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sábado, 30 de junho de 2012

A SEMANA - BRASIGUAIOS ASSUMEM O CONTROLE ACIONÁRIO DE BRASIGUAI S/A


A SEMANA


“GOLPE SUAVE” -  BRASIGUAIOS ASSUMEM O CONTROLE ACIONÁRIO DO BRASILGUAI S/A


Laerte Braga


Dilma Roussef tomou duas trombadas dentro de “casa”. A primeira delas o chanceler Anthony Patriot (que alguns chamam de Antônio Patriota), um corpo estranho num governo que pretende a integração latino-americana, pelo menos no discurso e no papel, Na prática é outra coisa. A segunda com a declaração do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva legitimando o golpe no Paraguai S/A, empresa controlada por latifundiários brasileiros cognominados de brasiguaios, ao declarar que o novo governo, o governo golpista, deve ser punido até que realize eleições em abril do próximo ano.
Foto
Manoel Zelada foi deposto em junho/julho de 2009. O rito “constitucional” traçado na madrugada por forças golpistas, e as eleições em seguida legitimando o golpe. Pepe Lobo foi eleito. Está enchendo as cadeias de adversários, assassinando pessoas. Há cerca de quinze dias um helicóptero norte-americano cedido ao governo de Lobo para o combate ao tráfico de drogas disparou contra uma embarcação lotada de civis. Crianças, idosos, homens e mulheres. Matou mais de trinta pessoas. No dia seguinte um comunicado oficial falou em “equívoco”, “inquérito para apurar responsabilidades” e “pedido de desculpas”.

As prisões começam a ficar lotadas na empresa Paraguai S/A, sob controle de latifundiários brasileiros que lá residem e possuem terras. Os brasiguaios.

O golpe em Honduras, num primeiro momento, foi condenado pelo presidente dos EUA Barack Obama. Em dois ou três dias o líder republicano John McCain levou lideranças políticas do país ao Congresso norte-americano e legitimou o golpe à revelia do presidente. Daí para a frente faltou a Obama peito para reverter a situação. Peito e vontade.

Os brasiguaios diante da reação de Dilma Roussef, condenando publicamente o golpe e das sanções políticas inócuas adotadas pelos países do MERCOSUL, chamaram não John McCain, mas Álvaro Dias, senador tucano e irmão do governador do Paraná. É pelo porto de Paranaguá que o latifúndio paraguaio/brasileiro exporta grãos, principalmente soja.

Dilma ainda não entendeu que está sendo enrolada pelas beiradas e no centro do mingau está o seu chanceler, absolutamente sem compromisso com qualquer processo de integração latino-americana, mas subordinado aos interesses dos EUA e seus acionistas (bancos, grandes corporações sobretudo de armas, petróleo).

Ao olhar as pesquisas a presidente não vê por trás dos muros, pintados com elevados índices, as incoerências de seu governo e o precipício à frente. Vai tocar o barco de olho na reeleição em 2014.

A partir de abril de 2013 abre as portas ao consórcio BRASILGUAI S/A.

O que há naquele país é simples. As elites políticas e econômicas paraguaias são subordinadas aos interesses de grandes corporações do agronegócio e sustentadas politicamente pelo latifúndio brasileiro, base do governo de Dilma. Há dois dias Kátia Abreu, senadora e chamada de “miss moto serra”, defendeu abertamente a reeleição de Dilma e agradeceu a decisão do governo de criar linhas de crédito de 115 bilhões para “pequenos e médios” agricultores.

Me chama de pequeno e médio que eu gosto.

Farsa, pura farsa.

De concreto mesmo só a confirmação que a Venezuela faz partedo MERCOSUL. O veto até então era do Senado paraguaio. O Senado, naquele país, é um departamento de PARAGUAI S/A. a Razão social da empresa, aliás, deve mudar – BRASILGUAI S/A.

A nova data cívica a ser fixada vai ter um desfile de latifundiários, seus agregados, os carros alegóricos empurrados pelos camponeses escravos e na última alegoria Álvaro Dias e Kátia Abreu. Breve o novo Código Floresta brasileiro inserido dentro do contexto do Plano Grande Colômbia e Dilma Roussef com Patriot ao lado anunciando que somos uma grande potência.

Potência da ilusão. Do “capitalismo a brasileira”. O representante dos imigrantes brasileiros na corporação BRASILGUAI S/A vai ganhar lugar de destaque no desfile.

Brilhante Ustra já pode ser chamado de torturador. Uma corte de justiça reconheceu que o coronel torturou, assassinou e comandou um esquema brutal e violento durante a ditadura militar, em si, brutal e violenta.

A rateada de Cristina Kirchner deve ter sido inspiração de algum dos chefões da FOLHA DE SÃO PAULO. O jornal brasileiro – mídia de mercado – que chamou a ditadura de “ditabranda”. A FOLHA emprestava seus caminhões para a desova de corpos mortos nos porões da ditadura. A presidente argentina chamou o golpe de “golpe suave”.

Quem se lembrar dos velhos livros de história vai se lembrar da antiga Província Cisplatina, o hoje Uruguai. Pertencia ao Brasil. Lutou e conseguiu sua independência. O Paraguai fez o caminho inverso. As elites políticas e econômicas pegaram o país e entregaram a latifundiários. As contas em bancos estrangeiros devem estar recheadas.

Quem sabe não criam um império e coroam Álvaro Dias imperador e Kátia de Abreu imperatriz? Por que não? Aí não há necessidade de novas eleições e nem riscos de serem derrotados, o que vai criar a obrigação de outro golpe.

Se tiverem pretensões maiores podem aproveitar FHC, disponível para esse tipo de situação. É louco para ser imperador de alguma coisa. Numa entrevista no curso da semana declarou que o Plano Real, implantado no governo Itamar Franco, deveria ter o seu nome, Plano Fernando Henrique. O grande problema do “imperador tucano” é que não conseguiu desgarrar-se do espelho mágico do Palácio do Planalto. Mas, quem não tem Brasil quem sabe acaba sua majestade no BRASILGUAI S/A, empresa voltada para o agronegócio e controlada por latifundiários, DOW CHEMICAL e MONSANTO, entre outros menores?

Tenho certeza que Álvaro Dias e Kátia Abreu (a nova aliadade Dilma) vão se contentar com o título de duque e duquesa. O palácio imperial poderia ser construído no centro de Assunção e ganhar o nome de Palácio Imperial Alfredo Stroessner, em homenagem ao germânico que governou por décadas o extinto país.

Se José Serra perder as eleições em São Paulo pode vir a ser o ministro da Economia, o esquema FIESP/DASLU vai se sentir a vontade no novo consórcio. Sonegação e contrabando, aliadas do agronegócio.

Sem nos esquecermos, é lógico, da base norte-americana, em breve a principal atração turística do BRASILGUAI S/A.

Ah! Podem até criar um novo “vaticano”, concedendo a Edir Macedo o título de papa. Aí fecha o cerco golpista. Nomear Carlos Cachoeira para o Ministério das Obras Públicas, Demóstenes Torres para a pasta da Justiça e nessa faina de construir a nova empresa acham “mão de obra” aos montes no Brasil. William Waack – o preferido de Hilary Clinton – Secretário das Comunicações e VEJA sai do buraco virando diário oficial da empresa. Arnaldo Jabor vai para o Ministério da Cultura.

Uai! Primeiro Maluf e quem chega à frente do cortejo agrotóxico e desmatamento  é Kátia Abreu. O que de pior pode acontecer?   

Em todo caso para cada uma dessas figuras existe um Samuel Pinheiro Guimarães. Renunciou ao cargo de Comissário do MERCOSUL por razões políticas. E alérgico a golpes de estados e governos erráticos como o nosso. ( leia carta de renuncia aqui:http://juntosomos-fortes.blogspot.com.br/2012/06/sim-nos-temos-diplomatas-de-luta-e.html )

VIDEOS Em julho, Venezuela será membro pleno do Mercosul


 
Contundente discurso da Cristina Kirchner na Cumbre do Mercosul/Unasul solicitando uma punição política para os golpistas do Paraguai:
 
 
 
Hugo Chávez celebra vitória no Mercosul. Golpistas perdem:
 
 
 
 
Em julho, Venezuela será membro pleno do Mercosul
 
Cúpula de chefes de Estado do bloco regional decidiu suspender temporariamente o Paraguai, até que este país volte a realizar eleições, e aceitar o ingresso da Venezuela como membro pleno a partir do próximo dia 31 de julho, quando será realizada a próxima reunião de cúpula, no Rio de Janeiro. Ao passar presidência do Mercosul para Dilma Rousseff, a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, defendeu a necessidade de aprofundar a unidade política e econômica da região para enfrentar os efeitos da crise dos países ricos.
 
Página/12
Buenos Aires - O bloco sulamericano, do qual o Paraguai foi suspenso até que o país realize as eleições previstas para 2013, decidiu aceitar a Venezuela como membro pleno a partir do próximo dia 31 de julho, quando será realizada a próxima cúpula no Rio de Janeiro.

“É uma grande honra e uma grande responsabilidade convocar toda a região a uma união maior e mais ampliada, porque estamos enfrentando uma crise produzida pelos países ricos que vai impactar as nossas economias”, advertiu Cristina Kirchner antes de passar a presidência pro tempore do bloco para sua colega brasileira Dilma Rousseff.

Segundo informou Cristina Kirchner, durante as deliberações da cúpula ressaltou-se a “necessidade de aprofundar o processo de integração da região” e se decidiu “somar esforços” para enfrentar as contingências derivadas da crise financeira originada nos países centrais. “Precisamos na região de uma unidade política, econômica e comercial que nos permita gerar maior valor agregado para nossos produtos”, acrescentou a presidenta argentina.

Além disso, ela anunciou que se decidiu a suspensão temporária da República do Paraguai como membro pleno do bloco “até que se leve a cabo o processo democrático que instale nesse país a soberania popular”, e esclareceu que “não serão aplicadas sanções econômicas porque nosso objetivo é conseguir a melhor qualidade de vida para os povos de nossos países”.

Sobre a Venezuela, Cristina comunicou que o bloco fixou a data de 31 de julho de 2012 para sua incorporação. Fazendo um chamado para a defesa da democracia, a presidenta manifestou que “não há um duplo padrão para o conceito de democracia, sejam quais forem as ideias e as convicções que orientam esses governos, porque cada um deles foi eleito em eleições livres, populares, democráticas e, em vários casos, por ampla maioria. “Não somente são governos legais, como com uma grande legitimidade”, concluiu a chefe de Estado argentina em sua fala na cúpula.

Tradução: Katarina Peixoto
 
Por Jacob Blinder

  



 

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Venezuela no Mercosul



As presidentas da Argentina, Cristina Kirchner, e do Brasil, Dilma Rousseff, se abraçam durante cúpula do Mercosul …A Venezuela, quinto exportador mundial de petróleo, se tornará o quinto membro pleno do Mercosul em 31 de julho, quando assinará sua adesão no Rio de Janeiro, disse nesta sexta-feira a presidente da Argentina, Cristina Kirchner.

Leia também:
Chávez considera entrada da Venezuela no Mercosul uma derrota do imperialismo
Dilma se compromete com esforço para garantir eleições livres no Paraguai
O país integrante da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), governado por Hugo Chávez, estava pronto há mais de seis anos para ingressar no bloco econômico sul-americano integrado por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, mas o Congresso paraguaio mantinha essa possibilidade bloqueada.
A suspensão do Paraguai do Mercosul pela destituição do presidente Fernando Lugo, que ficará em vigor até que o país realize eleições em abril, permitiu que Argentina, Brasil e Uruguai decidissem pela entrada da Venezuela no bloco.
"Também foi decidido adotar a resolução de fixar a data para a incorporação ao Mercosul da República Bolivariana da Venezuela que acontecerá em 31 de julho no Rio de Janeiro", disse a presidente Cristina durante uma cúpula de mandatários do bloco à qual o Paraguai foi impedido de participar.
Um diplomata da região disse à Reuters que com a Venezuela, o bloco incorporará uma economia de peso, fortemente demandante e importadora de todo tipo de bens, especialmente alimentos, e serviços, o que tornará sua economia mais conectada com Brasil e Argentina.
No entanto, o Paraguai permanecerá suspenso do Mercosul "até que aconteça o processo democrático que instale justamente nesse querido país a soberania popular, ou seja, eleições livres e democráticas", disse Cristina.
O novo presidente do Paraguai, Federico Franco, disse que as eleições no país acontecerão em abril como estavam planejadas.
A presidente Dilma Rousseff disse que esperava que as eleições paraguaias sejam "democráticas, livres e
e justas".

Comentários Juntos Somos Fortes:
Fernanda Tardin Exemplos claros atestam que não existe eleições limpas após GOLPES de ESTADO. Honduras consolidou o golpe após eleições fraudadas , inclusive após a ONU ter colocado que não existia condições para eleições. seguimos.... em risco. 

Mais uma vez CUBA ZERA.uauauau


eita povo marcado sô.... ' não dorme na rua, não morre na fila do SUS, não tem desnutrição........ que 'ditador' é esse genteeeeeeeeeeeeeeeeeee:? Mas tem os que preferem os 'DEMOcraticos...' Viva FIDEL!

SIM, nós temos DIPLOMATAS de LUTA e culhao.: Samuel Pinheiro acaba de renunciar

Primeiro Amorim a nos alertar via Facebook:

Alerta!!!



Agora chega por mail via SERGIO CALDIERI esta carta renuncia de Samuel Pinheiro Guimarães:


Fora Patriota. Fora golpistas que nos envergonham.

Apoiados Samuel, Amorim, Rui Martins.

a Proliferação da Cracolandia



a Proliferação da Cracolandia

A partir deste exemplo: 

Praia do Suá pede socorro. Crackolandia aqui não...
O posto policial está abandonado, a PM alega que "devolveu" a o posto para a PMV. O local virou ponto de tráfico e consumo de drogas.
Autoridades por favor, aguardamos providências.
Não deixemos que este cartão postal seja destruído pela AUSÊNCIA de atitude do Poder Público.
Vamos todos compartilhar e cobrar providências..., 

Sugiro atenção:



policia INTERATIVA Já. Se a coisa chegou a comunidade da Praia do Suá ( para mim a mais organizada e a que se mantem fiel a sua cultura e tradição), estamos esperando o que para implantar na integra a Policia Interativa. Alô Luiz Moulin, dá o tom aí. ( falo pois quando prefeito em Guaçui, com apoio do governo estadual de Vitor Buaiz, implantor implantou com SUCESSO o Projeto desenvolvido por Coronel Julio Cesar( o que hartung tb. fez favor de 'matar vivo') implantou

-e tem um exemplo RECENTE : Dezembro de 2009. Madrugada de 21 para 22: as Policias Militar ( Coronel Julio Cesar), Civil, Federal, centro de pesquisa anti drogas. enfim os atores do cito acima, alijados do meio ' politico' del rey, numa operação unica e juntos estouraram 30 bocas, prenderam menores , adultos, viciados e traficantes. SEM UMA TORTURA ( eu vi, acompanhei). Dia seguinte ( pasme) a Rede Gazeta em seu jornal de meiodia colaborou na campanha de conscoientização e esclarecimento a país e sociedade fazendo (pra mim inedito) seu papel cidadao e midiatico. TODOS os detidos foram encaminhados a tratamento no NEAD- UFES ( este ano chegou a fechar junto ao Hospital Universitario fechado por deliberação dos amigos del rei tb. assunto tratado com fatos e leis aqui)Todos detidos por dependencia recuperados do vicio.

-Pq. acabaram com o que deu certo?.



O Partido da Imprensa





Por Davis Sena Filho*Blog Palavra Livre


“Obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste País, já que a oposição está profundamente fragilizada”. (Judith Brito, presidenta da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e executiva do Grupo Folha de São Paulo, em 18 de março de 2010).

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma”. (Joseph Pulitzer – 1847/1911)

 Há 30 anos lido com o jornalismo — a partir de 1981. Formei-me na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em meados da década de 1980. Naquele tempo eu via a imprensa, a chamada “grande” imprensa como um instrumento de proteção da sociedade, além de considerá-la, apesar de pertencer à iniciativa privada e comercial, entidade democrática disposta a defender as liberdades de pensamento, de expressão, com o propósito de, por exemplo, apoiar ações que efetivassem a distribuição de renda, de terras, enfim, das riquezas produzidas pelos trabalhadores e acumuladas pelos empresários deste imenso País injusto. Eu era jovem, inexperiente e, além disso, no País não existia liberdade democrática, havia a censura, as pessoas não falavam de política no dia a dia, o que dificultava ainda mais perceber os reais interesses da imprensa empresarial. Como me formei na metade da década de 1980, cujo presidente da República era o general João Figueiredo, via a imprensa como um segmento que lutava em favor de uma sociedade que se tornasse justa, democrática e livre, processo este que somente acontece por intermédio da implementação constante de justiça social, por meio de políticas públicas desenvolvimentistas e distributivistas.

Naquele tempo, vivíamos em um regime de força, que teve seu auge nos idos de 1967 a 1977, a imprensa, recém-saída da censura, que “terminou”, definitivamente, em 1978, era vista por mim, jovem jornalista, como um instrumento de resistência aos que transformaram a República brasileira em uma ditadura militar, com a aquiescência e o apoio financeiro e logístico de influentes segmentos econômicos da sociedade civil, que viram na ascensão dos militares ao poder uma forma também de aumentar seus lucros, sem, no entanto, serem alvos de quaisquer questionamentos, já que havia a censura e a oposição partidária à ditadura se encontrava em um momento de perseguição política e sem voz ativa para ser ouvida, inclusive pela grande imprensa que, por ser comercial, bem como o braço ideológico das elites econômicas brasileiras, aliou-se aos novos donos do poder.

O jornalista minimamente alfabetizado, experiente e informado, independente de sua formação cultural, política e ideológica, independente de sua influência profissional e de seu contracheque, sabe (ou finge não saber) que os proprietários da imprensa privada são megaempresários, inquilinos do pico da pirâmide social mundial e pontas-de-lança dos interesses do capital. A imprensa burguesa censura a si mesma, quando considera que os interesses empresariais estão a ser contrariados. O faz de forma rotineira, ordinária, e expurga de seus quadros aqueles que não se unem ao pensamento único do Partido da Imprensa, que é o de disseminar, ou seja, propagar, aos quatro cantos, que não há salvação fora do mercado de ações, dos jogos bancários, da especulação imobiliária e da pasteurização das idéias, geralmente difundidas pelos doutores, mestres e professores das universidades e dos órgãos de supremacia e de espoliação internacional, como o BID, o Bird, o FED, a ONU, a OEA, a OTAN, o FMI, a OMC e a OMS.

Paralelamente, o Partido da Imprensa elege como adversários aqueles que contestam o sistema do capital como ele o é, ou seja, concentrador de renda, e exigem que ele se democratize no sentido de ele diminuir as diferenças entre as classes sociais e com isso efetivar uma equiparação, uma equanimidade entre os indivíduos que compõem o tecido social das nações que integram o planeta e são vítimas da geopolítica, que na verdade é a principal ferramenta do apartheid social e econômico entre os países. Os inimigos da imprensa burguesa geralmente são os políticos que têm uma visão soberana em relação ao país que administram e acreditam em idéias e ideais que qualifiquem os homens como iguais. São políticos que elaboram e adotam programas distributivistas. São políticos nacionalistas, como os presidentes estadunidenses, porém sem ser xenófobos, e que lutam pelo desenvolvimento do país, a fim de conquistar tecnologias e pesquisas científicas próprias, ter o controle das diferentes energias, além de acreditar em uma diplomacia não alinhada aos países hegemônicos, com o objetivo de efetivar uma relação de igual para igual e não subordinada e servil, como muitos jornalistas do Partido da Imprensa, a soldo de seus patrões, de forma inadvertida e irresponsável apregoam e desejam.

A imprensa comercial acusa e sentencia, difama e calunia, dissimula e desinforma e mente se preciso for e se julgar que determinado governante não vai ler por sua cartilha, que é a mesma dos grandes conglomerados e trustes internacionais. Porque, como disse anteriormente, a imprensa é ponta-de-lança dos interesses do sistema capitalista excludente, além de ser seu braço ideológico. Ela é a vitrine desse modelo expropriador, useiro e vezeiro em propiciar o infortúnio e a derrota daqueles que ousaram um dia colocar em prática e até mesmo somente defender a tese, por exemplo, de um Brasil forte, independente e soberano. Caro leitor, o que concorda ou não comigo, a imprensa é necessária e tem de ter liberdade para informar, mas não deve e não pode tomar partidos, defender grupos e tentar pautar as instituições republicanas. Ser jornalista não é sinônimo de ser intelectual, dono e juiz da verdade, infalível ou senhor do poder. Ser jornalista é ouvir e compreender, se for possível, o pensamento, as idéias, os ideais, as opiniões, as teses, os projetos, os programas, os propósitos, as atitudes, as ações e até mesmo as ideologias dos atores sociais, políticos e econômicos.

O jornalista é a ponte que une o ator social e a informação à população, ao povo, apenas isso e nada mais. Se o jornalista quer pautar a sociedade e as suas instituições ele já tomou partido, e, como o termo explicita, partidas serão suas opiniões. Portanto, o mais correto é se filiar a um partido político, conquanto que não seja, todavia, o Partido da Imprensa, que não disputa voto e, por ser ousado e não se olhar no espelho, quer fazer da República Federativa do Brasil seu feudo, conforme sua vontade, fato que foi provado, reiteradamente, nas questões relativas à luta pela terra por parte do MST, nas questões concernentes às reivindicações trabalhistas e salariais dos trabalhadores dos setores público e privado, nas questões referentes às eleições para presidente, governadores e prefeitos e nas questões tangentes às crises políticas que derrubaram presidentes como Getúlio Vargas e João Goulart, bem como na questão que influenciou na derrota do candidato Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 1989, bem como na tentativa de golpe contra o presidente Lula em 2005, além de ter perseguido, incessantemente, políticos da envergadura de Juscelino Kubitschek, Leonel Brizola, Luís Carlos Prestes, Miguel Arraes e até mesmo Ulysses Guimarães, muito menos palatável para o Partido da Imprensa do que Tancredo Neves.

O Partido da Imprensa combate tudo aquilo que possa dividir as riquezas deste País, no que tange à redistribuição de renda. Quase todos os programas sociais e econômicos apresentados no Brasil não tiveram o apoio da imprensa hegemônica. Além do mais, a imprensa combateu e combate ferozmente as políticas públicas independentes e desenvolvimentistas executadas por Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, João Goulart, Luiz Inácio Lula da Silva e agora, de maneira dura, o governo da presidenta Dilma Rousseff. E isto é só o começo. O Partido da Imprensa vai recrudescer seus ataques a Dilma quando ele desistir, totalmente, de fingir apoio moderadíssimo à governante, para depois, evidentemente, voltar à carga total no que é relativo aos seus ataques ao Governo, ainda mais quando ficar claro quem vai ser o candidato da direita nas eleições para presidente da República em 2014.

Para se ter uma idéia da desfaçatez e da insensatez do Partido da Imprensa, ele combateu a criação da Petrobras, da Vale do Rio Doce, da CSN e das leis trabalhistas — a CLT. Em compensação, apoiou as tentativas de golpe em 1932, em 1938 e em 1954/1955, além de participar dos golpes militares de 1945 (“golpe branco”) e de 1964. A imprensa golpista sempre se aliou aos partidos conservadores, notadamente com a UDN de Carlos Lacerda, Eduardo Gomes e Juarez Távora, partido moralista e elitista, que recebia o apoio dos empresários e de parte da classe média de perfil conservador. Posteriormente, a UDN mudou a sigla e passou a ser conhecida como Arena no governo militar, depois PDS para, anos depois, virar PFL que, em 2007, finalmente, passou a se chamar Democratas — o DEM.

Como a direita brasileira tem no máximo 30% dos votos, tanto que sempre andou a reboque de partidos de centro e de centro esquerda, o DEM (PFL), por exemplo, aliou-se, em 1989, a Fernando Collor e a seu minúsculo PRN. Em 1994, teve de se aliar ao PSDB para chegar ao poder, com seu vice-presidente Marco Maciel, o que foi ratificado nas eleições de 1998. No período Lula, nos anos 2000, a agremiação conservadora continuou como vagão dos tucanos. Antes, em 1960, o DEM, que é a UDN, apoiou Jânio Quadros, que foi eleito presidente pelo pequeno PDC. Todavia, os udenistas não confiavam em Jânio, considerado um político independente, porque transitava pelos espaços da direita e da esquerda, o que não agradava os direitistas, que desde 1930 sonhavam assumir novamente o poder, como nos tempos da República Café com Leite. Jânio, tal qual o Collor, não “dialogava” com o Congresso.

Como se percebe, o DEM nunca teve força política para chegar à Presidência da República como partido hegemônico. Enfim, chegou ao poder em 1964, por meio de um golpe militar que derrubou o presidente trabalhista João Goulart, eleito constitucionalmente pelo voto direto. Naquele tempo o vice-presidente era eleito separadamente. Não existia a chapa vinculada. Todos esses fatos tiveram o apoio do Partido da Imprensa, que é empresarial e apoia e sempre apoiou políticas econômicas artificiais como o é o neoliberalismo, que fracassou e hoje até o FMI, guardião desse fracasso, avisa aos maus navegantes, como ele, que vai modificar seu processo de ajuda, de coordenação e de fiscalização das políticas públicas, econômicas e financeiras receitado aos países pobres e em desenvolvimento.


No Brasil, na América Latina, na Ásia e na África as receitas econômicas e financeiras do Bird e do FMI causaram problemas sociais tão graves que mesmo os governantes neoliberais dos países dessas regiões perceberam que não dava para continuar o processo de espoliação desses povos, sem que seus governos caíssem ou fossem derrubados. Mesmo assim, os conservadores, os direitistas do mundo empresarial e político, no Brasil leia-se DEM, Fenaban, Fiesp, agronegócios e, principalmente, Partido da Imprensa, continuaram a apregoar o que não deu certo, o indefensável e o que causou dor aos mais pobres, aos mais fracos e aos que não podem se defender.
O Partido da Imprensa, com seus profissionais bem pagos e com a cabeça feita por Wall Street e pelo Consenso de Washington de 1989, prosseguiram, de forma ridícula, sem ao menos ponderar suas palavras levianas, a apregoar um modelo econômico verdadeiramente contrário aos interesses da Nação até que, por intermédio de eleições, os defensores dessa política econômica burra e nefasta foram afastados do poder, tanto no Brasil quanto em muitos outros países. Não se compreende, até hoje, o que leva algumas elites a fazer gol contra. Mas se compreende que, ao contrário do que afirmam os gurus do capitalismo de mercado que estabelecem regras somente para os mais pobres e os mais fracos e dizem se preocupar em assegurar a efetivação de um estado de bem-estar social, que dignifique a pessoa humana, sabemos que o que importa à grande imprensa e a direita política do planeta é perpetuar os privilégios daqueles que fazem parte de sua classe social — os ricos e os muito ricos.

Há uma espécie de seres humanos que dá pena. Acha que riqueza é genética, é biologia. Quando na verdade a riqueza é um processo que envolve milhões, quiçá bilhões de pessoas que a produz. Não é uma questão biológica. É uma questão econômica e financeira que precisa, deve e pode ser calculada e equacionada no sentido de distribuí-la. Se dinheiro e bens materiais fossem parte de nossa biologia nasceriam com a gente e seriam conosco levados ao caixão. Não consigo entender como alguns jornalistas que se alimentaram adequadamente, que estudaram em boas escolas, que têm capacidade de discernir se tornaram tão pusilânimes, cínicos, dissimulados, covardes e mentirosos. Eles são um contra-senso em toda sua essência e a burrice em toda sua plenitude. Somente alguns advogados atingem a tanta incongruência.
A imprensa é parcial. Sua voz e seus canais de comunicação pertencem aos que controlam e dominam o mercado de capitais e os meios de produção, pelo simples fato de a imprensa ser o próprio, o espelho que reflete a imagem do sistema. Ela traduz os valores e os princípios do modelo econômico hegemônico. Ela é o principal e o mais importante tentáculo do sistema capitalista. Ela é a sua alma e a sua voz. Não há poder pleno sem o apoio da imprensa, para o bem ou para o mal. Seja qual for o poder, a imprensa não abre mão de manter os privilégios do segmento empresarial. Ela até compõe, mas ressalta seus interesses e resguarda os privilégios. Não há hegemonia de uma classe social sobre as outras sem o controle dos meios de comunicação. E é este processo, draconiano, que acontece no Brasil e na América Latina.

O acesso da maioria das populações ao crescimento social e ao desenvolvimento econômico acontece a conta-gotas, milenarmente. No caso do Brasil, secularmente. É como acontece em jogos de futebol, quando o time que está a ganhar passa tocar a bola, à espera de o tempo passar, à espera de o jogo terminar. Os barões da imprensa, como patrões seculares, querem o fim do jogo e para isso eles precisam pautar os poderes constituídos e, inclusive, não raramente, questionar cláusulas pétreas da Constituição, como, por exemplo, os capítulos voltados ao trabalho e aos meios de comunicação. Meia dúzia de famílias quer o controle total e irrestrito dos meios de comunicação. Meia dúzia de famílias brasileiras, ao representar o grande empresariado nacional e internacional, quer a flexibilização das leis trabalhistas, constituídas pelo estadista Getúlio Vargas, que se matou em 1954 para não ser derrubado, mais uma vez, pela UDN, pelos militares, pelo empresariado e pela imprensa. Getúlio teve de se matar para adiar o golpe militar por dez anos, o que ocorreu em 1964.

Para isso, os barões da imprensa contratam jornalistas de confiança. Os jornais criticam os cargos de confiança no âmbito governamental, mas não criticam seus cargos de confiança, pagos a soldos altos, para que certos profissionais façam o papel de defensores do status quo, do establishment, razão pela qual talvez tenhamos uma das elites mais cruéis e alienadas do mundo, totalmente divorciada dos interesses do povo brasileiro, há mais de cinco séculos. Tudo o que é feito em prol do povo, os homens e as mulheres de imprensa, os que ocupam cargos de mando, chamam de populismo. Mas tiveram a insensatez e a ignorância política em defender o neoliberalismo, que fracassou de forma inapelável e retumbante. Até mesmo jornalistas considerados experientes como o Renato Machado e a Renata Vasconcellos, do “Bom Dia Brasil” da TV Globo, saudaram, da forma mais imprudente e capciosa possível, o golpe sofrido, em abril de 2002, pelo presidente constitucional da Venezuela, Hugo Chávez, que foi, inclusive, absurdamente seqüestrado, com o apoio da CIA do governo de George Walker Bush, que se antodenominava o senhor da guerra.

Meu comentário não visa constranger o Renato Machado, até porque não o conheço. Cito apenas um fato real, de conhecimento público, notório e que ficou na memória e na retina de muitos brasileiros, porque a saudação ao golpe foi incrivelmente surreal, um despropósito. Renato Machado, de perfil político conservador igual a tantos outros jornalistas, apenas, talvez até inconscientemente, comemorou a queda, mesmo através da violência, de um homem constituído presidente, pois eleito pela vontade do povo. Machado simplesmente reflete o desprezo do Partido da Imprensa em relação aos interesses da sociedade, em relação às determinações e aos desejos da sociedade civil. Não há nenhuma surpresa. O Partido da Imprensa age assim, mostra-se assim, só que, muitas vezes, inversamente ao Machado, apresenta-se de forma dissimulada.

Renato Machado no dia seguinte à sua comemoração em referência ao golpe contra o presidente venezuelano apareceu visivelmente constrangido. Acho que ele não tinha dimensionado sua atitude. Sua imagem, pálida e assustada, como se tivesse levado um grande susto ou uma bronca deveria ser gravada pelas pessoas alheias ao jornal matutino da TV Globo, com a finalidade de ser levada às escolas de comunicação para servir de exemplo aos futuros jornalistas como NÃO se deve proceder ou conduzir sua profissão. Foi realmente lamentável. Mas não foi uma surpresa. O Partido da Imprensa trabalha assim. Saímos da ditadura militar para a ditadura da imprensa. Igualmente os meios de comunicação hegemônicos apoiaram o golpe de estado em Honduras, sem vacilar, inclusive criticaram, com veemência, por intermédio de suas manchetes, de seus colunistas e comentaristas, a decisão do Governo brasileiro de receber em sua embaixada o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya. Empresários e militares hondurenhos efetivaram o golpe, com apoio do governo dos Estados Unidos. O Partido da Imprensa, aqui no Brasil, ficou entusiasmado. Desconfio que até hoje os próceres da imprensa estão a brindar o golpe de estado, e devem sonhar com o ano de 1964 — saudosamente.

Dentre os muitos erros perpetrados pelos militares, um dos maiores foi a censura aos meios de comunicação. E por quê? Porque hoje, no regime democrático, a imprensa se recusa a ser regulamentada como acontece com outros setores da sociedade e, por que não, do mercado. Ela usa como argumento que criar, por exemplo, o Conselho Federal de Jornalismo é tentar censurar a imprensa, o que não é verdade. Criar o Conselho é regulamentar os meios de comunicação, que não podem deixar de ser fiscalizados, como o são os juízes, os médicos, os advogados, os professores, os arquitetos e engenheiros, os economistas, os contadores, os políticos etc. etc., por intermédio de seus órgãos de classe profissional.
Para evitar a criação do Conselho Federal de Jornalismo e de uma política que funcione como marco regulatório para os meios de comunicação, o Partido da Imprensa usa como argumento, há muito tempo surrado, que tentar regulamentar a imprensa é censurá-la, como ocorreu na ditadura militar. A verdade é que os barões da imprensa e seus jornalistas de confiança não querem a democratização dos meios de comunicação, porque não querem responder, como os outros profissionais, pelos seus erros, muitas vezes exemplificados em calúnias, difamações, omissões, distorções e manipulações das informações noticiosas, além da clara intromissão no processo político brasileiro, ao tomar partido de determinado candidato, geralmente de perfil conservador e elitista.

Além disso, extinguiram a Lei de Imprensa, sem antes, no entanto, criarem instrumentos que a regulamente, como, por exemplo, a Ley dos Medios aprovada na Argentina. Absurdo dos absurdos é deixar uma imprensa, uma mídia de passado golpista e mercantil sem um marco regulatório. A presidenta Dilma não pode e não deve deixar de regulamentar e criar regras para o setor dos meios de comunicação de perfil empresarial e comprometido com os interesses geopolíticos dos Estados Unidos e com o grande empresariado nacional e internacional. Uma presidenta trabalhista como a Dilma jamais deveria vacilar quanto à elaboração e aprovação de uma Ley dos Medios para o Brasil e o seu povo trabalhador. Seria uma séria imprudência. Lembremo-nos de Getúlio Vargas, João Goulart, Leonel Brizola e do presidente Lula, todos perseguidos pela imprensa privada, de forma dura e desumana. Dilma sabe disso. Ela fez carreira política no berço do trabalhismo brasileiro, que é o Estado do Rio Grande do Sul, e viu o presidente Lula comer o pão que o diabo amassou durante oito anos.

Não é necessário ser um especialista em “assuntos de imprensa” para perceber que ela é um desastre em relação aos interesses da sociedade. Ditatorial, raivosa e vaidosa não mede conseqüências para fazer do processo político brasileiro uma novela de má qualidade textual, cujo objetivo é somente a manchete, chamariz comercial para a imprensa vender e ganhar muito dinheiro, mesmo se for com o linchamento moral de terceiros, muitos deles, depois comprovado, sem culpa no cartório.

Sua atuação é incompetente, porque, sistematicamente, não tem ouvido nenhuma das partes implicadas ou envolvidas em quaisquer fatos, mas sim ouvido a si mesma, por meio de suas deduções e de seu raciocínio ardiloso, intelectualmente desonesto, que visam confundir o público e assim garantir seus interesses. Por tudo isso, o Partido da Imprensa é contra qualquer criação de órgão que possa acompanhar seus passos, como o Conselho Federal de Jornalismo e o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Além do mais, os barões da imprensa se recusaram a participar da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada em dezembro de 2009, que estabelece novo modelo para o setor, que atualmente é um monopólio de meia dúzia de famílias, que combatem os avanços sociais da sociedade brasileira. O documento elaborado no evento vai ser analisado e avaliado pelos poderes constituídos, para depois se transformar ou não em lei. Os empresários proprietários da imprensa e da mídia comercial não querem debater e negociar nada. Querem que as coisas fiquem como estão, o que não será possível, ainda mais que Dilma Rousseff venceu as eleições para presidente em 2010. Evidentemente que alguma coisa vai mudar.
A arrogância e a prepotência de meia dúzia de famílias que controlam os meios de comunicação no Brasil não favorecem a democratização da imprensa, o que impede que ela, de fato, trabalhe em benefício do desenvolvimento social do povo brasileiro, em vez de ficar a distorcer realidades ou criar fatos, muitos deles sem fundamento, mas, contudo, propositais, pois a finalidade é confundir a sociedade e, conseqüentemente, proteger ou concretizar seus interesses e do grande empresariado, geralmente financeiros e econômicos. Essas atitudes, sobremaneira, prejudicam as atividades daqueles que são incumbidos pelo povo para administrar os três poderes.

A imprensa quer falar pelo povo e representá-lo, mas não disputa eleições e não concorre a cargos públicos. Ela não tem voto. A imprensa é tão arrogante e ignorante que confunde opinião pública com opinião publicada. A imprensa publica e opina, por meio de matérias combinadas, de editoriais, de articulistas e de colunistas. Por isso, sua opinião é publicada. Ela paga a profissionais para publicar suas opiniões sobre determinado assunto. Por sua vez, a opinião pública é feita, é realizada e é concretizada por intermédio do voto. Portanto, o voto é a opinião pública. Palavra e opinião de jornalista ou de quaisquer outras pessoas que atuam em outros segmentos é opinião publicada. Então, vamos ver se a imprensa entendeu: 1) jornalista = opinião publicada, que, por sinal, tem valor. 2) povo = opinião pública = o voto, que, por sinal, tem muito mais valor. É isso aí. --
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*Davis Sena Filho trabalhou em Câmara dos Deputados, Correio Braziliense, Funasa, Editora do Ministério da Saúde, Radiobras, Jornal de Brasília, Tribuna da Imprensa, SBT, Câmara Legislativa do DF, entre outros. Viveu em Brasília, Campo Grande, Uberaba.
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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Explicando em bate papo a relação de membros do Itamaraty com GOLPISTAS PARAGUAIOS


  • via Fernanda Tardin:
    "DESESPERADOR, URGENTE, ATENÇÃO: Pedirei a todos atenção e LUTA agora, outros golpes estao sendo facilitados por golpistas brasileiros. VAMOS LUTAR TODOS contra ELLES. URGENTE

    Hoje cedo falamos aqui sobre a denuncia artigo feito por Rui martins sobre diplomatas brasileiros apoiando golpistas.

    Agora olha esta: MRE está desculpando a golpista do CRBE, 'que não teve nenhuma influência', companheiros de dentro do Itamaraty em embaixadas ou consulados nos informam
    isso.
    e seguem:
    'E a moça está virando lider dos pilantras e se houvesse deputados emigrantes, se elegia fácil....'

    'Por que é que o Brasil tem de se dobrar para os brasiguayos ? Porque os evangélicos querem ? porque o donos do agronegócio e a Monsanto querem ?
    Que merda!' desabafa um dos compas que nos mandam alerta e corroboram com a representação de Rui Martins: http://juntosomos-fortes.blogspot.com.br/2012/06/pedido-de-intervencao-da-sgeb-no-crbe.html

    ' Esse pessoal GOLPISTA, está dentro do Itamaraty e sem o Celso Amorim o MRE virou contraria.'"
     ·  ·  ·  · Remover da Linha do tempo

      • Adalva Galvão Marangon Eita Zucca Prouvot, que MERDA é essa, puxa... Vamos espalhar isso... Pensa alguma coisa...fiquei com dor de cabeça...
        há 19 minutos ·  · 3

      • Zucca Prouvot Aninha OrnellasIsadora Bonder, Ana Paula Perciano, Alzira CollaresMarlene SennaAlyda SauerAurélio Rocha, leiam essa e deem uma luz, to apagada, aff!
        há 11 minutos ·  · 3

      • Zucca Prouvot Fernanda Tardin da pra explicar melhor?
        há 9 minutos · 

      • Alzira Collares aham? o q é isso? Zucca Prouvot.
        há 8 minutos · 

      • Fernanda Tardin sim , bora lá: desde sabado, reclamamos de corpo mole do enviado da Presidenta ao paraguai: patriota.
        há 7 minutos ·  · 1

      • Fernanda Tardin 
        Ontem veio a denuncia de Rui Martins, diplomata brasileiro em Zurique que tinha provas de membros do MRE e da CRBE ( Conselho de Brasileiros emigrantes, ligado ao MRE - Ministerio Relações Exteriores) que estavam em reuniao de apoio aos brasiguaios golpistas, os latifundiarios que promoveram matança desencadeando o motivo 'justificado' para cassarem Lugo.http://juntosomos-fortes.blogspot.com.br/2012/06/denuncia-golpe-no-paraguai-repercute-no.html. Pasme Rui Martins diplomata teve que escreve artigo para furar o bloqueio que se fez para fazer esta denuncia chegar a Casa Civil , a Dilma ou a Marco Aurelio Garcia.


        juntosomos-fortes.blogspot.com
        BLOG VOLTADO PARA A INTEGRAÇÃO LATINO AMERICANA, A DISCUSSÃO E O DEBATE SOBRE O ...Ver mais
        há 5 minutos ·  · 

      • Fernanda Tardin Daí hoje vimos esta noticia com fotos e documentação provando a relação de membros do MRE aos golpistas: http://juntosomos-fortes.blogspot.com.br/2012/06/pedido-de-intervencao-da-sgeb-no-crbe.html
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        há 4 minutos ·  · 

      • Fernanda Tardin E agora recebi estas notas de compas diplomatas ou proximos: 'MRE está desculpando a golpista do CRBE, 'que não teve nenhuma influência', companheiros de dentro do Itamaraty em embaixadas ou consulados nos informam
        isso.
        e seguem:
        'E a moça está virando lider dos pilantras e se houvesse deputados emigrantes, se elegia fácil....'

        'Por que é que o Brasil tem de se dobrar para os brasiguayos ? Porque os evangélicos querem ? porque o donos do agronegócio e a Monsanto querem ?
        Que merda!' desabafa um dos compas que nos mandam alerta'

        há 3 minutos · 

      • Fernanda Tardin Eu editei para preservar as fontes, mas é isto.
        há 3 minutos · 

      • Alyda Sauer Zucca, o artigo do Rui Martins conta a história, bem explicada:
        O Conselho de Emigrantes, o conhecido CRBE, tem sido criticado ultimamente por falta de atividade, porém nestes últimos dias, durante a preparação e o golpe parlamentar no Paraguai contra o presidente Lugo, foi alvo de muita atividade. Fazendeiros brasileiros estabelecidos no Paraguai, os chamados brasilguayos, utilizaram o CRBE para enviar mensagens ao governo e autoridades brasileiras explicando que o golpe em preparação e o golpe consumado eram permitidos pela Constituição paraguaia.

        Para explicar resumidamente, durante a ditadura de Stroessner (cujo nome germânico nada tem a ver com os habitantes guaranis da região), houve doação de vastas glebas de terras a europeus e a brasileiros de origem européia, nas áreas mais férteis do país, na fronteira brasileira.

        O objetivo era desenvolver a agricultura e esses recém-chegados criaram as bases para uma colonização agrícola do Paraguai. Hoje seus descendentes são os ruralistas e donos do agronegócio plantadores principalmente da soja. Fáceis de identificar, todos têm nomes alemães, italianos ou de origem europeia.

        Com eles também convivem os pequenos fazendeiros e agricultores vindos do Brasil sem pedigree europeu e juntos fazem parte da grande população de brasilguayos, cerca de 400 mil pessoas, muitos binacionais falando espanhol mas a maioria falando e escrevendo portunhol.

        Quando a esquerda paraguaia conseguiu eleger Fernando Lugo presidente, foram os descendentes dos europeus que tentaram fazer secessão nas áreas onde dominam. Num país essencialmente agrícola, eles têm grande força econômica e política e o descontentamento desses fazendeiros veio do surgimento dos carperos. Quem são os carperos ? São os agricultores pobres, guaranis de origem, equivalentes aos nossos agricultores sem terra, descontentes com o fato de as terras paraguaias não mais lhes pertencerem. Fernando Lugo lhes prometeu reforma agrária. Como ela tarda, eles invadem e se apoderam de propriedades.

        Os fazendeiros paraguaios estão unidos pela defesa de suas terras na Union de Gremios de la Produccion, da qual fazem parte numerosas cooperativas agrícolas. Uma delas, a Coordenadoria Agrícola de Paraguay, ocupando o cargo de vice-presidente da Union de Gremios que, nos últimos dias, tinha decidido criar o caos no Paraguai interrompendo o tráfego nas estradas com seus tratores, o que lembra a ação dos camioneiros nos dias que precederam a queda de Allende no Chile.

        Fernando Lugo tinha pela frente uma situação parecida com a de Jango Goulart com a prometida reforma agrária, dentro das reformas de base. E seu destino acabou sendo o mesmo de Jango com a diferença de que, no Paraguai, houve um golpe light e assético sem o envolvimento direto dos militares. Uma nova receita de golpe que deve deixar os países latinos de governo socialista com a barba de molho.

        E no que entra o CRBE nessa história ? Nas eleições para representantes dos emigrantes, no final de 2010, foram eleitos três representantes dos brasilguayos , entre eles a advogada Marilene Sguarizi, defensora dos pequenos fazendeiros, muitos sem papéis, temerosos de perderem suas propriedade. Mas ela igualmente está próxima das coordenarias agricolas ou cooperativas, que reúnem os ruralistas e os donos do agronegócio.

        Ora, o CRBE é apenas um órgão de interlocução, consultivo ou de assessoria junto ao MRE, seus membros eleitos pelas comunidades emigrantes não têm competência e nem delegação do MRE para intervir em questões envolvendo relações bilaterais e soberanias de outros países. Mesmo no projeto de Secretaria de Estado dos Emigrantes não se pede esse tipo de competência e delegação, mesmo porque esse órgão institucional, se criado, será dirigido por titular de confiança do governo em colaboração com o MRE.

        Esquecendo-se ou ignorando as limitações de seu cargo, que na verdade é minimalista, a advogada membro do CRBE assumiu a defesa dos fazendeiros já em fevereiro num encontro em Brasília. Como ninguém lhe deu um pito, desta vez, ela utilizou o canal do CRBE para enviar mensagens dos ruralistas na fase do golpe, para o presidente do CRBE, numa ação de pombo-corrêio.

        Alertados por nós da incompetência do cargo para tal ação, nem a representante no Paraguai e nem o presidente reagiram suspendendo esse tipo de intervenção, que se opunha à decisão e linha do governo de condenar a tentativa de golpe e condenar o golpe. Ao contrário, sobraram para nós ofensas, mentiras e até ameaça.

        Diante da cumplicidade, consciente ou não, direta ou indireta do CRBE com o golpe no Paraguai, só nos restava a iniciativa de pedirmos, o que fizemos, a intervenção do governo da presidenta Dilma no CRBE, por ter ultrapassado, em choque com a política do governo brasileiro, sua competência e por ter agido sem delegação para isso.

        E. como esperamos que esta coluna chegue ao governo, mesmo porque será redistribuída pela mídia alternativa, só nos resta concluir com aquela frase padrão – Nestes termos pedimos deferimento.

        Rui Martins

        há 3 minutos ·  · 2

      • Fernanda Tardin Se Dilma não cortar URGENTE estes golpistas os riscos de golpes em outros pa´pises inclusive aqui é grande.
        há 2 minutos · 

      • Fernanda Tardin ao dispor caso tenham mais algo a colocar. bj
        há 2 minutos · 

      • Fernanda Tardin Isto Alyda Sauer. bjao hermana
        há ± um minuto · 

      • Isadora Bonder Putz, será mesmo? Zucca, quando eu clico no blog, não tem nada além da foto.