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domingo, 16 de dezembro de 2012

O Homem Esquartejado - QUEM TEM MEDO DA DEMOCRACIA?

  • Fernanda Tardin II o artigo/ denuncia mais emocionante . Não tem como quem ler não pensar em fazer algo URGENTE para mudar essa tragica situação que nos faz a todos ESQUARTEJADOS< MUTILADOS. e NA ALMA.


    vai a Integra:


    Fico com a música de Ravi Shankar e sua dignidade dos milhares de anos de seu país. O que parece lamento é vida, é reflexão. Reflete a ressurreição do homem esquartejado ou de Débora estuprada e ofend
    ida em sua honra.

    Por Laerte Braga, especial para sua coluna no QTMD?

    Morreu Ravi Shankar. Citarrista da paz, do amor. Deixa lições de vida e Norah Jones, sua filha. Sua apresentação em Woodstock foi notável. Levantou as quase 500 mil pessoas que lá estavam e criou um estado de êxtase poucas vezes sentido seja pela multidão, seja por cada uma das pessoas, em cada âmago, que lá estava.

    Fica estabelecido que no mundo sem Ravi Shankar o estupro é permitido. O Ministério Público do estado do Espírito Santo arquivou a denúncia contra o deputado estadual Gildevan Fernandes, estuprador contumaz, feita por Débora Cardoso. O motivo? Excesso de prazo, perda de objeto.

    O corpo de um preso esquartejado é censurado no Facebook. A imagem é considerada chocante. Dias antes o ministro da Justiça disse num fórum de empresários em São Paulo que os presídios brasileiros são “medievais”. E afirmou que a ficar preso muitos anos “é preferível morrer”.

    A fome não choca. É parte do cotidiano. Os meios de comunicação nos ensinam a lamentá-la e recobrar a “vida” no bloco seguinte, quando os gols da semana são apresentados. A célebre foto do urubu à espreita de um menino africano que estava prestes a morrer de inanição não teve seqüência. Não se sabe se triunfou o abutre, ou se o menino foi salvo. Os abutres têm vencido e desumanizado o mundo. Mais vale uma guerra conduzida por empresas privadas que a paz e o menino africano.

    Um corpo esquartejado fere a “política do Facebook”. Isso se chama censura. Os milhares de palestinos mutilados pelos bombardeios insanos do estado terrorista de Israel soam apenas rotina em meio à robotização do ser.

    Segundo o ministro das Relações Exteriores do terror nazi/sionista “o holocausto está de volta”. Esquece-se dos negros, dos ciganos, dos sensíveis, dos comunistas, dos adversários políticos de Hitler, todos mortos em campos de concentração. Não tocam em Guantánamo onde por decisão de George Bush, uma espécie de Nero/Calígula contemporâneo, a tortura é permitida e tem o nome de Ato Patriótico. Arrostam um privilégio que encobre a barbárie que praticam todos os dias.

    Lieberman, soa nazista, soa Goering, soa Eichmann. Revoltou-se com o voto de nações européias pelo reconhecimento do Estado Palestino.

    O corpo esquartejado serviu de ilustração a uma análise do presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo para exibir a crueldade nos presídios. Feriu espectadores das novelas das ruas. Aquela em que o cidadão no desespero da fome, do desemprego, queria pular do alto de um edifício e ouviu vozes de estímulo vindas do andar térreo. Onde as pessoas passeiam frenéticas na busca do pão e na falta de sentido.

    Uma baita vaia quando foi salvo.

    Estupradores de todo o mundo uni-vos. De preferência sede pastores. Gildevan é deputado /pastor, piedoso recolhedor do dízimo.

    Perda de objeto. Qual? A dignidade de Débora?

    Falência total das instituições.

    Convoca-se Joaquim Barbosa, paladino da lei, da ordem e da severidade, para restaurar a lei, a ordem e a severidade. Mas como? Joaquim Barbosa agrediu sua própria mulher e ajeitou o boletim de ocorrências para registrar “desentendimento”.

    A hipocrisia de toga. Ou na falsa independência do Legislativo, no jogo de alianças do Executivo.

    Milhões de brasileiros enfrentam problemas de míngua absoluta nas regiões onde a Vale exerce seus “direitos” de mineração e forma um país à parte na obra predatória de Fernando Henrique Cardoso.

    É hora de caçar Lula (sem juízo de mérito de seu governo). Como já ouvi, “a primeira vez que se tenta derrubar um ex-presidente”. Haja JORNAL NACIONAL, aquele dedicado aos Homer Simpson.

    Andam cheios de sacolas pelas ruas sem saber ao certo que rumo tomar, vivem à busca de um rumo na crença que o réveillon vai trazê-lo. Vai não. É preciso que haja amor para isso. Independe do dia.

    Somos esquartejados a cada momento da vida, mas vivemos torcendo os nossos narizes para o corpo estendido na brutalidade da imagem nua e crua que nos mostra o que querem que saibamos, mas do que não tomamos conhecimento. Exceto pelo politicamente correto que termina onde começam nossos interesses.

    Como fica Débora Cardoso uma bela e digna mulher ultrajada por um arremedo de ser humano, um réptil, escondido no corporativismo dos seus pares, ou na omissão do Ministério Público?
    Tem prazo para que o estupro seja válido como crime, perde-se o objeto do crime num dado momento.

    E o corpo esquartejado incomoda. “Causa asco”.
    Esquarteja-se todos os dias.

    Esse asco chama-se covardia.

    É como a lesma entrando no caracol para proteger-se da realidade. Vai ser esmagada. Esmagada por sua própria consciência. O politicamente correto não transforma ninguém em escargot.

    Num dado momento essa falsa “sensibilidade” toma o corpo do monstro que traz dentro de si e se revela. Ou se desmancha na perda do objeto, no excesso de prazo, no contemplar os olhos abertos e esbugalhados do ser do corpo esquartejado.

    Fico com a música de Ravi Shankar e sua dignidade dos milhares de anos de seu país. O que parece lamento é vida, é reflexão.

    Reflete a ressurreição do homem esquartejado ou de Débora estuprada e ofendida em sua honra.

    Sumiram os espelhos, essa gente tem medo de ser vista, principalmente de se olhar.

    Traz a honra barata do preço baixo. Só. Nada além disso. A honra barata do preço baixo.

    *Laerte Braga é jornalista e colaborador do “Quem tem medo da democracia?”, onde mantém a coluna “Empodera Povo“..
  • Paulo Carneiro Já li e daqui a pouco estará publicado.

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