Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?

Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?
LEI DA MÍDIA DEMOCRÁTICA KIT COLETA Todo cidadão/cidadã pode buscar voluntariamente as assinaturas para o projeto. Disponibilizamos abaixo um kit com o material necessário para o diálogo nas ruas.

Seguidores

#naovaitergolpe

#naovaitergolpe
Acesse Frente Brasil Popular

domingo, 23 de dezembro de 2012

A SEMANA - O CENTRO DO PALCO



A SEMANA – O CENTRO DO PALCO


Laerte Braga


O ministro presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa, a nova versão do paladino do oeste, agora pelas bandas da América do Sul, mais especificamente o Brasil, enviou ofício ao Ministério das Relações Exteriores solicitando informações sobre a destituição de ministros da corte suprema de Honduras.

Ou está querendo informações para se precaver de eventuais situações semelhantes, aliás pouco prováveis, ou então quer que a corte brasileira julgue o caso.

Os hondurenhos foram vítimas de um golpe branco conduzido pelas forças armadas, legislativo e judiciário há dois anos. A derrubada do presidente Manoel Zelaya. De lá para cá a barbárie se instalou no país, centro dos golpes militares da década de 60 em toda a América Latina, sede da maior base norte-americana na região, uma escola militar freqüentada até hoje por militares brasileiros e ponto de partida na cooptação de militares de países dessa parte do mundo para golpes.

Zelaya alinhar-se com Chávez era e continua sendo impensável para qualquer futuro presidente hondurenho. O país é propriedade de grandes empresas norte-americanas e começa a implantar projetos de cidades privadas. Ou seja. Empresas constroem cidades, dirigem cidades e decidem o destino das pessoas, até de quem pode ou não viver no local.

Uma espécie de cair de quatro geral de todos os boquirrotos das elites políticas e econômicas no país, o que não é muito diferente aqui no Brasil.

Joaquim Barbosa investiu-se de poderes de Superman e começa a transcender, já o faz tem tempo, suas funções, nesse caso beirando o ridículo.

Em contrapartida o processo envolvendo tucanos na chamada lista de furnas, na compra do segundo mandato de FHC, nas privatizações, continua fora da pauta de julgamento, ou nem lá chegou, pois os procuradores têm sido omissos sobre o assunto.

Ou, uma decisão de ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça), garante a impunidade a Jorge Donati, reeleito prefeito de Conceição da Barra no Espírito Santo. É acusado de mandante em dois homicídios, o de sua primeira esposa, da empregada da casa e de um líder sindical. Foi diplomado e vai tomar posse.

De quebra escreveu (quer dizer contratou alguém para fazê-lo) um livro sobre sua saga de “inocente”, “perseguido” por mentiras.

Culpa das vítimas. Morreram propositadamente para incriminar Donati.

Por aquelas bandas mesmo a Procuradoria arquiva por “falta de objeto” e “decurso de prazo”, um inquérito de tentativa de estupro e atentado grave ao pudor, em que o acusado é um deputado estadual, Gildevan Fernandes e ainda por cima, pastor, ou seja, traz a palavra ou outra coisa qualquer, de “deus”.

O jeito é comprar o kit divino da bispa Sônia, com sabonete e perfume com “cheiro de Jesus”.

Ao invés de “Rexona” que protege 24 horas contra maus odores, o “cheiro de Jesus”. Virou cosmético. Tudo pela bagatela de 79 reais.

Já o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, produto da mistura de Aécio Neves com Eduardo Campos (é indigesta e costuma levar a viagens espaciais um tanto complicadas), quer cobrar uma espécie de IPTU dos mortos. Vale dizer de sepulturas que a municipalidade considera em situação “irregular”.

Lula continua o alvo preferido da mídia de mercado. O ex-presidente, principal culpado por toda a situação ele e seu estilo também boquirroto, dá os motivos e deixa Dilma, com incrível vocação neoliberal, à vontade para privatizar portos e aeroportos, as portas de entrada do País.

Centro do palco é um trem complicado. Difícil é ser ator coadjuvante, ainda que haja um Oscar específico para a categoria, digamos assim.

A disputa por um lugar de extra nos filmes de John Ford, mesmo que fosse índio para morrer logo com um tiro de um dos soldados do general Custer, era ferrenha. “Olha aí mamãe, aquele índio sou eu, estou em Hollywood”.

Pronto, já tem currículo.

A palhaçada da semana ficou por conta da intimação ao cineasta Sílvio Tendler, esse sim, centro do palco da História com coragem e determinação. Um general sentiu-se ofendido. Mas como afirma a carta de Tendler ao general, o “relógio não foi devolvido”.

Generais costumam ter pânico da História.

A Índia definitivamente ingressou no centro do palco dos países que começam a definir o cenário mundial. E tem bomba atômica. Uma jovem de 23 anos voltava do cinema para sua casa, estava num ônibus e foi atacada, estuprada e jogada para fora do coletivo. O estado é grave e a polícia dissolve manifestações que exigem a prisão dos acusados com bombas de gás lacrimogêneo e jatos d’água.

É o modelo norte-americano ganhando contornos no resto do mundo. O sujeito tem um ataque de fúria, entra numa escola e mata 20 crianças. A mãe tinha comprada as armas por medos injustificados que alguma coisa iria acontecer.

Aconteceu. Rolou uma lágrima dos olhos de Barack Obama. Fica a dúvida se um deles é de vidro, o que chorou. Isso depois de pedir reflexão e que Deus abençoe a América e os americanos.

Os Estados Unidos são um país em decomposição. Um grande conglomerado controlado por sionistas. Não será a fenda de San Andrea que vai separar Los Angeles do continente.

Sobrevive em função das cinco mil ogivas nucleares estocadas e prontas a serem atiradas de drones contra os que se levantarem e desafiarem o poder do país “criado por Deus para guiar o mundo”.

Norte-americanos adoram mostarda e catchup isso explica boa parte das loucuras que acontecem no país.
Ocupam o centro do palco na marra e aí nem Joaquim Barbosa consegue uma ponta.  



Nenhum comentário:

Postar um comentário