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sábado, 18 de agosto de 2012

Postagem de defesa a ASSANGE desaparece do Blog da AI e do Human Rights.


Não há ninguém que simboliza a liberdade expressão melhor que o australiano Julian Assange, 41 anos, fundador do Wikileaks.
Assange combate o bom combate com seu jornalismo inovador e transformador. As revelações do Wikileaks mostraram ao
mundo, espetacularmente, a natureza cuidadosamente escondida das guerras que os Estados Unidos vêm travando no Oriente Médio.
Assange precipitou a Primavera Árabe quando o Wikileaks expôs detalhes da corrupção abjeta de ditadores encastelados fazia décadas no poder em países como a Tunísia e o Egito.
A recompensa para Assange tem sido, paradoxalmente, o tormento, na forma de uma perseguição sem tréguas.

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/?p=9309
 ·  ·  ·  · há 4 horas próximo a Bauru, São Paulo
    • Geraldo Silva Jardim ESTÁ AÍ ALGUEM QUE VERDADEIRAMENTE MERECIA P PREMIO NOBEL DA PAZ....mas tiveram a coragem de dar para o Obama, Yitzhak Rabin, Kofi Anna.....KKKKKKKKKKKKKKKKKKK
      há 3 horas ·  · 1
    • Euryale Galvao Então Geraldo, fico enojado com essa inversão de valores... tenho publicado sistematicamente em ñ sites, e são poucas as pessoas que realmente se sensibilizam e conseguem ver tão grande Injustiça... mesmo aqui nesse Grupo, vc foi um dos poucos a curtir e o único a se pronunciar... veja que a Anistia Internacional se calou e nada disse sobre o assunto e quando publiquei na pagina da Human Rights Watch imediatamente foi retirada a publicação....
      há 3 horas ·  · 1
    • Geraldo Silva Jardim kkkkkk O que voce relata da Anistia Internacional é o que vemos constantemente no Mundo: COOPTAÇAO OU DESTRUIÇAO DE GRUPOS, PESSOAS, PARTIDOS, EMPRESAS, ESTADOS!!! DEMOCRACIA OCIDENTAL É UMA FARSA!!!! NAO PASSAM DE ESTADOS TOTALITARIOS COMERCIAIS!!!
      há 3 horas · 
    • Geraldo Silva Jardim Seguimos divulgando esta MENTIRADA,Euryale Galvao !!!
      há 3 horas ·  · 1

Ex-agente da KGB denuncia: “Wikileaks é uma operação da CIA para acabar com a Internet”



Recebemos e-mail do nosso correspondente Fernando Yépez Rivas, jornalista equatoriano, com mensagem indicando a leitura de matéria intitulada “WikiLeaks es una operación de la CIA para terminar con Internet”, uma entrevista com Daniel Estulin, escritor e ex-agente da KGB, para o jornal colombiano El Heraldo. O ex-KGB denuncia complô formado pela agência de espionagem norte-americana com grupos de iniciativa privada e outras organizações estatais. Os objetivos dessa trama secreta você pode conferir lendo a entrevista publicada originalmente em espanhol, basta clicar no título que fornecemos abaixo, ou ler o nosso translado, feito com a ajuda de tradutor online, mas adaptado, em diversos trechos, de acordo com as nossas próprias aptidões para lidar com o nosso vernáculo e com suas variantes em situações coloquiais.

Caso algum leitor compare as versões em espanhol e em português e identifique qualquer equívoco de nossa parte, agradeceremos se nos contatar e indicar possíveis erros cometidos.

Atenciosamente

Editor-Assaz-Atroz-Chefe

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O escritor russo e ex-agente da KGB Daniel Estulin denuncia em entrevista para jornal colombiano que WikiLeaks é um instrumento da CIA para justificar o encerramento definitivo da internet alegando o perigo da informação livre.

Mais uma vez Daniel Estulin investe contra WikiLeaks. Em declarações feitas durante entrevista ao jornal colombiano El Heraldo, o ex-agente da KGB é muito claro ao fazer ver que a famosa organização, supostamente formada por rebeldes dedicados a filtrar arquivos confidenciais que envolvem governos e corporações, é apenas uma ferramenta para a CIA, eventualmente, justificar o encerramento da Internet ou o seu controle completo por parte das autoridades.

Estulin saltou para a fama há mais de um ano, logo após a publicação de uma investigação minuciosa sobre o Grupo Bilderberg, um grupo de elite de industriais e políticos, principalmente ocidentais, que, de acordo com algumas pessoas, se encarrega de traçar, à sombra da opinião pública, as estratégias geopolíticas e financeiras que determinam o curso do planeta. Seu livro, Clube Bilderberg, já vendeu mais de cinco milhões de cópias em 81 países e foi elogiado por, entre outros personagens, Fidel Castro.

Agora Estulin está promovendo seu livro Desconstruindo WikiLeaks, que expõe uma investigação pelo ex-KGB comprobatória de que esta organização é uma peça popular na agenda da CIA. "Eu sabia que era operação da CIA, porque os caras que estão envolvidos dentro do conselho do Wikileaks, e as empresas que o fianciam, são algumas pessoas com fortes laços com a CIA norte-americana", diz o autor, e acrescenta: "O Wikileaks não vai ser o argumento. É uma ferramenta que segue muitos objetivos de uma só vez. Um deles é fechar [para o acesso popular] a Internet. Outra é fazer [as pessoas] compreender o mundo de forma diferente. Muitos documentos de Wikileaks são seguramente falsos. "

Há oito meses, publicamos no Surf Pijamas o artigo intitulado "WikiLeaks poderia ser uma operação encoberta da CIA", no qual explicamos os fortes rumores sobre a relação entre esta organização e a agência de inteligência dos EUA: "WikiLeaks está intimamente envolvido com uma operação de 20 milhões de dólares da CIA em que dissidentes chineses que vivem nos Unidos constantemente hackeam computadores do governo na China. Este grupo de hackers simulam ataques informáticos a redes do Exército dos Estados Unidos, supostamente proveniente da China, de modo que, em seguida, o governo dos EUA possa denunciar os ataques cibernéticos por parte do gigante asiático. Esta suposta ameaça justifica o aumento no orçamento de defesa e ofensiva dos EUA e semeia o medo de organizações públicas e empresas deste país que acabarão por se abrigarem sob o governo. Para reforçar a sua hipótese, Wayne Madsen observa que um membro do conselho de WikiLeaks, Ben Laurie, é um programador e especialista em cibersegurança que trabalha para a empresa Google, que recentemente assinou um acordo de cooperação com o conglomerado de agências de inteligência dos EUA, a Agência de Segurança Nacional (NSA). "

Estes laços obscuros atribuídos ao WikiLeaks, com respeito à sua relação com a CIA e o Mossad, se estendem ao grupo de hackers Anonymous, que, depois do bloqueio que a organização de Assange sofreu pelas instituições bancárias para impedi-la de de receber doações, saiu em defesa do WikiLeaks.

Obviamente, o cenário é mais do que confuso, inclusive o próprio Estulin poderia ser, voluntária ou involuntariamente, parte do complexo xadrez que se têm gerado em torno da administração do poder. Certa ocasião denunciamos que o "excesso" de informação pode ser a ferramenta mais precisa para desinformar o público. E diante da impossíbilidade de se obter certezas absolutas, parece que o mais saudável é, por um lado, voltar-se para o conhecimento intuitivo e depositar na intuição um maior peso de nossas crenças e, por outro, tentar romper os esquemas tradicionais em que necessitamos criar heróis e vilões, e lembrar-se de que vivemos em um universo de possibilidades, e não de verdades (ou mentiras) absolutas.

A continuação da entrevista com Daniel Estulin, realizada por Ivan Bernal Marin para El Heraldo:

Que mensagem deixa Wikileaks?

Acima de tudo, de não acreditar [de imediato] em nada e ninguém. Verificar tudo, não aceitar gratuitamente nada como fato absolutamente verdadeiro, e pensar de forma independente. Tudo o que eu estou dizendo é uma mentira, até que você possa comprovar. Da mesma forma, quando sai uma notícia na CNN ou The New York Times, não entendo por que as pessoas dão por comprovada, achando que aquilo que estão lhes dizendo é verdade, se quase sempre estão mentindo descaradamente de propósito. Estes meios de comunicação não têm nenhuma intenção de dizer a verdade. Eles não trabalham para as pessoas, mas para os seus proprietários, que pagam seus salários e definem essa verdade, entre aspas, que sai. Tome as informações e procure compreendê-las a partir de sua própria perspectiva. Investigue, pesquise, pergunte. É importante sua maneira de ser independente, como um ser humano.

Se o que você diz é verdade, não põe em risco sua vida?


Os riscos que eu estou assumindo são riscos calculados. Há coisas que eu posso dizer mas que não estou dizendo, porque são muito assustadoras, horripilantes. Depois de Bilderberg era o momento de cavar mais fundo, para tocar um outro fundo, fazer as pessoas criticarem as coisas ainda mais. É a contribuição que eu estou dando. Eu não quero salvar o mundo. Elas são apenas coisas que me preocupam como um ser humano, e eu quero investigar. Eu não tenho nenhuma agenda escondida, nem sou “desinformador” do Clube de Bilderberg. Eu sou uma pessoa interessada por estes acontecimentos, e que quer compartilhar.

Como lhe ajudam os seus 12 anos de experiência como agente?

Minha experiência como agente me ajuda a entender como o mundo funciona, como as coisas funcionam. Ajuda a compreender o que se passa no noticiário da televisão sobre a guerra no Afeganistão, no Iraque, as guerras que são mentiras. Você vê uma batalha entre Talibã e não sei quem, e está a CNN envolvida. A pergunta que tenho é: como caralho esses grandes filhos da puta souberam que ali haveria uma briga? Porque Talibã provavelmente não lhes havia dito nada. É como a mídia manipula as percepções. Meu trabalho é simplesmente para tentar trazer essas coisas à luz. Coisas que, creio, tal como está o mundo, merecem que lutemos contra elas.

Qual é o seu objetivo?

Como eu disse a Fidel Castro, o nosso dever como seres humanos é garantir a sobrevivência das espécies, de modo que daqui a dois milhões de anos sejamos milhares de milhões de pessoas vivendo em todas as galáxias do universo. Para isso, o que temos que garantir primeiro é que sejamos livres, em todos os sentidos. Porque os ricos querem nos escravizar. Mas eu não quero ser um escravo de ninguém, tampouco quero prejudicar ninguém. Por isso, eu preciso que a massa social entenda o que está acontecendo. É o trabalho que eu estou desempenhando: jogar a luz da minha verdade, que não precisa ser verdadeira, mas é a minha verdade. Certamente estou equivocado em algumas coisas; porém, como analista de contraespionagem, sou capaz de articular contra um monte de dados e criar uma estrutura que pode explicar muitas coisas. Nem todas, mas ajuda as pessoas a entender muito melhor de que maneira nós fazemos parte dessa grande manipulação, essa lavagem cerebral promovida pelas potências mundiais.

Que coisas acontecem, por exemplo?

Todas as degenerações do mundo da arte, como fazem com o rock n 'roll, com o rap, são feitas sob encomenda em laboratório. O objetivo é destruir, apagar da face da terra a grandeza universal do ser humano. Transformá-lo em animal é o objetivo. Porque um ser humano indomável, ético, honrado, honesto e corajoso não pode ser governado. Porque assim nós nunca vamos nos ajoelhar diante de um rei. Apenas os escravos simplórios e os analfabetos subnormais permitem que um rei ou um presidente nos governe sem nosso consentimento.

O que você descobriu de Wikileaks?

O que me motiva a fazer o livro é um relatório que eu vi, faz um ano, do governo russo. Eu conheço Julian Assange como um personagem faz muitos anos. Ele era um rapaz jovem, que pertencia a um grupo de hackers na Alemanha chamado Chaos Computer Club. Muitos trabalharam para a KGB. O relatório de um analista dos serviços secretos russos falava sobre o procedimento para fechar a Internet. Falava que o governo dos EUA podia facilmente fechar a rede, usando um evento como o 11 de setembro ou Pearl Harbor. Os russos pensavam que seria um ataque mininuclear, um autoataque, auto-orquestado,  contra um centro nuclear americano. Causar cerca de 400 mil mortos e culpar os hackers chineses, para ter a desculpa necessária para fechar a Internet. Quando eu vi isso, acreditei que era o momento de desmontar a operação Wikileaks. Ele sabia que era operação da CIA, porque os caras que estão envolvidos no Conselho, as empresas que financiam Wikileaks, são algumas pessoas com fortes laços com a CIA americana.

Isso significa que eles vão usar para fechar a Internet?

Wikileaks não será o argumento. É uma ferramenta que segue muitos objetivos de uma só vez. Um deles é para fechar a Internet. Outra é fazer compreender o mundo de forma diferente. Muitos documentos  Wikileaks são seguramente falsos. Por exemplo, do Afeganistão foram vazadas 200.000 páginas de documentos, porém são todos arquivos digitais. Não são documentos. Documento é algo que você pode tocar com a mão. São arquivos que são apenas passados na tela do seu computador, e isso não vale nada. Essas coisas são facilmente falsificáveis. Você não vê um pedaço de papel com o carimbo de um perito comprovando que ele é um documento original ou é uma falsificação. Nas 200.000 páginas de "documentos" do Afeganistão não há uma só palavra sobre o único negócio de valor nesse país até hoje, que é a droga. Como isso é possível? É como se falassem das FARC sem citar uma palavra da droga ou de sequestro. Algo está errado, não? 90% das informações do livro estão na Internet. Só que eu como um analista tomo as peças e lhes dou sentido. Por isso eles querem fechar a Internet. Por todo o alcance que a informação tem hoje. E isso é conhecimento de poder.

O que você disse aos que consideram suas investigações uma loucura?

Em junho passado eu fiz um discurso no Parlamento Europeu. Não é exatamente uma instituição psiquiátrica. Ali não entra nem o presidente da Colômbia. Fiz um discurso histórico sobre Bilderberg. Eu fiz um discurso para os chefes do Estado-Maior da Venezuela com Chávez. Tudo o que eu digo se liga entre si, é uma lógica. Outra coisa é se você acredita ou não. É problema seu. Porém, se você somar 2 mais 2 e não der 4, algo está errado.


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Leia também...


O Cerco do Ocidente à Indústria Brasileira de Defesa



por Mauro Santayana


As forças militares brasileiras só dispõem de munições para uma hora de resistência, segundo declarou o general Maynard Santa Rosa a O Globo. No caso de uma situação de guerra, teríamos que contar com um grande esforço diplomático, a fim de ganhar tempo e mobilizar a Nação às pressas para a defesa do território. É certo que uma ocupação militar do Brasil por uma força invasora é quase impossível, e que teríamos condições de expulsá-la depois de imensos sacrifícios da população civil, mas com a destruição de nossos centros industriais mais importantes.

(...)

No mundo inteiro, quem comanda a produção de armamentos – direta ou indiretamente – é o Estado. No Brasil, o melhor caminho deve ser o que o governo e o Congresso estão propondo, ainda que timidamente, com a criação da Amazul.

(...)

Por outro lado, há um verdadeiro cerco dos países geopoliticamente identificados como ocidentais à indústria bélica brasileira. Todas as empresas que desenvolveram tecnologia militar nos últimos anos tiveram o seu controle adquirido por grupos internacionais recentemente.

Com isso, essas multinacionais se apossaram do conhecimento desenvolvido por técnicos e engenheiros brasileiros, e agora podem decidir a seu bel-prazer, seguindo a orientação estratégica dos governos de seus países de origem, até que limite essas empresas que antes pertenciam a empresários nacionais poderão chegar, no desenvolvimento de novas tecnologias bélicas.

(...)

Ao enfrentar uma situação absurda e desastrosa, com a criminosa aprovação, no Governo Fernando Henrique Cardoso de emenda constitucional que transformou, para todos os efeitos, em “brasileira” qualquer empresa instalada no Brasil - mesmo que controlada por capitais públicos ou privados estrangeiros – a Presidente Dilma tem tentado fazer o que pode, na área de defesa, embora não tenha conseguido impedir que o processo de desnacionalização tenha chegado ao ponto que chegou.

(Leia artigo completo clicando no título)

 
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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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DEPOIS DA 'GUERRA DA LAGOSTA', TEREMOS A 'GUERRA DA CAMISINHA'?


Eis a principal lição a tirarmos do Caso WikiLeaks (pois é disto que se trata): as forças reacionárias perderam o último resquício de compostura e estão utilizando desavergonhadamente sua indústria cultural para impingir aos cidadãos as lorotas mais inverossímeis.

Querem retaliar Julian Assange por ter divulgado cerca de 250 mil documentos secretos estadunidenses, comprovando irrefutavelmente que os EUA cometem atos ilegais e abomináveis em suas intervenções para mudar governos de nações soberanas e nas caçadas a supostos terroristas.

O responsável pelo vazamento de tais evidências de crimes --que, estes sim, deveriam estar sendo apurados para efeitos penais--, um heróico soldado e analista de inteligência do exército dos EUA chamado Bradley Manning, é submetido a rigores extremos em prisões militares.

Graças a ele, a Assange e ao WikiLeaks, o mundo ficou sabendo, p. ex., que cerca de 150 pessoas inocentes ficaram presas durante períodos variáveis (até por vários anos) no centro de torturas de Guantánamo, sem julgamento nem nada, apenas por terem a ascendência errada ou haverem sido encontradas perto do lugar errado e na hora errada, sem nenhuma evidência concreta respaldando as suspeitas de envolvimento com ações terroristas.

Numa covarde demonstração do seu poder de esmagar os desafetos, os EUA há mais de dois anos estão destruindo Manning psicologicamente.

E foi para submeter Assange ao mesmo suplício que armaram uma farsa simplesmente ridícula na Suécia, no sentido de que o porta-voz do WikiLeaks ficasse detido naquele país --o qual, cumprindo seu papel no script, aceitaria em seguida entregá-lo aos Estados Unidos, para responder a acusações bem mais graves (espionagem e que tais).

As bombásticas acusações de estupro e crime sexual se reduzem ao fato de ele ter mantido relações consentidas com duas mulheres, a camisinha haver-se rompido e Assange (segundo elas) insistido em completar o ato sem preservativo. Nem sequer utilizou a violência para impor sua vontade, já que a fulana não foi agredida.

Se episódios deste tipo fossem levados a ferro e fogo, boa parte da população masculina mundial estaria encarcerada.

E é pra lá de sintomático o fato de uma das denunciantes ter todo o perfil de tarefeira da espionagem estadunidense: Ana Ardin é cubana, anticastrista e trabalhou para ONGs financiadas pela CIA. 

Basta somarmos dois e dois para encontrarmos quatro, ou seja, concluirmos que tudo não passou de uma  armação ilimitada  envolvendo uma potência (EUA), dois países lacaios (Suécia e Reino Unido) e uma nação vergonhosamente omissa (a Austrália, que não moveu uma palha por um australiano perseguido e injustiçado).

Mais: se Assange fosse apenas um cavalheiro que prefere transar sem camisinha o Reino Unido e a Suécia fariam tamanho reboliço e se empenhariam tanto em obter sua cabeça? Nem a pau, Juvenal.

Os britânicos, simplesmente, ameaçaram cometer um ato de guerra contra o Equador, ao comunicar-lhe que cogitavam invadir a embaixada equatoriana para sequestrar Assange. Como as embaixadas são extensões do território do país, isto equivaleria  a uma invasão do Equador. É crível que fossem tão longe por uma besteirinha de alcova?

Fez-me lembrar de uma desavença entre o Brasil e a França, meio século atrás, sobre a pesca em larga escala de lagostas na plataforma continental brasileira (mais detalhes aqui). 

Um pesqueiro francês foi apresado por uma corveta brasileira e houve até mobilização militar: o presidente Charles De Gaulle enviou um navio de guerra para proteger os pesqueiros e o Brasil deslocou esquadrões de aeronaves para o litoral nordestino. Os dois lados escoravam-se em interpretações diferentes dos direitos de pesca de peixes e de crustáceos.

deixa disso! acabou prevalecendo, mas o patético da chamada  guerra da lagosta  municiou fartamente os humoristas. A melhor gozação foi esta paródia, de autoria desconhecida, da marchinha carnavalesca "Cachaça não é água":
"Você pensa que lagosta é peixe?
Lagosta não é peixe, não!
Peixe é bicho que nada,
crustáceo não nada, não!
Pode faltar tudo ao brasileiro:
arroz, feijão e pão.
Mas, a lagosta é nossa,
De Gaulle não bota a mão!

Pode mandar vaso de guerra,
disto até acho graça:
por causa da lagosta,
até eu vou sentar praça!"
 Agora, o leão desdentado ameaça travar com o Equador a  guerra da camisinha. Falta um humorista que escancare tudo que há de hilário e grotesco nas atitude britânicas.


LEIA TAMBÉM ESTES TEXTOS RECENTES DO BLOGUE NÁUFRAGO DA UTOPIA (clique p/ abrir):
GOVERNO BRITÂNICO AMEAÇA SEQUESTRAR ASSANGE NA EMBAIXADA EQUATORIANA

USTRA ESPERNEIA, MAS CONTINUA COM O "TORTURADOR" CARIMBADO NA TESTA
O ÓBVIO ULULANTE: AS TORTURAS FORAM POLÍTICA DE ESTADO


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Prove que você não é um louco terrorista em potencial, crie perfil no Facebook

Fernando Soares Campos


Leio no site do jornal Correio do Brasil:


“As ações do Facebook despencaram mais de 7% nesta quinta-feira, para o menor nível desde o IPO da rede social, eliminando mais de US$ 4 bilhões em valor de mercado da empresa depois que o primeiro de vários períodos de retenção de venda dos papéis por detentores que têm relação com a companhia chegou ao fim.” (...) “O Facebook, maior rede social do mundo com 955 milhões de usuários, tem visto queda em suas ações desde a estreia que havia definido valor de mais de US$ 100 bilhões para a empresa.”

Taí uma notícia que revela mais do que a simples análise da situação do Facebook em operações bursáteis.

Como assim?

Explico, ou tento explicar.

Observe que a matéria indica que se trata da “maior rede social do mundo com 955 milhões de usuários”.

E daí?!

Daí que, considerando que atualmente a população mundial gira em torno dos 7 bilhões de pessoas, se deduzirmos destes os cerca de 1 bilhão de usuários do Facebook, restariam 6 bilhões de pessoas suspeitas de serem terroristas em potencial ou de denotarem alterações patológicas das faculdades mentais.

Como assim?! (Ora, o sanduba é seu, e você come do jeito que lhe der na telha.)

Acontece que recebi por e-mail outra matéria tratando de questões relacionadas ao Facebook, uma nota a mim enviada pelo meu amigo João Tertuliano, professor universitário, uma pessoa que só pôde comprovar sanidade mental depois de ter criado perfil do Facebook.

Como assim?! (Ora, você pode comer do jeito que achar mais conveniente, não precisa se preocupar com etiquetas.)

Mas... vamos aos fatos, ou à desfaçatez dos factiodes.

A nota, publicada internet adentro, intitula-se...

Não estar no Facebook pode ser sinal de perturbação mental, dizem psicólogos


Casos recentes de assassinatos em massa foram cometidos por quem está fora da rede

O Facebook se tornou um espaço tão comum para os internautas que não estar presente na rede social transformou as pessoas em estranhas. A revista alemã Der Taggspiegel chegou a traçar uma relação entre os assassinatos em massa cometidos pelo americano James Holmes e o norueguês Anders Behring Breivik: nenhum dos dois tinha perfil no Facebook.

Em outro indício de que a falta no site nos torna "suspeitos", a Forbes.com reportou recentemente que os departamentos de recursos humanos das empresas dos Estados Unidos estão mais cautelosos quanto aos candidatos que escolheram ficar de fora.

A ideia dos recrutadores, como ressalta o Daily Mail, é que se a pessoa não quis criar uma conta no Facebook, tem uma vida complicada demais para se expor. E o Daily ainda traz o exemplo do repórter de tecnologia Farhad Manjoo, que escreveu uma coluna para o Slate.com dizendo que não se deve namorar quem está fora da rede social.

"Se você tem uma certa idade e vai se encontrar com alguém com quem pode acabar indo para a cama, e essa pessoa não tem uma página no Facebook, pode ser que você tenha recebido um nome falso", afirma. "Poderia ser um tipo de bandeira vermelha."

Mas Manjoo acredita que isso é uma situação válida apenas para os jovens, já que os mais velhos não tinham redes sociais até se tornarem adultos.

Outro site de tecnologia, o Slashdot, resumiu o que sugestiona a Der Taggspiegel da seguinte forma: "Não ter uma conta no Facebook pode ser o primeiro sinal de que você é um assassino em massa." Tanto Holmes, que matou 12 pessoas num cinema, quanto Breivik, que matou 77, deixaram pequenas pegadas virtuais, mas nenhum indício pelo site de Mark Zuckerberg.

Em entrevista à revista alemã, o psicólogo Christopher Moeller defendeu que o Facebook se tornou atestado de sanidade porque mostra que as pessoas têm relações sociais saudáveis.

E você, acha que o Facebook tem todo esse poder?

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Mas existe outro problema a ser resolvido.

Como assim?! (Ora, coma do jeito que achar mais cômodo, afinal, isso aí deve ser um coito consentido, ao contrário da acusação que pesa contra o Julian Assange.)

Trata-se de outra matéria do próprio Correio do Brasil



(Clique no título e leia matéria completa)

Então, nesse caso, deduzindo esses 83 milhões de perfis falsos dos “955 milhões de usuários” do Facebook, restam no mundo apenas 872 milhões de pessoas confiáveis, os que possuem perfis “verdadeiros” no Facebook. Somos, portanto, aproximadamente 6 bilhões de suspeitos e 83 milhões de comprovados loucos terroristas que invadiram o site.

Mas foi o mesmo amigo meu, o João, quem forneceu a pista para matar a charada da lógica facebookiana.

Ele enviou junto à nota o comentário de um leitor(a):

Oi João
Essa lógica é um pouco controvertida. Dizer que os dois indivíduos eram assassinos por não terem perfil no Facebook me lembra aquela velha piada do português que concluiu que "era lógico" que quem não tivesse um aquário era bicha. Rsrsrsrs ....
Mas, o fato é que o FB pode tomar tanto tempo que as pessoas podem até não ter mais tempo de matar as outras, OU de salvá-las da morte, também. Rsrsrs ...
Um abraço

Na mosca! Ou no asterisco dos tais psicólogos.

Você já perguntou ao seu vizinho se ele registrou perfil no Facebook? Não?! Então você é um sujeito ingênuo! Não é um autêntico paranóico, como estão querendo fazer de toda a população mundial - um bando de esquizofrênicos paranóides.

Agora pode comer seu sanduba ou trepar à vontade.

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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Rui Martins – Ousará tanto o governo inglês?

 

Rui Martins*


Berna (Suiça) - Será que o governo inglês se julga ainda na época da rainha Vitória e ousará invadir a embaixada do Equador para retirar o militante Julian Assange, criador do Wikileaks, ali refugiado, para extraditá-lo para a Suécia, de onde será enviado aos Estados Unidos ?

A situação ficou tensa em Londres, depois do anúncio do Foreign Office, equivalente ao Ministério das Relações Exteriores, de que não deixará Julian Assange partir para o Equador. Ou seja, a Inglaterra se recusa a conceder um salvo-conduto para o militante do Wikileaks partir em segurança para o Equador.

Ora, isso equivale a desrespeitar a Convenção de Viena e o direito internacional e, uma primeira consequência, poderá ser a invasão das embaixadas da Inglaterra em Quito ou outros países, ou pior ainda, a queda dessa garantia firmada pela Convenção de Viena e a possibilidade de serem invadidas as embaixadas de quaisquer países em todo mundo.

Será que a prepotente e colonialista Inglaterra ousará desrespeitar esse princípio internacional, imaginando que o Equador não merece mesmo respeito devido aos outros países ?

Sabendo-se que o juiz espanhol Baltasar Garzon, agora advogado, defende Julian, isso nos lembra ter sido ele quem pediu a prisão do ex-ditador do Chile em Londres. Pinochet ficou meses em prisão domiciliar nos arredores de Londres, mas o ministro inglês do Interior, Jack Straw, numa vergonhosa decisão optou pela libertação do ex-ditador, sob a alegação de estar idoso e doente.

Evidentemente, caso a Inglaterra decida invadir a embaixada equatoriana e extrair de dentro o militante Julian Assange, isso equivalerá a um ato de guerra. Porém, todos sabem que o Equador não tem condições para enfrentar a Inglaterra, o máximo ao seu alcance será um protesto diplomático.

O advogado Baltasar Garzon afirmou, tão logo foi conhecida a decisão do presidente equatoriano de conceder asilo a Julian Assange, que a Inglaterra é obrigada pela Convenção de Viena e pelas leis internacionais a conceder um salvo-conduto ao australiano ameaçado de extradição para a Suécia.

Entretanto, sabendo-se que a Inglaterra desrespeitou junto com os EUA a decisão da ONU de não atacar o Iraque, há o risco de o governo inglês se valer da lei do mais forte e humilhar o Equador, invadindo sua embaixada. Neste caso, qual será a reação dos países sul-americanos e do Brasil em particular ?

A Inglaterra dispõe de uma lei que autoriza a invasão de embaixada no caso de risco para a segurança nacional, mas não é esse o caso envolvendo Julian Assange. É provável que as ameaças de ataque à embaixada não se confirmem e que a Inglaterra decida, coisa também grave, não conceder o salvo-conduto para Julian, obrigando-o a viver na embaixada na esperança de uma mudança de governo no Equador.

Tudo é possível, vivemos numa época em que a lei e a justiça favorecem os mais fortes. Em todo caso, se a Inglaterra violar a lei internacional estará abrindo uma exceção e lançando as bases para um caos diplomático mundial, pois nos países do Médio Oriente as portas das embaixadas não seriam mais respeitadas.

Por que tanto ódio contra Julian Assange ? O criador do Wikileaks tornou público com seu site atrocidades cometidas pelos Estados Unidos no Iraque e revelou correspondências comprometedoras não só dos EUA como de muitos países. Sujeito a processo na Suécia por uma estranho caso de violação, na verdade por não ter usado preservativo já que o sexo era consentido, isso não passa de um pretexto para a Suécia entregar Julian Assange aos EUA, em represália aos documentos revelados por Wikileaks.

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Rui Martins*, jornalista, escrtitor, ex-correspondente do Estadão e da CBN, após exílio na França. Autor do livro “O Dinheiro Sujo da Corrupção”, criou os Brasileirinhos Apátridas e propõe o Estado dos Emigrantes. Vive na Suíça, colabora com os jornais portugueses Público e Expresso, é colunista do site Direto da Redação. Colabora com o Correio do Brasil e com esta nossa Agência Assaz Atroz.
 
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Leia também...





O cutucão contra Washington está implícito no próprio posicionamento de Lula, em defesa de um jornalistas que o Departamento de Estado quer ver preso e alguns congressistas norte-americanos, morto. Mas Lula foi além. Ironizou “a diplomacia que parecia a mais certa do mundo”, dizendo que “só falta saber se puseram cartazes como no tempo do faroeste, com a foto do rapaz e o ‘procura-se, vivo ou morto’”.

(Clique nos títulos e leia matérias completas)

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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons
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QUILOMBO EM PIRAPEMAS ESTÁ CERCADO POR JAGUNÇOS ARMADOS-

QUILOMBO EM PIRAPEMAS ESTÁ CERCADO POR JAGUNÇOS ARMADOS- A Comissão Pastoral da Terra, denuncia mais um ato de violência no Quilombo Pontes em Pirapemas. Nesta quarta-feira (15),a comunidade foi cercada por vários homens armados, que fica
m rondando a comunidade de forma ostensiva, intimidando as famílias. O estado faz pouco caso da situação. “Hoje, a polícia de Roseana Sarney, apareceu na comunidade, mas, para surpresa de todos, ela não foi proteger a comunidade, estava à serviço dos fazendeiros e foi lá só para intimidar as pessoas”...www.viasdefato.jor.br
Foto: QUILOMBO EM PIRAPEMAS ESTÁ CERCADO POR JAGUNÇOS ARMADOS- A Comissão Pastoral da Terra, denuncia mais um ato de violência no Quilombo Pontes em  Pirapemas. Nesta quarta-feira (15),a comunidade foi cercada  por vários homens armados, que ficam rondando a comunidade de forma ostensiva, intimidando as famílias. O estado faz pouco caso da situação. “Hoje,  a polícia de Roseana Sarney, apareceu na comunidade, mas, para surpresa de todos, ela não foi proteger a comunidade, estava à serviço dos fazendeiros e foi lá só para intimidar as pessoas”...www.viasdefato.jor.br