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sábado, 10 de agosto de 2013

Hermano Calvo entrevista comandantes das Farc em Havana --- Comprovado: Assim como Batista, Somoza e outros do gênero, FHC, Uribe e semelhantes também não têm amigos...


Negociadores das Farc concedem entrevista em Havana

Foto extraída de Valor Econômico: Farc mostram contradições sobre prisioneiros de guerra na Colômbia - 04/12/2012  

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Entrevista com comandantes das Farc em Havana.

Enviado a esta nossa Agência Assaz Atroz (PressAA) pelo entrevistador: Hermano Calvo Ospina, periodista colombiano residente na Europa, autor de vários livros publicados, entre os quais se destacam: Salsa, Don Pablo Escobar, Peru: los senderos posibles e Bacardí: la guerra oculta.





Sábado, 3 de agosto de 2013 

Nem em Havana deixaram seu costume de madrugar. “Nos levantamos às 4h30 para despertar os galos para que eles cantem”, me diz entre sorrisos Ricardo Téllez, mais conhecido como “Rodrigo Granda”. Me convocaram às 7 da manhã para entrevistar a três membros do Secretariado, máxima instância de direção das FARC. Eles estão à frente dos diálogos que adianta a organização insurgente com a delegação do governo colombiano, em Havana. A este grande salão de uma casa de “El Laguito”, onde residem [1], chegam também “Iván Márquez“ e “Pablo Catatumbo”. Granda acende um cigarro e bebe a segunda xícara de café. Márquez tem um grande charuto cubano na mão, que acenderá “depois do desjejum”. Catatumbo sorve o café e repete pra mim: “Se os três vamos dizer quase a mesma coisa, para que entrevistar-me?”. 


É a primeira vez que um jornalista consegue ter estes três dirigentes guerrilheiros juntos.
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Comandantes, levam sete meses dialogando, negociando com a comissão do governo com vistas a um processo de paz. Ainda são otimistas?

Iván Márquez: O otimismo das FARC é dado pela determinação de buscar uma solução política a esta confrontação, que já se aproxima dos cinquenta anos. Como eles não nos podem derrotar militarmente, nem nós a eles, devemos buscar a alternativa. Ademais, as circunstâncias, as realidades de hoje, tanto na Colômbia como no continente, indicam que é o momento de buscar uma saída incruenta. As guerras não são eternas. E neste plano fazemos todos os esforços que sejam necessários para chegar ao entendimento com o governo.

Que se sente ao ter tão perto aquilo que se caracteriza como inimigo?

IM: Ainda que estejamos sentados na mesma mesa, dois grupos com visões muito opostas, quase antagônicas, aí temos que nos tolerar para nos entendermos. Numa mesa de negociações, se deve observar um respeito pela parte contrária, e creio que isso se faz reciprocamente. Existem momentos com discussões álgidas, fortes, porém de repente as coisas voltam a seu nível, pois sabemos que devemos chegar a entendimentos.

As negociações na guerra se movem entre dois contendores. A mim, me parece que vocês põem mais emotividade nelas.

IM: Tem razão. No governo sempre existiu a tendência a buscar a submissão da guerrilha como sinônimo de paz, e não a paz através de mudanças estruturais. Quer-se uma paz grátis para as oligarquias. Nós estamos fazendo grandes esforços para fazer entender que se necessita gerar uma atmosfera para a paz, e que ela pode ser alcançada através de transformações institucionais e políticas. Nós estamos certos de que o mais importante para a Colômbia é garantir uma democracia real onde o soberano, que é o povo, determine as políticas estratégicas; onde a opinião do povo seja levada em conta sem que se lhe estigmatize e assassine.

Talvez me equivoque, porém me parece que em vários momentos o presidente Juan Manuel Santos quis dar para trás.

Rodrigo Granda: Não creio que ele retroceda; porém, sim, parece acovardado. É como se tivesse medo do ex-presidente Álvaro Uribe, dos pecuaristas, do poder narco-paramilitar e do setor cavernoso nas Forças Armadas. Santos se acovarda, apesar de ter o apoio de um setor importante dos industriais, dos banqueiros e das Igrejas. Por exemplo, segundo informes que manejamos, Sarmiento Angulo, um dos homens mais poderosos da Colômbia, está com o processo de diálogo [2]. As pesquisas dizem que 87% dos colombianos também desejam a paz. A correlação de forças a favor da paz é indiscutível. Fora do uribismo, ninguém mais fala de guerra. Porém, parece que Santos não quer enfrentar esses setores liderados por Uribe, então fica valente conosco militarmente e assume posições intransigentes, que não permitem o correto desenvolvimento dos diálogos. Sabemos que Uribe tem preparados 13 mil paramilitares, conhecidos extraoficialmente como o “exército antirrestituição de terras”. É que as Forças Armadas e Santos não o sabem? Claro que sim! É a isso que Santos teme? Ou é que ele assume como parte de uma possível manobra contra nós?

É claro que Uribe tenta torpedear as negociações. Será que quer voltar à presidência?


RG: E o deseja para blindar-se, porque tem temor de ser enviado a Miami por narcotráfico; ou à Corte Penal Internacional de Haia por crimes de lesa-humanidade. A ele, convém que as negociações fracassem para apresentar-se ante o país como a solução. Ainda que o “problema” da guerrilha [ele] não o resolveu em oito anos de governo.

Pablo Catatumbo: De todas as maneiras, Santos e Uribe têm a mesma ideia das negociações: um processo de paz por submissão. Estão cegos, surdos e bem errados, ainda que se creiam muito inteligentes. E é aí onde nós devemos seguir com sabedoria para demonstrar-lhes que estão bem equivocados, e que assim a guerra seguirá.

Pelas declarações que têm dado, mais documentos que li, vocês estão pedindo reformas nas instituições estatais e a modernização do próprio Estado, o que pode ser contraditório para uma guerrilha comunista, marxista-leninista.

IM: Na mesa, não estamos propondo mudanças radicais nas estruturas políticas nem econômicas do Estado. Aí não se fala de socialismo nem comunismo. O que buscamos é gerar condições para chegar a um entendimento com o governo. Um espaço onde encontremos as diferentes visões. Sabemos que, por isso, algumas organizações de esquerda, não só colombianas, já dizem que nos tornamos uma guerrilha reformista. Temos feito propostas mínimas, como as cem do sistema agrário, que, como você bem diz, não são outra coisa que um projeto de modernização do campo colombiano, porém é que lá estamos vivendo ainda no feudalismo. Imagine que ainda assim encontramos resistências do governo.

Que se firmou até agora entre as partes?

RG: Aqui se firmaram algumas coisas, porém não são assinaturas definitivas, porque nada está acordado até que tudo esteja acordado. Existem pontos em que não conseguimos nos pôr de acordo, e os deixamos para tornar a discuti-los mais adiante. Do contrário, não se avança.

 Diálogos em La Habana, e fortes confrontações militares na Colômbia…

RG: É o governo quem não quer um cessar-fogo; portanto, o fato de dialogar sob fogo vigora para as duas partes. Nós sustentamos fortes combates diários, a uma média de três por dia. Temos feito grandes ações de caráter militar que eles escondem da nação. Agora, ambas as partes decidimos que tudo o que passe por fora da mesa não se deve refletir aí. Nós temos dado mostras de vontade, como foi a trégua unilateral pelo Natal, ainda que tivemos que nos defender das agressões do exército. E o que também se tem escondido é que, nesse mesmo lapso de tempo, as transnacionais puderam aumentar seus lucros, pois não tiveram nossa pressão. Por isso é que um dos motivos essenciais de acabar com as guerrilhas, e como seja, é para que as transnacionais possam roubar o que queiram com absoluta tranquilidade.

Qual é, até o momento, a principal intransigência do governo nas negociações?

IM: Sem [deixar] lugar a dúvidas, é a determinação de não tocar na propriedade do latifúndio, cuja maior parte foi acumulada através do despojo violento. Isso lhe produz temor. Seus representantes, nos intercâmbios conosco, nos têm dito que se poderiam “desfazer os demônios do paramilitarismo”. Têm medo dos pecuaristas e latifundiários, a tocar-lhes num terço dos 30 milhões de hectares que possuem, ainda que nem vacas neles transitam. Porém, uma reforma agrária sem tocar na grande propriedade não é reforma. À propriedade da terra, há que pôr limites. O governo nem sequer tem pensado em pôr uma tributação como forma de castigo para dissuadir a posse de terras improdutivas. Quando propomos onerar essas grandes propriedades, o governo responde que não há censo confiável, pois não se sabe onde estão nem sua extensão. Então sugere que deve-se, primeiro, fazer um cadastro, o qual pode demorar de 7 a 10 anos. O que não dizem é que, durante este tempo, os latifundiários podem arrendar ou vender essas terras às transnacionais, que é a estratégia a caminho.

Se o governo colombiano se decidiu a negociar com as FARC, foi porque Washington esteve de acordo. Vocês sabem que não é um exagero meu. Qual é a atitude política atualmente?


IM: Recentemente, 62 congressistas dos Estados Unidos, entre eles dois republicanos, encabeçados por Jim McGovern, subscreveram uma carta de apoio aos diálogos. Esta missiva foi enviada ao secretário de Estado John Kerry. Saudamos este gesto altruísta. Porém, também a Casa Branca e o Departamento de Estado manifestaram seu respaldo. Claro, lá também existem suas divisões, pois o conflito colombiano gera dinheiro. As poderosas empresas construtoras de armamento não querem deixar perder esse negócio.

Vocês estão decididos a deixar a luta armada. O que tem que lhes oferecer o governo para que isso se conquiste? E vocês, em que se transformariam?

RG: O presidente Santos, durante o carteio inicial que teve conosco, nos disse que desejava abrir as comportas a uma democracia real no país. Isso nos chamou a atenção, porque nós nunca dissemos que a luta armada seja o único caminho para mudar o país. Nos levantamos em armas, e seguimos com elas, porque com violência fecharam as portas à participação política. É que, se se abre a possibilidade de fazer política legal, sem a ameaça permanente do assassinato, em igualdade de condições, e se fazem umas reformas políticas que possam rumar o país para a democracia participativa, nos incorporamos. Porque se poderia criar uma correlação de forças favorável ao movimento revolucionário, que encaminhem para as transformações radicais necessárias. Nós aceitamos esse desafio.

PC: Se necessita construir um movimento de massas forte que imponha as mudanças, pois o estabelecimento não presenteia. Essa é uma tarefa nossa, os militantes de esquerda e os democratas. A sabedoria está em armar um bloco de poder que aglutine a todos os que estamos por uma Nova Colômbia. Esse é o desafio, e não é pequeno. Porém, veja você, enquanto falamos disso na mesa de negociações, segue a repressão por todo o país. O governo não variou uma partícula quanto ao tratamento do protesto social: o estigmatiza, associando-o com as guerrilhas para poder criminalizar e atacar a tiros. E se existe algo que temos muito claro, é que não estamos dispostos a repetir a experiência da União Patriótica, onde assassinaram a quase 4 mil militantes e dirigentes [3]. A história, quando não manipulada, não mente: os violentos foram eles. Quando aos enviados do governo nestas negociações a recordamos, nos dizem que não estão aí para saber disso. Por quê? De que lhes dá temor ou vergonha? Se não se conhece a história de violência política na Colômbia, como vamos saber o por que chegamos à situação atual e como resolvê-la?

IM: Há três pontos na agenda a tratar: garantias para exercer a atividade política, a participação política e o cessar-fogo bilateral e definitivo. Neste último, se falará da deixação de armas e em que condições. Porém, entenda-se bem: não é entrega de armas. Não podemos estender-nos agora nestes pontos até que não se discuta na mesa, e serão dos últimos na agenda.

E que vai suceder com o paramilitarismo?

IM: Tem que ser erradicado de maneira definitiva, porque sem isso não haveria nenhuma certeza para uma organização insurgente que se incorpore à vida política legal. Essa é uma condição obrigatória para poder chegar a um acordo de paz. E é o governo quem tem que dar a ordem a seus generais de deter essa estratégia contra insurgente do Estado.

Vocês estão decididos a pedir perdão pela parte de sofrimento que têm causado nesta guerra?

PC: Cometemos erros, alguns graves, é certo. Porém, diga o que diga a propaganda, a agressão à população não tem sido uma estratégia das FARC. Ao contrário, a ela temos defendido do exército e seus paramilitares, principalmente no campo. Eu não tenho problema em dizer a uma senhora, a uma família: “Sinto a dor que lhe causamos com a morte de seu ser querido.” Porém, isto é muito mais complexo. Há que pedir perdão? Muito bem. Então, que se sentem conosco os grupos econômicos que têm financiado a guerra e aos paramilitares; que venham todas as instituições do Estado, pois elas estão enquadradas para a repressão e a impunidade; também os grandes meios de comunicação, porque reproduziram as estigmatizações dos organismos de segurança que antecederam aos assassinatos e massacres; os partidos políticos de direita também devem sentar-se e apresentar suas grandes responsabilidades; os ex-presidentes da República, que deram as ordens. É que nem a Igreja católica pode guardar suas culpas! E não podem ficar por fora desse ato de responsabilidades os governos de Estados Unidos, Israel, certos países da Europa e os demais que apoiaram os diferentes governos criminosos da Colômbia. Sentados todos, sim, podemos ver quem foram os terroristas e assassinos do povo.

 Vocês assinalam, e com razão, ao governo, suas Forças Armadas e aos grandes meios de comunicação como responsáveis da guerra psicológica e de propaganda contra a insurgência. Porém, creio que um importante setor da chamada intelectualidade tem se enfurecido contra a luta armada que até ontem apoiavam.

PC: A maioria dos intelectuais na Colômbia, e certamente no mundo, sofre de covardia, de acomodação ou ambas. Quase todos se deixaram meter pelo sistema na matriz da mentira, e são utilizados para “teorizar”, criar e repetir falsidades. Muitos passam fazendo discursos contra a manipulação da mídia, porém, quando o sistema arranca em campanha contra um objetivo, eles começam como os papagaios. No caso colombiano, o sistema lhes meteu na cabeça que as guerrilhas somos culpadas de tudo. Apesar de que muitos deles se acreditavam, ou se creem, de esquerda, fizeram coro de que somos responsáveis pela violência, pelo narcotráfico, o sequestro, a pobreza, da alta [do preço] da gasolina e das bananas. Lhe asseguro que se, amanhã, os pássaros deixam de cantar, esses “intelectuais” repetirão o que diga o governo e sua mídia: a guerrilha é culpada. Caíram em tal pobreza investigativa e de raciocínio tal que suas análises e teorias não suportam o mínimo debate, pelo menos conosco. Bem, eles pensam que, se debatem conosco, depois os matamos. Nem sequer são capazes de levar em conta que, se fosse assim, na Colômbia já ficariam pouquíssimos “intelectuais”. O cérebro não lhes alcança para observar que os que guardam sua independência intelectual e crítica são os que o governo assinala de ser amigos ou cúmplices da subversão.

 Devo reconhecer, e já é para terminar, que não sou muito otimista com estes diálogos. Eu creio que a Colômbia e os colombianos merecem uma paz com justiça social, porém conheço o Estado colombiano, conheço os Estados Unidos, que é seu sustentáculo e quem, ao final, decide. Oxalá que essa longa noite imposta pelo terrorismo de Estado se detenha e por fim amanheça. Desejo de todo coração.

PC: Veja, as condições políticas na América Latina mudaram. Quem ia imaginar o que passou em Venezuela e Bolívia com a chegada de Chávez e Evo? Quem ia imaginar que chegariam outros governos na América Latina para exigir dos Estados Unidos o respeito à soberania? Existem casos imprevisíveis, como foi o fim da União Soviética.

Na Colômbia, existe um acumulado de fome, exclusão, injustiças e repressão. Chega um momento em que o povo não aguenta mais. Existe um acumulado de processos larvados que podem saltar em qualquer momento. Existe uma ebulição que poderia explodir amanhã mesmo. Ademais, a problemática colombiana não é uma ilha. Os países vizinhos estão pressionando o governo porque já estão cansados de que o conflito lhes afete. Venezuela tem uns 4 milhões de deslocados; Equador quase dois milhões. Cremos que existem de 13 a 15 milhões de colombianos nos países limítrofes, ou seja, a terça parte da população colombiana. E esses países devem dar a eles alimentação, saúde, moradia. Até quando? A isso, somam-se os gastos para resguardar as fronteiras. Tudo porque o Estado colombiano insiste em não negociar um conflito no qual não vai ser vencedor! Nós pedimos aos representantes dessas nações que exijam ao [governo] colombiano que faça a paz para que regressem os compatriotas.

Somos otimistas. Os revolucionários devemos ser otimistas, até nas piores situações. E nós cremos que a paz chegará à Colômbia porque a merecemos. A outra perspectiva é a guerra total. Por isso digo que é o momento, ainda que não é fácil. Este processo de paz é demasiado complexo, porém acreditamos que é possível. Insistimos em lutar pela paz, e por isso não vamos cruzar os braços. Eu, sim, tenho esperanças, apesar de que ao poder e à oligarquia colombiana lhes faz falta grandeza e humildade para começar a solucionar este conflito.

Notas:
1) Como “El Laguito” se conhece um conjunto residencial em La Habana. Suas casas, quase todas de dois pavimentos, estão separadas por árvores e jardins. No centro há um pequeno lago. Desde novembro 2012, neste tranquilo entorno se alojam as delegações das FARC e do governo colombiano.

2) Segundo a revista Forbes (edição 2012), Luis Carlos Sarmiento Angulo figura como o primeiro multimilionário da Colômbia, e ocuparia o posto 64 no mundo.


3) A União Patriótica nasceu em 1985, como resultado dos diálogos entre o governo de Belisario Betancur e as FARC. Segundo sentenciou a justiça colombiana, contra ela existiu um “genocídio político”

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E no blog da redecastorphoto...



por Laerte Braga [Jornalista. Colaborador desta nossa Agência Assaz Atroz] 




Quando o ex-presidente Fernando Henrique diz que “o PSDB não é farinha do mesmo saco”, não estava querendo defender o partido. Isso é o que pode parece à primeira vista. Estava defendendo a si, largando os “amigos” (que não tem, tem cúmplices) na chuva e cuidando de sua própria pele.


É deus, privatizou o mundo em seis dias e depois foi a Camp David passar o sétimo com Bill Clinton onde recebeu a unção pelos serviços prestados.

O que está dizendo é que não o confundam com Serra, com Alckmin, com Aécio, com Álvaro Dias, com Portelinha, Azeredo e toda a corja. Ele não. É deus e está acima do bem e do mal. O que fez não importa se eivado de corrupção, importa que ele é “deus”. 

(...)

Globo e Metrô/CPTM de São Paulo são produtos da podridão e da falência do Estado desde a época da ditadura militar.

Um corpo corroído muito mais pelos corruptores, principais acionistas desse Estado (bancos, grandes empresas, latifúndio, templários evangélicos, que pela corrupção, que é consequência). A bancada evangélica é uma espécie de ordem dos templários da Idade Média, mas caricata; latifúndios são pistoleiros do velho oeste; banqueiros mais grandes empresários são a OPUS DEI).

(...)

No Brasil e em quase todos os países, há um problema complicado. Classe média. Come arroz e feijão, deve horrores ao banco, e arrota faisão. Pior, lê VEJA (segundo eles, a melhor revista do mundo em língua portuguesa, mas já bastante decadente) e acha que o JORNAL NACIONAL (com índices de audiência em queda livre) é o ponto de referência da verdade absoluta. E adora trazer seus cães pra defecar pelas ruas...

No caso específico de FHC, um safardana de grande porte, amoral, logo destituído de qualquer principio e que em sua versão fumante de charuto cubano acredita que tudo é obra dele.

(Para ler artigo completo, clique no título)
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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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PressAA


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