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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Snowden pegou carona no avião papal?! Foi entregue à Rousseff?! Será extraditado?! - Assista ao próximo capítulo de Havaí 5 Zero, noves fora... Dilma...

(Charges de Glauco, extraídas de Go.Iabadabaduu )



Evo, disseram que índio não tem alma

(Para Evo Morales Ayma)

Evo vinha no avião (O que me faz lembrar: vovó viu a uva), mas muitos outros aviões, decerto, naquele momento também voavam de leste para oeste, do nordeste do mundo para diversos pontos mais ao sul e deveriam passar sobre aqueles países que antes a gente achava que eram independentes e até grandiosos, como a França, pátria de conjunto de palavras como “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”. Tinha havido um encontro de países exportadores de gás em Moscou e os governantes voltavam. Dentre eles, Evo, o presidente índio. Sua equipe tinha feito tudo certinho, assim como as outras equipes dos outros aviões: trajeto de voo, licenças para voar, cálculos de combustível...

 Então olho aqui para o mapa e vejo: para quem saíra do aeroporto de Moscou e voava em direção da América do Sul, era necessário passar sobre alguns países, a começar pela França – poderia haver desvios, claro, ou passando sobre o Oriente Médio, ou passando pela gelada Escandinávia. O plano de voo e as licenças, no entanto, eram para o caminho mais curto e mais reto para se chegar em casa, para chegar a esta minha amada América, e era por ali que Evo vinha no avião com sua equipe de trabalho. Foi então que aconteceu o que me deixou e deixou a maior parte do mundo de queixo caído: a França fechou o espaço aéreo para o avião de Evo. E em seguidinha, também Portugal, Espanha e Itália o fizeram! Olhando aqui no mapa, a coisa fica bem clara: foi como fechar um porteirão no ar, dizer assim:

- Cai logo, desgraçado, te incendeia, morre! Quem quer um índio em cargo de mando, quem te mandou se atrever a tanto?

E Evo vinha no avião e o avião já não tinha por onde passar, e o combustível ia baixando, baixando... Por sorte, antes que o combustível se acabasse, a Áustria permitiu que lá baixasse o avião de Evo, onde ele permaneceu por quase 14 horas, humilhado tanto quanto se conseguiu, esperando de novo as autorizações que já lhe tinham sido dadas antes para poder seguir para casa. O pretexto informado foi que Evo traria a bordo aquele adorável garoto chamado Snowden, que passou a maior rasteira nos serviços de espionagem do grande Império, fazendo que o grande público entendesse que já não se podia mandar um beijo para a namorada sem o risco de ir parar em Guantánamo, sem julgamento e sem chances – pessoas mais bem informadas sabiam de tal coisa há muuuuito tempo. A maior parte das 14 horas ficaram por conta da Espanha, com seu reizinho porquera (aquele que é presidente espanhol da WWF, certa ONG que protege os animais e o meio ambiente – ele, o rei,  gasta o tempo caçando elefantes na África. Tenho foto dele, cheio de empáfia, pousando sobre um elefantão mortinho da silva, a tromba torcida pela agonia), uma Espanha que ainda não se conformou por ter perdido o grande manancial de prata que vinha de Potosi[1] nem os milhões de escravos índios que podiam ser torturados à vontade[2], e que fez o avião de Evo esperar até o outro dia, até os escritórios abrirem no seu horário normal, para decidir se um índio podia voar pelos seus céus ou não.         

Meus colegas escritores já muito analisaram o que aconteceu na ocasião, como os EUA[3] deitaram e rolaram usando suas novas colônias européias para humilhar a um presidente progressista da América dita Latina, e fiquei feliz por ver as tantas coisas bem escritas que foram feitas naqueles dias em que eu não podia escrever, e também eu cá pensei diversas coisas sobre o assunto, como as necessidades de um império falido e seus asseclas falidos, e a continuação da doutrina Monroe, e a forma como o condor do Plano Condor anda por aí voando de novo[4], mas só vi pouquinhas vezes  uns poucos tocarem em certo ponto doloroso do caso: o racismo.

Era uma porção de aviões voando, e era uma porção de chefes de estado que partiram de Moscou – por que foi sobrar logo para Evo?

Não se esqueça, meu amigo, que tem gente, e é muita, até aí ao seu ladinho, bem pertinho de você, que não aceita de jeito nenhum que um índio possa ser gente! A própria Igreja não ficou garantindo, por três séculos e meio, que índio não tem alma? Até hoje tem turista europeu que anda aqui pelo Brasil falando na sua língua sobre os “macacos” do nosso país (uma amiga minha, poliglota, ouviu tal bem ouvidinho, num passeio em Porto Seguro) – como aceitar que, provavelmente com alma, um índio possa até ser presidente de um país? Tal coisa está atravessada na garganta de muita gente. Então, ao invés de dar espetáculo com qualquer dos aviões que vinham de Moscou, o Império e suas novas colônias não tiveram dúvida: pau no índio! Fechem o espaço aéreo dele, deixem que acabe o combustível do avião dele, que se exploda tal criatura sem alma que se atreve a ser tanto, a até dar palmadinhas nas costas do porquera do rei de Espanha, como já o fez uma vez, quando se esperava que fizesse a reverência própria dos escravos!

Evo, meu companheiro Evo, meu querido Evo, muda de rota, não dá mais chances ao Império para te usar como bode expiatório na hora de mostrar que ainda têm algumas garras, embora sua juba e seus rosnados já tenham decaído irremediavelmente! Nós te queremos conosco, vivo e são, para construirmos a América de que precisamos. E se te faz bem saber, digo-te que em meu coração tu estás como o meu irmão que és, e que se tiver a chance, te defenderei até a morte.

Blumenau, 21 de julho de 2013.

[1] Montanha de prata, na Bolívia. Apenas em Potosi morreram, de fome e de maus tratos, 8.000.000 de índios.
[2] Consultar Frei Bartolomé de las Casas.
[3] Estados Unidos da América
[4] Veja-se o caso de Honduras e do Paraguai
                                   
*Urda Alice Klueger: Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR. Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz.

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De um de nossos correspondentes colaboradores pernambucanos:

Fernando Soares,
Envio essas linhas sobre os ataques de tubarões no Recife.

Um abraço,
Ruy Sarinho


Pernambuco e os tubarões!

Com suas tiradas sempre cheias de graça, o comunicador Geraldo Freire questionava de modo simplista na sua Super Manhã da Rádio Jornal, desta terça-feira, 23 de julho de 2013, de quem era a culpa por mais uma morte causada por tubarão, em Boa Viagem. Se do peixe ou da nova vítima, uma jovem de São Paulo, Bruna Gobbi, de apenas 18 anos de idade. E concluiu seu breve comentário afirmando peremptoriamente que o peixe estava no seu devido lugar, insinuando a responsabilidade dessa e das outras mortes por ataques de tubarão nos ombros das próprias vítimas.

Pois eu digo que não, os tubarões que atacam e matam, quase à beira das praias de Pernambuco, estão fora do seu lugar, de onde foram expulsos pelo desenvolvimento e pela gula sem limites dos nossos megaempresários, autênticos tubarõe$ do concreto, do asfalto.

Tudo começou nos anos 1960, com os primeiros estudos para a construção de um super porto em Pernambuco. Em 1978 foi criada a Empresa Suape e em 1984 começava a primeira etapa da obra de pedra e cal.

Nessa época, um grupo de ambientalistas pernambucanos abrigado na Aspan, Associação Pernambucana de Defesa da Natureza, e noutras entidades afins, já antecipava o futuro que viria com a destruição de mangues e dos estuários dos rios agredidos em nome do desenvolvimento, sem estudos sérios e confiáveis sobre a repercussão que a obra traria para todo o nosso Litoral. Um desses focos de resistência, a Aspan, que eu frequentava, reunia-se em Olinda na casa de Giusepe Baccaro, um italiano apaixonado por Olinda e por Pernambuco, que vivia na época na Vila de Nazaré, no Cabo de Santo Agostinho, um morro ao pé do qual começava a crescer o Porto de Suape, e que hoje ainda mora em Olinda. Todos eram tachados de trogloditas e ecologistas atrasados e inimigos do desenvolvimento.

Se as agressões ao meio ambiente ficassem somente em Suape, ainda se toleraria. Mas, depois de Suape, que além dos tubarões trouxe a destruição das praias até Maria Farinha, veio a gula desenfreada dos super construtores, das megaempresas sem escrúpulos nem dó com uma qualidade de vida mínima para a população litorânea. Mais mangues destruídos, mais estuários de rios agredidos, como do Rio Timbó, em Maria Farinha, com suas margens privatizadas transformadas em píeres dos granfinos da aristocracia pernambucana, com saudades da casa grande e das senzalas das usinas de cana-de-açúcar e dos milicos de 1964. Pescadores nativos e verdadeiros donos de terrenos nessa área levaram muito pau no lombo e foram expulsos dali. Todos, mandados pra bem longe por “gente de bem”.

Hoje, Pernambuco tem um naco do seu Litoral privatizado nas mãos de uma grande Empresa, a Odebrecht, que transformou uma reserva da natureza em uma reserva imobiliária para bilionários estrangeiros e um pequenino grão de areia da elite burguesa brasileira. Além da destruição de mangues, até a nossa cultura foi vilipendiada, com a expulsão da Festa da Lavadeira do seu local natural. Não custa lembrar que nos últimos anos da Festa na Praia do Paiva, jogava-se pó de vidro e pregos pequenos para os visitantes ferirem-se no tradicional banho de lama, abandonando o lugar.

Mas é pouco! E o megaempresário que se assina por uma sigla, JCPM, e que diz ter orgulho de ser nordestino, e é patrão do comunicador, quis mais. Levantou na beira do mangue do Pina um imenso “shopping center”, sob a bênção do então prefeito João da Costa, para realizar seus sonhos megalomaníacos. Mas ainda estão achando pouco e outra grande Empresa  quer agora abocanhar a última área virgem do Recife, a Ilha do Zeca, para levantar as fabulosas torres que são a tara de seu proprietário no meio da lama, destruindo o que ainda resta do nosso mangue. Mas não faz mal, é tudo “gente de bem”, bem intencionada, vencedora e de sucesso.

E Geraldo Freire ainda vem dizer que o tubarão está no seu devido lugar. Não está, não, seu Geraldo! Os tubarões que vivem no seu devido lugar, sob a bênção dos poderes públicos, são os tubarões$ do concreto, do asfalto.

Ruy Sarinho / Olinda-PE
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O jornalista, radialista e apresentador de TV alagoano Petrúcio Melo no Programa do Jô:


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ECOLOGIA
Eles vieram para ficar

Pesquisadores explicam o desastre ambiental que deu origem aos ataques de tubarões no Recife. E avisam: agora os bichos não vão mais embora
NELITO FERNANDES
Os tubarões voltaram a atacar no Recife. É o retorno de um problema que estacionara em 1998 e chegou a parecer solucionado em 2000, quando não se registrou nenhum ataque. De lá para cá, os casos tornaram a crescer. Neste ano [AA: pós-mensalão, 2006], já foram registrados quatro, com duas mortes. E o verão não começou. Dificilmente vai ser batido o recorde de 15 ataques, de 1994, mas a volta deles mostra que o problema das praias pernambucanas não será resolvido com os paliativos que vêm sendo aplicados, como a caça aos tubarões ou a proibição do surfe. Estudos revelam que, em vez de algozes, os tubarões são vítimas de uma tragédia ambiental. Seu hábitat foi drasticamente modificado. Sem ter o que comer, mordem seres humanos. Por engano.
Para provar a teoria, que tem cada vez mais adeptos entre a comunidade científica local, o cinegrafista Lawrence Wahba levou mergulhadores para o fundo do mar em Cuba e nas Bahamas, no Caribe. Nas áreas escolhidas há uma enorme comunidade de tubarões-tigre e cabeça-chata [pra carai], os mesmos que atacam no Recife. Nenhum mergulhador foi atacado, nem mesmo quando atiraram sangue na água. "Isso mostra que quando o animal está num ambiente equilibrado não ataca o homem", diz Lawrence. "Os tubarões são forçados a atacar no Recife porque o ecossistema foi tão alterado que eles não têm como se alimentar."

(...)

O porto não é o único vilão. Os pesquisadores descobriram que um matadouro jogava restos de animais no mar, perto das praias, excitando os tubarões, carniceiros por natureza. O matadouro foi fechado pelo comitê em 2005 [Saudade do Futuro?]. A pesca desenfreada perto da costa também serviu para dizimar os cardumes que eram o alimento preferido dos tubarões. Sem peixes, famintos, os tubarões provavelmente passaram a morder banhistas.

(Para ler artigo completo, clique AQUI )


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No Blog da redecastorphoto:



Search Foot: Guerra no Parque Velho


Publicado em 23/07/2013 por [*] Mário Augusto Jakobskind

Mais uma vez o Rio de Janeiro foi palco de violência provocada pela PM e por infiltrados em manifestações populares que não têm nada a ver com os jovens manifestantes propriamente ditos. Desta vez o cenário foi o bairro do Leblon, nas imediações do prédio onde mora o Governador Sérgio Cabral.

Como tem acontecido rotineiramente nos recentes protestos, as televisões cobriram dando ênfase aos atos de violência protagonizados pelos mesmos infiltrados de sempre.

A Rede Globo, presente com seus helicópteros, conseguiu uma exclusiva terrestre de encapuzados quebrando bancos e saqueando lojas na maior desenvoltura. Para completar o cenário, barricadas de fogo eram feitas complementando o cenário de horror. Estranhamente, dando margem a especulações das mais diversas, a Polícia Militar, que de um modo geral só reprime jovens verdadeiramente manifestantes, nada fez para evitar a baderna. Se quisessem, até os P2, os agentes da inteligência da PM, sempre presentes nas manifestações em trajes civis, poderiam evitar o que aconteceu e teve uma repercussão muito grande.

Os meios de comunicação de mercado, no Rio de Janeiro leia-se Organizações Globo, fizeram a festa em matéria de manipulação da informação. No dia seguinte, o Comandante da PM, Coronel Enir Ribeiro da Costa Filho, sem a menor cerimônia informou que estava suspenso um suposto pacto formalizado com a OAB-RJ e Anistia Internacional para evitar a repetição da violência indiscriminada da corporação nas manifestações. O militar na prática avisava que a partir de agora a PM agiria a sua maneira, ou seja, com o uso de armas não letais etc. e tal.

Os fatos ocorridos e a postura das autoridades levantam suspeitas segundo as quais os atos criminosos no bairro do Leblon teriam sido permitidos exatamente para mostrar à opinião pública como é importante a repressão policial e também silenciar os críticos sobre a truculência da corporação, que obedece apenas a voz de comando.

Nesse sentido, são absolutamente hipócritas as afirmações das autoridades de que alguns soldados serão punidos por excessos. O comando, leia-se sempre Governador Sérgio Cabral, Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame e o comandante da PM, Coronel Enir Ribeiro da Costa Filho ficam isentos de qualquer responsabilidade.

Esse fato remete ao que analisou a pensadora (ela preferia ser assim denominada do que filosofa) Hannah Arendt quando cobriu o julgamento do criminoso nazista Adolf Eichmann, em Jerusalém, para um jornal dos EUA, no início dos anos 60. Segundo ela, burocratas do gênero do referido criminoso, pessoas comuns e aplicadas não pensam, apenas obedecem ordens de comando.

O mesmo raciocínio se aplica aos integrantes da PM carioca, ou seja, fizeram o que fizeram, ou deixaram de fazer, nas ruas do Rio de Janeiro simplesmente porque obedeciam a voz de comando.

Esta é uma realidade que não se deve fugir, por mais que as autoridades digam o contrário e até ordenem a criação de comissão para investigar os acontecimentos e se chegar aos infiltrados. Não seria necessária a tal comissão, se os agentes P2 que participam das manifestações a sua maneira, fizessem algo muito fácil: localizar os infiltrados.

E cá entre nós, toda vez que as autoridades querem passar por cima de contestações e questionamentos, nada melhor do que criar uma comissão, cujos resultados geralmente são nulos. E por que Sérgio Cabral, ainda mais Sérgio Cabral, faria diferente?

O Brasil, sem dúvida, atravessa um momento delicado, com fatos que merecem uma melhor análise, inclusive a origem dos próprios infiltrados, que na prática criam um clima de instabilidade. A oposição de direita notoriamente se assanha e vê a oportunidade de práticas mais ostensivas e duras.

Por estas e muitas outras, todo cuidado é pouco, porque em fatos históricos passados, esses mesmos setores foram responsáveis por retrocessos políticos que infelicitaram o país e nunca abandonaram a ideia de repetir, mesmo como farsa, o que fizeram em outras oportunidades.

Falta de comunicação – O sistema de comunicação do governo Dilma Rousseff é nulo. Por que a Secretaria de Comunicação não informa que estão sendo construídos 818 hospitais em todo o país? É importante esta informação sobretudo neste momento em que multidões estão nas ruas protestando, entre outras coisas contra a deterioração das condições de atendimento nos hospitais públicos.

Quanto aos médicos estrangeiros, vale uma observação: em anos passados estiveram no Estado de Tocantins vários médicos cubanos, que conseguiram reduzir o índice de mortalidade na região. Os médicos provavelmente não tinham equipamentos mais sofisticados para o atendimento. Usavam os estetoscópios e assim sucessivamente.

Por que não perguntar aos brasileiros que residem no interior ou nas periferias das grandes cidades se querem médicos estrangeiros no atendimento? 

Em tempo - Dois comunicadores da TV Ninja, um espaço alternativo que transmite ao vivo as manifestações de protesto no Rio de Janeiro foram presos no dia da chegada do Papa Francisco. A PM de Sérgio Cabral levou para a delegacia do Catete os comunicadores que informavam pela web a cerca de 10 internautas.

Foi, sem dúvida, uma afronta à liberdade de imprensa. Onde andará a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) para condenar mais este ato de violência do Governo do Estado do Rio de Janeiro?
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[*] Mário Augusto Jakobskind é correspondente no Brasil do semanário uruguaio Brecha. Foi colaborador do Pasquim, repórter da Folha de São Paulo e editor internacional da Tribuna da Imprensa. Integra o Conselho Editorial do seminário Brasil de Fato. É autor, entre outros livros, de América que não está na mídia, Dossiê Tim Lopes - Fantástico/IBOPE.

Enviado por Direto da Redação
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Brasil


 Fernando Soares Campos


Bonnie & Clyde of Goitacaz's Fields

Estrelando: Rosinha Antony e Antony Rosinha.

Sinopse

Bonnie & Clyde of Goitacaz's Fields precisavam abortar o assalto aos cofres do Union Bank, pois os planos haviam sido vazados e a população de Countropy foi alertada sobre as suas perigosas intenções. A dupla resolveu abandonar o bunker de Orange Trees, um aristocrático bairro de River City, onde, há sete anos, o casal se escondia, usando os codinomes Little Girl e Little Boy. A estratégica retirada da mafiosa dupla se dá numa noite iluminada por balas traçantes cruzando o céu da Wonderful City. No dia seguinte, o psiquiatra Aldir Blanc, metamorfoseado em escritor-compositor, atende aos sobreviventes na emergência do manicômio do Engenho de Dentro, enquanto a imprensa pede a cabeça do presidente Squid, responsabilizando-o pela tempestade de sangue que desabou sobre a cidade, regando os seus jardins subterrâneos.

Trailer

Encurralado num compartimento secreto do bunker de Orange Trees, Clyde prepara a estratégica fuga. O telefone toca. Ele atende:

- Alô! 

- Senhor Clyde? 

- Não, aqui é da Lavanderia Guanabara, a que lava divinamente branco. 

- Senhor Clyde, estou reconhecendo a sua voz. 

- Que senhor Clyde, que nada! ô, babaca! Eu sou o Little Boy. 

- Não adianta mais usar o codinome, senhor Clyde, todos já sabem quem é o senhor. 

- O que é que você quer, seu idiota?! 

- Quero falar com a chefe, a senhora Bonnie. 

- Ela está ocupada, está se despedindo do chefe de polícia. E você sabe muito bem que quem manda nesta espelunca sou eu! 

- Senhor Clyde, um batalhão de repórteres está indo para Orange Trees. A gente quer saber o que fazer para dar cobertura à fuga de vocês. 

- Ora! seu incompetente, façam o de sempre! 

- O de sempre?! 

- Sim, o de sempre. Ou vocês agora vão peidar? 

- Guerra de facções?! 

- Quero cinco ônibus incendiados na entrada principal de cada favela de River City. 

- Cinco em cada favela?! 

- Assalto a todos os quartéis de Governor's Island! 

- Mas...! 

- Não tem mais nem menos, precisamos desviar a atenção da população. Toda a imprensa vai correr pra esses locais. Ah! ia esquecendo: plante falsas blitzes na Linha Vermelha e na Amarela, também no Túnel Dois irmãos. 

- E o caveirão? 

- O caveirão vai tirar a gente daqui, seu idiota. Manda logo essa viatura dos diabos vir buscar a gente! 

- Okey, chefe, o senhor manda - desligou. 

Clyde arria-se numa poltrona e resmunga: 

- Maldito! Botou o Exército nas ruas. Frustrou os nossos planos! Maldito Squid!

Bonnie & Clyde of Goitacaz's Fields, breve, num cinema dentro de sua casa.

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Boletim...



...para PressAA

Sociedade civil participa ativamente da Rio+20

Processo de escolha das recomendações registrou mais de 1,3 milhão de votos

A participação ativa da sociedade civil já pode ser considerada uma das marcas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O espaço de diálogo social foi ampliado graças a uma iniciativa inédita do governo brasileiro, os “Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável”, realizados com apoio das Nações Unidas e que atraiu mais de 13 mil internautas e um público médio de 1,3 mil participantes nas atividades presenciais, realizadas no Riocentro. 


 (Para ler completo e navegar no site da SECOM, clique no título)

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No Nordeste também temos festas JULINAS com QUENTÃO carioca:


Festa do Interior

Gal Costa


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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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PressAA


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