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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Si fueramos capaces de unirnos, qué hermoso y que cercano seria el futuro.

“Erramos. A população ficou contra a gente”, dizem MÉDICOS.

“Erramos. Não soubemos fazer o diagnóstico da situação. A população ficou contra a gente”.

A frase acima, de um médico, foi pronunciada após debate sobre mercado de trabalho para profissionais de medicina realizado pela Fundação Getulio Vargas.

Antes disso, outros médicos, incluído um dos palestrantes, Miguel Srougi, professor titular de urologia da USP, já havia manifestado sua insatisfação sobre a maneira como as entidades médicas conduziram o debate sobre o programa Mais Médicos até agora.

Ele lembrou que foi perdido tempo demais na defesa de que o país não precisava de mais médicos ou de mais escolas médicas, quando agora existe uma unanimidade de que não só o Brasil como o resto do mundo vive uma escassez de médicos.

Outros médicos avaliaram como “um grande equívoco” os protestos contra os cubanos, considerada a cereja do bolo da antipatia médica perante a população.

Em debate na USP na semana passada, Paulo Saldiva, professor de patologia da USP, resumiu a insatisfação numa frase. “Tive vergonha da minha categoria”, comentou, quando se referiu às vaias recebidas pelos cubanos ao chegarem ao Brasil.

Drauzio Varella também já tinha ido na mesma linha: “O que ganhamos com essas reações equivocadas? A antipatia da população e a acusação de defendermos interesses corporativistas.”

Embora essa não seja a opinião oficial das entidades de classe que os representam, esses médicos estão certos em relação a que lado a população está agora.

Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte apontou que 73,9% dos brasileiros se declararam favoráveis à importação dos profissionais formados no exterior. Em julho, esse percentual era de 49,7%.

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