A presidente Dilma Rousseff, no Fórum Social 2012,
somou sua voz à indignação nacional contra a truculência mais uma vez
desencadeada pela Polícia Militar paulista contra os excluídos.
O que aconteceu em Pinheirinho foi "barbárie", disse ela.
Foi
barbárie, dizemos todos os que penamos 21 anos sob uma brutal ditadura
e não assistiremos passivamente às sorrateiras tentativas de
restabelecerem o primado da repressão como resposta aos problemas
sociais --mais um passo de uma caminhada que poderá conduzir a novo
estupro da nossa liberdade, se não esmagarmos o ovo da serpente enquanto
é tempo.
Dilma
está certa quanto aos limites da atuação do governo federal no caso.
Mas, o PT não tem tal inibição e precisa colocar a militância
protestando na rua, até para honrar os seus princípios, sua história e
sua mística: É UM PARTIDO QUE NÃO TEM O DIREITO DE OMITIR-SE DIANTE DA BARBÁRIE!
Eis o relato do enviado da Folha de S. Paulo a Porto Alegre, Felipe Bächtold:
"Em reunião fechada ontem com movimentos sociais em Porto Alegre, a presidente Dilma Rousseff fez críticas contundentes à reintegração de posse na área conhecida como Pinheirinho, em São José dos Campos (a 97 km de São Paulo).
A Folha ouviu seis participantes do encontro. Segundo eles, Dilma se referiu à operação da Polícia Militar paulista como 'barbárie' e disse que não esperava que ocorresse dessa maneira.Falou ainda que o modelo usado na reintegração, realizada no domingo passado, nunca será adotado pelo governo federal.Mas, ainda segundo os espectadores da reunião, a presidente disse que o país é uma federação e que o caso estava sob responsabilidade de um Estado e do Judiciário, o que limita a atuação do governo federal".
0 comments:
Postar um comentário