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domingo, 4 de agosto de 2013

CARTA ABERTA AO PAPA - Aproveitando o embalo, solicitamos que V.S. leia também: EUA desmoralizados - P.S.: Salte a impudica "piadinha late Jô"



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Piadinha late Jô

Putin: Ele esperou muito por seu apoio.
Obama: E você também vai se cansar esperando...
Putin: Nós o chamamos pra cova, assobiando... Isso para dar um refresco aos nossos parceiros na América do Sul.
Obama: Pois, então, vamos mandar bucetas assobiantes atraírem esse cachorro tarado pra casa!

EUA desmoralizados

[*] Paul Craig RobertsInformation Clearing House

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu



Barack Obama ao saber que a Russia havia concedido asilo a Edward Snowden


Com Washington perdendo o poder de mandar no mundo, desafiada por Venezuela, Bolívia, Equador, e agora também pela Rússia, o governo dos EUA recorre já despudoradamente a chiliques de maus modos. As repetidas manifestações de infantilismo, pela Casa Branca e pelo Congresso dos EUA, envergonham todos os norte-americanos.

O mais recente surto de comportamento infantilóide em Washington é “resposta” ao Serviço de Imigração da Rússia, que garantiu asilo por um ano ao sentinela-apitador [orig. whistleblower] Edward Snowden, na Rússia, enquanto os russos analisam a possibilidade de conceder-lhe asilo permanente. Washington, depois de já ter convertido os EUA em estado sem lei, já não sabe, sequer, manter comportamento legal. Lei é o que interesse a Washington. Do ponto de vista de Washington, lei é o desejo de Washington. Qualquer um, pessoa ou país, que interfira no que Washington deseje, é declarado fora da lei. 

Porque Obama, como Bush antes dele, rotineiramente desobedece à lei norte-americana e à Constituição dos EUA, a Casa Branca meteu-se na cabeça que o presidente Putin da Rússia também teria de desobedecer à lei russa e à lei internacional, cancelar a decisão do Serviço de Imigração da Rússia e entregar Snowden a Washington.

Washington quer porque quer que a Rússia lhe entregue Snowden, simplesmente porque Washington assim o “exige”. Como criança de dois anos, Washington simplesmente não concebe que esse tipo de “exigência” não se sobrepõe à lei internacional, nem à legislação interna de cada país. Como a Rússia atrever-se-á a não obedecer à “nação indispensável”?!

O/A porta-voz da Casa Branca, tão inexpressivo/a que não consigo lembrar nem o nome, nem se é homem ou mulher, declarou que o idiota da Casa Branca poderá “castigar” Putin e não aparecer para visitá-lo em Moscou, mês que vem. Duvido que Putin perca o sono, preocupado com se o idiota da Casa Branca aparece ou não aparece em Moscou.


O mandato do idiota da Casa Branca está chegando ao fim, mas Putin, a menos que a CIA o assassine antes, continuará em seu posto por mais dez anos. Importante, agora, é que todos os presidentes da Rússia já entenderam que o que o presidente dos EUA diga, não vale coisa alguma. Um Clinton, dois Bushes e o atual idiota da Casa Branca já violaram todos os acordos que Reagan firmou com Gorbachev. Que interesse teria o presidente da Rússia, nação governada por leis, em encontrar-se com mais um tirano?



Edward Snowden, asilado político em Moscou

Para nada ficar a dever ao infantilismo da Casa Branca, membros da Câmara de Representantes e do Senado dos EUA acrescentaram sua pitada de falta de vergonha, à vergonha que cobre os norte-americanos. Os idiotas do Congresso “reagiram furiosamente”, segundo os jornais, e alertaram para “graves repercussões que advirão para as relações EUA-Rússia”. Eis mais uma extraordinária demonstração da húbris de Washington. Só a Rússia teria por que se preocupar com “repercussões” nas relações. Washington pode dormir em paz. Sua Majestade Imperial, Barack I simplesmente recusará qualquer pedido de audiência que Putin lhe faça.

O Congresso parece nem perceber a própria esquizofrenia. Por um lado, o Congresso é ultrajado pela espionagem inconstitucional e ilegal mantida pela Agência Stasi de Segurança Nacional dos EUA – espionam até o Congresso! – e tenta cortar os fundos que mantêm o programa de vigilância ilegal da Agência Stasi de Segurança Nacional dos EUA. A emenda do gasto militar apresentada por Justin Amash, Republicano de Michigan, só por um triz não foi aprovada. Foi derrotada por um punhado de votos comprados pela indústria da espionagem.


Por outro lado, apesar do ultraje de descobrir-se espionado, o Congresso se empenha em escalpelar o mais bravo herói, Edward Snowden, o homem que os informou de que estavam sendo espionados. Não há demonstração mais clara da estupidez histórica do governo dos EUA: querem assassinar o mensageiro.

Congresso dos EUA por Tony Auth
Só uns poucos doidos de extrema direita ainda creem que a vigilância universal sobre todos os norte-americanos seria necessária para a segurança dos EUA. A Agência Stasi de Segurança Nacional resistirá com fúria e chantageará cada Deputado, cada Senador, mas a própria extensão da chantagem levará algum dia a tosar as asas da Agência Stasi de Segurança Nacional dos EUA. Ou, no mínimo, temos de esperar que as tosem. Se não acontecer assim, a Agência Stasi de Segurança Nacional terá tempo para organizar algum golpe, sob bandeira falsa, que aterrorizará os cordeirinhos eleitos e os porá de joelhos e dará fim a qualquer tentativa para controlar a agência-bandida.


Os EUA estão à beira do colapso econômico. A alegada “superpotência”, que hoje já enfrenta a bancarrota, não conseguiu, depois de oito anos de esforços, sequer ocupar o Iraque. E teve de entregar os pontos e desistir. Depois de 11 anos, a “superpotência” foi derrotada no Afeganistão por uns poucos milhares de Talibã e armas leves, e hoje corre à procura de toca onde se esconda, com o rabo entre as pernas.


Ante sua impotência militar os EUA limitam-se a prender, torturar e assassinar velhos, mulheres e crianças

Para compensar a própria impotência militar, Washington dedica-se a cometer crimes de guerra contra civis. Os militares norte-americanos são eméritos matadores de mulheres, crianças, velhos, médicos, enfermeiros e socorristas. O máximo que a “superpotência” pode fazer é disparar mísseis de drones pilotados à distância, contra sítios, pomares de maçãs, cabanas, barracas, escolas e centros médicos.

Os cegos esquizofrênicos que governam em Washington fizeram, dos norte-americanos, um povo [AA: "um governo"], odiado em todo o mundo [daí que sobra para os mercenários de qualquer âmbito: forças armadas, artes, indústria, setores financeiros...]

Os que ainda conseguem ver o suficiente para tentar escapar à tirania crescente também sabem que, onde quer que consigam esconder-se, ali também serão vistos como filhos da mais odiada nação do mundo, caçados onde apareçam, como espiões e bodes expiatórios e influência nefanda, sempre ameaçados de serem dizimados em represália contra a mais recente atrocidade ordenada por Washington.


Washington destruiu todo o futuro de todos os norte-americanos, em casa e em todo o mundo.
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[*] Paul Craig Roberts (nascido em 03 de abril de 1939) é um economistanorte-americano, colunista do Creators Syndicate. Serviu como secretário-assistente do Tesouro na administração Reagan e foi destacado como um co-fundador da Reaganomics. Ex-editor e colunista do Wall Street JournalBusiness Week e Scripps Howard News Service. Testemunhou perante comissões do Congresso em 30 ocasiões em questões de política econômica.

Durante o século XXI, Roberts tem frequentemente publicado em Counterpunch,  escrevendo extensamente sobre os efeitos das administrações Bush (e mais tarde  Obama) relacionadas com a guerra contra o terror, que ele diz ter destruído a proteção das liberdades civis dos americanos da Constituição dos EUA, tais como habeas corpus e o devido processo legal. Tem tomado posições diferentes de ex-aliados republicanos, opondo-se à guerra contra as drogas e a guerra contra o terror, e criticando as políticas e ações de Israel contra os palestinos.






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- Caixa


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Para este domingo hibernoso, os macacos cibernéticos pauteiros da PressAA recomendam...



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CARTA ABERTA AO PAPA




A Rádio Vaticano provavelmente nunca tocou "A Carta" de Waldick Soriano, que figurava nas paradas de sucesso da Rádio Baré, em Manaus, nos anos 1960. Naquele tempo disse o rei do bolero aos seus discípulos: "irmãos, sigam-me aqueles que dentre vós sofrem com dor de corno". Embora desconhecida por cardeais, essa epístola cantada, nada canônica, repleta de queixumes e gemidos de amor, foi a inspiradora da missiva abaixo, que nunca será lida pelo seu destinatário.

Manaus, 4 de agosto de 2013

Ao Papa Francisco

Saudações!

Escrevo esta carta, mas não repare os senões, para dizer o que sinto com o desempenho de Vossa Santidade na Jornada Mundial da Juventude. Sinto-me estimulado por V.S. que em entrevista dentro do avião, na viagem de volta para a Itália, declarou:  

- Eu gosto quando alguém me diz: 'eu não estou de acordo'. Esse sim é um verdadeiro colaborador.

Conte comigo, Sumo Pontífice. Este vosso humilde servo quer colaborar, até porque tem sérias restrições a essa visita ao Brasil tão paparicada e incensada pelo turíbulo da mídia que trombeteou o tempo todo: "Ah, que belo". Lembro aqui as palavras de V.S.:"Aqueles que dizem 'Ah, que belo, que belo' e depois dizem o contrário por trás, isso não ajuda".

Desejoso de ajudar V.S., manifestei desacordo público no Taquiprati. Minha voz dissonante foi incompreendida e censurada por amigos, alunos, familiares, não escapou nem meu dileto sobrinho, conhecido como Pão Molhado, que não ouviu o Papa dizer aos jovens em Copacabana: "Não sejam covardes, metam-se, saiam para a vida. Saiam às ruas como fez Jesus". Meu sobrinho, hoje poderoso analista do Seguro Social na Agência da Previdência Social de Maués (AM), foi mais papista do que o papa:

- Cala a boca, tio! Respeita o Papa! Vós sois ateu? - me disse, conjugando um verbo que coloca no mesmo saco três coisas tão diferentes como fé, religião e Igreja.

Esse aí não é o Pãozinho Molhado do titio, lá do bairro de Aparecida. Esse aí não é aquele menino que embalei na rede durante toda a infância, a quem fiz dormir cantando "Vento que balança as palmas do coqueiro". Esse é o Pane Tutto Bagnatoque puxa o saco do Papa e só não excomunga o tio porque não tem poder para isso. De qualquer forma, não hesitou em me impor aquela punição do Direito Canônico aplicada ao teólogo Leonardo Boff pelo Vaticano: o "silêncio obsequioso".

Calei, engasgado, sobretudo diante do discurso de Boff e Frei Beto, a quem admiro e que fazem minha cabeça.Para eles, V.S. representa uma revolução na Igreja. É um discurso esperançoso. Mas o que observei e escutei na Jornada Mundial da Juventude me faz temer pela expectativa criada. Fiquei mudo uma semana. Agora, estimulado por V.S., rompo o "silêncio obsequioso" para manifestar desapontamento quanto ao tratamento dado a índios, mulheres, gays, divorciados, movimento carismático e à própria teologia da libertação. Francamente, Santidade, quanta decepção!

Na organização das cenas da Via Sacra em Copacabana tinha tudo: cantor, artista global de telenovela, Ana Maria Braga de lençol branco e cabelo arrepiado e até o Louro José. Só não havia índios, eles que foram crucificados em toda a América, aos milhares, segundo Las Casas. Os organizadores da Jornada apagaram os índios até da encenação da primeira missa, desconsiderando relato de Frei Henrique e o quadro de Victor Meirelles. Sequer um ator fantasiado de índio apareceu naquele momento.

No outro dia, fora desse contexto, os Pataxó conseguiram furar o bloqueio e dar um cocar a V.S., mas foram folclorizados. Nenhuma palavrinha de V.S. em defesa da terra invadida, das culturas subterrâneas, das línguas silenciadas. O segmento mais injustiçado da sociedade brasileira e talvez o mais generoso merecia uma palavrinha do Papa, no mínimo para pagar a dívida histórica com eles contraída pela Santa Madre Igreja. Nada. Suspeito que a Igreja saiu perdendo com a ausência dos índios.

E as mulheres? O discurso de V.S. aqui está empapado de contradição. Reconhece num primeiro momento que "a mulher na igreja é mais importante que os bispos e os padres", mas logo em seguida, perguntado sobre a ordenação de mulheres sacerdotes, como já fazem os anglicanos, nega tal importância: "Mulheres não podem celebrar missa. Essa porta está fechada. João Paulo afirmou isso como uma formulação definitiva". Missa só pode ser celebrada por machos.

Quanto aos gays, pelo menos V.S. não agiu como César (Antônio Fagundes) quando descobriu que seu filho Félix (Mateus Solano) corria na floresta. Nem como o pastor Feliciano que quer curá-los. Felizmente o discurso homofóbico da carta do cardeal Bergoglio às freiras carmelitas não foi reiterado aqui. Já é um pequeno avanço: "se uma pessoa é gay, quem sou eu, por caridade, para julgá-la?". Mas união homoafetiva nem pensar: "a posição é a da igreja. Sou filho da igreja".

A posição da Igreja é a de que o homossexual deve ser acolhido com respeito e compaixão, desde que permaneça celibatário, dentro do armário. Nada de casamento. O padre Beto da Diocese de Bauru, excomungado por defender união gay, permanece excomungado. Gays são como os leprosos do Evangelho: aceita-se por misericórdia e não por reconhecimento da alteridade. Waldick Soriano parece mais cristão: "Espero que um dia / tudo se consiga / e a quem ama não seja negado / o direito de ser amado".


A teologia da libertação, um raio luminoso na Igreja da América Latina, foi considerada por V.S. como "uma doença infantil já superada". O movimento conservador de Renovação Carismática como "uma graça para a Igreja". Os divorciados "podem até comungar desde que não se casem outra vez". A anunciada 'revolução na Igreja' que abre esperanças para muitos setores marginalizados acaba diluída nesse discurso que até o momento não renova, embora tenha sido tão exaltado pela mídia.

A cobertura jornalística foi um oba-oba desinformativo, uma agressão à inteligência e ao senso crítico das pessoas. A TV Globo levou horas elogiando a humildade do Papa, só porque V.S. disse: "Rezem por mim", o que equivale a considerarem alguém bondoso por desejar "Bom Dia".

O discurso sobre a pobreza foi simpático, mas a contradição é que a Jornada consumiu R$ 109 milhões em recursos públicos, e o Campo da Fé, mergulhado em lama, sequer foi usado. Louvo as palavras de V.S. sobre a prisão do Monsenhor Nunzio Scarano, que levou num jatinho para a Suíça 20 milhões de euros (58 milhões de reais), assim aprecio a luta de V.S, contra a rede de corrupção no Vaticano.

Creio na sinceridade do despojamento de V.S., mas se posso discordar digo que o que está em discussão não é a pobreza do Papa, mas a da Igreja, como instituição. Simpática também foi a menção à "água no feijon que chegou mais um". Quando for ao Vaticano, pedirei que botem água no minestrone. Espero reciprocidade. Do sempre seu Taquiprati.

P.S. Espero que essa carta seja lida ao menos pelo alto funcionário do Seguro Social na Agência da Previdência Social de Maués (AM). Taquiprati, Pão Molhado! Ecco anche per te, Pane Tutto Bagnato!


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José Ribamar Bessa Freire: Doutor em Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2003). É professor da Pós-Graduação em Memória Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNI-Rio), onde orienta pesquisas de mestrado e doutorado, e professor da UERJ, onde coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas da Faculdade de Educação. Ministra cursos de formação de professores indígenas em diferentes regiões do Brasil, assessorando a produção de material didático. Assina coluna no Diário do Amazonas  e mantém o blog Taqui Pra Ti . Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz.

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E, para a noite domingueira, boemia com dor de cotovelo em Belém do Pará...



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Ilustração:AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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