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sábado, 23 de junho de 2012

As manchetes do golpe militar de 1964

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15896 
via Paulo Avila
Política| 31/03/2009 | Copyleft 

As manchetes do golpe militar de 1964

"Que tal republicar as manchetes de cada órgão de imprensa naquele primeiro de abril de 1964? - sugeriu Emir Sader em seu blog nesta página. Publicamos uma seleção do que foi destaque em alguns dos principais jornais do Brasil a partir do dia 1° de abril de 1964. "Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições", disse o Globo, apoiando o golpe militar.

Emir Sader sugeriu em seu blog aqui na Carta Maior: “que tal republicar as manchetes de cada órgão de imprensa naquele primeiro de abril de 1964?”. Aqui está uma seleção do que foi destaque nos principais jornais do Brasil a partir do 1º de abril de 1964. Se algum desavisado recebesse em mãos qualquer destes periódicos imaginaria a ditadura com carnaval nas ruas e militares ovacionados pelo povo. A pesquisa abaixo foi publicada no blog da BrHistória, da jornalista Cristiane Costa:

“Ressurge a Democracia! Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente das vinculações políticas simpáticas ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é de essencial: a democracia, a lei e a ordem.

Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.

Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ter a garantia da subversão, a ancora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada ...”

(O Globo - Rio de Janeiro - 4 de Abril de 1964)

“Multidões em júbilo na Praça da Liberdade.
Ovacionados o governador do estado e chefes militares.
O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade. Toda área localizada em frente à sede do governo mineiro foi totalmente tomada por enorme multidão, que ali acorreu para festejar o êxito da campanha deflagrada em Minas (...), formando uma das maiores massas humanas já vistas na cidade”

(O Estado de Minas - Belo Horizonte - 2 de abril de 1964)

“Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares que os protegeram de seus inimigos”
“Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais”

(O Globo - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)

“A população de Copacabana saiu às ruas, em verdadeiro carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento”
(O Dia - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)

“Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas. Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou., o Sr João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu.”
(Tribuna da Imprensa - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)

“A paz alcançada. A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. Não se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os ânimos sejam postos a fogo. Assim o querem as Forças Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim deverá ser, pelo bem do Brasil”
(Editorial de O Povo - Fortaleza - 3 de Abril de 1964)

“Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade ... Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas”
(Editorial do Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - 1º de Abril de 1964) 

“Milhares de pessoas compareceram, ontem, às solenidades que marcaram a posse do marechal Humberto Castelo Branco na Presidência da República ...O ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democrático, tal o apoio que obteve”
(Correio Braziliense - Brasília - 16 de Abril de 1964)

“Vibrante manifestação sem precedentes na história de Santa Maria para homenagear as Forças Armadas. Cinquenta mil pessoas na Marcha Cívica do Agradecimento”
(A Razão - Santa Maria - RS - 17 de Abril de 1964)

“Vive o País, há nove anos, um desses períodos férteis em programas e inspirações, graças à transposição do desejo para a vontade de crescer e afirmar-se. Negue-se tudo a essa revolução brasileira, menos que ela não moveu o País, com o apoio de todas as classes representativas, numa direção que já a destaca entre as nações com parcela maior de responsabilidades”.
(Editorial do Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - 31 de Março de 1973)

“Golpe? É crime só punível pela deposição pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada”.
(Jornal do Brasil, edição de 01 de abril de 1964.)

"Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada". 
Editorial do jornalista Roberto Marinho, publicado no jornal" (O Globo", edição de 07 de outubro de 1984, sob o título: "Julgamento da Revolução").

Mais algumas manchetes:

31/03/64 – CORREIO DA MANHÃ – (Do editorial, BASTA!): "O Brasil já sofreu demasiado com o governo atual. Agora, basta!"

1°/04/64 – CORREIO DA MANHÃ – (Do editorial, FORA!): "Só há uma coisa a dizer ao Sr. João Goulart: Saia!"

1o/04/64 – ESTADO DE SÃO PAULO – (SÃO PAULO REPETE 32) "Minas desta vez está conosco"... "dentro de poucas horas, essas forças não serão mais do que uma parcela mínima da incontável legião de brasileiros que anseiam por demonstrar definitivamente ao caudilho que a nação jamais se vergará às suas imposições."

02/04/64 – O GLOBO – "Fugiu Goulart e a democracia está sendo restaurada"... "atendendo aos anseios nacionais de paz, tranqüilidade e progresso... as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-a do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal".

02/04/64 – CORREIO DA MANHÃ – "Lacerda anuncia volta do país à democracia."

05/04/64 – O GLOBO – "A Revolução democrática antecedeu em um mês a revolução comunista".

05/04/64 – O ESTADO DE MINAS – "Feliz a nação que pode contar com corporações militares de tão altos índices cívicos". "Os militares não deverão ensarilhar suas armas antes que emudeçam as vozes da corrupção e da traição à pátria."

06/04/64 – JORNAL DO BRASIL – "PONTES DE MIRANDA diz que Forças Armadas violaram a Constituição para poder salvá-la!"

09/04/64 – JORNAL DO BRASIL – "Congresso concorda em aprovar Ato Institucional".

Envie sua contribuição para enriquecer essa pesquisa!

Pesquisa: Clarissa Pont

Rio+20 – Discurso do Presidente Raul Castro de Cuba


Rio+20 – Discurso do Presidente Raul Castro de Cuba



http://midiacrucis.wordpress.com/2012/06/22/rio20-discurso-do-presidente-raul-castro-de-cuba/


Sra. Presidenta do Brasil, Dilma Rousseff:
Sr. Secretário Geral das Nações Unidas, Ban-Ki Moon:
Excelências:
Há 20 anos, a 12 de junho de 1992, neste mesmo local, o líder histórico da Revolução cubana Fidel Castro Ruz expressou e cito: “Uma importante espécie biológica está em risco de desaparecer pelo rápido e progressivo acabamento das suas condições naturais de vida: o homem”. Fim da citação.
O que pôde ter sido considerado como alarmista, hoje é uma realidade irrefutável. A incapacidade de transformar modelos de produção e consumo insustentáveis atenta contra os equilíbrios e a regeneração dos mecanismos naturais que sustentam as formas de vida no planeta.
Os efeitos não podem ser ocultados. As espécies desaparecem a uma velocidade cem vezes mais rápida do que as indicadas nos registros fósseis; mais de cinco milhões de hectares de florestas perdem-se cada ano e cerca de 60 por cento dos ecossistemas estão degradados.
A pesar do que representou a Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança Climática, as emissões de dióxido de carbono aumentaram 38 por cento entre 1990 e 2009. Agora vamos para um aumento da temperatura global que vai por em reisco, em primeiro lugar, a integridade e a existência física de numerosos Estados insulares em desenvolvimento e produzirá graves conseqüências em Países da África, Ásia e América Latina.
Um profundo e detalhado estudo realizado nos últimos anos por nossas instituições científicas, coincide no fundamental com os relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática e confirma que no presente século, de se manter as atuais tendências, produzirá se uma paulatina e considerável elevação do nível médio do mar no arquipélago cubano. A referida previsão inclui a intensificação dos eventos meteorológicos extremos, como os ciclones tropicais e o aumento da salinização das águas subterrâneas. Todo isto terá sérias conseqüências especialmente nas nossas costas, pelo que já iniciamos a adoção das medidas correspondentes.
Este fenômeno teria, igualmente, fortes implicações geográficas, demográficas e econômicas para as ilhas do Caribe, que também devem encarar as iniqüidades dum sistema econômico internacional que exclui aos pequenos e mais vulneráveis.
A paralisação das negociações e a falta de um acordo que permita parar a mudança climática global são um nítido reflexo da falta de vontade política e a incapacidade dos países desenvolvidos para atuarem conforme as obrigações derivadas da sua responsabilidade histórica e sua posição atual.
Aumenta a pobreza, cresce a fome e a desnutrição e aumenta a desigualdade, agravada nas últimas décadas como conseqüência do neoliberalismo.
Durante estes vinte anos lançaram-se guerras de novo tipo,concentradas na conquista de fontes energéticas como a acontecida no 2003 com o pretexto das armas de exterminação maciça que nunca existiram, e a que recentemente se produziu no norte da África. Às agressões que agora se vislumbram continuar contra países do Oriente Médio somar-se-ão outras, com o objetivo de controlar o acesso à água e a outros recursos em vías de esgotamento.Deve se denunciar que tentar uma nova partilha do mundo, vai desencadear uma espiral de conflitos de incalculáveis conseqüências para um planeta já gravemente inseguro.
A despesa militar cresceu nestas duas décadas à astronômica cifra de 1,74 milhões de dólares, quase o dobro que em 1992, o que arrasta à corrida aos armamentos a outros estados que se sentem ameaçados. A dois decênios do fim da Guerra Fria, contra quem usarão estas armas?
Deixemos as justificações e egoísmos e busquemos soluções. Esta vez, todos, absolutamente todos, pagaremos as conseqüências da mudança climática. Os governos dos países industrializados que atuam desta forma não deveriam cometer o grave erro de achar que poderão sobreviver um pouco mais à custa de nós. Seriam imparáveis as vagas de milhões de pessoas famintas e desesperadas do Sul para o Norte bem como a revolta dos povos perante tanta indolência e injustiça.
Nenhum hegemonismo então será possível. Que pare a pilhagem, que pare a guerra, avancemos para o desarmamento e destruamos os arsenais nucleares.
Temos a urgência duma mudança transcendental. A única alternativa é construir sociedades mais justas, estabelecer uma ordem internacional mais eqüitativa, baseada no respeito ao direito a todos; garantir o desenvolvimento sustentável às nações, especialmente do Sul, e colocar os avanços da ciência e a tecnologia ao serviço da salvação do planeta e da dignidade humana.
Cuba aspira a que se imponha a sensatez e a inteligência humana sobre a irracionalidade e a barbárie.
Muito Obrigado
Intervención del Presidente de los Consejos de Estado y de Ministros de la República de Cuba, Raúl Castro Ruz, en la Conferencia de Naciones Unidas sobre Desarrollo Sostenible, Río de Janeiro, 21 de junio de 2012
Sra. Presidenta de Brasil, Dilma Rousseff:
Sr. Secretario General de las Naciones Unidas, Ban Ki-Moon:
Excelencias:
Hace 20 años, el 12 de junio de 1992, en este mismo recinto, el líder de la Revolución cubana Fidel Castro Ruz expresó, y cito: “Una importante especie biológica está en riesgo de desaparecer por la rápida y progresiva liquidación de sus condiciones naturales de vida: el hombre”. Fin de la cita.
Lo que pudo haber sido considerado alarmista, constituye hoy una realidad irrefutable. La incapacidad de transformar modelos de producción y consumo insostenibles atenta contra los equilibrios y la regeneración de los mecanismos naturales que sustentan las formas de vida en el planeta.
Los efectos no se pueden ocultar. Las especies se extinguen a una velocidad cien veces más rápida que las indicadas en los registros fósiles; más de cinco millones de hectáreas de bosques se pierden cada año y cerca del 60 por ciento de los ecosistemas están degradados.
A pesar del hito que significó la Convención de Naciones Unidas sobre Cambio Climático, las emisiones de dióxido de carbono se incrementaron en un 38 por ciento entre 1990 y el 2009. Ahora vamos hacia un aumento de la temperatura global que pondrá en riesgo, en primer lugar, la integridad y existencia física de numerosos Estados insulares en desarrollo y producirá graves consecuencias en países de África, Asia y América Latina.
Un profundo y detallado estudio realizado durante los últimos cinco años por nuestras instituciones científicas, coincide en lo fundamental con los informes del Panel Intergubernamental Sobre Cambio Climático y confirma que en el presente siglo, de mantenerse las actuales tendencias, se producirá una paulatina y considerable elevación del nivel medio del mar en el archipiélago cubano. Dicha previsión incluye la intensificación de los eventos meteorológicos extremos, como los ciclones tropicales, y el aumento de la salinización de las aguas subterráneas. Todo ello tendrá serias consecuencias, especialmente en nuestras costas, por lo que hemos iniciado la adopción de las medidas correspondientes.
Este fenómeno tendría, igualmente, fuertes implicaciones geográficas, demográficas y económicas para las islas del Caribe que, además, deben enfrentar las inequidades de un sistema económico internacional que excluye a los más pequeños y vulnerables.
La parálisis de las negociaciones y la falta de un acuerdo que permita detener el cambio climático global son un nítido reflejo de la falta de voluntad política y la incapacidad de los países desarrollados para actuar conforme a las obligaciones que se derivan de su responsabilidad histórica y su posición actual.
Se incrementa la pobreza, crece el hambre y la desnutrición y aumenta la desigualdad, agravada en las últimas décadas como consecuencia del neoliberalismo.
Durante estos veinte años, se han lanzado guerras de nuevo tipo, concentradas en la conquista de fuentes energéticas, como la ocurrida en el 2003 con el pretexto de las armas de exterminio en masa que nunca existieron, y la que recientemente se produjo en el Norte de África. A las agresiones que ahora se vislumbra continuar contra países del Medio Oriente, se añadirán otras, con el fin de controlar el acceso al agua y a otros recursos en vías de agotamiento. Debe denunciarse que intentar un nuevo reparto del mundo, desatará una espiral de conflictos de incalculables consecuencias para un planeta ya gravemente inseguro.
El gasto militar total ha crecido en estas dos décadas a la astronómica cifra de 1,74 millones de millones de dólares, casi el doble que en 1992, lo que arrastra a la carrera armamentista a otros estados que se sienten amenazados. ¿A dos decenios del fin de la Guerra Fría, contra quiénes se usarán estas armas?
Dejemos las justificaciones y egoísmos y busquemos soluciones. Esta vez, todos, absolutamente todos, pagaremos las consecuencias del cambio climático. Los gobiernos de los países industrializados que actúan de esta forma no deberían cometer el grave error de creer que podrán sobrevivir un poco más a costa de nosotros. Serían incontenibles las oleadas de millones de personas hambrientas y desesperadas del Sur hacia el Norte y la rebelión de los pueblos ante tanta indolencia e injusticia. Ningún hegemonismo será entonces posible. Cese el despojo, cese la guerra, avancemos hacia el desarme y destruyamos los arsenales nucleares.
Estamos urgidos de un cambio trascendental. La única alternativa es construir sociedades más justas, establecer un orden internacional más equitativo, basado en el respeto al derecho de todos; asegurar el desarrollo sostenible a las naciones, especialmente del Sur, y poner los avances de la ciencia y la tecnología al servicio de la salvación del planeta y de la dignidad humana.
Cuba aspira a que se impongan la sensatez y la inteligencia humana sobre la irracionalidad y la barbarie.
Muchas gracias.

A SEMANA II - AHMADINEJAD - "ATACAM E INVADEM OUTROS TERRITÓRIOS PARA ESCRAVIZAR OS POVOS"


A SEMANA – II

AHMADINEJAD – “ATACAM E INVADEM OUTROS TERRITÓRIOS PARA ESCRAVIZAR OS POVOS”



Laerte Braga


“Os norte-americanos e sionistas têm bombas de todas as espécies e as usam contra as pessoas”. A afirmação é do presidente do Irã Mahamoud Ahmadinejad em entrevista que concedeu num hotel do Rio, um dia depois de discursar na RIO+20 defendendo uma nova ordem mundial “baseada na paz e no respeito entre os povos”.

Sem citar uma única vez o nome da presidente Dilma Roussef, mas classificando de “definitivo” o documento firmado entre os governos do Brasil, da Turquia e do seu país sobre a questão nuclear, Ahmadinejad lembrou Lula, à época desse acordo o presidente da República.

Lúcido e seguro em sua análise o presidente iraniano não teve dúvidas em falar da guerra midiática, uma das frentes do complexo terrorista ISRAEL/EUA TERRORISMO “HUMANITÁRIO” S/A. “Mostram nosso povo como pobre e atrasado. Somos a décima sétima economia do mundo, breve seremos a décima quinta e temos posição de ponta nas questões que envolvem biotecnologia”.

Distorcem para criar uma realidade que não existe, mas agrade aos seus interesses.

“Querem as nossas riquezas naturais, explorar nossos povos”.Foto


Mahamoud Ahmadinejad fez alusão ao regime anterior à revolução islâmica, que definiu como de submisso aos interesses dos EUA. “Tínhamos uma população de 35 milhões de iranianos e 90% vivia na pobreza”. Hoje somos bem mais e a realidade é diferente daquela”. Enfatizou que quatro milhões de iranianos são judeus e muitos “foram tentar a vida em Israel após a revolução, mas voltaram, pois não conseguiram viver naquele país”.

Um estado islâmico não significa necessariamente restrição de liberdade religiosa. A Noruega, por exemplo, não é um estado laico e isso está escrito em sua constituição.

O presidente do Irã reuniu-se com intelectuais brasileiros e representantes dos movimentos sociais destacando a história de luta pela democracia, da qual todos foram partes.


Sergio Caldieri


Fotos do arquivo de Sergio Caldieri



nas fotos alguns dos presentes registrados, dentre eles, Beto Almeida, Valter Xeu, Emir Sader, dentre outros





Denunciou mais uma vez que a ONU faz o jogo dos EUA, através do controle do Conselho de Segurança. Com isso, países que dispõem de arsenais nucleares não são punidos com sanções, caso de Israel, com mais de 300 artefatos, enquanto o Irã que usa energia atômica para fins pacíficos sofre sanções severas e constantes ameaças.

“Temos sete mil anos de história e não nos submetemos nunca. Querem nos escravizar, voltar à ordem antiga, do regime antigo e assim explorar nossas riquezas. Por isso nos satanizam. Transformar o povo em escravo”.

“Os que querem o monopólio da energia nuclear são os que têm bombas e já usaram em tempos passados, na Segunda Guerra, contra seres humanos. Energia nuclear para todos, bombas para ninguém”, defende o presidente.

“Seis milhões de barris de petróleo dia os Estados Unidos tiravam do Irã no regime antigo e nosso povo estava na miséria”, disse Ahmadinejad. “É o que querem fazer de novo”.

O presidente lembrou a guerra Iraque e Irã. “Armaram Saddam contra nós, inclusive com armas químicas e biológicas, numa guerra que custou milhares de vidas e depois destruíram o Iraque para ficar com o petróleo”.  “Não têm respeito pelos seres humanos”.

Citou o fato dos EUA apoiarem ditaduras no Oriente Médio como forma de assegurar o controle da região, de ignorar o arsenal nuclear de Israel e permitir a opressão contra o povo e o território palestinos.

Sobre a questão síria o presidente declarou que “tem que ser resolvida entre os sírios, pelo povo sírio e não com intervenção de outros países”.

“Não existem pessoas, seres humanos para os norte-americanos e sionistas, só interesses. Querem dominar para explorar”

Ahmadinejad deixou claro que só uma nova ordem mundial poderá assegurar a todos os povos “paz e respeito” e isso passa por contrariar os negócios das grandes potenciais mundiais, de Israel e dos Estados Unidos.

Citou a fome na África, as guerras do Afeganistão e travadas mundo afora pelos “colonizadores”, inclusive na América Latina, onde lembrou a exploração das riquezas pelos países que colonizaram a região e agora, pelos interesses norte-americanos diante das dificuldades com vários governos contrários a essa exploração.

“É uma luta de todos os povos oprimidos a nova ordem”.

A entrevista do presidente Ahamadinejad, ao contrário das normalmente concedidas por chefes de governo e estados, não registrou nenhuma paranóia típica de agentes norte-americanos e israelenses. Foi descontraída, a segurança limitou-se aos procedimentos normais e nenhum deles constrangedores. Nem o hotel onde estava hospedado e nem as ruas nas imediações foram fechadas, nada de franco atiradores. E pela primeira vez jornalistas das mídias alternativa e virtual lado a lado com os da mídia de mercado, fato que, numa certa medida, inibe a costumeira mentira de GLOBO, VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO, etc.

Foram poucos os comentários sobre a RIO + 20, levando em conta que seu discurso abrangeu bem mais que as questões que ali estavam sendo discutidas. Foi um documento de amplo teor político com diagnóstico da conjuntura atual e a posição de seu país, sob constante ameaça de ataques tanto por parte dos EUA, como de Israel.

Coincidência ou não, no dia seguinte, na sexta-feira, as avaliações de Ahmadinejad sobre a intervenção norte-americana em função de interesses políticos, econômicos e militares, se materializou no Paraguai, no golpe que derrubou o presidente Fernando Lugo. Um dos objetivos dos norte-americanos é construir ali uma base militar que permita monitorar o Brasil e a posse do quinto maior aqüífero do mundo, o Guarani. A água hoje, segundo o presidente da Coca Cola, “vale mais que petróleo”. Afirmação que dá, mais uma vez, razão ao pensamento de Ahmadinejad.

A afirmação do presidente da Coca Cola foi feita na RIO + 20, num fórum restrito de empresários, quando defendeu a privatização plena e absoluta da água. Ou seja, o controle pelas grandes corporações e em função dos interesses que representam.

Ao contrário do “monstro” que a mídia de mercado (GLOBO, VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO, RBS, ESTADO DE SÃO PAULO, ÉPOCA, etc) vende, o presidente do Irã se mostrou lúcido, sereno e correto em suas avaliações e análises.

Não é um fato que possamos ignorar levando em conta o que ocorre em todo o mundo hoje.

A percepção que a luta transcende ao chamado mundo institucional, controlado em sua maioria – no Brasil inclusive – por grupos ligados a interesses do imperialismo norte-americano, do capitalismo internacional.

A luta é nas ruas como aconteceu na Cúpula dos Povos, evento paralelo à RIO + 20.     

Mandatarios latinoamericanos se pronuncian sobre d...

Union de Pueblos de Nuestra America: Mandatarios latinoamericanos se pronuncian sobre d...: Brasil: Rousseff propone expulsar a Paraguay del Mercosur y de la Unasur Para la mandataria el Paraguay está experimentando una "si...


Mandatarios latinoamericanos se pronuncian sobre destitución de Lugo

Brasil: Rousseff propone expulsar a Paraguay del Mercosur y de la Unasur

Para la mandataria el Paraguay está experimentando una "situación complicada".
La presidenta de BrasilDilma Rousseff, sugirió hoy viernesexpulsar a Paraguay del Mercado Común del Sur (Mercosur) y de laUnión de Naciones Suramericanas (Unasur), luego de conocerse la destitución del presidente Fernando Lugo por el Congreso de su país.

 En una conferencia de prensa, la mandataria brasileña reiteró que elMercosur y la Unasur son organismos que tienen cláusulas en sus estatutos que requiere el respeto de las reglas democráticas.

 "Hay pena anticipada" para aquellos que no cumplen con "los principios que caracterizan a una democracia", dijo Dilma.

 Señaló que para un país que viola la cláusula de la democracia la sanción es "la no participación de los organismos multilaterales. Es decir, la expulsión del Mercosur y Unasur".
Como se recuerda, la Unasur advirtió que las "acciones en curso" en elSenado de Paraguay para destituir a Fernando Lugo representaban una "amenaza de ruptura del orden democrático".

 Fuente La República, Perú
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Chávez asegura que no reconoce al "ilegal" Gobierno instalado en Paraguay

El presidente de VenezuelaHugo Chávez, dijo hoy viernes que no reconoce al "írrito (nulo) e ilegal" Gobierno que se instaló en Paraguay y calificó de "bochornoso" el juicio político que terminó con la destitución del mandatario Fernando Lugo.

 "El Gobierno venezolano, el Estado venezolano, no reconoce a ese írrito e ilegal e ilegítimo Gobierno que se instaló en Asunción", declaró Chávez en el palacio de Miraflores (sede del Ejecutivo) antes de la llegada de su colega de Irán, Mahmud Ahmadineyad.

 A tiempo de cuestionar que se ha "defenestrado de manera totalmente ilegítima" a Lugo, Chávez consideró que "igual le hicieron" en junio de 2009 al entonces presidente de Honduras, Manuel Zelaya y lo que "trataron de hacer" en Venezuela, al aludir al golpe que lo sacó brevemente del poder en abril de 2001.

 "No solo se golpea al presidente Lugo o al Gobierno legítimo del pueblo paraguayo, se golpea la historia paraguaya y uno diría más, se golpea a laUnasur (Unión de Naciones Suramericanas)", sentenció Chávez, quien subrayó que "esto no termina allí". (Con información a EFE).


Fuente La República, Perú
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Evo Morales no reconocerá un gobierno que no surja de las urnas

El mandatario aseguró que detrás de la acción política se "mueve la mano de los neoliberales internos y externos".

El presidente de Bolivia,Evo Morales, afirmó hoy viernes que no "reconoce un Gobierno que no surja de las urnas y el mandato del pueblo" y reiteró su condena a lo que llamó un "golpe congresal" en Paraguay contraFernando Lugo, informó la agencia estatal de noticias ABI.

 Morales fijó su postura esta noche y agregó que Lugo "estaba acabando con las logias, con los terratenientes y grupos de poder (en Paraguay) y eso siempre tiene un costo".

 El mandatario también ha señalado que el juicio político contra Lugo es una "acción del imperialismo y la derecha" internacional" y dijo estar convencido de que "jamás cometió delitos". (Con información de EFE).


Fuente La República, Perú
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Cristina Fernández no convalidará "golpe de Estado en Paraguay"

Consideró que el juicio político que llevó adelante el Congreso paraguayo a Lugo fue "un ataque directo a las instituciones".

 
La mandataria de Argentina, Cristina Fernández, sostuvo que su país "no va a convalidar el golpe de estado en Paraguay", luego de que el presidente de ese país, Fernando Lugo, fuera destituido hoy viernes por el Congreso.
 
 Para la presidenta argentina, lo sucedido en Asunción es "inaceptable" y afirmó que su país no va a reconocer al nuevo Gobierno paraguayo, encabezado por el hasta hoy vicepresidente, Federico Franco.

 "Sin lugar a dudas hubo un golpe de Estado", dijo la mandataria en declaraciones publicadas en el sitio web de la Presidencia argentina.

 Indicó que Argentina no va a adelantar su posición sobre la posible expulsión de Paraguay del Mercosur (Argentina, Brasil, Paraguay y Uruguay) hasta que no haya una posición consensuada con ese bloque regional.

 "Todos creíamos que este tipo de situaciones estaban superadas en la región", se lamentó Fernández sobre lo ocurrido hoy en Paraguay. (Con información de EFE).
Fuente La República, Perú
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Solamente a Lugo: Presidente Rafael Correa asegura que Ecuador no reconocerá a otro presidente

La crisis luego de ladestitución de Fernando Lugo como presidente de Paraguay al parecer pasará fronteras debido a que algunos países no reconocerán a Federico Franco como el nuevo mandatario guaraní.

El presidente de Ecuador,Rafael Correa aseguró que la salida de Lugo es ilegítima y que por ello no reconocerá a otro mandatario de ese país que no sea el excura quien fue sometido a un juicio político por la muerte de policías y campesinos en un sangriento desalojo de una hacienda.

 "El gobierno de Ecuador no reconocerá otro presidente de Paraguayque no sea el presidente Fernando Lugo" aseguró Correa en la grabación de su informe semanal de sus labores.


Fuente La República, Perú



Y, como espero, no sorprenderá a nadie...

Santos lamenta "remoción" de Lugo pero afirma que no se rompió la democracia

El presidente colombiano eludió declarar su postura y dijo que estudiará qué medidas tomará "en el marco de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur)".

El presidente de ColombiaJuan Manuel Santos, lamentó hoy viernes cómo se llegó a la "remoción" de Fernando Lugo como jefe del Estado de Paraguay, pero afirmó que "formalmente no hubo rompimiento de la democracia" porque se acataron las leyes de ese país.
 Santos observó que si bien el Senado tomó la decisión de acuerdo con la Constitución y las leyes paraguayas"no se deben utilizar procedimientos legales para abusar del poder, o por lo menos los requisitos básicos del debido proceso se deben respetar".

 "En la práctica le dieron sólo dos horas para su defensa en el Senado porque (esta cámara) estableció su propio reglamento, lo cual va un poco contra el sentido común y la lógica", opinó al destacar que en ese tiempo no se puede justificar sus actos de Gobierno.

 Además, aseveró que ha sido "la historia de una remoción anunciada, se sabía que iba a pasar".(Con información de EFE).

Fuente La Republica, Perú
Postado por La Polila

O GOLPE NO PARAGUAI


A SEMANA – I


O GOLPE NO PARAGUAI


Laerte Braga







































No dia anterior ao golpe branco contra o presidente Fernando Lugo – Paraguai – um outro presidente, o do Irã, Mahamoud Ahmadinejad, em entrevista coletiva que incluiu a mídia alternativa e virtual e num hotel no Rio de Janeiro, diagnosticou com precisão o que ocorre hoje no mundo. A ordem política, econômica e militar imposta pelos EUA, ao sabor das conveniências de Israel e seus aliados e que se estende tanto aos países do Oriente Médio, como aos da África, da Ásia e América Latina, sempre contra a liberdade, os seres humanos e com claro caráter colonizador.

Em 2008 o governo de Álvaro Uribe, a partir de orientação e dados do governo de Washington, determinou o bombardeio de um acampamento no território do Equador, onde estava o chanceler das FARCs-EP (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas – Exército Popular), Raul Reyes. Havia participado de um encontro de forças populares naquele país e se preparava para retornar aos quartéis da guerrilha. Foram assassinados, além de Reyes, dezenas de estudantes de vários países latino-americanos que lá estavam e participaram também do encontro.

A cumplicidade dos militares equatorianos ficou evidente. Se manifestou na passividade com que assistiram ao bombardeio feito pela força aérea colombiana. Evidenciou o caráter da maior parte das forças armadas dos países da América Latina. Não têm compromissos com seus países, mas são subordinadas aos norte-americanos. A esmagadora maioria dos militares brasileiros não é diferente.

Em 2009 o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, foi deposto num golpe “constitucional”, dado pela madrugada e com cumplicidade do congresso e da corte suprema de seu país, organizado pelo senador John McCain, republicano. Foi o adversário de Obama nas eleições presidenciais de 2008.

Em todos esses momentos, o golpe contra Lugo, o bombardeio colombiano e o golpe contra Zelaya, o governo dos EUA, de imediato, reconheceu e deu “legitimidade” a essas ações.

Em 2002, semelhante tentativa foi feita na Venezuela contra o presidente Hugo Chávez. Preso numa quinta-feira retornou ao poder no domingo diante de milhões de venezuelanos que, nas ruas de Caracas e de todo o país, exigiam a sua volta. Um referendo popular, em agosto daquele ano, legitimou por maioria absoluta o governo de Chávez e Jimmy Carter, ex-presidente dos EUA e enviado da ONU como observador para o referendo foi obrigado a reconhecer a legitimidade do presidente.

No dia da prisão de Chávez a tevê norte-americana (e a GLOBO aqui, Bonner por pouco não teve um orgasmo no ar) anunciaram que “o povo exigiu a saída de Chávez.

A Colômbia hoje é presidida por Manoel Santos que foi ministro da Defesa de Uribe, é ligado ao narcotráfico (como Uribe). A denúncia foi feita pelo Departamento anti-drogas dos EUA. As forças armadas desse país são inteiramente subordinadas aos norte-americanos e seus “conselheiros”, na prática, a Colômbia é uma colônia, faz parte de um plano de controle da América do Sul denominado Grande Colômbia. Já integra o antigo projeto SIVAM – SISTEMA DE MONITORAMENTO DA AMAZÔNIA -, antes restrito ao Brasil e aos EUA, controlado por empresas privadas e forças militares brasileiras e norte-americanas. O nível de subordinação aos interesses norte-americanos é total. O alvo é a Amazônia em toda a sua extensão.

As vitórias eleitorais de presidentes considerados hostis pelos EUA deflagraram um processo de retomada da América Latina como quintal daquele país. Se já detinham o controle do México e do Canadá (chamam o Canadá de “México melhorado”) essa ordem neoliberal, globalizada por ações políticas, econômicas e militares, se faz presente em quase todo o mundo.

Os pretextos são sempre os mesmos desde tempos passados. Democracia, direitos humanos, etc, etc.

Com o desaparecimento da União Soviética os norte-americanos escancararam seus objetivos. A paz anunciada não veio, pelo contrário, a escalada militar ganhou dimensões de barbárie, a guerra foi privatizada por Bush, a violência é a palavra de ordem dos interesses nazi/sionistas comandados por Israel e com os EUA desintegrados e transformados numa grande corporação terrorista comandada por bancos e grandes empresas, principalmente a indústria armamentista e a do petróleo, vivemos o terror de Estado, o terror capitalista.

A democracia e os direitos humanos foram para o brejo em situações como as guerras do Iraque (destruído), do Afeganistão, da Líbia (mais de cinco mil ações de bombardeios aéreos e um país esfacelado), países como o Paquistão se transformando numa espécie de geléia de interesses de generais com instinto primitivo de barbárie e as chamadas potências emergentes, caso do Brasil, em políticas de equilibrismo e alianças complicadas no padrão dá e toma, ou uma vela a Deus e outra ao diabo. O precário equilíbrio, por exemplo, de democracias montadas sob a tutela e o temor de ações golpistas de militares comprometidos com os EUA, como aconteceu em 1964.

Essa boçalidade se materializa no uso de armas químicas no Iraque, no Afeganistão, na Líbia, em todos os cantos onde se faz necessário (muitos veteranos de guerra padecem de doenças provocadas pelo uso de tais armas), nas pressões econômicas, no campo de concentração de Guantánamo, no massacre constante de palestinos, na tentativa de destruir a revolução islâmica no Irã com denúncias falsas como sempre fazem e fizeram, principalmente, no controle das nações da União Européia, outro grande conglomerado de bancos e corporações.

Para países como Paraguai, o Brasil e outros, se associam a primatas conhecidos como latifundiários. Os donos da terra, hoje no chamado agronegócio.

O mundo privatizado.

Aqui, esse caráter ganhou dimensões plenas no governo do funcionário do Departamento de Estado e da Fundação Ford Fernando Henrique Cardoso. Uma espécie de “sargento Anselmo”, o célebre cabo da Marinha que infiltrado dedurou todos os companheiros. FHC chegou a sargento. Fulgêncio Batista também era sargento (felizmente muitos sargentos lutam a luta popular dentro e fora das forças armadas).

O golpe contra Fernando Lugo está dentro desse contexto. Uma das acusações contra o presidente foi a de “humilhar as forças armadas”. Lugo ficou ao lado de trabalhadores sem terra vítimas de militares e pistoleiros do latifúndio num conflito agrário, no qual latifundiários brasileiros estão envolvidos (são os donos do Paraguai), junto com empresas como a MONSANTO e a DOW CHEMICAL – o agrotóxico nosso de cada dia.

É impossível humilhar o que não existe. Forças armadas paraguaias? Onde? Bando de generais controlados à distância pelos senhores do mundo, abertos a qualquer grande negócio no mundo do contrabando, do tráfico de drogas, de toda a sorte de estupidez e crime possíveis em função de interesses, aí, pessoais.

Uma elite medieval. Não difere muito do latifúndio brasileiro. Uns grunhem outros nem isso.

O Plano Grande Colômbia, especificamente voltado para a América do Sul tem objetivos imediatos. Derrubar os governos da Venezuela, do Equador e da Bolívia, o controle das reservas de petróleo e gás desses países, isolar o Brasil e impedir que o País consiga avanços efetivos e consolide o processo democrático (mantê-lo sempre na corda esticada, no fio da navalha). Volta do curso tucano das “coisas”, mesmo com o caráter de “capitalismo a brasileira” inventado por Lula e o domínio de tecnologias essenciais longe do alcance dos brasileiros.

Em toda a América Latina, por fim à revolução cubana, derrubar Daniel Ortega na Nicarágua e impedir que governos considerados hostis aos interesses da corporação terrorista, ISRAEL/EUA TERRORISMO “HUMANITÁRIO” S/A sejam eleitos.

A fórmula encontrada para derrubar Zelaya se manifestou agora no Paraguai.( Fique por dentro de como foi o 1º ano de golpe em Honduras)

E ainda, no Brasil, temos um chanceler de sobrenome Patriota, que vem a ser um dos mais terríveis mísseis norte-americanos. Não é o caso do chanceler, é apenas um funcionário obediente da corporação terrorista num governo de puro equilibrismo. E nem deve saber direito o que acontece, ou o que é, tamanha sua dimensão anã como diplomata.

Em relação ao golpe paraguaio, só foi possível com a debilidade de nossa política externa e a falta de informações precisas e corretas do governo. Se a proposta da presidente Dilma de expulsar o país do MERCOSUL e adotar sanções severas for real, ótimo. Caso contrário, breve circulando pelas ruas da cidade de Eduardo Paes os novos modelos de diligências da Wells Fargo, com espetáculos de clones/drones de Búfalo Bil em todas as paradas.


Há uma guerra total em curso afirma o presidente do Equador Rafael Corrêa. A resistência não será nos gabinetes fechados, via de regra cúmplices diretos ou por omissão dessa selvageria. Será nas ruas, na organização popular.
Ou, todos aprendendo inglês e treinando para carregar malas dos colonizadores. O velho “bwana” dos tempos de Tarzã.   

O RESCALDO DO GOLPE MADE IN PARAGUAY

O pretexto do golpe parlamentar no Paraguai foi mais patético ainda que o utilizado em Honduras. Só faz sentido na ótica de reacionários empedernidos: os miseráveis tentarem ocupar terras para as cultivarem e não morrerem de fome é subversão das piores e justifica até a derrubada de um presidente que não reza pela cartilha do sagrado direito à propriedade.

A execução, por um lado, revelou um profissionalismo que faz supor uma mão oculta manipulando títeres; o desinteresse com que os EUA receberam este gritante atentado à democracia dá uma boa pista de quem possa ser o roteirista do espetáculo.

Pelo outro, teve o inconveniente de não enganar ninguém no resto do mundo. Até as pedras perceberam que Fernando Lugo não teve o mais remoto direito de defesa. Impeachment em pouco mais de 30 horas é algo que só passa pela cabeça de quem estiver se baseando numa cópia fajuta do Direito Constitucional, adquirida de contrabandistas. Foi um típico  impeachment made in Paraguay...

A reação dos países dominantes da América do Sul, por enquanto, está sendo tímida demais. Dilma Rousseff e Cristina Kirchner têm de botar na cabeça que ervas daninhas se alastram quando não as extirpamos em tempo: se esta virada de mesa resultar, outras virão. 

Chávez, Morales e Mujica são alvos óbvios, troféus que os  roteiristas  há muito querem empalhar e exibir na parede. E, no final da fila, virão, obviamente... Dilma e Cristina.

Então, até por autopreservação, cabe-lhes produzirem desta vez uma reação bem mais efetiva do que no caso hondurenho.

Um embargo econômico do tipo que os EUA impõem há meio século a Cuba faria os golpistas logo pedirem água.

O restante do arsenal estadunidense de desestabilização de governantes indesejáveis é x-rated, pornográfico demais. O embargo, contudo... já que a ONU e a OEA admitem condescender com ele indefinidamente, por que não? Pau que bate em Chico pode bater também em Francisco...

Para a esquerda, fica, pela enésima vez, a comprovação de que, no frigir dos ovos, as Forças Armadas não garantem a ordem constitucional, mas ajudam alegremente a promover a desordem que convém aos poderosos. As quarteladas brasileira e chilena não haviam sido suficientes para dissipar tais ilusões?!

E também a de que conquistar governos por via eleitoral não significa tomar o poder. Então, apostar em lideranças tíbias porque empolgam o povão tem o inconveniente de que, na hora H, nunca se pode contar com elas. Zelaya e Lugo não foram propriamente depostos, mas sim enxotados com petelecos.

Outros se descaracterizam tanto, rendendo-se tão incondicionalmente ao grande capital, que nem precisam ser enxotados; tornam-se caricaturas de si próprios.

A esquerda que coloca todas as suas fichas na via eleitoral deveria, pelo menos, tentar levar à presidência da república seus melhores quadros, os mais consistentes em termos ideológicos, não essas figurinhas tão populares para vencer eleições quanto ineptas para governarem como verdadeiros homens de esquerda.

No momento crítico, um Salvador Allende foi capaz de abrir mão da vida para legar aos pósteros sua última lição de grande revolucionário. Simplesmente não dá para imaginarmos um Zelaya ou um Lugo fazendo o mesmo.

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Ahmadinejad - "Uma ordem justa baseada na paz e no respeito"


Ahmadinejad - "Uma ordem justa baseada na paz e no respeito"


Laerte Braga - O presidente do Irã Mahamoud Ahmadinejad, em entrevista à imprensa num hotel no Rio de Janeiro (veio participar da RIO + 20), reiterou o discurso que fez ao chefes de Estado do mundo inteiro, ao defender uma "nova ordem internacional baseada na paz e no respeito".
Mahamoud Ahmadinejad foi o primeiro chefe de Estado, oficialmente, a convidar a mídia alternativa e virtual a participar de uma conferência de imprensa. Na véspera, o boliviano Evo Morales foi jogar futebol num campo de pelada do Aterro com bolivianos residentes no Brasil, sem qualquer esquema maior de segurança.


Em suas declarações afirmou que o uso pacifico da energia nuclear não pode ser privilégio de algumas nações em detrimento de outras. Disse mais que o Irã não tem preocupações com a bomba atômica, mas os governos que tentam asfixiar o seu país não olham para países que, na região que "dispõem de artefatos nucleares e ameaçam a paz". O presidente iraniano foi claro ao dizer que Israel é ameaça à paz no Oriente Médio e que o conflito na Síria tem que ser resolvido sem intervenção de países outros, mas "entre os sírios".
"Quem tem milhares de ogivas nucleares com as quais mantêm uma ordem mundial injusta e colonialista são os que nos criticam". O Irã, disse, é "a décima sétima economia do mundo, tem crescido, é um dos países de ponta no desenvolvimento de biotecnologias, mas a mídia apresenta nosso povo como pobre, atrasado, sem perceber que somos um país em que a metade do nosso território é toda ela de deserto e nossa história é milenar, sempre foi de resistência, nunca nos curvamos e nem fomos dominados".

"Armaram Saddam Hussein contra nós, provocaram uma guerra que matou centenas de milhares de pessoas, deram a Saddam armas químicas e biológicas, depois destruíram Saddam, destruíram o Iraque e chamam isso de democracia".
Mahamoud Ahmadinejad não citou uma única vez o nome da presidente Dilma Rousseff, nem quando perguntado sobre a participação do Brasil nesse movimento por uma nova ordem mundial, preferindo fazer referências ao ex-presidente Lula e a necessidade dos brasileiros compreenderem e participarem dessa luta, pois "o Brasil é um grande país e tem um papel importante a cumprir". Sobre o governo brasileiro o presidente teve uma postura diplomáticas, mas ficou visível que as relações são diferentes das que haviam no governo Lula, até ao mencionar o acordo alcançado pelo Brasil e a Turquia com o seu país, na questão nuclear. Ahmadinejad afirmou que "aquele é um documento definitivo sobre o assunto."
A posição brasileira na RIO + 20 foi débil e buscou apenas uma espécie de consenso que agradasse às grandes potências, empurrando os problemas mais sérios para a frente. A própria presença de Dilma, mesmo presidindo o encontro de chefes de Estado foi mínima, escondida, limitou-se a um discurso vazio e sem propostas concretas, só chavões. A ministra Isabella Teixeira, do Meio-ambiente, caberia perfeitamente em qualquer PSDB ou DEM da vida, ou mesmo no papel de executiva da MONSANTO, por exemplo (opinião deste jornalista).
"Uma conferência só não é o suficiente para resolver os desafios dos quais estamos falando".


O presidente afirmou que no Irã quatro milhões dos mais de 70 milhões de habitantes são judeus, vivem em paz, professam a sua religião e muitos deles "foram para Israel e retornaram, pois não conseguiram viver naquele país".
Deixou claro que a revolução islâmica libertou o Irã de "uma ditadura cruel e sanguinária, que era apoiada pelos países ocidentais, que tiraram vantagem disso, ao explorar os recursos naturais do país e mantendo a população na pobreza, na miséria. São esses países que se voltam contra nós hoje, pois têm espírito colonialista".
Mahamoud Amadinejad fez menção também ao "poder" do Conselho de Segurança. "Usam o direito de veto no Conselho de Segurança para negar direitos e abusam do controle que exercem sobre esse organismo para manter a ONU sob controle".
"Energia nuclear para todos os países e armas nucleares para nenhum". Sobre esse tema a ONU tem dois pesos e duas medidas.
O presidente fez menção a um encontro que teve pela manhã do dia 21 de junho com intelectuais e lutadores brasileiros, onde registrou que "são pessoas que lutaram pela democracia, que estiveram nas prisões e agora lutam pela paz e pelo respeito, por uma ordem justa para o Brasil e o mundo".
"Os Estados Unidos apoiam ditadores em várias partes do mundo, porque aceitam suas políticas e respeitam seus interesses econômicos. Quem assim não o faz, constrói a democracia em seus países, é hostilizado e a mídia internacional faz o papel de veicular todas essas deformações com que nos mostram ao mundo".
"Ao tempo do governo do xá, tínhamos uma população menor, 35 milhões de iranianos e 90% vivia na miséria, mas os interesses dos norte-americanos estavam a salvo no nosso país".
E mais – "os países que hoje nos hostilizam nos devem milhões de dólares por conta dos saques contra nossas riquezas e dos contratos que assinaram com o governo do xá, todos rompidos pela revolução islâmica". "Para eles não existem seres humanos, mas apenas interesses econômicos".
Ao abrir a entrevista o presidente Mahamoud Ahmadinejad afirmou que "todos somos seres humanos e nossas diferenças culturais, políticas e religiosas não nos impedem de vivermos em paz e com respeito a todos".
"Não querem o crescimento do Irã. Nem os Estados Unidos e nem os sionistas. Querem dominar".
"Por esse motivo há uma guerra midiática contra a revolução islâmica, o nosso povo e o nosso governo". "Não exercem o direito de liberdade de informação, mas fazem as ameaças que o governo dos EUA e os sionistas determinam que sejam feitas".
"Eles, os Estados Unidos, só têm um objetivo. O de atacar e invadir outros territórios para escravizar os povos. São os mesmos da Segunda Grande Guerra, têm o mesmo objetivo, colonizar, como no passado. O povo do Irã tem sete mil anos, é livre e um conflito com nosso país terá consequências sérias para todo o mundo".
"A África está vivendo na miséria e isso não preocupa os colonizadores. Na América Latina existem muitos seres humanos na miséria e os recursos para acabar com isso existem, só não querem que assim o seja", afirmou o presidente do Irã, criticando as políticas militaristas e colonizadoras dos EUA, de Israel e seus aliados.
"São nações ricas que querem humilhar outras nações", disse.
"Os dominadores tentam dividir os povos, os seres humanos, jogar uns contra os outros, querem a riqueza desses povos sem pagar nada por ela. São os responsáveis por esse mundo." Ao pronunciar essa frase referia-se ao conflito na Síria e a forma como agem em todos os países onde têm interesses político e econômico.
Ao final de sua entrevista Mahamoud Ahmadinejad disse que ao término de seu mandato volta à sua vida acadêmica (é professor numa universidade) e continua político sem ser presidente, pois "sou presidente e sou acadêmico, como serei de novo acadêmico e político".
O presidente do Irã reforçou a sua proposta de uma nova ordem política para o mundo, "mais justa e que seja determinada pela paz e pelo respeito aos povos e às nações, aos seres humanos".
A maior parte dos jornalistas presentes, principalmente aqueles da mídia alternativa e virtual, notou que a segurança do presidente do Irã é normal, sem obsessões e paranóias que cercam governantes de países como os EUA, Israel e outros. Não houve nenhuma alucinação de agentes da CIA ou do FBI que normalmente protegem o presidente dos EUA e nem violação de direitos de jornalistas ou cidadãos. O trânsito de pessoas, hóspedes ou não, no hotel onde aconteceu a conferência de imprensa, foi normal, em nenhum momento interrompido, ou nenhuma providência tipo Rambo tomada. Ao contrário, a diplomacia e os agentes de segurança de Mahamoud Ahmadinejad foram cordiais e as preocupações não passaram do campo da normalidade. Ninguém precisou escalar prédios ou de franco atiradores para proteger Ahmadinejad. Como a própria simplicidade do presidente iraniano se fez mostrar durante toda a conferência.
FotosArquivo Nanda Tardin
Artigo publicado no Diario da Liberdade: www.diarioliberdade.org