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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Os paradoxos e a verdade - Teria Roberto Jefferson selado o pacto com o beijo de fidelidade?



Os paradoxos e a verdade

Fernando Soares Campos

Creio que, em determinados casos, aquilo que um tribunal de exceção mais teme é exatamente que o réu fale a verdade. Sei que é estranho alguém afirmar tão aparente disparate, porém, se pararmos pra pensar, talvez isso não se caracterize como contrassenso, mas, sim, tão somente um paradoxo.

Vou tentar esclarecê-lo.

Tive um amigo em Minas Gerais, companheiro de labuta, com quem me associei num pequeno empreendimento. Andávamos pelo interior do Estado vendendo determinada mercadoria em pequenos estabelecimentos comerciais. Certo dia, depois do almoço em modesta lanchonete, ele me confidenciou que já fora “bandido” e me contou algumas de suas aventuras no submundo do crime. Entretanto, quase nenhuma daquelas histórias me surpreendeu, considerando o desenrolar dos fatos, as tramas e as habilidades (malandragens) para se livrar de flagrantes delitos; era tudo muito verossímil, como nos romances policiais. Entretanto, certo detalhe em uma de suas histórias me levou a pensar cada vez mais no disparate (ou paradoxo) que expus acima.

Meu companheiro me contou que já havia “trabalhado” no ramo de compra e venda de dinheiro falso (redundância?!). Disse que os lucros eram fabulosos e que tudo estava indo muito bem, pois seus comparsas nos âmbitos das polícias civil e militar lhe davam cobertura e garantiam que estavam amparados por coniventes elementos no Judiciário. Mas ele afirmou que tinha consciência de que, mesmo nessas condições, um dia a casa cai, portanto tratou de amealhar considerável patrimônio, a fim de assegurar o sustento da sua família, caso “perdesse pros homens” numa parada sinistra, o que realmente aconteceu. E foi aí que a porca torceu o rabo.

Submetido a interrogatório em uma delegacia, identificou entre seus inquisidores alguns de seus próprios parceiros da quadrilha em que atuava, os quais, segundo ele, eram os mais enérgicos na condução dos trabalhos de investigação. Em alguns momentos, eles explodiam coléricos, esbofeteando e espancando-o sob uma sucessão de pergunta aos berros: “Quem são seus parceiros?!”, “Onde eles estão?!”, “Quem fornece o dinheiro falso?!”, “Onde é a oficina de fabricação da muamba?!”, “Fala!”.

E tome bordoadas e perguntas.

Meu amigo me falou que, em determinado momento, teve vontade de dizer: “Porra, companheiros, fiquem frios! Tranquilizem-se! Vocês não precisam exagerar, eu não vou entregar ninguém!”. Mas conteve-se, pois confiava no bom senso dos comparsas e entendia que, naquele teatro, eles saberiam estimar suas forças físicas e sua resistência emocional. E foi o que aconteceu.

Ele sabia que, se falasse a verdade, destruiria a todos ou, pior, somente a ele. A todos porque, entre os seus parceiros diretamente coniventes, havia também os indiretamente conluiados com os colegas de trabalho, rabos presos por comportamentos baseados em suposta “ética corporativa”, assim sendo, o mais provável é que somente ele fosse eliminado.

Acabei de me lembrar de Roberto Jefferson. Estranho...

Acredito que existem duas diferenças básicas entre Jefferson e o meu amigo: este é um ex-bandido, um indivíduo regenerado, e, quando na ativa, foi pego involuntariamente como bode expiatório, boi de piranha; enquanto Jefferson assumiu voluntariamente o papel de alcaguete, calculadamente, acreditando que usufruiria o benefício da “delação premiada”, porém sem ser considerado “delator”. Na prática, isso tem acontecido, mas ele rejeita a pecha de “dedo-duro” imputada por Roberto Civita, o capo de tutti i capi no ramo mídia venal.

Pausa pra refrescar a memória.



A frase E de Roberto Jefferson, insatisfeito com a reportagem dEste FIM de semana da revista, Que SUGERE Que elementos RECEBA o Perdão judicial Pela delação Que fez

23 DE SETEMBRO DE 2012 ÀS 18:37
247 - Neste domingo, em Vésperas de ter SUA Sentença Definida Pelo Supremo Tribunal Federal, Roberto Jefferson, presidente do PTB, se dedicou a postar los Seu blogue. Negou O Papel de dedo-duro e disparou Ataques contra a revista Veja, Opaco, Nesta Semana, publicou reportagem sugerindo Que elementos Podera receber o Perdão judicial, n'uma especie de delação Premiada. "Ja Ja o Civita morre, DEPOIS de ter vivido UMA vida apodrecida, e, Finalmente, o Controle editorial da" Veja "muda e, Quica, muda parágrafo Melhor", escreveu. Leia OS mensagens de Jefferson:

(...)

E POR Falar A Verdade ... 
Bem que me ofereceram a delação Premiada. Mas eu a recusei, porqué delação E Coisa de canalha. Localidade: Não pedi a delação e tambem não uma Aceito. E FICA uma dica: se me oferecerem, recuso Novamente. A MIM me basta uma Denúncia Que JÁ Fiz, uma luz Que eu JÁ acendi no Brasil, POIs continuo a Agir Desta forma, a soluçar luz. 

(...)

E POR Falar uma mentira ... (2) 
ASSIM, POR Falar da mentira, Não Custa esclarecer a Verdade: a revistinha Diz Que eu Teria confessado o Recebimento de R $ 4 Milhões parágrafo Opaco Meu Partido, o PTB, apoiasse o Governo Lula. Mentira! Mentira deslavada e das desonestas Mais! O Dinheiro Que Nunca neguei ter Sido entregue AO Partido, Bem porqué Nunca neguei UO manipulei A Verdade Como de praxe E uma revistinha Fazer, Nao era Nunca NEM FOI parágrafo comprar Apoio. Era Dinheiro parágrafo como Campanhas eleitorais Municipais Qué entao si avizinhavam, COMO SE avizinham um CADA Quatro Anos. Mentira Capenga e manca, porqué o PTB, entao, JA era base de apoio do Governo Lula e, POR ISSO, Nao precisava Ser vendido. Mentira manca, de Tão Curtas Que São como Pernas, porqué o PTB Nunca Esteve à venda. E JÁ Que a "Veja" Precisa corrigir SUAS letras, PODE also explicar cais Quais d'Orsay os "muitos Casos de Corrupção" Que me atribuiu los Mais UMA frase desconexa da revista Opaco então sirva de Ataque Gratuito e mentiroso. 

[Para ler os outros posts, clique no título da matéria]

Roberto Jefferson é fluminense, nasceu em Petrópolis, mas conhece bem a alma carioca, principalmente dos guetos da malandragem e do submundo do crime. Ele sabe que, no Rio, o mais odiado vacilão é o alcaguete, o xis-nove, o dedo-duro. Nos mafiosos grupos organizados ou em meio ao caos da plebe bucha de canhão, ninguém os perdoa, muitos viraram cinza no “micro-ondas”, pois a alcaguetagem é considerada, como o próprio Jefferson declara em postagem no seu blog, “coisa de canalha”.

Porém, como não considerar alcaguete um sujeito que, bem antes de denunciar publicamente seus supostos companheiros, espalhou aos quatro cantos o boato de que eles estariam cometendo um crime? Sim, porque foi isso que o Jefferson fez: boatou por todo o Planalto Central que o governo Lula estaria comprando o apoio de parlamentares de sua própria base aliada. Durante alguns meses ele plantou o boato sobre aquilo que, ao deflagrar o golpe, declarou à imprensa que se tratava de uma substancial mesada que o governo pagava aos seus aliados, a fim de que eles votassem a favor de matérias de seu interesse, o que o jornal Folha de S. Paulo batizou de “mensalão”.

Jefferson não tinha argumentos suficientes para atacar seu maior desafeto no Governo Lula, o ministro José Dirceu, pois suas investidas contra este se fundamentavam apenas em elementos de natureza pessoal: despeito, inveja e ódio pelo obstáculo que Dirceu representava para a realização de seus escusos projetos pessoais.

Porém bem sabemos que qualquer organização social ou antissocial estrutura-se sob uma escala hierárquica, assim sendo, Jefferson podia recorrer aos seus superiores no âmbito da sua atuação delinquente. E foi assim que se juntaram a fome e a vontade de comer.

Jefferson e seus comparsas, com o aval do capo dei capi no ramo mídia venal, armaram o escândalo dos Correios, onde mantinham, em posto avançado, Maurício Marinho, o capataz que se prestou a encenar o papel de arrecadador de propina no varejo.

O teatro foi armado, a mídia teve acesso fácil à gravação do delito: Maurício Marinho recebendo os três mil reais, dando uma paradinha para a câmera “discreta” antes de embolsar a propina, falando claramente de Jefferson como sendo o grande chefe num fabuloso esquema de corrupção.

Jefferson havia se entregado ao sacrifício, a mídia mafiosa veiculou insistentemente a gravação em que ele era apontado como corrupto-mor daquele esquema, uma falsa acusação da qual ele teria que se defender. Realmente não existia o tal esquema, afinal, já fazia muitos anos que Jefferson não se ocupava de ninharias, aquilo era coisa para um lump, um patifezinho qualquer do quinto escalão da turma do quinto dos infernos. No entanto, o motivo para atacar Dirceu fora plantado, e Jefferson o acusou de ter sido ele o autor da farsa e, em seguida, justificando-se pelo ódio que Dirceu teria lhe despertado, denunciou publicamente aquilo que antes insinuou e gerou boato em grupo restrito: o “mensalão”.

Vejamos esse artigo na Wikipédia relatando o caso Escândalo dos Correios:

O chamado escândalo dos Correios ocorreu em maio de 2005, no Brasil, após denúncias de irregularidades praticadas na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.
A crise iniciou-se quando uma fita de vídeo que mostrava um ex-funcionário dos Correios e Telégrafos, Maurício Marinho, negociando propina com um suposto empresário interessado em participar de uma licitação, e mencionando ter o respaldo do deputado federal Roberto Jefferson, do PTB do Rio de Janeiro.
A fita foi gravada por Joel Santos Filho comandado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, esse advogado curitibano que, fazendo-se passar por empresário com a unica intenção de criar embaraços às autoridades e assim plantar alguém de seu grupo na diretoria dos Correios, cuja mão aparece no vídeo, flagra Maurício Marinho não apenas recebendo dinheiro para fim de licitação fraudulenta, mas ainda descrevendo um assombroso esquema de corrupção. O objetivo da gravação foi apenas o de denunciar a corrupção para assim conseguir desmantelar um sistema de propina para implantar outro sob seu comando [PressAA: Isso foi o que falaram para o grupo que agiu, os mão-na-massa; mas não tem lógica, o objetivo era outro; só bandido muito ingênuo acreditaria nisso, pois, naquela fase em que a Polícia Federal estava agindo exemplarmente, e o governo se cercava de todos os cuidados para não cair em desgraça, um escândalo desses forçaria as autoridades a redobrar os cuidados, além de se livrar de um sujeito nada confiável como Roberto Jefferson. A partir de então, ninguém conseguiria implantar outro esquema de propina ali tão facilmente], como ninguém fez questão de investigar, até agora quando ficou óbvio que a veja agiu sob a batuta de Cachoeira a quem Policarpo Junior, editor da veja em Brasília respondia. Os dados acima editados podem ser conferidos na versão original do relatório da CPI do Cachoeira. [PressAA: instalada em 25 de abril de 2012.]
Jefferson inicialmente negou sua participação na corrupção praticada na empresa, porém, quando pressionado, pensando ter sido 'rifado' pelo PT, ignorando a armação de Cachoeira [PressAA: ele não ignorava nada, ele sabia que tudo aquilo havia sido armado para gerar o motivo de sua falsa denúncia da compra de votos dos parlamentares, e foi o que realmente aconteceu], denunciou outro esquema de corrupção, que já funcionava desde os tempos de Fernando Henrique Cardoso, que o deputado do PDT Miro Teixeira chamou de mensalão [Miro apenas repetiu o termo usado pelo jornal Folha de S. Paulo, depois da entrevista de Jefferson, denunciando o tal esquema, que ele depois negou em diversas ocasiões; antes disso, Miro acusou Jefferson de ter feito os tais boatos, disse inclusive que o aconselhou a denunciar o tal esquema na tribuna da Câmara, mas Jefferson havia se negado a fazê-lo. Na verdade Jefferson estava apenas plantando o boato para depois deflagrar a farsa do “mensalão”], revelação que levou à eventual descoberta de outro esquema de corrupção ainda mais grave.[Este foi o verdadeiro objetivo da armação do teatro nos Correios: dar motivo a Jefferson para fingir  indisposição com Dirceu, se declarar traído, achincalhado, humilhado e caluniado por Dirceu, acusado por Jefferson de ter armado o escândalo dos Correios. Assim motivado, Jefferson denunciou o tal “mensalão”.]
A Polícia Federal investigou o escândalo dos Correios, sendo que o Inquérito Policial, presidido pelo Delegado de Polícia Federal Daniel de A. França dos Anjos indiciou diversas pessoas, inclusive o ex-deputado federal Roberto Jefferson. A revista Veja publicou trechos do Relatório da Polícia Federal e chamou de primorosa a investigação realizada pela PF. [Claro, na época, em meio a toda aquela confusão, nada realmente esclarecido, a Veja, tendo alcançado seu principal objetivo, o de dar corda a Jefferson, tinha mesmo o que elogiar.]
O inquérito policial gerou uma denúncia criminal em que todos os indiciados foram denunciados pelo MPF.



Cronologia do Mensalão

Caso surgiu após revelações na CPI dos Correiros em 2005 e foi a julgamento no STF em 2012

 

18 de setembro de 2013

Liz Batista
Reveja a cobertura do caso do Mensalão através das páginas do Estado:

2005
10/5- 
 Vem a público vídeo que mostra Maurício Marinho, então diretor dos Correios recebendo  propina. O deputado Roberto Jefferson do PTB é apontado como chefe do esquema de corrupção nos Correios.
07/6- Acuado, o deputado Roberto Jefferson (PTB) faz denúncias sobre esquema de compra de votos realizado pelo PT em entrevista. Segundo o deputado o partido pagava mesadas de R$30 mil para que parlamentares votassem a favor do governo Lula na Câmara. Jefferson chama o esquema de 'mensalão'.
08/6- Instaurada CPI dos Correios. Após depoimento do deputado Roberto Jefferson, as investigações sobre o mensalão são iniciadas.


12/6- O publicitário mineiro Marcos Valério é apontado pelo deputado Roberto Jefferson como articulador financeiro do esquema.
14/6- Roberto Jefferson (PTB) afirma ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados que informou os ministros Miro Teixeira, Walfrido Mares Guia, Aldo Rabelo, Antônio Palocci, José Dirceu e Ciro Gomes sobre o esquema de pagamento aos parlamentares. [PressAA: Muitos deles não negam que ouviam Jefferson fazer essas acusações, mas aconselhavam ele a denunciar o tal esquema na tribuna da Câmara, o que ele se negava a fazer, pois, na verdade, estava apenas plantando boatos para, quando realizassem o teatro dos Correios, mostrar-se indignado com o Dirceu e, aí sim, deflagrar a mentira maior, a que realmente interessava aos seus superiores.]
16/6-  Apontado por Roberto Jefferson como chefe do esquema de compra de votos, o ministro José Dirceu renuncia à chefia da Casa Civil. E retorna às atividades parlamentares na Câmara dos Deputados.
20/6- Dilma Rousseff assume Casa Civil.
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Mas o que tudo isso tem a ver com meu amigo ex-bandido e Roberto Jefferson?

Por que, em determinados casos, aquilo que um tribunal de exceção mais teme é exatamente que o réu fale a verdade?

Observe que meu amigo regenerado aguentou firme todo tipo de tortura, física e psicológica, além de ter tirado “férias em uma colônia penal”, e mesmo assim não falou, não entregou os comparsas. Os seus inquiridores tinham medo de que ele falasse a verdade, espancavam-no apenas para demonstrar que não tinham nenhum relacionamento com ele, e ele entrou no clima, fez o jogo até o final. Por isso continua vivo.

Jefferson, até aqui, tem sido tratado a pão-de-ló, exceto pelo fato de discordar da pecha de “alcaguete”, que seus próprios pares lhe imputam. Entretanto, a tortura de Jefferson é mais grave do que se possa pensar. Ele, ao se deixar usar como falsa testemunha, acreditava que tudo não passaria de um escândalo, pois sempre apostou na impunidade. Ele e até mesmo seus pares mais graduados acreditavam nisso, queriam apenas tirar proveito político: provocar o impeachment de Lula ou, pelo menos, destruir sua força moral, fazendo com que ele se arrastasse indolente até o final do seu mandato, quando essa oposição golpista faturaria com o escândalo e retomava o poder através das urnas. Quebraram a cara, pois, forçando, gradativamente, a queda dos superministros de Lula (Dirceu e Palocci), ao invés de enfraquecê-lo, despertaram o gigante, obrigaram ele a trabalhar como sabe; eliminaram, na verdade, os elementos que eles mesmos acusavam de ser as eminências pardas do governo. Aí apareceu o verdadeiro comandante: Luiz Inácio Lula da Silva.

Jefferson aceitou, muito contrariado, a sua cassação, um fato de certa forma previsto, mas não dado como favas contadas, até que realmente aconteceu. Jefferson acreditava que, em caso de impeachment de Lula, ele até se passaria por herói, o que não aconteceu quando da queda de Collor de Mello, momento em que Jefferson, aliado do governo, foi o mais enfático defensor do “patrão”.

Quando Jefferson caiu em si e viu que a coisa era pra valer, tentou tumultuar o processo: desmentiu suas próprias declarações sobre o “mensalão”, passou a falar a verdade, que tudo não havia passado de “caixa 2”, mas aí já era tarde: à Corte já não interessava a verdade, só as mentiras de Jefferson. Entrou em cena o tal de “domínio do fato”.

Por enquanto, Jefferson acredita que não será preso, espera que não, pois, se for, terá que ficar “no seguro”, como qualquer xis-nove pé-de-chinelo, pois a bandidagem odeia esse tipo de canalha. Jefferson, malandro que “evoluiu” no submundo do crime, sabe disso e está se borrando.

Eu nunca ouvi falar em máfia que entrega um dos seus na condição de delator. “Nosso dedo-duro”.

Será que Jefferson, ao assumir o pacto com o seu capo dei capi, beijou a boca dos membros do seu clã? Este é um símbolo de máxima fidelidade, o beijo sela o compromisso de que, caso aquele a quem lhe foi confiada uma missão seja preso, jamais entregará seus companheiros. Duvido muito, pois, macho como ele diz ser, pode até aceitar ser taxado de alcaguete; jamais, de viado!



"Tenho a plena certeza de que cumpri minha missão, mesmo que tenha pago um alto preço", escreveu nesta manhã o delator do chamado 'mensalão', Roberto Jefferson, pelo Twitter; ex-deputado, condenado a sete anos pelo Supremo Tribunal Federal, pode ser preso ainda nesta segunda-feira
18 DE NOVEMBRO DE 2013 ÀS 13:23
247 – Delator do chamado 'mensalão', o ex-deputado Roberto Jefferson disse nesta segunda-feira 18 que "tudo valeu a pena". "Tenho a plena certeza de que cumpri minha missão, mesmo que tenha pago um alto preço", escreveu o ex-presidente do PTB, pelo Twitter. Jefferson foi condenado a 7 anos e 14 dias de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e poder ter sua prisão determinada ainda hoje.

Só uma perguntinha: Quem lhe delegou essa tal “missão”?


É muito difícil alguém que mente compulsivamente não se entregar em pequenos atos falhos. 
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