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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Professor Bessa: O DIA EM QUE FIZ UM CAFÉ PARA ALLENDE --- Cuba: Os mojitos-dólares do turismo --- De gente maluca, Aldir Blanc entende pacas!



O DIA EM QUE FIZ UM CAFÉ PARA ALLENDE 
(SEGUIDO DE VERSIóN EN ESPAñOL UN CAFECITO PARA ALLENDE)



Eu estava lá, em janeiro de 1970, lá na avenida Bulnes, em Santiago de Chile, lá no meio da multidão, no comício da Unidad Popular, quando o senador Salvador Allende, do Partido Socialista, foi proclamado o candidato das esquerdas. No palanque, ao fundo, gigantesco painel branco sobre o qual uns trinta artistas plásticos pintaram ali, na hora, coletivamente, um mural colorido. Apenas dois oradores: Pablo Neruda, do Partido Comunista, que em breve discurso renunciou a sua pré-candidatura e em seguida Allende que falou já como candidato. O resto foi festa.
Com alguns brasileiros exilados, entre eles o titiriteiro Euclides Souza, o Dadá, que hoje mora em Curitiba, e o jornalista Tarcisio Lage que virou holandês, eu estava lá, eu e os meus 22 anos. Entoamos com a multidão: Se siente, se siente, Allende presidente! Ouvimos as palavras de ordem: Jota, Jota, Ce Ce: Juventudes Comunistas de Chile! Crianças cantavam em jogral: Pica el ajo, pica el ají, sale Allende, claro que sí! Cantores e grupos musicais alegravam a festa: Isabel e Ángel Parra, Victor Jara, Quilapayún, Intillimani e outros menos conhecidos.
A avenida Bulnes fervilhava como um formigueiro humano, da Alameda até o Parque Almagro, com gente pendurada nos galhos das árvores para ver melhor o palanque. Bandeiras, cartazes, faixas. As pessoas, em pequenas rodas, bailavam cueca e refalosa, rodopiando e girando graciosamente um lenço na mão. Cantavam e festejavam o sonho de construir uma pátria sem injustiça, sem miséria, sem exploração. Os chilenos estavam enamorados da vida. Nutriam esperanças. Transbordavam alegria. Santiago era uma festa. Os exilados brasileiros estávamos ébrios de civismo (e do bom vinho chileno).
El cafecito
A campanha eleitoral durou uns oito meses. Acompanhei parte dela de um lugar privilegiado, ao lado do poeta Thiago de Mello, que até o golpe militar de 1964 havia sido adido cultural do Brasil no Chile, onde escreveu o Estatuto do Homem e conquistou a amizade de intelectuais e artistas chilenos, entre eles Neruda, Violeta Parra, Allende, o pintor Nemesio Antúnez - diretor do Museu Nacional de Belas Artes, Isidora Aguirre - dramaturga e autora de La Pérgola de las flores, a atriz Inés Moreno e tantos outros intelectuais. 
Os chilenos, solidários, acolheram Thiago com carinho em seu exílio. Isabel, uma das filhas de Allende - hoje senadora por Atacama - que estava de férias em Valparaíso, cedeu seu apartamento de Santiago, em uma torre no bairro La Providencia, para Thiago e Lurdinha que me haviam perfilhado. Naquele verão, morei com eles dois meses. Num domingo à tarde, acho que em fevereiro, toca a campainha. Abro a porta e tomo um susto: diante de mim, em carne e osso, Salvador Allende, acompanhado de Inés Moreno.
Eu, ali, em pé, diante dos dois, na soleira da porta. Allende - "El pije" - porte elegante, vestia sua tradicional guayabera branca de linho, manga comprida, com discreto bordado nos quatro bolsos. Inés Moreno, atriz e poeta, já era minha conhecida, pois residia no mesmo prédio, em outro andar, e frequentava os saraus da casa de Thiago. Era uma bela mulher, magra e espigada, aparentando uns quarenta e poucos anos. Vinham visitar Thiago. Informei que o poeta tinha ido passar o fim de semana em Viña del Mar. Eu estava sozinho. E de tão espantado, nem sabia como agir.
Allende em pé, na porta, e eu paralisado diante dele, bloqueando sua passagem. Foi quando com fino humor, me perguntou se podia entrar na casa de sua filha. Estava em plena campanha e havia decidido tirar uma folga naquela tarde. Entraram. Conversamos sobre política, Chile, Brasil, literatura, música e amenidades. Ele conhecia a bossa-nova e gostava de João Gilberto. No meio da conversa, com um toque de ironia, perguntou:
No hay café en casa de brasileño?
Com o maior prazer, passei, então, um café, al tirito, nomás, como minha mãe me ensinou: jogando o pó dentro da água fervendo para imediatamente coar num filtro de papel na falta de coador de pano. Tomamos café os três, eu ali, de quase-penetra, intrometido num pedaço da História, pegando uma carona naquele momento singular, olhos bem abertos, apreendendo tudo e dando gracias a la vida por me haver dado tanto. 
Chirimoya alegre
Inés recitou algo tocando violão, talvez um poema retirado do seu livro Mi mano en tu mano,do qual não consigo me lembrar. Eu já conhecia seu talento de declamadora, sua voz aveludada. Na primeira vez em que a ouvi, num jantar oferecido por Thiago, ambos recitaram juntos, alternando vozes, o Romancero Gitano de Garcia Lorca. Um espetáculo! Naquela sala, cabia toda a Andaluzia. Irromperam os dois rios de Granada que "bajan de la nieve al trigo", o Guadalquivir "con sus barbas granates", as meninas mirando a lua, os gitanos, a guarda civil, os carabineiros com "sus negras capas ceñidas" e até o cadáver de Antoñito el Camborio.
"Ay, amor, que se fue por el aire!" A tarde acabou, despedimo-nos de Inés que subiu para seu apartamento. Com um gesto inesperado, Allende retribuiu o café me convidando a tomar sorvete. Ele próprio dirigiu o carro, comigo no banco do carona, até uma sorveteria da moda, no sopé da Cordilheira dos Andes, em Las Condes. Em poucos meses, seria o presidente da República e três anos depois morreria no Palácio La Moneda, resistindo ao golpe. Agora, estava ali, sem qualquer segurança, nem mesmo um motorista.
Ocupamos uma mesa. Saboreamos sorvete de ‘chirimoya alegre’, o que me permitiu matar as saudades do Amazonas. A chirimoya é irmã do nosso biribá e prima da graviola. Fica alegre quando sua polpa é misturada com suco de laranja, um pouco de passas e nozes. Alegres também estavam as pessoas que vinham até a mesa abraçar Allende, embora Las Condes e o vizinho Vitacura fossem bairros de ricos, sede de embaixadas com luxuosas mansões. Aos que conheciam o poeta, ele me apresentava: “Un brasileño, amigo de Thiago”.
Eu estava ali como Pilatos no Credo, mas consciente de estar vivendo aquele momento ao lado de um homem bom, límpido, decente, de tanta importância para a história dos povos humildes de nossa América. No início de setembro, Allende era eleito e dois meses depois assumia a presidência. O resto nós já sabemos.
Si vas para Chile
Dizem que o moribundo, na hora da verdade, recorda momentos vitais de sua existência. Suspeito que quando chegar minha vez, cenas que vivi no Chile ocuparão boa parte do filme. Minha estadia durou menos de um ano, mas foi um momento histórico muito intenso. Nos anos 1960-70, milhares de brasileiros saíram do Brasil, muitos foram recebidos fraternalmente pelos chilenos que compartilharam conosco casa, pão, vinho, música, poesia, alegria, sonhos. Como foram generosos esses chilenos! Dormi em casas de desconhecidos, que me acolheram como um parente querido.
Quando finalmente deixei o Chile, na despedida Inés Moreno rasgou no meio um bilhete de 1 (um) escudo chileno, que tinha no centro a figura de Arturo Prat, um herói naval do século XIX. Ela ficou com a parte que continha o Arturo e me deu a outra metade. Se alguém a procurasse com o Prat na mão, significava que ia enviado por mim. Era mais um gesto de solidariedade, de proteção, muito mais simbólico que prático.
Passei pelo Chile vinte e cinco anos depois, em meados dos anos 90, quando Thiago lá estava de volta como adido cultural e organizou um encontro com Inés. Encontrei Inés, mas o Arturo não encontrou Prat, ambos havíamos perdido nossas metades (o escudo já nem era mais a moeda do Chile).
Tudo isso lembrei agora nesta semana, ao acompanhar a cobertura da mídia brasileira e internacional sobre a rememoração dos 40 anos do golpe militar, quando Allende foi homenageado como merece. Com o coração na mão, li o artigo La sombra de Inés Moreno escrito em 2003 pelo jornalista Luis Alberto Mansilla na revista Punto Final, noticiando a morte da atriz: 
Nos últimos dias, ela já não podia falar. Comunicava-se escrevendo em pedaços de papel que entregava às suas filhas. Um deles era uma citação de Borges, que expressava suas últimas percepções: "toda pessoa que viveu projeta uma sombra que nunca acaba".
Deixo aqui e no Diário do Amazonas a sombra de Salvador Allende e de Inés Moreno, com aroma de café e sabor de chirimoya alegre. “Si vas para Chile, te ruego viajero, que digas a ella, que de amor me muero”.
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José Ribamar Bessa FreireDoutor em Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2003). É professor da Pós-Graduação em Memória Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNI-Rio), onde orienta pesquisas de mestrado e doutorado, e professor da UERJ, onde coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas da Faculdade de Educação. Ministra cursos de formação de professores indígenas em diferentes regiões do Brasil, assessorando a produção de material didático. Assina coluna no Diário do Amazonas  e mantém o blog Taqui Pra Ti . Colabora com esta nosssa Agência Assaz Atroz.
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O processo chileno tem recados  a dar ao governo do PT. E aos que se evocam à esquerda do governo do PT. (LEIA MAIS AQUI)
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Leia também...


Ex-assessor acusa deputada Janira Rocha de crime eleitoral Marcos Paulo Alves, ex-assessor da deputada estadual Janira Rocha (PSOL), depôs, nesta quarta-feira, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), e reafirmou à corregedoria da casa o que disse à Justiça. Ele afirmou que a Deputada Cometeu crime eleitoral, como Boca de urna, cotização e possível desvio de dinheiro



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Gerardo Hernández: “Los años no han podido ni podrán hacer mella en nuestra certeza de que algún día Los Cinco estaremos junto a ustedes”

13 SEPTIEMBRE 2013 11 COMENTARIOS

gerardo-hernandez
Mensaje de Gerardo Hernández Nordelo, en su voz, al pueblo cubano y los presentes en el Concierto en la Tribuna Antimperialista, 12 de septiembre de 2013


Es Gerardo, desde Victorvilles, Adelanto, desierto de California.
Un saludo a todos los presentes y en general a nuestro pueblo, y el agradecimiento de Los Cinco, a quienes han estado participando y organizando esta y otras actividades por el 15 aniversario de nuestro arresto.

Muchas gracias también a quienes han aportado su arte en gesto solidario, lo necesitamos y nos alegra saber que podemos contar con ustedes.

Se dice fácil 15 años. Estoy seguro de que además de Ivette habrá otras quinceañeras entre los presentes que nacieron en el año en que a Los Cinco nos privaron de la libertad.
Ha llovido mucho desde entonces, pero no tengan la menor duda de que los años no han podido ni podrán hacer mella en nuestra certeza de que algún día Los Cinco estaremos junto a ustedes, junto a nuestro pueblo allí en esa misma tribuna.
De nuevo, gracias a todos y cuenten siempre con nuestra lealtad.
Un fuerte abrazo y que siga la música, porque esta batalla hay que librarla con mucho entusiasmo.
¡Pa’lante siempre!

Fidel Castro: Recuerdos imborrables 

13 SEPTIEMBRE 2013 23 COMENTARIOS

Fidel junto al Primer Ministro vietnamita Pham Van Dong en Septiembre de 1973. Foto: Estudios Revolución/Cubadebate
Fidel junto al Primer Ministro vietnamita Pham Van Dong en Septiembre de 1973. 
Foto: Estudios Revolución/Cubadebate

(+ Fotos)

Prohíben al Actor Danny Glover visitar a Gerardo Hernández, uno de los 5 Cubanos presos en EEUU


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Rebelión
Oakland, CA 8 de Abril (CI)

Otra  injusticia se cometió ayer contra uno de los 5 cubanos en la Penitenciaría de Victorville, ubicada en el desierto de Mojave en California. 

Se le prohibió al reconocido actor Danny Glover realizar la visita que tenía prevista a Gerardo Hernández. Las autoridades de la prisión dijeron a Glover, quien ha visitado a Gerardo en 9 ocasiones desde el 2010, que no sería admitido porque no tenían conocimiento de la realización de la visita.  Esta es una decisión absolutamente arbitraria de la prisión. Cualquier persona que esté incluido en la lista de un preso tiene derecho a realizar las visitas.
Glover había tomado un vuelo ayer por la  mañana desde el norte de California, alquiló un auto para llegar a la remota  prisión, ubicada a 16 kilómetros a las afueras de Victorville, pero tuvo que regresar sin poder ver a su amigo. Danny Glover ha dejado bien claro que pronto volverá a Victorville.
Tratar de aislar a Gerardo de sus familiares y amigos ha sido un patrón del gobierno estadounidense durante casi 15 años. Durante ese período de tiempo el gobierno de EE.UU. le ha negado reiteradamente la visa a su esposa Adriana Pérez para visitar a Gerardo en prisión.

El Comité Internacional para la Libertad de los 5 Cubanos agradece a Danny Glover por su continuo esfuerzo por apoyar a Gerardo y sus cuatro hermanos en la lucha por su libertad.
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Especial turismo em Cuba, enviado à PressAA pelo nosso correspondente João TNT, com grifos seus, diretamente de uma reserva de caatinga no Sertão Alagoano...

Cresce o número de turistas americanos em Cuba

(Publicado em Notícias UOL para assinantes)

Stephanie Rosenbloom DOMINGO 15 de setembro de 2013

Fotos mostram o cotidiano dos moradores de Cuba52 fotos

21.ago.2012 - Carro passa pelo Malecón, o calçadão de Havana, capital de Cuba 
Enrique De La Osa/Reuters

Dois anos após o governo Obama ter relaxado as restrições de viagem a Cuba, quase toda grande operadora de turismo disputa pelos corações e carteiras dos turistas americanos. E por que não? Quando a Grand Circle Foundation, parte da Grand Circle Corp., ofereceu sua primeira viagem autorizada de intercâmbio educativo a Cuba (conhecida como excursão "people-to-people", ou "povo para povo") em 2011, ela atraiu cerca de 1.000 viajantes. No ano passado, o número saltou para 1.900. Em 2013, a empresa espera levar mais de 2.200 turistas americanos para Cuba. E isso em apenas uma agência.


As excursões "people-to-people" são viagens de caráter educativo -- uma pessoa não pode simplesmente ir e se regalar na praia -- que podem ser oferecidas apenas por operadoras de turismo que obtiveram uma licença do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro. Neste ano, há ainda mais concorrência, com operadoras experientes -- Globus, People to People Ambassador Programs, Discovery Tours by Gate 1 -- oferecendo suas primeiras excursões a Cuba. Ao mesmo tempo, as empresas com prática em levar turistas para Cuba estão ampliando sua oferta para grupos específicos; por exemplo, em abril, a Insight Cuba se associou à Coda International Tours para oferecer excursões de luxo gays pela ilha.



As mais recentes excursões são mais frequentes e de maior alcance do que nunca. Empresas como Abercrombie & Kent estão levando os visitantes para pontos mais remotos da ilha, permitindo que explorem além de Havana. E operadoras como National Geographic Expeditions -- entre as primeiras a oferecer excursões "people-to-people" em 2011-- agora oferecem datas de partida adicionais. (Até mesmo empresas como Island Travel & Tours estão entrando na ação, adicionando mais voos da Flórida para Cuba.)



Para cumprir as regras de intercâmbio educativo "people-to-people" do Departamento do Tesouro, todas as seguintes excursões incluem encontros pessoais com artistas, agricultores, pescadores, médicos, mecânicos e outros cidadãos locais cubanos.



Se você quiser ir, aqui está o que você deve esperar ver, fazer e gastar (tenha em mente que, em muitos casos, a passagem aérea não está inclusa no preço). E não deixe de checar o site das empresas para atualizações sobre preços e partidas em 2014.

Abercrombie & Kent

Neste mês, a operadora de turismo de luxo começou a oferecer um programa de 10 dias para até 24 pessoas, que inclui aula particular de salsa, assistir a um concerto estilo "Buena Vista Social Club" e um encontro com Salvador Gonzáles, um artista cujos esforços transformaram um beco em Havana conhecido como Callejón de Hamel em um destino de arte e música afro-cubana. Os participantes também excursionarão por Havana com um arquiteto local; comerão em um "paladar" (um restaurante dirigido por família) e ouvirão os proprietários discutirem a cozinha cubana; farão uma caminhada com um pintor e ceramista, José Fuster, antes de jantar na casa dele; visitarão uma fábrica de charutos (e aprenderão sobre a vida em uma fazenda de cultivo de tabaco); visitarão Las Terrazas, uma reserva de biosfera da Unesco; participarão de uma palestra sobre a história das relações entre Estados Unidos e Cuba; e até mesmo jogarão beisebol com moradores locais. A partir de US$ 5.395 por pessoa para quarto duplo (o adicional para individual é US$ 895). Informação: Abercrombiekent.com/travel-destinations/cuba.

Classic Journeys

Esta operadora, conhecida por suas caminhadas pelo interior, está oferecendo excursões para apresentar os viajantes ao "povo cubano de todos os estratos da sociedade". O itinerário inclui encontros com artistas e moradores de Luyanó, um projeto comunitário; uma exploração pela Velha Havana, um Patrimônio da Humanidade da Unesco; discussões com líderes religiosos sobre a cultura afro-cubana e a religião Santería; e um olhar para a vida de Ernest Hemingway durante os tempos em que ele passou em Cuba. A caminhada pelo interior ocorre no Vale Viñales, a oeste de Havana, e inclui uma visita a fazendas de café e tabaco. A partir de US$ 4.895 por pessoa para quartos duplos (o adicional para individual é US$ 695). Informação: Classicjourneys.com/cuba.

Discovery Tours by Gate 1

Pela primeira vez, a Discovery Tours está levando grupos de 10 a 18 pessoas em uma excursão de nove dias para ouvir música tradicional cubana no Museo de Artes Decorativas; aprender sobre os projetos de restauração da Velha Havana com arquitetos e planejadores municipais; frequentar uma cerimônia religiosa afro-cubana; reforçar as relações cubano-americanas durante uma palestra sobre políticas; e conversar com músicos de jazz após se apresentarem no Instituto Cubano de la Música. A partir de US$ 3.599 por pessoa para quartos duplos; a partir de US$ 3.918 por quarto individual. Informação: Discovery-tours.com/small-groups.

Grand Circle Foundation

Esta divisão sem fins lucrativos da Grand Circle Corp. oferece pequenas excursões como "Cuba: Uma Ponte Entre Culturas", e uma novidade neste ano é uma excursão de 13 dias chamada "Cuba: Música, Cultura & as Raízes da Revolução". Paradas incluem a segunda maior cidade da ilha, Santiago de Cuba, onde os visitantes podem aprender sobre as influências afro-cubanas locais; Baracoa, perto do local de chegada de Cristóvão Colombo; e, é claro, Havana. A partir de US$ 4.395 para quartos duplos; não há disponibilidade de quarto individual pelo restante de 2013. Informação: Grandcirclefoundation.org/cuba.

Insight Cuba

Em resposta à demanda por opções mais curtas, a Insight Cuba, que é especializada em pequenas viagens "people-to-people", está oferecendo uma excursão de seis dias chamada Vintage Cuba para até duas dúzias de pessoas. Da cidade colonial de Santa Clara (lar do Mausoléu de Che Guevara) até Havana, esta excursão (com início em novembro) leva os viajantes em um antigo trem a vapor; os apresenta aos mecânicos que fazem a manutenção dos carros antigos que passaram a ser associados à ilha; e mostra a eles Cayo Santa María e a cidade costeira de Caibarién, conhecida por suas praias. A partir de US$ 2.995 por pessoa para quarto duplo; a partir de US$ 3.395 para quarto individual. A empresa, que tem 150 partidas para Cuba programadas até junho de 2014, oferece outras excursões, incluindo Cuba Não Descoberta (12 dias), Cuba Clássica (oito dias), Cuba Pitoresca (oito dias), Jazz em Havana (cinco dias), Música & Arte Cubana (nove dias) e Fim de Semana em Havana (quatro dias), Informação: Insightcuba.com.

Smithsonian Journeys

Esta excursão de nove dias com saída de Miami inclui uma excursão a pé pela arquitetura da Velha Havana, com paradas nas oficinas para conversas com artesãos sobre a restauração da área; uma visita ao lar e estúdio do artista Fuster; a propriedade de Ernest Hemingway, Finca Vigía, onde ele morou e trabalhou por mais de 20 anos; o Jardim Botânico de Cienfuegos e a cidade colonial de influência francesa Cienfuegos, um Patrimônio da Humanidade; a Universidade de Havana, para encontros com professores e alunos; e a Casa de África para aprender sobre a influência da África em Cuba. Também há uma festa em Santa Marta e uma visita à cidade velha de Matanzas (incluindo o Museu Farmacêutico e a editora independente de livros de arte Ediciones Vigía). A partir de US$ 5.495 por pessoa para quartos duplos; a partir de US$ 6.045 para quartos individuais. Informação: Smithsonianjourneys.org/tours/cuba.


Outros grupos com licença para operarem excursões "people-to-people" para Cuba incluem Austin-Lehman Adventures, Friendly Planet Travel e Center for Cuban Studies.


Tradutor: George El Khouri Andolfato

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Publicado em 27/04/2013



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Sexta-feira, 5 de abril de 2013


Cuba e a perseguição aos gays


A sexóloga Mariela Castro, filha do ditador de Cuba, Raúl Castro, e sobrinha do ex-ditador Fidel, está em Porto Alegre a convite e com tudo pago pelo governo gaúcho. Chegou a almoçar no Palácio Piratini com o governador do RS. Veio participar do Seminário Internacional Educação e Saúde Sexual. Deputada pelo único partido permitido em Cuba - o comunista - ela preside um centro de educação sexual. "Usamos a sexualidade como pretexto para trabalhar outros princípios de cidadania" afirma. Entre outras coisas, ela diz que pretende lutar pela união homoafetiva em seu país. Curioso isso. Se tem um grupo que historicamente teve seus direitos de cidadania negados na ilhota caribenha desde Fidel foram os gays. Como é sabido, as perseguições após a revolução de 1959 se tornaram foco de estudo e protestos no mundo todo. Em 1971 o governo comunista editou uma resolução em seu I Congresso Nacional de Educação e Cultura, onde decretou que “os desvios homossexuais representam uma patologia anti-social, não admitindo de forma alguma suas manifestações, nem sua propagação, estabelecendo como medidas  preventivas o afastamento de reconhecidos homossexuais artistas e intelectuais do convívio com a juventude, impedindo gays, lésbicas e travestis de representarem artisticamente Cuba em festivais no exterior.” Está Cuba mudando? Mariela defende de fato minorias? Ou é apenas mais um fantoche de propaganda de uma das últimas tiranias do planeta?


Abaixo, alguns links sobre o assunto:



Gays exigem que Fidel Castro peça perdão pela perseguição aos homossexuais em Cuba




Fidel assume culpa por perseguição a homossexuais em Cuba há 50 anos




CUBA, cesse a perseguição a Travestis e Homossexuais!




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Pequenas e grandes passos em direção à igualdade para gays em Cuba



Manifestantes em uma linha de conga terminou quatro dias de atividades contra a homofobia em Ciego de Ávila, Cuba.  Crédito: Jorge Luis Baños / IPS
Manifestantes em uma linha de conga terminou quatro dias de atividades contra a homofobia em Ciego de Ávila, Cuba. 
Crédito: Jorge Luis Baños / IPS
Ciego de Avila, Cuba, 20 de Maio de 2013 (IPS) - A comunidade de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais em Cuba ganhou avanços em questões como a mudança de nome de pessoas transexuais pré-operatório, enquanto eles continuam a lutar pelo direito para as uniões civis do mesmo sexo.
Pela primeira vez desde 1997, uma mulher transexual que não tinham sido submetidos a cirurgia de mudança de sexo foi emitido um cartão de identificação com fotografia este ano, refletindo o seu nome escolhido e identidade de gênero, Manuel Vázquez, um advogado com o Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex), um organismo financiado pelo governo, disse à IPS.
"Continuaremos apoiando os esforços para alcançar mudanças de nome em outros casos, e esperamos que se tornará a norma", disse Vázquez, que é chefe da unidade de serviços jurídicos no Cenesex , que relata que a família eo trabalho são as esferas onde os direitos das pessoas LGBT são violados mais.
Até agora, a foto no cartão de identificação nacional de mulheres e homens trans teve a reflectir o seu sexo biológico.
Em 1997, o Cenesex conseguiu chegar a acordos com os ministérios do Interior e da Justiça para alterar os nomes e fotos sobre os cartões de identificação de 13 pessoas transexuais que não se submeteram a cirurgia de redesignação sexual, embora outros documentos de registro civil, como certidão de nascimento , não foram modificadas. Mas isso não tinha acontecido de novo até agora.
As pessoas transexuais que se submeteram a cirurgia de mudança de sexo, que é fornecido gratuitamente em Cuba desde 2008, estão autorizados a modificar os seus cartões de identificação. Em Cuba, 19 pessoas - dois deles pessoas transexuais mulher-para-homem - tiveram a cirurgia de redesignação sexual, até agora, de acordo com o Cenesex.
"Agora, uma pessoa trans que não teve a cirurgia é livre para buscar e conquistar uma mudança de nome, graças a esse precedente", disse Vázquez.

(Para ler reportagem completa, clique no título)
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De Pelé a Joaquim Barbosa a história é a mesma

Em certos aspectos, o Brasil não mudou nada no último meio século.
Pelé e Xuxa, no passado
Pelé e Xuxa, no passado
Não é um assunto fácil de tratar.
Mas, ao mesmo tempo, não posso deixar de enfrentá-lo.
Começo, então, com uma digressão.
Uma das coisas notáveis que o ativista negro Malcom X fez pelo seu povo foi, em suas pregações, elevar-lhe a auto-estima.
Malcom X, com seu poder retórico extraordinário, dizia aos que o ouviam que deviam se orgulhar de sua aparência.
Os lábios grossos de vocês são lindos, bem como o cabelo crespo, bem como as narinas dilatadas – bem como, sobretudo, a cor de sua pele.
Os negros americanos tinham sido habituados a se envergonhar de sua aparência, e a buscar tudo que fosse possível para aproximá-la da dos brancos.
O próprio Malcom X, na juventude, alisou os cabelos.
Não foi por vaidade que um dos seguidores de Malcom X, Muhammad Ali, dizia que era o homem mais bonito do mundo. Ali estava na verdade dizendo aos negros que eles eram bonitos.
Ali casou algumas vezes, sempre com negras. Era mais uma maneira de sublinhar a beleza dos negros. Se Ali, no apogeu, tivesse casado com uma loira a mensagem não poderia ser pior.
JB e namorada, no presente
JB e namorada, no presente
Pelé, no Brasil, teve uma atitude bem diferente – e não apenas ele. Era como se na ascensão dos negros no Brasil estivesse incluída a mulher branca.
Falta de consciência? Alienação? Deslumbramento? Compensação? Alpinismo social? A resposta a esse fenômeno é, provavelmente, uma mistura de todos estes fatores.
Pelé casou com uma branca, Rose, há meio século. Depois, passou para uma Xuxa adolescente. É uma bênção para as negras brasileiras que seu orgulho nunca tenha estado na dependência de estímulos de celebridades como Pelé.
Quanto mudou o cenário nestes cinquenta anos fica claro quando se olha a fotografia da namorada de Joaquim Barbosa.
Não mudou nada.
Quando falaram que JB fora fotografado dias atrás em Trancoso numa pizzaria com uma namorada, imediatamente pensei:  branca e com idade para ser sua filha.
Ao ver a foto, ali estava ela, exatamente como eu antecipara para mim mesmo.
Não sou tão inteligente assim. Mas observo as coisas.
Seria esperar demais que JB, por tudo que já mostrou, agisse diferentemente. Que estivesse mais para Ali do que para Pelé.
Os traços de personalidade já estavam claros. Numa entrevista à Veja, ele se gabou dos ternos de marca estrangeira que estão em seu guarda-roupa. Não é uma coisa pequena senão por ser grande na definição de caráter.
A partir desse tipo de coisa, você pode montar os dados básicos do perfil  da pessoa. Ou alguém imagina, para ficar num personagem dos nossos dias, um Pepe Mujica falando de grifes a repórteres?
De Pelé a JB, o Brasil sob certos aspectos marchou para o mesmo, mesmíssimo lugar.
Racismo não faltou, neste tempo todo. Faltou foi gente do calibre de Malcom X e de Muhammad Ali.
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
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Ilustração: AIPC – Atrocious International Piracy of Cartoons
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PressAA


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