
De: Fernando Augusto Botelho
Semana em que a Justiça mostrou que é COMPRADA.http://juntosomos-fortes.blogspot.com/2012/01/pinheirinho-em-alerta-moradores.html, Pinheirinhos sofre retaliações e hoje, domingo já são sete mortos.
www.anf.org.brDe acordo com informações de moradores, o número de mortos já está em sete pessoas no confronto do Batalhão de Choque no Pinheirinho. Há relatos também de mulheres grávidas e crianças feridas. Organizações de direitos humanos se mobilizam em todo o país para evitar uma chacina. Em breve mais inform...

Foto Enviada por Paulo Avila

L'America che sostiene di voler portare democrazia nel mondo arabo si comporta come il TERZO REICH !
De: IL PUTTANAIO
Fotos(Charges) abaixo Tiradas do Orkut dePaulo Avila.


" NAO hÁ NADA A FAZER QUE NÃO PODE SER FEITO"SOMOS A BASE DA PIRAMIDE, O POVO..... se o POVO quiser não tem OPRESSAO DO TOPO. Juntos somos Fortes
all you need is love. the beatles
http://youtu.be/n6Sr_IZxqfM
Não há nada que você possa fazer que não possa ser feitoNada que você possa cantar que não possa ser cantadoNada que você possa dizer, mas você pode aprender como jogar o jogoÉ fácil
Nada que você possa fazer que não se possa fazerNinguém a quem você possa salvar que não possa ser salvoNada que você pode fazer, mas você pode aprender como ser com o tempoÉ fácil
Não há nada que você possa saber que não possa ser conhecidoNada que você possa ver que não possa ser vistoNenhum lugar onde você possa estar que não seja onde você quer estarÉ fácil
BLOG VOLTADO PARA A INTEGRAÇÃO LATINO AMERICANA, A DISCUSSÃO E O DEBATE SOBRE O BRASIL QUE QUEREMOS, ARTIGOS, COMENTÁRIOS DIÁRIOS SOBRE ESSES ASSUNTOS. A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO POPULAR NO PROCESSO POLÍTICO, A LUTA POR TRANSFORMAÇÕES ESTRUTURAIS. SE SOMOS A BASE DA PIRÂMIDE NOS CABE O DIREITO LEGÍTIMO DE DEFINIR O QUE VAMOS CARREGAR. VAMOS DISCUTIR E DEBATER, POIS JUNTOS SOMOS FORTES
Drogas Uma Guerra Perdida? Para que esta realidade sujeita a todos nós tenha fim ou redução Assista
A Primeira condição para se mudar a realidade é conhece-la - Eduardo Galeano. -' Só a Participação Cidada é Capaz de Mudar o paí'. Betinho . Não fique fora desta, participe, UM OUTRO MUNDO É POSSIVEL e Juntos Somos Fortes. Este PPS faz parte do PROJETO COMPAIXÃO E Cidadania que agora abraçamos e divulgamos sugerindo a todos repetir o feito.
sábado, 21 de janeiro de 2012
Em Charges , a Semana Desenhada
Cassado sem provas Enfim, ZÉ DIRCEU ABSOLVIDO
Uma vez disseram ao Idiota que sua mulher o traía.
O Idiota encheu a mulher de pancadas e a expulsou de casa. O Espertalhão que inventou a mentira contratou alguém para dar bengaladas na mulher injuriada e pagou a vizinhança para inventar mais mentiras.
Só o bêbado do bairro teve percepção de que o Espertalhão queria conquistar a mulher do Idiota, mas a mulher do Idiota não se rendeu às hipocrisias do Espertalhão e manteve seu caráter pedindo que provassem do que a acusavam.
O Espertalhão continuou inventando mentiras sem nunca apresentar prova alguma e pouco a pouco, pessoa a pessoa, a vizinhança foi se apercebendo que todos foram feitos de idiotas.
Arrependidos, cada vizinho foi para casa e fechou as janelas de vergonha da mulher do Idiota que continuou caminhando pelas ruas do bairro com toda sua dignidade, enquanto até o Espertalhão evitava falar no assunto por receio de ser identificado como tão idiota quanto o Idiota.
Um dia o bêbado se pôs a gritar na frente da casa do Idiota, perguntando se não tinha vergonha de ser tão idiota. A vizinhança se animou e veio a porta do Idiota exigindo que pedisse explicações ao Espertalhão por fazer a todos de idiotas.
Então o idiota do Idiota abriu timidamente a porta e sem noção de que atitude tomar, acabou inflando o peito das ignorâncias que lhe são próprias e encarou a vizinhança assumindo a idiotice que o caracteriza, gritando para todos: “- Sou Idiota, mas não sou corno!”
Leia abaixo outras versões da mesma história e veja com quem você se identifica: com o bêbado, com o Espertalhão mentiroso, com a vizinhança enganada ou com o corno auto presumido do Idiota:
Raul Longo
Enviado
De: Paulo Á vila/SP
sábado, 21 de janeiro de 2012
JUSTIÇA ABSOLVE ZÉ DIRCEU E DÁ PUXÃO ORELHAS NOS PROMOTORES
Quem acompanhou o caso e entende o minimo de politica e manipulação midiática, ja sabia disso, mas agora foi a vez da Justiça Federal dizer o que ja sabíamos a tempo, ou seja, a mídia inventou, e o povo acreditou.
Por Blog Marivalton A Justiça Federal concluiu “não haver qualquer indício de ato de improbidade” cometido pelo ex-ministro José Dirceu durante o período em que exerceu a chefia da Casa Civil da Presidência da República, no primeiro governo Lula. Por esse motivo, seu nome foi retirado do processo movido contra ele na 9ª Vara Federal Judiciária do Distrito Federal.
A ação por improbidade administrativa havia sido proposta pelo Ministério Público Federal – o mesmo que, sem relacionar nenhum fato concreto a Dirceu, o acusou de comandar um suposto esquema de compra de votos para que deputados votassem a favor de projetos do governo.
A denúncia, que a mídia e o ex-deputado Roberto Jeferson batizaram de “mensalão”, jamais foi comprovada, mas deu origem a um processo no STF (Supremo Tribunal Federal) contra 40 pessoas, ainda não concluído, e mais cinco contra Dirceu, entre eles este em que agora foi inocentado.
Em sentença publicada no Diário da Justiça, o juiz da 9ª Vara, Alaor Piacini, acolheu a defesa prévia apresentada por Dirceu e seu advogado, Rodrigo Alves Chaves, e o excluiu liminarmente da ação.
Um dos argumentos em que fundamentou sua sentença, segundo o juiz, é que, de acordo com a jurisprudência do STF, ministros de Estado, cargo que Dirceu ocupava quando teria praticado o ato do qual foi acusado, por atuarem sob a égide da Lei do Crime de Responsabilidade, não se submetem à Lei de Improbidade Administrativa.
Além disso, o juiz considerou, ainda, não haver quaisquer indícios de ato de improbidade praticados por Dirceu. Por fim, Piacini, em sua sentença, criticou severamente a postura adotada pelos procuradores da República por proporem cinco ações de improbidade versando sobre os mesmos fatos.
A NOTICIA SOBRE O MENSALÃO
QUE A VEJA NÃO DEU
Deputado petista vai receber 20 mil reais de indenização da Editora Abril - 05/03/2009
A 4ª Turma Cível do TJDFT decidiu manter a sentença do juiz da 16ª Vara Cível de Brasília que condenou a Editora Abril S.A a indenizar por danos morais o deputado federal Carlos Augusto Abicalil (PT/MT).
A indenização por danos morais, arbitrada em 20 mil reais, deverá ser paga solidariamente pela editora e pelos autores da reportagem veiculada na revista Veja que deu ensejo à ação judicial. Na inicial, o deputado alega que a edição da revista Veja de nº 1938, veiculada em 11 de janeiro de 2006, publicou matéria com afirmações inverídicas e injuriosas intitulada "Não li e não gostei".
Os repórteres responsáveis pelo conteúdo da matéria afirmam que o deputado Carlos Abicalil teria sido escalado para integrar a Comissão Parlamentar de Inquérito dos Correios com a incumbência de tentar melar o andamento das investigações em relação ao esquema conhecido como "mensalão".
Diz a matéria: "Mesmo com a inclusão de Azeredo, os governistas ainda não desistiram de tentar melar a CPI. Já escalaram até um deputado, Carlos Abicalil, petista de Mato Grosso e integrante da comissão, para o trabalho sujo. Abicalil é um especialista em trabalhos sujos(...)".
Ao contestar a ação, a Editora Abril invocou o direito de informar, garantido constitucionalmente, e afirmou que a expressão "trabalho sujo" era apropriada, já que a escalação do deputado para integrar a CPI tinha como objetivo tentar afastar alguns nomes apontados no relatório parcial da comissão como supostos integrantes do "mensalão".
Na sentença de 1ª Instância, o juiz considerou que houve manifesta extrapolação da ré no seu direito de informar e noticiar fatos. De acordo com o magistrado, ao atribuírem a pecha de "especialista em trabalhos sujos" ao deputado, os autores do texto jornalístico lançaram conceitos lesivos à honra do requerente.
O relator do recurso confirmou a condenação imposta pelo juiz. Em seu voto, ele afirma:
A dignidade da pessoa humana é um bem tão importante que está garantido na Constituição Federal. A liberdade de imprensa não autoriza o uso de palavras injuriosas que acarretem danos à honra e à imagem dos indivíduos
Convocatória: Esforço final para dar a vitória á Vale no concurso de pior empresa do mundo
Convocatória: Esforço final para dar a vitória á Vale no concurso de pior empresa do mundo
Convocatória: Esforço final para dar a vitória á Vale no concurso de pior empresa do mundo
Amigos/as e companheiros/as
No início de janeiro, a Vale foi indicada ao premio de pior corporação do mundo no Public Eye Award, que todos os anos elege, por voto popular no mundo todo, a empresa com os maiores problemas sociais e ambientais do planeta.
Do penúltimo lugar na primeira semana do concurso, a Vale passou ao segundo nos últimos dias, e tem todas as chances de ganhar. Para as milhares de pessoas que sofrem com os desmandos desta multinacional brasileira, que foram desalojadas, perderam casas e terras, que tiveram amigos e parentes mortos, que sofreram perseguição política, que foram ameaçadas por capangas e pistoleiros, que ficaram doentes, tiveram filhos e filhas explorados/as, foram demitidas, sofrem com péssimas condições de trabalho e remuneração, e tantos outros impactos, conceder à Vale o titulo de pior corporação do mundo é muito mais que vencer um premio. É a chance de expor aos olhos do planeta seus sofrimentos, e trazer centenas de novos atores e forças para a luta pelos seus direitos e contra os crimes cometidos pela empresa.
Por isso vale que façamos um grande esforço coletivo para levar a Vale ao pedestal da vergonha corporativa durante um dos maiores eventos do capital mundial, o Fórum Econômico de Davos, onde a vencedora do Public Eye será anunciada.
Temos até o dia 26 de janeiro para levar a Vale à vitória.
O atual resultao ate hoje dia 20 de janeiro é:
Às 9 h desta sexta, a Vale está a apenas 347 votos da Tepco na corrida pelo primeiro lugar no Public Eye Award. Creio que conseguiremos levar a dita à vitória, se fizermos um esforço final até o dia 26
Tepco 15'473 votes
Tepco 15'473 votes
VALE 15'126 votes
SAMSUNG 14'110 votes
BARCLAYS 8'399 votes
AYNGENTA 4'766 votes
FREEPORT 2'604 votes
Por isso nos ajude com seu voto. Eleja a VALE a pior empresa do mundo, com isso demonstraras tua solidariedade, para todas as familias que são afetadas pela pratica irresponsavel da empresa. seja como seus empregados (tanto nas minas, como nas fabricas de fertilizantes...) seja ao longo dos trilhos dos seus trens, seja na Africa, aonde anda se apoderando de minas, e afetando familias,em especial em Moçambique.
Entre na pagina
e vote http://www.publiceye.ch/en/vote/vale/ edivulgue com seus amigos e colegas.
"A solidariedade é a mais bela qualidade do ser humano"
atenciosamente
Joao Pedro Stedile
pelo MST e Via campesina Brasil/internacional
José Rouillon Delgado
Celular: 9-9499-0960
Nós CORROBORAMOS e pedimos nos ajuntando aos que já aderiram a esta campanha. A VALE NAO VALE, juntos somos fortes.
a Mafia da Saude: Da série "O Capitalismo é uma m(*)" : Secretário de Dilma morre por falta de atendimento (era negro e estava sem o talão de cheques)
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Pescado no Blog do Mario - Clique no título abaixo e visite o Blog.
Da série "O Capitalismo é uma m(*)" : Secretário de Dilma morre por falta de atendimento (era negro e estava sem o talão de cheques)
"Duvanier simbolizava a política de recursos humanos do governo federal. Foi uma perda enorme" -
Miriam Belchior, ministra do Planejamento
Duvanier Paiva, que cuidava do funcionalismo federal, passou pelos hospitais Santa Lúcia e Santa Luzia, mas, sem um talão de cheque, foi barrado. Polícia vai investigar o caso
O secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, morreu às 5h30 de ontem, aos 56 anos. Após sofrer um infarto agudo do miocárdio quando estava em casa, na 303 Sul, foi levado aos hospitais Santa Lúcia e Santa Luzia. Mas, sem um talão de cheques em mãos, teve o atendimento negado. Ele era conveniado da Geap, plano não coberto pelos dois hospitais, segundo as centrais de atendimento. Quando chegou ao Hospital Planalto - o terceiro na busca por uma emergência -, o quadro já estava avançado e os médicos não conseguiram reanimá-lo.
Procurado pelo Correio, o Hospital Santa Lúcia informou que o caso estava sendo avaliado pelo seu Departamento Jurídico. O Santa Luzia garantiu não ter qualquer registro da entrada de Duvanier na emergência. "Iniciamos um levantamento para verificar o assunto", assegurou Marisa Makiyama, diretora técnica assistencial do estabelecimento. O Hospital Planalto ressaltou que não se pronunciaria devido ao fim do expediente. Duvanier era o responsável pela gestão dos servidores públicos federais e o homem forte da presidente Dilma Rousseff para liderar as negociações com sindicatos e demais entidades representantes do funcionalismo.
O diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal, Onofre Moraes, afirmou que, diante das denúncias de servidores e dos relatos levados a ele pelo Correio, abrirá inquérito para apurar as condições e o atendimento recebido por Duvanier Paiva nos hospitais Santa Lúcia e Santa Luzia. Se comprovado que houve negligência, os responsáveis poderão ser punidos. A exigência de cheque, cartão de crédito ou outros valores a título de caução para pacientes que alegam possuir plano de saúde é expressamente ilegal.
Órgãos de defesa do consumidor ouvidos pelo Correio consideraram gravíssima a recusa de atendimento a Duvanier, vítima de infarto. O artigo nº 39 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) determina, em seu inciso 5º, que o prestador de serviço não pode exigir "vantagem manifestamente excessiva" do consumidor - caso no qual se encaixa o caução, uma vez que o próprio plano de saúde é a garantia do hospital.
Estado de perigo
Desde 2003, a Resolução Normativa nº 44 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) também proíbe a cobrança de qualquer tipo de garantia adicional antecipada ou durante a prestação de serviço. "Não é só ilegal. É muito ilegal. Além dessas regulamentações específicas, o Código Civil protege o cidadão das cobranças abusivas no que é classificado como Estado de Perigo, que são essas situações extremas na qual o sujeito está defendendo a própria vida, como quando ele chega a um hospital buscando atendimento de emergência", enfatizou Joana Cruz, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
O diretor-geral do Procon-DF, Oswaldo Morais, afirmou que a recusa de atendimento é injustificável, uma vez que a identificação do paciente junto ao plano de saúde é simples de ser feita. "Os hospitais conveniados mantêm contato permanente com as operadoras. Com o número do CPF, é perfeitamente possível saber se a pessoa tem ou não o plano", afirmou. E mesmo no caso de o hospital não aceitar o plano do paciente, o atendimento, diante do risco de morte, deve ser feito do mesmo jeito, com ressarcimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Morais ressaltou que o Procon pode intervir imediatamente na questão, caso seja acionado. "Nas situações em que somos avisados, podemos entrar em contato com o hospital ou com a operadora e tentar solucionar a questão rapidamente", completou. Quando há prejuízo à saúde ou nos casos de morte pela negativa do atendimento, a família deve procurar a Justiça - nos Juizados Especiais Cíveis, em ações menores do que 40 salários mínimos ou na Justiça comum, para processos com valor acima desse teto.
Joana Cruz, do Idec, assinalou que não há números precisos para esse tipo de ocorrência, mas que as reclamações de exigência de cheque-caução na rede privada de hospitais são corriqueiras. "Foi exatamente por essa frequência que a ANS baixou essa determinação", concluiu.
Marcadores: Preconceito, Saúde, Solidariedade, Ética
O Peso das Eleições Municipais
O Peso das Eleições Municipais
por Marcos Coimbra
O ano mal começou, mas as atenções do meio político já se voltam para as eleições municipais de outubro. Tendemos a dar-lhes uma importância que, raramente, têm. Talvez por sermos um país marcado pela excepcionalidade da democracia – o que nos leva a considerar qualquer eleição como “fundamental” -, talvez por fazermos uma analogia equivocada com o processo político de outros países, não costumamos olhá-las pelo que, efetivamente, representam.
Elas não equivalem, por exemplo, às eleições “de meio período” norte-americanas, embora ocorram, aqui e lá, sempre no segundo ano de uma administração. Nos Estados Unidos, como em outros países, as chamadas midterm elections renovam parte do Legislativo nacional e servem de aferição de aprovação presidencial na metade do mandato. Ter nelas um mau desempenho (como aconteceu, em 2010, com o Partido Democrata), é visto como sinal de dificuldades na eleição seguinte.
No Brasil, não faz sentido imaginar que os votos nos candidatos a prefeito ou vereador sejam manifestações a favor ou contra o presidente e seu governo. Temos uma ampla evidência, baseada em estudos e pesquisas, que mostra que a vasta maioria dos eleitores não escolhe dessa maneira os ocupantes desses cargos.
Desde a redemocratização, somente em 1988 tivemos uma eleição em que uma pauta nacional foi relevante na escolha de prefeitos. É a exceção que confirma a regra. Depois de ter vencido, em 1985, as eleições em 19 capitais, e de ter feito, em 1986, 22 governadores (nos 23 estados então existentes), o PMDB de Sarney encolheu em 1988. Manteve apenas quatro capitais, enquanto os partidos de esquerda (PT, PDT e PSB) ganharam em dez, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro.
Muitas coisas explicam esses resultados, entre as quais os episódios de Volta Redonda, a uma semana da eleição, quando três operários em greve foram mortos por tropas do Exército, na entrada da Companhia Siderúrgica Nacional. Nem precisa dizer o quanto isso chocou o País, recém-saído da ditadura.
Em questão de dias, as pesquisas mostraram o crescimento de candidaturas de oposição ao governo, com claro indício de que estava em formação uma onda de votos de protesto. Começou a ficar claro, ali, o quadro muito desfavorável ao Sarney e ao PMDB, que se concretizaria na eleição presidencial do ano seguinte. Em 1989 foram 22 candidatos, todos contra Sarney.
Em nenhuma eleição municipal subsequente tivemos coisa parecida. Todas ocorreram na normalidade, sem eventos traumáticos que atingissem o eleitorado como um todo. Sequer o impeachment de Collor, a três dias das eleições de 1992, teve esse efeito. Por isso, o que aconteceu nelas teve pequena ou nenhuma consequência na eleição presidencial a seguir. Ao contrário do que imaginam alguns, elas nunca foram uma antessala, uma prévia, do que ocorreria dois anos depois.
Perder ou ganhar em muitas cidades não faz com que um partido se saia melhor ou pior na hora de escolher presidentes. Os partidos campeões em prefeitos (como o PMDB e, antigamente, o PFL) nunca se saíram bem, enquanto o PSDB e o PT, partidos apenas médios nesse quesito, venceram todas as últimas.
Triunfos em São Paulo, no Rio e nas grandes capitais não querem dizer (quase) nada. Nem Collor, nem Fernando Henrique, nem Lula precisaram ter prefeitos “seus”nessas cidades para chegar ao Planalto (ou lá permanecer). O mesmo aplica-se a Dilma e voltará a valer caso ela queira disputar o segundo mandato.
Quem precisa mesmo de prefeitos (e vereadores) são os candidatos a deputado de base local, para os quais o voto territorialmente determinado é fundamental ou, no mínimo, um complemento relevante da “cesta de votos”. É por seu impacto na composição da Câmara que as eleições municipais mobilizam as cúpulas nacionais dos partidos.
Em outras palavras: elas importam pouco na definição de quem vai ganhar a eleição presidencial, mas são decisivas para entender como funcionará o governo. A força relativa dos partidos, seu peso no ministério, o papel que desempenharão no Congresso, tudo isso depende de como se saírem nelas.
As eleições municipais são importantíssimas para as cidades e seus moradores. Na nossa administração pública cabe aos municípios assumir responsabilidades por políticas cruciais, especialmente para os pobres. Sem bons prefeitos e vereadores, sua vida concreta fica ainda mais difícil.
É por isso que os eleitores procuram escolher o que de melhor lhes é oferecido. Para alguns (poucos) basta saber de que lado estão os candidatos, a qual partido pertencem. Para a maioria, no entanto, a decisão costuma derivar da difícil avaliação dos atributos pessoais dos concorrentes.
Em 2008, Lula batia recordes de popularidade e a economia vivia ótimo momento. O PT fez 559 prefeituras (pouco mais que 10% do total) e só venceu em uma (Fortaleza) das cinco maiores cidades. Curado da doença, ajudará seu partido mais do que quando estava no poder? Até que ponto?
Enviada pelo autor Via mail
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Pinheirinho, Contra a especulação imobiliária, por dignidade!
De: José Carlos dos Santos De: "Sindipetro-SJC"
SINDIPETRO-SJC 
INFORME – 16/01/2012
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interesses da especulação imobiliária.
Os moradores do Pinheirinho ocuparam a área há oito anos e desde então aguardam na fila por casas populares. O bairro começou em 2004 com moradores que haviam sido enxotados de uma ocupação no Campo dos Alemães. A tal fila por casas populares mais que dobrou nos últimos 16 anos sob o governo
do PSDB.
Hoje, as casas populares construídas na cidade não são para os sem-teto, são para os trabalhadores que já tinham casa, mas foram desalojados pelo interesse da especulação imobiliária, como a Vila Rossi ou os bairros perto do rio Cambuí.
É a higienização tucana, o prefeito esconde os pobres para fazer de conta que não existe pobreza e favorecer intere$$es imobiliário$ das construtoras, que estão mandando na cidade. O setor financia campanhas eleitorais e injetou recursos na construção do novo fórum, que comprovadamente foi superfaturado, demonstrando
muita aproximação com o judiciário.
Os pobres que estão na fila pela moradia popular vão continuar esperando e não serão atendidos. É por isso que a regularização do Pinheirinho é tão importante para começar a resolver o problema da habitação na cidade. A área pode ser urbanizada e receber ainda outras famílias, além das cerca de três mil que moram no local.
Vale ressaltar que as três mil famílias não são invasoras, pois a terra tem a função social de alojar o homem. No caso do Pinheirinho, trata-se de uma ocupação de um terreno abandonado pela massa falida da Selecta, que pertence ao mega-especulador e criminoso financeiro Naji Najas e não cumpre nenhuma função social há
décadas. Os impostos do terreno não são pagos e, hoje, somam R$ 15 milhões. Sem contar que a posse do terreno é suspeita de fraude cartorial, ou seja, a área já deveria ter sido declarada área de interesse social faz tempo.
A Selecta é suspeita de falência fraudulenta por ter decretado concordata para fugir de um rombo de US$ 40 milhões. Para não pagar, Najas fechou a empresa e contou com a ajuda da justiça, que decretou falência, para não pagar o que devia.
Com a incompetência da prefeitura em tratar da moradia, a ocupação do Pinheirinho só cresceu mesmo sem água encanada, rede de esgoto, galerias pluviais, eletricidade e asfalto.
No sistema capitalista de exploração, não importa o que você é, importa o que você tem. Logo, famílias pobres não têm valor porque não tem dinheiro. E se não tem valor passa a ser o alvo da mídia (que vende o consumismo/capitalismo), do poder público e da justiça, que só funciona para prender ladrão de galinha. Já o criminoso financeiro Naji Najas só cumpriu poucos meses de prisão domiciliar.
Enquanto isso, ricos invadem mananciais e áreas de preservação ambiental, mas não são ameaçados de expulsão. A represa de Paraibuna, por exemplo, foi loteadora por residências de fim de semana. Quem invadiu aquela área não tem necessidade de moradia, mas para eles não tem desocupação e nem tropa de choque!
Essa liminar su$peita favorecendo a Selecta pode causar uma tragédia. Milhares de trabalhadores pobres (cerca de sete mil pessoas vivem no local) podem
ir pra “debaixo da ponte” com seus poucos pertences porque a prefeitura não criou nestes oito anos moradias para abrigá-los.
O prefeito e a juíza Márcia Loureiro querem usar a polícia para resolver a falta de moradia à base da violência. Onde estava esta juíza nestes oito anos que não exigiu do prefeito o direito constitucional destas pessoas à moradia?
Todos os moradores do Pinheirinho querem pagar a sua casinha, mas a prefeitura tem que parar de atrapalhar.
A gravidade da situação fez o governo federal se mexer. A presidência garantiu que o governo federal vai investir na legalização do bairro, na construção de casas populares, saneamento básico para os moradores do Pinheirinho e muitos outros que estão na fila da habitação e podem ser alocados na área. Contudo, o prefeito está de
birra e parece querer sangue. Além de não fazer nada nestes oito anos, o prefeito ainda impede que o governo federal faça.
Um departamento da USP (Universidade de São Paulo) já estuda um projeto de moradias para o Pinheirinho, que é a maior ocupação urbana da história do país. Até o famoso e importante arquiteto Oscar Niemayer já havia proposto o mesmo.
O poder municipal ignora o fato de que milhares de famílias não vão desaparecer só porque ele e uma juíza arbitrária de São José resolveram perseguir os pobres. Para negar a responsabilidade que tem, o prefeito alimenta a idéia preconceituosa de que o Pinheirinho existe por causa da migração. Imigração e migração são fatores humanos. São José foi construída com o suor e sangue de mineiros, nordestinos, enfim, pessoas de todas as regiões do país que em algum momento escolheram São José para viver.
Associar a falta de moradia na cidade com a migração é um crime contra todos os migrantes que construíram esta cidade.
A prefeitura aproveita que esses loteamentos são longe do centro, das regiões nobres e das áreas de especulação imobiliária para fingir que não enxerga o problema. A falta de moradia em São José é grave!
Todas essas pessoas de loteamentos clandestinos compraram o terreno, que a prefeitura permitiu que fossem vendidos, mas muitos correm o risco de despejo, como 180 famílias do bairro Jaguari.
Onde a prefeitura vai colocar tanta gente desalojada? Como vão viver os excluídos do faz de contas que é essa cidade?
Pelo fim da perseguição aos pobres e excluídos! Legalização dos loteamentos clandestinos e do Pinheirinho! Construção de casas populares já!
OBS: Veja charge em anexo.
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Via CASTOR
Data: 16/01/2012 15:11
Contra a especulação imobiliária, por dignidade!
Contra a especulação imobiliária, por dignidade!
INFORME – 16/01/2012
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Prefeitura impede negociação sobre Pinheirinho e agrava falta de moradia e violência à sem-teto
A luta do povo do Pinheirinho parece que só agora fez a população, o governo municipal e a imprensa perceberem que São José dos Campos tem moradores excluídos, enxotados para longe dos holofotes das regiões nobres e discriminados. Só em casos de gravidade extrema como este a sociedade percebe que São José é uma cidade maquiada, que persegue pobre, ignora a falta de moradia e age em função dosinteresses da especulação imobiliária.
Os moradores do Pinheirinho ocuparam a área há oito anos e desde então aguardam na fila por casas populares. O bairro começou em 2004 com moradores que haviam sido enxotados de uma ocupação no Campo dos Alemães. A tal fila por casas populares mais que dobrou nos últimos 16 anos sob o governo
do PSDB.
Hoje, as casas populares construídas na cidade não são para os sem-teto, são para os trabalhadores que já tinham casa, mas foram desalojados pelo interesse da especulação imobiliária, como a Vila Rossi ou os bairros perto do rio Cambuí.
É a higienização tucana, o prefeito esconde os pobres para fazer de conta que não existe pobreza e favorecer intere$$es imobiliário$ das construtoras, que estão mandando na cidade. O setor financia campanhas eleitorais e injetou recursos na construção do novo fórum, que comprovadamente foi superfaturado, demonstrando
muita aproximação com o judiciário.
Os pobres que estão na fila pela moradia popular vão continuar esperando e não serão atendidos. É por isso que a regularização do Pinheirinho é tão importante para começar a resolver o problema da habitação na cidade. A área pode ser urbanizada e receber ainda outras famílias, além das cerca de três mil que moram no local.
Vale ressaltar que as três mil famílias não são invasoras, pois a terra tem a função social de alojar o homem. No caso do Pinheirinho, trata-se de uma ocupação de um terreno abandonado pela massa falida da Selecta, que pertence ao mega-especulador e criminoso financeiro Naji Najas e não cumpre nenhuma função social há
décadas. Os impostos do terreno não são pagos e, hoje, somam R$ 15 milhões. Sem contar que a posse do terreno é suspeita de fraude cartorial, ou seja, a área já deveria ter sido declarada área de interesse social faz tempo.
A Selecta é suspeita de falência fraudulenta por ter decretado concordata para fugir de um rombo de US$ 40 milhões. Para não pagar, Najas fechou a empresa e contou com a ajuda da justiça, que decretou falência, para não pagar o que devia.
Com a incompetência da prefeitura em tratar da moradia, a ocupação do Pinheirinho só cresceu mesmo sem água encanada, rede de esgoto, galerias pluviais, eletricidade e asfalto.
No sistema capitalista de exploração, não importa o que você é, importa o que você tem. Logo, famílias pobres não têm valor porque não tem dinheiro. E se não tem valor passa a ser o alvo da mídia (que vende o consumismo/capitalismo), do poder público e da justiça, que só funciona para prender ladrão de galinha. Já o criminoso financeiro Naji Najas só cumpriu poucos meses de prisão domiciliar.
Enquanto isso, ricos invadem mananciais e áreas de preservação ambiental, mas não são ameaçados de expulsão. A represa de Paraibuna, por exemplo, foi loteadora por residências de fim de semana. Quem invadiu aquela área não tem necessidade de moradia, mas para eles não tem desocupação e nem tropa de choque!
Essa liminar su$peita favorecendo a Selecta pode causar uma tragédia. Milhares de trabalhadores pobres (cerca de sete mil pessoas vivem no local) podem
ir pra “debaixo da ponte” com seus poucos pertences porque a prefeitura não criou nestes oito anos moradias para abrigá-los.
O prefeito e a juíza Márcia Loureiro querem usar a polícia para resolver a falta de moradia à base da violência. Onde estava esta juíza nestes oito anos que não exigiu do prefeito o direito constitucional destas pessoas à moradia?
Todos os moradores do Pinheirinho querem pagar a sua casinha, mas a prefeitura tem que parar de atrapalhar.
A gravidade da situação fez o governo federal se mexer. A presidência garantiu que o governo federal vai investir na legalização do bairro, na construção de casas populares, saneamento básico para os moradores do Pinheirinho e muitos outros que estão na fila da habitação e podem ser alocados na área. Contudo, o prefeito está de
birra e parece querer sangue. Além de não fazer nada nestes oito anos, o prefeito ainda impede que o governo federal faça.
Um departamento da USP (Universidade de São Paulo) já estuda um projeto de moradias para o Pinheirinho, que é a maior ocupação urbana da história do país. Até o famoso e importante arquiteto Oscar Niemayer já havia proposto o mesmo.
O poder municipal ignora o fato de que milhares de famílias não vão desaparecer só porque ele e uma juíza arbitrária de São José resolveram perseguir os pobres. Para negar a responsabilidade que tem, o prefeito alimenta a idéia preconceituosa de que o Pinheirinho existe por causa da migração. Imigração e migração são fatores humanos. São José foi construída com o suor e sangue de mineiros, nordestinos, enfim, pessoas de todas as regiões do país que em algum momento escolheram São José para viver.
Associar a falta de moradia na cidade com a migração é um crime contra todos os migrantes que construíram esta cidade.
Falta de moradia ataca trabalhadores
de outros 94 bairros
O problema do Pinheirinho não é o único de São José. Existem 94 bairros clandestinos que ainda não foram legalizados pela prefeitura. A população desses locais sofre com a falta de rede de água e esgoto, asfalto, ônibus, orelhão público e toda a infra-estrutura necessária. É a total falência da política habitação na cidade!de outros 94 bairros
A prefeitura aproveita que esses loteamentos são longe do centro, das regiões nobres e das áreas de especulação imobiliária para fingir que não enxerga o problema. A falta de moradia em São José é grave!
Todas essas pessoas de loteamentos clandestinos compraram o terreno, que a prefeitura permitiu que fossem vendidos, mas muitos correm o risco de despejo, como 180 famílias do bairro Jaguari.
Onde a prefeitura vai colocar tanta gente desalojada? Como vão viver os excluídos do faz de contas que é essa cidade?
Pelo fim da perseguição aos pobres e excluídos! Legalização dos loteamentos clandestinos e do Pinheirinho! Construção de casas populares já!
OBS: Veja charge em anexo.
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SINDIPETRO – Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Destilação e Refinação de Petróleo
Rua das Azaleas, 57 Jd. Motorama São José dos Campos/SP CEP: 12224-060 Tel. (12) 3929-7188 Fax: 3902-7003
www.sindipetrosjc.org.br e-mail: sindipetrosjc@uol.com.br
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MASMORRAS E FOGUEIRAS PARA OS HEREGES DO MEGAUPLOAD!
O FBI tirou o Megaupload do ar, prendeu e indiciou funcionários, pretende queimar todos os arquivos.
Faz tempo que eu vi esse filme: é de 1966 e se chama Fahreinheit 451.
E houve outros mais antigos, com uns tais Adolf Hitler e Tomás de Torquemada como protagonistas.
Têm
motivos de sobra para inquietarem-se os paladinos da propriedade: quem
compartilha arte e cultura, acaba percebendo que todas as criações dos
seres humanos poderiam ser igualmente compartilhadas.
Que, somando esforços pelo bem comum, os homens hoje têm plenas condições de implantarem o paraíso na Terra.
Que a propriedade é o roubo, enfim: ela rouba o nosso direito à felicidade.
Então, como a compreensão destas obviedades é fatal para os poderosos, há que acionar-se a repressão e cortar o mal pela raiz.
Nem que seja recorrendo às soluções medievais: masmorras e fogueiras.
Assim caminha a desumanidade.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Documentos Revelados por Aluizio Palmar - Recomendamos leitura diaria

www.documentosrevelados.com.br
“Izabel Fávero - professora, presa em 1970, em Nova Aurora (PR). Hoje, vive no Recife, onde é docente universitária: “Eu, meu companheiro e os pais dele fomos torturados a noite toda ali, um na frente do outro. Era muito choque elétrico. Fomos literalmente saqueados. Levaram tudo o que tínhamos: as ...
No Chile , MUJICA pede desculpas as Vitimas da Ditadura.
Pelo menos mais cedo que no Brasil. Affff Bora BRASIL, um pedido de desculpas não é nada dificil diante de tantas boçalidades.....
www.redebrasilatual.com.br
Após visitar Lula, presidente do Uruguai diz que decisão de acatar sentença da OEA inclui abrir todos os arquivos do período de exceção militar
O CIDADÃO OBJETO - O CASO PINHEIRINHO
O CIDADÃO OBJETO– O CASO PINHEIRINHO
Laerte Braga
Um relatório divulgado por organizações sindicais européias mostra que os cortes em pensões, aposentadorias, salários e as demissões em massa tanto nos serviços públicos como na iniciativa privada não resolvem o problema da insolvência de países como a Grécia, a Itália, Portugal, Espanha e num efeito dominó, França, começando a aproximar-se da Alemanha.
Os tais cortes orçamentários em serviços básicos, direitos do cidadão, saúde, educação, transportes, lazer, segurança, nada disso modifica a situação, sequer faz cócegas em todo esse emaranhado de “crises”, que é parte do capitalismo e por assim o ser, é parte do processo de exploração do homem pelo homem.
Mobilizações populares por democracia – no sentido de participação popular – não têm sentido e nem alcançam seus objetivos, é o que demonstra a chamada Primavera Árabe. Saiu Mubarak no Egito, permanece a ditadura exercida pelos militares e toda a ordem repressiva construída ao longo de todos esses anos.
Governos não governam segundo a vontade popular. Representam interesses de bancos, grandes corporações e latifúndios.
Para manter essa situação se valem de dois instrumentos poderosos. Um, de alienação absoluta e completa, a mídia de mercado. Outro de dissuasão, o poder das armas.
Nações como tal desaparecem e dão lugar a corporações. Mitt Romney, principal pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos tem feitos sistemáticas afirmações que o país precisa de um gerente. Reflete essa vocação de governos a serviço de corporações ao afirmar que “adoro demitir pessoas”.
O movimento sindical, com exceções como a Grécia, num ou outro país, transforma-se gradativamente em braço desse poder na presunção que concessões garantem empregos e abrem perspectivas de que mais à frente o bolo será refeito – sem nunca ter sido feito – e repartido de maneira justa.
A chamada nova ordem política e econômica tem dois pilares fundamentais. Ou se impõe sem maiores dificuldades se o processo de alienação gerado pela mídia de mercado alcançar êxito, ou caso contrário, pelas armas. É o que se viu na Líbia, como antes no Iraque e tentam a todo custo no Afeganistão, isso de forma explícita. No duro mesmo a Comunidade Européia, hoje, é apenas uma grande base militar desse complexo político e econômico, escorado no terrorismo de Estado e países de outras partes do mundo, vão sendo ocupados e recolonizados naquilo que, em 2002, César Benjamin chamou de “o século da recolonização”. Colômbia, Haiti, a Palestina negada aos Palestinos.
No Brasil o governo Lula desde os seus primeiros momentos foi atropelado pelos desmandos do governo FHC. País falido e privatizado. O presidente petista optou por consertar o inconsertável, equilibrou-se em precárias alianças políticas – precárias e caras –, quase escorrega e cai no episódio do mensalão, abriu seu espaço populista e mercê de indiscutível empatia com a grande maioria dos brasileiros, sinalizou estar gerando uma etapa de desenvolvimento com justiça social, quando, na verdade, criava apenas o “capitalismo a brasileira”
.
O ex-ministro chefe do Gabinete Civil José Dirceu é hoje um dos grandes consultores de empresas privadas do País e estreitamente ligado a Eike Batista, outro grande, mas esse predador em todos sentidos. Só fez colocar na testa - já que não pode fazê-lo mais no biquíni de Luma de Oliveira – o cartaz gerador de “progresso”.
É o que basta para no modelo e todo o seu entorno se possa acreditar que isso seja realidade.
Tucanos estão desmoralizados com o livro A PRIVATARIA TUCANA do jornalista Amaury Ribeiro Júnior. Toda a podridão do governo FHC e muito mais que isso, seus objetivos de criação de um grande entreposto do capital internacional, estão claros no trabalho do jornalista.
Mas nem um passo foi dado no sentido de retomar um caminho diverso do traçado por FHC e sua quadrilha. Os governos Lula e Dilma tentam sobreviver a armadilhas de efeito retardado deixadas nos seus percursos pelo tucanato e administram o inadministrável na torcida para que a crise que dissolve a Comunidade Européia não nos atinja com vigor maior que as dificuldades já visíveis num horizonte não tão distante assim.
A maior potência do mundo, como urso ferido, neste momento, reage de forma aguda e boçal – sua característica – à sua necessidade de sobrevivência como corporação.
Com uma característica que se percebe cada dia mais presente. Dilma virou definitivamente o comboio governamental a políticas neoliberais. Afasta-se aos poucos das políticas de integração latino-americana, abandona pilares da política externa do governo Lula, que foi decisiva na arquitetura do ex-presidente.
O resultado disso? Um absoluto vazio por maiores que sejam os índices de aprovação da presidente. Uma visão nebulosa dos dias futuros. Como se o Brasil fosse um corpo estranho a todo o mundo globalizado na ótica militar/econômica do grande irmão, os EUA, não importa que estejam decadentes.
Nesse conjunto desafinado e lembrando a música das beatas – a letra feita numa casa, a música feita noutra e uma tragédia no dia da procissão – o cidadão deixa de ser pessoa e vira “não pessoa” como conceitua o pensador norte-americano Noam Chomsky (um dos integrantes do 1% de norte-americanos que sabem que a Nicarágua fica na América Central).
É o caso do bairro Pinheiro na maior metrópole do Brasil, São Paulo.
Um criminoso comum, bandido sem entranhas, com varias prisões, respondendo a inúmeros processos e sabidamente especulador, em manobras que envolvem o prefeito Kassab, o governador Alckimin, setores do Judiciário (onde há resistência de poucos juízes íntegros), numa de suas massas falidas nas fraudes do dia a dia (é possível encontrá-las nos noticiários da bolsa de valores, sede principal dessas máfias) está prestes a conseguir que um bairro inteiro seja despejado para pagar suas dívidas junto a órgãos federais, estaduais e municipais e, no futuro, depois de todos regados a grossas propinas, seja transformado em mais um shopping (edificações destinadas a formar idiotas).
Milhares de pessoas em vias de serem postas no olho da rua por conta desse processo que privatiza a cidadão, tanto quanto vai transformando o Brasil em imenso país/continente de propriedades que se estendem, por exemplo, aos condomínios fechados no litoral (as praias privatizadas).
Se a juíza federal Roberta Monza Chiari compreendeu a relevância social do fato, concedendo liminar para suspender o despejo, o juiz Carlos Alberto Antônio Júnior tratou de liquidar com essa relevância social e em meio a firulas jurídicas retomar o caminho da reintegração de posse de uma área conseguida por um pilantra, através de pilantragem, numa jogada de pilantras.
Não há vontade manifesta do poder público, seja em que instância for – federal, estadual ou municipal – em resolver o problema com uma simples desapropriação por interesse social. Há submissão ao poder econômico, à máquina burocrática controlada por esses donos do País, há total e absoluta privatização do cidadão comum, o objeto que não interessa ao novo conceito que substitui o de nação. Os grandes conglomerados financeiros, empresariais e o latifúndio.
A resistência dos moradores de Pinheirinho transcende a Pinheirinho. Pinheirinho neste momento é o trabalhador brasileiro. Não queremos ser um país de classe média como afirma a presidente Dilma Roussef. E muito menos um país moldado pela mídia de mercado e suas catástrofes construídas na alienação geral e absoluta que buscam promover.
O sentido dessa luta é de todos nós e é o de uma história consciente. Onde o quantitativo se transforma em apropriação histórica qualitativa. De todos os instrumentos de produção o maior poder produtor é a própria classe revolucionária, é o que ensina Marx.
Já andam lendo Marx até em Wall Street. Não com esse sentido, de promover uma revolução socialista. Mas de apertar mais o torniquete, o garrote.
Ao longo dos tempos a burguesia é a única classe que sempre venceu.
Pinheirinho é o símbolo de uma luta que tem que buscar as ruas, como os estudantes em Vitória, em Teresina, os professores em todos os cantos do Brasil. Os estudantes no Chile e as multidões em praças de países árabes.
Não há a menor possibilidade de deixarmos de ser “não pessoas” para esses senhores se não formos às ruas, com objetivos claros e definidos e percebendo que vivemos uma etapa do processo histórico em que pouco importa qual seja o governo, pois um é com areia, outro é com vaselina, no fundo são a mesma coisa.
Do contrário daqui a pouco estaremos decidindo sobre se o melhor candidato é aquele que não sua meia soquete branca. Eleições nessa estrutura político institucional que temos não nos levam a lugar algum. Mas organização popular e luta popular, essas sim.
E não há outra alternativa. É questão de sobrevivência. Ou breve, legiões de zumbis pelas ruas das grandes metrópoles e das não metrópoles.
E pior que isso, começam a sair das catacumbas as vozes de 1964. Que a rigor, só trocaram de roupa e aparência. O jeito truculento de ser permanece, mas nos lábios um sorriso “democrático”. Tem razão Fidel Castro quando afirma que marchamos para um abismo.
Laerte Braga
Um relatório divulgado por organizações sindicais européias mostra que os cortes em pensões, aposentadorias, salários e as demissões em massa tanto nos serviços públicos como na iniciativa privada não resolvem o problema da insolvência de países como a Grécia, a Itália, Portugal, Espanha e num efeito dominó, França, começando a aproximar-se da Alemanha.
Os tais cortes orçamentários em serviços básicos, direitos do cidadão, saúde, educação, transportes, lazer, segurança, nada disso modifica a situação, sequer faz cócegas em todo esse emaranhado de “crises”, que é parte do capitalismo e por assim o ser, é parte do processo de exploração do homem pelo homem.
Mobilizações populares por democracia – no sentido de participação popular – não têm sentido e nem alcançam seus objetivos, é o que demonstra a chamada Primavera Árabe. Saiu Mubarak no Egito, permanece a ditadura exercida pelos militares e toda a ordem repressiva construída ao longo de todos esses anos.
Governos não governam segundo a vontade popular. Representam interesses de bancos, grandes corporações e latifúndios.
Para manter essa situação se valem de dois instrumentos poderosos. Um, de alienação absoluta e completa, a mídia de mercado. Outro de dissuasão, o poder das armas.
Nações como tal desaparecem e dão lugar a corporações. Mitt Romney, principal pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos tem feitos sistemáticas afirmações que o país precisa de um gerente. Reflete essa vocação de governos a serviço de corporações ao afirmar que “adoro demitir pessoas”.
O movimento sindical, com exceções como a Grécia, num ou outro país, transforma-se gradativamente em braço desse poder na presunção que concessões garantem empregos e abrem perspectivas de que mais à frente o bolo será refeito – sem nunca ter sido feito – e repartido de maneira justa.
A chamada nova ordem política e econômica tem dois pilares fundamentais. Ou se impõe sem maiores dificuldades se o processo de alienação gerado pela mídia de mercado alcançar êxito, ou caso contrário, pelas armas. É o que se viu na Líbia, como antes no Iraque e tentam a todo custo no Afeganistão, isso de forma explícita. No duro mesmo a Comunidade Européia, hoje, é apenas uma grande base militar desse complexo político e econômico, escorado no terrorismo de Estado e países de outras partes do mundo, vão sendo ocupados e recolonizados naquilo que, em 2002, César Benjamin chamou de “o século da recolonização”. Colômbia, Haiti, a Palestina negada aos Palestinos.
No Brasil o governo Lula desde os seus primeiros momentos foi atropelado pelos desmandos do governo FHC. País falido e privatizado. O presidente petista optou por consertar o inconsertável, equilibrou-se em precárias alianças políticas – precárias e caras –, quase escorrega e cai no episódio do mensalão, abriu seu espaço populista e mercê de indiscutível empatia com a grande maioria dos brasileiros, sinalizou estar gerando uma etapa de desenvolvimento com justiça social, quando, na verdade, criava apenas o “capitalismo a brasileira”
.
O ex-ministro chefe do Gabinete Civil José Dirceu é hoje um dos grandes consultores de empresas privadas do País e estreitamente ligado a Eike Batista, outro grande, mas esse predador em todos sentidos. Só fez colocar na testa - já que não pode fazê-lo mais no biquíni de Luma de Oliveira – o cartaz gerador de “progresso”.
É o que basta para no modelo e todo o seu entorno se possa acreditar que isso seja realidade.
Tucanos estão desmoralizados com o livro A PRIVATARIA TUCANA do jornalista Amaury Ribeiro Júnior. Toda a podridão do governo FHC e muito mais que isso, seus objetivos de criação de um grande entreposto do capital internacional, estão claros no trabalho do jornalista.
Mas nem um passo foi dado no sentido de retomar um caminho diverso do traçado por FHC e sua quadrilha. Os governos Lula e Dilma tentam sobreviver a armadilhas de efeito retardado deixadas nos seus percursos pelo tucanato e administram o inadministrável na torcida para que a crise que dissolve a Comunidade Européia não nos atinja com vigor maior que as dificuldades já visíveis num horizonte não tão distante assim.
A maior potência do mundo, como urso ferido, neste momento, reage de forma aguda e boçal – sua característica – à sua necessidade de sobrevivência como corporação.
Com uma característica que se percebe cada dia mais presente. Dilma virou definitivamente o comboio governamental a políticas neoliberais. Afasta-se aos poucos das políticas de integração latino-americana, abandona pilares da política externa do governo Lula, que foi decisiva na arquitetura do ex-presidente.
O resultado disso? Um absoluto vazio por maiores que sejam os índices de aprovação da presidente. Uma visão nebulosa dos dias futuros. Como se o Brasil fosse um corpo estranho a todo o mundo globalizado na ótica militar/econômica do grande irmão, os EUA, não importa que estejam decadentes.
Nesse conjunto desafinado e lembrando a música das beatas – a letra feita numa casa, a música feita noutra e uma tragédia no dia da procissão – o cidadão deixa de ser pessoa e vira “não pessoa” como conceitua o pensador norte-americano Noam Chomsky (um dos integrantes do 1% de norte-americanos que sabem que a Nicarágua fica na América Central).
É o caso do bairro Pinheiro na maior metrópole do Brasil, São Paulo.
Um criminoso comum, bandido sem entranhas, com varias prisões, respondendo a inúmeros processos e sabidamente especulador, em manobras que envolvem o prefeito Kassab, o governador Alckimin, setores do Judiciário (onde há resistência de poucos juízes íntegros), numa de suas massas falidas nas fraudes do dia a dia (é possível encontrá-las nos noticiários da bolsa de valores, sede principal dessas máfias) está prestes a conseguir que um bairro inteiro seja despejado para pagar suas dívidas junto a órgãos federais, estaduais e municipais e, no futuro, depois de todos regados a grossas propinas, seja transformado em mais um shopping (edificações destinadas a formar idiotas).
Milhares de pessoas em vias de serem postas no olho da rua por conta desse processo que privatiza a cidadão, tanto quanto vai transformando o Brasil em imenso país/continente de propriedades que se estendem, por exemplo, aos condomínios fechados no litoral (as praias privatizadas).
Se a juíza federal Roberta Monza Chiari compreendeu a relevância social do fato, concedendo liminar para suspender o despejo, o juiz Carlos Alberto Antônio Júnior tratou de liquidar com essa relevância social e em meio a firulas jurídicas retomar o caminho da reintegração de posse de uma área conseguida por um pilantra, através de pilantragem, numa jogada de pilantras.
Não há vontade manifesta do poder público, seja em que instância for – federal, estadual ou municipal – em resolver o problema com uma simples desapropriação por interesse social. Há submissão ao poder econômico, à máquina burocrática controlada por esses donos do País, há total e absoluta privatização do cidadão comum, o objeto que não interessa ao novo conceito que substitui o de nação. Os grandes conglomerados financeiros, empresariais e o latifúndio.
A resistência dos moradores de Pinheirinho transcende a Pinheirinho. Pinheirinho neste momento é o trabalhador brasileiro. Não queremos ser um país de classe média como afirma a presidente Dilma Roussef. E muito menos um país moldado pela mídia de mercado e suas catástrofes construídas na alienação geral e absoluta que buscam promover.
O sentido dessa luta é de todos nós e é o de uma história consciente. Onde o quantitativo se transforma em apropriação histórica qualitativa. De todos os instrumentos de produção o maior poder produtor é a própria classe revolucionária, é o que ensina Marx.
Já andam lendo Marx até em Wall Street. Não com esse sentido, de promover uma revolução socialista. Mas de apertar mais o torniquete, o garrote.
Ao longo dos tempos a burguesia é a única classe que sempre venceu.
Pinheirinho é o símbolo de uma luta que tem que buscar as ruas, como os estudantes em Vitória, em Teresina, os professores em todos os cantos do Brasil. Os estudantes no Chile e as multidões em praças de países árabes.
Não há a menor possibilidade de deixarmos de ser “não pessoas” para esses senhores se não formos às ruas, com objetivos claros e definidos e percebendo que vivemos uma etapa do processo histórico em que pouco importa qual seja o governo, pois um é com areia, outro é com vaselina, no fundo são a mesma coisa.
Do contrário daqui a pouco estaremos decidindo sobre se o melhor candidato é aquele que não sua meia soquete branca. Eleições nessa estrutura político institucional que temos não nos levam a lugar algum. Mas organização popular e luta popular, essas sim.
E não há outra alternativa. É questão de sobrevivência. Ou breve, legiões de zumbis pelas ruas das grandes metrópoles e das não metrópoles.
E pior que isso, começam a sair das catacumbas as vozes de 1964. Que a rigor, só trocaram de roupa e aparência. O jeito truculento de ser permanece, mas nos lábios um sorriso “democrático”. Tem razão Fidel Castro quando afirma que marchamos para um abismo.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
'Privataram' a mídia? kkkkkkkkkkkk
Portal Vermelho
www.vermelho.org.br
16/01/2012
www.vermelho.org.br
16/01/2012
Altamiro Borges: "Privataria tucana" derrota a mídia
O livro "A privataria tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Jr., é um fenômeno editorial. Lançado em 9 de dezembro, ele já alcançou o posto de mais vendido nas maiores listas deste fim de semana, como das revistas Veja, dos jornais Folha, O Globo, Estadão e nas redes Saraiva, Laselva, Cultura e Fnac.
Segundo a Geração Editorial, responsável pela publicação, "o fenômeno continua deixando vendedores de queixo caído". Afinal, o livro foi sabotado descaradamente pela maior parte da velha mídia. Não foi alvo de resenhas nos jornalões e revistonas e, até agora, não obteve qualquer destaque na TV Globo.
A força das redes sociais
A obra, que detalha os esquemas criminosos de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito do processo de privatização das estatais na era FHC, não agradou os barões da mídia. Eles preferiram o silêncio para ocultar o envolvimento de tucanos de alto plumagem, principalmente para blindar José Serra.
O sucesso de vendas, segundo a Geração Editorial, tem uma única explicação. "Esse resultado foi devido ao trabalho das redes sociais, blogs e afins, já que a chamada 'grande mídia' ignorou ou simplesmente criticou A Privataria Tucana. Nestes últimos 30 dias foram 120 mil exemplares impressos".
CPI da Privataria Tucana
Esse fenômeno fez com que o livro alcançasse rapidamente o topo dos mais vendidos e desbancou grandes best-sellers, como a biografia de Steve Jobs e o novo romance do Jô Soares. Ele também "provocou o pedido de abertura da CPI da Privataria, requerida pelo deputado federal Protógenes Queiroz".
Esse fenômeno fez com que o livro alcançasse rapidamente o topo dos mais vendidos e desbancou grandes best-sellers, como a biografia de Steve Jobs e o novo romance do Jô Soares. Ele também "provocou o pedido de abertura da CPI da Privataria, requerida pelo deputado federal Protógenes Queiroz".
Em tempos de internet, a mídia alternativa "conseguiu mostrar sua força e mobilizou em cadeia nacional milhares de pessoas que esperavam por um livro como este. Uma obra que exibe 140 páginas de documentos oficiais e 200 de textos que mostram a promíscua relação entre o público e o privado, especialmente durante as privatizações realizadas durante os governos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e as relações dos familiares do ex-ministro José Serra".
Publicado no Blog do Miro
De: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=1&id_noticia=173398 terça-feira, 17 de janeiro de 2012
ALERTA VERMELHO: RADICALIZAÇÃO E TERRORISMO NA USP
Já
não é mais uma escalada autoritária o que se vê na Universidade de São
Paulo: agora se trata de um processo de fascistização plenamente
configurado, cada vez mais agressivo e de consequências imprevisíveis.
As
ocupações militares da USP e da cracolândia são as duas faces da mesma
moeda: a tentativa de reabilitarem o recurso abusivo à força como
solução para tudo e dissuasivo a ser empregado contra todos.
Não
foi por acaso que um herdeiro espiritual da ditadura militar completou
a chapa de José Serra na última eleição presidencial. Nem é por acaso
que a identidade política do novo governo de Geraldo Alckmin esteja
sendo dada... pela Polícia Militar!
Como
nos antecedentes da última quartelada, a oposição começa a rondar as
portas de quartéis. Três derrotas acachapantes e a possibilidade de uma
quarta em 2014 estão enlouquecendo os tucanos, que cada vez mais se
transformam em corvos.
Se
não reagirmos de imediato e com máxima firmeza, as consequências,
adiante, serão as mais nefastas. O ovo da serpente já eclodiu, mas ainda
estamos em tempo de esmagar o réptil.
DA HORDA DE INVASORES DO SERRA
À TROPA DE OCUPAÇÃO DO ALCKMIN
Na
USP, o quadro veio se agravando ano a ano, mês a mês, dia a dia, até
chegar-se ao quadro atual, que é assustador. O reinício das aulas
ocorrerá sob os piores augúrios..
Em 2007 (vejam aqui),
o ex-governador José Serra tentou impor-lhe quatro decretos
autoritários e foi obrigado a recuar pela vigorosa defesa da autonomia
universitária por parte de estudantes, professores e funcionários.
![]() |
| Atentado ao Riocentro, em 1981: o feitiço virou contra o feiticeiro |
A gestão de Serra foi também marcada pela volta da repressão mais brutal contra manifestantes e pela permissão para invadir e agredir, concedida a contingentes policiais extremamente identificados com a ditadura de 1964/85. É patético que, ex-presidente da UNE, ele tenha agido exatamente como os inimigos que então o perseguiam e por causa dos quais teve de procurar o exílio.
Como legado, Serra deixou a USP entregue a quem os membros do Conselho Universitário e dos Conselhos Centrais não queriam como reitor, tanto que o preteriram na lista tríplice, por saberem muito bem que lhe faltavam méritos acadêmicos e sobravam convicções ultradireitistas: João Grandino Rodas. Desde o notório Paulo Maluf, nenhum governador de São Paulo afrontava a posição dos Conselhos, deixando de escolher o primeiro colocado da lista.
Tido
como integrante da medievalista e anticomunista Sociedade Brasileira
de Defesa da Tradição, Família e Propriedade, Rodas desconversou ao ser
indagado sobre isto numa entrevista. Foi membro da Comissão de Mortos e
Desaparecidos Políticos, quando conseguiu encontrar pretextos até para
negar a responsabilidade dos carrascos da ditadura em casos notórios e
indiscutíveis como os de Stuart Angel e Edson Souto. E, ao dirigir a
Faculdade de Direito da USP, requereu o assalto da Polícia Militar
àquela unidade e perseguiu de forma tão atrabiliária seus desafetos que
acabou sendo declarado persona non grata pelos acadêmicos.
Coerentemente,
Rodas aproveitou a primeira chance que teve (o assalto e morte de um
estudante) para completar a obra de Serra, concedendo à PM, desta vez,
permissão para ocupar e provocar.
A
sucessão de intimidações e humilhações a que a tropa de ocupação
submeteu os universitários causou uma revolta espontânea contra a PM,
seguida de mais repressão, mais abusos de poder e mais reincidências nas
práticas ditatoriais: em dezembro foi o famigerado decreto 477 que se
reeditou na prática, ao expulsarem-se sumariamente seis estudantes.
E,
como o terrorismo oficial vem sempre acompanhado do oficioso, ecos do
frustrado atentado ao Riocentro ressoam na denúncia do Sindicato dos
Trabalhadores da USP, de que acaba de ocorrer uma "criminosa tentativa
de sabotagem no Sintusp": quando os funcionários chegaram para trabalhar
no dia 12, encontraram pastas e documentos revirados e todos os botões
do fogão industrial abertos, sem que tivessem sido violados os
cadeados de entrada nem as fechaduras das portas que dão acesso à
entidade e salas internas.
Funcionários
e estudantes se recordam de terem visto, na véspera, vigilantes da
empresa Evik e policiais à paisana rondando o sindicato.
SNI DO RODAS ESPIONA ATÉ OS
DIRETORES DE UNIDADES DA USP
Em sua nota, o Sintusp destaca que a ação terrorista ocorreu na sequência dos seguintes episódios recentes:
- dia 6 - uma estudante grávida foi agredida por integrantes da Guarda Universitária na presença de PM's;
- dia 9 - diretores do Sintusp discutiram com guardas universitários e PM's, ao defenderem o estudante Nicolas Menezes Barreto da agressão do sargento André Ferreira;
- dia 9 – a revista Fórum publica (veja aqui) relatórios da espionagem a que estão sendo submetidos sindicalistas, professores, estudantes e até diretores de unidades da USP (o que, por si só, já é motivo mais do que suficiente para Rodas ser afastado do cargo).
Termina assim a nota da diretoria colegiada plena do Sintusp sobre o ato terrorista:
"Este é o último capitulo de uma tragédia anunciada pela assinatura de um convênio que perpetua a PM em nossa universidade, como parte de uma verdadeira ofensiva repressiva feita por parte da reitoria e do governo, que se dá através de processos administrativos, criminais e ações de espionagem contra os diretores e ativistas do sindicato e estudantes que lutam em defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos.Assim, denunciamos esta criminosa atitude de ataque ao Sintusp e responsabilizamos a reitoria e o governo pela integridade física de todos.Finalmente, pedimos as entidades sindicais, populares, estudantis, intelectuais e parlamentares a manifestarem repudio a mais essa ação criminosa e devida apuração dos fatos, conseqüentemente, a responsabilização de seus autores".
A entidade sugere o envio de mensagens às seguintes autoridades:
- secretário Estadual de Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto (seguranca@sp.gov.br);
- reitor João Grandino Rodas (gr@usp.br);
- procurador-geral de justiça Fernando Grella Vieira (pgj@mp.sp.gov.br); e
- presidente da Assembleia Legislativa, deputado Barros Munhoz (barrossmunhoz@yahoo.com.br).
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