Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?

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sábado, 25 de agosto de 2012

URGENTE Eliana Silva - NOSSO SONHO RESISTE. Lutaremos TODOS


ATENÇÃO: ADVOGADOS POPULARES E MILITANTES DE MOVIMENTOS SOCIAIS RECEBERAM VOZ DE PRISÃO NA OCUPAÇÃO ELIANA SILVA, EM BH. VAMOS COMPARTILHAR ESSA INFORMAÇÃO, E MOBILIZAR O BRASIL INTEIRO EM PROL AO DIREITO DE MORADIA DIGNA! ISSO É UM ATENTADO CONTRA O POVO!!!
Foto: ATENÇÃO: ADVOGADOS POPULARES E MILITANTES DE MOVIMENTOS SOCIAIS RECEBERAM VOZ DE PRISÃO NA OCUPAÇÃO ELIANA SILVA, EM BH. VAMOS COMPARTILHAR ESSA INFORMAÇÃO, E MOBILIZAR O BRASIL INTEIRO EM PROL AO DIREITO DE MORADIA DIGNA! ISSO É UM ATENTADO CONTRA O POVO!!!

Quando a verdade serve para se introduzir uma mentira



 
Fernando Soares Campos



Em 2011, muita gente ficou estarrecida com esta notícia disseminada internet adentro como sendo uma tremenda revelação:



Telegramas revelam intenções de veto e ações dos EUA contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro com interesses de diversos agentes que ocupam ou ocuparam o poder em ambos os países

Os telegramas da diplomacia dos EUA revelados pelo Wikileaks revelaram que a Casa Branca toma ações concretas para impedir, dificultar e sabotar o desenvolvimento tecnológico brasileiro em duas áreas estratégicas: energia nuclear e tecnologia espacial. Em ambos os casos, observa-se o papel anti-nacional da grande mídia brasileira, bem como escancara-se, também sem surpresa, a função desempenhada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, colhido em uma exuberante sintonia com os interesses estratégicos do Departamento de Estado dos EUA, ao tempo em que exibe problemática posição em relação à independência tecnológica brasileira. Segue o artigo do jornalista Beto Almeida.

O primeiro dos telegramas divulgados, datado de 2009, conta que o governo dos EUA pressionou autoridades ucranianas para emperrar o desenvolvimento do projeto conjunto Brasil-Ucrânia de implantação da plataforma de lançamento dos foguetes Cyclone-4 – de fabricação ucraniana – no Centro de Lançamentos de Alcântara , no Maranhão.

(Leia completo clicando no título)

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Sim! É sempre bom reavivar a memória dos desmemoriados, mas essa postura de FHC a gente já conhecia desde os tempos em que ele pediu aos milicos chilenos para soltar o parceiro Zé Serra do Estádio Nacional. De preferência não deixar nem que o infeliz entrasse no campo de concentração improvisado pelos golpistas que derrubaram o governo de Salvador Allende, pois Serrassuga teria sido preso por engano. Era um dos "buchas" de FHC.

Hoje, nós que fazemos a PressAA acreditamos que o “vazamento” desses tais telegramas não passou de uma espécie de “cavalo de troia” para a equipe WikiLeaks e para o processador encefálico da esquerda panfletária do Auriverde. Queriam adquirir a confiança das baratas para, em seguida, borrifar inseticida sobre as coitadas.

Dizem que a barata seria o único ser vivo capaz de sobreviver a uma hecatombe nuclear. O problema é que aqueles que pretendem estourar os miolos do Planeta querem varrer da face da Terra exatamente as cucarachas, “baratas”, em espanhol.

E não foi sem razão que, logo em seguida ao “vazamento” dos telegramas sobre o vendilhão da pátria Fernando Henrique Cardoso, o Coisa Ruim, falando o que todos nós já sabíamos, mandaram pro WikiLeaks outra peça virulenta. Dessa vez com absurdas acusações contra Lula:


A informação é de um relatório divulgado pelo Wikileaks. Revoltados com a provável escolha brasileira pelo caça Rafale, a empresa de espionagem dos EUA lança a ideia de que Lula pode ter recebido propinas para dar preferência aos franceses

No fim de fevereiro, o Wikileaks começou a publicação de e-mails da companhia de inteligência global Stratfor. Com base no Texas, a empresa tem, entre seus clientes, o Departamento de Defesa e de Segurança Interna dos Estados Unidos. Entre algumas mensagens já disponíveis para o público, a Strafor analisa as compras militares brasileiras e cita um jornal “parceiro” da companhia.

Em ruínas

Na mensagem que analisa as compras militares, o analista de geopolítica da Stratfor cita fontes no consulado norte-americano para questionar o Ministério da Defesa.

“Você está certo em se perguntar o que, em nome de Deus, Brasília está fazendo. A Marinha brasileira é uma merda. É uma piada, e eu sei porque eu falo com os militares do consulado o tempo inteiro a respeito disso. A tentativa deles de adquirir um submarino nuclear não faz sentido algum”, diz a mensagem, que também fala da compra dos caças Rafale.

“O fato de que eles querem o Rafale e o Gripen é uma piada. O F-18 é o melhor equipamento. Nós os oferecemos um excelente pacote, inclusive bastante transferência de tecnologia. (…) O Rafale, mesmo com o preço reduzido, ainda está muito caro. E o Gripen é uma merda. Se você compra o Gripen, você é uma Eslováquia”.

Para justificar a escolha brasileira pelo Rafale, a empresa aponta que Lula pode ter recebido propinas para dar preferência aos franceses.

“A compra dos submarinos é tão estúpida que deve ter alguma compensação por trás. Lula provavelmente está procurando um dinheiro para sua aposentadoria. A compra ainda veio no fim do seu mandato, assim como os caças. O nosso Departamento de Tesouro é contra oferecer propinas [PressAA: Me engana que eu não gosto, mas me enrosco!], o que não nos permite fazer grandes negócios num lugar corrupto como o Brasil”.

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Quando eu era criança, costumava fazer isso: falava a verdade sobre minha participação em certas travessuras, mas apenas o que eu não tinha como esconder, a fim de adquirir a confiança da professora; em seguida, mentia acusando o coleguinha, apontando-o como principal culpado.

Pois deve ser assim que a turma do big stick trabalha, usando ferramentas como o WikiLeaks e a presstitute: mandam verdades que todo mundo sabe há muito tempo, com o propósito de autoafirmarem-se como fontes fidedignas (de pena); aí, em seguida, introduzem (epa!) meias verdades e completas mentiras, para fundirem a nossa cuca de babaquara.

Por que esse segundo “vazamento”, essa “filtragem”, não repercutiu tanto nos meios panfletários da esquerda nem da direita cabocla? 

Por que nem mesmo o PIG autóctone, nossa presstitute, deu importância a esse segundo “vazamento” de “informações”, “filtradas” por WikiLeaks? 

Certamente porque as “informações” contidas nessa segunda “filtragem” são pra lá de absurdas. Apesar de que os sujeitos que mandaram esse traque, esse segundo “vazamento”, devem ter pensado que estavam distribuído-o em boa hora, pois isso ocorreu no início de 2012, quando o PIG começava a se preparar para envolver Lula com o julgamento do “mensalão”.

Mas é muito absurda essa “informação” filtrada por WikiLeaks, pois foi o governo Lula quem barrou o projeto entreguista de FHC em relação ao Centro de Lançamentos de Alcântara, que seria transformado em latrina dos EUA.

Nós que fazemos a PressAA não estamos afirmando que Assange é um pau-mandado ou um manipulado (“Matrixiado”, como diz Komila Nakova). Nada disso. Longe do nosso alcance está a verdadeira verdade dos fatos. Nós só estamos cafungando, a fim de entender toda essa confusão em torno do caso Assange, Rafael Correa, Inglaterra, EUA e seus pit bulls diplomáticos. Deixamos isso bem claro em “Porque mandamos em frente a entrevista como ex-agente do KGB Daniel Estulin”.

Defendemos a liberdade de Julian Assange como defendemos a nossa própria liberdade. Entretanto, nesse caso específico, defendemos com maior ênfase a inviolabilidade da Embaixada do Equador na Inglaterra.

Rafael Correa desativou uma base militar dos EUA em território equatoriano (como Lula teria que fazer se o projeto do entreguista FHC tivesse se concretizado).


Essa matéria foi publicada na Edição 438 do Jornal Inverta, em 12/08/2009

No dia 15 de julho, os Estados Unidos começaram a se retirar da base militar de Manta, situada estrategicamente no meio da costa do Equador com o Oceano Pacífico. Desde sua campanha presidencial, o presidente equatoriano Rafael Correa defendia que não renovaria o acordo, assinado com o governo estadunidense em 1999, fato este relacionado com o “acidente” de avião que matou a ministra da defesa equatoriana, Guadalupe Larriva, em janeiro de 2007, logo quando o novo governo do Movimento Alianza País assumiu. A devolução oficial da base ao Equador se dará em setembro deste ano.

Esta base, entretanto, foi fundamental para os Estados Unidos nas operações militares que coordenou na região. Criada no ano em que o controle do Canal do Panamá passou para os panamenhos, supõe-se que foi em Manta onde se montou e apoiou o bombardeio colombiano no território equatoriano em 2008 que resultou na morte de 27 pessoas, entre elas o guerrilheiro Raul Reyes. Este episódio revelou mais uma vez o caráter fascista do governo de Álvaro Uribe e foi rechaçado por praticamente todos os países da América Latina.

(Leia matéria completa clicando no título)

Mas Correa não tem poder para desativar as dezenas de bases norte-americanas que cercam os bolivarianos neste momento. Ameaçadoras!

Mário Augusto Jakokskind, jornalista, profundo conhecedor de política internacional, tratando da questão do asilo de Assange na Embaixada do Equador, diz em um dos seus últimos artigos:

"O episódio comporta outras leituras [PressAA: Nisso concordamos, e é isso que estamos tentando fazer, mil leituras], por exemplo, a escolha de Assange em pedir asilo ao governo do Equador. Ele fez uma opção política por entender que o governo equatoriano de Rafael Correa, ao contrário do que afirma a mídia de mercado, respeita as liberdades de expressão e imprensa."

E mais adiante:

"O caso Assange é um exemplo concreto da importância de se manter essas liberdades e se ele optou pelo Equador não deixa de ser também um recado segundo o qual confia nas autoridades do país sul-americano no sentido de garantir o trabalho que vem e continuará desenvolvendo com total liberdade."

Ora, Rafael Correa já tem problemas demais pra resolver! Ele, Chávez, Cristina Kirchner, entre outros, já enfrentam graves problemas criados pelo inimigo comum: o imperialismo colonialista. Não precisava de um "recado" de Assange admitindo que confia "nas autoridades" equatorianas, pois podemos até conjecturar que nem mesmo Rafael Correa confia em todas as autoridades do seu país. Como Fernando Lugo provavelmente não confiava em todas as autoridades paraguaias, até que ficou provado que talvez só pudesse confiar em meia dúzia, se muito!

Zelaya também provavelmente confiava em seus subordinados, mas não em todos, até que ficou provado que não poderia confiar em nenhum.

Foi por isso que fizemos essa charge para a nossa postagem sobre...




Quanto à revelação sobre o entreguista FHC, através dos tais documentos “vazados”, esta nossa Agência Assaz Atroz já havia publicado, em 2009, um Prosaico papiar de periodistas pauteiros da PressAA, que discutiam sobre alguns temas de interesse de nossos leitores.

Se quiser ler, ou reler, é só clicar no título abaixo:



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Ilustração: AIPC – Atrocious International Piracy of Cartoons

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Para debate: joelhos dobrados. Até Quado Imagem, Charge e reflexao


Ponto De Revolução via Facebook
Curtir esta página · 8 de Agosto 

#Anarcho#

O que leva uma sociedade permitir quase abertamente que os poderes públicos e privados, com a omissão ou cumplicidade de seus agentes controladores – poder de justiça ou poder de polícia – pratiquem descaradamente atos que produzem ilimitados desvios do dinheiro do contribuinte, e que a impunidade da quase totalidade dos “poderosos” e seus cúmplices envolvidos seja uma marca registrada da atuação da Justiça no país?
 

a importância da rede social Trincheira de lutas: um exemplo


Companheiros, amigos, camaradas: Este caso postarei aqui só para que TODOS saibam e se inspirem. Não existe Vitórias sem lutas..Não nos calemos diante da opressao, da violencia, da injustiça. LUTEMOS

Em março de 2012 via NET um grupo de jornalistas, blogueiros, humanistas e militantes de grupos socias diversos se juntaram para levar este caso adiante: assedio sexual de um deputado evangelico a uma mulher membro da igreja. Indiciado, mesmo assim imune sai candidato a prefeito e taí:








há 23 horas 

Revolta com a justiça!
Gostaria de agradecer quem fez isso.
Sei que não é o povo do 40 ...

Afinal quem dá tiro no carro, coloca fogo em casa, faz pesquisa falsa, 


acaba com propaganda regular, colca vestimenta de falso crente, não é Antonio.

A D O R E I !!!!! Só assim a sociedade fica sabendo quem esse monstro.

Livrai-nós de todo bandido, sem moral, covarde e estuprador.
 

DIÁRIO DE CAMPANHA- Um sistema opressor e a necessidade de lutar por fora



Diário de Campanha- um sistema opressor e a necessidade de lutar por fora 22, 23, 24 e 25 agosto



Laerte Braga
Boa parte da opinião pública é formada pela mídia. Da mesma forma que um pastor evangélico é capaz de domar um rebanho dócil e ludibriado em sua fé, muitas vezes produto da desesperança e não do ato consciente – direito legítimo – de professar uma crença, a mídia manipula, distorce e conduz. Tem muitos instrumentos para isso.
A televisão é a grande vilã desse processo e com uma peculiaridade. A maior rede de tevê do País, que é parte de um complexo de informação que envolve rádios, jornais e revistas e tem forte presença de capital estrangeiro, se sobrepõe a partidos, governo (e governo envolve executivo, legislativo e judiciário), pauta o País.
Uma situação dessas é impensável nos Estados Unidos, por exemplo. O monopólio disfarçado, mas nem tanto, da comunicação. Vem desde os tempos da ditadura militar, nasceu para a ditadura, conviveu com a ditadura e se coloca de fato à margem do processo democrático. Ou melhor, engessou o processo democrático.
Os que sobram são os veículos regionais ou municipais, muitos deles livres dessa ditadura midiática. Ela é arrogante, ela dita regras e não admite ser contraditada. E tem partido. É deslavada defensora da moralidade pública, mas devedora dos cofres públicos. Envolvida em fraudes na apropriação de uma rede de tevê em São Paulo e capaz de levar a presidente da República a ensinar como fazer panquecas num dos seus programas matinais.
Tem a concepção que o cidadão comum é um idiota (definição de um dos seus astros preferidos) e engole qualquer notícia. Vende um modelo que na aparência critica as cidades entupidas de automóveis estrangeiros (não temos um carro nacional, só de montadoras estrangeiras fartamente beneficiadas pelo governo atual), mas é ferrenha defensora da “livre iniciativa”, não move uma palha contra o “pacote de bondades” da presidente Dilma Roussef ao chamado setor produtivo.
É implacável com o servidor público. Silenciosa diante da privataria tucana, pois cúmplice.
Andar pelas ruas de uma cidade em campanha eleitoral nos faz ter uma percepção mais clara ainda desse processo de alienação imposto pelo que Nélson Rodrigues diz que “acabou com a janela”. A televisão.
É impressionante o esforço para os quinze segundos de glória que a tevê proporciona e que acabam se tornando a história de vida de uma pessoa, um partido, um grupo.
Mamãe olha eu aqui!

Os problemas de um município como Juiz de Fora são definidos por uma rede de tevê – no grosso da informação – e segundo sua ótica e seus interesses. No caso é como se fora a invasão de um grupo de alienígenas (os controladores não têm nada a ver com a cidade que não seja sugar). Têm até candidato disfarçado de “amo Juiz de Fora”.
É significativo que o restante da mídia da cidade se comporte de forma diversa. Seja o oposto do gigante de apetite pantagruélico que devora as entranhas do ser e uniformiza todos segundo um padrão sombrio e maquiado de uma realidade que não existe.
Ou por outra, acaba sendo a realidade. Imposta na voz suave, ou às vezes “indignada” pelo nada, mas silente diante das grandes trapaças, das quais é parte, ou tem esse silêncio comprado.
As pessoas começam a perceber que existe algo maior e mais importante que a verdade televisiva. Ou o padrão ditado por um grande dinossauro, algo que emergiu das catacumbas de Wall Street na genética do capitalismo. Predador. Se espalhou pelo mundo, pelo Brasil então...
FotoÉ interessante ver e ouvir, participar de protestos de servidores públicos federais, estaduais e municipais, de trabalhadores da iniciativa privada contra a marcha neoliberal do governo de um PT desmanchado e que deixa órfã a militância que resiste à perda da história do que um dia foi chamado de partido diferente. Faz parte hoje do clube de amigos e inimigos cordiais. Aquele que joga a farsa do eu sou melhor você é pior e vice versa e à noite jantam juntos longe das cavernas onde enterram e apagam a luz da democracia popular.
O Estado brasileiro é laico. Ao contrário do pensam algumas mentes tortuosas padrão Edir Macedo, Silas Malafaia, os milhares de pastores bonifácios vida a fora, o Estado laico é a garantia do direito à fé.
A garantia das diferenças entre seres humanos, mas a certeza da preservação da espécie humana. Não de robôs ou zumbis a cantar e gritar na ilusão que assim ganham reinos eternos de belezas infindas e dulce far niente.
Servidores públicos protestando contra o governo do PT. Inacreditável? Não. Inacreditável é o PT com cara e jeito de PSDB, numa indigesta mistura que termina sendo PTSDB.
Dilma Roussef joga fora partido, sua própria história e desmancha os serviços públicos vendendo através desse dinossauro midiático a idéia que são os servidores os responsáveis pelas dificuldades econômicas e financeiras do governo.
Servidores públicos são os responsáveis pela saúde, pela educação, pela segurança, pela estrutura administrativa do Estado, pela cultura, por todo o significado da organização institucional que regula a vida de cidadãos de um país e que neste momento se mostra falido, pois em marcha batida e com passos de gansos para o altar do deus mercado.
Tudo vira lucro, uma reedição de Midas.
Os altares estão sendo entronizados em todas as cidades sob as mais variadas formas nos mais arrojados modelos de automóveis. Já substituem companheiros e companheiras nos lares, ganhou status de família, ou centro das famílias.
E dizem que comunistas matam idosos e arrancam crianças dos seios de suas famílias. Não existe o SUS privatizado nos países comunistas e a educação é primordial na construção do ser humano, na preservação da liberdade e das características básicas desse ser.
Segundo Millôr Fernandes a propriedade privada se instalou quando um dos primeiros seres a habitar o planeta saiu da sombra onde se abrigava embaixo de uma árvore e ao voltar outro havia ocupado o lugar e demarcado o seu terreno a poder de borduna.
O que as pessoas querem, mesmo as que não querem se é que me entendem, é o resgate da dimensão humana. O reencontro com a vida em seu sentido e sua essência. O amor, a paz, a construção coletiva. Para além disso só esse ruído longínquo mas próximo de nós, das bombas que são despejadas sobre idosos, crianças, mulheres, homens, na busca do petróleo e da água a qualquer custo, na primazia do país que “deus” criou para guiar o mundo. Opinião de Milt Romney, um milionário norte-americano e agora candidato a presidente daquele país.
O reencontro com a realidade maior de cada um. A cidade. Não importa qual seja. Todas as cidades. A primeira realidade do ser vivente e bípede até prova em contrário.
E não se constrói a cidade sem a participação popular, sem ouvir as pessoas, sem fazer com que as pessoas sejam as principais protagonistas do desenho físico humano de uma cidade em todas as suas necessidades e direitos, que na prática são anseios justos transformados em tais, direitos.
Fora disso é o cara do bigodinho se apropriando das obras alheias e se apresentando como salvador que desceu á Terra após quarenta dias em forma de menino pobre e de “eu sou homem”.
Todos somos homens ou mulheres, não importa de que forma ou jeito façamos as nossas vidas, importa que possamos fazê-las e nos reconhecer no outro por diferente que seja.
Eu e muitos que conheço, outros que estou conhecendo somos humanos, queremos continuar a ser, por diferentes que sejamos, nos reconhecendo nesse outro e percebendo esse outro.
Fora disso, o “eu quero é fazer”, ou “eu vou fazer”, é apropriação indébita da coletividade que é quem faz.
imagem tirada Da Página Acorda brasil Facebook

CIDADE CAMARADA é isso aí. Pássaros voando por sobre os dinossauros, beijando flores, construindo ninhos, pousando juntos sobre fios, árvores, voando em bandos numa revoada de solidariedade, de harmonia, de amor, de diferenças, mas de vida em sua essência e em sua razão de ser.

Um capítulo gay no relatório da Comissão da Verdade. SIM, lutemos.


Companheiros (as)  coloco no grupo para ciencia e luta .
Eu Apoiado , apoiemos a ditadura homofobica persiste ainda hoje.
Não se constroi o Futuro sem conhecer o passado e fazer justiça a ele.
Abraços Nanda tardin


Dagmar Vulpi colocou esta informação no Facebook Comunidade Documentos da Ditadura que reúne ex presos políticos e militantes.

Um capítulo gay no relatório da Comissão da Verdade?

A repressão aos homossexuais pode ter um capítulo especial no relatório da Comissão Nacional da Verdade sobre violações de direitos humanos no regime militar? Nos últimos dias, grupos favoráveis à ideia começaram a se organizar para a coleta de material sobre o tema. Extraoficialmente, porém, já receberam a informação de que a ideia não encontra receptividade entre os integrantes da comissão.

Entre os assuntos que estavam na mira dos pesquisadores destaca-se o caso do delegado José Wilson Richetti. Ele se tornou famoso, no final da década de 1970, por perseguir travestis que se prostituíam na região central da cidade.

Richetti e seus policiais promoviam verdadeiros arrastões, empilhando os trabalhadores do sexo no fundo de peruas e camburões. A violência causou protestos e deu origem a uma marcha de protesto, a primeira marcha gay da cidade, no dia 13 de julho de 1980. Ainda sob o regime militar, foi a precursora da Parada Gay..
 
"Ou Brilhamos Todos Ou Não Brilha Ninguem". 

DESMISTIFICANDO O CHÁ DE COCA



Urda Alice Klueger



Em 1993, minha amiga Sônia e eu fizemos os preparativos para uma viagem à Bolívia e ao Peru no meio de muita farra: voltaríamos casadas com traficantes de cocaína, voltaríamos viciadas em chá de coca. É claro que não queríamos casar e nem nos tornarmos viciadas, mas nossos amigos riam muito dos nossos planos.

Viajamos, enfim. A primeira cidade boliviana que conhecemos foi Santa Cruz de La Sierra, ainda na parte baixa da Bolívia, antes de se subir os Andes. Santa Cruz nos surpreendeu por ser uma cidade grande e bonita, plana e planejada, cujo centro, com uma antiga catedral espanhola, linda praça e casario espanhol, é cercado por moderna cidade de prédios modernos, agradável e aconchegante.

Chegamos de manhã a Santa Cruz, e gastamos o dia conhecendo a linda cidade (eu esperava uma cidadezinha de tugúrios, muito feia) e, de tardinha, passamos por um mercadinho, onde havia na vitrine ... chá de coca! Há que se lembrar que o chá de coca, na Bolívia, é tão legal e consumido quanto o cafezinho, no Brasil; mas ainda não sabíamos disso, e o chá famoso exercia uma grande atração sobre nós, dava uma idéia de proibido, de pecado, e quem não gosta de experimentar o proibido? Olhando para os lados, para ver se ninguém nos via, Sônia e eu entramos no mercadinho e compramos uma caixa de chá, com os mesmos cuidados que as pessoas têm quando compram pornografia.

A caixinha de chá que compramos era de famosa marca alemã, tinha linda embalagem envolta em papel celofane, e o chá vinha em saquinhos, como qualquer chá respeitável. Escondemos a caixa na bolsa e voltamos correndo para o hotel, onde mandamos preparar duas chávenas. Quando nos entregaram as xícaras, em nosso apartamento, Sônia e eu nos deitamos para tomá-lo, para que quando acontecesse o "barato", estivéssemos deitadas e nada nos acontecesse. Até hoje eu morro de rir ao lembrar como ficamos as duas deitadas, após tomar o chá, esperando o "barato". Dez minutos depois eu perguntei:

- Sônia ... tudo bem aí?

Estava tudo bem, assim como comigo, nada estava acontecendo com ela. Mais dez minutos, e Sônia pergunta:

- Urda ... tudo bem?

Era hilariante a cena, nós esperarmos o "barato" que não veio. Uma hora depois, morrendo de rir, resolvemos voltar aos nossos passeios. O chá de coca não dá barato nenhum.

Só fui entender a verdadeira função do chá de coca depois que subimos os Andes. Naquela altitude de 4.000 m, não sei como se viveria sem ele. O mal-estar da altitude é uma coisa terrível, que não se tem como fugir - mesmo deitada, mesmo dormindo, a altitude nos faz sentir muito mal - mesmo dentro do sono, tem-se a sensação de que se respira agulhas, ou navalhas, e a cabeça está sempre com a sensação que vai explodir. Qualquer pequeno esforço, como o de se subir uma escadinha de cinco degraus, deixa-nos sem forças, derreados, com o coração disparado, e é nessas horas que o chá de coca é bem vindo. Ele nos ajuda um monte a melhorar, dá-nos a sensação de que se vai conseguir sobreviver, é o melhor remédio que existe contra os males da altitude.

No Bolívia, toma-se chá de coca tanto no botequim da esquina, quanto no mais fino restaurante. Os mais refinados garçons do país, quando vêm chegarem turistas derreados, que jogam os braços e as cabeças sobre as mesas e não conseguem nem mais falar, sabem direitinho o que eles precisam. Polidamente, aproximam-se e perguntam :

- Mate de coca?

E a gente dá graças a Deus que o garçom perguntou, que não precisou gastar aquele tiquinho de energia necessário para pedir a infusão que vai devolver um pouco das forças, porque força a altitude tirou toda.

Eu sempre digo que Deus faz as coisas perfeitas, o Diabo é que as estraga depois. Num lugar alto como os Altiplanos andinos, onde é tão difícil viver, Deus colocou a coca e o seu chá terapêutico (o gosto não é bom, mas a gente o acha maravilhoso pelo bem que ele nos faz.). O Diabo, depois, fez com que o homem descobrisse a forma de, com aquelas folhas ingênuas e boas, produzir cocaína.

Blumenau, 25 de agosto de 1996

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*Urda Alice Klueger: Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR. Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz.

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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Video 1e 2 - CUBA UMA ESCOLA DE SOLIDARIEDADE


De: Vanderley - Revista 


Assista os vídeos (2), enviados pela companheira Miriam Brandão sobre a medicina em Cuba. Ela é brasileira. filha de agricultores no nordeste e nunca teria oportundade de fazer uma Faculdade de Medicina no Brasil. Hoje está em fase de quase conclusão do curso e voltará ao Brasil para ajudar seus companheiros na saúde.
 
 

 

video feito por estudantes brasileiros de medicina em Cuba
 

http://www.youtube.com/watch?v=b-Gfqls-EUE&feature=BFa&list=UL1W2HOOFf35U

Mario Jakobskind – Nos bastidores suecos do caso Assange QUEM TEM MEDO DA DEMOCRACIA?


Mario Jakobskind – Nos bastidores suecos do caso Assange


 Por Mario Augusto Jakobskind(*)
Rui Martins escreveu artigo esclarecedor sobre o caso Julian Assange, que está sendo vítima da truculência vitoriana britânica. O Primeiro-Ministro David Cameron, novo cachorrinho dos Estados Unidos, como foi Tony Blair, ainda raciocina como se o mundo fosse uma colônia do Reino Unido. O país da Rainha Elizabeth II não tem voo próprio, é uma nação decadente e que se submete, sem pestanejar, aos interesses dos Estados Unidos.
É por aí também que se entende melhor as ameaças do Reino Unido ao Equador.
O episódio comporta outras leituras, por exemplo, a escolha de Assange em pedir asilo ao governo do Equador. Ele fez uma opção política por entender que o governo equatoriano de Rafael Correa, ao contrário do que afirma a mídia de mercado, respeita as liberdades de expressão e imprensa.
Em seu primeiro pronunciamento público desde a sacada da Embaixada equatoriana em Londres, Assange exortou  todos a defenderem a liberdade de expressão e pediu a libertação de presos políticos que foram sentenciados por colaborarem com o site WikiLeaks. Ele acusou a Scotland Yard de ter tentado entrar na embaixada para prendê-lo e só não o fez porque havia várias testemunhas. A polícia britânica negou a acusação.
O caso Assange é um exemplo concreto da importância de se manter essas liberdades e se ele optou pelo Equador não deixa de ser também um recado segundo o qual confia nas autoridades do país sul-americano no sentido de garantir o trabalho que vem e continuará desenvolvendo com total liberdade.
Um fato importante não pode ser deixado de lado para entender o ramo sueco das pressões no sentido da extradição de Assange. A Justiça do país nórdico o acusa de ter supostamente cometido assédio sexual sem o uso de camisinha contra duas mulheres.
O acusado nega que tal fato tenha acontecido. E é realmente no mínimo estranho que em um país como a Suécia, conhecido como vanguardista em termos de liberalismo no campo sexual, aconteça o que as autoridades do país dizem ter acontecido.
Praticamente nenhum veículo da mídia de mercado informou sobre quem é Annita Ardin, uma das acusadoras. Nesse sentido consta do site América Latina em Movimento/Alai, que ajuda a entender melhor os bastidores do caso.
No artigo assinado pelo jornalista Félix Población, da Alai, é informado que Annita nasceu em Cuba e trabalhou durante alguns anos para o grupo Damas de Branco, que combate sem tréguas o regime socialista da ilha caribenha e é acusado de receber ajuda em dólares de entidades governamentais estadunidenses. Ela colaborou para a revista Miscelâneas Cubanas, cuja especialidade é combater o que considera ser “ditadura castrista”, tendo sido dirigida pelo opositor Carlos Alberto Montaner, que, segundo o professor Michael Seltzer, é uma figura vinculada à CIA, o serviço de inteligência estadunidense.
As revelações sobre Annita tornaram-se públicas depois de rigorosa investigação realizada por Israel Shamir e Paul Bennett, divulgada no espaço eletrônico Counter Punch.
E tem mais ainda. Annita é figura de estreitas ligações com o secretário geral das juventudes democratas cristãs da Suécia, o cidadão Jens Aron Modig, companheiro de viagem do dirigente do grupo Novas Gerações do espanhol Partido Popular, Angel Carromero, que está preso em Cuba devido ao acidente automobilístico em que morreu o dissidente político cubano Osvaldo Payá. Carromero é acusado pelas autoridades cubanas de dirigir o carro acidentado em alta velocidade.
Annita Ardin é acusada também de ter ido a Cuba para cumprir a mesma tarefa do democrata cristão sueco Modig e do espanhol Carromero, ou seja, financiar focos da dissidência existentes na ilha caribenha. A revelação foi feita pelo próprio dissidente do regime cubano Manuel Cuesta Muroa, que disse ainda terem sido doados 4 mil euros a Osvaldo Payá.
Annita Ardin é uma mulher jovem, bonita e atraente, sem dúvida, como demonstram as fotos. Há fortes indícios de que não é tão inocente como pretende parecer.
Todos esses fatos geram dúvidas realmente se a acusação de Annita procede ou se ela foi mesmo designada pela CIA para cumprir uma missão contra Assange.
Outra coisa é certa. Se a Justiça sueca estivesse mesmo interessada em esclarecer o fato mandaria representantes ouvir Assange na Embaixada do Equador em Londres.
O ódio do governo dos EUA contra Assange é tão avassalador que, como comentou Rui Martins, levou o pau mandado governo britânico a fazer ameaças que subvertem totalmente o direito internacional na questão da concessão de asilo político.
Cabe agora a governos e movimentos sociais em todo mundo exigir do Primeiro Ministro David Cameron o respeito à lei. Porque se isso não acontecer estará sendo aberto precedente que poderá representar o fortalecimento do retrocesso aos tempos vitorianos e das canhoneiras, como acontecia no século XIX, que se prolongou no século XX e persiste no XXI com bombardeios aéreos e financiamentos de grupos opositores a regimes, não porque sejam autoritários, como alegam hipocritamente países do Ocidente, mas por não seguirem o receituário dos EUA.
O posicionamento da Unasul de apoio ao governo do Equador merece aplauso de todos os latino-americanos.
*Mario Augusto Jakobskind é jornalista. Tem no “Quem tem medo da democracia?” um “Céu de Montevidéu“.

O reacionário “Agito das Bucetas” (“Pussy Riot”)

 

Paul Craig Roberts, Institute for Political Economy
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu


Paul Craig Roberts
Meu coração está com as três mulheres da banda russa Agito das Bucetas [orig. Pussy Riot] – que foram brutalmente manipuladas e usadas por ONGs pagas por Washington infiltradas na Rússia. A banda Agito das Bucetas foi mandada cometer crime, enviada em missão absolutamente ilegal. O pique das moças é admirável. Mas é triste a facilidade com que se deixaram enganar e manipular.

Washington andava à procura de alguma coisa “popular” que pudesse usar para demonizar o governo russo e, assim, puni-lo pelo “crime” de opor-se à decisão de Washington de destruir a Síria, exatamente como Washington destruiu o Iraque, o Afeganistão e a Líbia; e como Washington ainda planeja destruir o Líbano e o Irã.

Mas ofender e atacar deliberadamente locais de culto e crentes religiosos seria denunciado como crime de ódio nos EUA e nos estados-fantoches dos EUA na Europa e no Canadá e na Grã-Bretanha. Então, a banda Agito das Bucetas violou a lei russa. E os EUA viram, ali, o “fato” de que precisavam.

Antes de as mulheres serem julgadas, o presidente Putin dissera que, em sua opinião, as mulheres não deveriam receber pena severa. Acompanhando a opinião de Putin, o juiz condenou as mulheres – enganadas, manipuladas e usadas por ONGs que vivem do mesmo dinheiro que financia as guerras da Amerika – a dois, não aos sete anos de prisão que a lei russa prevê para o crime de atentado à liberdade de religião e culto.

Banda Pussy Riot

As mulheres da banda não foram torturadas, não passaram por “simulação de afogamento” como procedimento de “interrogatório estimulado”, não foram estupradas, não foram obrigadas a assinar falsas confissões, nem foram entregues a governos ditatoriais “amigos” dos EUA para serem torturadas, dentre outras práticas já consagradas no sistema de “justiça” dos EUA.

Tudo levava a crer que, em alguns meses, Putin encontraria meio legal para libertar aquelas mulheres. Nada disso, é claro, poderia ser usado como propaganda a favor do Império Amerikano. Então, a 5ª Coluna paga por Washington e ativa na Rússia entrou em ação para tornar impossível, para Putin, oferecer alguma espécie de indulto às mulheres do grupo Agito das Bucetas.

Vladimir Putin

A tática de Washington, então, foi organizar manifestações, tumultos, quebrar igrejas, destruir prédios públicos e imagens religiosas na Rússia, de modo que Putin fique impossibilitado, ante a opinião pública russa, de comutar a pena das integrantes do Agito das Bucetas.

O que Washington mais deseja é minar o prestígio popular do governo de Putin e semear a divisão dentro da Rússia. É o mesmo processo pelo qual Washington continua a assassinar quantidades imensas de pessoas pelo mundo, ao mesmo tempo em que, simultaneamente, vai criando fatos como a ação e a prisão das integrantes da banda Agito das Bucetas, que são entregues como pasto onde se delicia a imprensa-empresa mercenária – presstitute, em inglês.

Em todo o ocidente, a imprensa-empresa mercenária prostituída por-se-á a denunciar os crimes de Putin contra a banda Agito das Bucetas, não os crimes de Washington, Londres e dos estados-poodles na União Europeia os quais, esses sim, massacram muçulmanos pelos quatro cantos do planeta, ao som de discursos sobre “democracia”.

A disparidade entre direitos humanos no ocidente e no oriente é espantosa. Por exemplo: quando um dissidente chinês dito “militante da liberdade” procurou asilo em Washington, os chineses “autoritários” não impediram que o homem deixasse a China e viajasse à Amerika: se queria ir... que fosse!

Julian Assange

Mas quando Julian Assange, o qual – absolutamente diferente da mídia-empresa mercenária ocidental – efetivamente trabalha para oferecer informação verdadeira e confiável aos cidadãos, recebe asilo político do Estado do Equador, a ex-Grã, hoje mini, Bretanha, curva-se ante o patrão norte-americano e recusa o direito de passagem, para que Assange viaje ao Equador.

O governo britânico não se incomoda com violar a lei internacional, porque foi pago para violar a lei internacional! Washington pagou... e o Reino Unido não se envergonhou de converter-se em estado pária! A que ponto chegaram!

Karl Marx ensinou bem que o dinheiro converte tudo em mercadoria, em coisa que se compra e vende: governo, democracia, honra, moralidade, prestígio, a narrativa histórica, a lei. Nada escapa: tudo se compra e vende. Esse traço do capitalismo já alcançou amplíssimo desenvolvimento nos EUA e em todos os estados-poodles que obedecem aos EUA, cujos governos vendem o interesse dos próprios cidadãos, sempre que Washington estala os dedos. Assim, vão enriquecendo, não os estados, nem os cidadãos, mas os governantes, como Tony Blair, comprado por $35 milhões – preço que, para muitos, foi gigantesco desperdício de dinheiro.

Mandar soldados ingleses combater por interesses de Washington e do Império da Amerika em terras distantes, esse é o serviço que políticos europeus corruptos sempre têm a vender e que políticos norte-americanos corruptos sempre estão dispostos a comprar e compram.

Apesar de todos os conceitos, discursos e ritos enunciados, repetidos e encenados em nome da Democracia Europeia, os povos da Europa e o povo britânico absolutamente nada podem fazer contra o modo como são usados como bucha nos canhões de Washington e morrem pelos interesses de Washington.

Estamos conhecendo nova modalidade de escravidão: sempre que um governo distante alia-se ao governo da Amerika, os cidadãos daquele governo distante passam a ter de servir à Amerika e morrer pela Amerika; são os neoescravos de Washington.

Toda a atenção que a mídia-empresa em todo o mundo trabalhou para atrair na direção da banda Agito das Bucetas – banda obscura, sem nenhum talento conhecido – só serve para comprovar que toda a imprensa-empresa mercenária é a mesma, em todo o planeta e, toda ela, está incorporada numa mesma operação de propaganda dos EUA.

Atenção: a banda Agito das Bucetas NÃO É The Beatles dos anos 1960s. Os jovens que se manifestam a favor da banda nem suspeitam que todos, a banda e eles estão sendo usados hoje como figurantes em imagens para a televisão. Amanhã ou depois, talvez estejam outra vez na televisão, mas já metidos em sacos de cadáveres, nos quais voltam para casa os soldados de países distantes que morrem nas guerras da Amerika.

Bradley Manning

Há tantas outras questões tão mais importantes, para as quais a imprensa deveria chamar a atenção! Há o caso da detenção ilegal de Bradley Manning, soldado  que foi preso e torturado e que continua preso, sem acusação formalizada, pelo governo dos EUA.

Manning já está na prisão, sem condenação e sem culpa formalizada – e em território dos EUA! – há mais tempo do que a sentença a que foram condenadas as mulheres da banda Agito das Bucetas!

Qual o “crime” de Manning? Ninguém sabe. Washington o acusa por ter cumprido o dever, nos termos do Código Militar dos EUA e denunciado um crime de guerra – quando soube que militares norte-americanos haviam assassinado civis, entre os quais dois jornalistas, no Iraque – e por ter “vazado” documentos para WikiLeaks que expuseram ao mundo as mentiras do governo dos EUA.

Quer dizer: Manning é hoje o grande herói dos direitos civis, da liberdade de manifestação e expressão e da democracia no mundo. Por isso, precisamente, a Amerika o deseja preso e torturado, no fundo de uma de suas masmorras.

Julian Assange, de WikiLeaks, acusado de postar na Internet os documentos vazados, está confinado no prédio da Embaixada do Equador em Londres. O regime britânico defensor de direitos humanos, muito estranhamente, se recusa a cumprir a lei internacional e a dar direito de passagem a Assange, que recebeu asilo político e deve viajar ao Equador.

Não há quem trabalhe com leis internacionais e não saiba que o direito de asilo tem precedência sobre outros procedimentos, sobretudo tem precedência sobre golpes, ilegalidades e declarações mentirosas.

Washington armou e financiou terceiros para destruir a Síria e quer fazer o país rachar, dividido entre facções em guerra. Em vez de protestar contra esse ato odioso praticado por Washington, o mundo protesta contra o governo sírio por resistir contra a ameaça de a Síria ser destruída por Washington. Acho que nem George Orwell imaginou que os povos do mundo fossem tão supremamente estúpidos. 

Na Amerika da “liberdade e da democracia”, o presidente Obama recusa-se a obedecer ordem de uma corte federal, que lhe ordenou que cesse de violar direitos Constitucionais, claros, perfeitos, dos cidadãos norte-americanos. Em vez de obedecer, o presidente dos EUA desafia a decisão da Corte e mantêm presos cidadãos norte-americanos, sem julgamento e sem acusação formal. E não se veem movimentos e protestos contra essa ação de tirania. Não. Ao contrário, a Amerika é exibida ao mundo como exemplo de democracia. Por que não se veem manifestações e protestos em todas as ruas dos EUA?
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Recebido por e-mail da redecastorphoto
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por Mauro Santayana
Em julho passado, revelam fontes oficiais, 38 militares norte-americanos se mataram. Um aumento de mais de 100% sobre os casos de suicídio do mês anterior. Vinte e dois deles se encontravam em serviço. Os demais haviam voltado para casa, mas já não se sentiam em seus lares. Eram outros homens, desfeitos e refeitos pelo horror. 

 Provavelmente não se sentissem combatentes por sua pátria ou suas idéias, e, sim, meros mercenários, enviados para assassinar em nome de interesses que nada têm a ver com os de seu povo. Salvo nas duas guerras mundiais, quando justa era a luta contra os alemães e o nazismo, os soldados ianques lutam por Wall Street. O genocídio inútil de Hiroxima e Nagasáki, ao manchar com a desonra o combate pelos valores humanos, confirmou os exércitos dos EUA como bandos de pistoleiros do imperialismo. 

 Os Estados Unidos nunca tiveram que lutar em seu solo, a não ser na Guerra da Independência. Sempre invadiram o solo alheio, a partir da guerra contra o México, em 1846, quando anexaram mais de 40% do território do país vencido. A Guerra da Independência, bem antes, se travara contra homens iguais, da mesma etnia, da mesma fé, e poderíamos dizer, quase das mesmas idéias. O mesmo veio a ocorrer no conflito interno, o da Guerra da Secessão, apesar da crueldade dos combates e a bandeira ética do Norte contra a escravocracia do Sul.

 Esse enorme privilégio – o de não conhecer as botas dos ocupantes estrangeiros – transformou-se em maldição. Os militares ianques já não encontram na alma, desde a derrota no Vietnã, quaisquer razões para a luta. Assim, são corridos pela depressão, ou se transformam em animais, como os que se deixaram fotografar em Abu Ghraid, com seus cães. A depressão os leva a desertar das fileiras, de forma absoluta, ao estourar a cabeça ou o coração com suas próprias armas.

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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons


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