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sábado, 13 de julho de 2013

Bomba! Celso Lungaretti confessa que tomou coquetel molotov com Raul Seixas




O ROCK VOLTOU: ESTÁ NAS RUAS!
"Foi o primeiro, foi o único sonho."
por Celso Lungaretti

É uma das frases mais marcantes de um filme cheio delas: Pierrot Le Fou (1965), de Jean-Luc Godard, que aqui recebeu o estapafúrdio nome de O demônio das 11 horas (como os boçais da companhia distribuidora não entenderam nada de nada, acharam que qualquer título bizarro serviria...).

Meu primeiro sonho foi, claro, a revolução. E nenhum dos subsequentes viria a ser tão importante para mim.

Mas, sobrevivi à grande derrota dos anos de chumbo. E, too young to die (1), só me restou seguir em frente,  living in the material world (2).

Fui juntar meus cacos nas esperançosas comunidades em que os jovens tentavam escapar, ao mesmo tempo, dos tentáculos do sistema e das tenazes da ditadura. Faço um balanço das experiências que vivenciei em Reflexões sobre a sociedade alternativa (3).

Nossa  comuna  também soçobrou ao baixo astral dominante, seguindo a avassaladora tendência brasileira da primeira metade dos anos 70:  out of the blue, into the black (4).

Aí, resignei-me a vegetar durante o dia, quando era obrigado a vender minha força de trabalho intelectual, para só ser eu mesmo à noite, com minha companheira e meus discos, numa quitinete da av. Nove de Julho. Um flash desta fase está em Memórias de um roqueiro pobre.

No final da década, não pensei mais que a cabeça aguentaria se eu parasse (5). Resolvi, portanto, abandonar a comunicação empresarial que no íntimo detestava, mas até então suportara estoicamente; e fui à luta por uma carreira mais gratificante. 

Acabei crítico de rock, redator e editor de várias revistas musicais, numa simpática editorazinha que, talvez por me remunerar parcamente, dava toda liberdade para eu escrever o que me desse na telha.

A transição do roqueiro tardio para o crítico acidental  é detalhada em Hoje é dia de rock.

Foi quando tive uma breve amizade com o Raul Seixas, consequência da satisfação que sentiu ao ler o meu texto sobre sua primeira coletiva na CBS e o primeiro porre que tomamos juntos (outros viriam):  A teimosia braba do guerreiro

E criei um estilo algo diferente de abordar o rock, que até me valeu uma pequena legião de fãs --a ponto de, três décadas depois, encontrar um dos meus antigos artigos disponibilizados na internet, por alguém que se deu ao trabalho de o digitar e postar: Rock germânico no Brasil

A bagagem de informações roqueiras e avaliações críticas que então acumulei pode ser aferida num dos meus escritos mais ambiciosos, o comemorativo dos 20 anos do festival de Woodstock: Éramos crianças, brincando no paraíso

Mas, acabei também me sentindo  too old to rock'n roll (6). E, no final de 1984, a crise do papel me deu o empurrão final, ao tornar inviável minha subsistência  meio dentro e meio fora do sistema

Muito a contragosto, tive de ir buscar um espacinho na grande imprensa. Com o único consolo de que não perdia muito, pois o rock visceral que tanto me empolgara estava sendo substituído pelas megaproduções sem alma. É o que conto em O divisor de águas: de 'Born to be wild' para 'We are the champions'... 

Finalmente, na década passada dei nova guinada na minha vida e, por caminhos tortuosos e sofridos, acabei voltando ao palco revolucionário, ou seja, à minha verdadeira praia, onde sempre quis estar e de onde jamais deveria ter saído. 

Curiosamente, uma revista de rock me pediu que iniciasse uma colaboração, bem naquele momento em que caía para alguns internautas a ficha de que o sumido crítico André Mauro e o Celso Lungaretti atuante na defesa do Cesare Battisti eram a mesma pessoa.

Aproveitando a deixa, dissequei minha trajetória pouco convencional no artigo Still crazy after all these years.  

O título, eu tomei emprestado de uma canção pungente do Paul Simon. Mas, creio ter adquirido o direito de o utilizar, até por jamais haver perdido a esperança de que os fios da História seriam reatados e novos inconformistas levariam adiante a luta contra o inferno pamonha (7). do capitalismo, partindo do ponto exato em que  fomos tão rudemente interrompidos (8).

Neste 2013 em que as pedras voltaram a rolar, o Dia Mundial do Rock não está mais na TV, nos palcos e em nenhum espetáculo programado. Está nas ruas. Até porque há mais no quadro do que os olhos podem ver (9)...

Observações:

1.     Tooold to rock'n roll, too young to die é a faixa-título do álbum de 1976 do Jethro Tull; 
2.     Nome da faixa-título de um álbum de 1973 do George Harrison;
3.     Os trechos em vermelho são todos links, clique para abrir o artigo citado;
4.     Verso da canção My my, hey hey (out of the blue), do Neil Young; 
5.     Referência à canção Tente outra vez, do Raul Seixas; 
6.     Vide, acima, a observação 1;
7.     Expressão que o Paulo Francis criou para qualificar o capitalismo de imbecilizante, afora desumano;
8.     Before We Were So Rudely Interrupted é o título do álbum de reagrupamento do The Animals; 
9.     Outros versos do hino roqueiro My my, hey hey (out of the blue).



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Celso Lungaretti colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz

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Faltam 15 meses para as próximas eleições para presidente, governadores, senadores e deputados estaduais e federais. 15 meses são tempo mais que suficiente para plebiscito, discussão com toda a sociedade, elaboração, correções, votação e decretação da nova Lei, Emenda, PEC, Decreto, Medida Provisória – seja lá o nome que isso deve ter – que acabe com a farra indecente e corruptiva entre o político e seu patrocinador. Esse é o ponto mais importante da Reforma Política travada há 15 anos no Congresso Nacional. Entra governo, sai governo, e nada.

Às vezes, perguntas explicam melhor que respostas: Por que uma determinada empresa “doa” dinheiro para a campanha eleitoral de determinado candidato? Dízimo? Promessa? Parentesco? Simpatia? O que faz um governante decidir quantocomo e a quem vai destinar a verba embutida no cargo a que foi eleito? Depois eu desenho…

O financiamento público das campanhas é fundamental para purificar o sistema eleitoral e oxigenar a democracia. Se a legislação for modificada nos próximos 15 MESES – já valendo para 2014 – avançaríamos 10 anos em 1! Independente até de quem seja o presidente eleito em 2014. Sem a grana que rola por baixo do pano, muitos políticos profissionais mudariam de profissão, dando espaço para o sangue novo. Especialmente nos retrógrados e caducos quadros da atual oposição.

(Artigo enviado à PressAA pelo autor, o nosso eventual colaborador Roni Chira, que mantém o blog O que será que me dá? - Para ler completo, clique no título)

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RodapéNews 


NO DIA NACIONAL DE LUTAS, DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA CONSTOU DA PAUTA DE REIVINDICAÇÕES DE VÁRIAS CATEGORIAS DOS TRABALHADORES



Em SP, ato contra monopólio da comunicação tem queima de DARF

Manifestação embalada por batucada e músicas de protestos do "Levante Popular"

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Boletim de... 
...para a PressAA...

'Lista suja' do trabalho escravo


Atualização de cadastro de empregadores que utilizaram mão de obra escrava reforça elo entre as duas práticas; três políticos figuram entre os envolvidos. 


Maioria das terras de proprietários com nomes na ‘lista suja’ do trabalho escravo embargadas pelo Ibama estão na Amazônia e servem à pecuária.

(Clique em um dos títulos, leia a matéria completa e navegue no site)
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Agenda da Presidenta Dilma Rousseff:

Terça-feira (9) - Vaiada por perfeitos idiotas (Leia matéria publicada no dia 10, no Portal Terra, tratando (de forma esquisita) sobre... "Dilma frustra municípios e é vaiada novamente em marcha de prefeitos"  (A quem tiver tido saco pra ler essa coisa, solicitamos encarecidamente que nos escreva explicando o que entendeu.)


Quinta-feira (11)...







Presidenta Dilma Rousseff durante encontro com Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional dos Municípios, e representantes de entidades municipalistas, no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff recebeu nesta quinta-feira (11), no Palácio do Planalto, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, e representantes de entidades municipalistas. A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que também participou da reunião, afirmou que o governo deseja estabelecer uma negociação permanente com os municípios.
“E as necessidades da população brasileira são em sua grande maioria atendidas através dos municípios. (…) Queremos dar continuidade nessa parceria, estreitando esta relação entre o governo federal e os governos municipais. É uma reafirmação desse compromisso que foi feita hoje, inclusive com o compromisso de manter uma negociação permanente”, afirmou Ideli.
Após a reunião, Ziulkoski disse que há disposição efetiva do governo de estreitar a parceria com os municípios. Ideli Salvatti disse que uma das medidas que o governo deve encaminhar é atuar junto ao Congresso Nacional para viabilizar a votação de medidas que facilitem a implementação de políticas públicas pelos municípios.
“Uma boa parte de matérias do interesse da população que são viabilizadas através das políticas públicas, na sua grande maioria pelos municípios, dependem de legislação que está ou em tramitação ou que precisa tramitar no Congresso Nacional”, destacou a ministra.

(Clique AQUI e navegue pelo Blog do Planalto)
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O Mundo com PressAA




El presidente de la República Bolivariana de Venezuela Nicolás Maduro indicó que el Mercado Común del Sur (Mercosur) se debe convertir en el gran motor de la unión y desarrollo de América Latina y el Caribe. “Mercosur sin abandonar lo comercial debe trascenderlo para convertirse en una poderosa zona suramericana“, expresó el Jefe de Estado desde la XLV Cumbre [...]


GUILLERMO RODRIGUEZ RIVERA – Hace muy poco, cuando se estrenaba como secretario de Estado, John Kerry decía que los Estados Unidos debían poner atención a lo que ocurría en América Latina, porque ella era el patio trasero de la potencia norteña. La expresión era hondamente ofensiva para nuestros países.  Kerry la usaba con la desvergonzada [...]

(Clique nos títulos para ler as matéria, aproveite para navegar no site Contrainjerencia)

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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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