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segunda-feira, 17 de junho de 2013

pequenas revoltas grandes Bastilhas PARTE 1

Enviado por Homero Matos

excerto de
protestos
Em São Paulo, vinagre dá cadeia
Piero Locatelli
publicado em Carta Capital 14/06/2013 00:44

policial homem
(não identificado pela reportagem)
-Encosta na parede! Encosta na parede! Mão pra trás! Coloca a mão pra trás! Mão pra trás!
 mulher
-Pára de me agredir! Pára de me agredir! Você é homem!
policial
-Cala a boca! Cala a boca! Cala a boca!
 mulher
-Pára de me agredir! Eu não fiz nada! Eu não fiz nada! Eu não fiz nada!
 policial
-Quer uma policial feminina pra te agredir? Tá com spray!
mulher
-Eu não tô com spray! Eu não tô com spray!
 homem
(policial?)
-Cala a boca! Cala a boca! Cala a boca!

Na sequência, a mesma mulher (1), agora detida, fala baixo com uma colega

mulher detida 1
-O que ele fez com você?
 mulher detida 2
-Ele me bateu com o cassetete.
mulher detida 1
-Onde?
 mulher detida 2
-Em tudo. Na minha barriga, nas minhas costas. Ele me bateu, ele me agrediu, eu não fiz nada.
Eu tava respeitando ele. Eu tava respeitando ele. Ele tem que me respeitar. Eu sou uma cidadã.
 mulher detida 1
-Calma. Calma. Calma. Ele não vai te respeitar porque ele tá passando dos limites.
Isso é abuso de poder. Calma.

pequenas revoltas grandes Bastilhas PARTE 1
Homero Mattos Jr.

Por testemunhos que ouvi de ex-alunos sei que muitas mães, irmãs, tias, madrinhas e comadres moradoras nos Sowetos brasileiros haveriam de achar “até educado...” o policial mencionado na epígrafe acima, pois quando se trata de impedi-las de protestar na tentativa de retirar de um camburão um filho, irmão, sobrinho ou afilhado ali ‘recolhido’ sem ordem judicial, costumam ouvir o mesmo “cala boca”, acrescido, porém, do predicativo “sua puta”.
Lugar-comum mais que centenário, diuturno e corriqueiro no dia-a-dia das periferias, a truculência policial no Estado brasileiro é mais um dos muitos aspectos garantidores de uma sociedade conservadora tolhida no imobilismo de

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