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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Depoimento de um lider estudantil em dias atuais -


  • Fernando La Mancha e Gilberto Barcelos Bino compartilharam aatualização de status de Vitor César Zille Noronha.
    Hoje publiquei um artigo na Coluna Opinião do Jornal A Gazeta contando a verdade sobre a prisão política que sofri. Por limitação de espaço, ele teve que ser editado. Mas, publico aqui o artigo original, sem cortes. Neste eu cito os nomes dos policiais e uma maior riqueza de detalhes. Mais uma vez, agradeço o apoio de todos/as que venho recebendo!

    Eu, preso político.
    Um dia depois de serem lembrados os 224 anos da Queda da Bastilha, no Espírito Santo acontece mais um caso de "prisão política", uma experiência que remonta aos mais obscuros e sombrios anos da história do Brasil. Neste dia, 15 de julho, me tornei um PRESO POLÍTICO.
    Todo o conflito estampado nos jornais, TV’s e redes sociais foi originado de um impasse sobre a entrada dos manifestantes nas galerias da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (ALES). Mesmo com a garantia de acesso prevista no Regimento Interno da Casa, no acordo de conciliação assinado sob a tutela do Judiciário, e apesar de as galerias estarem praticamente vazias, a Mesa Diretora resolveu dar ordem para que ninguém mais entrasse. Deste fato, se desdobram os outros lamentáveis acontecimentos que os capixabas acompanharam atentamente.
    É importante ressaltar que havia uma comissão composta por diversas entidades (OAB-ES, Igreja Católica, Conselho Estadual de Direitos Humanos, etc.) que estava presente, a convite do Juiz Marcelo Loureiro, para colaborar na medição na Audiência de Conciliação e com aval da própria Mesa Diretora e diversos Deputados para cumprir este papel.
    No entanto, a despeito de fazer parte da comissão, minha prisão foi efetuada. Havia necessidade de retaliá-la e o escolhido fui eu, o elo mais fraco. Quando fomos conversar com o comandante da operação, o Tenente Sotele me abordou e disse: “retroceda imediatamente”. Iniciei o diálogo dizendo que estava na comissão, mas, sem motivo, ele me deu voz de prisão por desobediência. O que, em si, já é um absurdo, pois tinha autorização do Judiciário e do Legislativo para estar lá cumprindo fazendo a mediação. Mesmo assim, não resisti à sua ordem, na medida em que parei de avançar para o diálogo. Portanto, a detenção foi ilegal na forma e no conteúdo. Mas, o que parecia ser meramente um erro policial, tão comum, se revelou como uma prisão política, feita de forma intencional.
    O primeiro indício foi que o Tenente me chamou pelo nome, o que passaria despercebido se não viesse numa sequência de outras evidências. Depois, quando fui levado para dentro da ALES e estava rodeado por policiais, um Cabo, que estava sem identificação, disse a um outro policial: “Ele que o Major Giovani mandou prender?”. Fiquei um tempo aguardando ser conduzido à delegacia, por um Cabo e dois Soldados. Estes se recusaram a assinar a minha notificação de detenção, pois perceberam que se tratava de uma prisão política e ilegal. Depois de duas horas de impasse, reaparece o Tenente Solete, visivelmente abalado e provavelmente sob pressão, para assinar oficialmente a detenção. Fui liberado em seguida.
    Como fica explícito, foi um ato coordenado, vindo do Alto Comando da Polícia Militar e/ou do próprio Governo Renato Casagrande. Certamente, rede de apoio que se formou tomará todas as providências jurídicas necessárias, mas tenho convicção que a resposta virá nas ruas. Basta deste Estado autocrático e repressivo! Atuamos contra as injustiças e por direitos! Queremos vida!

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