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sábado, 31 de março de 2012

Riocentro':QUEM FEZ A BOMBA EXPLODIR NO COLO DO INVENTOR ?'

Rose Nogueira e Fernanda Tardin II: compartilhei a sugestão da Rose comn um recado para a meninada e a turma em geral.Vejam:
VAMOS LER ESSA NOTÍCIA,PESSOAL ? É SOBRE AQUELA BOMBA COM QUE OS CARAS DA DIREITA PRETENDIAM MATAR TODOS QUE ASSISTIAM PACIFICAMENTE UM SHOW NO RIO CENTRO. DÁ PRA LEMBRAR A MÚSICA"'ALMANAQUE" DO CHICO BUARQUE : QUEM FEZ A BOMBA EXPLODIR NO COLO DO INVENTOR ? COM MÚSICA,POESIA, INFORMAÇÃO E SOBRETUDO AÇÃO A GENTE VAI PASSANDO A HISTÓRIA DO BRASIL A LIMPO.
http://www.youtube.com/watch?v=IpHOaAFK4H8

Memórias de um país sem Memórias: Se os Deuses se encontram no Olimpo...os Guerreiros se encontram no Face

Nesta luta pela justiça e verdade, não vamos esquecer que na ditadura de Pinochet se fazia "experimentos científicos" com o gás sarin,que matou muita gente na América Latina. E tinha os cães enlouquecidos de propósito para matar prisioneiros torturados. Não estou falando de uma volta ao passado. Estou dizendo que "cientistas" e militares que fizeram isso , com financiamento e apoio dos Estados Unidos, desarmaram o circo de horrores depois das "democratizações" e estão aí vivendo na moita. Talvez até como pesquisadores ou professores universitários.Sem falar nos membros das polícias secretas de cada país envolvido na Operação Condor.Muito se escreveu e falolu sobre isso. Mas será que o gás ñão está ainda estocado como medida de alerta ? A lembrança da Operasção Condor , didática e precisa, que a Adriana Tasca postou aqui nob Face anteontem serviu para informar toda uma nova geração. Mas a meninada nada sabe do gás sarin, "orgulho científico da ditadura chilena" e dos cães loucos, treinados para matar "comunistas e subversivos. " Onde estão ,onde vivem, o que fazem os caras que bolaram o extermínio através do tristeme te famoso "gás invisível"?
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O preço de uma vida




Eliakim Araujo*

Os Estados Unidos pagaram cerca de 50 mil dólares como compensação por cada afegão morto no massacre praticado por um de seus soldados em pobres aldeias do Afeganistão. A informação está no MSNBC online deste domingo e a fonte é um funcionário do governo que pediu para não ser identificado.

O mais chocante na informação é que o funcionário que a revelou garantiu que o montante pago às famílias das vítimas era "significativo" e "substancial", porque a renda média anual de um afegão é de 425 dólares.

Pobre povo afegão. Explorado de um lado pelo seu próprio (e corrupto) governo. E por outro, pela tropas de ocupação que avaliam em 50 mil dólares a vida de pessoas, crianças inclusive, fuziladas enquanto dormiam em suas precárias residências. Em relação ao custo das guerras, estimado em três trilhões de dólares, 50 mil por uma vida inocente é uma miserável gorjeta. Mas é “substancial”, na avaliação do governo estadunidense.

A propósito do tal sargento Robert Bales, o autor do massacre na noite de 11 de março, sua biografia revela uma sequência de contradições. Por amigos e vizinhos, é apontado como dedicado chefe de família e soldado exemplar, que já participou de três jornadas no Iraque e uma no Afeganistão.

Mas não é isso que indica sua folha corrida policial. Além de indiciado por atropelamento e brigas no trânsito, Bales está envolvido em negócios fraudulentos em empresa de investimento da qual foi sócio na Flórida.

Agora, as autoridades castrenses afirmam que ele será julgado pelos dezessete homicídios que praticou, podendo até mesmo ser condenado à morte.

O que, evidentemente, não ocorrerá. Primeiro porque Bales será julgado por uma corte miltar. E entre os militares ele é considerado herói por seu passado nas guerras e pelas condecorações.

Além do mais, ao condenar Bales, o militarismo do Tio Sam estará se condenando, por permitir a volta à guerra de um soldado que passou por vários traumas durante seus períodos nas frentes de combate. Da ficha de Bales, constam ferimentros em combate e séria pancada na cabeça durante o capotamento do veículo militar em que viajava. Mantê-lo em combate com poderosas armas a seu alcance foi um erro gravíssimo do comando militar dos EUA.

Bales, de 38 anos, que está preso nos EUA, armou-se de uma pistola 9mm e um rifle M-4 com dispositivo de visibilidade noturna, e invadiu casas onde as pessoas dormiam. E matou à sangue frio, quatro homens, quatro mulheres, dois meninos e sete meninas. Ele diz hoje que não se lembra de nada e seu advogado afirma que ele teve uma momentânea crise de loucura.

Argumento falacioso, tudo indica que o massacre foi rigorosamente planejado. O homem estava tão consciente que se armou até os dentes, deixou a base de madrugada e foi percorrer as aldeias em busca das vítimas. Não teria sido mais natural que o ataque de loucura vitimasse aqueles que estavam mais próximos, seu colegas de farda? Ou foi uma crise “seletiva” de loucura?
Da guerra ao subemprego

Enquanto o sargento Bales e seu advogado tentam encontrar uma boa descupa para massacre, veteranos das guerras no Iraque e Afeganistão estão enfrentando a maior dificuldade para conseguir emprego em um mercado de trabalho que já não é fácil.

"Ser o homem mais duro do melhor batalhão no mundo não significa muita coisa quando você sai do Exército", disse Sean Parnell, autor de "Platoon Outlaw", um livro sobre suas experiências como um líder de pelotão do Exército, no Afeganistão 2006. "Cinqüenta por cento dos meus homens, que estão agora estão fora da vida militar, estão vivendo de subempregos, alguns até como ajudante de garçom e no metrô, quando conseguem um trabalho".

Mais de 2,2 milhões militares serviram no Iraque ou no Afeganistão, nesses quase dez anos de guerra. E o pior é que outros 90.000 soldados estão programados para voltar do Afeganistão até 2014.

A taxa de desemprego entre o pessoal que veio da guerra sempre foi mais elevada do que a taxa de desemprego da população em geral, quase 13 por cento. Graças a um grande impulso por parte dos empregadores e do governo, essa taxa caiu para 7,6% em fevereiro, ficando abaixo da taxa nacional de desemprego nos EUA de 8,3%.
Apenas 6 em 500

No país que tem um presidente negro, 99 por cento das maiores empresas não têm negros como principais executivos.

Quando Don Thompson (foto) assumir seu novo posto como principal executivo da rede McDonald, dia primeiro de julho, como foi anunciado nesta quinta-feira, ele será apenas o sexto negro como presidente de empresa na lista da Fortune 500, que relaciona as maiores dos EUA.

Thompson, que é atualmente o número dois da rede McDonald, irá se juntar a a Kenneth Frazier, da Merck, Kennety Chenault, da American Express, Ursula Burns, da Xerox, Clarence Otis, de Darden Restaurantes e Roger Ferguson , que dirige uma empresa privada Tiaa-Cref.

Estes os seis afro-americanos de empresas da lista Fortune 500. Se contados os seis atuais e os ex-executivos, o número de negros em postos executivos chega a apenas treze.

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*Eliakim Araujo ancorou o primeiro canal de notícias em língua portuguesa, a CBS Brasil. Foi âncora dos jornais da Globo, Manchete e do SBT e na Rádio JB foi Coordenador e titular de "O Jornal do Brasil Informa". Mora em Pembroke Pines, perto de Miami. Em parceria com Leila Cordeiro, possui uma produtora de vídeos jornalísticos e institucionais.


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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoon

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sexta-feira, 30 de março de 2012

Quando a injustiça é lei, a DESOBEDIENCIA CIVIL é dever.

Marcelo Saldanha
há ± 1 hora · para Fernanda Tardin II

Desobediência civil por uma internet cidadã, plural, para todos e todas e com gestão popular. Fernanda Tardin vamos juntos, pq,juntos somos FORTES

Fernanda Tardin para Marcelo - já estamos hermano. Pq. não podemos mais calar e nem acreditar que sem POVO haverá saída. DESOBEDECEMOS DESDE Já. Esta semana que virá, na quarta, reuniremos com comunidade e depois adiante vc. será aguardado ... te ligo na quinta ok? bjao
há 2 minutos · Curtir


Para TODOS _ POR UMA BANDA LARGA CIDADA sem as TELES e a custo de 3, 4 reais LUTEMOS JUNTOS, pois JUNTOS SEREMOS FORTES. DESOBEDECER É PRECISO. APÓIEM,Pois fica aqui o registro DESOBEDECEREMOS EM BREVE, MUITO BREVE ao vivo e a cores
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CARTA AOS COMPANHEIROS : Lutar não é crime


OPA enfim CONSEGUI>>>>
tem dias que tento me livrar das ocupações acumuladas para colocar um aprendizado que chamarei de

CARTA AOS COMPANHEIROS

Companheiros , por que a luta continua compartilho clamando a todos analise e luta a fim de sem ' derramarmos sangues' mudemos esta realidade antes que de fato tenhamos que nos refundar: O que pude aprender nos dias que participei dos seminários, palestras promovidos pelo PCB em comemoração aos seus 90 anos, semana passada, no Rio, aprendi na análise feita pelo secretário geral do Partido, Ivan Pinheiro. Uma breve história do PCB,(na mesa1980 1992 - O Reformismo E A Tentativa de Liquidação do PCB - que Ivan dividiu com Anita Prestes) conquistas e principalmente auto crítica num ponto que muito me sensibilizou. Percebi, como petista, que o dilema vivido pela base em determinado momento da história do PCB é o mesmo que vive hoje a base do PT. A manipulação de cúpulas, a cegueira dos que se recusam a entender a História.

Ivan falou da criação da CUT e foi claro que a Central Única de Trabalhadores poderia ter sido criada dois anos antes com forte participação do PCB. Na politica de alianças com a burguesia e seus partidos, a cúpula que àquela época controlou o PCB e hoje se situa à direita do PSDB, falo do PPS de Roberto Freire, ou a reboque do PSDB, sempre encontrou pretextos para adiar a vontade das bases. O PT, à época, com outros aliados, fundou a CUT.

O que vemos hoje é a cúpula petista manipulando as bases, exatamente através de alianças que só fazem retirar o caráter socialista do partido, joga fora a sua história e o coloca dentro de uma redoma onde o jogo é feito com regras as mais perversas possíveis.

A lição não foi aprendida pelo PT, mas foi registrada pelo Ivan, creio eu que nem com a intenção de despertar a este debate , secretário geral do PCB ao afirmar que seu partido havia reencontrado desde a saída de Freire e suas jogadas à direita, o seu caráter revolucionário.

Uma pessoa me lembrou de Trotsky nesse momento - "as massas estão sempre à frente dos dirigentes". Ou o meu partido o PT percebe isso, entende essa lição, ou já entortado como um Titanic, acabará por naufragar e deixará de ser o grande condutor das mudanças estruturais que o País exige.

Tenho refletido muito sobre isso, desde a fala do Ivan Pinheiro e tenho percebido que, neste momento, ou a militância acorda e vai à luta buscar resgatar o PT, ou vamos acabar como um PPS da vida. Nada partidário, mas histórico. A desculpa para justificar as alianças era que "não estava no momento certo" e 'em nome da Frente Ampliada pela restauração da democracia, cerceavam os dirigentes do PCB a luta , os militantes. Como ontem foi esfarrapada, hoje também o é. Afinal estamos ou não,' em nome da governabilidade' atonitamente calados enquanto acontece a consolidação do que antes eram nossas bandeiras de lutas contrarias?

JUNTOS SOMOS FORTES, Ousemos

1964 NUNCA MAIS

Quem tem medo da Democracia? - o cordão da Mentira

O “cordão da mentira” e a manifestação no Clube Militar (charge e vídeo feitos por Latuff)


O vídeo foi feito pelo cartunista Carlos Latuff, também autor da charge.
Ele descreve o vídeo assim:
“Na tarde desta quinta-feira (29/03/2012), manifestantes protestaram do lado de fora do Clube Militar, no centro do Rio, onde acontecia uma comemoração pelo aniversário do golpe de 1964. A polícia militar, como de costume, fez farta distribuição de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e muita truculência. Ex-militares como o tenente-coronel Lício Maciel, que participou de operações no Araguaia, e o general Nilton Cerqueira, responsável pela execução de Carlos Lamarca, foram escorraçados pelos manifestantes.”
A charge é uma alusão á manifestação “Cordão da Mentira”, prevista para ocorrer em 1º de abril,  com concentração às 11h30, em frente ao Cemitério da Consolação, SP.

Millôr em preto e branco


Urariano Motta*

Recife - No calor das primeiras horas depois da morte de Millôr Fernandes, é natural que as palavras sejam todas de glória para ele, e mais natural ainda que o amor a sua pessoa ganhe todas as cores do exagero no sentimento. Ora, se na mesma semana em que parte Chico Anysio se disse que Chico era melhor que Chaplin, o que dizer de um humorista da palavra? No mínimo, que melhorou Shakespeare nas traduções em português, ou que era um Bernard Shaw, além de gênio inexcedível no desenho em todo o mundo.

Manifestações assim de exagero não comportam estranheza em quem lê o obituário. Apenas cabe, em quem as lê, a surpresa de que artista desse valor não tenha sido notado em vida com tais magnificências. Se os sobreviventes não exageram agora, foram relapsos, mesquinhos e insensíveis antes. Mas esse não é o ponto, que procurarei destacar. Como uma lembrança distante dos famosos retratos 3 x 4 de Millôr, tentarei esboçar algo em preto e branco da sua pessoa, no espaço estreito de duas páginas.

É chover no molhado falar de suas qualidades como escritor, dono de humor moderno e de vanguarda, gênio no desenho e nas mais diversas criações. Se estivesse vivo, ele diria: “sim, mas fale ainda assim, chover no molhado tem lá sua graça”.

Aquilo que se disse de Chico Anysio, que era homem de mais de 200 personagens, porque fazia mais de 200 caricaturas, de Millôr pode ser dito que era mais de 200 criadores, sem apoio da muleta da maquiagem. Ele era tão bom nos textos para sorrir quanto melhor nos sérios, como no retrato de Sérgio Porto e nas frases sobre a sua infância dickensiana. Esse chover no molhado, é fato, ainda não recebeu a consagração das academias, talvez como uma resposta delas à antipatia de Millôr pelos estudos acadêmicos.

De passagem anoto que a mitificação em vida de Millôr não se deu por falta de esforços próprios. Em trecho de sua autobiografia escreveu:

“1943 - Começam os anos gloriosos da revista “ O Cruzeiro”, que um grupo de meninos levaria dos estagnados 11.000 exemplares tradicionais a 750.000”.

E um dos meninos era ele.

Isso foi repetido nos obituários da televisão, mas é mais falso que nota de milhão de cruzeiros. Millôr estava em O Cruzeiro na época, mas é tão responsável pelo sucesso da revista quanto um relógio é responsável pela hora da passagem do trem.

Notem: a sua página, O Pif-Paf, em O Cruzeiro, não conseguia grande leitura porque a popularidade sempre rejeitou a vanguarda. O que era bem diferente do maior sucesso de humor entre o povo até hoje, em todo o Brasil: O Amigo da Onça, de Péricles Maranhão. Péricles, mais a dupla David Nasser-Jean Manzon, repórteres desonestos e sensacionalistas ao extremo, é que foram os responsáveis pelo sucesso de O Cruzeiro.

E agora, alcançamos o ponto mais sério. Com o tempo, o que era graça se tornou azedume, ou gracinha para os amigos reacionários bem postos. Sobre o Barão de Itararé, o primeiro humorista moderno do Brasil, na entrevista ao Roda Viva Millôr declarou:

“Agora, querer fazer com que eu engula o Barão de Itararé porque está engolido há 50 anos, é um idiota. A moça quer saber, é um idiota. Faz uns trocadilhos bons, meia dúzia de trocadilhos imbecis...”.

E mais, sobre Lula, em outra oportunidade:

“É evidente que a ignorância lhe subiu à cabeça, não tem dúvida nenhuma. Porque de repente ele começou a se sentir culto, falar sobre tudo.”.

Socialismo:

“A ideia do socialismo é incrível, mas está fadada a não dar certo. Porque o ser humano não é isso. Ele é capitalista na essência”.

E esta pérola sobre o feminismo:

“O melhor movimento feminino ainda é o dos quadris”.

É uma particular tragédia que homens brilhantes, criadores na maturidade, se tornem primeiro uma caricatura do próprio gênio. Que respondam ao mercado com uma transformação da originalidade em uma fórmula consagrada pela fama. Já vimos esse filme em Gabriel García Márquez, por exemplo.

No caso de Millôr, ou de Gilberto Freyre, entre outros, mais adiante passam da caricatura à negação de si mesmos, como num lento apagar de luzes da velhice, em fade-out.

Para nossa felicidade, resta a obra, o fogo da rebeldia dos melhores anos. Em Millôr há de sobreviver o prosador das Fábulas Fabulosas, de A história do paraíso, do revolucionário O Pif-Paf. E de modo mais claro, o frasista, que profetizou:

“A ocasião em que a inteligência do homem mais cresce, sua bondade alcança limites insuspeitados e seu caráter uma pureza inimaginável é nas primeiras 24 horas depois da sua morte”.

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*Urariano Motta é natural de Água Fria, subúrbio da zona norte do Recife. Escritor e jornalista, publicou contos em Movimento, Opinião, Escrita, Ficção e outros periódicos de oposição à ditadura. Atualmente, é colunista do Direto da Redação e colaborador do Observatório da Imprensa. As revistas Carta Capital, Fórum e Continente também já veicularam seus textos. Autor de Soledad no Recife (Boitempo, 2009) sobre a passagem da militante paraguaia Soledad Barret pelo Recife, em 1973, e Os corações futuristas (Recife, Bagaço, 1997). Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz.

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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoon

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A Farsa da Comissao da Verdade. QUEM QUER FAZ, NÃO 'manda'.

Francisco José Duarte de Santana Escreve e envia:


Ao invés de responder aos inúmeros e-mails que recebí nos últimos dias (meses), eu preferí dar uma única resposta dando a minha opinião a mais ampla possível sobre esse assunto que é mais uma manobra diversionista para se esquecer assuntos mais importantes.


Abaixo o decreto 4.553, de 27 de dezembro de 2002, de FHC.

A Comissão Da Verdade é uma mentira muito bem urdida.

Verdade não precisa de comissão. Trata-se portanto de uma comissão de filtragem, de censura da verdade.

A Comissão Da Verdade, portanto já cheira mal semanticamente. É uma impostura, inclusive semântica. Ela soa mal.

Além disso é ilegal e inconstitucional, pois se coloca acima da Justiça, do judiciário.

Desde quando uma comissão de notáveis pode se colocar acima do cidadão e dizer a ele qual a verdade que ele pode saber ou não? Isso é crime.

Bastaria haver uma comissão puramente técnica de bibliotecários e arquivistas, designada sem alarde pelo Ministério pertinente, provavelmente o da Justiça, que apenas classificasse os documentos da maneira mais fácil de serem pesquisados.

Poder-se-ia também de início abrir os arquivos a apenas pesquisadores e estudiosos devidamente credenciados e paulatinamente serem abertos até chegar ao público em geral via internet talvez com pseudônimos ou ocultação de nomes próprios. Futuramente até os nomes seriam liberados.

Não haveria nada de excepcional, nesta metodologia. Não se estaria inventando nada. Todos que conhecem a pesquisa acadêmica sabem que é ético resguardar o sigilo de pessoas físicas e jurídicas nos seus trabalhos, salvo quando têm a permissão dos envolvidos ou já é de domínio público. E que documentos sejam de que tipo for, em poder de órgãos públicos, até por uma questão de sua preservação e proteção não podem ser liberados a migué.

Tem que se separar as duas coisas: a primeira é o acesso à verdade, que nesse caso seriam os documentos sigilosos em poder do governo; a outra é o julgamento dos crimes sob o regime militar.

Os que querem misturar as duas coisas são os conhecidos pescadores de águas turvas que querem falsificar a história em seu proveito. Trata-se de uma politização criminosa artificial, com fins inconfessáveis.

A primeira, o acesso a verdade, não depende absolutamente da segunda como demonstraremos a seguir e desde 2003, já podia ter sido iniciada com um simples decreto do governo Lula anulando outro decreto feito em 27/12/2002 por FHC numa armação com o PT.

A segunda pode depender da primeira, mas pode via meios jurídicos e políticos passar por cima dela. Então são coisas independentes.

E o que interessa primordialmente às atuais e futuras gerações tanto do Brasil como do Mundo? Primeiro o acesso à informação para que elas possam construir a verdade histórica e não serem obrigadas a seguir como gado os donos de falsas verdades. Depois de construída essa verdade é que as novas gerações poderão livremente escolher sua ação política sem serem obrigadas a optar pelas duas facções políticas existentes e impostas, como na ditadura era-se obrigado a optar ou por ARENA ou por MDB.

Ao cidadão consciente não interessa bodes expiatórios nem vinganças, mas fatos.

E a quem interessa essa suspeitíssima comissão da Verdade? Por incrível que pareça é aos atuais governantes do País, como provaremos adiante.

Citarei agora, preliminarmente, uma fonte que esclarece cristalinamente essa questão:

O GLOBO, 28/03/2004, CADERNO ESPECIAL sobre a ditadura militar, Pg.13.

Citação literal de um trecho dessa reportagem:

.......

"HISTÓRIA COM RESTRIÇÃO - Decreto sobre acesso a arquivos limita o trabalho dos pesquisadores

Um decreto sancionado no fim do governo Fernando Henrique, que entrou em vigor em 2003, pôs fim à pesquisa de um grupo de alunos de pós-graduação em história da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sob a coordenação do Professor Carlos Fico, eles estudavam os documentos da Divisão de Segurança e Informações, ligada ao Serviço Nacional de Informações (SNI) do Ministério da Justiça, guardados no Arquivo Nacional. Parte da documentação, que é de 1974 a 1985, foi reclassificada pelo decreto e se tornou inacessível.

Considerando autoritário e anti-democrático pelo Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ), o decreto 4.553, de 27 de dezembro de 2002, aumentou os prazos de abertura de documentos a partir da data de sua produção. No caso dos considerados ultra-secretos, o prazo passou de 30 para 50 anos, com possibilidade de mais prorrogações. Segundo Jaime Antunes da Silva, diretor do Arquivo Nacional, o CONARQ chegou a alertar a Casa Civil do governo Lula sobre o problema.

- Em Janeiro de 2003, avisamos à Casa Civil que o decreto tinha que ser revogado antes de entrar em vigor. O governo estava sendo montado, eles precisavam ter tempo para analisar, mas nada foi feito – afirma Jaime.

O CONARQ já enviou ao governo a minuta de um novo decreto, com correções sobre o atual.

- Esse decreto é inconstitucional porque ele fere a lei de arquivos, que considera o prazo máximo de 30 anos, prorrogáveis uma única vez por mais 30, para o acesso aos arquivos considerados ultra-secretos – diz Fico.

Para Fico, que vai lançar um livro com capítulos baseados nas pesquisas no Arquivo Nacional, esse decreto significa um retrocesso na democracia do país:
- O presidente Lula tem uma trajetória democrática e deve ter sensibilidade para lidar com essa questão – diz Fico.

A regulamentação do acesso a documentos referentes ao regime militar está no centro da disputa pelo esclarecimento de fatos ainda obscuros, como a localização dos corpos dos guerrilheiros mortos no Araguaia. O ministro da defesa, José Viegas Filho, declarou que os arquivos militares da guerrilha foram incinerados.
 (FIM)"

Continuando agora a nossa opinião:

Ora, bastaria um simples decreto do Governo Lula revogando o decreto 4.553, de 27 de dezembro de 2002, logo no início do seu governo em 2003, que todos os pesquisadores interessados teriam acesso hoje, a documentos de 1964 a 1982. E como esse decreto, o 4.533, era inconstitucional, ninguém poderia reclamar. FHC só o fez a pedido do próprio PT.

Sem revogar esse decreto, só se terá acesso aos primeiros documentos da época do regime militar(1964) em 2014. Então o governo do PT, durante esses 10 anos proibiu o acesso do cidadão aos documentos sobre a ditadura, que até 2002 estavam disponíveis. 

E por que os governos de Lula e de Dilma não fizeram e não fazem esse decreto reabrindo o acesso?

Se olharmos com cuidado o texto da fonte citada acima veremos:

“...Sob a coordenação do Professor Carlos Fico, eles estudavam os documentos da Divisão de Segurança e Informações, ligada ao Serviço Nacional de Informações (SNI) do Ministério da Justiça, guardados no Arquivo Nacional. Parte da documentação, que é de 1974 a 1985, foi reclassificada pelo decreto e se tornou inacessível.”...

Ora, salvo excepcionais episódios, 1974-1984 não é o período da repressão à guerrilha, quando aconteceram as maiores prisões com torturas e mortes. É justamente o período da transição democrática, o período quando foi arquitetada a grande armação de Golbery de promover Lula a líder sindical para tirar o controle dos sindicatos das mãos dos trabalhistas antigos e dos comunistas do PCB, para que a transição formal democrática acontecesse sem abalar o regime anterior.

Geizel já tinha anunciado desde 1974, que a estratégia passava pela eliminação dos comunistas do PCB, para que não se perdesse o controle político dos sindicatos na democracia. Que iria criar um partido trabalhista para ter esse controle. Seria copiado o sindicalismo americano, fortemente economicista, mas alienado politicamente.

Como disse, na época, o chefe do DOI-CODI ao jornalista Paulo Markun: “Quem dirige os comunistas hoje, não é mais Carlos Prestes, é um general, um cardeal e um governador”; eram, Geizel (Golbery), o BOSCH D. Evaristo Arns e Paulo Egídio.

Portanto, o período 1974-1984, foi justamente o período de gestação do fenômeno Lula pela ditadura.

Mera coincidência? Já pensou se além dessa denúncia isolada feita por uma repórter investigativa de O GLOBO, em 03/2004, surgissem várias outras, colocando Lula como um mero alcagüete da Ditadura e da CIA? E logo no seu primeiro mandato? Terá sido realmente mera coincidência?

E ao invés do governo do PT fazer imediatamente, um simples decreto, singelo, que ninguém poderia contestar, pois revogava justamente o outro que era inconstitucional, inventa essa suspeitíssima Comissão da Verdade, 10 anos depois,  misturada com o pretexto de punição de torturadores, para iludir os incautos?

Se o governo do PT vetou durante 10 anos, 2003-2012, o acesso aos documentos do regime militar, porque essa comissão da censura agora?

Medo? Medo de quê? De quem é o Medo? De Washington ou do PT? Ou de ambos já que o PT é o seu representante?

Medo de se saber que Lula era um agente do governo militar? Isso já foi publicado, com seu dossiê no SNI: "Lula, agente de Golbery no meio sindical". Essa própria reportagem citada acima (leiam ela completa na fonte ou se quiserem eu envio ela escaneada), confirma, com o testemunho de Frei Beto, Alemão, Pazionotto, etc. de que Lula sempre teve encontros secretos, a solo, geralmente á noite, com Golbery e outros ministros do governo militar. O Mário Garnero confirma que Lula fez pelo menos um daqueles cursos convênios da CIA com o governo Brasileiro, gerenciados por Golbery: "O da Johny Hopkins University, em 1972". O próprio Lula declara em suas memórias que comemorou, tomando cachaça com sua mãe, o Golpe de 1964.   Votou sempre com a Arena. O que é que se precisa mais saber? Os detalhes sórdidos? Alguns já são conhecidos.

Medo de se saber que Genuíno nunca foi torturado? Isso ele confessou em público no programa de Bóris Casoy. O que fortalece a denúncia daquele militar que apareceu na Câmara Federal a convite de Bolsonaro, de que ele foi falando sem ninguém tocar num fio de cabelo dele.

Medo de se conhecer a verdadeira história de Zé Dirceu? Já está começando a ser contada no livro Sem Vestígios.

Medo de se saber que o BOSCH,  D. Evaristo Arns era mais entusiasta do Golpe Militar do que os próprios militares? Isso ele mesmo relatou na televisão, que no primeiro momento ele foi no seu jipe se encontrar com a coluna de Mourão Filho para rezar uma missa abençoando o golpe militar.

Mas ele não se redimiu depois, ajudando na anistia etc.? Ledo engano; ele fez uma armação com Golbery e Geizel apenas para um objetivo que era reprimir os comunistas do PCB para criar uma nova esquerda anticomunista neoliberal e entreguista sob o disfarce de anarquistas internacionalistas e assim fazer uma transição tranqüila.

E como ele era muito bem informado deveria estar bem consciente que as mortes de Herzog e Manoel Filho foram necessárias para derrubar o general Ednardo do comando do 2º exército e substituí-lo pelo General Dilermando, o que garantiria Lula comandar uma greve falando numa TV Estatal e que segundo o próprio Lula era o seu grande protetor, a quem ele recorria nas greves contra as ameaças da polícia. Essas mortes foram também necessárias para derrubar o General Frota do Ministério da Guerra que também não permitiria greves nem o plano de transição de Geizel, baseado num partido supostamente de esquerda.

O BOSCH D. Evaristo foi no mínimo cúmplice destas duas mortes. Acrescente-se também a estas, a morte de David Capistrano que foi torturado até a morte e depois esquartejado além de uma dezena de mortes de membros do PCB no período de 1974-1978. E o BOSCH não pode alegar que ignorava tudo isso, pois o plano era dele também.

Justamente agora, por outra coincidência, os direitos humanos (que têm muita influência da CIA)querem a punição dos assassinos de Herzog.  (isso não quer dizer que devamos ir de frente contra os direitos humanos, pois eles partem de princípios justos, apenas só os aplicam quando lhes convém).

Uma comissão da verdade apuraria esses fatos com isenção? Claro que não.

Uma investigação policial correta teria que indiciar primeiro, como pivô, Lula, o grande beneficiário. O BOSCH D. Evaristo, no mínimo como cúmplice. Como se trataram de dois crimes idênticos (Herzog e Manoel Filho) e num prazo curto de tempo e divulgados rapidamente e sem censura com o propósito nítido de causar impacto, trata-se de um crime planejado (mal ou bem) por uma das facções em lutas, a de Geizel e a de Frota. A versão que prevaleceu foi a de ser a facção do Frota, para ameaçar a abertura de Geizel. Mas como foi a facção de Frota que foi prejudicada com o fato o mais provável é que foi a facção do Geizel para justamente afastar seus adversários.

Além disso, os fatos em seqüência apontam mais para a segunda hipótese. Como por exemplo, um operário até então totalmente desconhecido, em 1978, comandar a partir de uma TV Estatal, com o então governador Paulo Egídio, uma greve de um setor estratégico e de segurança nacional, (e segundo Lula com a proteção do General Dilermando, o carniceiro da chacina da Lapa).  Fatos incompreensivos para um regime ditatorial; naquele mesmo ano, um deputado tinha sido cassado por ter dito umas bobagens que nem se quer o povo tomou conhecimento. 

Uma comissão da verdade criada agora nesse clima, chegaria aos verdadeiros mandantes? Chamaria os envolvidos indiretamente ainda vivos para depor, como Lula e o BOSCH Arns? Claro que não. Indicaria alguns bodes expiatórios do baixo escalão, talvez até já falecidos ou ligados a alguém que esteja incomodando politicamente.

É evidente que não convém nem à esquerda atual e nem à direita saudosista que esses fatos sejam revelados e ou esclarecidos. Daí a proposta de Comissão da Verdade ser conveniente.

O que eu temo que vai acontecer é que escolherão uns bodes expiatórios para serem execrados publicamente e que esconderão através das filtragens da Comissão da Verdade, a própria verdade. Como por exemplo as ligações da tortura com a CIA, Escola das Américas, Henry Kinsiger, Loja P-2 de Berlusconi, e os registros dos falsos guerrilheiros que realmente eram agentes duplos, iguaiszinhos a Cabo Anselmo, que aliás quer ser anistiado também.

E qualquer investigação sobre tortura na A. Latina que não chegue á Escola Das Américas é falsa. Vejam no link abaixo um pouco sobre Escola da Américas e concluirão que essa Comissão da Verdade é piada.


E ainda têm a cara de pau de invocar a Argentina. Ora, na Argentina, Alfonsin levou às barras dos tribunais em primeiro lugar, os chefes do Golpe, como General Videla, Almirante Massera etc.

Essa turminha tirada a valente teria coragem de pedir o julgamento de Jarbas Passarinho e ou de outros líderes de 64, importantes, que ainda estão vivos, civís e militares, incluindo empresários? Em primeiro lugar não poderiam ficar de fora, D. Evaristo Arns, Sarney, General Leônidas Pires, Maluf, etc.

Essa comissão da verdade veio a calhar para todos aqueles que têm medo da verdade, até para setores militares que preferem inteligentemente sacrificar o seu corporativismo, para salvar ideologias da moda, mas convenientes à manutenção do sistema e fortalecimento de seu grupo dentro das forças armadas.

Portanto, a verdadeira bandeira é

Abaixo o decreto 4.553, de 27 de dezembro de 2002.

E para completar, alguns trechos do link acima sobre Escola das Américas que mostram claramente que nem essa Comissão da Verdade, nem a turma dos Direitos Humanos da ONU, nem esse governo e nem essa turminha que está pedindo a dita comissão querem realmente apurar nenhuma verdade.

“...Escola das Américas (em inglês School of the Americas), a partir de 2001 renomeada como Western Hemisphere Institute for Security Cooperation (WHINSEC)Instituto do Hemisfério Ocidental para a Cooperação em Segurança é uma instituição mantida pelos EUA que ministra cursos sobre assuntos militares à oficiais de outros países.
Atualmente situada em Fort Benning, Columbus, Georgia, EUA, a escola esteve de 1946 a 1984 situada no Panamá, onde se graduaram mais de 60.000 militares e policiais de cerca de 23 países de América Latina, alguns deles de especial relevância pelos seus crimes contra a humanidade como os Generais Leopoldo Fortunato Galtieri ou Manuel Antonio Noriega...
...Alguns historiadores citam Klaus Barbie, nazi e criminoso de guerra, como um dos possíveis colaboradores diretos ou indiretos da organização durante o regime do General Hugo Banzer da Bolívia[1] Hugo Banzer foi graduado no treinamento na Escola das Américas. Klaus Barbie, fora anteriormente protegido e empregado pela agencia de espionagem americana "Counter Intelligence Corps", que antecedeu a a CIA (Central Intelligence Agency)...

...Durante as seguintes décadas cooperou com vários governos e regimes totalitários e violentos. Vários dos seus cursos ou adestramentos incluíam técnicas de contra insurgência, operações de comando, treinamento em golpes de Estado, guerra psicológica, intervenção militar, técnicas de interrogação. Manuais militares de instrução destas iniciativa, primeiramente confidenciais, foram liberados e publicados pelo pentágono Americano em 1996. Entre outras considerações, os manuais davam detalhes sobre violações de direitos humanos permitidos, como por exemplo o uso de tortura, execuções sumárias, desaparecimento de pessoas, etc definindo seus objetivos como sendo o de conter e controlar indivíduos participantes em organizações sindicais e de esquerda...

...De acordo com o senador democrata Martin Meehan (Massachusetts): "Se a Escola das Américas decidisse celebrar uma reunião de ex-alunos, reuniria alguns dos mais infames e notórios malfeitores do hemisfério".
A Escola das Américas, desde 1946, treinou mais de 60 mil militares da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Dentre eles, destacam-se os assassinos de Dom Oscar Romero e do bispo guatemalteco D. Juan Girardi, e de seis padres jesuítas e quatro americanos assassinados em El Salvador, em 1989...

... Graduados Notáveis

Entre os graduados mais reconhecidos encontram-se importantes instigadores de crimes de guerra ou contra a humanidade, alguns deles também relacionados estreitamente aos esquadrões da morte e ao crime organizado bem com com ligações com a CIA estado-unidense:
  • General Manuel Noriega, responsável pela ditadura militar no Panamá, e antigo colaborador da CIA, esteve preso por vários anos nos Estados Unidos por sua relação com o narcotráfico, atualmente segue preso, porém foi transferido para o Panamá;
  • General Hugo Banzer, responsável pelo sanguinário golpe na Bolívia em 1971 e sua subsequente ditadura militar que se prolongou até 1978. Hugo Banzer foi incluído em 1988 no Hall da Fama da Escola;
  • Roberto D'Aubuisson, graduado en 1972 e depois parte do serviço de inteligência de El Salvador, acusado como líder de esquadrões da morte, entre outros crimes e delitos.
  • General Héctor Gramajo, ex-ministro de Guatemala, autor de políticas militares genocidas nos anos oitenta.
  • Roberto Eduardo Viola, promotor do golpe de estado na Argentina em 1976.
  • Leopoldo Fortunato Galtieri, precursor da Guerra das Malvinas (1982), líder da Junta Militar da Argentina que supervisionou desde 1981, os dois anos finais da "guerra suja", onde se torturaram mais de 100.000 pessoas, e posteriormente mais de trinta mil foram assassinadas e desaparecidas.
  • General Guillermo Rodríguez, responsável pelo golpe de estado de 1972 a 1976 no Equador.
  • Vladimiro Montesinos, advogado, militar, colaborador inicial da CIA, responsável pelo Serviço de Inteligência do Peru durante o polêmico governo de Alberto Fujimori. Acusado de repressão política, incitador do golpe de estado e de arrecadar enorme fortuna graças a sua estreita ligação com o narcotráfico.
  • Apesar de não haver confirmação oficial, há informação de que também foram alunos da Escola das Américas: Augusto Pinochet, General e ditador chileno, e Anastasio Somoza, ditador de Nicaragua...
... Em 1976, uma Comissão parlamentar do Partido Democrata dos Estados Unidos, durante o governo de Jimmy Carter, reconheceu as ditas práticas e obrigou a Escola a suspender as suas actividades. Em 1977, diante das provisões dos Tratados Tratados Torrijos-Carter relativos ao Canal do Panamá os Estados Unidos aceitaram a demanda panamenha de retirar de seu país a escola para recolocá-la em território americano em Fort Benning, Georgia.
Em 1984, o governo de Ronald Reagan autorizou o reinício dos treinamentos de contra guerrilha na Escola. Anteriormente em 1983, revisou-se o manual mais polêmico que instruía em tortura e que vinha sendo utilizado por duas décadas. O manual passou a ser chamado de Human Resource Exploitation Training Manual ('Manual de adestramento para a exploração de recursos humanos)...
... Em 2004 a Venezuela informou que não mais enviaria seus cadetes para treinamento na organização americana, decisão que dois anos mais tarde foi seguida pelos governos da Argentina e do Uruguai. Recentemente em maio de 2007, a Costa Rica deixou de enviar membros de sua Força Policial também.[...”
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Esse último parágrafo gera uma pergunta que não quer calar: E o Brasil? Continua lá?