Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?

Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?
LEI DA MÍDIA DEMOCRÁTICA KIT COLETA Todo cidadão/cidadã pode buscar voluntariamente as assinaturas para o projeto. Disponibilizamos abaixo um kit com o material necessário para o diálogo nas ruas. Clique na imagem acima.

Seguidores

#naovaitergolpe

#naovaitergolpe
Acesse Frente Brasil Popular

sábado, 13 de outubro de 2012

o nó Bel da 'paz'- a QUEM SERVE a 'paz'?

A União Europeia não 'veio para explicar e sim para confundir', diria Chacrinha...

ganhadora do Nobel ( que NÓ heim?) da paz 2012, a facção.... promoveu e ajudou a promover  a
'paz' assim:
apoiam iSRAEL
Apoiam a Guerra no Iraque e Afeganistao






A CÓLERA DOS DEUSES
Raul Longo


Pedro Machado foi quem recordou a metáfora exata em “Aguirre – A Cólera dos Deuses”, do alemão Werner Herzog: uma das balsas de espanhóis em busca do Eldorado dá voltas sem conseguir escapar de um redemoinho amazônico. À margem, na outra embarcação se cogita entre possibilidades de salvamento e o abandono dos companheiros para o prosseguimento em busca do ouro.
“Uma discussão política” – Pedro fez questão de notar.
Sem dúvida! E a decisão é sintomática: a noite, enquanto os demais dormem, Aguirre alveja os que circulam no crítico movimento das águas. Sem mais motivos para atrasos os exploradores prosseguem até serem tolhidos, um a um, pelos agravos da selva.
Aguirre, último sobrevivente, imagina-se o único a desfrutar das riquezas com as quais os naturais do novo continente por muito tempo iludiram a ganância dos exploradores, enviando-os para os rincões mais terríveis das selvas e desertos. Dourados ou Eldorado são as palavras que denominam cidades e regiões do Canadá à Patagônia, marcando o rastro de por onde o desvario europeu extinguiu civilizações.
Finalizando a saga, delirando um poder maior do que Pizarro a quem servia e exterminou os Incas, maior do de Cortez, exterminador dos Astecas, maior até do que o do rei de Espanha; o germânico Klaus Kinski interpreta o delírio de Aguirre exultando-se: “Que grande traição!”
Em Fausto, outro alemão, Goethe, já havia traçado a mesma metáfora. Depois de firmar um pacto com Mefisto, o protagonista da história ordena a demolição do único abrigo domiciliar de um casal de velhos que o acolhera quando em dificuldades. Fausto não titubeia em desalojar seus protetores para a passagem de seu egoísmo e interesses.
No mesmo dia em que a imprensa internacional divulga o levantamento que aponta as dificuldades de sobrevivência de 72%, da população da Grécia; como Aguirre o Comitê Nobel da Noruega alveja portugueses, espanhóis, italianos e ¾ do povo que deu origem a cultura e civilização ocidental.
Não são as únicas vítimas dos faustos do capitalismo que hoje promove na Europa e na América do Norte a miserabilidade que em décadas recentes desalojou milhares de famílias, adolescentes e crianças por toda a América Latina e, na África, continua promovendo um dos maiores crimes da história da chamada civilização cristã. Mas a resolução do Comitê que em Oslo confere o principal Prêmio Nobel acaba de reafirmar o que há muito se vem questionando sobre essa instituição, outrora das poucas ainda conceituada.
Em 2009 o Comitê entregou o Nobel da Paz para o atual presidente dos Estados Unidos que assumira em janeiro daquele mesmo ano e sequer tivera tempo de realizar algo que o justificasse. Talvez a intenção tenha sido estimular o principiante, mas o discurso de agradecimento do afrodescendente Barack Obama decepcionou pelo velho diapasão de todos os que dirigiram sua branca e bélica nação, constituindo-se numa declaração de guerra ao mundo que não deixou dúvidas sobre quais os pactos assumidos pelas grandes potências do Hemisfério Norte.
Se na ocasião as palavras de Obama desprestigiaram a premiação a ele conferida, agora o Comitê Nobel da Noruega desqualifica a instituição do prêmio em si, provocando ainda maior repúdio a cada notícia sobre promoção de guerras para contrabando de pedras preciosas e tráfico de armas ou desesperos coletivos que levam muitos indivíduos ao suicídio, à venda de órgãos, a entrega de seus filhos para adoção ou para a prostituição. Multidões de desempregados, desalojados, famintos. Desesperados sem saída para o redemoinho provocado pelos planos de austeridade impostos pela União Europeia.
O português José Manuel Durão que preside a Comissão Executiva da União Europeia considerou a premiação uma grande honra. Durão que durante a Revolução dos Cravos se dizia socialista, em 2003 hospedou na Ilha Terceira do arquipélago dos Açores a George Bush, Tony Blair e o espanhol Aznar. Mais tarde a estes quatro juntou-se a quinta besta do atual apocalipse econômico: Berlusconi. E se deu a invasão do Iraque, apesar das advertências de Sadam Hussein profetizando que as mães do ocidente chorariam sangue.
Hussein também foi imposto aos iraquianos pelos mesmos que o mataram, na tentativa de atingir o Irã em represália à deposição de um dos mais cruéis entre os tiranos apoiados pelas nações capitalistas do ocidente: o xá Reza Pahlevi.
No governo de Ronald Reagan o episódio da guerra Iraque x Irã teve reflexos no outro lado do mundo, quando com o apoio de Israel a CIA furou o embargo de armas aos Aiatolás proposto pelo próprio Estados Unidos. O lucro obtido financiou a ação dos Contras que pretendiam derrubar o governo Sandinista, por sua vez também substituto de outra hereditária tirania aliada aos Estados Unidos: a dos Somoza, levados ao poder desde que marines invadiram a Nicarágua em 1912. 
Com o apoio das corporações financeiras sionistas, Estados Unidos e Inglaterra de alguma forma vêm se equilibrando entre os efeitos da crise internacional, mal contendo o desemprego em massa e o aumento incontrolável do número de desabrigados. Mas essas grandes corporações sediadas no Reino Unido, na Holanda e Suíça não vêm razão de manter o malogro das pretensões dos demais consorciados ao encontro dos Açores.
E o que a Grécia tem a ver com isso tudo? Por que as nações europeias beneficiadas pela previdência de seus então presidentes Schröder e Chirac -- quando se recusaram a participar da orgia neoliberal – cobram dos gregos os custos de uma Tróia que não invadiram? Por que esse presente de alemão?
Na Europa crescem as cogitações sobre informações não oficiais de existência de grande bacia de petróleo no Mar Egeu, a justificar as pressões de hoje para garantir futuras maiores participações na exploração de um provável Eldorado negro.
De fato, o Egeu fica logo acima da Líbia, onde há bem pouco, por traição de Berlusconi e outros dirigentes Europeus se executou Muammar Kadhafi, garantindo o fornecimento petrolífero à Europa. Mas ainda é Pedro Machado quem faz uma leitura mais ampla, considerando que não seja no petróleo do Oriente Médio, na mão de obra barata e no mercado de consumo do Extremo-Oriente, no ouro das Américas e nos diamantes de África onde se possa justificar a prepotência e desfaçatez da civilização ocidental e cristã que há meio milênio se expande em destruição do que há de humano no mundo.
Concordo com Pedro e concluo que à essa autofagia que ameaça a toda a humanidade e a si mesma, a civilização ocidental foi condenada pela cólera de seus deuses que não falam pela pena de Goethe, pela câmera de Herzog ou pela dramaticidade de Kinski. Mas pela boca de outra alemã que declara a resolução do Comitê Nobel da Noruega como “decisão maravilhosa”: a da chanceler Angela Merkel.


As Telesquadrilhae e a Anatel - com comentários

As Telequadrilhas e a Anatel
Por Laerte Braga para o REBATE

Quando Fernando Henrique acionou o botão que desfechou o processo de privatizações no Brasil, a criação de agências reguladoras era parte do esquema. Blindar as privatizações na quase totalidade da entrega do patrimônio público brasileiro. Em 1994, ano da primeira eleição do tucano e antes do golpe branco da reeleição o ex-governador Leonel Brizola afirmou que FHC, como ministro da Fazenda de Itamar Franco, colocou em prática um “plano que vem de longe”.

Veio pronto da nova ordem política e econômica imposta ao mundo cuja matriz é em Wall Street e disfarçada em fundações (uma delas financia FHC, a Fundação Ford) ou em REDE GLOBO, VEJA, FOLHA, etc. A imposição do modelo varia em função da docilidade ou não dos governos. Resistências implicam em ações militares “libertadoras”.

FHC, segundo Tancredo Neves, “é o profeta do cinismo e da falsa realidade”. 

Terminadas as eleições de 1998, o golpe branco da reeleição (que nenhum procurador geral denunciou a despeito do inquérito sobre compra de votos ser farto em provas), um dos escândalos, dentre os muitos, abafados no governo do tucano foi exatamente o da privatização do setor de telefonia.

Lara Resende, na gravação de uma conversa com Fernando Henrique, fala em “telegangue” ao se referir à antiga TELEMAR, hoje OI. A TELEMAR tinha entre seus sócios o irmão do senador Tasso Jereissati e o próprio senador, licenciado das empresas da família para exercer seu mandato.

Foi nesse momento que o embate entre Mendonça de Barros (aquele cujos filhos ficaram milionários em um ano), então ministro das Comunicações e Pedro Malan (ministro da Fazenda e fiscal de Wall Street junto ao governo), que acabou custando o Ministério a Mendonça de Barros. Parte da gravação foi publicada pelo jornal FOLHA DE SÃO PAULO e parte omitida sob a alegação que se tratava de “assuntos pessoais”.

Mendonça de Barros foi cobrar a FHC os dois bilhões de dólares arrecadados junto a Telefônica Espanhola durante o período eleitoral e Malan, receoso de perder a posição, fez chegar à mídia documentos que provavam que a companhia espanhola havia pago as despesas da viagem de Mendonça de Barros a Madri.

Essa história da TELEMAR passa por Minas Gerais e pelas camas do Palácio das Mangabeiras. Pimenta da Veiga virou ministro entre gemidos e sussurros. ( SEGUE no link:http://www.jornalorebate.com.br/site/laerte-braga/9380-as-telequadrilhas-e-a-anatel)

comentários a este artigo no facebook:


Marcelo Saldanha - Instituto Bem Estar Brasil - Por uma Banda larga sem telles
Aqui vai o remonte do desmonte só pra que todos possam entender uma parte da história que envolvem as Telecomunicações e os abutres que cercam este tema.

  • Vivian Agnoletto Entendi que para venderem,primeiro eles desmontavam a estatal,assim como para justificar a necessidade da venda.Pintavam-na como um elefante branco.Depois de convencido o povo,reuniam-se para brindar o sucesso da transação.E o dinheiro,voando para paraísos fiscais.
  • Marcos Rebello - consultor politico e membro comunidade Diplomatas Brasil

     Muito, muito boa esta analise do laerte Braga. É bem por aí a coisa, como eu venho dizendo. O Brasil foi colocado na rota da globalização sem qualquer cerimonia e sem prestar contas à democracia. Simplesmente decidiram que irá ser assim e fim de conversa.

    Isso tem que ser revisto pela sociedade! E não vai ser de braços cruzados que nós vamos resolver essa parada.
    há 4 horas · Curtir · 1
  • Marcelo Saldanha Semana que vem estarei em Sampa pra discutir a CPI das Teles, porém, temos que fazer pressão no governo e o pior é que vejo grande parte dos movimentos presos a recursos do proprio governo e ainda defendendo causas que estão fora do contexto do controle ferrado que está por vir.

    Vale a pena ainda ler o ultimo paragrafo desta matéria (mas leiam tudo se puder), pq mostra qual a posição do Brasil na reunião que definirá as regras internacionais que serão replicadas nacionalmente no tocante a telecomunicações, mas, especificamente a Internet, a NOSSA INTERNET. Para ajudar na tradução dos termos técnicos, oque eles estão propoando é que a internet vai ser tarifada pelo tráfego de dados e não por pacotes como existe hj. Oque isso quer dizer ? Cerceamento da liberdade de expressão através de modelos de negocios. Vão trasnformar um espaço publico universal de direitos em um produto de prateleira a ser consumido. Mesmo pra quem tem dinheiro, produzir e consumir informação será uma fatia boa do orçamento e os pobres.....a massa de manobra....o gado para o abate nos currais eleitoreiros ? estes sim continuarão excluidos e alienados pela ignorância imputada pela falta de informação. ACORDA BRASIL.http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=32076&sid=116#.UHiJGv6M35M.facebook

PARLAMENTARIOS ECUATORIANOS RECONOCIERON LA LUCHA DEL GUERRILLERO CUBANO HARRY VILLEGAS, COMPAÑERO DEL CHE.


PARLAMENTARIOS ECUATORIANOS RECONOCIERON LA LUCHA DEL GUERRILLERO CUBANO HARRY VILLEGAS, COMPAÑERO DEL CHE.
El Grupo Parlamentario de Amistad Ecuador-Cuba, liderado por la Asambleísta Nacional Silvia Salgado Andrade, recibió la visita del g
uerrillero Harry Antonio “Pombo” Villegas, compañero de lucha revolucionaria del Comandante Ernesto “Che”
Guevara.
Silvia Salgado recordó que el 8 de octubre se celebró el Día del Guerrillero Heroico, por lo que constituye motivo de orgullo contar con la presencia en la Asamblea Nacional del General Harry Villegas, a quien, en nombre del Grupo Parlamentario, le entregó una comunicación de reconocimiento, en razón de su vocación y permanente lucha por la libertad y la justicia.
Harry es un hermano cubano, compañero de la guerrilla del Che; es el único sobreviviente de la gesta, que incluso escribió su diario y, fundamentalmente, estuvo con el Comandante en todas las campañas de liberación, especialmente en Sierra Maestra, en la Invasión a las Villas, recorrió el África y le acompañó a Bolivia, mencionó

Leer más de esta noticia en el sitio web:www.silviasalgadoandrade.com
Ver tradução

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Câmara devolve mandato a deputados cassados.



Curtiu · há ± 1 hora 

Plínio de Arruda, do PSOL, será um dos 20 vintes deputados vivos cassados na ditadura que receberão simbolicamente o mandato de novo. Ao todo foram cassados 189 parlamentares durante a ditadura. Destes, apenas 20 estão vivos. Entre eles, Plínio de Arruda Sampaio.

A devolução simbólica dos mandatos cassados será feita pela Câmara, em sessão solene no dia 04 de dezembro, Dia de Santa Bárbara, e será acompanhada da exposição "Democracia interrompida" e de um documentário na TV Câmara

a Justiça e o pau que não bate em Francisco


A declaração do ministro Joaquim Barbosa sobre ser contra governos de coalisão, sem entrar no mérito de determinadas alianças, isso é outra coisa, é um absurdo. Não cabe a um ministro do STF opinar sobre esse assunto, mesmo que pense ou deixe de pensar assim. Ao transformar em pública sua opinião, extrapola suas funções, mostra por inteiro o seu jeito de ser, ainda depois que se ficou sabendo que 
estava sendo protegido por militares. Perdeu a noção, mínima que seja, do que é ser ministro do STF, o que acaba mostrando falta de envergadura para ocupar a função que ocupa. Os golpes em Honduras e no Paraguia tiveram o respaldo das respectivas cortes supremas. E nem estou entrando mérito das mancadas de Lula, o preço vem para todos nós, jogam a todos no mesmo cesto e não é assim, mas Joaquim Barbosa parece estar numa viagem meio complicada. Precisa aterrissar, ou alguém dar uma sacudida nele, para que volte a si, se é que isso é possível. Ele e outros no STF com perdão da palavra/sigla.


Enquanto isto:

Tá feia a coisa no interior do velho oeste ( ES): uma centena de 'militantes' do deputado sanguessuga e assediador sexual ( Gildevan - Pinheiros) tomaram o cartório onde Luciano ( namorado e apoiador de Debora- uma das vítimas dodeputado cito e candidato a prefeito derrotado, que está sob proteção de Vida em local não identificado) trabalha em retaliação BOÇAL. O Luciano, foi escoltado para outra cidade , prestou depoimento e está aconselhado a não voltar a cidade por risco de vida. É isto , nesta sociedade que vive aliada ao sistema, o poder é delles,(quando deveriam estar presos e nós , povo, refens....

CONVOCAMOS a retaliações a este sistema e a esta 'justiça' dos FRANCISCOS.

PS: a CPI do SANGUESSUGA, datada da época que serra foi ministro da saúde. ATÉ HOJE ninguem foi punido , ao contrário , eleitos várias vezes,após o fato,  muitos fazem novas vitimas como Débora Cardoso, sob proteção de vida, está em local não identificado. Pergunta: pq. esta justiça 'ávida' é CEGA diante de crimes com datas anteriores?bj

o IGnobel da 'paz'


O prêmio Nobel da Paz concedido a Comunidade Européia é ridículo. Sacramenta o massacre sobre trabalhadores de toda a Comunidade, sobretudo gregos, espanhóis, italianos e portugueses num momento mais agudo da crise e passa a régua no poder alemão (um IV Reich dissimulado), vale dizer de bancos, etc. O Nobel embora tenha sido concedido a líderes do porte de Esquivel, Obama, etc, o foi também a Obam
a, a Kissinger (um assassino) e recusado por Le Duc Tho, negociador norte-vietnamita à época da guerra por não concordar com a premiação de Kissinger, responsável por golpes de estado, etc. D. Hélder teria recebido mas a a interferência da ditadura militar fez a comissão ceder. O deste ano é ridículo, é tipicamente capitalista, sem sentido, eu diria surrealista sem querer desqualificar Salvador Dali, que por sinal, era de extrema-direita. O que não invalida o gênio. Banqueiros europeus devem estar formando a comissão para receber e pagar o prêmio.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Sobre a luta e Zé Dirceu

Compas e amigos,
Estou com PC reformatando, só sábado tô ' na área', mas usando o pc de Laerte deixarei esta msg:


todo apoio a Zé Dirceu com a ressalva: agora aprendido que fisiologistas são pior que prostitutos. JUNTA O POVO e Bora as ruas. Mirar no Exemplo de Chavez que se aliou ao POVO EMPODERADO e deu banana ao sistema antigo opressor.] JUNTOS SOMOS FORTES. que venham os 'Franciscos ', aliados desta justiça fascista que secularmente tem certeza da impunidade.

Fernanda Tardin

CHORAR SOBRE O LEITE DERRAMADO



CHORAR SOBRE O LEITE DERRAMADO


Laerte Braga


Por ocasião da CPI do Mensalão o deputado José Carlos Aleluia, do então PFL, afirmou de forma enfática não acreditar que José Dirceu, à época ministro chefe do Gabinete Civil, tivesse praticado ato de corrupção em benefício próprio. Aleluia deixou claro que Dirceu era um político que jamais tiraria proveito em benefício próprio de qualquer cargo que ocupasse, mas citou a “causa”, como sendo o fator que gerou o mensalão.

Dirceu foi vítima de sua própria estratégia. Da obsessão de eleger Lula presidente a qualquer preço e esse preço começou a ficar impagável quando o candidato, em 2002, quis dar mostras de “responsabilidade” para os brasileiros, ao se comprometer com a carta de intenções do governo FHC junto ao Fundo Monetário Internacional.

O governo estava falido, liquidado, bastaria mostrar essa realidade que os brasileiros compreenderiam, a maioria tinha ciência do fracasso do ex-presidente, das mistificações tucanas.

Num País como o nosso são interessantes algumas contradições. A maioria dos brasileiros considera que bancos e governos internacionais saqueiam o País, mas votam em políticas que são ligados a bancos e governos internacionais. Lula quando assinou o documento quis apenas dizer que ia continuar aceitando a chantagem do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial, de governos e organizações financeiras em várias partes do mundo (EUA e Europa).

Esse procedimento levou o título de “candidato responsável”. Entendeu, equivocadamente, que o momento não era de concessões, mas de ruptura e essa percepção passiva dos brasileiros se transformaria em indignação com FHC. Estava latente.

O preço dessa irresponsabilidade de ter caído na armadilha das elites políticas e econômicas, no cinismo de FHC, se materializa na decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) condenando desde Dirceu e Genoíno a outras figuras de destaque no PT (Partido dos Trabalhadores).  Sete dos onze ministros da suprema corte foram indicados por Lula (cinco) e Dilma (dois).

Lula imaginou que seria possível governar formando alianças com elites políticas e econômicas podres e depois de oito anos de um governo que, entre outras coisas, protagonizou um processo de desmanche do Brasil e o maior escândalo de corrupção de toda a nossa história, o golpe branco da reeleição.

Tancredo Neves costumava dizer que não se entra numa luta para perder, com consciência da derrota antecipada. Ou se garante o empate, no mínimo, ou a vitória. Lula entrou no escuro e amarrado numa carta de intenções que hoje se percebe com clareza (muitos perceberam à época) foi uma das mais perfeitas armadilhas do neoliberalismo.

Os dois mandatos que exerceu, o fez na corda bamba e enfrentando sucessivas tentativas de golpes dos mais variados matizes. Sobreviveu seja por seu carisma, seja pelas políticas assistencialistas que acabaram primeiro viabilizando sua reeleição e num segundo momento permitindo a eleição de Dilma Roussef.

De lá para cá a descida da ladeira é uma realidade e a decisão do STF de julgar o caso do mensalão em cima de provas tênues ou indícios, o que cria sempre o benefício da dúvida e essa favorece aos réus, soa como golpe, a guilhotina pronta a cortar cabeças e todos de olhos postos nas eleições de 2014.

Tudo menos Lula são os propósitos das elites que governam o Brasil faz séculos.

E Lula nem é um homem de esquerda, ou um revolucionário. Sequer conseguiu ser reformista. Moldou o seu governo dentro das estruturas seculares do coronelismo político e no modelo traçado por FHC, aquele que Brizola dizia que “veio de longe”.

O secretário geral do PCB – Partido Comunista Brasileiro – Ivan Pinheiro definiu com precisão os períodos presidenciais do ex-presidente: “capitalismo a brasileira”. Lembra a frase do jurista Sobral Pinto dita a um coronel da ditadura que falou sobre “democracia a brasileira”. Como respondeu Sobral, “democracia não é como peru, não existe a brasileira. Ou é democracia ou não é”.

Capitalismo não existe a brasileira, ou é capitalismo ou não é.

Lula manteve intocado o desenho neoliberal de FHC, pior, aprofundou-o em vários setores da economia brasileira e acreditou, por exemplo, como acredita Dilma, que Eike Batista está preocupado com o Brasil ou com os brasileiros. São meros detalhes no que o empresário chama de “kit de felicidade” ao referir-se ao pacote de meses atrás da presidente Dilma Roussef sobre “concessões” de bens públicos à iniciativa privada.

O ex-presidente, antes mesmo de sua posse, recebeu sugestões de vários líderes do PT, seu partido, dentre eles o seu principal mentor político, o extraordinário Chico Oliveira, sobre como escapar da armadilha neoliberal sem provocar reações que pudessem colocar em risco seu mandato.

Desprezou a todas. Seguiu a cabeça “lógica” de Dirceu, acreditando que Roberto Jeferson, um homem da ditadura militar, que nasceu politicamente na ditadura militar, pudesse vir a ser um “aliado confiável”.

O que todos queriam, os tais “aliados” era a manutenção do esquema de compra e venda do governo FHC. Manteve e o resultado está aí. FHC impune e a campanha de desmoralização do ex-presidente e seu partido em curso acelerado, seja pela mídia podre, seja pela incompetência do PT e Lula. Não percebeu ainda o tamanho da armadilha e se debate preso às garras dessa armadilha na suposição que vencendo, se vencer, as eleições para a prefeitura de São Paulo tudo está resolvido. Pode até ser. Mas dentro do modelo, sem mudar uma vírgula sequer do modelo e ampliando as políticas neoliberais de privatização e concentração de renda, um abismo entre a classe trabalhadora, a própria classe média (iludida por celulares que só faltam falar se é que já não falam).

O clube de amigos e inimigos cordiais. O faz de conta da política brasileira. De um mundo institucional falido.

A velha imagem de ligar a seta para a esquerda e virar o carro à direita. Caso do tratado de livre comércio assinado com Israel. Um cavalo de Tróia que o complexo político, econômico e terrorista ISRAEL/EUA TERRORISMO S/A fez entrar em nosso País e hoje começa a fechar o cerco do que foi iniciado no governo FHC em torno dos setores estratégicos da economia brasileira.

Somos um País imenso, com dimensões continentais, mas somos um País manco. Capazes de gerar tecnologias de ponta indispensáveis no mundo contemporâneo, capazes de nos transformarmos em potência de verdade e não de ilusão, mas estamos abrindo mão dessas potencialidades.

O sucateamento da indústria nacional, os absurdos de um código florestal ao sabor dos interesses de latifundiários, o controle que o sistema financeiro exerce sobre o Banco Central e o Ministério da Fazenda (a ponto do ministro Guido Mantecca afirmar que se o Brasil disponibilizar 10% do PIB para a educação quebra), todo o processo político e econômico que vem nos transformando de País líder da América Latina em parte do Plano Grande Colômbia.

Vamos a reboque de uma locomotiva onde os maquinistas já perceberam que Lula e Dilma não vão mudar o rumo. Nem diminuem a velocidade.

Nossas universidades (professores por extensão, óbvio) públicas transformadas em sucata, os hospitais universitários a ponto de serem privatizados na falácia de uma empresa estatal de direito privado (caminho para a privatização), os serviços públicos em franco desmanche (são servidores públicos que materializam os direitos básicos dos trabalhadores, da população) e dependentes nas tecnologias essenciais. Caso, para citar um exemplo, da EMBRAER (EMPRESA BRASILEIRA DE AERONÁUTICA). Ou dos arsenais da Marinha de Guerra.

Nem o governo Lula e nem o governo Dilma investem no Brasil. Aceitaram passivamente a realidade neoliberal e sobrevivem no populismo de programas assistencialistas que já começam a se perder e a encontrar becos sem saída. Em Pernambuco onde o PT tomou uma surra, ou no Amazonas, onde Arthur Virgílio renasce de escombros políticos/eleitorais numa ressurreição que nunca se podia imaginar.

E olha que os adversários são FHC. José Serra, Aécio Neves, contumazes corruptos, ou o governador Geraldo Alckmin, num estado onde a violência acorda, caminha e deita impune e brutal como sempre.

O fracasso é de Lula e do PT. Das alianças “mágicas” com as classes dominantes. Da falta de perspectiva revolucionária do ex-presidente e do partido.

Já sabiam que o STF julgaria da forma que julgou e nem iria ou irá se preocupar com a privataria tucana. Nem a Corte e nem o Procurador Geral.

É o clube de amigos e inimigos cordiais e Lula agora, entra pela porta dos fundos, onde até um provável retorno, ou uma reeleição de Dilma, não muda e não altera nada. A ordem dos fatores capitalistas se mantém intacta e o produto vai ser sempre o mesmo.

Que a decisão, ou decisões do STF, se constituiu num golpe ninguém tem dúvida. Mas Gilmar Mendes, por exemplo, poderia estar fora da Corte desde episódios sobejamente conhecidos de corrupção. Lula preferiu ir conversar com ele num encontro arranjado por Nelson Jobim, figura chave de FHC para o processo de privatizações.

Merece ir para o canto da sala e por lá ficar por horas a fio com o chapéu de burro. Não adianta chorar sobre o leite derramado.

Essa luta de mudanças vai ser construída pelas forças populares e nas ruas. O mundo institucional está falido. E Lula ou Dilma teimam em jogar o jogo dessa turma. Logo...

... Mais que nunca as forças populares precisam se mostrar diferentes do PT e do ex-presidente, de Dilma, pois no afã de manter o domínio real sobre o Brasil, jogam a todos no mesmo cesto. São diferentes, pelo menos algumas.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O Show do Mensalão


QUI, 04 DE OUTUBRO DE 2012 10:06 LAERTE BRAGA
O grande equívoco de Lula foi acreditar que seria possível montar uma aliança com elites financeiras, empresariais e latifundiários brasileiros e em torno desse arco criar o "capitalismo a brasileira".

Sete dos onze ministros que formam o STF (Supremo Tribunal Federal) foram escolhidos por Lula (cinco) e por Dilma (dois). Joaquim Barbosa é um dos ministros indicados por Lula.

À disposição dos dois presidentes nomes que preenchiam os requisitos constitucionais (notável saber jurídico e ilibada reputação) e jamais transformariam a Corte Suprema num teatro com direito a espetáculo televisivo diário.

A capitulação de Lula começou antes de sua eleição, na célebre carta de intenções com o FMI. O que parecia uma demonstração de "maturidade política" foi somente um morder de isca plantada por FHC e os interesses que FHC representa.

Começa aí o mensalão, pois começa aí o compromisso de levar adiante o projeto de reformas neoliberais implementado por FHC. Previdência e a lei de biotecnologia que abriu as portas do País aos transgênicos e a Monsanto.

Deputados e senadores se acostumaram com os oito anos de FHC e a prática de receber por votações essenciais no Congresso Nacional, a tal base aliada num e noutro governo. Foi assim que FHC comprou sua reeleição e passou o tal plano nacional de privatização.

Elites financeiras, empresariais e latifundiários são amorais. A isso se acresce a bancada evangélica, um projeto de poder montado numa bíblia onde se lê dez por cento e pronto. Nada além disso.

Essa mistura de ingredientes altamente indigestos marcou o governo Lula e fez com que o ex-presidente, mesmo com altos índices de popularidade (a política assistencialista do bolsa família), passasse todo o seu período fustigado pela grande mídia, vítima de dossiês montados nos momentos mais decisivos como sua reeleição e assim numa corda bamba que certamente lhe conferiu o status de grande equilibrista.

O mensalão foi a bomba de efeito retardado deixada por FHC. A tentativa de golpe branco que Lula conseguiu desmontar, dar a volta por cima, mas sem mexer em um único pilar das políticas do governo tucano. Todas as privatizações de setores estratégicos da economia e da soberania nacional se mantiveram intocadas.

Lula não consertou, remendou aqui e ali e o preço agora é do caráter roto dos remendos.

Dilma, na prática, faz de conta que não é com ela.

O esquema começou bem antes.

É claro, há o silêncio da Procuradoria Geral da República, da grande mídia, sobre todos os procedimentos golpistas de FHC (a reeleição foi um golpe), sobre toda a corrupção envolvendo o governo FHC e o tucanato, É muito maior que o mensalão do período de Lula.

Isso torna Lula e os que participaram do esquema inocentes? Não.

Mas justifica o show de Joaquim Barbosa? Não. Uma corte suprema se presta a discrição e a firmeza no julgamento de qualquer feito e ministros dessas cortes não são atores de uma novela cujo roteiro e direção estão à margem das funções constitucionais do STF e dirigido a interesses de elites tacanhas que não têm o menor escrúpulo, ou a menor preocupação com o Brasil e os brasileiros.

O papel de Joaquim Barbosa é lamentável. Por outro lado, Tófoli Dias ministro do STF é um escárnio tão grande quanto Gilmar Mendes.

Num plano maior o que se tenta é um golpe aniquilando forças políticas que não têm nada a ver com a luta de classes, pano de fundo de tudo isso (O PT não é um partido de esquerda, mas um bolo sem sabor e sem cor) é destruir a menor resistência que possa existir ao que Eike Batista chama de "kit felicidade", o conjunto de medidas de Dilma a favor do empresariado.

É bem pior. Ao caracterizar o PT de Lula como partido de esquerda, socialista, a mídia sabe que está destruindo movimentos populares (muitos cooptados pelo poder), na mesma medida que eliminando as forças reais da classe trabalhadora. Os partidos e movimentos capazes de se opor com propostas e políticas de organização popular, do poder popular, que ameacem os interesses dos que controlam o Estado brasileiro.

Fustigar Lula e o PT, o governo Dilma num período eleitoral já é em si parte do plano de desmontar toda e qualquer espécie de reação ao Estado neoliberal. Dilma hoje já fala em medidas de flexibilização dos direitos trabalhistas e tendo como ponto de partida uma proposta de um sindicato do ABC paulista, base de Lula, nascedouro do Lula político.

Não é hora de apenas apontar o dedo para Joaquim Barbosa, ministro escolhido por Lula. É hora de autocrítica, de avaliação dos passos do PT nesses últimos anos, desde a eleição de Lula, ou desde a assinatura da tal carta de intenções, para perceber que, na prática, o grande lesado em tudo isso foram e continuam sendo os trabalhadores, num País que se constrói à imagem e semelhança do capitalismo mais selvagem e cruel que se tem notícia.

Lula é parte disso, aceitou regras de um jogo que sabia não iria vencer e transformou seu partido numa igreja onde o culto à sua pessoa é cego. Não significa que parte da militância petista não tenha percebido isso. Percebeu e passado o estado de choque começa a juntar os cacos da ilusão lulista para se reagrupar no PT ou fora dele, em torno do que de fato move todo esse conflito. A luta de classes.

Se não for capaz dessa autocrítica o ex-presidente vai acabar engolido num processo político que vem de fora inclusive, jogar fora sua biografia e passar à história como aquele que sepultou, num determinado momento, por conveniências pessoais e políticas, a luta popular no Brasil.

Joaquim Barbosa é um peão nesse contexto.

O show do mensalão só acontece porque Lula misturou água e óleo e achou que poderia obter um resultado diferente daquele que todos conhecemos.

Há uma tentativa de calar vozes à esquerda? Sim, esse é o objetivo primordial. E é isso que Lula tem que entender, ao invés de pensar que é tudo contra ele ou José Dirceu.

A luta popular não se resume nem ao PT, nem aos dois. O ex-presidente e o ex-ministro.

Um e outro têm história e força seja para a autocrítica, seja para dar a volta por cima. Mas é preciso calçar sandálias tanto de humildade, como de um choque de realidade.

O preço das concessões de Lula está sendo cobrado a todos os trabalhadores brasileiros e pode se estender, pela importância do Brasil , a toda a América Latina. 

Nota Presidente PSOL Vila Velha Desmente GOLPISTAS


QUERO INFORMAR A TODOS E A QUEM POSSA INTERESSAR QUE JAMAIS PARTICIPEI DESTA REUNIÃO E QUE ESTÃO USANDO O MEU NOME E O DO PSOL INDEVIDAMENTE, SEM MINHA AUTORIZAÇÃO (SOU PRESIDENTE AQUI EM VILA VELHA) E QUE ESSA MENTIRA DESCABIDA NÃO PASSA DE ESPECULAÇÃO POLITICA! EXIJO UMA RETRATAÇÃO DESSA MENTIRA. NÃO SEI DE QUEM PARTIU ESSA INFORMAÇÃO, SE FOI DO PESSOAL DO Rodney Miranda OU DE QUEM QUER QUE SEJA!
AI MEUS AMIGOS JÁ É APELAÇÃO, NÃO ADMITO E JAMAIS ADMITIREI QUE ME USEM OU USEM O PSOL PARA TRAMPOLIM E ACORDOS DE SURDINA!
SOMOS UM PARTIDO SÉRIO E NÃO ADMITIREI TAL FALTA DE RESPEITO COMIGO E COM MEU PARTIDO O PSOL! UMA INFORMAÇÃO MALDOSA, CALUNIOSA E IRRESPONSÁVEL!

REPITO JAMAIS PARTICIPEI DE TAL REUNIÃO, PORTANTO QUERO DIZER AQUI QUE CONTINUO NA NEUTRALIDADE!
Curtir ·  ·  ·  · há 50 minutos