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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Bar São Jorge: “Salta um coquetel molotov estupidamente...”





Os periodistas da PressAA, de sacos cheios, cansados de bater cartão de ponto e receber vale em vez de pagamento integral, e não aceitando as desculpas do barão proprietário desta desorganização pasquineira, o qual se prepara para deflagrar um passaralho na redação, alegando que uma crise financeira e econômica assola o Planeta... assim, aderiram aos protestos das multidões e passaram a trabalhar sob regime de greve.

Na hora do almoço, em vez de marmita, os atrozes jornalistas decidiram tentar mais um pendura no Bar São Jorge, onde costumam jogar conversa fora nos happy hours das sextas-feiras.

O proprietário do botequim recebeu os gazetistas escabreado...


...mas acabou cedendo às súplicas dos choramingas.

Sentados e degustando o couvert composto de pão com manteiga e sanduíche de mortadela, rolou um pressuroso papiar dos periodistas pauteiros da PressAA.

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― Então, já chegaram à conclusão sobre a verdadeira origem e o destino dos protestos que abundam e medram... e bota abunda e medra nisso... pelas ruas das principais cidades do Brasil?

― Nós sabemos que essa coisa começou mesmo por causa das elevadas tarifas dos transportes coletivos. Mas agora perderam o controle devido à imensa retirada dos direitos sociais da população nos últimos anos.

― Retirada de direitos sociais?! E desde quando a população desfrutou de plenos direitos sociais?

― Ora, com a transferência da corte portuguesa pra cá, D. João VI abriu os portos às nações amigas, criou o Banco do Brasil pra inglês sacar, mandou construir uma fábrica de pólvora, fundou a Biblioteca Nacional...

― É verdade! E, poucas décadas depois, depois de poucos séculos de chibata, a princesa angelical aboliu a escravidão.

― Mas não fez reforma agrária.

― Claro que não! Muitos jovens abolicionistas eram filhos dos barões escravagistas, eram herdeiros de latifúndios. Uma coisa é expressar gestos fraternais e tentar se redimir dos pecados originais. Outra é abrir mão do suado patrimônio da família, renunciar a heranças...

― Corta essa fita, salta pros dias de hoje. Vocês acham mesmo que o governo atual retirou os direitos sociais da população, como tem esquerdista quiliasta dizendo?

― É como o chapa aí falou: desde quando tivemos plenos direitos sociais?

― Bem ou mal, a segurança pública melhorou.

― Como assim? Não exagera, cara!

― Eu provo. Não faz muito tempo, os protestos de rua eram enfrentados pela polícia com chumbo de verdade. Agora, nas manifestações da classe média, usam balas de borracha. As armas de grosso calibre só podem ser utilizadas nas periferias, em ações de reintegração de posse de lotes favelados, ou no campo, contra índios e invasores de terra.

― Fala sério! Para com essas gozações.

― Isso mesmo, vamos falar sério. Já que lembramos de D. João VI, lembrem-se também de que foi ele quem permitiu atividades de imprensa aqui em Pindorama.

― Pois é! Mas havia censura. Só se podia publicar a favor da realeza. O Correio Braziliense, que era rodado em Londres e enviado pra cá, recebia jabaculê para apoiar a monarquia.

― E nos últimos tempos não houve avanço no setor das comunicações? Não?! Não houve?!

― Houve sim. Agora, o governo tenta cooptar a imprensa destinando as verbas publicitárias para os barões do café-soçaite midiático-nativo, sediado em solo pátrio! Assim, estancou a sangria de divisas. O dinheiro fica aqui mesmo, enterra Brasilis.

― Só vai para os paraísos fiscais o caixa-dois, o por-fora, apesar de ser bufunfa afanada legalmente, através das brechas na legislação.

― Legal, cara! Legal, mermão, legal!

― É dessa forma que corporações detentoras de suportes midiáticos arranjam parceiros além-mar.

― Vamos dar um tempo nessas lorotas, vamos falar seriamente mesmo.

― Tudo bem. Então, alguém responda se for capaz: qual a principal reivindicação dos manifestantes, hoje, nas ruas de todo o Brasil?

― Essa é fácil: passe livre, sem precisar escalar a catraca.

― Tá frio...

― Saúde!

― Ué! Quem espirrou aqui?!

― Tou falando de melhor atendimento nos hospitais e manicômios.

― Acho que é o engavetamento e sepultamento da peque trinta e sete...

― Despoluição do Tietê!

― Higienização dos aeroportos. Aumento das tarifas aéreas, a fim de que a ralé pare de viajar de avião.

― Vocês tão por fora... A principal reivindicação dos revoltosos é o barateamento da gasolina feita com o petróleo do pré-sal.

― Tão é delirando. O que a turba enfurecida quer mesmo é a demonização das comunicações.

― Você quer dizer “democratização”, né?

― Não! É demonização mesmo. Não é demonizá-la amaldiçoando seus efeitos malignos, mas sim torná-la ainda mais demoníaca.

― Num tou te entendo.

 ― Vamos lá. Perdido no meio do turbilhão, havia um único cartaz com a inscrição: “Queremos a democratização dos meios de comunicação”. Assim mesmo, rimando.

― E então?!       

― E então? E então que os vândalos partiram pra cima do coitado que portava o cartaz, tomaram e tascaram fogo no pasquim. Foi aí que o âncora do telejornal deixou de lado a ridícula pieguice de dizer que a maioria é cândida, bonachona, e que os terroristas são minorias radicais... O cara perdeu as estribeiras e gritou furibundo: “Era um terrorista com uma mochila preta nas costas! Mas os pacíficos manifestantes perderam a paciência com ele”.

O ar condicionado do Bar São Jorge está pifado há anos. O calor das fogueiras nas ruas irradiou-se até o interior do boteco, aumentando a temperatura a um nível insuportável. Um periodista já um tanto borracho gritou para o dono do boteco:

― Salta uma cerveja estupidamente...

Raimundo, o garçom rápido no gatilho, arremessou uma garrafa, que colidiu violentamente com a testa do freguês. Este se esborrachou no chão: Pluft! Estendido no meio do salão, o gazetista da PressAA completou:

― ...gelada, cara! Gelada!




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Agora, para se divertir, leiam...



A revolta dos bem nascidos e a “revolução” na tela da Globo

Por Davis Sena Filho

(...)

O Brasil avançou, e muito, em suas conquistas sociais e econômicas. É visível e palpável e somente não reconhece quem não quer enxergar, por motivos ideológicos, partidários, culturais, de ordem preconceituosa, de classe social, que leva à intolerância política e, por seu turno, à contestação vazia, porque falta uma agenda que elenque as reivindicações e que prevê também a abertura de diálogo, de maneira democrática e respeitosa. Não adianta os reacionários de plantão apostarem no golpismo, tão a caráter das classes privilegiadas, que querem impedir a distribuição de renda e de riqueza. Não é de bom alvitre as classes média tradicional e alta, frequentadoras há mais de cem anos de universidades federais e estaduais reeditarem a Marcha da Família com Deus e pela Liberdade, porque a que está a acontecer  é maior, com maior tempo de duração e não tem, insisto, uma ainda uma agenda política para debater o Brasil e dialogar com consciência, com seus interlocutores, que são e têm de ser as autoridades eleitas e não a os donos e os seus empregados do sistema midiático privado.

(...)

A Copa das Confederações já é um sucesso de público e o retorno financeiro vai se concretizar.  A Copa do Mundo de 2014 vai ser uma das melhores. A Globo vai encher a burra de dinheiro, bem como os seus anunciantes, e, malandramente, no Jornal Nacional, vai dizer que os eventos são e serão um fracasso, ainda mais no Governo do PT. Só não dá mais para dizer que o Brasil não sabe construir estádios. Quando essa gente viu os estádios prontos ficou furiosa, porque não imaginava tanta competência. Eles torcem contra o Brasil e tergiversam, distorcem, manipulam e disfarçam seus desprezos e rancores e desamores. Vários grupos e em diferentes capitais gritavam: “Foda-se o Brasil”! Afirmo novamente: todos os países disputam duramente para ter em suas terras eventos esportivos internacionais. Aqui no Brasil é o contrário. O complexo de vira-lata, o DNA de escravagista e a alma subserviente e colonizada impedem, definitivamente, que essa gente reconheça o Brasil e os direitos de seu povo. Vamos ver que tem mais garrafas para vender em 2014. A maioria do povo trabalhador que vota na Dilma, definitivamente, não está a ocupar as ruas. Só não vale golpe de estado midiático, a "revolução" na tela da Globo, como tentaram na Venezuela.

(Clique no título e leia artigo completo no Blog Palavra Livre )

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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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