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domingo, 9 de dezembro de 2012

A SEMANA - OSCAR NIEMEYER - HUGO CHÁVEZ



A SEMANA


OSCAR NIEMEYER – HUGO CHÁVEZ


Laerte Braga


Bem que os militares tentaram prender o arquiteto Oscar Niemeyer logo após o golpe de 1964. O ódio a Niemeyer (1964 foi um momento de ódio remunerado pelo capitalismo internacional) resultava de dois vetores. O anti-juscelinismo dos golpistas, o fato do Niemeyer ser comunista. E um terceiro até, a dimensão anã dos golpistas.

Niemeyer foi prestar depoimento num IPM (Inquérito Policial Militar) e quando perguntado pelo coronel presidente do inquérito sobre como tinha ganho dinheiro respondeu forma direta – “bando a bunda na rua”.

Será que alguém em qualquer canto do mundo sabe o nome do coronel que fez a pergunta a Niemeyer? Na História não há lugar para medíocres.

Oscar Niemeyer, ao contrário, está em cada página de cada jornal do mundo, cada revista, cada noticiário de tevê pelo caráter eterno e histórico de sua obra.

imagem http://www.apn.org.br/, feita com Niemeyer já doente mas comprometido com a luta.
Quando Yuri Gagarin subiu ao espaço e completou a primeiro volta em torno do planeta afirmou que além do céu ser azul, de não ter visto Deus, visível de dentro de sua nave apenas as muralhas da China e Brasília.

É exatamente isso. O arquiteto Oscar Niemeyer é eterno por suas obras e sua grandeza como ser humano. Ultrapassa coronéis de IPMs, a mediocridade de VEJA e seus “sábios” movidos a Carlos Cachoeira.

Transitou noutro mundo.

O ex-governador Minas Israel Pinheiro, presidente da NOVACAP (NOVA CAPITAL), empresa criada por JK para a construção de Brasília tinha na moldura, na sala de sua casa em Caeté, um ofício simples e lacônico do ex-presidente Jânio Quadros, dando conta que depois de seis meses de investigações nenhum ato de corrupção havia sido praticado por ele Israel, na gestão da empresa, na construção de Brasília. . As célebres comissões de inquérito de Jânio.

Israel exibia o ofício com orgulho.

Hoje ninguém se lembra do nome do coronel, daqui a duzentos anos ninguém se lembrará de VEJA e daqui a mil anos as pessoas poderão contemplar as obras do arquiteto brasileiro. Saberão quem foi Oscar Niemeyer.

A doença de Chávez coloca bem mais que a Venezuela em risco. O risco se estende a toda a América Latina. Somos uma parte do mundo que se mostra incapaz de tomar decisões que nos transformem em democracias verdadeiras, com justiça social. Hugo Rafael Chávez Frias é um dos que busca esse caminho. Como Rafael Corrêa no Equador. Evo Morales na Bolívia. Fidel e agora Raul Castro em Cuba. Cristina Kirschner na Argentina. Pepe Mujica no Uruguai.
Foto

A construção de um novo tempo se mostra abalada com a doença de Hugo Chávez. E é perversa, cruel a forma como a mídia de mercado se regozija com o fato. Já analisa, sem conter os sorrisos, a perspectiva de volta da Venezuela ao leito natural da obediência Washington.

Com certeza haverá resistência popular e com certeza o papel do Brasil seria importante nesse processo. Mas com Dilma? Com um chanceler de quinta categoria como Patriot e com os interesses a que se submetem? O jogo capitalista que aceitam?

Não somos mais que parte do plano Grande Colômbia, um espectro, uma sombra de potência que não é bem adormecida como dizem, mas silente diante do processo de ocupação a que estamos sendo submetidos.

Nem sempre significa invasão de exércitos inimigos. Basta a maioria dos nossos militares tentando a todo custo esconder os crimes da ditadura. Mas a economia, a política, a desindustrialização, a perda de tecnologias essenciais, as concessões, nada mais que privatizações no eufemismo petista da presidente sem rumo. Só isso já basta e como basta para que o capital internacional se aproprie do Brasil.

O nosso grande objetivo parece ser a Copa do Mundo e pronto.
Como diziam os antigos colunistas sociais “mais uma vez o mundo se curva ao Brasil”. É que não percebemos que estamos curvados.

A lição de vida de Oscar Niemeyer é a capacidade de resistência e de luta, até nas cigarrilhas centenárias entre seus dedos.

É simples entender que não haverá vida humana – só robôs –se não formos capazes de entender isso e absorvermos a necessidade da luta, na percepção que ela vai se dar nas ruas, nunca no mundo institucional, o clube de amigos e inimigos cordiais.

Nos últimos anos a América Latina trouxe a cena revoluções e figuras capazes de despertar cada um de nós para a necessidade de hastear as bandeiras de democracia e uma alternativa ao capitalismo brutal. Che, Fidel, Chávez, Niemeyer, Brizola, Darcy Ribeiro e outros tantos, como Evo, Corrêa, mas é preciso sentir em cada alma que não bastam as lágrimas, são necessárias as atitudes.

A morte de Niemeyer e a doença de Chávez são como o som do silêncio, canção que Simon e Garfunkel cantaram no Central Park, quando um canastrão como Reagan mandou New York às favas.

Estamos, os latino-americanos, sendo mandados às favas.

Oscar Niemeyer não foi dormir eternamente como se costuma dizer.

Deixa o grito vivo e eterno dos que lutam e dos que precisam acordar mesmo que se imaginem com os olhos abertos e caminhando.

Para onde?

Aí é que a porca torce o rabo. E pode ser de cavalo, cresce para baixo na avalancha da estupidez capitalista.

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