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sábado, 11 de agosto de 2012

Isto é o que fez o François Hollande em 56 días no cargo:


Vamos lá gente... veja que é possível se houver vontade, determinação - Envia Vitor B.


Isto é o que fez o François Hollande em 56 días no cargo:

- Suprimiu 100% dos carros oficiais e mandou que fossem leiloados; os rendimentos destinam-se ao Fundo da Previdência e destina-se a ser distribuido pelas regiões com maior número de centros urbanos com os suburbios mais ruinosos.
- Tornou a enviar um documento (doze linhas) para todos os órgãos estaduais que dependem do governo central em que comunicou a abolição do "carro da empresa" provocativa e desafiadora, quase a insultar os altos funcionários, com frases como "se um executivo que ganha € 650.000/ano, não se pode dar ao luxo de comprar um bom carro com o seu rendimento do trabalho, significa que é muito ambicioso, é estúpido, ou desonesto. A nação não precisa de nenhuma dessas três figuras ". Fora os Peugeot e os Citroen. 345 milhões de euros foram salvos imediatamente e transferidos para criar (a abrir em 15 ago 2012) 175 institutos de pesquisa científica avançada de alta tecnologia, assumindo o emprego de 2560 desempregados jovens cientistas "para aumentar a competitividade e produtividade da nação."
- Aboliu o conceito de paraíso fiscal (definido "socialmente imoral") e emitiu um decreto presidencial que cria uma taxa de emergência de aumento de 75% em impostos para todas as famílias, líquidas, que ganham mais de 5 milhões de euros/ano. Com esse dinheiro (mantendo assim o pacto fiscal) sem afetar um euro do orçamento, contratou 59.870 diplomados desempregados , dos quais 6.900 a partir de 1 de julho de 2012, e depois outros 12.500 em 01 de setembro, como professores na educação pública.
- Privou a Igreja de subsídios estatais no valor de 2,3 milhões de euros que financiavam exclusivas escolas privadas, e pôs em marcha (com esse dinheiro) um plano para a construção de 4.500 creches e 3.700 escolas primárias, a partir dum plano de recuperação para o investimento em infra-estrutura nacional.-
- Estabeleceu um "bónus-cultura" presidencial, um mecanismo que permite a qualquer pessoa pagar zero de impostos se se estabelece como uma cooperativa e abrir uma livraria independente contratando, pelo menos, dois licenciados desempregados a partir da lista de desempregados, a fim de economizar dinheiro dos gastos públicos e contribuir para uma contribuição mínima para o emprego e o relançamento de novas posições sociais.
- Aboliu todos os subsídios do governo para revistas, fundações e editoras, substituindo-os por comissões de "empreendedores estatiais" que financiam acções de actividades culturais com base na apresentação de planos de negócios relativos a estratégias de marketing avançados.
- Lançou um processo muito complexo que dá aos bancos uma escolha (sem impostos): Quem porporcione empréstimos bonificados às empresas francesas que produzem bens recebe benefícios fiscais, quem oferece instrumentos financeiros paga uma taxa adicional: é pegar ou sair.
- Reduzido em 25% o salário de todos os funcionários do governo, 32% de todos os deputados e 40% de todos os altos funcionários públicos que ganham mais de € 800.000 por ano. Com essa quantidade (cerca de 4 milhões) criou um fundo que dá garantias de bem-estar para "mães solteiras" em difíceis condições financeiras que garantam um salário mensal por um período de cinco anos, até que a criança vai à escola primária e três anos se a criança é mais velha. Tudo isso sem alterar o equilíbrio do orçamento.

ResultadoOlhem que SURPRESA !!!   
O spread com títulos alemães caiu, por magia.  A inflação não aumentou.  A competitividade da produtividade nacional aumentou no mês de junho, pela primeira vez em três anos.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3531139875282&set=a.2197956786538.2102851.1175802289&type=1&theater


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A SEMANA - A INSÂNIA DOS SENHORES DO MUNDO - A SUBMISSÃO DOS "SERVOS"

A SEMANA

A INSÂNIA DOS SENHORES DO MUNDO

A SUBMISSÃO DOS "SERVOS"


Laerte Braga


O primeiro ministro de Israel e o seu ministro da Defesa defendem um ataque contra as instalações nucleares do Irã como “medida preventiva”. Acusam o governo de Teerã de estar desenvolvendo bombas atômicas. Israel tem perto de 300 desses artefatos.
                                 
Um ataque ao Irã, entre outras coisas, pode definir as eleições nos EUA. Milt Romney, candidato republicano, já percebeu isso e além declarar que Jerusalém é a “capital” de Israel, foi fazer campanha no país, principal acionista do conglomerado ISRAEL/EUA TERRORISMO HUMANITÁRIO S/A.Foto: “Não publico no Facebook, porque sei que vou ser censurado. Pessoas que estão postando meus trabalhos lá já estão sofrendo censura”, diz cartunista Carlos Latuff em entrevista ao Portal EBC.

No vídeo, Latuff fala também da Primavera Árabe e do poder da Internet como contraponto à mídia tradicional. Confira:

http://bit.ly/Tkksr9

O conglomerado já destruiu o Iraque, a Líbia, imobilizou a luta revolucionária no Egito com o controle sobre as forças armadas daquele país, destrói a Síria, mantém o extermínio deliberado de palestinos e é óbvio que o próximo alvo será o Irã.

Atacar ou não vai depender da certeza que o ataque será devastador, ao contrário do que aconteceu na última tentativa de derrotar o Hezbolah no sul do Líbano, quando tiveram que sair às pressas para evitar que a derrota se tornasse vexaminosa.

Se bem que a mídia de mercado, podre e venal, se encarregou de esconder o assunto, o fracasso militar.

Militares norte-americanos iniciaram exercícios conjuntos com as forças armadas do Paraguai. São os primeiros de uma série segundo o governo paraguaio e as razões ninguém explica direito. Combater o terrorismo na tríplice fronteira. O esquema América Latina você é o Oriente Médio amanhã em marcha.
O governo brasileiro deslocou forças para a região e vai iniciar manobras a pretexto de combater o tráfico de drogas. É puro jogo de cena. Dilma Roussef segue a risca as políticas neoliberais, sua política externa é de submissão aos norte-americanos e não há como negar isso. Militares dos EUA já estão na área das obras de transposição das águas do Rio São Francisco. O exército dos EUA vai construir uma hidrovia na região. Fica mais fácil para completar o controle do novo integrante do Plano Grande Colômbia. O Brasil.

A posição das forças armadas brasileiras é sempre enigmática. Boa parte dos militares de nosso país pensa como americanos. Foi assim no golpe de 1964, quando o comando militar golpista foi de um general dos EUA, Vernon Walthers.

A biruta do governo Dilma ou está desgovernada, ou não tem idéia do que se passa além das conversas com sua majestade a rainha Elizabeth II e o “vamos fazer mais bonito”, referindo-se à solenidade de abertura dos Jogos Olímpicos de 2016.

Passadas as eleições vem aí um novo pacote de “maldades” contra os trabalhadores, inclui aí os servidores públicos e de “bondades” para o setor produtivo, hoje, somos dependentes de tecnologia até de palito.

O grande alvo do complexo ISRAEL/EUA TERRORISMO HUMANITÁRIO S/A é a Venezuela. A impossibilidade de derrotar Hugo Chávez nas urnas transforma a ação dos senhores do mundo em um espetáculo farsesco de pura barbárie, como se assiste no Oriente Médio.

Uma resolução das Nações Unidas permitindo ações militares contra a Síria teve o voto favorável do Brasil, a despeito da posição dos BRICS (BRASIL, RÚSSIA, ÁFRICA DO SUL, CHINA e ÍNDIA) ter sido contrária.

Não é de se estranhar. Há uma fragata brasileira na frota da “paz” na região do Oriente Médio, o governo é inteiramente submisso aos interesses dos EUA, o chanceler é Anthony Patriot, que alguns teimam em chamar de Antônio Patriota.

Na prática não se sabe se ministro de Dilma, se funcionário do Plano Grande Colômbia, ou se assessor do “presidente” Álvaro Dias, principal protagonista da posição do Brasil no golpe paraguaio.

A barbárie é a marca registrada dos senhores do mundo, do IV Reich. Têm a supremacia militar e o controle da mídia (no Brasil o controle da mídia de mercado é total). Vendem o show da boçalidade contra povos de todos os cantos do mundo, anestesiam trabalhadores com a ilusão da sociedade do espetáculo e se apropriam das riquezas naturais onde quer que ponham seus coturnos fascistas.

No caso do Brasil, os servos são submissos, o governo Dilma é um fiasco que se escora na popularidade de programas sociais que ganharam caráter eleitoreiro e cada vez mais a tal potência que Lula diz ter construído tem cara de Paulo Maluf.

A situação de hoje lembra o Plano Cruzado do governo Sarney. Milhões de brasileiros colocaram esperanças no político do Maranhão (que não tem culpa disso). Segurou as pontas até as eleições e no dia seguinte o desastre.

É o que vai acontecer. A crise, conseqüência do sistema, do capitalismo, está batendo às portas, pronta para entrar e o máximo que estão fazendo é pedir que espere um pouquinho mais para que o PT, em processo de tucanização, possa tentar vencer e ganhar em algumas cidades que consideram estratégicas.

Os olhos estão postos nas eleições de 2014. Dilma quer ser reeleita e Lula quer voltar. A lógica petista é apenas eleitoral.

Vem aí também, sempre depois das eleições, um pacote de privatizações. Aeroportos, portos, rodovias, o que resta de ferrovias, no esquema cretino que montaram para disfarçar o estilo FHC. Parcerias com a iniciativa privada.
                                     
O conceito de Estado mínimo, típico do capitalismo está de volta com tudo.

Os serviços públicos estão sendo desmanchados e particularmente a Universidade pública do Brasil, uma das perspectivas de gerarmos tecnologias que nos transformem de fato em potência e não em posto de troca das linhas de diligências da Wells Fargo.

A guerra dos mensalões está na ordem do dia. Mensalão petista, mensalão tucano, processos gigantescos, milhares de páginas, discursos enfadonhos e vazios de defesa e acusação e um procurador geral da República que não procura nada e quando acha, ou quando lhe cai ao colo, joga para o lado. Foi o que fez com o caso Cachoeira.

Tem razão o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, quando diz que o “maior escândalo da história do Brasil não é o mensalão, mas a compra de votos para reeleição de FHC”. Foi o primeiro golpe branco na América Latina. Fujimori bem que tentou um, mas faltou estofo e o cinismo que caracteriza os tucanos brasileiros, notadamente FHC. Há um detalhe nas declarações de Tarso. “não é o maior”, significa que existiu. O troféu continua com FHC e seus tucanos.

Trabalhadores vão às ruas na Grécia, na Espanha, na Itália, em Portugal, nos Estados Unidos. Palestinos são exterminados num genocídio que o mundo assiste impassível. Os países do Oriente Médio e seu petróleo controlado pelo complexo nazi/sionista, enfim, o mundo claramente dividido em dois campos, a velha luta de classes. O problema é que, entre os servos, existe o PT e setores da esquerda que acreditam que o neoliberalismo pode ser transformado em “capitalismo a brasileira”.

A insânia dos senhores é plena, total, não permite nem isso, até porque não é possível, não existe.

A luta é nas ruas. O institucional está falido.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Globo a repetição da mentira para criar uma realidade benéfica a ELLES.



GLOBO = Jornalismo neonazista.
Foto: GLOBO = Jornalismo neonazista.

Rui Martins: Locarno – exclusão e eutanásia dos velhos


Rui Martins*


Locarno continua sendo o Festival da descoberta, do cinema independente e não comprometido. Esta nova safra de filmes mostra alguns temas dominantes. Muitos filmes tratam da velhice, um achado para os atores aposentados e marginalizados pela idade, vivendo um tipo de exclusão que se acentua em tempo de crise.

Essa exclusão de uma população inativa pode sugerir a idéia perigosa da sociedade se desfazer dos velhos, sugerindo-lhes a idéia de se suicidarem, a chamada morte ou suicídio assistido. Melhor coisa não poderia se inventar para se equilibrar os orçamentos das caixas de pensão estatais ou das seguradoras privadas, condenadas a pagarem rendimentos a idosos com esperança de vida cada vez mais longa.

Um filme francês Algumas Horas de Primavera, de Stéphane Brizé, mostra, como ocorre, na intimidade, o suicídio dos que decidem colocar um ponto final na existência, seja pelo risco da fase final dolorosa de uma doença grave como o câncer, seja pelo receio de se tornarem velhos decrépitos, senis e dementes. Ou em consequência de uma depressão causada pela solidão.

Basta o candidato ao suicídio subir os Alpes e ir à Suíça, onde o decrépito segredo bancário começa a ceder lugar à eutanásia oferecida pelas associações Exit e Dignitas. Num ambiente de extrema frieza, mesmo cruel e asséptico, num pequeno quarto, quase isolado, o suicida toma suas duas poções com sabor de morango ou limão, pode escolher o gosto, perde gradativamente a consciência e morre, para ser logo depois incinerado e suas cinzas serem jogadas num lago ou rio suíço.

Algumas Horas de Primavera
tem como tema as difíceis relações entre a mãe idosa e seu filho único de 48 anos, recém-saído da prisão e desempregado, que volta a morar com ela por falta de recursos. A incomunicabilidade total entre ambos reforça o desejo da velha senhora de por fim à vida, ao receber a confirmação de um câncer no cérebro.

Ao contrário de outros países latinos e dos países árabes, a cultura francesa privilegia a independência e a fragmentação familiar, com o hábito dos filhos irem viver sós ao chegarem a maioridade. O resultado dessa separação pode repercutir na época da velhice dos pais, praticamente abandonados pelos filhos sem vínculo familiar. É grande o número de idosos vivendo sós na França, sem contato com filhos e netos, em estado latente de depressão, presas fáceis para se desfazerem da vida pela eutanásia.



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Rui Martins* (Direto do Festival Internacional de Cinema de Locarno, Suíça - convidado), jornalista, escrtitor, ex-correspondente do Estadão e da CBN, após exílio na França. Autor do livro “O Dinheiro Sujo da Corrupção”, criou os Brasileirinhos Apátridas e propõe o Estado dos Emigrantes. Vive na Suíça, colabora com os jornais portugueses Público e Expresso, é colunista do site Direto da Redação. Colabora com o Correio do Brasil e com esta nossa Agência Assaz Atroz.

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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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lboff/ cobrar ao capitalismo neoliberal





‎[Carta O BERRO] lboff/ cobrar ao capitalismo neoliberal

Carta O Berro.........................................................repassem

Estou enviando artigo daqueles que escreverei quinzenalmente no Jornal do Brasil digital
Um abraço
Lboff

O que cobrar ao capitalismo neoliberal em crise



Leonardo Boff*

A crise do neoliberalismo atingiu o coração dos países centrais que se arrogavam o direito de conduzir não só os processos econômico-financeiros mas o própirio curso da história humana. A crise é da ideologia política do Estado mínimo e das privatizações dos bens públicos mas também do modo de produção capitalista, extremamente exacerbado pela concentração de poder como nunca se viu antes na história. Estimamos que esta crise possui caráter sistêmico e terminal.

Sempre o gênio do capaitalismo encontrava saídas para seu propósito de acumulação ilimitada. Para isso usava todos os meios, inclusive a guerra. Ganhava destruindo e ganhava reconstruindo. A crise de 1929 se resolveu não pela via da economia mas pela via da Segunda Guerra Mundial. Esse recurso agora parece impraticável, pois as guerras são tão destrutivas que poderiam exterminar a vida humana e grande parte da biosfera. E não estamos seguros de que em sua insanidade, o capitalismo não use até este meio.

Desta vez surgem dois limites intransponíveis, o que justifica dizer que o capitalismo está concluindo seu papel histórico. O primeiro é o mundo cheio, quer dizer, o capitalismo ocupou todos os espaços para sua expansão em nível planetário. O outro, verdadeiramente intransponível, é o limite do planeta Terra. Seus bens e serviços são limitados e muitos não renováveis. Na última geração queimamos mais recursos energéticos do que havíamos feito no conjunto das gerações anteriores, nos atesta o analista cultural italiano Luigi Soja. 
Que faremos quando estes atingirem um ponto crítico ou simplesmente se esgotarem? A escassez de água potável pode colocar a Humanidade face a uma dizimação de milhões de vidas.

Os controles e as regulações propostas até agora foram simplesmente ignoradas. A Comissão das Nações Unidas sobre a Crise Financeira e Monetária Internacional, cujo coordenador era o prêmio Nobel de economia Joseph Stiglitz (chamada de Comissão Stiglitz) empreendeu grande esforço, para, a partir de janeiro de 2009, apresentar reformas intrasistêmicas de cunho keneysiano. Ai se propunha uma reforma dos organismos financeiros internaconais (FMI, Banco Mundial) e da Organização Mundial do Comércio (OMC). Previa-se a criação de um Conselho de Coordenação Econômica Global no mesmo nível que o Conselho de Segurança, a constituição de um sistema de reservas globais, para contrabalançar a hegemonia do dólar como moeda de referência, a instituição de uma fiscalização internacional, a abolição os paraísos fiscais e do segredo bancário e, por fim, uma reforma das agências de certificação. Nada foi aceito. Apenas a ONU acolheu a constituição permanente de um Grupo de Experts de Prevenção das Crises, que ninguém lhe dá importância porque o que realmente conta são as bolsas e a especulação financeira.

Esta constatação decepcionante nos convence de que a lógica deste sistema hegemônico pode tornar o planeta não mais amigável para nós, nos levar a catástrofes sócio-ecológicas tão graves a ponto de ameaçar nossa civilização e a espécie humana. O certo é que este tipo de capitalismo que na Rio+20 se revestiu de verde com o intuito de colocar preço em todos os bens e serviços naturais e comuns da Humanidade, não tem condições a médio e a longo prazo de assegurar sua hegemonia. Outra forma de habitar o planeta Terra e de utilização de seus bens e serviços deverá surgir.

O grande desafio é como processar a transição rumo a um mundo pós-capitalista liberal. Este terá como centro o Bem Comum da Humanidade e da Terra e será um sistema de sustentação de toda vida que expresse nova relação de pertença e de sinergia com a natureza e com a Terra.

Produzir é preciso, mas respeitando o alcance e os limites de cada ecossistema, não meramente para acumular mas para atender, de forma suficiente e decente, as demandas humanas. Importa ainda cuidar de todas as formas de vida e buscar o equilíbrio social, sem deixar de pensar nas futuras gerações que têm direito à uma Terra preservada e habitável.

Não cabe neste espaço aventar alternativas em curso. Ater-nos-emos ao que é possível fazer intrasistemicamente, já que não há como sair dele proximamente.

Assistimos ao fato de que a América Latina e o Brasil, na divisão internacional do trabalho, são condenados a exportar minérios e commodities, bens naturais como alimentos, grãos e carnes. Para fazer frente a este tipo de imposição, deveríamos seguir passos já sugeridos por vários analistas especialmente por um grande amigo do Brasil François Houtart em seus escritos e no seu recente livro com outros colaboradores: "Un paradigma poscapitalista:el Bien Común de la Humanidad"(Panamá 2012).

Em primeiro lugar, dentro do sistema, lutar por normas ecológicas e regulações internacionais que cuidem o mais possível dos bens e serviços naturais importados de nossos países; que tratem de sua utilização de forma socialmente responsável e ecologicamente correta. A soja é para alimentar primeiramente gente e só depois animais.

Em segundo lugar, cuidar de nossa autonomia, recusando a imposição do neocolonialismo por parte dos países centrais que nos mantém, com outrora, periféricos, subalternos, agregados e meros supridores do que lhes falta em bens naturais. Antes, devemos cuidar de incorporar tecnologias que dêem valor agregado aos nossos produtos, criemos inovações tecnológicas e orientemos a economia, primeiro, para o mercado interno e em seguida para o externo;

Em terceiro lugar, exigir dos países importadores que poluam o menos possível em seus ambientes e que contribuam financeiramente para o cuidado e regeneração ecológica dos ecossistemas de onde importam os bens naturais especialmente, no caso do Brasil, da Amazônia e do Cerrado.

Trata-se de reformas e não ainda de revoluções. Mas apontam para o novo e ajudam a criar as bases para propor um outro paradigma que não seja o prolongamento do atual, perverso e decadente.

*Leonardo Boff é teólogo e filósofo, dr.h.causa em política pela Universidade de Turim.


Charges de Lattuf cedida a luta  como atesta estas palavras: "Minha arte é sua. Use-a em nome dos palestinos ou qualquer pessoa que viva sob a opressão.". - Este foi o apelo feito pelo cartunista brasileiro Carlos Latuff através Gulf News de pessoas em todo o mundo.
"Eu tenho um envolvimento pessoal 
com os assuntos palestinos, desde que eu fui nos territórios ocupados da Cisjordânia em 1999, e eu sei bem como as pessoas vivem sob a ocupação brutal de Israel", disse Latuff.
"Eu dei minha palavra para a Edris, um palestino que conheci em Hebron, que de volta ao Brasil gostaria de colocar minhas habilidades a serviço do povo palestino e é isso que eu venho tentando fazer desde então".

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Cubanos en Brasil rechazan calumniosa acusación de Estados Unidos


Cubanos en Brasil rechazan calumniosa acusación de Estados Unidos
Posted on 9 agosto, 2012
Brasilia.- La Asociación Nacional de Cubanos Residentes en Brasil-José Martí (Ancreb-JM) rechazó enérgicamente la columniosa acusación de Estados Unidos de considerar a Cuba una nación patrocinadora del terrorismo.

“Nuestra Asociación se une al enérgico rechazo de nuestro gobierno ante tan sensible y calumniosa acusación”, sostiene la declaración de la entidad, distribuida por internet.

Asimismo, la Ancreb-JM demanda al gobierno norteamericano dejar de mentir y poner fin a este vergonzoso ejercicio, que ofende al pueblo cubano y desacredita la causa de la lucha internacional contra el terrorismo.

Publicada por el Departamento de Estado el 31 de julio pasado, la referida lista unilateral y arbitraria incluye a Cuba entre las naciones patrocinadoras del terrorismo, para lo cual Washington alega que el sistema bancario cubano no adopta medidas suficientes para enfrentar el lavado de dinero y las transacciones financieras vinculadas a ese delito.

“Es altamente conocido que Estados Unidos es el mayor centro de lavado de dinero del mundo y la falta de regulación de su sistema financiero fue el detonante de la crisis económica global”, apunta la declaración de los cubanos residentes en Brasil.

Refiere que el Ministerio cubano de Relaciones Exteriores expuso recientemente que Cuba rinde información veraz y exacta periódicamente a los mecanismos pertinentes de las Naciones Unidas sobre estos temas y otros relacionados con el enfrentamiento al terrorismo.

Añade que la referida lista ignora también, con toda mala intención, que el gobierno cubano en fecha tan reciente como febrero pasado renovó la propuesta de acordar con Estados Unidos un programa bilateral de enfrentamiento al terrorismo, la cual Washington no ha respondido.

Para la Ancreb-JM, esta falsedad se publica para justificar el criminal bloqueo al que está sometido la isla caribeña por más de medio siglo, así como para seguir adoptando nuevas medidas de persecución de las transacciones financieras con el objetivo de estrangular la economía cubana.

Los cubanos en Brasil preguntan “¿Quién le da el derecho y con qué moral Estados Unidos se erige en juez internacional del terrorismo, cuando sostiene, estimula y protege a grandes terroristas internacionales como Luis Posada Carriles y muchos otros, que han provocado grandes pérdidas humanas y económicas a Cuba?”.

Además, denuncia, Washington mantiene injustamente encarcelados y retenidos en territorio norteamericano desde hace casi 14 años a los cinco cubanos luchadores contra el terrorismo Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, Fernando González, Ramón Labañino y René González. (PL)

Carlos Latuff: internet é ferramenta para fazer contraponto à mídia


Carlos Latuff: internet é ferramenta para fazer contraponto à mídia

TV Brasil09.08.2012 - 10h39 | Atualizado em 09.08.2012 - 13h23
Charge de Carlos Latuff
Charge de Carlos Latuff em crítica à situação da Líbia
A Primavera Árabe representou uma verdadeira revolução no Oriente Médio, quando cidadãos egípicios começaram a se mobilizar contra o governo de Hosni Mubarak por meio das redes sociais. O cartunista brasileiro Carlos Latuff teve muitas de suas charges usadas em protestos no Egito. Segundo ele, ativistas entravam em contato com ele via twitter solicitando trabalhos para as manifestações.
Segundo Latuff, a internet ainda é uma ferramenta que pode ser usada como contraponto do que é mostrado pela mídia. "A imprensa no Egito não mostrava o que acontecia ou porque não podia, por questão censura, ou porque não queria, por ter o 'rabo preso' com o governo", afirma. As redes sociais, então, se tornaram um veículo alternativo: "Os cidadãos que tinham acesso à internet usavam twitter e facebook e colocavam lá suas reportagens. Foi por isso que o governo cortou o sinal de internet e celular por um tempo. Eles tinham controle sobre a mídia, mas não tinham sobre a internet", lembra.
Latuff conversou com a equipe sobre seu trabalho, internet e redes sociais, e afirma ainda que não usa o Facebook para nãos ser censurado. Veja abaixo o vídeo completo:

Diario Campanha - visita a UPAS FALTA TUDO inclusive o básico


 a Cidade é nossa realidade.
Sem Participação não existe razão. PCB-JF

O Dia inteiro hoje, 08 de agosto, foi de panfletagem cidadã com candidatos do PCB JF em UPAS.
 Uma coisa é fato:
Estamos, nós POVO, refens do sistema.

Creiam:
 é geral o descaso. Descaso tamanho que em unidade de Atendimento falta inclusive, paracetamol - medicação BÁSICA.
Imaginaram o resto?
 E pior: o prefeito é candidato a reeleição. ESCÁRNIO NÉ? Este é o MODELO. 
DE PÉ POVO só participando mudaremos. Venha , nossa luta não tem MUROS . Construa a Cidade Camarada, participe. JUNTOS PODEMOS MUDAR.

Fernanda Tardin

A ascendência de uma elite financeira criminosa


James Petras


As duas faces de um estado policial: “Abrigar sonegadores, trapaceiros das finanças e lavadores de dinheiro enquanto vigia os cidadãos”
“O coração apodrecido das finanças”, The Economist

“Há um grau de cinismo e cobiça que é realmente bastante chocante”, Lord Turner do Bank of England, Financial Service Authority
Nunca na história dos Estados Unidos testemunhamos crimes cometidos na escala e do âmbito dos dias atuais, tanto pela elite privada como estatal. 

Um economista de credenciais impecáveis, James Henry, antigo economista chefe na prestigiosa firma de consultoria McKinsey & Company, investigou e documentou evasão fiscal. Ele descobriu que os super-ricos e suas famílias têm até US$32 trilhões de ativos escondidos em paraísos fiscais off shore, o que representa mais de US$280 bilhões de receita perdida no imposto sobre o rendimento! Este estudo excluía ativos não financeiros tais como imobiliário, metais preciosos, jóias, iates, cavalos de corrida, veículos de luxo e assim por diante. Dos US$32 trilhões de ativos escondidos, US$23 trilhões pertencem a super-ricos da América do Norte e da Europa.

Um relatório recente do Comitê Especial das Nações Unidas sobre Lavagem de Dinheiro descobriu que bancos dos EUA e da Europa têm lavado mais de US$300 bilhões por ano, incluindo US$30 bilhões apenas dos cartéis de droga mexicanos. 

Novos relatórios sobre trapaças financeiras de muitos bilhões envolvendo os grandes bancos dos EUA e Europa são publicados a cada semana. Os principais bancos da Inglaterra, incluindo o Barclay's e um bando de outros, foram identificados como tendo manipulado o LIBOR, ou inter-bank lending rate, durante anos a fim de maximizar lucros.

O Bank of New York, JP Morgan, HSBC, Wachovia e Citibank estão entre a multidão de bancos acusados de lavar dinheiro da droga e de outros fundos ilícitos segundo investigações do Comitê Bancário do Senado dos EUA. Corporações multinacionais receberam fundos federais de salvamento e isenções fiscais e então, violando os acordos publicitados com o governo, relocalizam fábricas e empregos na Ásia e no México. 

Grandes firmas de investimento, como a Goldman Sachs, enganaram investidores durante anos investindo em ações “lixo” enquanto os corretores puxavam e afundavam (pumped and dumped ) ações sem valor. Jon Corzine, presidente do MF Global (bem como antigo presidente da Goldman Sachs, antigo senador dos EUA e governador de Nova Jersey) afirmou que “não podia explicar” os US$1,6 bilhões de perdas de clientes investidores de fundos no colapso de 2011 do MF Global. 


Apesar do enorme crescimento do aparelho policial do estado, da proliferação de agências de investigação, das audiências no Congresso e dos mais de 400 mil empregados do Ministério da Segurança Interna (Department of Homeland Security), nem um único banqueiro foi para a cadeia. Nos casos mais chocantes, um banco como o Barclay pagará uma pequena multa por ter facilitado a evasão fiscal e efetuado trapaças especulativas. Ao mesmo tempo, de acordo com o princípio “canalha” [implícito] na trapaça LIBOR, o Diretor de Operações (Chief Operating Officer, COO) do Barclay's Bank, Jerry Del Missier, receberá uma indenização de 13 milhões de dólares pelo seu afastamento. 

Em contraste com a complacente aplicação da lei praticada pelo florescente estado policial em relação a trapaças dos bancos, das corporações e das elites bilionárias, tem-se intensificado a repressão política de cidadãos e imigrantes que não cometeram qualquer crime contra a segurança e ordem pública.

Milhões de imigrantes têm sido agarrados nas suas casas e lugares de trabalho, presos, surrados e deportados. Centenas de bairros hispânicos e afro-americanos têm sido alvo de raids policiais, tiroteios e mortes. Em tais bairros, a polícia local e federal opera com impunidade – como foi ilustrado por vídeos chocantes dos tiros e brutalidade da polícia contra civis desarmados em Anaheim, Califórnia. Muçulmanos, asiáticos do Sul, árabes, iranianos e outros são racialmente perfilados, arbitrariamente presos e processados por participarem em obras de caridade, de fundações humanitárias ou simplesmente por participarem de instituições religiosas. Mais de 40 milhões de americanos empenhados em atividade política legal são atualmente vigiados, espionados e frequentemente molestados.  

As duas faces do governo dos EUA: Impunidade e repressão

Documentação esmagadora confirma a deterioração total da polícia e do sistema judicial dos EUA no que respeita à aplicação da lei quanto a crimes entre a elite financeira, bancária e corporativa. 

Sonegadores de trilhões de dólares, trapaças financeiras bilionárias e lavadores de dinheiro multibilionários quase nunca são enviados para a cadeia. Se bem que alguns paguem uma multa, nenhum deles têm os seus ganhos ilícitos apreendidos, apesar de muitos serem criminosos reincidentes. A reincidência entre criminosos financeiros é comum porque as penalidades são leves, os lucros são altos e as investigações pouco frequentes, superficiais e sem consequências. O United Nations Office on Drugs and Crime (UNODC) informou que, só em 2009, foram lavados US$1,6 trilhões, principalmente em bancos ocidentais, um quinto vindo diretamente do comércio de droga. O grosso do rendimento do comércio de cocaína foi gerado na América do Norte (US$35 bilhões), dois terços dos quais foram lavados em bancos locais.

O fracasso em processar banqueiros empenhados numa ligação crítica do comércio da droga não se deve à “falta de informação”, nem tampouco à “frouxidão” por parte dos reguladores e aplicadores da lei. A razão é que os bancos são demasiado grandes para processar e os banqueiros demasiado ricos para prender.

A aplicação efetiva da lei levaria a serem submetidos a processo todos os principais bancos e banqueiros, o que reduziria lucros drasticamente. Encarcerar banqueiros de topo fecharia a “porta giratória”, o portão dourado através do qual reguladores do governo asseguram a sua própria riqueza e fortuna pela entrada em casas de investimento privadas depois de deixarem o serviço “público”. Os ativos dos dez maiores bancos nos EUA constituem uma porção apreciável da economia estadunidense. Os gabinetes dos diretores dos maiores bancos entrecruzam-se com todos os principais setores corporativos. Os responsáveis de topo e médios e seus confrades no setor corporativo, bem como seus principais acionistas e possuidores de títulos, estão entre os maiores sonegadores do país. 

Se bem que a Security and Exchange Commission, o Departamento do Tesouro e o Comitê Bancário do Senado finjam publicamente que investigam altos crimes financeiros, a sua função real é proteger estas instituições de quaisquer esforços para transformar a sua estrutura, as suas operações e o seu papel na economia estadunidense. As multas recentemente impostas são altas pelos padrões anteriores, mas ainda assim seus montantes, na maior parte, correspondem aos lucros de um par de semanas. 

A falta de “vontade judiciária”, o colapso de todo o sistema regulamentar e a ostentação do poder financeiro manifestam-se nos “pára-quedas dourados” habitualmente concedidos a presidentes de conselho de administração criminosos após sua revelação e “renúncia”. Isto se deve ao enorme poder político que a elite financeira exerce sobre o estado, o judiciário e a economia.  

Poder político e morte da “lei e ordem”

Em relação a crimes financeiros, a doutrina que guia a política do estado é “demasiado rico para encarcerar, demasiado grande para falir”, o que se traduz nos salvamentos pelo tesouro, com muitos trilhões de dólares, de instituições financeiras cleptocráticas em bancarrota e num alto nível de tolerância do estado para com sonegadores, trapaceiros e lavadores de dinheiro. Devido ao colapso total da aplicação da lei em relação a crimes financeiros, há altos níveis de delinquentes contumazes. É o que um responsável financeiro britânico descreve como “cobiça cínica (e cíclica)”. 

A palavra de ordem sob a qual a elite financeira tomou o controle total do estado, do orçamento e da economia foi “mudança”. Isto refere-se a desregulamentação do sistema financeiro, à expansão maciça dos alçapões fiscais, a fuga livre de lucros para paraísos fiscais além-mar e a dramática comutação da “aplicação da lei” da persecução dos bancos que lavam os ganhos ilícitos da droga e de cartéis criminosos para a perseguição dos chamados “estados terroristas”.

O “estado da lei” tornou-se um estado sem lei. “Mudanças” financeiras permitiram e mesmo promoveram trapaças reiteradas, as quais defraudaram milhões e empobreceram centenas de milhões.

Há 20 milhões de hipotecados que perderam seus lares ou não são capazes de manter pagamentos; dezenas de milhões de contribuintes da classe média e da classe trabalhadora que foram forçados a pagar impostos mais altos e a perder serviços sociais vitais devido à evasão fiscal da classe superior e corporativa.

A lavagem de bilhões de dólares de cartéis da droga e de riqueza criminosa pelos maiores bancos levou à deterioração de bairros inteiros e à ascensão do crime, o que desestabilizou a vida familiar da classe média e trabalhadora.  


Conclusão  

A ascendência de uma elite financeira criminosa e a cumplicidade do estado complacente levaram ao colapso da lei e da ordem, à degradação e ao descrédito de toda a rede regulamentar e do sistema judicial. Isto levou a um sistema nacional de “injustiça desigual” onde cidadãos críticos são perseguidos por exercerem seus direitos constitucionais ao passo que elites criminosas operam com impunidade. As mais duras sanções do estado policial são aplicadas contra centenas de milhares de imigrantes, muçulmanos e ativistas de direitos humanos, ao passo que trapaceiros financeiros são cortejados por coletores de fundos de campanhas presidenciais. 

Não é de surpreender que hoje muitos trabalhadores e cidadãos da classe média considerem-se “conservadores” e serem “contra a mudança”. Na verdade, a maioria quer “conservar” a Segurança Social, a educação pública, aposentadorias & pensões, estabilidade de emprego e planos médicos federais tais como o MEDICARE e o MEDICAID em oposição aos advogados da “mudança” da elite “radical” que quer privatizar a Segurança Social e a educação, acabar com o MEDICARE e amputar o MEDICAID.

Trabalhadores e classe média pedem estabilidade no emprego e nos bairros residenciais, assim como preços estáveis contra a disparada de inflação nos cuidados médicos e na educação. Cidadãos assalariados apoiam a lei e a ordem, especialmente quando isto significa o processamento de sonegadores bilionários, banqueiros lavadores de dinheiro criminoso e trapaceiros, os quais, na maior parte, pagam uma pequena multa, emitem uma “desculpa” e a seguir prosseguem a repetição das suas trapaças. 

As “mudanças  radicais promovidas pela elite devastaram a vida de milhões de americanos em todas as regiões, ocupações e grupos etários. Elas desestabilizaram a família ao minarem a segurança de emprego enquanto minavam bairros residenciais com a lavagem dos lucros da droga. Acima de tudo elas perverteram totalmente todo o sistema de justiça no qual “os criminosos são tornados respeitáveis e os respeitáveis tratados como criminosos”. 

A primeira defesa da maioria é resistir à “mudança da elite” e conservar os remanescentes do estado previdência (welfare state). O objetivo da resistência “conservadora” será transformar todo o corrupto sistema legal de “criminalidade funcional” num sistema de “igualdade perante a lei”. Isto exigirá uma alteração fundamental no poder político, ao nível local e regional, dos gabinetes dos banqueiros para os conselhos dos bairros populares e lugares de trabalho, dos juízes e reguladores acomodatícios nomeados pela elite para representantes reais eleitos pela maioria que geme sob o nosso atual sistema de injustiça.
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O artigo original, em inglês encontra-se em: The Ascendancy of a Criminal Financial Elite
Esta tradução foi extraída de Resistir e ligeiramente adaptada pela redecastorphoto
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Leia também...

Brasília – Um estudo inédito, que, pela primeira vez, chegou a valores depositados nas chamadas contasoffshore sobre as quais as autoridades tributárias dos países não têm como cobrar impostos, mostra que os super-ricos brasileiros somaram até 2010 cerca de US$ 520 bilhões (ou mais de R$ 1 trilhão) em paraísos fiscais. Trata-se da quarta maior quantia do mundo depositada nesta modalidade de conta bancária. A reportagem é da BBC Brasil.
O documento The Price of Offshore Revisited, escrito por James Henry, ex-economista-chefe da consultoria McKinsey, e encomendado pela Tax Justice Network, cruzou dados do Banco de Compensações Internacionais, do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial e de governos nacionais para chegar a valores considerados pelo autor.

O relatório destaca o impacto sobre as economias dos 139 países mais desenvolvidos da movimentação de dinheiro enviado a paraísos fiscais. Henry estima que, desde os anos 1970 até 2010, os cidadãos mais ricos desses 139 países aumentaram de US$ $ 7,3 trilhões para US$ 9,3 trilhões a "riqueza offshore não registrada" para fins de tributação.

(Clique no título e leia matéria completa)

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por Mauro Santayana

(JB)-O grande pensador britânico George E. Moore, que influenciou, entre outros, Bertrand Russell, e, por seu intermédio, Wittgenstein, buscou, como tantos filósofos, o amálgama entre a lógica e a ética. É provável que o tenha encontrado, ao afirmar que o fundamento de toda filosofia é o bom senso.

Qualquer pessoa dotada de razão é capaz de distinguir entre o bem e o mal, ao examinar determinada situação, a partir do senso comum. Sendo assim, sob qualquer exercício da inteligência, os grandes bancos do mundo não passam de quadrilhas de assaltantes. Não só assaltam isoladamente, mediante as taxas exacerbadas de juros e dos serviços que prestam, mas se associam a outros assaltantes para lesar os trabalhadores e os empreendedores honrados do mundo inteiro.

Os 50 maiores bancos do mundo, segundo os estudos da Tax Justice Network - da qual é um dos dirigentes o notável contabilista britânico Richard Murphy - são responsáveis pela transferência ilegal de 21 trilhões de dólares, em sua imensa maioria dos países em desenvolvimento, para os paraísos fiscais. A cifra é superior à soma do PIB dos Estados Unidos e do Japão. Trata-se de um duplo delito: o dinheiro, que poderia ser usado no desenvolvimento econômico interno, vai ser empregado na especulação financeira ou em investimentos nos países mais ricos do mundo, e são sonegados os impostos devidos aos estados nacionais. Trata-se de um assalto aos que, realmente, o produziram com o seu trabalho.

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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons
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