitário. É a pura realidade economico-financeira. A diferença é que ou voce pega o canudo no final ou permanece burro. Ele é absolutamente essencial para entender o mecanismo financeiro na raíz e como funcionam os bastidores daquilo que faz girar toda a economia. Aprendam, e depois analisem a realidade politico-partidária, a maquina governamental e o processo social.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Forum Verdade e Justiça - DOIS PASSOS

06/02/2013 - Apenas o primeiro passo - Por Theófilo Rodrigues (*)
“Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo”. (Bertold Brecht)
Não, não aceitaremos. Não, não calaremos. O julgamento da AP 470, pejorativamente chamado de “mensalão” pela imprensa estabelecida, foi ele próprio um crime com o qual não podemos concordar. O inacreditável julgamento onde as provas de inocência foram arquivadas inverteu a lógica do Estado de direito com a transformação dos inocentes em réus e dos juízes em culpados.

Não tenho prova cabal contra Dirceu – mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite”, afirmou a ministra Rosa Weber em um pronunciamento digno de tempos de ditadura que não queremos que volte mais em nosso país.

Mas não é a condenação ilegal de um José Dirceu ou de um José Genoíno que mais me preocupa. Estes, heróis nacionais vivos, ainda possuem a enorme solidariedade de milhares de pessoas por todo o país que não concordam com o crime cometido pelo STF. O que me preocupa são os desconhecidos, os pangarés, os carregadores de bandeiras. Aqueles cuja militância a história não registra os nomes em suas páginas. O que me preocupa é ver uma pessoa como Henrique Pizzolato, funcionário de carreira do Banco do Brasil por toda a sua vida, ser condenado à prisão por um crime que jamais cometeu. O que me preocupa é saber que o STF possuía todos os documentos necessários para inocentar Pizzolato e os ter ignorado.

Em uma única frase o ministro relator Joaquim Barbosa apresentou as três mentiras necessárias para a base de todo o julgamento: “Henrique Pizzolato desviou dinheiro público da Visanet nos contratos com a empresa DNA”.

Primeira mentira: a Visanet não é uma empresa pública, mas sim uma multinacional privada que possui como maior sócio o Banco Bradesco, fato que foi ignorado, ou melhor, deturpado pelo STF.

Segunda mentira: todos os serviços para os quais a empresa DNA foi contratada foram prestados. Tanto a Visanet quanto o Banco do Brasil apresentaram ao STF documentos que provam que os serviços foram prestados. Hoje a lista de serviços que foram prestados é completamente pública e pode ser acessada facilmente na internet.

Terceira mentira: Pizzolato havia acabado de ser nomeado para a diretoria de marketing do Banco do Brasil na época das denúncias. Todos os documentos do contrato entre BB e DNA, que supostamente apontam a culpa de Pizzolato, são assinados por outros 3 diretores do Banco do Brasil que, por coincidência – ou não – foram nomeados no governo de Fernando Henrique Cardoso. Ou seja, Pizzolato não detinha o tal poder que Joaquim Barbosa lhe atribuiu.

A única culpa de Pizzolato, portanto, era a de que ele era petista. E isso ele nunca escondeu de ninguém.

Já é mais do que público que o julgamento da AP 470 foi baseado em ilações falsas e no arquivamento de provas que inocentariam os réus. Pelo bem da Constituição, da Democracia e do Estado de direito o julgamento da AP 470 precisa ser anulado e uma nova apreciação que considere todas as provas precisa ser realizada. A jurisprudência permite isso. Falta apenas a vontade política e o bom senso dos senhores ministros do STF.

Brecht em sua poesia revolucionária que abre esse texto nos mostra os perigos do egoísmo e do individualismo em tempos autoritários. Não sou petista. Mas não é por isso que deixarei de me indignar com a condenação de um inocente. Hoje é Pizzolato, mas amanhã pode ser qualquer um de nós. Fosse vivo, o escritor Émile Zola escreveria "J'accuse" novamente, sem pestanejar, tal qual já havia feito durante o caso Dreyfus no fim do século XIX. Eu estou com Zola, e você?

(*) Theófilo Rodrigues é cientista político.

*****************

O segundo passo - por Antonio Fernando Araujo (*)

No último dia 02 ocorreu um encontro o qual podemos nomear como a esperada continuação do evento do dia 30 do mês passado, quando na sede da ABI, no Rio de Janeiro, quase mil pessoas acorreram ao Debate promovido pela Central Única dos Trabalhadores–Rio, pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, de São Paulo, com o apoio dos Blogueiros e Internautas Progressistas, o RioBlogProg e o Núcleo José Dirceu, ambos do Rio de Janeiro. Foi o segundo passo, que por não ter nada a ver com a cronologia, pega carona no título do artigo do cientista político Theófilo Rodrigues.

Tudo porque, daquele encontro, saiu um documento, que criou o Fórum Permanente em Defesa da Democracia, Contra os Erros do Supremo Tribunal Federal (STF) no Julgamento da Ação Penal 470 (AP 470): Pró Verdade e Justiça. Por coincidência, ele foi assinado por 13 representantes e suas entidades, presentes ao encontro.

Para que ele seja divulgado estamos disponibilizando-o aqui e, para os que desejarem aderir, basta enviar mensagem manifestando interesse em participar do Fórum Pró Verdade e Justiça para o endereço de email:forumproverdadeejustica@yahoo.com.br, com seu nome, cidade-estado, endereço eletrônico e telefone de contato. Caso faça parte ou represente alguma instituição, partido, igreja, sindicato, etc. indique-nos qual. Se possui blogs ou participa de grupos em redes sociais como Twitter , Facebook, Linkedin, MSN, Skype, etc. e, tendo interesse, envie-nos os endereços de sua página, miniblog ou site que também os cadastraremos, para posterior divulgação.

Eis na íntegra o documento que registrou o ato de criação:

Ato de criação do Fórum Permanente em Defesa da Democracia, Contra os Erros do Supremo Tribunal Federal (STF) no Julgamento da Ação Penal 470 (AP 470): Pró Verdade e Justiça.

Reunidos em 02 de fevereiro de 2013, no Rio de Janeiro, os subscritores da Ata Política de Fundação da Associação intitulada Movimento Pró Verdade e Justiça Contra os Erros do STF, criada em 30 de janeiro de 2013, também no Rio de Janeiro, em Assembleia Geral conduzida na ocasião por Marcelo Bancalero e secretariada por Lígia Arneiro Deslandes, formalizam neste documento sua plena adesão à criação deste Fórum.

Com o objetivo de levar adiante aquilo que está descrito no título deste documento, este Fórum pretende trazer para o seu corpo todas as entidades e pessoas físicas dispostas a abraçar esta causa.

Pretendemos assim, que ele se apresente como uma voz a mais dos que se indignaram com a forma com que o julgamento em questão foi conduzido e divulgado pela mídia tradicional. Como já foi revelado em amplas matérias, tanto na mídia impressa alternativa quanto nos sites e redes sociais, a espúria construção desse processo e sua condução em plenário na nossa mais alta corte de Justiça, sob a indisfarçável vigilância da chamada mídia-empresarial, o que vimos foi algo próximo a um achincalhe da nossa Constituição, onde leis, preceitos, ritos e jurisprudências foram simplesmente colocados de lado apenas para que o tal julgamento convergisse para a pura e simples condenação de praticamente todos os réus.

- No desdenhar das provas constantes dos Autos que absolviam parte deles e optando por aceitar apenas indícios, suspeitas ou evidências ao invés da prova concreta, o STF aceitou substituir a consagrada "presunção da inocência" pela arbitrária "presunção de culpabilidade", cabendo então aos réus, nessa inversão, o encargo de provarem ser inocentes, no esforço de neutralizar o emprego de uma mal apreendida "teoria do domínio funcional do fato".

- No desprezar as auditorias e perícias realizadas por quem de direito e constante dos Autos, para facilitar a tarefa de construção de um enredo de crimes e falcatruas que simplesmente não ocorreram e de um imaginário "dinheiro público" que, em momento algum se fez presente.

- No intencional abandono dos testemunhos e declarações em juízo de crimes eleitorais, de fato cometidos, mas que não criminalizariam de forma contundente os réus.

- No vergonhoso esforço de fazer coincidir o julgamento com a campanha eleitoral de 2012, sob os holofotes diuturnos da mídia-empresarial, visivelmente interessada na condenação dos réus a qualquer preço.

- Na não concessão, pela Primeira Turma do STF, de um habeas corpus substitutivo por considerá-lo "inadequado", justamente o emprego daquilo que é consagrado como a mais nobre ação constitucional em lugar do recurso ordinário.

- Ao não atentar para o que preconiza a Corte Interamericana de Direitos Humanos quando afirma ser impróprio que - independentemente de quem seja o ministro -, quem preside a fase de investigação não pode depois participar do julgamento, ou seja, cumprir os papéis de investigador e de juiz.

- Da mesma forma, ao não atentar que essa Corte recomenda enfaticamente a aplicação do duplo grau de jurisdição para os réus, uma de suas exigências mais respeitadas. Ao não garantir o direito à segunda instância para 35 dos 38 réus, o STF violou o Pacto de São José da Costa Rica do qual o Brasil é signatário desde 1992.

- No desprezar suas recomendações, especialmente aquela que diz respeito ao chamado "controle da convencionalidade", ou seja, quando, ao mesmo tempo em que decidem as causas, os juízes de ofício tem por obrigação analisar, sem que as partes solicitem, os níveis de compatibilidade de normas, atos administrativos e interpretações judiciais de um julgamento em relação às normas do sistema americano de direitos humanos. Um cuidado que os juízes do STF, infelizmente, não tiveram.

Por tudo isso o Supremo Tribunal Federal desafiou inúmeros postulados jurídicos que ao longo da nossa História se tornaram caros à nossa Justiça e a esta Democracia que criamos, decidindo assim, empunhar a bandeira de uma contrarrevolução jurídica cujo alcance deixa-nos claro, o desejo de interromper o processo de avanços sociais iniciado com o Presidente Lula, em 2003 e por conseguinte, o de enfraquecer a democracia nascida com a Constituição de 1988. Assim, e da forma como foi conduzido, esse julgamento acabou por criar na sociedade um clima de pré-golpe, em alguns aspectos, semelhante aos ocorridos em Honduras e no Paraguai quando se quebrou a ordem institucional vigente e se depuseram presidentes democraticamente eleitos, à luz de manobras conservadoras e arremedos supostamente constitucionais.

Por conta desses argumentos este Fórum tem como propósitos:
1. Não considerar, em hipótese alguma, que o julgamento da AP 470 já tenha se estabelecido como uma "página virada" da História jurídica e republicana deste país. Pelo contrário, queremos que ele seja suspenso, levando-se em conta que, em conformidade com a legislação em vigor, a sociedade civil, onde pontificam juristas de renomada competência, entende que é requisito básico para que os erros apontados, tenham sido eles cometidos por omissão, contradição ou pré-questionamento, sejam então devidamente apurados.

2. Como antecipamos no preâmbulo desta, incorporar em sua organização toda e qualquer entidade ou pessoa física disposta a abraçar esta causa nos termos do item 1 acima.

Rio de Janeiro, 02 de fevereiro de 2013

- Blog Megacidadania - Rio de Janeiro
- Blog Xeque-Mate - São Paulo
- Blog Educom - Rio de Janeiro
- Núcleo José Dirceu - PT - Rio de Janeiro
- Blog Pôrra Serra - Rio de Janeiro
- Blog MidiaCrucis - Rio de Janeiro
- Joylce Dominguez - Rio de Janeiro
- Blog Juntos Somos Fortes - Espírito Santo
- Blog Guerrilheiros Virtuais - Mato Grosso e Rio Grande do Sul 
- Hilda Suzana Veiga Settineri - Rio Grande do Sul
- Saroba Settineri - Mato Grosso
- Blogue do Souza - Rio de Janeiro
- Blog Crabastos Brasil - Paraná

(*) Antonio Fernando Araujo é engenheiro e colabora no blog Educom. Como Theófilo Rodrigues pertence ao RioBlgoProg.

-- 
 Antonio Fernando