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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Trecho do depoimento do marechal Lott sobre o 11 de novembro de 1955

Militares e militares. Trecho do depoimentodo marechal Henrique Dufles Batista Teixeira Lott após ter posto fim às manobras de golpistas para impedir a posse de JK, em 11 de novembro de 1955. A Lott foi oferecido o governo e a recusa foi imediata. Eis o trecho final de um dos grandes militares de nossa História. "Comuniquei-me com os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal, pondo-os a par do que ocorria. Ao mesmo tempo enviei um emissário ao Cardeal Jaime Câmara, para que Sua Eminência ficasse ao corrente dos fatos. Dentre em pouco chegavam ao Ministério da Guerra os presidente das Casas Legislativas. Fiz-lhes uma exposição franca. Estávamos com a situação consolidada já não havia dúvidas. Pedi-lhe então que promovessem a substituição estritamente legal , estritamente de acordo com a Constituição, do presidente Carlos Luz, pois não queríamos assumir o poder civil. Não era esse nosso objetivo e era preciso respeitá-lo, fazendo o País retornar. dentro do mínimo prazo possível, ao leito da normalidade constitucional e democrática. De meu entendimento com as autoridades civis, surgiu então a solução de promover, por meio do Congresso, o impedimento do Dr. Luz para continuar a testa do Executivo e indicar como seu substituto legal o senador Nereu Ramos , o que feito pela manhã e horas seguintes do dia 11. ESTAVA PLENAMENTE VITORIOSO O MOVIMENTO DO RETORNO AOS QUADROS CONSTITUCIONAIS VIGENTES. A LEGALIDADE TINHA SIDO RESGUARDADA, COM O SACRIFÍCIO DE ALGUMAS HORAS DRAMÁTICAS, DE PROFUNDA EXPECTATIVA. FELIZMENTE, PODEMOS TUDO CONCLUIR SEM QUE HOUVESSE DERRAMENTO DE SANGUE. FOI UMA VITÓRIA DO NOSSO ESPÍRITO DEMOCRÁTICO". Lott abortou um golpe contra a posse de JK, em 11 de novembro de 1955. Em 1960 candidatou-se a presidente e foi derrotado pelo louco Jânio Quadros. Em 1965 teve sua candidatura ao governo da antiga Guanabara bloqueada pelo marechal Castelo Branco (anão perto de Lott). A ditadura temia que, vitorioso, o velho marechal se constituísse num baluarte contra o golpe de 1964 e derrotasse os golpistas pondo a um período sombrio de nossa história. O marechal, um homem de profunda vocação democrática, teve negado o direito de honras militares quando faleceu. Decisão do ministro de Figueiredo Valter Pires, outro anão perto dele. Lott, ao contrário de gente como Brilhante Ustra, ou o pusilânime Leônidas Gonçalves Pires, tem seu nome na História com as honras que lhe negaram em vida. A coragem, a vocação decmorática, a honra, tudo que falta aos torturadores.

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