BLOG VOLTADO PARA A INTEGRAÇÃO LATINO AMERICANA, A DISCUSSÃO E O DEBATE SOBRE O BRASIL QUE QUEREMOS, ARTIGOS, COMENTÁRIOS DIÁRIOS SOBRE ESSES ASSUNTOS. A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO POPULAR NO PROCESSO POLÍTICO, A LUTA POR TRANSFORMAÇÕES ESTRUTURAIS. SE SOMOS A BASE DA PIRÂMIDE NOS CABE O DIREITO LEGÍTIMO DE DEFINIR O QUE VAMOS CARREGAR. VAMOS DISCUTIR E DEBATER, POIS JUNTOS SOMOS FORTES
Drogas Uma Guerra Perdida? Para que esta realidade sujeita a todos nós tenha fim ou redução Assista
A Primeira condição para se mudar a realidade é conhece-la - Eduardo Galeano. -' Só a Participação Cidada é Capaz de Mudar o paí'. Betinho . Não fique fora desta, participe, UM OUTRO MUNDO É POSSIVEL e Juntos Somos Fortes. Este PPS faz parte do PROJETO COMPAIXÃO E Cidadania que agora abraçamos e divulgamos sugerindo a todos repetir o feito.
sábado, 5 de maio de 2012
A SEMANA - CACHOEIRA, MUSAS, VEJA E AS USINAS
Laerte Braga
Carlos
Cachoeira é um dos “cavalheiros” da Távola Redonda do capitalismo e
daí? O resto? O próprio jornal O GLOBO – parte de qualquer esquema de
corrupção que existir aqui e além mar – afirma que a Norberto Odebrecht
deve “herdar” as obras da DELTA e isso seria um “alívio” para todo
mundo.
Todo
mundo quem? Como é que funciona esse trem de “herdar” obras, o que vai
rolar por baixo dos panos na transação DELTA/Odebrecht? A DELTA vai
entregar as obras assim sem mais nem menos? Vai ser vendida, como vem
sendo dito, ou essa venda é aquela conversa de “sujou para você, finge
que sai para acalmar a turba e depois a gente volta com tudo, fique
tranqüilo garantimos o seu?”.
Será
que tem quem acredite que a Odebrecht usa esquemas diferentes dos
usados por Cachoeira? Não, claro que não usa. A diferença é de padrão de
qualidade na bandidagem. Só isso. Eficiência no quesito corrupção.
O
mesmo O GLOBO publica entrevista, edição de sábado, dia 5 de maio, com
Andressa Mendonça, mulher de Cachoeira, em que a dita afirma ter sido
convidada pela revista PLAYBOY para posar nua e recusou. Todas as CPMIs
de maior impacto na opinião pública tiveram esse esquema posto em
prática para desviar o foco do principal, a escolha da tal musa da CPMI.
Foi
assim com a secretária de Marcus Valério, que depois virou candidata a
deputada e perdeu. Se CPMI ou não, mas com a mesma dimensão, aquela que
rifou um presidente da Câmara – Severino (?) - figura tão ridícula que
nem dá para lembrar o sobrenome. Exigia propina dos concessionários de
restaurantes na tal “representação popular.” A revista à época andou
atrás da mulher do dono do restaurante e antes que ela dissesse não o
marido deu o aval. Medo de perder a concessão.
Putz!
O GLOBO está impossível com medo de cachoeiras maiores. Na coluna
PANORAMA POLÍTICO, sábado, cinco de maio, está lá que o presidente
nacional do PSDB e o líder do partido na Câmara, respectivamente o
senador Sérgio Guerra e o deputado Bruno Araújo, pediram ao deputado
Carlos Leréia de Goiás, que se licenciasse do partido por conta de suas ligações com Carlos Cachoeira. Resposta do deputado:
“Peraí.
Deixa eu ver. Vocês querem se livrar de mim porque sou amigo do
Cachoeira há trinta anos. E o deputado Eduardo Azeredo que é réu na
Justiça? E o (senador) Cicero Lucena que foi preso? E vocês querem
expulsar a mim?”.
O
deputado Leréia poderia ter citado o ex-governador José Serra, o
senador Aécio Neves, todos dois com “ligações” com Cachoeira. Aécio se
esqueceu que nasceu em Minas Gerais (alias, se solto na capital assim,
no centro, só chega a um destino de táxi; do contrário não sabe onde
está) e disse que nomeou a prima de Cachoeira para um determinado cargo
em seu governo “pelas qualificações” da moça.
Essa
história toda de Cachoeira tem conexão com a então governador de
Brasília José Roberto Arruda, vem de lá também, um punhado de negócios
de peso em Brasília, passa pelo Caixa 2 do PSDB e da campanha
presidencial de José Serra (Cachoeira e os demais “cavalheiros” da
Távola Redonda da corrupção do capitalismo), aporta na prefeitura de São
Paulo, no governo do estado, em Minas nos desvarios de Aécio – o estado
está falido e Anastásia foi festejar seu aniversário de 51 anos na
Itália – se espraia pelo Rio de Janeiro de Sérgio Cabral e no fim de
tudo o paladino da moral e dos bons costumes é Anthony Garotinho,
bandido de quatro costados, isso em falar em Paulo Hartung, o dileto de Cachoeira no Espírito Santo.
VEJA
fica fora a despeito das conversas gravadas – legalmente – que indicam
as ligações da revista com Cachoeira através do seu diretor Policarpo
Júnior. Matérias com denúncias inventadas para fortalecer o esquema do
empresário. Pelo menos até agora os integrantes da CPMI não convocaram o
dito cujo.
A
capa da última edição começa a bombardear Cachoeira e Demóstenes. Ou um
grande acordo por baixo dos panos, ou chumbo trocado não machuca, ou o
poder de chantagem da revista sobre o empresário e o senador é maior do
que um e outro supunham.
O
que é mais provável, já que a mídia de mercado vem como um touro
desembestado chifrando tudo que vê pela frente, na defesa da
intocabilidade de determinados bandidos, os próprios.
Essa é uma parte da história da semana.
Há
outra, tétrica.
http://www.seculodiario.com.br/exibir_not.asp?id=64312

As denúncias sobre o uso de usinas de açúcar em Minas e no Rio para a queima de corpos de presos políticos durante o período da ditadura militar e a cândida declaração do coronel Brilhante “Pústula” que “nunca matei ninguém”, tentando desmentir a conversa que o delegado Sérgio Paranhos Fleury foi assassinado pelos próprios aliados, no interesse da segurança da repressão (complicado, mas é, segurança da repressão) e dos “negócios”, óbvio, já que a ditadura militar foi um movimento concebido em Washington e adjacências, com o fito – ainda existe essa palavra? – de manter intocados os “negócios”.
http://www.seculodiario.com.br/exibir_not.asp?id=64312

As denúncias sobre o uso de usinas de açúcar em Minas e no Rio para a queima de corpos de presos políticos durante o período da ditadura militar e a cândida declaração do coronel Brilhante “Pústula” que “nunca matei ninguém”, tentando desmentir a conversa que o delegado Sérgio Paranhos Fleury foi assassinado pelos próprios aliados, no interesse da segurança da repressão (complicado, mas é, segurança da repressão) e dos “negócios”, óbvio, já que a ditadura militar foi um movimento concebido em Washington e adjacências, com o fito – ainda existe essa palavra? – de manter intocados os “negócios”.
É
difícil imaginar uma cachoeira sendo “queimada” numa usina de açúcar em
Minas, ou no Rio de Janeiro. Os tempos são outros, a turma voltou para
os porões e paira uma farsa democrática sobre o País. A despeito dos
banqueiros, latifundiários, da FIESP/DASLU, das polícias militares, mas
paira.
Os “negócios” não. Esses são os mesmos. A guerra entre os “negociantes” é canibalesca. Terminado o festim, os ossos aos cães.
Vamos a um exemplo.
No
Estado do Espírito Santo o engenheiro Lauro Koehler desenvolveu o
projeto CAMINHOS DO CAMPO destinado a permitir a construção de estradas
vicinais a um custo reduzido, beneficiando ponderável parcela da
população do estado. Projeto liso, limpo e pronto. Por volta de 2005 o
governador era Paulo Hartung e o secretário da Agricultura o atual
senador Ricardo Ferraço, PMDB, então PSDB (foi tesoureiro de campanha).
O
projeto foi executado em algumas áreas do estado a partir da Secretaria
da Agricultura e o custo era de 600 mil reais, então, para cada estrada
se observado o projeto do engenheiro Koehler. Esse custo cobria cinco
quilômetros. Segundo o senador e “tocador” do projeto a DELTA fez treze
estradas ao custo de 33 milhões, logo dois milhões e trezentos mil por
estrada. Quase quatro vezes mais o custo previsto no projeto CAMINHOS DO
CAMPO. O golpe do material de segunda, custo mais baixo, propina mais
larga, lucro maior. O engenheiro aqui citado não tem nada a ver com o
secretario Ferraço, hoje senador, pelo menos “até prova em contrário”.
Várias outras foram executadas por empresas diversas e isso é realidade no País inteiro.
Com
um detalhe, o senador Ferraço é integrante da CPMI do Cachoeira. Como é
que fica? Bandido apurando fatos criminosos de outro bandido, de um
parceiro?
No duro mesmo todo esse rolo tem um nome só, capitalismo. O modelo da “competitividade”, da “eficiência” e vai por aí afora.
Os
telejornais das tevês brasileiras não mostraram uma única imagem dos
imensos protestos de primeiro de maio dos trabalhadores nos Estados
Unidos e a retomada do movimento Ocuppy Wall Street.
Não
dão tiro no pé, como agora a mídia de mercado como um todo, no caso
Carlos Cachoeira. O azar de Cachoeira é não ter sangue azul como
Odebrecht, ou Andrade Gutierrez, ou Queiroz Galvão. Vai sair chamuscado,
pegar um tempo de cadeia (se não aparecer nenhum Gilmar Mendes no meio
do caminho), mas garantir uma aposentadoria tranquila e quem sabe uma
volta aos “negócios” por baixo dos panos?
A usina em qualquer versão, cinemascope ou
preto e branco, é sempre o capitalismo. O que varia é a forma da
barbárie. Uns são animalescos, caso de Brilhante Pústula, outros se
assentam civilizadamente à volta de u’a mesa redonda.
Não são nem cavaleiros e nem “cavalheiros”.
Artigo semanal para o Juntos somos Fortes,
Editado pela Rede castor
sexta-feira, 4 de maio de 2012
'Relatório da Justiça coloca sob suspeita construção de presídios durante governo Hartung'
Norlen Apelfeler
'Relatório da Justiça coloca sob suspeita construção de presídios durante governo Hartung'
'Licitações dirigidas: documento aponta esquema de lavagem de dinheiro e
desvio de recursos na construção de 23 presídios no ES. Cada um custou
R$ 22 milhões'
Urgente: 'Relatório da Justiça coloca sob suspeita construção de presídios durante governo Hartung'
'BRASÍLIA - AGÊNCIA CONGRESSO - O relatório assinado pelo presidente do
TJES, Pedro Valls Feu Rosa, sobre a operação \"Lee Oswald\" da Polícia
Federal aponta um esquema \"de lavagem de dinheiro, desvios de recursos e
favorecimentos a amigos na construção de presídios, com licitações
dirigidas\", revela o documento, se referindo ao governo anterior.
De acordo com o relatório, a \"Moeda de Troca funcionava bem no ES.
Enquanto o estado detém índices de criminalidade entre os maiores do
país, verbas que deveriam ser destinadas para resolver esta importante
função são desviadas imoralmente\".
\"Foram construídos 23
presídios no estado, geralmente em locais ermos, em terrenos sem nenhuma
infra-estrutura, pagos a valores superfaturados\".
A empresa
DM Construções ganhou a maior parte das licitações, cada presídio custou
em média R$ 22 milhões. De acordo com a denúncia \"o estado fez um
contrato obscuro com o Inap (Instituto Nacional de Administração
Prisional), empresa paranaense, pioneira na terceirização de presídios.
O homem forte desse esquema é o coronel José Nivaldo Campos Vieira,
sócio do também coronel Pedro Delfino da SEI - Segurança e Inteligência,
que oferece consultoria ao Inap.\"
\"Outro personagem é o
coronel do Exército, José Otávio Gonçalves, que foi Subsecretário da
Assuntos do Sistema Penal até maio de 2010, saiu e foi ser consultor da
Reviver, que ganhou licitação para a Penitenciária de São Mateus. A
reviver tem processo de tortura e maus tratos a presos e foi denunciada
por corrupção em Serrinha, no interior da Bahia\".
De acordo
com o documento \"relatórios técnicos internos denunciando que as
terceirizadas não estão cumprindo os seus contratos são desconsideradas
pela Secretaria de Justiça\"
De acordo com a PF, \"a licitação para Penitenciária de São Mateus, aberta em maio de 2010, contém elementos estranhos.
O contrato deveria ter valor máximo mensal de R$ 1,4 milhão, apenas a
Monte Sinos, o Inap e a Reviver participaram da licitação. A Reviver
apresentou proposta de R$ 1,139 milhão, pouco mais de R$ 1 mil abaixo do
teto.
Curiosamente, a Monte Sinos e o Inap apresentaram
propostas acima do teto. Foram desclassificadas e a Reviver levou o
contrato de mais de R$ 13 milhões anuais\".
O Inap inaugurou a
modalidade de terceirização dos presídios em 2005, com dispensa de
licitação. De prorrogações em prorrogações, licitações dirigidas, o Inap
tem os presídios garantidos até 2012.
Outra curiosidade
apontada \"no vídeo promocional do Inap, em 2007, participam o
secretário de Justiça, Ângelo Roncalli, o deputado estadual e presidente
da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa, Josias da Vitória, e
até a juíza de Execuções Penais de Colatina, Simone Spalenza.
Relatórios apontam que os contratos não são cumpridos com
regularidade\".
Todas as informações constam no documento de 201 páginas do TJES ',
serra e ferraço pessimos na matematica:
RESUMO feito por Dagmar Vulpi (
[leia as notícias na íntegra no blog: dagmarvulpi.blogspot.com/2012/05/balance-da-politica-capixaba-04052012.html] da noticia tirada do Seculo Diario:http://www.seculodiario.com.br/exibir_not.asp?id=64232'
Dois dias após prometer divulgar os dados sobre contratos vencidos pela Delta Construções dentro do “Caminhos do Campo” na Secretaria de Agricultura (Seag), o senador e ex-titular da pasta, Ricardo Ferraço (PMDB), divulgou uma planilha com a lista de obras concluídas no programa de asfaltamento de rodovias vicinais no Estado. Das 92 obras licitadas, a empresa carioca faturou treze contratos no total de R$ 33,19 milhões, quase um sexto do total previsto pelo programa.'
Destaques nossos
Bem vamos aos cálculos:
o Projeto Caminhos do Campo, do Engenheiro Lauro e 'inaugurado' pelo então secretário de hartung ferracinho, tinha projeto construir até 5 km de estradas vicinal no valor total de até 600 mil reais cada estrada.
A Delta construiu 13 estradas no valor total de 33 milhões, notamos que estas estradas tiveram um valor unitário 2,5 milhões cada estrada construída pela Delta . O que tb. notamos é que cada estrada construída, em sua diferença, outras quatro poderiam ter sido construídas tb. nesta ' sobra de valor'
42 estradas poderiam ter sido construídas com a sobra do valor 'licitado' nas estradas construídas pela Delta. Que os técnicos responda este sumiço de VERBA do POVO.
ACORDA POVO, tem furo no ERÁRIO
RESUMO feito por Dagmar Vulpi (
[leia as notícias na íntegra no blog: dagmarvulpi.blogspot.com/2012/05/balance-da-politica-capixaba-04052012.html] da noticia tirada do Seculo Diario:http://www.seculodiario.com.br/exibir_not.asp?id=64232'
Dois dias após prometer divulgar os dados sobre contratos vencidos pela Delta Construções dentro do “Caminhos do Campo” na Secretaria de Agricultura (Seag), o senador e ex-titular da pasta, Ricardo Ferraço (PMDB), divulgou uma planilha com a lista de obras concluídas no programa de asfaltamento de rodovias vicinais no Estado. Das 92 obras licitadas, a empresa carioca faturou treze contratos no total de R$ 33,19 milhões, quase um sexto do total previsto pelo programa.'
Destaques nossos
Bem vamos aos cálculos:
o Projeto Caminhos do Campo, do Engenheiro Lauro e 'inaugurado' pelo então secretário de hartung ferracinho, tinha projeto construir até 5 km de estradas vicinal no valor total de até 600 mil reais cada estrada.
A Delta construiu 13 estradas no valor total de 33 milhões, notamos que estas estradas tiveram um valor unitário 2,5 milhões cada estrada construída pela Delta . O que tb. notamos é que cada estrada construída, em sua diferença, outras quatro poderiam ter sido construídas tb. nesta ' sobra de valor'
42 estradas poderiam ter sido construídas com a sobra do valor 'licitado' nas estradas construídas pela Delta. Que os técnicos responda este sumiço de VERBA do POVO.
ACORDA POVO, tem furo no ERÁRIO
Camilo Cola, o empresario BOÇAL
Guerra acusa dono da Itapemirim pelo assassinato de jornalista
Em livro, ex-delegado afirma que Camilo Cola pediu para linha dura do regime militar matar dono do jornal Povão, nos anos 80.
Tales Faria e Adriano Ceolin, iG Brasília | 04/05/2012 08:00:10
Veja também:
- Militantes de esquerda foram incinerados
- Um matador em busca de paz
- Delegado Fleury foi morto pelos militares, diz ex-delegado
- A primeira confissão do atentado ao Riocentro
- Chefes do atentado ao Riocentro mataram Baumgarten
- Coronéis Juarez e Ustra prometem processar ex-delegado Cláudio Gu
- Jogo do bicho absorveu agentes da ditadura militar
- Ditadura tentou matar Brizola e culpar Igreja Católica
- MPF deve pedir reabertura de inquérito sobre morte de Fleury
- Poder Online: Guerra está disposto a depor na Comissão da Verdade
Em uma das revelações do livro “Memórias de uma Guerra Suja”, o ex-delegado da Polícia Civil do Espírito Santo Cláudio Guerra acusa o ex-deputado Camilo Cola (PMDB-ES) – proprietário da Viação Itapemirim – de encomendar a morte do dono de um jornal sediado em Vitória (ES).
Na versão de Guerra, Cola apoiava ações clandestinas da linha dura do regime militar. O delegado afirma que ele era próximo ao coronel Freddie Perdigão, um dos líderes das ações contra movimentos de esquerda.
“Muito próximo do coronel Perdigão, ele (Cola) arrecadava recursos entre grandes empresas, como a Gasbrás e a White Martins, e levava em mãos para o coronel”, afirma Guerra, em depoimento aos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros.
Por conta dos serviços prestados ao grupo, Cola, no começo dos anos 80, pediu a Perdigão que se encarregasse do assassinado o jornalista José Roberto Jeveaux.
"Já fora do SNI (Serviço Nacional de Informações), o coronel havia criado uma empresa de investigação, e Camilo encomendou uma crime de mando. O jornalista José Roberto Jeveaux, dono de um periódico de pouca expressão em Vitória, o Povão, estaria chantageando o empresário", acusa Guerra.
Segundo o livro, ele estaria chantageando o empresário capixaba.
“Ele tinha perdido a paciência e queria uma solução definitiva para o caso. Perdigão escalou uma equipe mista, com gente do Rio e de Minas, para dar um fim no jornalista. Seu corpo nunca apareceu”, afirma Guerra em depoimento aos jornalistas.
“José Roberto Jeveaux havia patrocinado um livro sobre mim, O cana dura, redigido por Pedro Maia, e eu não quis participar da sua execução. Frequentávamos a casa um do outro, e não me envolveram nisso. Todo o grupo que participou do crime sumiu também”, completa Guerra.
A reportagem do iG entrou em contato com a assessoria do empresário Camilo Cola na tarde de ontem, mas até a publicação desta reportagem não obteve resposta.
Enviada por Safrany- Comite de Familiares e Desaparecidos Politicos de SP
NADA IMPEDE QUE USTRA RESPONDA PELO ATENTADO DO RIOCENTRO
- XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem;
- XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático.
E eis o que o ex-delegado
do Dops/SP, Cláudio Antônio Guerra, declarou a respeito do atentado do
Riocentro, em 30 de abril de 1981: os comandantes da operação foram “os
mesmos de sempre”, quais sejam (ele apontou) o coronel de Exército
Freddie Perdigão, do SNI; o comandante Antônio Vieira, do Cenimar; e o então coronel Brilhante Ustra, do DOI-Codi paulista.
Guerra, portanto, acusou Brilhante Ustra de comandar um atentado terrorista, que não só é imprescritível e insuscetível de graça ou anistia, como nem sequer estaria abrangido pela anistia de 1979, pois esta só abarcou fatos ocorridos até 15 de agosto de 1979. Desta vez não há como ele sair pela tangente do pacto de conciliação nacional...
Temos, portanto, um antigo comandado fazendo denúncia pública contra os comandantes (e também os outros executantes) de uma ação terrorista. Nada, absolutamente nada, isenta os que continuarem vivos de responderem por tal tentativa de provocar um pânico que, ao que tudo indica, teria consequências as mais terríveis, com um sem número de espectadores de um espetáculo musical morrendo pisoteados.
A crermos no que a Folha de S. Paulo publica nesta 6ª feira (4), as autoridades estão, simplesmente, ignorando este crime gravíssimo:
Guerra, portanto, acusou Brilhante Ustra de comandar um atentado terrorista, que não só é imprescritível e insuscetível de graça ou anistia, como nem sequer estaria abrangido pela anistia de 1979, pois esta só abarcou fatos ocorridos até 15 de agosto de 1979. Desta vez não há como ele sair pela tangente do pacto de conciliação nacional...
![]() |
| Quando ainda era uma revista, a veja apontou os reais culpados. |
Temos, portanto, um antigo comandado fazendo denúncia pública contra os comandantes (e também os outros executantes) de uma ação terrorista. Nada, absolutamente nada, isenta os que continuarem vivos de responderem por tal tentativa de provocar um pânico que, ao que tudo indica, teria consequências as mais terríveis, com um sem número de espectadores de um espetáculo musical morrendo pisoteados.
A crermos no que a Folha de S. Paulo publica nesta 6ª feira (4), as autoridades estão, simplesmente, ignorando este crime gravíssimo:
"A Polícia Federal abriu investigação sobre o paradeiro de supostas vítimas do ex-delegado Cláudio Guerra, que afirma ter matado e incinerado corpos de presos políticos na ditadura militar.
O ex-policial prestou depoimento a um delegado da PF há cerca de um mês. A presidente Dilma Rousseff e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, foram informados do relato, que está em sigilo.
A intenção é enviar as informações à Comissão da Verdade, ainda não instalada".
Não
é só à Comissão da Verdade que devem ser enviadas as informações. O
Ministério Público tem de ser imediatamente acionado, para verificar se
existem criminosos a serem acusados e, em caso afirmativo, iniciar de
imediato tais procedimentos.
O objetivo era inculpar a esquerda pelo atentado, como forma de convencer o ditador Figueiredo de que os DOI-Codi's e outros centros de tortura continuavam sendo necessários e não deveriam ser extintos.
A confirmação veio de um ex-delegado/terrorista que virou pastor evangélico e agora sente remorsos dos crimes que praticou ou testemunhou.
Ele deu depoimentos aos jornalistas Rogério Medeiros e Marcelo Netto, cujo Memórias de uma guerra suja está sendo lançado pela editora Topbooks. O portal Último Segundo antecipou vários trechos do livro--vide aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
De resto, quem acompanha meu trabalho não terá sido surpreendido por nenhuma das ditas revelações bombásticas do livro.
Nem
a de que resistentes foram executados e tiveram seus restos mortais
incinerados, nem a de que o delegado Sérgio Fleury (e também o
jornalista Alexandre Von Baumgarten) foi vítima de uma queima de arquivo. É o que eu sempre disse.
Quando a luta armada acabou, Fleury e outros rapinantes viram evaporarem duas fontes de vultosos ganhos adicionais: a divisão de tudo que apreendiam com os militantes e as gratificações de empresários fascistas.
Os torturadores da PE da Vila Militar (RJ) resolveram compensar as perdas achacando contrabandistas, depois tentaram até tomar deles uma carga mais valiosa, mas o episódio acabou em tiroteio e no desmascaramento dos bandidos fardados.
Já Fleury, bandido à paisana, desesperou-se com a falta de fundos para sustentar o vício na cocaína e chantageou seus ex-patrocinadores ricaços, ameaçando revelar o que sabia sobre eles: não só o financiamento de práticas hediondas, mas também a participação voluntária de alguns deles nas torturas.
Reaças, canalhas e tarados, eles tomaram as providências cabíveis para manterem escondidas suas vergonhas. Onde já se viu dono de barco morrer afogado?
Percival de Souza que me desculpe, mas 2+2 continuam sendo 4. Então, desde sempre eu contava esta história como minhas fontes me relataram. E o delegado arrependido confirma agora a veracidade do que sempre afirmei:
A INTENÇÃO ERA INCULPAREM A ESQUERDA:
PLACAS FORAM PICHADAS COM A SIGLA VPR.
PLACAS FORAM PICHADAS COM A SIGLA VPR.
O atentado em
questão foi um dos casos mais emblemáticos de feitiço virando contra o
feiticeiro: a bomba explodiu no colo de quem pretendia utilizá-la contra
inocentes.
Agentes da repressão política, insatisfeitos com a desativação das unidades criadas especialmente para combater os grupos guerrilheiros, tentaram explodir três bombas para criar pânico durante uma apresentação de Chico Buarque e outros músicos famosos no Riocentro, em homenagem ao Dia do Trabalhador de 1981.
Agentes da repressão política, insatisfeitos com a desativação das unidades criadas especialmente para combater os grupos guerrilheiros, tentaram explodir três bombas para criar pânico durante uma apresentação de Chico Buarque e outros músicos famosos no Riocentro, em homenagem ao Dia do Trabalhador de 1981.
O objetivo era inculpar a esquerda pelo atentado, como forma de convencer o ditador Figueiredo de que os DOI-Codi's e outros centros de tortura continuavam sendo necessários e não deveriam ser extintos.
A confirmação veio de um ex-delegado/terrorista que virou pastor evangélico e agora sente remorsos dos crimes que praticou ou testemunhou.
Ele deu depoimentos aos jornalistas Rogério Medeiros e Marcelo Netto, cujo Memórias de uma guerra suja está sendo lançado pela editora Topbooks. O portal Último Segundo antecipou vários trechos do livro--vide aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
"Participei do atentado ao Riocentro e fiz parte das várias equipes que tentaram provocar aquela que seria a maior tragédia, o grande golpe contra o projeto de abertura democrática.
O destino daquela bomba era o palco. Tratava-se de um artefato de grande poder destruidor. O efeito da carga explosiva no ambiente festivo, onde deveriam se apresentar uns oitenta artistas famosos, seria devastador. A expansão da explosão e a onda de pânico dentro do Riocentro gerariam consequências desastrosas. Era evidente que muitas pessoas morreriam pisoteadas.
Aquela bomba [que estourou por engano no colo do sargento Guilherme Pereira do Rosário] era uma das três que deveriam explodir no show. O capitão Wilson [Luís Chaves Machado] estacionou o veículo embaixo de um fio de alta tensão e a carga elétrica desse fio, a energia que passava em cima do Puma, fechou o circuito da bomba, provocando a explosão. O erro foi do capitão. (...) Eu era especialista em explosivos".
Em seguida, Guerra e sua equipe deveriam prender os esquerdistas a serem responsabilizados pelo atentado:
"Fui para lá com uma lista de nomes. (...) Mas deu tudo errado. Com a explosão da bomba no Puma, os militares policiais civis e os policiais civis que levavam outras duas bombas abortaram a operação".
Guerra
revela que haviam sido suspensos todos os serviços de apoio do
Riocentro, incluindo o policiamento e a assistência médica, para que não
houvesse socorro imediato às vítimas. Até as portas de saída foram
trancadas e, nas placas de trânsito, picharam a sigla da extinta VPR,
para que parecesse ser um atentado da esquerda.
DELEGADO FLEURY, UM "ARQUIVO QUEIMADO".
SÓ O PERCIVAL DE SOUZA NÃO SABIA...
SÓ O PERCIVAL DE SOUZA NÃO SABIA...
De resto, quem acompanha meu trabalho não terá sido surpreendido por nenhuma das ditas revelações bombásticas do livro.
Nem
a de que resistentes foram executados e tiveram seus restos mortais
incinerados, nem a de que o delegado Sérgio Fleury (e também o
jornalista Alexandre Von Baumgarten) foi vítima de uma queima de arquivo. É o que eu sempre disse. Quando a luta armada acabou, Fleury e outros rapinantes viram evaporarem duas fontes de vultosos ganhos adicionais: a divisão de tudo que apreendiam com os militantes e as gratificações de empresários fascistas.
Os torturadores da PE da Vila Militar (RJ) resolveram compensar as perdas achacando contrabandistas, depois tentaram até tomar deles uma carga mais valiosa, mas o episódio acabou em tiroteio e no desmascaramento dos bandidos fardados.
Já Fleury, bandido à paisana, desesperou-se com a falta de fundos para sustentar o vício na cocaína e chantageou seus ex-patrocinadores ricaços, ameaçando revelar o que sabia sobre eles: não só o financiamento de práticas hediondas, mas também a participação voluntária de alguns deles nas torturas.
Reaças, canalhas e tarados, eles tomaram as providências cabíveis para manterem escondidas suas vergonhas. Onde já se viu dono de barco morrer afogado?
Percival de Souza que me desculpe, mas 2+2 continuam sendo 4. Então, desde sempre eu contava esta história como minhas fontes me relataram. E o delegado arrependido confirma agora a veracidade do que sempre afirmei:
"Fleury tinha se tornado um homem rico desviando dinheiro dos empresários que pagavam para sustentar as ações clandestinas do regime militar. Não obedecia mais a ninguém, agindo por conta própria. E exorbitava. (...) Nessa época, o hábito de cheirar cocaína também já fazia parte de sua vida. Cansei de ver.
....Dias depois [de Guerra ter começado a vigiá-lo, buscando detectar uma oportunidade para o assassinarem] os planos mudaram, porque Fleury comprou uma lancha. Informaram-me que a minha ideia do acidente seria mantida, mas agora envolvendo essa sua nova aquisição – um ‘acidente’ com o barco facilitaria muito o planejamento".
Segundo Guerra, Fleury foi dopado e ainda atordoaram-no com uma pedrada na cabeça, antes de o atirarem no mar.
Por último: quanto aos 11 companheiros massacrados e sumidos pelas bestas-feras da repressão, os casos eram igualmente notórios; só se acrescentaram detalhes, reavivando nossas feridas.
Por último: quanto aos 11 companheiros massacrados e sumidos pelas bestas-feras da repressão, os casos eram igualmente notórios; só se acrescentaram detalhes, reavivando nossas feridas.
Prefiro
lembrar-me do sempre sereno Joaquim Pires Cerveira cantando seus sambas
para nos animar durante o calvário no DOI-Codi carioca e do jeito
ingênuo de garotão que o Bacuri exibia nos seus bons momentos.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Nassif pede reflexão sobre a mídia
http://brasil247.com/pt/247/midiatech/57600/Nassif-pede-reflex%C3%A3o-sobre-a-m%C3%ADdia.htm
Enviado por Paulo Ávila
Foto: Divulgação
Nesses tempos de Internet, redes sociais, e-mails, uma das questões mais interessante é a tentativa de monitorar a notícia por parte de alguns grandes veículos de mídia.
Refiro-me à cortina de silêncio imposta pelos quatro grandes grupos de mídia – Folha, Estado, Abril e Globo - às revelações sobre as ligações perigosas do Grupo Abril – da revista Veja – com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.
As provas estão em duas operações alentadas da Polícia Federal – a Las Vegas e a Monte Carlo. Até agora vazaram relatórios parciais da Monte Carlo, referentes apenas aos trechos em que aparece o senador Demóstenes Torres. Ainda não foram divulgados dois relatórios alentados – ainda sobre Demóstenes – nem as cerca de 200 gravações de conversas entre o diretor da Veja em Brasília e Cachoeira e seus asseclas.
O que foi revelado neste final de semana já se constitui nos mais graves indícios sobre irregularidades na mídia desde o envolvimento de outra revista semanal com bicheiros de Mato Grosso, anos atrás. E está sendo divulgado por portais na Internet, por blogs, por emissoras rivais do grupo, vazando pelas redes sociais, pelo Twitter, Facebook em uma escalada irreprimível.
Mostra, por exemplo, como Cachoeira utilizou a revista para chantagear o governador do Distrito Federal, visando receber atrasados acertados no governo José Roberto Arruda. Os diálogos são cristalinos. A organização criminosa ordena bater no governador até que ceda.
Outro episódio foi o das denúncias contra o diretor do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte). Percebe-se que ele havia endurecido nos contratos com a Construtora Delta, parceira de Cachoeira. Nos diálogos, Cachoeira diz ter passado informações para Veja bater no dirigente para acabar com sua resistência.
Em 2005, Cachoeira foi preso. Seu reinado estava prestes a ruir. Sete anos depois, até ser preso pela Operação Monte Carlo, transformara-se em um dos mais influentes personagens da República, operando em praticamente todos os escalões.
Para tanto, foi fundamental sua capacidade de plantar escândalos na Veja e também sua parceria com Demóstenes Torres – erigido em mais influente senador da oposição por obra e graça da revista.
Dado o grau de intimidade da revista com o contraventor, há anos Roberto Civita sabia das ligações de Demóstenes com Cachoeira, assim como o uso irrestrito que Cachoeira fazia de suas ligações com a revista para achaques.
Nenhum poder ficou imune a essa aliança criminosa.
O STF (Supremo Tribunal Federal) se curvou ao terrorismo da revista, denunciando uma suposta “república do grampo” – quando, pelos relatórios da PF, fica-se sabendo que o verdadeiro porão do grampo estava na própria ligação da revista com contraventores.
O CASO DO PROCURADOR GERAL - 1
Nos diálogos, há conversas entre a quadrilha sugerindo bater no Procurador Geral da República Roberto Gurgel para ele não ameaçar seus integrantes. No senado, Demóstenes bateu duro. De repente, mudou de direção e ajudou na aprovação da recondução de Gurgel ao cargo de Procurador Geral. Coincidentemente, Gurgel não encaminhou ao STF pedido de quebra de sigilo de Demóstenes, apanhado nas redes da Operação Las Vegas.
O CASO DO PROCURADOR GERAL - 2
A assessoria do MPF atribuiu a relutância do Procurador ao fato de haver outra operação em andamento, a Monte Carlo. Não teria pedido a quebra de sigilo de Demóstenes, pela Las Vegas, para não prejudicar a Monte Carlo. Na verdade, a quebra de sigilo teria permitido à Monte Carlo avançar nas investigações. Agora se sabe que, nesse tempo todo, Demóstenes ficou livre para continuar nos achaques aos órgãos públicos.
O AUTORREGULAÇÃO DA MÍDIA - 1
Em fins dos anos 90, houve grandes abusos na mídia, com denúncias destruindo a vida de muitas pessoas, sem que o Poder Judiciário se mostrasse eficaz contra os abusos. Na época, havia a possibilidade de uma lei ser votada, assegurando direito de defesa aos atingidos. A própria grande mídia aventou a possibilidade da autorregulação, órgão similar ao Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária).
A AUTORREGULAÇÃO DA MÍDIA - 2
A maneira como se está restringindo o acesso da opinião pública aos dados sobre a Abril enfraquece bastante a tese. Pior, o populismo irrefreável do presidente do STF, Ministro Ayres Britto, influenciou para acabar com a Lei de Imprensa e, com ela, os procedimentos visando assegurar direito de resposta aos atingidos, deixando centenas de pessoas sem acesso à reparação. Tudo isso ajudou a ampliar os exageros.
A AUTORREGULAÇÃO DA MÍDIA - 3
Na Inglaterra, publicações de Rupert Murdoch se aliaram a setores da polícia para vazar informações sigilosas de inquérito e atentar contra o direito à privacidade de centenas de cidadãos ingleses. A constatação do Judiciário inglês foi o de que as ferramentas de autorregulação não foram suficientes para impedir abusos. Em vista disso, está sendo criada uma agência para garantir a defesa dos direitos dos cidadãos.
A AUTORREGULAÇÃO DA MÍDIA – 4
Enviado por Paulo Ávila
Nassif pede reflexão sobre a mídia
Colunista denuncia cortina de fumaça em torno da aliança entre Cachoeira e veículos de comunicação
03 de Maio de 2012 às 06:15
247 - Em artigo sobre o primeiro dia da CPI do Cachoeira, o
jornalista Luis Nassif defendeu a autorregulamentação da mídia e
criticou a aliança de meios de comunicação com o crime organizado; leia:Nesses tempos de Internet, redes sociais, e-mails, uma das questões mais interessante é a tentativa de monitorar a notícia por parte de alguns grandes veículos de mídia.
Refiro-me à cortina de silêncio imposta pelos quatro grandes grupos de mídia – Folha, Estado, Abril e Globo - às revelações sobre as ligações perigosas do Grupo Abril – da revista Veja – com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.
As provas estão em duas operações alentadas da Polícia Federal – a Las Vegas e a Monte Carlo. Até agora vazaram relatórios parciais da Monte Carlo, referentes apenas aos trechos em que aparece o senador Demóstenes Torres. Ainda não foram divulgados dois relatórios alentados – ainda sobre Demóstenes – nem as cerca de 200 gravações de conversas entre o diretor da Veja em Brasília e Cachoeira e seus asseclas.
O que foi revelado neste final de semana já se constitui nos mais graves indícios sobre irregularidades na mídia desde o envolvimento de outra revista semanal com bicheiros de Mato Grosso, anos atrás. E está sendo divulgado por portais na Internet, por blogs, por emissoras rivais do grupo, vazando pelas redes sociais, pelo Twitter, Facebook em uma escalada irreprimível.
Mostra, por exemplo, como Cachoeira utilizou a revista para chantagear o governador do Distrito Federal, visando receber atrasados acertados no governo José Roberto Arruda. Os diálogos são cristalinos. A organização criminosa ordena bater no governador até que ceda.
Outro episódio foi o das denúncias contra o diretor do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte). Percebe-se que ele havia endurecido nos contratos com a Construtora Delta, parceira de Cachoeira. Nos diálogos, Cachoeira diz ter passado informações para Veja bater no dirigente para acabar com sua resistência.
Em 2005, Cachoeira foi preso. Seu reinado estava prestes a ruir. Sete anos depois, até ser preso pela Operação Monte Carlo, transformara-se em um dos mais influentes personagens da República, operando em praticamente todos os escalões.
Para tanto, foi fundamental sua capacidade de plantar escândalos na Veja e também sua parceria com Demóstenes Torres – erigido em mais influente senador da oposição por obra e graça da revista.
Dado o grau de intimidade da revista com o contraventor, há anos Roberto Civita sabia das ligações de Demóstenes com Cachoeira, assim como o uso irrestrito que Cachoeira fazia de suas ligações com a revista para achaques.
Nenhum poder ficou imune a essa aliança criminosa.
O STF (Supremo Tribunal Federal) se curvou ao terrorismo da revista, denunciando uma suposta “república do grampo” – quando, pelos relatórios da PF, fica-se sabendo que o verdadeiro porão do grampo estava na própria ligação da revista com contraventores.
O ápice desse terrorismo foi a provável armação da revista com
Demóstenes, em torno do famoso “grampo sem áudio” – a armação da
conversa gravada entre Demóstenes e o Ministro Gilmar Mendes (ambos
amigos próximos) que ajudou a soterrar a Operação Satiagraha.
Outros poderes cederam à influência ou ao temor do alcance da revista.O CASO DO PROCURADOR GERAL - 1
Nos diálogos, há conversas entre a quadrilha sugerindo bater no Procurador Geral da República Roberto Gurgel para ele não ameaçar seus integrantes. No senado, Demóstenes bateu duro. De repente, mudou de direção e ajudou na aprovação da recondução de Gurgel ao cargo de Procurador Geral. Coincidentemente, Gurgel não encaminhou ao STF pedido de quebra de sigilo de Demóstenes, apanhado nas redes da Operação Las Vegas.
O CASO DO PROCURADOR GERAL - 2
A assessoria do MPF atribuiu a relutância do Procurador ao fato de haver outra operação em andamento, a Monte Carlo. Não teria pedido a quebra de sigilo de Demóstenes, pela Las Vegas, para não prejudicar a Monte Carlo. Na verdade, a quebra de sigilo teria permitido à Monte Carlo avançar nas investigações. Agora se sabe que, nesse tempo todo, Demóstenes ficou livre para continuar nos achaques aos órgãos públicos.
O AUTORREGULAÇÃO DA MÍDIA - 1
Em fins dos anos 90, houve grandes abusos na mídia, com denúncias destruindo a vida de muitas pessoas, sem que o Poder Judiciário se mostrasse eficaz contra os abusos. Na época, havia a possibilidade de uma lei ser votada, assegurando direito de defesa aos atingidos. A própria grande mídia aventou a possibilidade da autorregulação, órgão similar ao Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária).
A AUTORREGULAÇÃO DA MÍDIA - 2
A maneira como se está restringindo o acesso da opinião pública aos dados sobre a Abril enfraquece bastante a tese. Pior, o populismo irrefreável do presidente do STF, Ministro Ayres Britto, influenciou para acabar com a Lei de Imprensa e, com ela, os procedimentos visando assegurar direito de resposta aos atingidos, deixando centenas de pessoas sem acesso à reparação. Tudo isso ajudou a ampliar os exageros.
A AUTORREGULAÇÃO DA MÍDIA - 3
Na Inglaterra, publicações de Rupert Murdoch se aliaram a setores da polícia para vazar informações sigilosas de inquérito e atentar contra o direito à privacidade de centenas de cidadãos ingleses. A constatação do Judiciário inglês foi o de que as ferramentas de autorregulação não foram suficientes para impedir abusos. Em vista disso, está sendo criada uma agência para garantir a defesa dos direitos dos cidadãos.
A AUTORREGULAÇÃO DA MÍDIA – 4
No caso da Abril, a aliança foi com o próprio crime organizado. Hoje
em dia há um fortalecimento da imprensa regional, da blogosfera, de
portais de notícia, que ajudam a quebrar cortinas de silêncio. Isso tudo
levará, dentro em breve, a uma discussão aprofundada sobre liberdade de
opinião – um direito sagrado, uma das maiores conquistas democráticas –
e as formas de impedir seu uso para atividades criminosas.
Memórias de uma guerra suja", prova do erro das Forças Armadas ao não pedirem desculpas
Enviado via mail por Blog do Zé Dirceu
Memórias de uma guerra suja", prova do erro das Forças Armadas ao não pedirem desculpas
Publicado em 03-Mai-2012
Recebi e li Memórias de uma guerra suja,
o livro dos jornalistas Marcelo Neto e Rogério Medeiros com os relatos
do policial capixaba Cláudio Guerra, ex-delegado do DOPS - Departamento
de Ordem Política e Social, um dos órgãos de repressão na ditadura
militar.Nestas suas memórias o ex-delegado dá aos jornalistas, pela primeira vez, uma lista de 10 presos políticos mortos pela tortura e incinerados numa usina de açúcar em Campos (RJ). "Fui responsável por levar 10 corpos de presos políticos para lá, todos mortos pela tortura", diz o ex-delegado do DOPS. Algumas das vítimas, segundo o relato, foram assassinadas na "Casa da Morte", centro de tortura montado em Petrópolis (RJ).
Varei a madrugada lendo o livro. Só terminei quando o dia amanhecia. Durante a leitura e ao seu término um sentimento de angústia e tristeza me invadia e a memória dos companheiros e companheiras desaparecidos de novo me acompanhava na longa luta que travamos pela justiça e a verdade.
Forças Armadas cometem erro ao não se desculparem
Quando ministro-chefe da Casa Civil no governo Lula, eu disse numa reunião com os comandantes dos três ramos das Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) que cometiam um erro histórico ao não revelar ao país a verdade, e ao não pedirem desculpas pelos crimes da ditadura.
Avisei que nada impediria que membros dos órgãos de repressão ou parentes revelassem no futuro não apenas o paradeiro dos desaparecidos, mas toda a extensão dos crimes cometidos por membros das Forças Armadas, da Polícia Federal, das polícias militares e demais órgãos de polícia estaduais.
Crimes, evidentemente, cometidos com autorização de seus superiores, dos governos militares de plantão e com a cumplicidade de setores da sociedade, como empresários e donos de jornais. A obra que chega às livrarias com os relatos do policial Cláudio Guerra, graças ao trabalho de Rogério Medeiros e Marcelo Netto, comprova essa verdade.
Comissão da Verdade já está pronta, só falta instalar
Memórias de uma guerra suja certamente será o inicio de uma grande investigação a cargo da Comissão da Verdade nacional, já instituída pelo Congresso por iniciativa da nossa presidenta Dilma Rousseff.
Para ela começar a funcionar faltam a indicação de seus membros e sua instalação. O que poderá ocorrer nos próximos dias, já que o noticiário dá conta de que seus sete integrantes já estão, inclusive, escolhidos.
É o caminho que o país tem de seguir agora - todos, as vítimas que sobreviveram aqueles anos sombrios, seus algozes criminosos, e a sociedade, enfim. Não haverá descanso e nem paz enquanto não fizermos justiça à memória de todos aqueles que perderam o único bem que tinham, a vida, na luta pela liberdade e pela democracia.
OEA delibera:Brasil proteja a vida de adolescentes no Espírito Santo
Quinta-feira, 3 de Maio de 2012 16:16
CompanheirosRepassando mensagem da Justiça Global, referente a determinação da Corte da OEA. Como contruir uma ação conjunta sobre o tema.
Saudações
Valmiria Guida
www.casadaamericalatina.org.br
---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Justiça Global Data: 3 de maio de 2012 02:59
Assunto: Corte da OEA renova determinação para que Estado brasileiro proteja a vida de adolescentes no Espírito Santo
Para: casa.america.latina@gmail.com
Corte
Interamericana renova medidas provisórias em relação à UNIS até
dezembro de 2012. Para a Corte “os graves atos de
automutilação e tentativas de suicídio, continuam representando uma
situação de extrema gravidade, urgência e de risco iminente, os quais
podem afetar a vida e a integridade pessoal dos beneficiários das
medidas provisórias”, o que demonstra falha do estado brasileiro em
cumprir suas determinações.
A
Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados
Americanos (OEA) manteve as medidas provisórias que determinam a
obrigação do Estado em garantir a vida e a integridade pessoal dos
adolescentes internados na Unidade de Internação Socioeducativa (Unis) –
localizada no município de Cariacica, região metropolitana de Vitória,
no Espírito Santo. Desde fevereiro de 2011, essa é a terceira resolução
emitida pela Corte da (OEA) em relação a
Unis.
A
primeira denúncia internacional em relação à situação da unidade foi
encaminhada em 2009, após sucessivas rebeliões e homicídios de
adolescentes praticados dentro do local. A denúncia foi enviada ao
sistema interamericano de direitos humanos pelo Centro de Defesa dos
Direitos Humanos da Serra (CDDH/Serra) e pela Justiça Global,
em parceria com a Pastoral do Menor e apoio da Clínica Internacional de
Direitos Humanos da Faculdade de Direito da Universidade de Harvard.
Na
resolução de 26 de abril de 2012, e enviada ontem aos peticionários, a
Corte informa sobre a renovação das medidas provisórias de proteção
apesar do pedido do Estado de suspensão das mesmas. A Corte afirma que
“persistiram denúncias sobre fatos violentos dentro da UNIS”, fazendo
referência a casos recentes de torturas e demais agressões apresentados
pelos peticionários por meio de relatórios. Para a Corte, esses novos
casos representam uma situação de risco
iminente para a vida e a integridade pessoal dos adolescentes, e ordenou
que o Estado garantisse a proteção desses jovens.
No
documento de 13 páginas, a Corte recorda ao Estado que “considera que o
Estado deve erradicar concretamente os riscos de atentados contra a
vida e a integridade pessoal dos internos, tanto em suas relações entre
si como por parte dos agentes estatais e garantir que o regime
disciplinar respeite seus direitos humanos”.
O
Estado tem o prazo de três meses para emitir suas considerações em
relação a nova Resolução da Corte, que tem validade até 31 de dezembro
de 2012.
terça-feira, 1 de maio de 2012
1 de maio na ditadura hondurenha.
www.defensoresenlinea.com: Periódico digital especializado en Derechos Humanos, producido por el Cofadeh. Comente la noticia o escríbanos a cofadehydefensoresenlinea@gmail.com
Primero de mayo: Dignidad, rebeldía, valentía y lucha
Tegucigalpa.Saludamos con fraterna solidaridad la fecha gloriosa de los y las obreras del Honduras y del mundo, reafirmando nuestra confianza en la lucha del pueblo, UNICO soberano que determina la forma de gobernarse utilizando los mecanismos que la misma dinámica plantee de acuerdo al momento histórico que se viva, sin desconocer por ello, la experiencia, participación y niveles de beligerancia, mismas que nos irán señalando la forma de alcanzar la justicia, la libertad y la igualdad respetando las diferencias.
El moribundo sistema imperial ataca hoy con mayor fuerza mientras los
pueblos resisten y no se dejan avasallar, la dignidad se impone aun
perfeccionando las formas de explotación y no podrá jamás doblegar la
conciencia de reconocernos explotados, explotadas, discriminadas,
oprimidas, por el infame, cruel e inhumano sistema patriarcal
capitalista.
Las mujeres aspiramos a transformar el sistema por inquisidor que escribe leyes, ordena pensamientos y actúa con alevosía y ventaja contra nosotras, estimula la violencia y nos asigna roles esclavizantes y jornadas agotadoras que no son capaces de realizar los hombres.
Nuestro objetivo no es individual luchamos por colectivizar y socializar los servicios públicos que deben estar al servicio del pueblo rechazando la progresiva privatización de los mismos pero también deseamos que el trabajo domestico pase a ser una tarea colectiva lo mismo que las responsabilidades de las funciones reproductivas sean compartidas para que la familia goce de una paternidad verdaderamente responsable.
Nos mantenemos firmes en nuestra posición de no reconocer el régimen de Porfirio Lobo Sosa y seguimos exigiendo una asamblea nacional constituyente a través de la cual alcancemos un nuevo pacto social que nos permita avanzar hacia la construcción de nuestra verdadera MATRIA-PATRIA.
Levantando las banderas de nuestra Heroína Nacional VISITACION PADILLA rechazamos la ocupación militar de que somos objeto e invocamos sus simbólicas palabras cuando escribió el 26 de Marzo de 1924:: “Es el alma herida de un pueblo la que clama en lo profundo en este momento brumoso de su historia. Entonces debe ser un grito supremo de rebeldía que estremezca el Continente Latino”.
VIVA NUESTRA HEROINA VISITACION PADILLA
VIVAN LAS HEROINAS DEL ALZAMIENTO POPULAR DE 1954
VIVAN TODAS LAS VALIENTES Y DIGNAS MUJERES HONDUREÑAS
LA MITAD DEL PODER, PARA LA MUJER
Tegucigalpa, MDC 1º. De Mayo, 2012
MOVIMIENTO DE MUJERES POR LA PAZ “VISITACION PADILLA”
-- Las mujeres aspiramos a transformar el sistema por inquisidor que escribe leyes, ordena pensamientos y actúa con alevosía y ventaja contra nosotras, estimula la violencia y nos asigna roles esclavizantes y jornadas agotadoras que no son capaces de realizar los hombres.
Nuestro objetivo no es individual luchamos por colectivizar y socializar los servicios públicos que deben estar al servicio del pueblo rechazando la progresiva privatización de los mismos pero también deseamos que el trabajo domestico pase a ser una tarea colectiva lo mismo que las responsabilidades de las funciones reproductivas sean compartidas para que la familia goce de una paternidad verdaderamente responsable.
Nos mantenemos firmes en nuestra posición de no reconocer el régimen de Porfirio Lobo Sosa y seguimos exigiendo una asamblea nacional constituyente a través de la cual alcancemos un nuevo pacto social que nos permita avanzar hacia la construcción de nuestra verdadera MATRIA-PATRIA.
Levantando las banderas de nuestra Heroína Nacional VISITACION PADILLA rechazamos la ocupación militar de que somos objeto e invocamos sus simbólicas palabras cuando escribió el 26 de Marzo de 1924:: “Es el alma herida de un pueblo la que clama en lo profundo en este momento brumoso de su historia. Entonces debe ser un grito supremo de rebeldía que estremezca el Continente Latino”.
VIVA NUESTRA HEROINA VISITACION PADILLA
VIVAN LAS HEROINAS DEL ALZAMIENTO POPULAR DE 1954
VIVAN TODAS LAS VALIENTES Y DIGNAS MUJERES HONDUREÑAS
LA MITAD DEL PODER, PARA LA MUJER
Tegucigalpa, MDC 1º. De Mayo, 2012
MOVIMIENTO DE MUJERES POR LA PAZ “VISITACION PADILLA”
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