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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Aos delegados do Congresso Internacional dos Sindicatos de Trabalhadores da Energia.

 Marlúzio F. Dantas, Nascido Para viver, Vivi... Caracas, 29 e 30 de Novembro de 2012.

Aos delegados do Congresso Internacional dos Sindicatos de Trabalhadores da Energia.


Boa tarde aos companheiros e companheiras, 


em nome da FUP agradeço o convite, quero felicitar aos organizadores deste congresso pela coragem de realizá-lo mesmo com todas as dificuldades, mas como diz um grande amigo 
"se fosse fácil não seria para nós da classe operária"; 
vida longa ao comandante Chávez, vida longa a revolução bolivariana, vida longa a revolução cubana e toda a nossa solidariedade ao povo palestino.
Para nunca esquecer, mais um apelo humanitário ao Prêmio Nobel da Paz e presidente dos USA, Obama: "Obama,devolva os cinco", nossos cinco antiterroristas cubanos e heróis de toda a humanidade presos na sua casa, injustamente. Por isso: "a palavra se faz soldado para não morrer no esquecimento."


Camaradas,
 
Há mais de trinta anos, o economista brasileiro Celso Furtado, escrevia após sua segunda visita a Venezuela, como pesquisador da Cepal: 
"O desenvolvimento não é uma fatalidade. Mais de trinta anos depois, a Venezuela, apesar da abundância de petrodivisas, não conseguiu dar o salto". 
E, aqui me recolho não para o silêncio obsequioso( nós da esquerda da AL e Caribe, temos guardado um silêncio bastante parecido com a estupidez) e sim, para mais um chamamento à reflexão sobre o "desenvolvimento", a luz do marxismo atualizado na práxis revolucionária vivida por Lenin na Revolução de Outubro e Guevara na Revolução Cubana.
"O marxismo não se tornará uma força intelectual aos olhos das novas gerações rebeldes de hoje se não integrar, tal qual Che, valores como a liberdade e a dignidade humanas. Face à ascensão dos nacionalismos atuais, seu apelo a um internacionalismo ativo e vigilante, pronto para se solidarizar com as vitimas da injustiça onde quer que elas estejam, não perdeu nada sua força ética e política."
Embora a Venezuela e, principalmente, Caracas conserve grande bolsões de pobreza, o presidente Chávez conseguiu reduzir significativamente esses índices. Segundo a Comissão Econômica para a AL e o Caribe (Cepal), entre os anos de 2002 e 2010, a pobreza na Venezuela teve uma redução de 21 pontos ao cair de 48,8 % para 27,8 %, enquanto a pobreza extrema despencou mais que a metade ao passar de 22,2 % para 10,7 %. Lembrando que o Cepal é um organismo vinculado às Nações Unidas e não muito amistosa em relação ao presidente Chávez. Hoje, aproximadamente, 98 % dos venezuelanos comem três vezes ao dia, segundo dados da Presidência da República. "Reduzimos mais de 50 % da pobreza do país. Planejamos que, até 2020, podemos zerar a pobreza para sermos qualificados como um país que alcançou o desenvolvimento, por dar bem-estar à grande maioria da população e não somente às elites sociais ou a classe abastada", estima o presidente do grupo venezuelano do Parlatino.

Este é um grande sauto e, sinceramente, não é um sauto pequeno da Revolução Bolivariana de Chávez. Com o objetivo de combater os problemas mais urgentes do país, o presidente Hugo Chávez criou as "Missões Bolivarianas", que são uma série de programas sociais implementados em seu governo direcionadas às pessoas mais pobres. Muitos afirmam, também, que as missões nascem da dificuldade do governo socialista em desenvolver políticas públicas dentro da institucionalidade de um Estado burguês (capitalista), conformado por funcionários herdados dos governos neoliberais.

As missões criadas são parte de uma espécie de Estado paralelo, ligado diretamente à presidência da República e fiscalizado pela controladoria-Geral da República, órgão de controle e de combate à corrupção admin istrativa. "As missões foram desenhadas de uma maneira que escapassem ao aparato estatal e evitar que as políticas de inclusão social pudessem sofrer algum tipo de efeito negativo por parte da burocracia e dos setores opositores".

Vale lembrar que este modelo de "Missões Bolivarianas" do socialismo do século XXI, como muito bem o diz o comandante Chávez é baseado no exemplo da Revolução Cubana de 1959 das "Grandes Missões".
Sem triunfalismo e com lucidez no reconhecimento do caráter de transição que o programa deve ter, ( socialismo como primeira fase do comunismo), o comandante Chavez pede para que: "não nos enganemos: a formação socioeconômica que ainda prevalece na Venezuela é de caráter capitalista e rentista". Isto posto, remete a revolução bolivariana da Venezuela bem próxima da Revolução de Outubro Russa após a morte de Lenin, notadamente, o modo de produção e sua economia, pois, "a Rú ssia e a Venezuela permanece essencialmente, um Estado rentista, isto é, um Estado cuja a principal fonte de renda são receitas - nos dois casos, de petróleo e gás - em vez de impostos, o que assim, mantém a cobrança por representação política fora do cenário. Em vez disso, o Estado é alvo de empreendedores políticos que se empenham em capturá-lo para apoderarem-se das rendas que o Estado controla."

Para Guevara, a planificação é, precisamente, a via que leva a sociedade socialista para o reino da liberdade. Em Cuba, mesmo nos tempos atuais, a planificação se distingue radicalmente do cálculo econômico mercantil, à medida que não se orienta por critérios quantitativos ( o lucro, a rentabilidade), mas por critérios qualitativos: os valores da aplicação, a satisfação das necessidades fundamentais do homem.
A implicação política daqui resultante é clara: contra os teóricos do autofinanciamento que pretendem dar aos diretores de em presa a mais ampla autoridade e autonomia, Mandel quer limitar essa "camada de managers" tanto para baixo, pelos órgãos de gestão operária local, quanto por cima, pelos órgãos centrais de planificação.

Exemplificando:

Olga Preste, em entrevista recente nos diz:" ... Os próprios companheiros do MST (movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra do Brasil) reconhecem que nas cidades - 90% da populaçao brasileira é urbana - o movimento dos trabalhadores ainda está muito desorganizado, sob a influência dos chamados pelegos: lideranças sindicais que ao invés de levar adiante a luta da classe operária, se conciliam com os patrões" e acrescenta: "eu diria que só conseguiremos tais transformações profundas com o socialismo. Com o regime Socialista, que é exemplo em Cuba, isso ficou muito claro. A própria ONU e outras entidades internacionais reconhecem que em Cuba foi resolvido o problema da saúde pública e do ensino públic o. Em um país pequeno, com grandes limitações econômicas, das suas riquezas naturais, ainda com um bloqueio de 50 anos e, mesmo assim, conseguiu resolver esses problemas com o regime socialista."

Indo atrás da quimera de realizar o socialismo com a ajuda das armas corrompidas legadas pelo capitalismo ( a mercadoria tomada como unidade econômica, a rentabilidade, o interesse material individual como estimulo etc.), arriscamos-nos a chegar a um novo impasse na revolução bolivariana. Temos que ter a coragem para continuar construindo o comunismo e sabemos que para isso:"é preciso mudar o homem ao mesmo tempo que a base econômica."

O pensamento político de Che, como o de Marx e o de Lenin, é construído ao redor desse eixo fundamental de toda a teoria autenticamente revolucionária:"a emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores."

A sociedade capitalista é uma "sociedade de lobos". É porque a sociedade burguesa é baseada, em última análise, na lei da selva, só o malogro dos outros permite o êxito; é uma sociedade que objetivamente, necessariamente, inevitavelmente, quaisquer que sejam as "boas vontades", cristãs ou outras," o homem é inimigo do homem."

Por outro lado, o socialismo está seriamente ameaçado se os métodos econômicos e a construção do socialismo forem marcadas com o cunho da antiga sociedade: o processo de produção deve contribuir também para a educação política das massas e para o avento do homem novo.

O comunismo não é, de modo algum, para o Che, "um regime utópico baseado na bondade do homem enquanto tal",mas uma possibilidade objetiva que ele vislumbra a partir da experiência da revolução cubana.

O valor supremo de todo verdadeiro humanismo não pode ser senão a própria humanidade: "A vida humana não tem significado senão depois de ter estado muito tempo a serviço de al go infinito."

O humanismo revolucionário, para Che, a guerra do povo é a resposta necessária, a única possível, dos explorados e dos oprimidos aos crimes e à violência institucionalizada dos opressores:"Empurraram-nos para esta luta; não nos resta outro recurso senão prepará-la".

A mensagem humanista e revolucionária de Che representa uma janela sempre aberta para o futuro. Não é senão à luz dessa coerência que se pode compreender hoje a decisão - surpreendente e difícil de conciliar com o conceito habitual de "político" e de "homem de Estado" - trocar o seu posto ministerial em Cuba pela resistência boliviana, a fim de realizar uma tarefa política precisa: quebrar o isolamento da revolução cubana, abrir uma segunda frente de auxílio ao Vietnã e assim, salvar a Revolução Cubana. Pois, para o Che "não pode acontecer a revolução sem tiros."

"todo nós estamos de acordo" que é preciso desenvolver a consciência política da classe operária. A questão é:como fazê-lo? A luta Econômica "incita" os operários "a pensarem" unicamente na atitude do governo em relação a classe operária, por isso, quaisquer que sejam os esforços para "conferir à própria luta econômica um caráter político", jamais poderemos, dentro desse objetivo, desenvolver a consciência política dos operários, pois, os próprios limites desse objetivos são demasiado estreitos. 

Por isso, devemos marchar sempre juntos e em fileiras, para aprofundar o socialismo na Venezuela para que, a mancha Vermelha no mundo não seja mais a de sangue dos trabalhadores e trabalhadoras, mas sim, a mancha vermelha das bandeiras do Comunismo para que a exemplo de Che seja criada as condiçoes subjetivas do nascimento do homem novo revolucionário.

Muchas Gracias.
Pátra ou Morte, Venceremos.

Marlúzio Ferreira Dantas - diretor executivo de impr ensa e comunicaçao da FUP ( Federação Única Petroleira/Brasil), membro do comité em defesa dos cinco do Rio de Janeiro/Brasil e membro da Associação José Martín do Rio de Janeiro/Brasil.

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