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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Maioridade penal e as drogas

Enviada por Rede
Castor



PORTAL: Maioridade penal e as drogas

Quinta, 02 Maio 2013 15:35

“Se a culpa é da droga, não adianta diminuir a Maioridade Penal para 16 anos porque os viciados com 14, 12, 10 anos ou menos continuarão a praticar assassinatos brutais”.



Por Jasson de Oliveira Andrade



maioridade-penal



Em 17/4/2013, uma pesquisa do Datafolha constatou que 93% dos paulistanos concordam com a diminuição da maioridade penal. Uma manifestação impressionante, quase unânime. No entanto, o problema é muito mais complexo e esta decisão tão desejada não vai resolver o problema, como procurarei mostrar.



Antes de entrar no assunto, pretendo fazer um histórico sobre o consumo das drogas, que são, em minha opinião, a causa dos crimes bárbaros.



Quando era jovem, nos anos 50 e início dos anos 60, em São João da Boa Vista não se falava em drogas. Sabíamos que uma minoria da sociedade sanjoanense as usava. Principalmente, fumava maconha. Nunca ouvi falar em crack ou cocaína. Assim mesmo o uso era de pessoas de certa idade. Nunca menores e indivíduos de outras classes sociais. Hoje, a situação mudou radicalmente. Gente de todas as classes sociais e menores de idade, alguns com oito anos ou menos já são viciados! Tornou-se um problema social. Os traficantes rondam nossas escolas. Viciados assassinam familiares que não lhes dão dinheiro para a droga ou, mesmo de boa família, se tornam assassinos e roubam ou furtam.



No Rio de Janeiro, os traficantes dominam as favelas. O governo estadual criou as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) para combater o tráfico de drogas. Minimizou o problema, mas não o resolveu. De vez em quando assistimos na TV cenas de guerra nessas favelas. O jornalista Tim Lopes, da Globo, estava fazendo uma reportagem nos bailes funk no Rio, visando a mostrar o tráfico de drogas nesses lugares. Ele foi sequestrado, torturado e morto por traficantes. É do conhecimento das autoridades policiais que esses traficantes comandam o crime dos presídios. E com celulares. Incrível, mas é verdade.



Com o fim da Cracolândia em São Paulo os viciados se espalharam para o Interior. Em Mogi Guaçu, em um Posto de Gasolina desativado, perto da Rodoviária, tem viciados procedentes de Campinas, Santos, Uberlândia e Pouso Alegre. Felizmente eles não são violentos, mas se espalham pela cidade, pedindo dinheiro. Sem dúvida, um problema social em Mogi Guaçu. Outro fato preocupante. Os viciados se tornam violentos e assassinos brutais. Matam para ter o dinheiro e, desta maneira, custear o vício. E por pouca importância, como ocorreu com a dentista de São Bernardo do Campo, incendiada por um menor porque ela tinha apenas trinta reais. Ele cometeu esse crime bárbaro por ser menor ou porque era viciado em droga? Acredito nesta última hipótese.



Se a culpa é da droga, não adianta diminuir a Maioridade Penal para 16 anos porque os viciados com 14, 12, 10 anos ou menos continuarão a praticar assassinatos brutais. Aí os 93% dos paulistanos serão favoráveis a diminuir a Maioridade Penal para essas idades.



Angeli publicou uma charge na Folha, sob o título “Maioridade Penal”, que ilustra bem o que acontece. O médico, acompanhado da enfermeira diz à parturiente: “Fique tranquila! O parto foi um sucesso. O nenê fez todos os exames e já foi para a sala de interrogatório”.



Se o verdadeiro problema não é a idade e sim as drogas, a solução seria uma política nesse sentido: combate implacável aos traficantes e uma política social com os viciados. Fechar “cracolândias” está provado, não resolve. O que se deve, então, fazer? Unir forças dos governos federal, estaduais e municipais, juntos. E urgente. Pessoas capacitadas e experientes existem. Eles podem estudar soluções. É o que esperamos!



EM TEMPO: Já estava escrito este artigo, quando o Datafolha fez nova pesquisa, publicada em 1º de maio, que constatou: “Drogas na família são maior temor do paulistano”. Segundo a Folha, dois temores do passado, inflação e perder emprego, recuaram muito e foram substituídos: “O medo maior agora, de acordo com 45% dos moradores da cidade entrevistados pela Datafolha, é o envolvimento de jovens da família com tóxicos”, concluindo: “A inflação, associada à imagem do dragão em 1983, virou um gatinho em 2013”. Esta pesquisa confirma o meu artigo: as drogas são uma calamidade pública e precisam ser combatidas! Com a palavra os Governos federal, estaduais e municipais.



JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu.













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