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sábado, 14 de julho de 2012

A SEMANA - COMO VENDER UM PAÍS - FHC


A SEMANA


COMO VENDER UM PAÍS – FHC


Laerte Braga


Ao mesmo tempo em que a Mercedes (e outras empresas) financiavam a Operação Bandeirantes para dar suporte à repressão contra os resistentes ao golpe de 1964, Fernando Henrique Cardoso desfilava de Mercedes em Santiago do Chile (onde estava “exilado”), já dentro do bolso da Fundação Ford.

Foi um dos fundadores de um organismo voltado para a América Latina cujo principal objetivo era abrir as portas para o controle norte-americano sobre essa parte do mundo e em particular o Brasil, até então, a principal potência latino-americana.

O grande receio dos EUA é que o Brasil retomasse programas nucleares com caráter militar, acentuasse o controle de tecnologias de foguetes e satélites e recuperasse o poder de empresas como a ENGESA e a IMBEL (indústria bélica).

Uma força armada bem equipada, detentora de tecnologias de ponta nesses setores considerados estratégicos para o domínio que mantêm sobre o mundo, não interessava e nem interessa aos norte-americanos.

E principalmente independente. Livre das lavagens cerebrais das escolas de formação de golpistas e torturadores espalhadas por todo o mundo.

Fernando Henrique foi decisivo nesse processo de submissão e isso vem a tona agora com novas revelações do site WIKILEAKS, como explica a sede que os Estados Unidos têm sobre Julian Assange, ora refugiado na embaixada do Equador em Londres.

Telegramas da Embaixada norte-americana em Brasília mostram o inteiro teor das pressões e do controle sobre as pretensões brasileiras e sobre FHC, homem chave no processo de recolonização do Brasil, como de resto, o tucanato.

Num dado momento as esperanças foram depositadas em Collor de Mello. Empossado na presidência da República o caçador de marajás foi até a Serra do Cachimbo fechar um “buraco”, aparentemente destinado a experimento com armas nucleares desenvolvidas pelo Brasil.

Os telegramas mostram as pressões sobre o governo da Ucrânia no caso do acordo de uso da base de lançamentos em Alcântara.

A mídia, dócil e no bolso dos EUA, nunca tratou dessa questão.

Para reconstruir a avidez com que FHC se jogava no braço do poder na tentativa de implementar o projeto norte-americano para o Brasil basta lembrar alguns episódios.

No início do processo de impedimento do ex-presidente Collor de Mello, em meio ao naufrágio, Collor tentou salvar-se oferecendo ao País a nomeação de FHC como uma espécie de primeiro-ministro, na presunção de dar credibilidade ao seu governo. Sem consultar a ninguém em seu partido, mas recebendo ordens de fora, o então senador disse a imprensa que estava pronto para colocar ordem na casa.

Houve fortes reações, a queda de Collor era inevitável e FHC ficou falando às moscas.

Quando Tancredo foi eleito presidente da República FHC ofereceu-se para ser ministro e foi rejeitado com um comentário jocoso e depreciativo do ex-presidente. Virou ministro de Itamar, terminou candidato a presidente e traiu ao próprio Itamar no golpe branco da reeleição.

E foi por aí que a venda do Brasil ganhou contornos nítidos através de privatizações, abertura do mercado financeiro para bancos estrangeiros, controle da mídia por grupos estrangeiros (o grupo Murdoch é sócio das Organizações GLOBO e se tirar o capital que tem lá a empresa quebra).

O fim do monopólio estatal do petróleo (na hora agá faltou peito para privatizar a PETROBRAS, nem a direita das forças armadas aprovava), mas entregou o subsolo de boa parte de nosso território à VALE, abriu as portas para a crescente internacionalização da Amazônia e entregou setores estratégicos como a EMBRAER, a essa altura, já detentora de tecnologias capazes de em curto prazo transformá-la em concorrente das grandes empresas do mundo, notadamente as norte-americanas.

Assinou o tratado de prescrição de armas nucleares e colocou o Brasil a reboque dos EUA, mais ou menos como nossas forças armadas responsáveis pelo trânsito nas ruas do Haiti, isso já no governo Lula.

Alcântara só não virou território norte-americano dentro do Brasil por conta da rejeição pelo Congresso e pelo governo Lula de um tratado nesse sentido.

O principal acionista dos EUA, o Estado terrorista de Israel, em função de toda essa engenharia de entreguismo tucano/FHC, é hoje o controlador também da indústria bélica brasileira.

A Lula coube, no início de seu governo, rejeitar o tratado que cedia Alcântara e depois escancarar o País no acordo de livre comércio com Israel (uma no cravo e outra na ferradura).

As tecnologias essenciais a uma independência real e efetiva nesse novo mundo neoliberal, capazes de permitirem uma alternativa a essa forma de totalitarismo capitalista, foram para o espaço. FHC foi mais ou menos 50 anos para trás.

O caráter de FHC pode ser visto em mais dois fatos determinantes.

Quando George Bush decidiu invadir o Iraque com a desculpa das armas químicas e biológicas a AGÊNCIA INTERNACIONAL NUCLEAR era presidida pelo embaixador brasileiro José Maurício Bustani, um dos mais categorizados diplomatas brasileiros. Bustani reagiu às pressões dos EUA e os relatórios dos inspetores enviados ao Iraque não eram conclusivos sobre a presença das ditas armas.

Bush passou por cima do Conselho de Segurança depois de criar armadilha para Bustani e destituí-lo da Agência com falsas acusações. Países que estavam em débito com a citada Agência tiveram suas dívidas quitadas pelos EUA e adquiriram direito de voto destituindo Bustani. FHC ficou calado, aceitou o insulto sem reagir, típico de canalhas. É remunerado pela Fundação Ford, está na “folha”.

Na eleição de 2010, fato denunciado por este jornalista com fotos e testemunhos, participou de um evento em Foz do Iguaçu, junto a investidores norte-americanos, onde anunciou que a eleição de Serra significaria a privatização de tudo aquilo que não fora possível privatizar em seu governo (a denúncia que fiz foi a partir de corajosos companheiros que fotografaram FHC no evento, anotaram seu discurso e o evento foi promivod por um “ex” diretor da GLOBO).

Por mais graves que sejam quaisquer outros fatos desta semana que termina, esse é o mais grave, pois mostra o tamanho do processo de ocupação do Brasil. É preciso repensar a luta. O governo Dilma é fraco, tem se mostrado incapaz de enfrentar e reverter esse processo, pratica políticas neoliberais, o PT hoje é um PSDB disfarçado no clube de amigos e inimigos cordiais do mundo institucional. O mundo do sai Demóstenes, entra outro empregado de Cachoeira.

Toda essa história pode ser lida, inclusive alguns telegramas, no artigo do jornalista Beto Almeida no link


Esse é o perfil de FHC, o real, esse é o caráter tucano.

Essa é a demonstração cabal que a luta é nas ruas, não no mundo institucional.


HOJE tb. é dia de NERUDA.


Encontro de grandes artistas comunistas no Rio de Janeiro: Graciliano Ramos, Pablo Neruda, Cândido Portinari e Jorge Amado. Publiquei esta foto num artigo sobre Graciliano Ramos no jornal Inverta, em 1991.
Hoje é dia de aniversário de Pablo Neruda! Para homenagear o grande poeta chileno, lembramos o seu pensamento "a Ação é a mãe da Esperança", e compartilhamos com os amigos e amigas do FB sua foto, junto a Portinari, Jorge Amado e Graciliano Ramos
Foto: Hoje é dia de aniversário de Pablo Neruda! Para homenagear o grande poeta chileno, lembramos o seu pensamento "a Ação é a mãe da Esperança", e compartilhamos com os amigos e amigas do FB sua foto, junto a Portinari, Jorge Amado e Graciliano Ramos

Caco Barcellos sobre Brizola


Depoimento de Caco Barcelos, jornalista, posto no Facebook pelo jornalista e escritor Sérgio Caldieri, duas grandes figuras do jornalismo brasileiro

Sergio Caldieri  via Face
Conforme pedido, companheiro segue trecho da carta de Caco Barcellos:
“Ao Brizola, eu devo o primeiro lápis que tive na vida; o primeiro caderno - que a minha mãe guarda até hoje -, a oportunidade de praticar esporte e música em um espaço digno e o acesso à alimentação com proteína de primeira linha. Impossível também esquecer o dia em que eu e os meus colegas lá na Partenon recebemos um tênis padrão das ‘brizolinhas’, como eram chamadas as milhares de escolas públicas que ele mandou construir nos bairros pobres de Porto Alegre. Lembro, como se fosse hoje, que ouvi a justificativa do Brizola pelo rádio; ‘É um absurdo que os animais do nosso País sejam mais bem-tratados do que as nossas crianças. Nunca vi, no Brasil, um bezerro abandonado, nem um cavalo sem ferradura no casco. Toda criança pobre tem que ter, no mínimo, o direito a um sapato no pé”
Caco Barcellos"

Programa de Estreia Direito e Liberdade


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Com 
Fábio Chamon, André Moreira e Nanda Tardin

Aguarde agenda para os próximos programas.

A Geopolítica dos EUA na América Latina e os Golpes de Estado na Venezuela (2002 ) e Paraguai (2012)






Comentário do blog castorphoto: A geopolítica norte-americana para a América Latina sofreu prejuízos totalmente inesperados com a pressa dos neogolpistas paraguaios em assumir o poder e com tamanha ganância que não puderam aguardar até abril de 2013, quando seriam realizadas as eleições. Agora articulam com todos os seus aliados latinoamericanos fazer reverter a decisão de ingresso da Venezuela no MERCOSUL e a exclusão paraguaia desse organismo.

 
O Golpe de Estado no Paraguai está intimamente ligado à interferência no processo de admissão da Venezuela no MERCOSUL e a conter a influência política e econômica de Brasil e Argentina na América Latina, além de dificultar, ao Brasil, acesso aos portos do Pacífico, o que facilitaria enormemente o comércio com a China e o Extremo Oriente em geral.


Outro aspecto geoestratégico visado pelos EUA é a instalação de base militar na tríplice fronteira (Brasil – Paraguai - Argentina) e o controle do Aquífero Guarany e das reservas latinoamericanas do pré-sal.

 
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1. Não há como entender as peripécias da política sul-americana sem levar em conta a política dos Estados Unidos para a América do Sul. Os Estados Unidos ainda são o principal ator político na América do Sul e pela descrição de seus objetivos devemos começar.


2. Na América do Sul, o objetivo estratégico central dos Estados Unidos, que apesar do seu enfraquecimento continuam sendo a maior potência política, militar, econômica e cultural do mundo, é incorporar todos os países da região à sua economia. Esta incorporação econômica leva, necessariamente, a um alinhamento político dos países mais fracos com os Estados Unidos nas negociações e nas crises internacionais.

3. O instrumento tático norte-americano para atingir este objetivo consiste em promover a adoção legal pelos países da América do Sul de normas de liberalização a mais ampla do comércio, das finanças e investimentos, dos serviços e de “proteção” à propriedade intelectual através da negociação de acordos em nível regional e bilateral.

 
4. Este é um objetivo estratégico histórico e permanente. Uma de suas primeiras manifestações ocorreu em 1889 na I Conferência Internacional Americana, que se realizou em Washington, quando os EUA, já então a primeira potência industrial do mundo, propuseram a negociação de um acordo de livre comércio nas Américas e a adoção, por todos os países da região, de uma mesma moeda, o dólar.

5. Outros momentos desta estratégia foram o acordo de livre comércio EUA-Canadá; o NAFTA (Área de Livre Comércio da América do Norte, incluindo além do Canadá, o México); a proposta de criação de uma Área de Livre Comércio das Américas - ALCA e, finalmente, os acordos bilaterais com o Chile, Peru, Colômbia e com os países da América Central.



6. Neste contexto hemisférico, o principal objetivo norte-americano é incorporar o Brasil e a Argentina, que são as duas principais economias industriais da América do Sul, a este grande “conjunto” de áreas de livre comércio bilaterais, onde as regras relativas ao movimento de capitais, aos investimentos estrangeiros, aos serviços, às compras governamentais, à propriedade intelectual, à defesa comercial, às relações entre investidores estrangeiros e Estados seriam não somente as mesmas como permitiriam a plena liberdade de ação para as megaempresas multinacionais e reduziria ao mínimo a capacidade dos Estados nacionais para promover o desenvolvimento, ainda que capitalista, de suas sociedades e de proteger e desenvolver suas empresas (e capitais nacionais) e sua força de trabalho.


7. Aexistência do MERCOSUL, cuja premissa é a preferência em seus mercados às empresas (nacionais ou estrangeiras) instaladas nos territórios da Argentina, do Brasil, do Paraguai e do Uruguai em relação às empresas que se encontram fora desse território e que procura se expandir na tentativa de construir uma área econômica comum, é incompatível com objetivo norte-americano de liberalização geral do comércio de bens, de serviços, de capitais etc que beneficia as suas megaempresas, naturalmente muitíssimo mais poderosas do que as empresas sul-americanas.

 
8. De outro lado, um objetivo (político e econômico) vital para os Estados Unidos é assegurar o suprimento de energia para sua economia, pois importam 11 milhões de barris diários de petróleo sendo que 20% provêm do Golfo Pérsico, área de extraordinária instabilidade, turbulência e conflito.


9. As empresas americanas foram responsáveis pelo desenvolvimento do setor petrolífero na Venezuela a partir da década de 1920. De um lado, a Venezuela tradicionalmente fornecia petróleo aos Estados Unidos e, de outro lado, importava os equipamentos para a indústria de petróleo e os bens de consumo para sua população, inclusive alimentos.




10. Com a eleição de Hugo Chávez, em 1998, suas decisões de reorientar a política externa (econômica e política) da Venezuela em direção à América do Sul (i.e. principal, mas não exclusivamente ao Brasil), assim como de construir a infraestrutura e diversificar a economia agrícola e industrial do país viriam a romper a profunda dependência da Venezuela em relação aos Estados Unidos.

11. Esta decisão venezuelana, que atingiu frontalmente o objetivo estratégico da política exterior americana de garantir o acesso a fontes de energia, próximas e seguras, se tornou ainda mais importante no momento em que a Venezuela passou a ser o maior país do mundo em reservas de petróleo e em que a situação do Oriente Próximo é cada vez mais volátil.

12. Desde então desencadeou-se uma campanha mundial e regional de mídia contra o Presidente Chávez e a Venezuela, procurando demonizá-lo e caracterizá-lo como ditador, autoritário, inimigo da liberdade de imprensa, populista, demagogo etc. A Venezuela, segundo a mídia, não seria uma democracia e para isto criaram uma “teoria” segundo a qual ainda que um presidente tenha sido eleito democraticamente, ele, ao não “governar democraticamente”, seria um ditador e, portanto, poderia ser derrubado. Aliás, o golpe já havia sido tentado em 2002 e os primeiros lideres a reconhecer o “governo” que emergiu desse golpe na Venezuela foram, sintomaticamente, George Walker Bush (EUA) e José María Aznar (Espanha).

13. À medida que o Presidente Chávez começou a diversificar suas exportações de petróleo, notadamente para a China, substituiu a Rússia no suprimento energético de Cuba e passou a apoiar governos progressistas eleitos democraticamente, como os da Bolívia e do Equador, empenhados em enfrentar as oligarquias da riqueza e do poder, os ataques redobraram orquestrados em toda a mídia da região (e do mundo).

14. Isto apesar de não haver dúvida sobre a legitimidade democrática do Presidente Chávez que, desde 1998, disputou doze eleições, que foram todas consideradas livres e legítimas por observadores internacionais, inclusive o Centro Carter, a ONU e a OEA.


15. Em 2001, a Venezuela apresentou, pela primeira vez, sua candidatura ao MERCOSUL. Em 2006, após o término das negociações técnicas, o Protocolo de adesão da Venezuela foi assinado pelos Presidentes Chávez, Lula, Kirchner, Tabaré e Nicanor Duarte, do Paraguai, membro do Partido Colorado. Começou então o processo de aprovação do ingresso da Venezuela pelos Congressos dos quatro países, sob cerrada campanha da imprensa conservadora, agora preocupada com o “futuro” do MERCOSUL que, sob a influência de Chávez, poderia, segundo ela, “prejudicar” as negociações internacionais do bloco etc. Aquela mesma imprensa que rotineiramente criticava o MERCOSUL e que advogava a celebração de acordos de livre comércio com os Estados Unidos, com a União Européia etc., se possível até de forma bilateral, e que considerava a existência do MERCOSUL um entrave à plena inserção dos países do bloco na economia mundial, passou a se preocupar com a “sobrevivência” do bloco.


16. Aprovado pelos Congressos da Argentina, do Brasil, do Uruguai e da Venezuela, o ingresso da Venezuela passou a depender da aprovação do Senado paraguaio, dominado pelos partidos conservadores representantes das oligarquias rurais e do “comércio informal”, que passou a exercer um poder de veto, influenciado em parte pela sua oposição permanente ao Presidente Fernando Lugo, contra quem tentou 23 processos de “impeachment” desde a sua posse em 2008.

17. O ingresso da Venezuela no MERCOSUL teria quatro consequências: dificultar a “remoção” do Presidente Chávez através de um golpe de Estado; impedir a eventual reincorporação da Venezuela e de seu enorme potencial econômico e energético à economia americana; fortalecer o MERCOSUL e torná-lo ainda mais atraente à adesão dos demais países da América do Sul; dificultar o projeto americano permanente de criação de uma área de livre comércio na América Latina, agora pela eventual “fusão” dos acordos bilaterais de comércio, de que o acordo da Aliança do Pacifico é um exemplo.


18. Assim, a recusa do Senado paraguaio em aprovar o ingresso da Venezuela no MERCOSUL tornou-se questão estratégica fundamental para a política norte americana na América do Sul.


19. Os líderes políticos do Partido Colorado, que esteve no poder no Paraguai durante sessenta anos, até a eleição de Lugo, e os do Partido Liberal, que participava do governo Lugo, certamente avaliaram que as sanções contra o Paraguai em decorrência do impedimento de Lugo, seriam principalmente políticas, e não econômicas, limitando-se a não poder o Paraguai participar de reuniões de Presidentes e de Ministros do bloco.

 
Feita esta avaliação, desfecharam o golpe. Primeiro, o Partido Liberal deixou o governo e aliou-se aos Colorados e à União Nacional dos Cidadãos Éticos - UNACE e aprovaram, a toque de caixa, em uma sessão, uma resolução que consagrou um rito super-sumário de “impeachment”.

 
Assim, ignoraram o Artigo 17 da Constituição paraguaia que determina que “no processo penal, ou em qualquer outro do qual possa derivar pena ou sanção, toda pessoa tem direito a dispor das cópias, meios e prazos indispensáveis para apresentação de sua defesa, e a poder oferecer, praticar, controlar e impugnar provas”, e o artigo 16 que afirma que o direito de defesa das pessoas é inviolável.

20. Em 2003, o processo de impedimento contra o Presidente Macchi, que não foi aprovado, levou cerca de 3 meses enquanto o processo contra Fernando Lugo foi iniciado e encerrado em cerca de 36 horas. O pedido de revisão de constitucionalidade apresentado pelo Presidente Lugo junto à Corte Suprema de Justiça do Paraguai sequer foi examinado, tendo sido rejeitado in limine.

21. O processo de impedimento do Presidente Fernando Lugo foi considerado golpe por todos os Estados da América do Sul e de acordo com o Compromisso Democrático do MERCOSUL o Paraguai foi suspenso da UNASUL e do MERCOSUL, sem que os neogolpistas manifestassem qualquer consideração pelas gestões dos Chanceleres da UNASUL, que receberam, aliás, com arrogância.




22. Em consequência da suspensão paraguaia, foi possível e legal para os governos da Argentina, do Brasil e do Uruguai aprovarem o ingresso da Venezuela no MERCOSUL a partir de 31 de julho próximo. Acontecimento que nem os neogolpistas nem seus admiradores mais fervorosos - EUA, Espanha, Vaticano, Alemanha, os primeiros a reconhecer o governo ilegal de Franco - parecem ter previsto.


23. Diante desta evolução inesperada, toda a imprensa conservadora dos três países, e a do Paraguai, e os líderes e partidos conservadores da região, partiram em socorro dos neogolpistas com toda sorte de argumentos, proclamando a ilegalidade da suspensão do Paraguai (e, portanto, afirmando a legalidade do golpe) e a inclusão da Venezuela, já que a suspensão do Paraguai teria sido ilegal.

24. Agora, o Paraguai procura obter uma decisão do Tribunal Permanente de Revisão do MERCOSUL sobre a legalidade de sua suspensão do MERCOSUL enquanto, no Brasil, o líder do PSDB anuncia que recorrerá à justiça brasileira sobre a legalidade da suspensão do Paraguai e do ingresso da Venezuela.


25. A política externa norte-americana na América do Sul sofreu as consequências totalmente inesperadas da pressa dos neogolpistas paraguaios em assumir o poder, com tamanha voracidade que não podiam aguardar até abril de 2013, quando serão realizadas as eleições, e agora articula todos os seus aliados para fazer reverter a decisão de ingresso da Venezuela.


26. Na realidade, a questão do Paraguai é a questão da Venezuela, da disputa por influência econômica e política na América do Sul e de seu futuro como região soberana e desenvolvida.
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Recebido por e-mail da redecastorphoto
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Ilustração - AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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PressAA

 
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quinta-feira, 12 de julho de 2012

PELOAMORDEDEUS, alguem aí para calar a boca deste ' patriota' norte americano?


Patriota espera que OEA acompanhe decisão da Unasul e do Mercosul sobre Paraguai

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse ter expectativa de que a Organização dos Estados Americanos (OEA) leve em conta a postura adotada pela União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e pelo Mercado Comum do Sul (Mercosul) quando for se posicionar oficialmente sobre a atual situação do Paraguai.

Os dois blocos internacionais suspenderam o Paraguai de seus quadros até a convocação de novas eleições, por discordarem de como foi conduzido o processo de impeachment do ex-presidente Fernando Lugo. De acordo com Antonio Patriota, não há data prevista para uma reunião em que a OEA decida sobre o assunto.

Patriota deu a declaração em coletiva de imprensa após encontro com o chanceler da ilha caribenha de Santa Lúcia, Alva Baptiste. “O Mercosul e a Unasul tomaram uma postura importante. Esperamos que os órgãos mais amplos levem em consideração o que esses subgrupos decidiram”, afirmou o ministro.

No início da semana, o secretário-geral da organização, José Miguel Insulza, sugeriu que seja feito um plano de ação para facilitar o diálogo entre os países americanos e que defendeu que o Paraguai não sofra suspensão. No entanto, Patriota disse ontem (11) que as afirmações de Insulza não constituem a posição oficial da Organização dos Estados Americanos. (...)

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/internacional/2012/07/patriota-espera-que-oea-acompanhe-decisao-da-unasul-e-do-mercosul-sobre-paraguai?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter
 — comGilson César Ferreira Gomes.
Patriota espera que OEA acompanhe decisão da Unasul e do Mercosul sobre Paraguai 

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse ter expectativa de que a Organização dos Estados Americanos (OEA) leve em conta a postura adotada pela União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e pelo Mercado Comum do Sul (Mercosul) quando for se posicionar oficialmente sobre a atual situação do Paraguai.
 
Os dois blocos internacionais suspenderam o Paraguai de seus quadros até a convocação de novas eleições, por discordarem de como foi conduzido o processo de impeachment do ex-presidente Fernando Lugo. De acordo com Antonio Patriota, não há data prevista para uma reunião em que a OEA decida sobre o assunto.
 
Patriota deu a declaração em coletiva de imprensa após encontro com o chanceler da ilha caribenha de Santa Lúcia, Alva Baptiste. “O Mercosul e a Unasul tomaram uma postura importante. Esperamos que os órgãos mais amplos levem em consideração o que esses subgrupos decidiram”, afirmou o ministro.
 
No início da semana, o secretário-geral da organização, José Miguel Insulza, sugeriu que seja feito um plano de ação para facilitar o diálogo entre os países americanos e que defendeu que o  Paraguai não sofra suspensão. No entanto, Patriota disse ontem (11) que as afirmações de Insulza não constituem a posição oficial da Organização dos Estados Americanos. (...)
 
http://www.redebrasilatual.com.br/temas/internacional/2012/07/patriota-espera-que-oea-acompanhe-decisao-da-unasul-e-do-mercosul-sobre-paraguai?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter
 ·  ·  · há 53 minutos
  • 4 pessoas curtiram isto.
    • Fernanda Tardin que imagem fiel: o patriota vestido a carater. Tem que sair né não? Pra que serve um ministro brasileiro que é norte americano escancarado? bj

SEU LICURGO COSTA




Urda Alice Klueger*

Nasci quase 50 anos depois dele, o que fez com que não o conhecesse logo, não tivesse com ele as convivências que os outros tiveram. Na verdade, fiquei quase sem saber que ele existia até muito tarde na minha vida, até os tempos em que pesquisava História de Santa Catarina para escrever meu romance-histórico “Cruzeiros do Sul”. Esse romance propunha-se a contar a história da formação do povo catarinense, e eu andava esbarrando num problema sério: não encontrava boas fontes sobre o passado da região dos campos de Lages. Então, um advogado de Blumenau, sabedor do que eu passava, disse-me: “Há que se conhecer Licurgo Costa! Eu lhe empresto um livro dele. Ele não é como os outros, ele começa a contar a História desde quando o rei de Portugal começava a pensar em fazer a lei que daria a origem ao fato aqui no Brasil, e assim por diante. Eu trago um livro dele para ti amanhã.”


Foi assim que conheci o seu Licurgo, primeiro o livro, o primeiro volume de “O continente das Lagens”, emprestado por aquele advogado. O livro era totalmente espetacular, era exatamente o que eu queria para que servisse de base ao meu trabalho. Fiquei muito ansiosa para ter para mim aquele livro, e investiguei como consegui-lo: o livro estava esgotado. Soube ele, porém, que estava eu querendo o livro – e amanheci um dia com o Correio me batendo na porta, trazendo a coleção completa, os quatro volumes de “O continente das Lagens”, presente do seu Licurgo Costa para esta pessoa que era desconhecida na vida dele.


Nossa amizade começou daí. No começo, trocávamos cartas; só fui conhecê-lo pessoalmente mais tarde. Cada vez mais ele foi tomando tamanho e forma na minha vida – eu o admirava incondicionalmente. Quando “Cruzeiros do Sul” ficou pronto, pedi-lhe que escrevesse o prefácio – e tenho o orgulho de ele o ter feito, de ele ter escrito aquelas linhas que atestam que era recíproca a nossa admiração.


Houve outras coisas mais, já não lembro a ordem. Sei que um dia fui chamada a ocupar um lugar de sócia no Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, e a indicação tinha sido dele.


A partir de um certo momento, passamos a nos conhecer pessoalmente: eu ainda era jovem e vaidosa; ele era um senhor elegantíssimo e cheio de charme – a proximidade dos noventa anos não lhe tirava o fascínio de saber-se sedutor e interessantíssimo. Gostávamos de estar juntos – sempre que tal acontecia, ele brincava comigo, dizia que estava me paquerando para uma próxima encarnação. Alguém pode achar que isto parece ser macabro, mas não era: era doce e lindo, e flertávamos mesmo como se em outra encarnação fôssemos nos encontrar.


Agora o seu Licurgo se foi. Para mim, ficaram seus livros, o prefácio de um livro, e tantas lembranças e saudades! Sou uma pessoa agnóstica, mas penso que o que ele era, aquela essência, aquela energia, aquele fascínio, não podem ter se acabado. Lembrando agora de antigos livros que lia quando criança, diria que ele viajou para o “país das campinas verdejantes”, onde, algum dia, numa próxima encarnação, acabaremos por ser, mesmo, namorados. Até lá, seu Licurgo! A gente se vê!

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*Urda Alice Klueger: Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR. Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz

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Leia também...






19 de julho de 1971- "Foi suicídio". Essa foi a notícia que chegou para Iracema Merlino, minha avó, quatro dias depois de três homens armados terem levado seu filho, Luiz Eduardo, de sua casa em Santos para o DOI-Codi, centro de tortura da ditadura militar em São Paulo. O corpo, por pouco não pôde enterrar. Estava no IML da cidade, com marcas de tortura, sem identificação. Foi o genro delegado, Adalberto, meu pai, que o encontrou. O caixão veio lacrado. Na missa de sétimo dia, na Catedral da Sé, os mesmos três homens que foram buscar o filho vieram dar-lhe os pêsames.


1988 ou 1989- Aproveito uma saída de minha avó e vou escondido até seu quarto. Mexo numa pasta azul royal com uma etiqueta escrito "Guido Rocha". Sei que não devo mexer ali. Leio rápido, para não ser vista. Embora saiba que meu tio foi assassinado porque "defendia um Brasil com saúde e educação para todos", eu não sei em quais condições havia morrido. São três ou quatro páginas datilografadas. É uma entrevista de Guido Rocha, companheiro de cela de Luiz Eduardo no DOI-Codi e um dos últimos a vê-lo com vida. Um calor me sobe o rosto, sinto um aperto no estômago e um nó na garganta. As lágrimas caem. Corro ao banheiro e choro longamente.


O horror relatado por Guido marcou meus doze anos. E me acompanhou por muito tempo, em muitas noites mal dormidas.


1991 ou 1992- "Carlos Alberto Brilhante Ustra." É a primeira vez que ouço esse nome, durante uma reunião na Comissão de Direitos Humanos na Assembleia Legislativa de São Paulo. Ex-presos políticos denunciam torturas sofridas nos aparelhos repressivos. Eleonora Menicucci, companheira de militância de Merlino e hoje ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, pede a palavra e relata a tortura que sofrera, lado a lado de Merlino. Ela, na cadeira do dragão. Ele, no pau de arara. O comandante da casa de torturas era Brilhante Ustra. A denúncia não era nova. Eleonora e ex-presos políticos já a haviam feito muitos anos antes. Anoto o nome, olho para minha avó. ela está muito, muito vermelha, impassível. Só quem a conhecia bem entendia que era um sinal de tristeza e nervosismo.


Iracema era uma mulher muito calma, bonita, delicada. E muito forte. Nunca desistiu de lutar para que o Estado reconhecesse que seu filho fora assassinado. Ainda durante a ditadura, em 79, moveu uma ação contra a União, extinta na Justiça Federal por prescrição. A ação foi motivo de preocupação do regime militar, conforme documento de 31 de julho de 1971 que consta no acervo da Abin (Agência Brasileira de Inteligência Nacional), assinado pelo então comandante do Dops, Romeu Tuma, relatando um ato público em homenagem a Merlino. Quando morreu, em 31 de março de 1995, minha avó não tinha desistido de responsabilizar o Estado pelo assassinato de seu filho.


26 de junho 2012...


(Leia completo clicando no título)


Recebido por e-mail de Vanderley Caixe, grupo Carta O BERRO


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Ilustração - AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons]

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UM INOCENTE EXECUTADO NA 'TERRA DOS LIVRES E LAR DOS VALENTES': JOE HILL

"oh, diga, a bandeira estrelada ainda tremula 
sobre a terra dos livres e lar dos valentes?"
(trecho do hino nacional dos EUA)

Anotem a data: 19 de novembro de 2015. Temos um mártir a reverenciar neste dia.

É quando transcorrerá o centenário da morte de Joe Hill, outro esquerdista que, a exemplo de Sacco e Vanzetti, os EUA executaram por causa dos seus ideais, utilizando como pretexto um crime comum do qual foi falsamente acusado. 

Seu nome era Joel Emmanuel Hägglund. Filho de um ferroviário, nasceu na província sueca de Gästrikland, em outubro de 1879. Com queda para a música, aprendeu cedo a tocar órgão, piano, acordeão, banjo, guitarra e violino. Depois da morte dos pais, foi em 1902 tentar a sorte nos EUA, onde adotou o nome de Joseph Hillström.

Eis um bom relato do que lhe aconteceria na  terra dos livres e lar dos valentes, assinado por Fernando J. Almeida (cujo único senão foi não ter deixado mais claro quais trechos do artigo são de sua autoria e quais foram extraídos da trilogia USA, de John dos Passos): 
"Um jovem sueco chamado Hillstrom meteu-se ao mar, calejou as mãos em veleiros e velhos cargueiros vagabundos, aprendeu Inglês no castelo da proa dos vapores que faziam a ligação entre Estocolmo e Hull, e como todos os suecos sonhava com o Oeste. Quando se instalou na América, deram-lhe um emprego: limpar escarradores num bar de Bowery. Mudou-se para Chicago e trabalhou numa firma de máquinas.
Continuando a sua marcha para o Oeste, alugou os braços aos senhores das colheitas, arrastou-se pelas agências de empregos, pagou muitos dólares de comissão para conseguir trabalho numa empresa qualquer de construção civil, andou muitas milhas quando a comida era demasiado má, o capataz demasiado brutal ou os percevejos demasiado agressivos no barracão.
Participou duma greve, na Califórnia, costumava tocar concertina à porta do barracão, à noite, depois da ceia, tinha um condão peculiar para transformar em rimas os brados de revolta.

As canções de Joe Hill foram cantadas nas cadeias distritais e nas pensões rascas, por desempregados itinerantes, por trabalhadores das jornas. Em todo o lado, onde um proletário se sentisse perseguido, explorado, marginalizado, soava uma canção de Joe Hill.
Em Bingham, Utah, Joe Hill organizou os trabalhadores da Utah Construction Company num único grande sindicato, conseguiu-lhes salários mais elevados, menos horas de trabalho, melhor comida.

Joe Hill vivia no Utah, estado dominado pelo fundamentalismo religioso da seita Mormon. Foi acusado, injustamente, de ter assassinado um merceeiro, de nome Morrison. A sua condenação à morte provocou vastas movimentações.

O cônsul da Suécia e o presidente Wilson tentaram obter um novo julgamento, mas o Supremo Tribunal do Estado de Utah manteve o veredicto. Joe Hill continuou a escrever as suas canções, no ano em que permaneceu na cadeia. Em Novembro de 1915, encostaram-no contra a parede da penitenciária de Salt Lake City. 'Não percam tempo chorando minha morte. Organizem-se!' --foram as últimas palavras que enviou para os seus camaradas. Joe Hill aprumou-se diante da parede do pátio da penitenciária, olhou para os canos das espingardas e deu a voz de fogo".
Em 1980, assisti a um ótimo filme sueco sobre sua saga: O desejo final (d. Bo Widerberg, 1971), que passara nove anos vetado pela censura ditatorial. Eis o que o grande crítico Rubem Biáfora escreveu então:
"O que Sacco e Vanzetti foi para o cinema italiano, este Joe Hill é para o sueco: o libelo contra o injustiçamento de um idealista de seu país em meio à engrenagem da Justiça americana. A ação começa com o jovem Joseph Hillstrom (19 anos) e seu irmão aportando em 1910 à nova terra, cheios de esperanças, sujeitando-se a todos os trabalhos inferiores que as sociedades reservam aos imigrantes pobres e que não conhecem seu idioma.
Joe procura amenizar sua vida com a apreciação da música e compondo canções românticas, mas será depois, ao transformar-se em organizador sindical, colhido por obscuras evidências e acabará condenado à morte em circunstâncias nebulosas, que o tornam uma legenda que depois acaba mais ou menos perdida"
Agora o filme, de 112 minutos, está disponibilizado no Youtube, com dublagem em castelhano --clique aqui. Mas, durante esse tempo todo sem o rever, eu nunca esqueci a comovente poesia-testamento que Joe Hill deixou. Trata-se, exatamente, do  desejo final  ao qual se refere o título do filme; e, claro, é aproveitada no seu término.

Graças à busca virtual, acabo finalmente de encontrar uma versão espanhola, que transpus para o português:
"Meu corpo? Ah, se pudesse escolher,
faria com que fosse reduzido a cinzas
e deixaria as alegres brisas soprarem meu pó
até onde existissem algumas flores murchas.

Talvez essas flores murchas então
voltassem à vida, florescendo outra vez.
Este é meu derradeiro e final desejo.
Boa sorte para vocês!"
Também me marcou muito a balada "Joe Hill", composta por Alfred Hayes e Earl Robinson em 1936 e que foi gravada por grandes nomes da música folk; Joan Baez, p. ex., apresentou-a no festival de Woodstock. Belíssima. Neste caso, a tradução está amplamente disponibilizada nos sites de música. Ei-la:
"Sonhei que vi Joe Hill na noite passada, como vejo a você e a mim.
Eu disse: 'Mas Joe, você morreu há dez anos'.
'Eu nunca morri', ele disse.
'Eu nunca morri', ele disse.

'Em Salt Lake, Joe --eu disse a ele, ao pé da minha cama--,
eles enterraram você numa cova'.
E Joe disse, 'mas, eu não morri'.
E Joe disse, 'mas, eu não morri'.

'O chefe dos toneleiros atirou em você, Joe, eles o assassinaram, Joe', eu disse.
'Precisa de muito mais do que armas para matar gente --disse Joe--, eu não morri'

'E lá de pe, firme e forte, com um sorriso no olhar,
Joe disse: 'O que eles nunca puderam matar é meu ideal'.

'Joe Hill não morreu --ele me diz--, Joe Hill nunca morre,
quando os trabalhadores em greve se organizam, Joe Hill está no meio deles'

De San Diego ao Maine, em cada mina, fabrica ou oficina
em que os trabalhadores se preparam para reivindicar seus direitos,
lá você encontrará Joe Hill.

Sonhei que vi Joe Hill na noite passada, como vejo a você e a mim.
Eu disse: 'Mas Joe, você morreu há dez anos'.
'Eu nunca morri', ele disse.
'Eu nunca morri', ele disse".

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Pronunciamento do Senador Ricardo Ferraço na sessão de cassação de Demós...




Como  os ratos abandonam os navios:

Ricardo Ferraço, o Senador do Caminhos do Campo, defensor da DELTA e integrante do grupo  que está compromertido com esquemas decorrentes da Cachoeira, em sessao de cassação a Demostenes.

BRASILEIROS, não nos sintamos 'justiçados', cobremos  transparencia e punição a TODOS.

O CUMULO da CARA DE PAU:

 Isto é incrível?


É notório que elles tem conceitos próprios de democracia  , liberdade de expressão, ética, mas vejam via estes exemplos a que ponto chegaram:

Foto: Pior que a cara de pau do senador cassado em atribuir culpa à "esquerda" pela perda do seu mandato, são os 118 (vergonhosos) retweets. Não é à toa que múmias políticas continuam a se perpetuar na política brasileira, amparadas por eleitores que são tão somente o espelho do candidato.


http://youtu.be/NpMOy011uR4

http://www.youtube.com/watch?v=NpMOy011uR4

Aécio Neves defendendo Demóstenes Torres no dia 06/03/2012 durante sessão do Senado, sobre as acusações do envolvimento do "nobre senador" de Goiás com o bicheiro Carlinhos Cachoeíra... 

Que Minas veja e saiba o que Aécio pensa a respeito.

Iran anuncia : Descoberto medicamento que detém a AIDS


O governo do Irã anuncioiu a descoberta de um medicamento que detém a AIDS se tomado por três meses e por um prazo de dois anos, ao contrário dos medicamentos atuais que devem ser tomados em caráter permanente. Isso equivale a estar próximo da descoberta da cura plena. O fato aconteceu numa conferência da Organização Mundial da Saúde e foi comprovada com o rigor científico exigido para reconhecimento.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

NÃO PERDER O TREM-BALA REVOLUCIONÁRIO DA HISTÓRIA É A PALAVRA DE ORDEM.


(COMPARTILHAMENTO FRATERNO FILO-MARXISTA PARA REFLEXÃO).

NÃO PERDER O TREM-BALA REVOLUCIONÁRIO DA HISTÓRIA É A PALAVRA DE ORDEM.

Por: Paulo Lucena – da Revista Eletrônica Pan-amazônica da Contrainformação REDNOTICP
-- www.ongcampa,com --

“A Contrainformação é o contraponto rebelde â Mídia Burguesa Capitalista Global”

(Inspiração: -- Pesquisas de Indiana ‘Jober’ Jones [Pedagogo de Línguas e Reitor da UNI] em suas Obras Editoriais Pedagógicas e Programáticas --- ‘APRENDIZAGEM ACELERADA’ e ‘REVOLUCIONANDO O APRENDIZADO’ [São Caetano do Sul-SP] – Tel ...55 [11] – PABX: - 55830938.)

(Fonte: UNI: Universidade do Inglês --www.universidadedoingles.com.br -- contato@universidadedoingles.com.br --)

Uma revolução cutural e tecnológica está mudando a vida mundana e o mundo contemporâneos.
Nós todos fazemos parte da primeira geração global a viver numa nova era a era potencialmente comprometida a oferecer uma opção ilimitada de perspectivas luxuriantes num contexto humano de Mundo em que, virtualmente, todas as coisas podem ser possíveis nas esferas da tecnologia virtual avançada.
Para que todos nós possamos fazer essas opções --- e continuarmos realizando-as durante toda a vida --- basta compreendermos o escopo (o objetivo) virtual dessas mudanças, ver seu potencial e agarrar as oportunidades sem desistirmos da grande batalha da evolução hodierna.
O mundo de nossos filhos jamais será igual a nenhum outro mundo anterior. O futuro também depende da habilidade de compreender-se novos coceitos, eleger-se novas propostas, além de continuar estudando, aprendendo e adaptando-se durante toda a vida. Sem pessimismos e sem recúos.
Países desenvolvidos empreendem o salto de uma sociedade industrial para a era da informação. Da era Mecânica à era da tecnologia virtual uma era em que o poder cerebral e o conhecimento humano continuarão a substituir maquinário e construções formais como capital ativo da sociedade.
A nova era também é de alternativas diversificadas. Para aqueles com o novo conhecimento. Vislumbra-se e já se vive um mundo de oportunidades magníficas para os inteligentes e corajosos os que abraçam com entusiasmo e boa-vontade a nova era. Inteligência não é necessariamente cultura nem educação, ou saber. Para aqueles que dormem na obsolescência, no anacronismo reacionário (atrazo renitente e conservador)... sem a essência do conhecimento humano (educação, cultura e saber), restarão as perspectivas do desemprego, da pobreza, da desesperança, da miséria, da fome... na medida em que os antigos empregos (postos de trabalho tradicionais extintos pela modernização tecnológica) desaparecem, e os velhos sistemas industriais (dos meios, modos e relações de produção [Marx & Engel]) desintegram-se. Que todos venham a ter o lampejo de transmitirem a verdade destas reflexões, e as oportunidades e práticas educacionais recomendadas da nova era aos seus descendentes diretos e diletos.
Há hoje a necessidade premente de novos métodos e novos temas revolucionários de aprendizagem se se quizer que a Humanidade Global se beneficie do atual processo evolutivo. Métodologias e temáticas que atinjam não apenas as novas gerações, mas igualmente para os que ora nascem e crescem, para todos os adultos coevos (atuais) aínda excluídos do processo, e que hoje se debatem pela sobrevivência no mundo social da ignorância, da exclusão e da carência. Estudar e aprender é a solução única e exclusiva.
Não perder o trem revolucinário da históra é a palavra de ordem..

Jovem nua egípcia se refugia na Suécia



(Clique na imegem para ver ampliado)

Rui Martins*

 Vocês se lembram da notícia aqui publicada sobre uma jovem egípcia que, em plena primavera árabe no Egito, tirou a roupa e ficou nua em nome da liberdade? « Eu reivindico minha liberdade sexual, o direito de não me casar, meu ateismo. As mulheres devem poder viver sua vida como bem entendem », dizia ela, em seu blog.

Era dezembro, e a primavera árabe, seguindo o calendário, estava virando inverno, pois a revolta juvenil estava mudando de dono.

Os jovens com sua revolta, iniciada na praça Tahir, tinham derrubado Mubárak, mas não eram eles quem iam decidir o futuro. A praça foi pouco a pouco tomada por outros jovens, barbudos, partidários de outro tipo de revolução – queriam o retorno aos princípios religiosos do Profeta e que se voltasse a aplicar como lei, no Egito, a chariá.

Aliaa Magda Elmahdy percebeu que sua foto de protesto nua, publicada no seu blog mas distribuída por todo mundo pela imprensa, ia lhe sair caro.

Mesmo os homens jovens, que com ela protestavam na praça Tahir, não aprovavam seu gesto, mostrando que a intolerância penetra profundo e que a visão machista da mulher não se podia mudar em algumas semanas.

E mesmo as feministas egípcias condenavam o gesto da jovem Aliaa. « Ela nos dá vergonha - disseram.- Não é mostrando o sexo e os seios que vai avançar a causa feminina ». Em síntese, mesmo para os revolucionários e para as feministas Aliaa era uma pessoa incômoda. Não faltava muito para deixarem os islamitas aplicarem a pena devida a esse tipo de comportamente – a morte a pedradas ou lapidação.

Aliaa se eclipsou e se escondeu no apartamento de seu namorado, na periferia do Cairo. Mas mesmo ali, sua maneira livre de ser, vivendo com alguém sem ter se casado como manda o Corão, já começavam a lhe causar problemas.

Felizmente, um grupo de mulheres suecas convidou Aliaa para participar de uma manifestação, em Estocolmo, dentro da Jornada Internacional da Mulher, no mês de março. Era a única chance de escapar de um processo, tão logo algum praticante islamita localizasse a jovem nua das fotos.

E hoje Aliaa – segundo reportagem exclusiva publicada pela revista semanal suíça L´Hebdo – vive numa pequena cidade sueca, mas ainda traumatizada e temendo ser assassinada na própria Suécia, onde vive uma enorme comunidade islamita fundamentalista.

Nesse meio tempo, houve o primeiro turno das eleições presidenciais no Egito pós-primavera árabe. Dois candidatos se qualificaram para o segundo turno – o representante dos Irmãos Muçulmanos que, embora prometa ser moderado, irá instaurar a lei corânica da chariá; e um sobrevivente do regime de Mubárak.

Nas duas hipóteses, a primavera árabe foi usurpada e seus primeiros participantes não terão parte na recontrução do Egito. E o mais provável é o Egito sair do regime laico para se tornar mais uma república teocrática islamita.

As grandes perdedoras serão as mulheres que, entre outras coisas, voltarão a ser propriedade de seus pais e maridos, obrigadas a usar o véu, cobrindo a cabeça e parte do rosto ou, no caso, de ascenção dos fundamentalistas, será a burca, a touca que cobre toda a cabeça, deixando apenas os orifícios para os olhos e a respiração.

O panarabismo, laico e mesmo socialista, está longe. A união dos árabes vem sendo feita pelos religiosos do islamismo integrista que exigem o retorno às regras literais do Corão, um rígido código moral que, repetindo a Idade Média cristã, também enquadra, limita e dita suas leis à ciência.

Tudo começou quando Bush destruiu o Iraque laico, cujo ditador Sadam Hussein servia de muralha ao avanço do islamismo. A queda de outro ditador, Kadafi, na Líbia, rompeu a muralha erguida no Magreb. Duas guerras dignas de aprendizes de feiticeiros que abriram a Caixa de Pandora. Difícil agora de prever o futuro.
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*Rui Martins, jornalista, escrtitor, ex-correspondente do Estadão e da CBN, após exílio na França. Autor do livro “O Dinheiro Sujo da Corrupção”, criou os Brasileirinhos Apátridas e propõe o Estado dos Emigrantes. Vive na Suíça, colabora com os jornais portugueses Público e Expresso, é colunista do site Direto da Redação. Colabora com o Correio do Brasil e com esta nossa Agência Assaz Atroz.
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Cem anos de Luiz Gonzaga

por Roberto Malvezzi, Gogó


Estamos celebrando aqui no Nordeste os cem anos do nascimento de Luiz Gonzaga. Nasceu em 13 de Dezembro de 1912. Além da dimensão artística, é indubitável o papel de sua música na difusão do imaginário sobre o Nordeste, inclusive do ponto de vista ambiental e social.


Fiz com Targino Gondim e Nilton Freitas o CD "Belo Sertão”, numa tentativa de valorizar a importância social da música de Luiz Gonzaga. Fizemos um diálogo de composições como o pout pourri de Asa Branca (Asa Branca, Triste Partida e Volta da Asa Branca), Súplica Cearense, Jesus Sertanejo, Riacho do Navio, etc. Fomos dissecando o que significa cada uma dessas músicas nesse contexto, porque elas existem, qual a razão de tanta celebridade desses clássicos nordestinos. Ao mesmo tempo, na lógica da convivência com o semiárido, compusemos – inclusive com outros compositores - Água de Chuva, Beleza Iluminada, Belo Sertão, Boato Ribeirinho, Estalo de Fogueira e outras.


Curioso como esse trabalho se difundiu no Nordeste muito mais nas escolas, universidades e setores da educação popular que propriamente no mundo do show business. Há inclusive monografias de mestrado estudando o semiárido a partir da música, influenciadas pelo que viram e ouviram no CD.


(Clique no título e leia completo)


Recebido por boletim de Pátria Latina


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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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PressAA

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