VAMOS LER ESSA NOTÍCIA,PESSOAL ? É SOBRE AQUELA BOMBA COM QUE OS CARAS DA DIREITA PRETENDIAM MATAR TODOS QUE ASSISTIAM PACIFICAMENTE UM SHOW NO RIO CENTRO. DÁ PRA LEMBRAR A MÚSICA"'ALMANAQUE" DO CHICO BUARQUE : QUEM FEZ A BOMBA EXPLODIR NO COLO DO INVENTOR ? COM MÚSICA,POESIA, INFORMAÇÃO E SOBRETUDO AÇÃO A GENTE VAI PASSANDO A HISTÓRIA DO BRASIL A LIMPO.
BLOG VOLTADO PARA A INTEGRAÇÃO LATINO AMERICANA, A DISCUSSÃO E O DEBATE SOBRE O BRASIL QUE QUEREMOS, ARTIGOS, COMENTÁRIOS DIÁRIOS SOBRE ESSES ASSUNTOS. A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO POPULAR NO PROCESSO POLÍTICO, A LUTA POR TRANSFORMAÇÕES ESTRUTURAIS. SE SOMOS A BASE DA PIRÂMIDE NOS CABE O DIREITO LEGÍTIMO DE DEFINIR O QUE VAMOS CARREGAR. VAMOS DISCUTIR E DEBATER, POIS JUNTOS SOMOS FORTES
Drogas Uma Guerra Perdida? Para que esta realidade sujeita a todos nós tenha fim ou redução Assista
A Primeira condição para se mudar a realidade é conhece-la - Eduardo Galeano. -' Só a Participação Cidada é Capaz de Mudar o paí'. Betinho . Não fique fora desta, participe, UM OUTRO MUNDO É POSSIVEL e Juntos Somos Fortes. Este PPS faz parte do PROJETO COMPAIXÃO E Cidadania que agora abraçamos e divulgamos sugerindo a todos repetir o feito.
sábado, 31 de março de 2012
Riocentro':QUEM FEZ A BOMBA EXPLODIR NO COLO DO INVENTOR ?'
VAMOS LER ESSA NOTÍCIA,PESSOAL ? É SOBRE AQUELA BOMBA COM QUE OS CARAS DA DIREITA PRETENDIAM MATAR TODOS QUE ASSISTIAM PACIFICAMENTE UM SHOW NO RIO CENTRO. DÁ PRA LEMBRAR A MÚSICA"'ALMANAQUE" DO CHICO BUARQUE : QUEM FEZ A BOMBA EXPLODIR NO COLO DO INVENTOR ? COM MÚSICA,POESIA, INFORMAÇÃO E SOBRETUDO AÇÃO A GENTE VAI PASSANDO A HISTÓRIA DO BRASIL A LIMPO.
Memórias de um país sem Memórias: Se os Deuses se encontram no Olimpo...os Guerreiros se encontram no Face
O preço de uma vida

Eliakim Araujo*
Os Estados Unidos pagaram cerca de 50 mil dólares como compensação por cada afegão morto no massacre praticado por um de seus soldados em pobres aldeias do Afeganistão. A informação está no MSNBC online deste domingo e a fonte é um funcionário do governo que pediu para não ser identificado.
O mais chocante na informação é que o funcionário que a revelou garantiu que o montante pago às famílias das vítimas era "significativo" e "substancial", porque a renda média anual de um afegão é de 425 dólares.
Pobre povo afegão. Explorado de um lado pelo seu próprio (e corrupto) governo. E por outro, pela tropas de ocupação que avaliam em 50 mil dólares a vida de pessoas, crianças inclusive, fuziladas enquanto dormiam em suas precárias residências. Em relação ao custo das guerras, estimado em três trilhões de dólares, 50 mil por uma vida inocente é uma miserável gorjeta. Mas é “substancial”, na avaliação do governo estadunidense.
A propósito do tal sargento Robert Bales, o autor do massacre na noite de 11 de março, sua biografia revela uma sequência de contradições. Por amigos e vizinhos, é apontado como dedicado chefe de família e soldado exemplar, que já participou de três jornadas no Iraque e uma no Afeganistão.
Mas não é isso que indica sua folha corrida policial. Além de indiciado por atropelamento e brigas no trânsito, Bales está envolvido em negócios fraudulentos em empresa de investimento da qual foi sócio na Flórida.
Agora, as autoridades castrenses afirmam que ele será julgado pelos dezessete homicídios que praticou, podendo até mesmo ser condenado à morte.
O que, evidentemente, não ocorrerá. Primeiro porque Bales será julgado por uma corte miltar. E entre os militares ele é considerado herói por seu passado nas guerras e pelas condecorações.
Além do mais, ao condenar Bales, o militarismo do Tio Sam estará se condenando, por permitir a volta à guerra de um soldado que passou por vários traumas durante seus períodos nas frentes de combate. Da ficha de Bales, constam ferimentros em combate e séria pancada na cabeça durante o capotamento do veículo militar em que viajava. Mantê-lo em combate com poderosas armas a seu alcance foi um erro gravíssimo do comando militar dos EUA.
Bales, de 38 anos, que está preso nos EUA, armou-se de uma pistola 9mm e um rifle M-4 com dispositivo de visibilidade noturna, e invadiu casas onde as pessoas dormiam. E matou à sangue frio, quatro homens, quatro mulheres, dois meninos e sete meninas. Ele diz hoje que não se lembra de nada e seu advogado afirma que ele teve uma momentânea crise de loucura.
Argumento falacioso, tudo indica que o massacre foi rigorosamente planejado. O homem estava tão consciente que se armou até os dentes, deixou a base de madrugada e foi percorrer as aldeias em busca das vítimas. Não teria sido mais natural que o ataque de loucura vitimasse aqueles que estavam mais próximos, seu colegas de farda? Ou foi uma crise “seletiva” de loucura?
Da guerra ao subemprego
Enquanto o sargento Bales e seu advogado tentam encontrar uma boa descupa para massacre, veteranos das guerras no Iraque e Afeganistão estão enfrentando a maior dificuldade para conseguir emprego em um mercado de trabalho que já não é fácil.
"Ser o homem mais duro do melhor batalhão no mundo não significa muita coisa quando você sai do Exército", disse Sean Parnell, autor de "Platoon Outlaw", um livro sobre suas experiências como um líder de pelotão do Exército, no Afeganistão 2006. "Cinqüenta por cento dos meus homens, que estão agora estão fora da vida militar, estão vivendo de subempregos, alguns até como ajudante de garçom e no metrô, quando conseguem um trabalho".
Mais de 2,2 milhões militares serviram no Iraque ou no Afeganistão, nesses quase dez anos de guerra. E o pior é que outros 90.000 soldados estão programados para voltar do Afeganistão até 2014.
A taxa de desemprego entre o pessoal que veio da guerra sempre foi mais elevada do que a taxa de desemprego da população em geral, quase 13 por cento. Graças a um grande impulso por parte dos empregadores e do governo, essa taxa caiu para 7,6% em fevereiro, ficando abaixo da taxa nacional de desemprego nos EUA de 8,3%.
Apenas 6 em 500
No país que tem um presidente negro, 99 por cento das maiores empresas não têm negros como principais executivos.
Quando Don Thompson (foto) assumir seu novo posto como principal executivo da rede McDonald, dia primeiro de julho, como foi anunciado nesta quinta-feira, ele será apenas o sexto negro como presidente de empresa na lista da Fortune 500, que relaciona as maiores dos EUA.
Thompson, que é atualmente o número dois da rede McDonald, irá se juntar a a Kenneth Frazier, da Merck, Kennety Chenault, da American Express, Ursula Burns, da Xerox, Clarence Otis, de Darden Restaurantes e Roger Ferguson , que dirige uma empresa privada Tiaa-Cref.
Estes os seis afro-americanos de empresas da lista Fortune 500. Se contados os seis atuais e os ex-executivos, o número de negros em postos executivos chega a apenas treze.
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*Eliakim Araujo ancorou o primeiro canal de notícias em língua portuguesa, a CBS Brasil. Foi âncora dos jornais da Globo, Manchete e do SBT e na Rádio JB foi Coordenador e titular de "O Jornal do Brasil Informa". Mora em Pembroke Pines, perto de Miami. Em parceria com Leila Cordeiro, possui uma produtora de vídeos jornalísticos e institucionais.
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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoon
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sexta-feira, 30 de março de 2012
Quando a injustiça é lei, a DESOBEDIENCIA CIVIL é dever.
há ± 1 hora · para Fernanda Tardin II
Desobediência civil por uma internet cidadã, plural, para todos e todas e com gestão popular. Fernanda Tardin vamos juntos, pq,juntos somos FORTES
Fernanda Tardin para Marcelo - já estamos hermano. Pq. não podemos mais calar e nem acreditar que sem POVO haverá saída. DESOBEDECEMOS DESDE Já. Esta semana que virá, na quarta, reuniremos com comunidade e depois adiante vc. será aguardado ... te ligo na quinta ok? bjao
há 2 minutos · Curtir
Para TODOS _ POR UMA BANDA LARGA CIDADA sem as TELES e a custo de 3, 4 reais LUTEMOS JUNTOS, pois JUNTOS SEREMOS FORTES. DESOBEDECER É PRECISO. APÓIEM,Pois fica aqui o registro DESOBEDECEREMOS EM BREVE, MUITO BREVE ao vivo e a cores
CARTA AOS COMPANHEIROS : Lutar não é crime
OPA enfim CONSEGUI>>>>
tem dias que tento me livrar das ocupações acumuladas para colocar um aprendizado que chamarei de
CARTA AOS COMPANHEIROS
Companheiros , por que a luta continua compartilho clamando a todos analise e luta a fim de sem ' derramarmos sangues' mudemos esta realidade antes que de fato tenhamos que nos refundar: O que pude aprender nos dias que participei dos seminários, palestras promovidos pelo PCB em comemoração aos seus 90 anos, semana passada, no Rio, aprendi na análise feita pelo secretário geral do Partido, Ivan Pinheiro. Uma breve história do PCB,(na mesa1980 1992 - O Reformismo E A Tentativa de Liquidação do PCB - que Ivan dividiu com Anita Prestes) conquistas e principalmente auto crítica num ponto que muito me sensibilizou. Percebi, como petista, que o dilema vivido pela base em determinado momento da história do PCB é o mesmo que vive hoje a base do PT. A manipulação de cúpulas, a cegueira dos que se recusam a entender a História.
Ivan falou da criação da CUT e foi claro que a Central Única de Trabalhadores poderia ter sido criada dois anos antes com forte participação do PCB. Na politica de alianças com a burguesia e seus partidos, a cúpula que àquela época controlou o PCB e hoje se situa à direita do PSDB, falo do PPS de Roberto Freire, ou a reboque do PSDB, sempre encontrou pretextos para adiar a vontade das bases. O PT, à época, com outros aliados, fundou a CUT.
O que vemos hoje é a cúpula petista manipulando as bases, exatamente através de alianças que só fazem retirar o caráter socialista do partido, joga fora a sua história e o coloca dentro de uma redoma onde o jogo é feito com regras as mais perversas possíveis.
A lição não foi aprendida pelo PT, mas foi registrada pelo Ivan, creio eu que nem com a intenção de despertar a este debate , secretário geral do PCB ao afirmar que seu partido havia reencontrado desde a saída de Freire e suas jogadas à direita, o seu caráter revolucionário.
Uma pessoa me lembrou de Trotsky nesse momento - "as massas estão sempre à frente dos dirigentes". Ou o meu partido o PT percebe isso, entende essa lição, ou já entortado como um Titanic, acabará por naufragar e deixará de ser o grande condutor das mudanças estruturais que o País exige.
Tenho refletido muito sobre isso, desde a fala do Ivan Pinheiro e tenho percebido que, neste momento, ou a militância acorda e vai à luta buscar resgatar o PT, ou vamos acabar como um PPS da vida. Nada partidário, mas histórico. A desculpa para justificar as alianças era que "não estava no momento certo" e 'em nome da Frente Ampliada pela restauração da democracia, cerceavam os dirigentes do PCB a luta , os militantes. Como ontem foi esfarrapada, hoje também o é. Afinal estamos ou não,' em nome da governabilidade' atonitamente calados enquanto acontece a consolidação do que antes eram nossas bandeiras de lutas contrarias?
JUNTOS SOMOS FORTES, Ousemos
Quem tem medo da Democracia? - o cordão da Mentira
O “cordão da mentira” e a manifestação no Clube Militar (charge e vídeo feitos por Latuff)
“Na tarde desta quinta-feira (29/03/2012), manifestantes protestaram do lado de fora do Clube Militar, no centro do Rio, onde acontecia uma comemoração pelo aniversário do golpe de 1964. A polícia militar, como de costume, fez farta distribuição de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e muita truculência. Ex-militares como o tenente-coronel Lício Maciel, que participou de operações no Araguaia, e o general Nilton Cerqueira, responsável pela execução de Carlos Lamarca, foram escorraçados pelos manifestantes.”
Millôr em preto e branco
Urariano Motta*
Recife - No calor das primeiras horas depois da morte de Millôr Fernandes, é natural que as palavras sejam todas de glória para ele, e mais natural ainda que o amor a sua pessoa ganhe todas as cores do exagero no sentimento. Ora, se na mesma semana em que parte Chico Anysio se disse que Chico era melhor que Chaplin, o que dizer de um humorista da palavra? No mínimo, que melhorou Shakespeare nas traduções em português, ou que era um Bernard Shaw, além de gênio inexcedível no desenho em todo o mundo.Manifestações assim de exagero não comportam estranheza em quem lê o obituário. Apenas cabe, em quem as lê, a surpresa de que artista desse valor não tenha sido notado em vida com tais magnificências. Se os sobreviventes não exageram agora, foram relapsos, mesquinhos e insensíveis antes. Mas esse não é o ponto, que procurarei destacar. Como uma lembrança distante dos famosos retratos 3 x 4 de Millôr, tentarei esboçar algo em preto e branco da sua pessoa, no espaço estreito de duas páginas.
É chover no molhado falar de suas qualidades como escritor, dono de humor moderno e de vanguarda, gênio no desenho e nas mais diversas criações. Se estivesse vivo, ele diria: “sim, mas fale ainda assim, chover no molhado tem lá sua graça”.
Aquilo que se disse de Chico Anysio, que era homem de mais de 200 personagens, porque fazia mais de 200 caricaturas, de Millôr pode ser dito que era mais de 200 criadores, sem apoio da muleta da maquiagem. Ele era tão bom nos textos para sorrir quanto melhor nos sérios, como no retrato de Sérgio Porto e nas frases sobre a sua infância dickensiana. Esse chover no molhado, é fato, ainda não recebeu a consagração das academias, talvez como uma resposta delas à antipatia de Millôr pelos estudos acadêmicos.
De passagem anoto que a mitificação em vida de Millôr não se deu por falta de esforços próprios. Em trecho de sua autobiografia escreveu:
“1943 - Começam os anos gloriosos da revista “ O Cruzeiro”, que um grupo de meninos levaria dos estagnados 11.000 exemplares tradicionais a 750.000”.
E um dos meninos era ele.
Isso foi repetido nos obituários da televisão, mas é mais falso que nota de milhão de cruzeiros. Millôr estava em O Cruzeiro na época, mas é tão responsável pelo sucesso da revista quanto um relógio é responsável pela hora da passagem do trem.
Notem: a sua página, O Pif-Paf, em O Cruzeiro, não conseguia grande leitura porque a popularidade sempre rejeitou a vanguarda. O que era bem diferente do maior sucesso de humor entre o povo até hoje, em todo o Brasil: O Amigo da Onça, de Péricles Maranhão. Péricles, mais a dupla David Nasser-Jean Manzon, repórteres desonestos e sensacionalistas ao extremo, é que foram os responsáveis pelo sucesso de O Cruzeiro.
E agora, alcançamos o ponto mais sério. Com o tempo, o que era graça se tornou azedume, ou gracinha para os amigos reacionários bem postos. Sobre o Barão de Itararé, o primeiro humorista moderno do Brasil, na entrevista ao Roda Viva Millôr declarou:
“Agora, querer fazer com que eu engula o Barão de Itararé porque está engolido há 50 anos, é um idiota. A moça quer saber, é um idiota. Faz uns trocadilhos bons, meia dúzia de trocadilhos imbecis...”.
E mais, sobre Lula, em outra oportunidade:
“É evidente que a ignorância lhe subiu à cabeça, não tem dúvida nenhuma. Porque de repente ele começou a se sentir culto, falar sobre tudo.”.
Socialismo:
“A ideia do socialismo é incrível, mas está fadada a não dar certo. Porque o ser humano não é isso. Ele é capitalista na essência”.
E esta pérola sobre o feminismo:
“O melhor movimento feminino ainda é o dos quadris”.
É uma particular tragédia que homens brilhantes, criadores na maturidade, se tornem primeiro uma caricatura do próprio gênio. Que respondam ao mercado com uma transformação da originalidade em uma fórmula consagrada pela fama. Já vimos esse filme em Gabriel García Márquez, por exemplo.
No caso de Millôr, ou de Gilberto Freyre, entre outros, mais adiante passam da caricatura à negação de si mesmos, como num lento apagar de luzes da velhice, em fade-out.
Para nossa felicidade, resta a obra, o fogo da rebeldia dos melhores anos. Em Millôr há de sobreviver o prosador das Fábulas Fabulosas, de A história do paraíso, do revolucionário O Pif-Paf. E de modo mais claro, o frasista, que profetizou:
“A ocasião em que a inteligência do homem mais cresce, sua bondade alcança limites insuspeitados e seu caráter uma pureza inimaginável é nas primeiras 24 horas depois da sua morte”.
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*Urariano Motta é natural de Água Fria, subúrbio da zona norte do Recife. Escritor e jornalista, publicou contos em Movimento, Opinião, Escrita, Ficção e outros periódicos de oposição à ditadura. Atualmente, é colunista do Direto da Redação e colaborador do Observatório da Imprensa. As revistas Carta Capital, Fórum e Continente também já veicularam seus textos. Autor de Soledad no Recife (Boitempo, 2009) sobre a passagem da militante paraguaia Soledad Barret pelo Recife, em 1973, e Os corações futuristas (Recife, Bagaço, 1997). Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz.
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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoon
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A Farsa da Comissao da Verdade. QUEM QUER FAZ, NÃO 'manda'.
Ao invés de responder aos inúmeros e-mails que recebí nos últimos dias (meses), eu preferí dar uma única resposta dando a minha opinião a mais ampla possível sobre esse assunto que é mais uma manobra diversionista para se esquecer assuntos mais importantes.
Atualmente situada em Fort Benning, Columbus, Georgia, EUA, a escola esteve de 1946 a 1984 situada no Panamá, onde se graduaram mais de 60.000 militares e policiais de cerca de 23 países de América Latina, alguns deles de especial relevância pelos seus crimes contra a humanidade como os Generais Leopoldo Fortunato Galtieri ou Manuel Antonio Noriega...
A Escola das Américas, desde 1946, treinou mais de 60 mil militares da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Dentre eles, destacam-se os assassinos de Dom Oscar Romero e do bispo guatemalteco D. Juan Girardi, e de seis padres jesuítas e quatro americanos assassinados em El Salvador, em 1989...
... Graduados Notáveis
Entre os graduados mais reconhecidos encontram-se importantes instigadores de crimes de guerra ou contra a humanidade, alguns deles também relacionados estreitamente aos esquadrões da morte e ao crime organizado bem com com ligações com a CIA estado-unidense:- General Manuel Noriega, responsável pela ditadura militar no Panamá, e antigo colaborador da CIA, esteve preso por vários anos nos Estados Unidos por sua relação com o narcotráfico, atualmente segue preso, porém foi transferido para o Panamá;
- General Hugo Banzer, responsável pelo sanguinário golpe na Bolívia em 1971 e sua subsequente ditadura militar que se prolongou até 1978. Hugo Banzer foi incluído em 1988 no Hall da Fama da Escola;
- Roberto D'Aubuisson, graduado en 1972 e depois parte do serviço de inteligência de El Salvador, acusado como líder de esquadrões da morte, entre outros crimes e delitos.
- General Héctor Gramajo, ex-ministro de Guatemala, autor de políticas militares genocidas nos anos oitenta.
- Roberto Eduardo Viola, promotor do golpe de estado na Argentina em 1976.
- Leopoldo Fortunato Galtieri, precursor da Guerra das Malvinas (1982), líder da Junta Militar da Argentina que supervisionou desde 1981, os dois anos finais da "guerra suja", onde se torturaram mais de 100.000 pessoas, e posteriormente mais de trinta mil foram assassinadas e desaparecidas.
- General Guillermo Rodríguez, responsável pelo golpe de estado de 1972 a 1976 no Equador.
- Vladimiro Montesinos, advogado, militar, colaborador inicial da CIA, responsável pelo Serviço de Inteligência do Peru durante o polêmico governo de Alberto Fujimori. Acusado de repressão política, incitador do golpe de estado e de arrecadar enorme fortuna graças a sua estreita ligação com o narcotráfico.
- Apesar de não haver confirmação oficial, há informação de que também foram alunos da Escola das Américas: Augusto Pinochet, General e ditador chileno, e Anastasio Somoza, ditador de Nicaragua...
Em 1984, o governo de Ronald Reagan autorizou o reinício dos treinamentos de contra guerrilha na Escola. Anteriormente em 1983, revisou-se o manual mais polêmico que instruía em tortura e que vinha sendo utilizado por duas décadas. O manual passou a ser chamado de Human Resource Exploitation Training Manual ('Manual de adestramento para a exploração de recursos humanos)...
Esse último parágrafo gera uma pergunta que não quer calar: E o Brasil? Continua lá?



