A SEMANA

EDUARDO AZEREDO, A MEDIOCRIDADE PONTIFICANDO


Laerte Braga


O deputado federal e ex-governador de Minas Eduardo Azeredo não é nada além de filho de Renato Azeredo. E com uma diferença capital em relação ao pai. Renato Azeredo era um político íntegro e leal. Quando governava Minas Azeredo não tomava uma decisão sequer sobre nada sem antes consultar o trio que comandava o estado. Sua mulher, o vice-governador Maresguia e o ex-deputado (renunciou para evitar a cassação por corrupção) Roberto Brant.

Se pelo menos um não fosse encontrado em momentos de decidir sobre se a pista tinha mão única ou não, a seqüência era trocar a roupa molhada diante da pressão e da incapacidade de falar e andar ao mesmo tempo.

Eduardo Azeredo é autor de um projeto lei, quando ainda era senador e que cria formas de censura na Internet. É um dos principais integrantes do grupo liderado por José Sarney que tenta a todo custo impedir o ingresso da Venezuela no MERCOSUL. Eduardo Azeredo foi quem descobriu Marcos Valério para negociar “fundos de campanha”.

Em sua tentativa de reeleição ao governo de Minas, isso em 1998, foi traído por mais da metade do seu próprio partido, que apoiou Itamar Franco. Inclusive o ex-presidente FHC candidato àquela época à reeleição e, que se esquivou de pedir votos para ele evitando um confronto direto com Itamar e fazendo com que determinados assuntos que pudessem complicar a reeleição viessem à tona ficassem sepultados.

Essa traição, na prática, como quase todas, foi um exercício de sobrevivência. O grupo liderado por Aécio Neves sabia que Azeredo era e é fraco, incapaz e poderia colocar a perder projetos futuros. Seu governo foi um desastre total e absoluto, o pior desde a redemocratização. Pior inclusive que Newton Cardoso, no máximo igual, ressalvados os “estilos”.

O ex-governador criou uma fundação com o nome do pai. Recebe verbas públicas, faz contratos com governos estaduais e no velho esquema de transferir recursos para o leite das crianças, soma-se às inúmeras fundações criadas por tucanos para, num rodízio, continuarem agarrados às tetas das verbas públicas.

A investigação que o CNJ – Conselho Nacional de Justiça – faz sobre a Fundação Renato Azeredo – mostra, de saída, uma série de irregularidades e transferências de recursos públicos sem explicações, para mais uma arapuca. Com dimensão bem maior, por exemplo, que as arapucas montadas por alguns aliados de Lula/Dilma no Ministério dos Esportes desde Orlando Silva.

A denúncia sobre as fraudes milionárias do esquema tucano de Eduardo Azeredo foram feitas pelo jornalista Leandro Fortes da revista CARTA CAPITAL, envolvem Ricardo Parente, o operador das negociatas e funcionário do TST – Tribunal Superior do Trabalho – um dos homens de confiança de Gilmar Mendes, ministro do STF – Supremo Tribunal Federal e podem ser vistas em


O relevante, o que deve ser notado, é o esquema de rodízio entre “fundações” e similares do PSDB em vários estados brasileiros, no afã de buscar recursos públicos e deles sobreviver, ou melhor, enriquecer. A quadrilha atua em amplo espectro e dispõe de força suficiente para tal, desde as privatizações do governo FHC. Toda a sordidez desse processo foi revelada no livro A PRIVATARIA TUCANA, do jornalista Amaury Ribeiro, curiosamente, levantamento encomendado por Aécio Neves para neutralizar José Serra. Ou seja, ninho de cascavéis.

É bem mais que uma simples apropriação de recursos públicos, faz parte de todo um contexto político e econômico que tem como objetivo retomar o poder e passar definitivamente a escritura do Brasil para bancos, grandes corporações e latifúndio.

Nessa mediocridade que pontifica o espetáculo dos dias atuais, o príncipe William, aquele casado com Kate, em viagem ao Brasil divulga – obviamente remunerado para isso – o rugby como esporte. Escolhem crianças de famílias pobres e jogam o jogo num campo qualquer, cercado de jornalistas da mídia de mercado, boa parte com babador, para a hipótese de conseguir chegar perto de S.A.R. – Sua Alteza Real – e beijar-lhe as mãos enquanto se ajoelha. Como diz Millôr Fernandes, “quem muito se ajoelha para os ricos, acaba mostrando o traseiro para os pobres”.

A indigência absoluta da mídia de mercado (as grandes redes de tevê, rádio e os grandes jornais), parte significativa – bota significativa nisso – na tarefa de alienar e tratar das gerações futuras, nos moldes zumbis.

A maneira como o príncipe William é tratado lembra a entrada de Carlota Joaquina na corte do Rio de Janeiro, cheia de piolhos e saudada como sua majestade absoluta. A Grã Bretanha, principal colônia norte-americana da Comunidade Européia, sobrevive das bases militares da OTAN (Organização do Tratado Atlântico Norte), organização terrorista que, entre outras atividades, controla uma base nas ilhas Malvinas (tomada aos argentinos) onde, em flagrante desrespeito às leis e tratados internacionais, mantém ogivas e armas nucleares.

O susto de Dilma Roussef com a queda do PIB – Produto Interno Bruto – brasileiro levou a presidente a criticar os países da Comunidade Européia e a afirmar que “estão tratando mal da crise que os afeta, afetando também países como o Brasil”. Não nega, no entanto, a participação no socorro a esses países, mais precisamente a esses bancos e grandes corporações européias em vias de falência. Ajuda nesse caso é outro nome para a “derrama”. Aquele negócio de imposto escorchante pago à matriz.

Dilma é uma presidente sem rumo.

Os responsáveis pelo Big Brother de Israel (a praga existe em todo o mundo) dopam os participantes para obter um desempenho dentro das expectativas dos patrocinadores.

O governo sionista de Israel dopa o mundo inteiro no terrorismo de Estado. O Brasil, por obra e graça de Lula – o tratado de livre comércio com aquele país – vai sendo engolido pelas beiradas e cada vez mais tomando a forma de entreposto do complexo ISRAEL/EUA TERRORISMO S/A.

O próprio José Serra mais uma vez candidato a prefeito de São Paulo (para tentar o trampolim e um salto à presidência em 2014), chama o País de Estados Unidos do Brasil. Não sabe que depois da Constituição de 1946, tivemos a polaca – constituição outorgada pela ditadura – de 1967 e a de 1988, gerada no ventre do Congresso Nacional Constituinte.

A bola da vez do complexo terrorista que controla o que chama de globalização é a Síria. Tropas da OTAN já, disfarçadas de defensores da democracia, atuam dentro daquele país e destroem o que podem, como fizeram na Líbia.

Israel quer armas “pesadas” de última geração para atacar o Irã. Foi o pedido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahau ao presidente dos EUA, Barack Obama. Perto de 10 mil palestinos já morreram desde a ofensiva contra Gaza, na “missão humanitária” de limpar a região de “impuros”. A Líbia já está sendo fracionada e a parte onde o petróleo é a grande riqueza fica sob controle dos EUA.

No dia Internacional da Mulher a jovem Becka Hunt, de 20 anos, ganhou o direito de fabricar um determinado modelo de sapatos para a duquesa de Cambridge, ou seja, Kate Middleton, mulher do príncipe William. Foi a vencedora de uma competição com vários participantes e segundo disse “é tão emocionante. Acabei de conhecer Kate e agora estou fazendo um par de sapatos para ela”. O sapato foi inspirado no anel de noivado da duquesa. Azul com bordados brancos nas laterais e uma abertura à frente.

Eliton Miranda Passos, 22 anos, trabalhava na coleta de lixo na cidade de Votuporanga, em São Paulo. Num belo dia, enquanto ia coletando os sacos de lixo, viu uma bela mulher e cantou o “ai se eu te pego”. A mulher em questão era casada com um Policial Militar e Eliton apareceu morto. Assassinato.

São os bravos defensores da lei e da ordem... A das elites, dos donos. São os “trabalhadores” sem lugar de classe.

A mediocridade é só resultado da barbárie capitalista espalhada por todos os cantos. E Eduardo Azeredo é um pálido exemplo de como age esse tipo de gente.

Uma comissão de juristas pretende levar o massacre de Pinheirinhos em São José dos Campos, SP, a tribunais internacionais de direitos humanos. Está levantando dados para exibir e provar toda a estupidez da PM de São Paulo sob a batuta de Geraldo Alckimin (organização terrorista OPUS DEI) e um desembargador e uma juíza do Judiciário estadual. Os corpos dos mortos e o relatório sobre feridos, mulheres estupradas por PMs nada disso apareceu. Todo o repertório de boçalidade que se vê no dia a dia contra trabalhadores num só episódio. Vergonhoso, mas o retrato das elites brasileiras padrão Naji Nahas.

Golpistas de 1964 que apunhalaram o País e os brasileiros pelas costas escondem-se de responder pelas torturas, estupros, assassinatos, atrás de desafios ao governo, entrevistas cínicas e despudoradas de generais de fancaria, acobertados pela mídia de mercado, GLOBO à frente, na covarde tentativa de fugir de suas responsabilidades. São ou foram valentes com presos algemados, imobilizados e são covardes para assumir a barbárie.

Tortura ainda é uma realidade em nossos presídios, como ausência de políticas de recuperação de condenados, de viciados em droga, numa dimensão que a sociedade não vê, não sente, pois está sempre oculta no desprezo das elites pelo ser humano.       

Está aberta, faz tempo, a temporada de caça. O rei da Espanha adora. Paga cinco mil dólares por búfalo que abate numa reserva especial na Suíça.