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quarta-feira, 12 de junho de 2013

A conspiração: menoridade penal

A conspiração: menoridade penal
 Autora : Vera Vassouras
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O noticiário é unânime a favor do encarceramento das crianças e adolescentes. Pobres, naturalmente. Distorcendo realidades, escondem as causas da violência para assegurar a destruição física e mental das novas gerações.
Todas as guerras, individuais ou coletivas, são o resultado das guerras travadas diuturnamente contra crianças e adolescentes. Perseguidos e abusados por Igrejas, Exércitos e propaganda nazifascista, adestrados nos rituais da servidão e da mentira, são condenados a uma existência destituída de sentido e deformados pelos hospícios aos quais denominam escolas. A maior dignidade das escolas é a dignidade de vassalos.
Humilhados e desrespeitados em sua formação, as crianças são transformadas em assassinos, ladrões e torturadores do futuro, em todas as classes sociais. Uns, usarão ternos e gravatas, outros, uniformes, e o carcereiro travestido com togas agirá com a presteza de um predador.
Os crimes contra as crianças despossuídas, brasileiras ou africanas, inglesas ou argentinas, asiáticas ou palestinas é a maior prova da decadência da espécie humana. É o resultado de um sadismo atávico de povos caçadores e antropófagos, munidos de técnicas de dissuasão secularizadas nos ambientes educacionais, do bebê aos peagadês. Ao invés de cães, polícia, ao invés de cavalos, leis. A caça, crianças e adolescentes.
Sob o dedo em riste de um juiz (o mesmo que mata maliciosa e silenciosamente, o mesmo que tortura manda torturar e depois brinda com os torturadores; o mesmo que mata ao vivo e, como resultado, retira-se o pão da boca da criança para alimenta-lo vitaliciamente em aposentadoria precoce), crianças e adolescentes não têm o direito de alegar sua incapacidade analítica e, sem misericórdia, são conduzido às masmorras inquisitoriais às quais denominam penitenciárias, em direção ao futuro mercenário. Uma tática à manutenção da degradação e corpos dóceis às guerras do futuro.
Um Estado assassino que permite o uso indiscriminado de técnicas de imbecilização coletiva praticada pela imprensa, escolas, exércitos e igrejas e constituído por assassinos protegidos em co-autoria de um Judiciário apodrecido desde as origens, não tem o direito de encarcerar suas pequenas e indefesas vítimas. Sob nenhum argumento.
Jornalistas e políticos ousam se arvorar em defensores da sociedade, com suas garras afiadas e seus dentes à mostra, em contra pessoas indefesas. Diminuam a menoridade penal, afirmam em uníssono, todavia, nenhuma palavra contra os crimes cometidos diariamente contra a inocência, violando um direito humano à plenitude da vida. Aos jovens são oferecidos sexo deturpado, álcool e futilidades, jamais conhecimento e respeito.
Enquanto um juiz tem o direito de matar ao vivo e é sancionado com aposentadoria compulsória, seus comparsas pretendem apontar um dedo às vítimas da exclusão, cujo desenvolvimento sequer foi colocado em pauta, senão com o objetivo de uso para saciar sua fome de dor e domínio sobre outros seres humanos.
Se um Estado tem o direito de matar, torturar, roubar, ofender a dignidade dos povos; se após décadas de assassinatos em massa o governo brasileiro ainda encontra argumentos para manter seus torturados e ladrões em liberdade, que moral tem para sacrificar as novas gerações em nome de uma risível defesa da sociedade? Crianças e adolescentes veem, ouvem e ficam admirados diante de tanta coragem dos adultos na prática de delitos. Apenas imitam.
Essa é uma cruzada contra as crianças e adolescentes impelidos à horizontalidade fatídica de um futuro impossível. E como toda cruzada, é saque e, neste caso, querem roubar a existência.
Não e mil vezes, não! As crianças e os adolescentes são o futuro da humanidade e exigem respeito, por isso, ao copiarem os crimes dos adultos, apenas confirmam a necessidade de orientação, além de punição aos seus adestradores: os sistemas de comunicação.
Adultos são crianças deformadas por técnicas de alienação, estejam nos jardins dos palácios, ou nos campos de refugiados. Ora, são os adultos deformadores do espírito os mesmos a gritar para que se extermine de vez a respeitabilidade que toda criança exige.
Apontando uma arma contra o outro, a criança imita a cultura da violência imposta como entretenimento e, quanto a esta verdade, não há argumentos.
Veremos.

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