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sábado, 26 de maio de 2012

A SEMANA - O GOLPE NO CHILE - A REVISTA VEJA - DILMA VETA


A SEMANA

GOLPE NO CHILE – A REVISTA VEJA – DILMA VETA  


Laerte Braga


José Serra foi preso por autoridades chilenas no dia do golpe militar no Chile e levado para o Estádio Nacional de Santiago. Poucos dos que para lá foram saíram vivos e os que saíram foram massacrados pela tortura, pela barbárie da ditadura militar de Augusto Pinochet. Fernando Henrique Cardoso exilado no Chile à época e amigo de Serra de convivência diária sequer foi molestado.

José Serra foi solto no mesmo dia e levado a um local seguro por interferência direta do embaixador do Brasil naquele país, Antônio Castro da Câmara Neto, responsável pela cooptação do general Pinochet para o golpe. As primeiras reuniões, preparativas do golpe, foram realizadas na embaixada do Brasil, que já vivia sob o tacão dos militares desde 1964.

O golpe militar no Chile derrubou o presidente constitucional Salvador Allende, primeiro socialista eleito pelo voto direto para a presidência de um país em todo o mundo.


A história da participação brasileira é vergonhosa e está contada pelo site OPERA MUNDI depois de entrevistas realizadas entre outubro de 2011 e maio de 2012.


A ditadura militar brasileira foi ponta de lança dos interesses norte-americanos na América Latina em todo o processo golpista que culminou na derrubada de Allende. O OPERA MUNDI relata que, a partir de depoimento dos protagonistas da história, empresários paulistas contribuíram com 100 milhões de dólares para o movimento de extrema direita PATRIA y LIBERTAD.

Os militares brasileiros exportaram para os militares chilenos know how de tortura e assassinato de adversários. Em 1970 o general francês Paul Aussaresses, de extrema-direita e com larga experiência na guerra da independência da Argélia, instalou no Brasil um centro para treinamento de torturadores com recursos da CIA – Agência Central de Inteligência.

O OPERA MUNDI revela que por ali passaram os principais torturadores e assassinos das ditaduras militares. A escola preparava torturadores e assassinos para todos os governos ditatoriais da América Latina, fato revelado num trabalho da jornalista francesa Marie-Monique Robin no documentário ESQUADRÃO DA MORTE – A ESCOLA FRANCESA. O trabalho, premiado, revelou a ação de franceses nessa parte do mundo. Esquema laranja dos norte-americanos.

A escritora chilena Mónica Gonzáles corrobora o trabalho de Marie-Monique no livro LA CONJURA – OS MIL E UM DIAS DO GOLPE.

Empresários brasileiros freqüentavam a escola de tortura do general francês e foram responsáveis por fartos recursos para a “instituição”.

É um dos primeiros desafios da Comissão da Verdade à medida que os documentos e fatos vão surgindo e sendo comprovados. O golpe militar no Brasil que depôs o presidente João Goulart foi uma ação de fora para dentro e os militares golpistas estavam a serviço de potência estrangeira.

Em todo esse processo de boçalidade a mídia de mercado foi cúmplice, alguns ao extremo, caso das ORGANIZAÇÕES GLOBO e do jornal FOLHA DE SÃO PAULO, que emprestava caminhões de entrega para a desova de corpos de vítimas da tortura.

Fernando Henrique Cardoso, o mais oferecido dos políticos brasileiros e no exílio no Chile, já havia se alinhado com os setores de extrema-direita dos EUA, empresários golpistas no Brasil e em toda a América Latina. A razão de José Serra ter sido solto no próprio dia do golpe, por interferência direta do embaixador brasileiro, foi exatamente essa. Mais ou menos o seguinte – “pode soltar que ele é nosso, está infiltrado na esquerda”.

Político oferecido? Se ofereceu a Collor para salvar o seu governo, antes a Tancredo Neves para “dar prestígio internacional a seu governo” e se não pode servir a Collor e por extensão aos interesses de golpistas agora na farsa democrática, se foi recusado por Tancredo que ironizou seu oferecimento, fez com Itamar Franco caísse em sua lábia e acabou virando presidente da República. Em 1998 deu o golpe branco da emenda constitucional da reeleição.

Hoje se oferece aos EUA para ajudar a derrubar Chávez e cumprir as missões que lhe forem dadas. No Chile, no tempo do exílio, a Mercedes Benz bancava as despesas de FHC, Serra e seu grupo de “anselmos”.

Foto retirada do Face de Daniel Pearl

A revista VEJA decidiu partir para o contra ataque e na edição desta semana acusa Lula de ter procurado Gilmar Mendes para pedir que o mensalão não fosse julgado agora em troca de blindagem do ministro na CPMI do Cachoeira.

O mesmo expediente sujo e rasteiro usado quando Gilmar precisava de um escudo para proteger-se das críticas feitas e da repercussão negativa dos dois habeas corpus concedidos ao banqueiro Daniel Dantas, um dos mais perigosos criminosos brasileiros, preso pelo delegado Protógenes Queiroz.

VEJA, à época, participou da montagem de uma gravação supostamente feita por autoridades da ABIN – Agência Brasileira de Informações – no gabinete de Gilmar. Uma conversa com quem? Com quem? Com o senador Demóstenes Torres.

A farsa está hoje provada, como provado o envolvimento de VEJA com o banqueiro Carlos Cachoeira, como todo o Brasil sabe o que de fato representa o ministro Gilmar Mendes. Há dias, um dos seus parentes, aquinhoado com um programa de televisão numa emissora do ministro, disse ao vivo que as crianças de rua deveriam ser mortas e se prestariam a matéria prima para sabão.

É o perfil dessa gente.

De quebra tenta envolver o ministro Ayres Brito.

O ex-presidente é raposa velha na política e jamais iria conversar com Gilmar Mendes sobre esse tipo de assunto, ou fazer esse tipo de pedido, ainda mais no escritório do ex-ministro Nélson Jobim, principal acessório de FHC em seu governo no Supremo Tribunal Federal, camaleão que sobrevive a tudo e todos em seu roteiro político de serviços ao que há de pior no País.

VEJA tenta sair do esgoto valendo-se do próprio material do esgoto, Gilmar Mendes. Desnecessário dizer que o ministro “confirmou” a conversa com Lula. É um jogo de cartas marcadas e Gilmar teme que, se aprofundadas as investigações do caso Carlos Cachoeira, todas as suas trapaças venham a público.

Nessa agitada semana a presidente Dilma Roussef vetou artigos do Código Florestal aprovado pelo Congresso Nacional, contrariou interesses de ruralistas, o Planalto fala em alterações em vários itens do Código e numa Medida Provisória para a matéria.


O veto tem o mérito de evitar a destruição das florestas e rios do País de imediato, além de proporcionar um tempo maior para a discussão em torno do assunto, conscientização dos perigos oferecidos pelo latifúndio, pelo agronegócio, os tais transgênicos e assim permitir maior mobilização dos setores populares, pois como está vetado ou não, o dano acontece. A diferença é que numa situação em curto prazo, noutra a médio e longo prazo.

O País some, gera desertos em breve período de tempo.

O veto de Dilma, debaixo de grande pressão popular para isso, recoloca o tema em discussão. E uma pergunta. Como fica o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, do PC do B, já que foi ele o relator do projeto de Código Florestal e inteiramente alinhado com os latifundiários e as empresas que operam e controlam a agricultura no Brasil. MONSANTO, DOW CHEMICAL, etc?

A participação de empresários brasileiros no golpe contra Salvador Allende no Chile não surpreende ninguém, vem agora comprovada e detalhada. Foram co-autores junto com os norte-americanos do golpe no Brasil, na Argentina, no Uruguai, em todos os golpes na América Latina e continuam sendo o que são. Empresas multinacionais, essas, então, é o óbvio.

O que se percebe é que a inquietação dos militares golpistas na reserva, que lutam pelo “patriotismo”, ou convocam o “poder moderador”, na prática, reflete apenas a covardia de torturadores e mostra o caráter objeto/abjeto desses militares diante de forças maiores a movimentá-los, ou seja, usá-los, sob comando de militar estrangeiro (Vernon Walthers) para ocupar o governo do País, de outros países e moldá-los ao sabor de seus interesses.

Os torturadores se percebem, neste momento, pequenos demais diante do que aconteceu, nem por isso menos bárbaros, estúpidos e criminosos, assassinos lato senso.
    

Franklin e a Ley de Medios: nada além da Constituição

ranklin e a Ley de Medios: 
nada além da Constituição

    Publicado em 26/05/2012
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Na abertura do III Encontro de Blogueiros em Salvador, o Ministro da Comunicação do Governo Lula e autor de uma excelente Ley de Medios que o Acorda Bernardo engavetou, criou a palavra de ordem que, daqui para a frente, deverá orientar a batalha de todos os que querem um marco regulatório que democratiza a comunicação brasileira: “nada além da Constituição”.

Tudo o que nos queremos está lá, disse ele.

Não queremos nada que fira a Constituição.

Não queremos monopólio.

A Constituição proíbe o monopólio.

Não queremos que político – que tenha “foro privilegiado” -  tenha monopólio.

A Constituição proíbe isso.

Queremos conteúdo local, regional ?

A Constituição também quer.

Não gostamos de vender horário, já que tevê é uma concessão ?

A Constituição proíbe.

Lutamos pelo direito de resposta ?

A Constituição exige o direito de resposta.

Essa foi a linha de raciocínio do Franklin.

Lutar pelo que presecreve a Constituição significa também lutar pela Liberdade de expressão, que a Constituiçãao assegura – como bem lembrou o Ministro Ricardo Lewandowski na frase que enviou ao III Encontro:

“A Constituição Federal, nos artigos 5o., incisos IV e IX, e 220, garante o direito individual e coletivo à manifestação do pensamento, à expressão e à informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, independentemente de licença e a salvo de toda restrição ou censura”.


Quando o PiG (essa expressão não é do Franklin) diz que lutar pela liberdade de expressão é uma ameaça a liberdade de imprensa, cabe perguntar: eles lutaram pela liberdade de imprensa quando mais ela foi ameaçada ?

Eles se insubordinaram contra a Censura ?

Que autoridade moral têm eles ?

Eles não estão mais sozinhos para inventar a bolinha de papel, tentar esconder o áudio do Policarpo (Franklin não o citou nominalmente, provavelmente por uma questão de higiene).

Os blogueiros sujos têm que tomar deles a bandeira da Constituição.

Ainda mais que a reforma do Marco Regulatório é inevitável.

E, para evitar um “rachuncho”, é preciso “otimismo, determinação e inteligência”, disse ele.

Inteligência significa ampliar o espaco de atuação desses grilos falantes, que somos nós, os blogueiros sujos.

Evitar o “rachuncho” significa impedir que o Marco Regulatório seja construído numa reunião dos donos da Globo (ele não citou nominalmente), os representantes das telefônicas e três ou quatro parlamentares.

Isso seria um rachuncho.

O debate tem que ir para a rua, para o Congresso.

Repactuar.

Porque não estão em jogo apenas interesses econômicos, empresariais, mas políticos também.

Em tempo: sobre a batalha do Professor Fábio Konder Comparato para fazer o Congresso regulamentar os artigos da Constituição que tratam  da Comunicação, leia aqui a última vitória que ele obteve.


Paulo Henrique Amorim

Lewandowski e Britto dão o rumo aos Sujíssimos


http://www.conversaafiada.com.br/pig/2012/05/26/franklin-e-a-ley-de-medios-nada-alem-da-constituicao/

PARCEIROS E BENEFICIÁRIOS DIRETOS E INDIRETOS DO DINHEIRO SUJO DA GANGUE DO CACHOEIRA

De: Paulo Dantas 

RodapéNews - Edição de sábado, 26/05/2012 (informações de rodapé e outras que talvez você não viu, associando os fatos) - finalizado às 9h30
 
PARCEIROS E BENEFICIÁRIOS DIRETOS E INDIRETOS DO DINHEIRO SUJO DA GANGUE DO CACHOEIRA
 
IMPRENSA PODE: GLOBO TAMBÉM MANCOMUNADA COM A GANGUE DO CACHOEIRA
Conversa Afiada
Jornal Nacional fez o que Dadá disse que ia fazer
Jornal Nacional,edição de 10/08/2011, publicou a notícia sobre o Ministério do Turismo. Nessa mesma data, grampos legais feitos pela Polícia Federal mostram o diálogo de Dada com o jornalista da Globo, sob o antes de a notícia ir ao ar,  o araponga do Cachoeira, Dadá, aparece no falou no grampo da PF da Operação Monte Carlo.
Jornal Nacional, edição do dia 10/08/2011, mesma data do grampo acima, que mostra o diálogo do Dadá dizendo que a notícia sairia no Jornal Nacional, falando sobre o Ministério do Turismo.
[Misterioso "Doni", citado por Dadá, é o jornalista da revista Época, Eumano Silva]
 
CartaCapital (via Brasil247)
Jornalista Eumano Silva, o "Doni" dos grampos, é o Policarpo das Organizaçaões Globo
 
O QUE HÁ DE VERDADE E DE MENTIRA NESTA DENÚNCIA DEVEJA SOBRE O "TOMA LÁ, DÁ CÁ"
Brasil247
Gilmar denuncia, em Veja, pressão feita por Lula
Segundo a revista, ex-presidente teria tido encontro com o ministro do STF e insinuado que controlaria os rumos da CPI do Cachoeira; em troca do julgamento do mensalão, Lula teria prometido blindar Gilmar Mendes na comissão; o juiz viajou a Berlim acompanhado do senador Demóstenes Torres
 
LARANJAL DA DELTA EM SÃO PAULO: RCI, CAMARADA E SAFIRA
O Globo
Laranjal da Delta Construções também tem ramificações em SP
Empresa que recebeu R$ 196 mil tem como sócio desempregado morador da capital paulista
RIO e SÃO PAULO - Além do Rio e Goiás, a rede de laranjas que recebia dinheiro da Delta, por meio do esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira, também tem ramificações em São Paulo.
A empresa RCI Software e Hardware Ltda, que se favoreceu de um saque de R$ 196 mil, segundo investigação da Operação Monte Carlo da Polícia Federal, tem como sócio um desempregado que mora em uma casa simples da periferia da Zona Norte da capital paulista. Outras duas empresas da cidade aparecem como beneficiárias e o valor total dos saques chega a R$ 586 mil
 
O Globo
Outras duas empresas do esquema da Delta também fizeram saque
Outras duas empresas de São Paulo também sacaram dinheiro da Pantoja.
A Camarada Comércio foi beneficiada por R$ 303 mil. A empresa tem sede em um prédio comercial, também na região da Avenida Paulista. Pelo número do conjunto registrado, a Camarada deveria ficar no 15º andar do edifício, mas o prédio só tem 14 andares.
Já a Safira Tecnologia e Comércio recebeu R$ 87 mil. A empresa funciona na Zona Leste de São Paulo. O sócio majoritário da empresa não estava no local na tarde de ontem

brasil 247
'Deltaduto' doou para Demóstenes, Marconi e deputado goiano
Até o escritório do ex-procurador da república, Geraldo Brindeiro, recebeu dinheiro da empresa; com R$ 26 milhões da empreiteira, o bicheiro Carlos Cachoeira financiou, com grandes valores, pelo menos 29 empresas e pessoas; veja lista

COMPRA DA CASA DO GOVERNADOR MARCONI PERILLO (PSDB-GO)
Folha
PF investiga se verba da compra da casa de Perillo saiu da Delta
A Polícia Federal investiga se o dinheiro que pagou a compra da casa do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), saiu da empreiteira Delta, que recebeu pelo menos R$ 48 milhões do governo goiano em 2011
 
ALÉM DE PREVARICAR, AO ENGAVETAR A OPERAÇÃO LAS VEGAS, PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA É TRAPALHÃO E SEM ESTOFO PARA OCUPAR O CARGO:  "MENSALÃO" É OUTRO EXEMPLO DE SUA "INCOMPETÊNCIA"
Viomundo
Paulo Teixeira: “Ao contrário do que o Gurgel tenta dizer, a única interferência dele foi negativa. Sentou em cima da Vegas”
Para o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), Roberto Gurgel não respondeu devidamente aos questionamentos e ainda deu explicações fantasiosas.
“O procurador-geral está tentando capitalizar as operações da Polícia Federal, buscando passar a ideia de que os resultados positivos se devem à atuação dele”, afirma Teixeira. “Só que, ao contrário do ele tenta dizer, ele não teve qualquer interferência positiva nesse processo. A única interferência foi negativa. Sentou em cima da Operação Vegas”.
 
Estadão
Collor acusa procurador-geral de 'atuação criminosa' no caso Cachoeira
Senador disse que Gurgel cometeu crime de prevaricação por ter segurado operação da PF.
BRASÍLIA - O senador Fernando Collor (PTB-AL) afirmou, em discurso no plenário nesta sexta-feira, 25, que a resposta por escrito enviada pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, à CPI do Cachoeira comprova, de maneira "cabal", crime de prevaricação.
Para Collor, a omissão do chefe do Ministério Público de não levar adiante a Vegas materializa o crime de prevaricação e, no mínimo, constitui ato de improbidade administrativa por não ter cumprido prazos previstos em lei para lidar com uma investigação.
O senador disse que se Gurgel não tinha indícios contra pessoas de foro privilegiado, ele tinha as alternativas de pedir diligências, buscar mais informações, arquivar o caso em 15 dias, segundo o Código de Processo Civil, ou devolver o caso para a Justiça de primeira instância. Collor disse que a atuação do procurador-geral foi "criminosa
 
Estadão
A Procuradoria Geral da República e o mensalão - por José Luis Oliveira Lima e Rodrigo Dall’Acqua
A pressão para o julgamento imediato do chamado "mensalão" em razão de prescrição de eventuais crimes praticados pelos denunciados é uma enganação.
O próximo marco prescricional só ocorrerá em 2015.
Na realidade, o grande responsável pela lentidão deste processo é o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
Se quisesse um julgamento rápido, a PGR poderia facilmente ter desmembrado a sua acusação, oferecendo denúncias separadas para episódios relacionados com pessoas que, já desde aquela época, não tinham foro privilegiado.
Um bom exemplo é o caso da acusação lançada contra o publicitário Duda Mendonça. Envolve doze réus que não exerciam cargos públicos, poderia se desenvolver no foro comum. Mas não, o então Procurador Geral da República optou por “inchar” a denúncia até chegar ao número de quarenta acusados, desprezando possibilidades claríssimas de impingir celeridade e racionalidade na análise dos fatos.
Saiba mais
 
CASSAÇÃO JÁ DO MANDATO DE ROBERTO GURGEL
RodapéNews
Senado pode cassar mandato de Roberto Gurgel
Com base na prevaricação e na atuação criminosa do procurador-geral da República,Roberto Gurgel, contidas nas afirmações do deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) e do senador Fernando Collor (PTB-AL), o mandato do procurador pode ser cassado, antes de seu término, pelos senadores em votação secreta e por maioria absoluta (50% por cento mais um, ou seja, tem que ter 41 votos favoráveis de 81),conforme o previsto no inciso XI, do artigo 52, da Constituição Federal, que estabelece:
"Compete privativamente ao Senado Federal:
XI - aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto, a exoneração, de ofício, do Procurador-Geral da República antes do término de seu mandato"
 
COM A PALAVRA, O DOUTOR MÁRCIO THOMAZ BASTOS, ADVOGADO DE CACHOEIRA
IstoÉ
O jeito Thomaz Bastos de advogar
Pela primeira vez na história do País, um ex-ministro da Justiça acoberta o silêncio de um contraventor perante os holofotes de uma CPI. Márcio Thomaz Bastos joga sua força no caso Cachoeira e levanta polêmica sobre seu modo de atuar
 
NACIONAL
 
PODER JUDICIÁRIO SOB SUSPEITA DE CORRUPÇÃO
Estadão
'Turma do milhão' quer anular processo sobre contracheques no TJ-SP
Ação disciplinar alcança desembargadores que receberam quantias superiores a R$ 600 mil
SÃO PAULO - A “turma do milhão” - desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo que receberam quantias superiores a R$ 600 mil - quer evitar abertura de processo disciplinar que poderá ensejar pesadas sanções. Os magistrados alegam “vício procedimental” e vazamento de dados sigilosos do procedimento dos contracheques milionários para pleitear que seja declarada a nulidade do feito administrativo em curso
 
Estadão
Ex-presidente do TJ-SP adquiriu bens 'em valores desproporcionais'
Procuradoria sustenta que Vianna Santos, endividado, comprou bens por R$ 2,27 milhões.
Em documento de 27 páginas, por meio do qual requereu judicialmente a quebra do sigilo bancário e fiscal de Vianna e de sua mulher, a advogada Maria Luiza Pereira, a Procuradoria revela que “sem a realização de qualquer empréstimo para tal fim” o casal adquiriu bens no montante global de R$ 2,273 milhões
 
VETOS AO CÓDIGO FLORESTAL
Reuters
Dilma veta pontos do Código Florestal e gera incerteza
BRASÍLIA, 25 Mai (Reuters) - Na tentativa de impedir anistia a desmatamentos, posição que a presidente Dilma Rousseff tem demonstrado desde a primeira votação do Código Florestal, o governo decidiu vetar 12 dispositivos da lei e editará uma medida provisória para preencher lacunas do texto. Mas o anúncio da decisão, sem muitos detalhes, deixou um clima de indefinição sobre seus efeitos
 
Reuters
ANÁLISE-Com Código, Planalto compra nova briga com Congresso
BRASÍLIA, 25 Mai (Reuters) - Ao divulgar as diretrizes do que deseja para o novo Código Florestal brasileiro nesta sexta-feira, o Palácio do Planalto faz média com o setor ambiental light a quatro semanas da Rio+20 e estende mais uma vez a corda com um Congresso Nacional com quem tem tido uma relação de repetidos embates, ao propor profundas modificações no texto final da Câmara
 
G1
Dilma faz 12 vetos e 32 modificações ao novo Código Florestal
Cortes visam beneficiar pequenos e favorecer preservação, dizem ministros.
Governo enviará MP para suprir vácuos deixados com mudanças ao texto
 
BBC
Maior lobby no Congresso, ruralistas controlam 1/4 da Câmara
Responsáveis pelas maiores derrotas do governo no Congresso neste ano, os ruralistas cresceram desde a última legislatura, passando a controlar um quarto da Câmara
 
RAIO X DAS CONDIÇÕES DE INFRAESTRUTURA DAS CIDADES BRASILEIRAS
IBGE
Censo Demográfico 2010: Características Urbanísticas do Entorno dos Domicílios
As características urbanísticas do entorno dos domicílios envolvem informações e dados sobre presença de iluminação pública, pavimentação, arborização, bueiro/boca de lobo, lixo acumulado, esgoto a céu aberto, meio-fio ou guia, bem como calçada e rampa para cadeirante, além de informações sobre os domicílios particulares permanentes e moradores, segundo condição de ocupação, adequação das moradias, rendimento, sexo do responsável, grupos de idade e cor ou raça da população.
Os resultados referem-se ao país, grandes regiões, estados e municípios.
A publicação completa, com notas técnicas, considerações metodológicas sobre a pesquisa e comentários sobre os aspectos apresentados, pode ser consultada em PDF
 
AMAZÔNIA, A VIDA NAS ÁGUAS
Jornal da Record
Vídeo: Série mostra memórias dos seringueiros que se escondem nas águas da Amazônia
Guerra, exploração e conquista. Na última reportagem da série Amazônia, a Vida nas Águas, o JR mostra a história dos nordestinos que extraíam a borracha na floresta e que ajudaram a escrever a história de vida dura e mortes cruéis que, ainda assim, deixou saudade
 
Jornal da Record
Repórter fala sobre o atendimento médico nas comunidades ribeirinhas
Rodrigo Viana acompanhou de perto o trabalho da marinha brasileira e dos profissionais da saúde nas áreas onde vivem alguns povos isolados. Dentistas, médicos e enfermeiros fazem os atendimentos na beira dos rios. Acompanhe o último capítulo da série Amazônia, a Vida nas Águas
 
Jornal da Record
Vídeo: Ribeirinha do Amazonas mostra a arte das plantas medicinais
Na série Amazônia - A vida nas águas, ribeirinha mostra as plantas medicinais e explica suas propriedades
  
NOTÍCIAS DE SÃO PAULO
 
VIOLÊNCIA & INSEGURANÇA
Folha
Roubo de veículos cresce 28,5% em SP; principais índices aumentam
O Estado de São Paulo registrou, em abril, aumento nos principais índices de criminalidade. Os dados oficiais da violência foram divulgados nesta sexta-feira pela SSP (Secretaria da Segurança Pública)
 
Folha
Número de arrastões em condomínios explode em São Paulo
A cada 11 dias um condomínio residencial é alvo de arrastão em São Paulo. Dados da Polícia Civil mostram que houve uma explosão de casos neste ano
 
Folha
Criminosos levam cachorro de morador durante arrastão em SP
Morador de um prédio da Aclimação (zona sul de São Paulo) que foi vítima de arrastão na terça-feira (22), o personal trainer Cristiano Maffra, 34, teve até seu cachorro roubado. "Viram meu cachorro e disseram que ele era 'da hora' e iam levá-lo."
 
Leia também:
 
BLECAUTE NA BAIXADA SANTISTA
Folha
Quatro cidades da Baixada Santista - Santos, São Vicente, Praia Grande e Cubatão-, ficaram às escuras na madrugada deste sábado
O blecaute ocorreu por volta da 1h40 e durou até 40 minutos, dependendo da área atingida
 
METRÔ TEM OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR VÍTIMAS DE ACIDENTE
Jornal da Tarde
Metrô deve indenizar vítimas de acidente - por Josué Rios
Causas humanas, mecânicas, falhas do sistema (ou “inéditas”) à parte, quem sofre um dano resultante de acidente na condições de passageiro do Metrô, ônibus, avião, trem (ou qualquer outro meio de transporte) deve ser indenizado, e ponto final!
O sistema jurídico atual, em especial o CDC, é o da responsabilidade objetiva, em caso de acidente de consumo (ocorrência resultante de um serviço pago pelo consumidor). Nesse tipo de responsabilidade, a vítima do dano fica dispensada de alegar e provar negligência ou imprudência (a culpa) da empresa: basta comprovar que sofreu ferimento ou sofreu outro tipo de dano, resultante do acidente de consumo.
 
SPTV
Vídeo:Vítimas de acidente com trens vão processar Metrô de São Paulo
 
ACUSADO DE NEPOTISMO CRUZADO, DEPUTADO ESTADUAL FERNANDO CAPEZ (PSDB-SP) SE DEFENDE
Estadão
Capez atribui denúncia a 'contendas internas'
O deputado Fernando Capez (PSDB) atribui a "contendas internas" na Assembleia Legislativa de São Paulo a denúncia que envolve seu nome em um episódio de nepotismo cruzado. Ele se diz convencido de que se tornou alvo de uma trama "nitidamente difamatória".
 
PRAÇAS DE SÃO PAULO ABANDONADAS
Jornal da Tarde
Sem parceiros e verbas, praças ficam abandonadas
Com menos investimento da Prefeitura e menos empresas que se responsabilizam por sua manutenção, as praças de São Paulo apresentam sinais de degradação. É comum encontrar locais tomados por mato e lixo, com canteiros sem plantas, caminhos esburacados, sem iluminação e que viraram abrigo de moradores de rua.
Desde 2009, o número de praças, áreas verdes e canteiros centrais cuidados por empresas parceiras da Prefeitura teve queda de 34%. Eram 606 em 2009 e atualmente são 400. Além dhttp://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/sem-parceiros-e-verbas-pracas-ficam-abandonadas/isso, no ano passado, apenas R$ 718 mil dos R$ 11,89 milhões orçados para reforma de praças foram gastos pela administração pública
 
RELIGIÃO
 
ESCÂNDALOS NO VATICANO: MORDOMO DO PAPA É PRESO
Jornal da Tarde
Mordomo do papa é preso
Paolo Gabriele, conhecido como Abutre e mordomo do papa Bento 16, foi preso como parte de uma investigação sobre o vazamento de documentos confidenciais, alguns deles denunciando clientelismo e corrupção nos contratos do Vaticano. O escândalo, conhecido como Vatileaks (referência ao site de denúncias WikiLeaks, do ativista Julian Assange), envolve o vazamento de vários segredos para a imprensa italiana, em janeiro e fevereiro, incluindo cartas pessoais enviadas ao pontífice
 
O Globo
Escândalos em série no Vaticano
Na semana passada, Vaticano revelou que investiga casos de abuso sexual de menores
Além disso, indícios de corrupção, lavagem de dinheiro e envolvimento com a "máfia italiana"
ESPORTES
 
ANTES DE CONCRETIZAR SEU SONHO, NEYMAR E SEU TIME TÊM QUE ELIMINAR O CORINTHIANS
Folha
Neymar sonha com final contra o Boca para reviver Pelé e vingar Robinho
Seja para repetir a história de sucesso santista seja para vingar uma geração, Neymar sonha em enfrentar o Boca Juniors na final da Libertadores
 
OBRAS DA COPA DO MUNDO E DAS OLIMPÍADAS
 
BENEFÍCIOS PARA A POPULAÇÃO MARGINALIZADA
BBC
ONU pede ao Brasil que obras da Copa e dos Jogos Olímpicos beneficiem os pobres
A ONU recomendou ao Brasil que as obras da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 não gerem despejos forçados de moradores e tragam benefícios "duradouros" para a população urbana marginalizada
 
IRREGULARIDADES NA CONSTRUÇÃO DE ESTÁDIO CORINTIANO
Jornal da Record
Vídeo: Ministério Público denuncia problemas nas obras do Itaquerão
O MP pede a suspensão dos incentivos fiscais e a aplicação de multa bilionária ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, à direção do Corinthians e à construtora que ergue o futuro estádio do Corinthians



Via Rede CastorPhoto.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

O cabo Anselmo e Soledad Barrett

‎[Carta O BERRO] O cabo Anselmo e Soledad Barrett

Carta O Berro.........................................................repassem






a.. Direto da Redação
por Urariano Mota

Publicado em 24/05/2012
O cabo Anselmo e Soledad Barrett




Recife (PE) - A Comissão de Anistia teve esta semana uma sessão histórica, daquelas que fazem a gente dizer "um anúncio distante de justiça se faz na terra". Na terça-feira, quando se negou qualquer reparação para o cabo Anselmo, os crimes do agente infiltrado voltaram à tona, e com eles também voltou o nosso livro "Soledad no Recife", publicado pela Boitempo. Divulgo aqui uma página do livro, escrito sob uma pesquisa histórica, documental, de tal modo que difícil nele é separar o factual da imaginação literária. A página a seguir fala do horror e da surpresa de Soledad, ao descobrir entre os policiais a cara do marido, o agente duplo a quem amava: 

"A cara de Anselmo, no conjunto dos sinais, Soledad não via. Não tanto porque a desconfiança nunca lhe houvesse batido à percepção. Mas porque isso era tão horrível, que o seu senso estético repugnava. Uma coisa que o seu peito de justiça não queria nem podia aceitar. E recuava, no mesmo passo em que os indícios cresciam. Mas o Cartório de Registro dos Sonhos existe, ainda que fora do domínio civil de uma cidade. Ele existe ao lado dos lugares onde se bebe, come-se e se morre. Os seus documentos, se não têm efeitos legais, recuperam no real os direitos. Os sonhos, quando muito fortes, os pesadelos, quando inescapáveis, tornam-se tangíveis. Houve então um momento em Soledad, houve um espaço e lugar nas suas antevisões, em que se passou do antes para o agora, sem mediação para o horror que jamais havia se apresentado com a sua cara. Nas representações anteriores, nos indícios, não se mostrava assim tão claro. 

- Por quê? Por quê?!

A pergunta que Soledad não se fizera diante das imagens que a perseguiam nos últimos meses, por quê?, qual a razão delas, agora à luz do dia em Boa Viagem, em uma butique da ensolarada praia de Boa Viagem, aonde ela foi para vender roupas, onde ela está com Pauline, ali, sob a prazenteira luz física do Brasil, a pergunta pelas razões dos sonhos e pesadelos que ela não se fizera, agora vêm com um susto, um terror, diante do real bruto. José Anselmo dos Santos se encontra entre os homens que lhe batem na cabeça com armas e punhos.

- Por quê? Por quê?

Pauline está muda e petrificada, incapaz de correr e falar. Soledad olha para os olhos do homem que pensara ser o seu companheiro, e isso, essa realidade, o pesadelo por guardar uma altura ética jamais mostrou. O pesadelo fora incapaz de exibir toda a crueza. Anselmo não sorri agora, sorrirá depois, quando lhe perguntarem

- Você dorme bem?

- Putz, tranquilamente. 

Ou mais textualmente:

- Você dorme tranquilo? Nunca sentiu pesadelo durante a noite? Não tem remorso pelo que fez? 

- Absolutamente (risos)....

Por enquanto, não, agora na butique em Boa Viagem ele não ri, embora a cena lhe pareça um tanto cômica.

- Por quê? Por quê?

Ele apenas assiste ao espancamento e suplício. Como uma prova de que é contra esses terroristas.

'Eu tomei conhecimento de que seis corpos se encontravam no necrotério.... em um barril estava Soledad Barret Viedma. Ela estava despida, tinha muito sangue nas coxas, nas pernas. No fundo do barril se encontrava também um feto'.

Quando Mércia Albuquerque declarou essas palavras, não era mais advogada de presos e perseguidos políticos. Estava em 1996, 23 anos depois do inferno. Mércia estava acostumada ao feio e ao terror, ela conhecia há muito a crueldade, porque havia sido defensora de torturados no Recife. Ainda assim, ela, que tanto vira e testemunhara, durante o depoimento na Secretaria de Justiça de Pernambuco falou entre lágrimas, com a pressão sangüínea alterada em suas artérias. Dura e endurecida pela visão de pessoas e corpos desfigurados, o pesadelo de 1973 ainda a perseguia: 'Soledad estava com os olhos muito abertos, com uma expressão muito grande de terror'.

No depoimento da advogada não há uma descrição técnica dos corpos destruídos, derramados no necrotério. Mércia Albuquerque é uma pessoa se fraterniza e confraterniza com pessoas. 'Eu fiquei horrorizada. Como Soledad estava em pé, com os braços ao lado do corpo, eu tirei a minha anágua e coloquei no pescoço dela'. Distante dos manuais exatos da Medicina Legal, a advogada Mércia não se refere a cadáveres, mas a gente. Chama-a pelos nomes, Pauline, Jarbas, Eudaldo, Evaldo, Manuel, Soledad. Recorda a situação vexatória em que estavam - porque eram homens e mulheres - despidos. O seu relato é como um flagrante desmontável, da morte para a vida. É como o instante de um filme, a que pudéssemos retroceder imagem por imagem, e com o retorno de cadáveres a pessoas, retornássemos à câmara de sofrimento. 'A boca de Soledad estava entreaberta' ".

CACHOEIRA TRANSFORMA CPMI E POÇA D’ÁGUA

CACHOEIRA TRANSFORMA CPMI E POÇA D’ÁGUA


Laerte Braga
Artigo Semanal da coluna Opinião - O REBATE http://www.jornalorebate.com.br/site/opini%C3%A3o/8783-cachoeira-transforma-cpmi-e-poca-dagua


Imputar a Carlos Cachoeira a responsabilidade pelo fracasso de seu depoimento na CPMI que investiga a sua participação numa grande quadrilha que assalta cofres públicos é esquivar-se de outra responsabilidade, a dos deputados e senadores da Comissão – a maioria – que, entre outras decisões, esquivou-se de convocar os governadores Marconi Perilo (PSDB/Goiás), Agnelo Queiroz (PT/Brasília) e Sérgio Cabral (PMDB/Rio de Janeiro), além do diretor da DELTA, o tal Cavendish e da quebra do sigilo bancário da DELTA em todo o território nacional, restringindo-o a região CENTRO/OESTE.

Carlos Cachoeira usou um direito previsto na Constituição. É muito mais sensato questionar Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça de Lula, por estar na defesa do acusado num período inferior a cinco anos em relação ao tempo que ocupou o Ministério da Justiça. Ou pouco mais. Não importa.

É só lembrar o exemplo de Evandro Lins e Silva no processo de impedimento de Collor de Mello, ou quando era ministro do Supremo Tribunal Federal, para estabelecer a diferença de comportamento entre figuras que ocuparam cargos públicos (Evandro Lins e Silva foi ministro no governo João Goulart).

Ou, se formos mais longe, Sobral Pinto na defesa de Luís Carlos Prestes durante a ditadura Vargas e de presos políticos durante a ditadura militar. Protagonista inclusive de um célebre e exemplar pedido de direitos mínimos a Prestes (tamanha a barbárie da Polícia de Vargas, anos mais tarde um dos seus esbirros, Felinto Muller foi líder na ditadura militar), escorado nas leis internacionais de proteção a animais. Esgotados todos os recursos sobrou aquele.

Estabelecida essa premissa, a decisão de orientar Cachoeira a não falar é constitucional. Falar por que se a CPMI ao não convocar os governadores e o diretor da DELTA (que estava em Paris com a turma de Cabral) tenta, visivelmente, proteger políticos de situação e oposição?

Foi aí que Cachoeira transformou a CPMI numa poça d’água.

Um detalhe na cobertura da GLOBO NEWS. Quando os deputados Chico Alencar e Protógenes Queiroz falaram houve um corte para algumas “entrevistas” óbvias com um deputado do PSDB e outro do PT. A fala dos dois parlamentares que buscam sobrepor, junto com outros poucos, não chegou até aos telespectadores.

É sabido que a mídia de mercado, podre e venal, está empenhada em manter a poça d’água até que se evapore totalmente no afã de proteger a revista VEJA, parte da quadrilha de Cachoeira. O temor que investigações sérias, completas, cheguem também à REDE GLOBO, ao grupo GLOBO. Vale dizer proteger VEJA é proteger ao conjunto da mídia podre e venal, o temor que as investigações abram portas que querem manter fechadas. Aí bota a Xuxa para falar, inclusive porque o jogador Herrera deu uma banana para o FANTÁSTICO. “Música, música para que? Quero música não”. Inadmissível para uma quadrilha construída na ditadura, com direito a atentado terrorista e que se imagina num Olimpo.

A não convocação do diretor de VEJA, Policarpo das Quantas (empregado da revista e de Cachoeira) é um ato de submissão dos parlamentares, inclusive alguns que ficaram arrotando independência em suas falas, todas voltadas para exibir uma atuação pública que não corresponde à dos bastidores, das articulações do clube de amigos e inimigos cordiais.

O argumento que existem indícios sobre corrupção envolvendo Cachoeira, a DELTA e políticos na região CENTRO/OESTE se esvai nas fortes evidências contra os governadores Agnelo Queiroz e Sérgio Cabral. E, de repente, por que não Aécio que nomeou uma prima de Cachoeira para um cargo em seu governo – Minas – ou as ligações lá atrás de Cachoeira e José Roberto Arruda em Brasília, que atingem em cheio o esquema de campanha de José Serra em 2010 e vínculos dos governos tucanos no estado na capital – São Paulo – no esquema de caixa dois?

Resumo da história. A maioria dos deputados e senadores dos principais partidos de oposição e do governo está preocupada em blindar seus membros, seus agregados (caso de Sérgio Cabral explícito na mensagem telefônica de Cândido Vaccarezza), percebendo que uma investigação séria, plena, responsável, arrebenta com o institucional, o modelo político e econômico que nos é imposto na farsa de mudanças que não existem, o clube é de amigos e inimigos cordiais, chega inclusive a Gilmar Mendes no STF. É só voltar aos dois habeas corpus concedidos a Daniel Dantas e a farsa da gravação de seu gabinete, explicitamente uma conversa com Demóstenes Torres, lá chamado por ser capaz de qualquer trapalhada, ou crime para sobreviver e receber. O que implicaria mais ainda a revista VEJA, porta-voz da dupla à época dos fatos (a Operação Sathiagraha pelo então delegado Protógenes Queiroz).

Se de um lado é possível perceber a ação responsável e íntegra dos deputados Chico Alencar e do próprio Protógenes (ainda que limitado pelo seu partido, o PC do B), mais dois ou três, o resto entra no balaio da impunidade e da farsa a cores e ao vivo, basta, para quem assistiu, perceber o riso franco e envergonhado de Cândido Vaccarezza, o do “você é nosso”, referindo-se a Sérgio Cabral.

O que faz Collor de Mello na CPMI, por exemplo? Nada além de buscar vingança contra a revista VEJA. Ora, VEJA é parte de uma quadrilha de porte nacional, tem vínculos com o crime organizado, é porta-voz do crime organizado e Collor é apenas um ex-chefão aposentado mas nem tanto desse crime (e pior, rifado pelo próprio crime organizado, naquela história de entregar anéis para salvar os dedos.

Os dedos estão aí e com novos/velhos anéis, pois nunca se foi a fundo em nada nessa história de CPIs, ou CPMIs. Fatosque fica muito claro desde que transmitidos ao vivo pela televisão.

A intervenção da jornalista da GLOBO em estúdio, para “explicar” porque a sessão não poderia ser transformada em administrativa como proposto por alguns, foi um primor de nada. Foi como um locutor esportivo afirmar que o gol aconteceu porque a bola ultrapassou a linha e foi ao fundo das redes. O esclarecimento foi dado pelo próprio presidente da CPMI pouco antes do início da fala de dois parlamentares, um contra e outro a favor, como manda o regimento (que nessas horas serve também para salvar bandidos).

Bandido como depoente? É óbvio. Mas quantos bandidos do lado de lá dos “investigadores” cada qual agradecendo mentalmente ao advogado Márcio Thomaz Bastos por ter mandado Cachoeira silenciar usando um direito constitucional? Nem de longe estou questionando esse direito, é legítimo, porque não existe só Cachoeira.

O pior que poderia ter acontecido seria Carlos Cachoeira abrir a boca. Não ia sobrar nem pena para contar sobre o tufão que varreu de cena esse modelo político e econômico. Cachoeira é uma ponta. E a Norberto Odebrecht?Ou a Queiroz Galvão? Ou a OAS? Ou a Andrade Gutierrez? Será que não inocentes? Será que agem sem permear o Estado com corrupção, com propinas, com verbas para campanhas de deputados e a turma do clube, os amigos? E os bancos? E o latifúndio?        

A Queiroz Galvão, por exemplo, é uma quadrilha muito maior que a de Cachoeira e com muito mais competência na bandidagem, já que escapa imune e impune a qualquer investigação, ou tentativa de.

Quantos prefeitos não estarão envolvidos com a DELTA? O da minha cidade está. A DELTA ganhou três licitações aqui. É em Minas Gerais e ele é tucano, chegou a ser líder da bancada federal quando deputado federal.

Aí quebra o sigilo na região CENTRO/OESTE e pronto?

Cá entre nós a pergunta mais atilada feita a Carlos Cachoeira foi sobre se ele tinha um palpite para o bicho que vai dar. Muitas milhares devem ter saído carregadas, haja descarrego.

E a CPMI virou poça d’água.

A registrar a agitação do deputado Anthony Garotinho na tentativa de imputar culpas a Sérgio Cabral. O porco falando do toicinho. Cá entre nós, com essa dupla, mais César Maia e Eduardo Paes o Rio não sobrevive muito tempo.