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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

GRANDE IMPRENSA DO BRASIL? QUAL? Raul Longo

GRANDE IMPRENSA DO BRASIL? QUAL?
Raul Longo
 
O Brasil não é este nem aquele. É todos.
 
Isso soa a frase feita, mas foi o que me ocorreu à leitura, tardia como sempre, de “Noites Tropicais” de Nelson Motta, no trecho em que relembra o confronto de ideias e propostas nos fins dos anos 60. Zé Celso Martins Correa e Teatro Oficina de um lado, Guarnieri, Boal  e Teatro Arena do outro.  Chico e Vandré, Caetano e Gil. Um confronto de iguais. A oposição à oposição. E juntos todos se opunham à ordem imposta do Planalto Central. Cada qual com sua linguagem, cada um em sua gramática e estética, mas todos em comum contra o engessamento, a homogeneidade pretendida pelos militares, embora não se unissem entre si.
 
Críticas às intolerâncias e incompreensões que promoviam essa desunião à parte, o que importa agora é naqueles anos se comprovou uma realidade nacional: não há nada menos brasileiro do que o unívoco. Somos um país inviável às propostas de padrão de comportamento único.
 
Decididamente não dá! Viemos, sim, de três raças muito tristes, como cantava Vinícius de Moraes, mas na miscigenação dessas e de todas as demais que ao Brasil chegaram depois, tornamo-nos numa irreverente tragicomédia onde o imbecil da história é sempre o incapaz de divergir ou aceitar às diferenças.
 
Esses são os estúpidos. Tanto que as propostas muito radicais nunca angariaram a simpatia do povo brasileiro. A princípio até podem entusiasmar alguns, mas quanto mais se radicalizavam, menos adeptos e maior afastamento até dos simpatizantes de primeira hora.
 
Como já se disse, e essa sim é uma frase feita, mas de total precisão: “O Brasil não é para principiantes”.
 
Um exemplo que se há de se reconhecer: por mais meramente investidores em retornos financeiros assegurados pela truculência e corrupção do regime mantido por criminosos, até os patriarcas dos meios de comunicação do Brasil tinham sensibilidade para distinguir onde não podiam se arriscar a perder o que em primeira instância justificava todas as outras de suas existências: a opinião pública.
 
Disso me lembrou o amigo Ruy Fernando Barboza recentemente, em meio aos meus rancores à Folha de São  Paulo dos tempos em que Otávio  Frias cedia a frota da empresa para a repressão da ditadura militar dar sumiço aos colegas de profissão. Ruy fez com que me recordasse de que apesar de tão íntima conivência com os crimes dos tiranos, Frias então mantinha o Cláudio Abramo como editor do jornal. Abramo  também foi do O Estado de São Paulo, considerado o mais reacionário dos veículos da direita, onde se publicava Gustavo Corção, o Olavo de Carvalho de então. No entanto, assim como todos de sua família, o brilhante Cláudio Abramo era assumidamente socialista.
 
Até o Roberto Marinho tinha esse “faro” (se é que se pode dizer assim, pois correto seria considerar oportunismo empresarial) e enquanto trocava abraços e beijos com os generais, mantinha na folha de pagamento da Globo diversos intelectuais de esquerda como Dias Gomes, reiteradamente censurado desde 1965.
 
Quando ao Civita, o próprio Ruy Barboza e tantos outros dispersos pelas publicações de esquerda que hoje restam pelo país, são suficiente exemplo.
E não são poucas dessas publicações. Se surgisse alguém com um pouco de visão empresarial na área das comunicações, reuniria a experiência e talento desses tantos e, sem dúvida, criaria uma nova e verdadeira grande imprensa do Brasil.
 
Claro que a essas inteligências não se pode mais pretender coordenar através do anacrônico patriarcalismo dos Chateaubriand, Civita, Frias, Mesquita e Marinho. Isso acabou. E a prova de que acabou é que seus herdeiros só conseguem manter imbecis nas suas redações e editorias. Só jambazeiros e escritores ou faladores de palavra fácil, dedilhadores de teclado a baixo custo e por qualquer preço.
 
De pais empresários, viraram ventríloquos de bonecos bem acabados na forma, mas de péssima articulação e sem nenhuma originalidade. Todos uníssonos no que não pensam e até no enorme silêncio em que se tornou toda a grande imprensa brasileira.
 
Acabou!
 
Mas era de se imaginar. Desde o princípio deste século 21 se faz evidente que as grandes oligarquias da mídia chegaram ao final do ciclo. Foram-se os capitães do mato do pau brasil,  os bandeirantes dos minérios e pedras preciosas,  os senhores dos engenhos de cana, os  barões do café, do cacau... E agora, a falência das elites midiáticas prenunciada pela derrota da maior coesão de forças contra um arqui-inimigo político. Já antes com Brizola, no Rio de Janeiro e depois em âmbito nacional com Lula, os concentradores da mídia se desmantelaram.
 
Não são mais nada ainda que continuem aí e essa continuidade sugere uma indagação muito mais de marketing do que de comunicação jornalística, posto que claramente não comuniquem mais coisa alguma já que apontam para um lado e a opinião pública maciçamente segue para outro há já uma década.
 
Se tal verdade é tão clara e se uma das principais especialidades dos gerentes de marketing é a de detectar onde melhor aplicar as verbas despendidas  em promoção de motivação do consumo de produtos e serviços; como se mantêm esses fantasmas do tempo em que os grandes veículos de imprensa conseguiam motivar alguma coisa?
 
Tem empresário que é cego ou a comissão paga a seus gerentes de marketing é muito gorda! Se não, vejamos: ainda há bem pouco e provavelmente continue assim, apenas a cidade de Buenos Aires tinha o mesmo número de livrarias que as existentes em todo o Brasil. Infelizmente essa é uma realidade a ser encarada: o brasileiro não lê.
 
Qual a tiragem do maior best-seller brasileiro? O Paulo Coelho, por exemplo. Talvez até venda mais na Argentina, de população muito menor, mas me refiro exclusivamente à vendagem no Brasil. 5 mil, 10 mil exemplares por edição? Quanto tempo para o esgotamento de uma edição?
 
O feito do Amaury Ribeiro Jr. em “A Privataria Tucana” pode ser notável em termos de investigação jornalística, mas muito mais assombroso do que o talento investigativo do Amaury é a vendagem de 30 mil exemplares de um livro em uma semana, apesar do acirrado apoio da grande imprensa brasileira aos tucanos há mais de uma década.
 
Mais claro que isso nem os 90% de aprovação ao Lula, pois aí se pode alegar que por efeito de medidas populares das quais a imprensa discorda, apenas nesse particular haja uma divergência entre o público e os que se pretendem como seus formadores de opinião. Mas no caso dessa imediata motivação contra a homogênica orientação política da grande imprensa brasileira, dá a nítida impressão de que um anúncio numa dessas publicações ou programas de TV seja indicativo daquilo que  o público não vai consumir, adquirir, contratar, experimentar ou gostar.
 
Provável que esteja exagerando. Provável que a aversão seja exclusiva aos tucanos. Mas regra básica do marketing é a análise e consideração da associação de imagem. E quem entende alguma coisinha de marketing sabe que isso de associações de imagens é sutil, mas progressivo na cabeça do consumidor e do público em geral.
 

Enfim, os herdeiros da grande imprensa brasileira já deram cabo da capacidade de formação de opinião pública com que seus pais justificavam seus veículos junto aos anunciantes. Prenunciasse que acabarão conseguindo fazer o mesmo com os diretores de marketing, analistas de mídia, gerentes de publicidade, etc. Mas o mais engraçado é encontrar sob o título: “Libro causa polémica en Brasil por acusaciones al ex candidato Serra”, em matéria de publicação do Paraguai, sempre tão desprezado pela grande imprensa brasileira, esse parágrafo final: 

La venta del libro, que no tuvo difusión en los tres grandes diarios (Folha de São Paulo, O Globo y O Estado de São Paulo), fue disparada por las redes sociales y los blogs oficialistas.”

Quem diria que a imprensa paraguaia um dia furaria a grande imprensa brasileira, num assunto de tanta repercussão no Brasil?

Não haverá lá no Paraguai um empresário de comunicação que queira investir no mesmo ramo aqui no Brasil? Nossos grandes anunciantes estão precisando urgente de um assim. E de verdadeiros especialistas em marketing.

 
 
 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Papa é denunciadono TRIBUUNAL DE HAIA por PEDOFILIA

www.catolicas.org.br
Vítimas de padres pedófilos denunciam autoridade máxima da Igreja Católica em tribunal internacional por acobertar crimes sexuais contra crianças de todo o mundo.
 
Copiando a materia do Link caso seja retirada do ar: 

otícias

Papa Bento XVI é denunciado ao tribunal de Haia por vítimas de pedofilia

 
15/12/2011
::
 
 
papa
 
Uma associação norte-americana de vítimas de padres pedófilos anunciou nesta terça-feira (13) ter apresentado queixa ante o Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o papa Bento XVI e outros dirigentes da Igreja Católica por crimes contra a humanidade.
 
Os dirigentes da associação SNAP, orientados pelos advogados da ONG norte-americana "Centro para Direitos Constitucionais", entraram com uma ação para que o papa seja julgado por "responsabilidade direta e superior por crimes contra a Humanidade, por estupro e outros casos de violência sexual cometidos em todo o mundo".

A organização acusa o chefe da Igreja Católica de "ter tolerado e ocultado sistematicamente os crimes sexuais contra crianças em todo o mundo".

Além do papa, foram acusados três cardeais que têm ou tiveram responsabilidades de primeiro plano na Cúria: o secretário de Estado e segundo da Santa Sé, o italiano Tarcisio Bertone, seu antecessor Angelo Sodano, também italiano, e o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o estadunidense William Levada, que sucedeu Joseph Ratzinger antes deste ser eleito papa, convertendo-se em Bento XVI.
 
Leia mais:
 

À queixa acrescentaram 10 mil páginas de documentação de casos de pedofilia. Membros da SNAP provenientes de Estados Unidos, Alemanha, Holanda e Bélgica, quatro países muito afetados pelo grande escândalo de pedofilia que envolve a Igreja, foram a Haia pedir a abertura desse processo judicial contra o papa e seus assessores "por sua responsabilidade direta como superiores hierárquicos".

"Crimes contra dezenas de milhares de vítimas, a maioria crianças, foram escondidos pelos líderes nos mais altos níveis do Vaticano. Neste caso, todos os caminhos levam a Roma", declarou a advogada do grupo, Pamela Spees.

Os bispos e, em alguns casos, o próprio Vaticano rejeitaram ou ignoraram muitas das queixas das vítimas de padres pedófilos. O escândalo desacreditou a Igreja em vários países na Europa.

O papa Bento XVI expressou sua vergonha e pediu desculpas, apelando para a tolerância zero contra os pedófilos. Ele também pediu aos bispos do mundo, que têm a responsabilidade primária sobre seus sacerdotes, a plena cooperação com os tribunais criminais.
 
Leia também:

A SNAP não acredita nesse desejo de transparência e justiça, e não moderou suas acusações. Em função disso, a organização iniciou nesta terça-feira (13) uma campanha de informação que levará seus integrantes a Amsterdã, Bruxelas, Berlim, Paris, Viena, Londres, Dublin, Varsóvia, Madri e Roma, onde pretendem "levar a queixa às portas do Vaticano".
 
Fonte: Pragmatismo Político - Agência AFP & UOL Notícias
 
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ATROCIDADES CARCERÁRIAS EM ESPIRITO SANTO CONTRA ADOLESCENTES MARGINALIZADOS

Qui, 15 de Dezembro de 2011 13:16 Carlos A. Lungarzo | AIUSA 9152711
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Saudades da Febem

Sete instituições de Direitos Humanos que assinam a Nota Pública reproduzida neste post repudiam a transferência ilegal de adolescentes a penitenciaria de Espírito Santo.
Este é mais um dos milhares de casos de crueldade, barbárie prisional e sadismo descontrolado, com que as elites brasileiras executam, de maneira permanente, seus planos de faxina social, tentando destruir psicológica e fisicamente os jovens que, acossados pela brutalidade do sistema social, são empurrados à infrações contra o sistema.
Estes fatos se repetem porque, mesmo as pessoas bem intencionadas, parecem sentir medo de denunciar estes genocídios aos organismos internacionais, e de pressionar para que o clube de algozes que produzem estes fatos rocambolescos sejam punidos.
O mais odioso desse sistema foi o da FEBEM de São Paulo, considerado o mais truculento centro de torturas e genocídio lento de Ocidente, inclusive em comparação com lugares terríveis como as prisões para jovens de Guatemala e Colômbia.
Em meados de julho de 2000, a Anistia Internacional divulgou em Londres um documento sobre a FEBEM (Fundação do Bem Estar do Menor), uma masmorra de São Paulo para menores marginalizados, que se tornou marca internacional de sadismo carcerário. Nela eram empilhadas crianças e adolescentes que cometeram infrações ou moravam nas ruas. As condições de vida são tão atrozes, que nem o medo a represálias e tor­tura conseguiu inibir as rebeliões frequentes.
Isso foi o que aconteceu em julho de 2000, quando uma revolta de internos foi afogada em sangue, e matou quatro cativos. O fato mereceu lamúrias do governa­dor, mas, apesar das fotogra­fias e testemunhos vivos, não foi permitida nenhuma investigação indepen­dente, e a repressão continuou crescendo. ONGs de direitos humanos já tinham denunciado que umas 100 crian­ças por mês eram objeto de tortura pelos guardas e “educado­res”. A violência foi considerada pior que a praticada pela ditadura do período 1964-1985. Cinco ONGs de direitos humanos foram obrigadas a apresentar solicitações de visita muito antecipadas, para dificultar a visão de atos ou rastos de sevícia. Todas as queixas dirigidas ao TJSP para que ordenasse investiga­ções foram rejeitadas.
Após o assassinato dos quatro jovens, a Anistia Internacional publi­cou em Londres uma documentada denúncia no dia 12 de julho de 2000, dentro de seu estilo cauteloso e moderado, que, por exemplo, se referia à evidente cumplicidade entre juízes e torturadores, com o gentil termo de “semicumplicidade”. Na noite seguinte, o presi­dente do TJSP, Márcio Martins Bonilha, lançou um comunicado onde injuriava a organização com desespero, a acusando até de violar as leis sobre a “prote­ção da imagem do menor”, ao reproduzir fotos de crianças espanca­das. Ele não disse, mas a causa desta indignação era clara: os meninos tinham o direito de serem torturados na intimidade de sua mas­morra, sem estar obrigados a posar para fotografias.
Apesar de seu tamanho, vale a pena re­produzir a declaração do TJSP contra Anistia Internacional[i] . Todos os grifos são meus.
A propósito de manifestação da Anistia Internacional [...]
É inaceitável que entidade internacional, sabidamente marcada por inclina­ção ideológica, possa interferir em matéria de soberania nacio­nal, imiscuindo-se em tema relativo à prestação jurisdicional, neste Es­tado [...]
É inconcebível essa crítica suspeita e infundada, em relação ao Judiciá­rio, confundindo-se ação governamental própria com atuação inde­pendente da Justiça. [...]
Admite-se a crítica construtiva, no plano elevado [sic!] das idéias, sob o prisma jurídico ou dos conceitos abstratos, mas, jamais, a censura e os ataques gratuitos e injustificados de entidade que se arvora (mas não em relação a todos os países [sic] o que, no mínimo, é curioso), em censora de Poder de julgar constituído. Em nosso Estado, sob a pena de se aceitar passivamente a interferência em parcela da sobera­nia nacional, representada pelo Poder Judiciário [...].
O que se lamenta é a conduta de alguns elementos de setores inconforma­dos, que, ao invés de buscar soluções no âmbito interno, na ânsia de figurar sob os holofotes da mídia [sic], levam para o exte­rior um retrato deformado da realidade [...] para alcançar notoriedade, e sensibili­zar organismos internacionais, em triste desserviço à Nação. A contribuição dessa natureza, com fornecimento a terceiros de ilustra­ção fotográfica de menores em rebelião, configura afronta ao art. 247 do Estatuto da Criança e do Adolescente, diante da exigência da observância do princípio do sigilo legal, especialmente, em relação à imagem do menor, o que bem revela a leviandade de comporta­mento, nesse particular.
Os membros da opinião pública com mais capacidade de mobilizar devem pronunciar-se face ao risco de tornar-se cúmplices de um tratamento dado a crianças, que, salvo pela quantidade, não difere essencialmente ao que foi dado durante a 2ª. Guerra Mundial, aos adolescentes presos pelas SS nos campos de concentração. As razões eram semelhantes também. Os nazistas tinham um leque de inimigos muito grandes, mas entre eles predominava o ódio racial, igual ao que acontece em alguns estados brasileiros com os jovens afro-descendentes.
Os que preferem não tornar-se cúmplices não têm outra alternativa que o confronto com os estados genocidas que aplicam estas faxinas, como São Paulo e Espírito Santo. Esta prática sistemática de tortura e genocídio não se supera com medidas mornas, junto a um sistema judiciário que é cúmplice e, às vezes, instigador destes fatos. É necessário mobilizar todos os recursos internacionais que sejam possíveis.
A continuação segue a íntegra da NOTA PÚBLICA.
Pedimos a nossos amigos da Internet que difundam esta nota a todos seus contatos e redes sociais.
Nota Pública de Repúdio à transferência ilegal de adolescentes a penitenciária no Espírito Santo
As organizações abaixo assinadas vêm por meio desta manifestar seu veemente repúdio aos recorrentes episódios de violência que aconteceram nas últimas semanas na Unidade Metropolitana de Internação Socioeducativa de Xuri e que culminaram na transferência ilegal de 65 adolescentes para uma unidade do sistema penitenciário em Linhares/ES, no dia 6 do corrente mês.
A transferência dos adolescentes para uma Unidade do Sistema Prisional Humanos, ainda que em caráter provisório, viola frontalmente os princípios que regem o SINASE (Sistema Nacional de Atendimento Sócio Educativo), tendo em vista que o padrão arquitetônico e a ausência de projeto pedagógico são inadequados para o atendimento socioeducativo.
Ao transferir ilegalmente adolescentes para o sistema prisional, o Governo do Estado fere a Declaração Universal dos Direitos Humanos que completa amanhã 63 anos e descumpre as medidas provisórias da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA que determina que desde fevereiro desse ano o Estado garanta a vida e a integridade física dos adolescentes e funcionários sob a responsabilidade do IASES.
As organizações que assinam essa nota exigem que os 65 adolescentes sejam imediatamente abrigados em unidades socioeducativas compatíveis com a legislação nacional e convenções internacionais de proteção à integralidade dos direitos das crianças e adolescentes.
Vitória e Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 2011
Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra
Pastoral do Menor do Estado do Espírito Santo
Justiça Global
Movimento Nacional de Direitos Humanos/ES
Centro de Apoio aos Direitos Humanos Valdício Barbosa dos Santos
Centro de Defesa Dom Tomás Balduíno
Centro de Defesa Regional Pedro Reis

[i] www.dhnet.org.br/direitos/sos/c_a/febem.htm

Intalada CPI da Privataria.

já é.. agora acompanhar POVO, exigir apuração e punição. Caso contrario acaba em Pizza. Bora, Juntos somos Fortes.


 

E O Dag veio com estas: Divirta-se na coletânea, mas não aceite engolir PIZZA, combinado?


Há certos momentos na vida de um homem PUBLICO que estaria infinitamente melhor se enfiado na "PRIVADA"!

Imaginemos o desassossego pelo qual hoje passa este homem.
Ha pouco era forte e temido, bajulado até. O PIG sempre atento, faxinando seu trajeto, as vezes livrando-o de traumatismos cerebrais e outras “cocitas” mais.

E ele seguia triunfante seu caminho com uma única meta. Chegar lá. Com as costas em brasa, não me refiro à aquela brasa que assa o churrasco não. Com as costas quente, muito quente, seguia este senhor seu objetivo. Qual? Chegar lá! Fosse em “sampa” (seu ninho), na capital ou qualquer outra parte deste querido Brasil ele estava blindado, um pouco menos só nas Minas Gerais, ainda assim, lá pelas bandas de “beozonte” aprontava das suas, ensinava ao “minerim”, seu ex-futuro discípulo como se faz política de verdade quando se tem o objetivo de Chegar Lá. Com ele não tinha essa não, passava a “SERRA” por cima, raramente pegava leve.

Não bastasse o terceiro "sacode" seguido nas urnas, me aparece do nada este "infeliz", jogando a cal naquela área onde antes, só o pó importado dos maquiadores do PIG usado para amenizar o BRILHO de sua imagem, e por descuido OU artifício uma bolinha de papel, se aproximavam.

Será que Sr. Amaury Ribeiro Jr. enfiou a mão num vespeiro, ou seria essa a pá de cal que faltava.

E agora José?

Aguardemos, pois essa história “tá” longe de acabar, e ninguém pode subestimar a força daquele exercito que idolatra este homem.
A GRANDE OPORTUNIDADE DE NOS REDIMIR DE NOSSOS DESACERTOS


O livro "Privataria Tucana" de autoria do jornalista investigativo AMAURY RIBEIRO JUNIOR, cuja obra o imortalizará indiscutivelmente, "e que as hienas do governo inimigas do Brasil ainda vão responsabilizar alguém como mentor da obra" já está provocando uma depuração na política brasileira com a propositura de uma CPI pelo deputado Protógenes Queiroz que já está colhendo assinaturas (segundo a Nanda Tardin já é fato consumado) para tal e que temos certeza receberá apoio de grande número de políticos de todos os partidos inclusive do PSDB, DEM, grande parte do PMDB e como é óbvio, quase unanimidade dos membros dos outros partidos, cujo resultado será a prova inconteste que ficará na história como marco da restauração moral do Brasil tão exigida pelo povo brasileiro e negada por covardia e comprometimento do Governo. Quem for contra esse pedido de CPI, "que caiu como queijo no mel para quem realmente merece, justamente quem deu motivo para essa OBRA PRIMA ou OBRA DO SÉCULO que restaurará de uma vez por todas a dignidade pátria" será indiscutivelmente o lixo a que se refere o Sr.JOSÉ SERRA que juntos, deverão ser incinerados politicamente e definitivamente já a partir das próximas eleições, para que o eleitorado brasileiro se sinta com a alma lavada por tantos males causados, na maioria das vezes, involuntariamente, ao Brasil e à sua própria família quando no exercício do voto.


O SIGNIFICADO DE PRIVATIZAR - O SILÊNCIO DA MÍDIA

O SIGNIFICADO DE PRIVATIZAR - O SILÊNCIO DA MÍDIA

Qui, 15 de Dezembro de 2011 12:12 Laerte Braga
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O livro do jornalista Amaury Ribeiro Júnior sobre as privatizações no governo de Fernando Henrique e toda a corrupção que envolveu o processo traz várias lições muito maiores que revelar o óbvio. Um governo, o de FHC, controlado de fora para dentro, aliança das elites econômicas e financeiras do País com os senhores do mundo e um modelo político e econômico engessado que transforma o Brasil em um dos grandes entrepostos do capitalismo.

É natural que a mídia privada silencie sobre o assunto. É podre e naquele momento adquiriu o status de sócia daquele Brasil que emergia nos desmandos tucanos. Os ajustes feitos ao curso das privatizações, além do golpe branco que no meio do jogo mudou as regras - a reeleição de FHC comprada a peso de ouro - para que todos os operadores e familiares terminassem milionários.

Como um botim repartido por uma quadrilha após um assalto a um banco. No caso, assalto ao Brasil e aos brasileiros.
Continua link

Rapidinha

O pânico da grande mídia privada com o livro do jornalista Amauri Ribeiro é tão grande que a cada dia tem um espetáculo novo no noticiário. Hoje é a OPERAÇÃO DEDO DE DEUS. O santo nome em vão na tentativa de evitar a OPERAÇÃO PRIVATARIA TUCANA. Teve até helicóptero descendo em cobertura em Copacabana - deve ter sido inspiração de Escadinha -. Cá para nós qual a diferença entre o Anísio Abrahão David e qualquer Setubal do Itaú, ou JP Morgan e seus descendentes? Ou os caras do Bradesco? A meu ver só uma - os banqueiros de bicho operam na ilegalidade os banqueiros que quebraram a Europa, saqueiam o Brasil, faliram os EUA, operam na legalidade. Só essa. E entre a turma do bicho e os tucanos? Os tucanos venderam um país.

Frente Parlamentar Brasil-Cuba anuncia ações para 2012

A Frente Parlamentar Brasil Cuba reuniu-se com o embaixador cubano no Brasil, Carlos Zamora, na manhã desta quarta-feira (14), na Câmara, para apresentar um balanço das atividades realizadas este ano e discutir as perspectivas de trabalho para 2012. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), coordenadora da Frente Parlamentar, destacou o esforço de promover o intercâmbio de experiências políticas, econômicas e culturais entre os dois países.

Por Márcia Xavier do Portal Vermelho
O embaixador cubano agradeceu o apoio recebido do Parlamento brasileiro e destacou a importância da ajuda na luta de Cuba contra o bloqueio econômico, que já dura 52 anos, e demais lutas do povo cubano contra as perseguições dos Estados Unidos ao país caribenho. Ele destacou a realização, em maio próximo, na Bahia, da Convenção de Solidariedade a Cuba. Segundo ele, o evento, que já vem se realizado há 20 anos, dá visibilidade às lutas de Cuba.

Zamora também enfatizou a importância de manter a luta pela libertação dos cinco cubanos presos nos Estados Unidos. A senadora anunciou que a Frente Parlamentar vai elaborar material publicitário – cartazes, folders, etc. – para a campanha em favor da libertação dos cinco heróis cubanos. A campanha deve prosseguir este ano com a realização de atividades de interação com setores da sociedade civil e partidos políticos.
A Frente Parlamentar também agendou para o próximo ano intensificar as gestões visando autorização para delegação de parlamentares visitarem Gerardo Hernandez, um dos cinco presos nos Estados Unidos.

Ainda como parte da agenda para 2012, a senadora anunciou a organização de Delegação de Parlamentares para visitar Cuba no primeiro semestre; fomentar maior intercâmbio cultural, político e econômico entre Brasil e Cuba e a realização de Sessão Solene do Congresso Nacional de solidariedade a Cuba.

Para a execução das diversas tarefas propostas, foram escolhidos nomes de parlamentares para coordenações temáticas, ficando o deputado João Ananias (PCdoB-CE) responsável pelos assuntos relativos à revalidação dos diplomas dos médicos brasileiros formados na Escola de Medicina de Cuba; a deputada Janete Capiberibe e o senador João Capiberipe , do PSB do Amapá, coordenarão o Movimento em prol da libertação dos 5 heróis cubanos presos nos Estados Unidos, e a senadora Lídice da Mata (PSB), a deputada Alice Portugal (PCdoB) e o deputado Emiliano José (PT) – todos baianos – coordenarão a Convenção de Solidariedade a Cuba, a ser realizada em Salvador (BA), em maio de 2012.

Criado em 1989, o grupo completou 22 anos este ano e é integrado por mais de 180 parlamentares, sendo o mais antigo e maior grupo parlamentar em funcionamento no Congresso Nacional. Segundo Vanessa, o grupo vem atuando com respeito ao direito internacional e à soberania dos povos.

Que Bicho é esse, sô?

Câmara aprova criação de 66 cargos para o PSD


Operação dedo De Deus prende mais de 33 pessoas ligadas ao Jogo de Bicho


Comentando...por Nanda Tardin
A PC e Justiça do Rio mandam Prender bicheiros alegando serem bandidos, formadores de quadrilha, corrupção ativa e passiva, lavagem de Dinheiro.... 
o Congresso Nacional cria 66 novos cargos e mantem 360( que deveriam ser extintos pois a bancada ruralista migrou pro PSD, para 'assentar' os 'novos' do PSD. 
Pergunto: a Lei que dá em Chico, não dá a Francisco?
O que hoje é um Congresso Nacional ?:
Ah tá Crime organizado, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, lobby... So vale se oficializado,né? Oficializa então o BICHO, uai.... o que não dá é uma ilegalidade que sustenta políticos, policia e doutores...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O protesto nu contra os islamitas - Rui Martins

Publicado em 13/12/2011 no Direto da Redação

O protesto nu contra os islamitas

 
Berna (Suiça) - Ela se chama Aliaa Magda Elmahdy, é egípcia e decidiu enfrentar os islamitas que, pelo jeito, se apropriaram da « primavera árabe ».
Ameaçada de morte, essa jovem de 20 anos, ainda com cara de adolescente, tirou toda roupa e nua desfechou seu ataque contra os fanáticos muçulmanos, capazes de acabarem com todos os direitos das mulheres conquistados, no século passado, pela mulheres egípcias e mergulharem o Egito numa Idade Média corânica.
« Eu reivindico minha liberdade sexual, o direito de não me casar, meu ateismo. As mulheres devem poder viver sua vida como bem entendem », é o desafio lançado por Aliaa.
Se fosse na França medieval, ela seria queimada na fogueira como filha do diabo ou feiticieira, pelos religiosos católicos da Inquisição. Mas a Idade Média cristã-ocidental acabou com a modernização do cristinianismo decorrente dos movimentos da Reforma, de Lutero a Zwinglio e Calvino, e seus estertores foram provocados pela Renascença e pelo Iluminismo, com o laicismo sacralizado pela Revolução Francesa.
Entretanto, no mundo religioso árabe, sem uma central religiosa ditadora dos dogmas, como o Vaticano, ainda é difícil se esperar uma modernização e uma leitura liberal do Corão, para se chegar à moderação e a uma separação do poder divino e poder temporal como aconteceu na Europa. Além disso, a divisão entre sunitas e xiitas (minoritários), é relativizada pela ascenção dos integristas que pregam o retorno à chariá, a aplicação literal da lei do Corão, uma lei que poderia ter seu lugar naqueles anos do VII século, mas hoje é uma lei cruel e desumana.
Por que a importância do desafio de Aliaa Magda Elmahdy ? Porque a tendência hoje, nos países transformados pela « primavera árabe » é a do poder político ser tomado pelos Irmãos Muçulmanos, movimento integrista combatido na tentativa panarábica do líder laico, anticolonialista e não religioso Gamal Abel Nasser. Para Nasser, a tentativa frustrada de unificação árabe visava criar uma frente contra os países colonialistas, Inglaterra e França principalmente, para desenvolver os países árabes.
Os integristas de hoje estão conseguindo a unificação árabe pela religião e, embora os inimigos sejam praticamente os mesmos, os ocidentais, mas as consequências serão desastrosas. O integrismo islamita se alimenta da pobreza, já que os donos do petróleo não souberam distribuir a riqueza nem instaurar regimes com participação popular.
A instauração da chariá é o retorno literal aos preceitos do Corão com punições físicas, tortura e morte, em nome de uma rigorosa moralização dos costumes. E as principais vítimas são as mulheres, que retornam a ser meros objetos, obrigadas a cobrir todo o corpo a fim de não tentarem os homens. Justamente quando estavam conquistando alguns dos direitos mais que comuns entre as mulheres ocidentais.
Evidentemente, existe a exceção turca, país muçulmano que optou pela laicidade, na queda do Império Otomano. O risco é o dos islamitas, usando de força e inquisição, acabarem com sociedades muçulmanas liberais como a existente na Tunísia. Quanto ao Egito, parece já ter o destino selado, devendo ser proibido mesmo às turistas se bronzearem nas praias.
Em termos futuros, basta se imaginar a presença de governos teocráticos islamitas em frente à Europa, do outro lado do Mediterrâneo. Sem se contar a atual presença islamita dentro da Europa. E o mais absurdo é que foi o próprio Ocidente o autor desse quadro – a destruição do Iraque de Sadam Hussein e da Líbia de Kadafi foram o equivalente a retirar as barreiras que continham os xiitas do Irã e os Irmãos Muçulmanos do Egito. Abriu-se a Caixa de Pandora.

RUA VIVA 3ª Edição - Que sirva a exemplos


Caro amigo,
Hoje, 13/12, terça-feira, foi lançada oficialmente a terceira edição do livro RUA VIVA. O prefeito de Belo Horizonte, Dr. Márcio Lacerda, sancionou a lei dando nome de rua a Carmela Pezutti.
Há dezenas de outros nomes apresentados como projetos de leis pelo vereador Tarcísio Caixeta, líder do governo na Câmara Municipal de Belo Horizonte e Carmela foi escolhida para representá-los.
Numa deferência do Secretário Nacional de Justiça e  Presidente da Comissão de Anistia, Dr. Paulo Abrão, a cerimônia foi realizada durante reunião de balanço e planejamento do Memorial da Anistia Politica do Brasil  na UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais.
Tudo começou ao assumir o mandato de vereador em Belo Horizonte a partir de 1993, quando idealizei e implementei o Projeto RUA VIVA - O Desenho da Utopia.
Este projeto, além de homenagear, tem o objetivo de resgatar e gravar para nossa cidade a memória dos mineiros que lutaram contra a ditadura militar.
Num primeiro momento, foram dados nomes de rua a todos esses lutadores. Posteriormente, foi escrito e editado um livro contendo a trajetória deles. A primeira edição foi lançada em 1994 e a segunda em 2004, abrangendo um total de 163 nomes. Pretendemos em março de 2012 realizar uma cerimônia com a presença de todos os familiares.
Abraços,
BETINHO DUARTE
PROJETOS DE LEI APRESENTADOS PELO VEREADOR TARCISIO CAIXETA
01 - Afonso Vítor Pachola
02 - Aides Dias de Carvalho
03 - Alcides de Oliveira
04 - Álvaro Veveco Hardy
05 - Álvaro Martins Rabêlo
06 - Alvino Ferreira Felipe
07 - Andréia Marques Rodrigues
08 - Antônio José dos Reis
09 - Ary de Souza
10 - Carlos Alberto Scotti
11 - Carmela Pezzuti
12 - Carmem Jânea Lima
13 - Celius Aulicus Jardim
14 - Darcy Ribeiro
15 - Dazinho Gomes Pimenta
16 - Eliane Martins
17 - Euro Luís Arantes
18 - Evelyne Pape Singer
19 - Francisco Nascimento
20 - Geraldo Bernardo da Silva
21 - Geraldo Ludovico
22 - Gilson Miranda
23 - Guido Rocha
24 - Guinaldo Nicolaevscky
25 - Guta Carneiro Ribeiro
26 - João Domingos Fassarela
27 - Joaquim Rafael de Azevedo
28 - José Isabel do Nascimento
29 - José Teubner Ferreira
30 - Leta de Souza Alves
31 - Lúcia Helena Mellino
32 - Luís Bento
33 - Luiz Lyrio
34 - Lourival Vilela Viana
35 - Marcelo Guimarães
36 - Maria da Penha Lima
37 - Maria Regina Nabuco
38 - Mariza Afonso
39 - Olavo Brasil Júnior
40 - Olympio Perez Munhoz
41 -  Ruy Mauro Marini
42 - Reinaldo Melgaço
43 - Sebastião Tomé da Silva
44 - Stela Mares Rafante
45 - Valmir José de Rezende
46- Washington Alves da Silva
47 - Glória Amorim Viana
48 - Maria Leite de Figueiredo

A FONTE DOS PROBLEMAS POLITICOS ATUAIS. . "SÃO AS CORPORAÇÕES REALMENTE PESSOAS?"

A FONTE DOS PROBLEMAS POLITICOS ATUAIS.
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"SÃO AS CORPORAÇÕES REALMENTE PESSOAS?"

Denúncia do Senador sem partido pelo estado do Vermont nos EUA Bernie Sanders. Um dos Senadores mais ouvidos ultimamente em questões atuais referentes ao impacto da crise economica na democracia.
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No ano passado, a Suprema Corte dos EUA tomou uma decisão desastrosa abrindo uma brecha na nossa democracia, desencadeando um tsunami de gastos corporativos em nossas eleições. A decisão Citizens United mudou radicalmente a nossa democracia - inclinando ainda mais o equilíbrio de poder em direção a América corporativa.

Sob o pretexto da Primeira Emenda Constiticional, que protege a liberdade de expressão, a decisão Citizens United permite bilionários, empresas poderosas e seus executivos colocarem somas ilimitadas de dinheiro em campanhas politicas, mesmo sem serem identificados. O que a decisão da Corte Suprema diz é que, essencialmente, empresas e bilionários podem se sentar em uma sala e decidir quem vai se tornar o presidente dos Estados Unidos, um senador, um congressista, ou governador. Não é para isso que este país foi criado.

Quinhentas pessoas lotaram um auditório em escola no centro de Vermont em 5 de março de 2011 para ouvir de um painel de especialistas, incluindo: nacionalmente sindicado apresentador de rádio Thom Hartmann, Ben Cohen e Jerry Greenfield fundadores da cia de sorvetes Ben & Jerry, Senador do Estado deVermont Ginny Lyons, perito da Vermont Constitutional Law School Prof Cheryl Hanna, e Rob Weissman, presidente da Public Citizen.

A esmagadora presença indica que o interesse por esta questão é extremamente elevado. Isso demonstra que há milhares de cidadãos em Vermont e milhões de americanos que estão preocupados com a quantidade praticamente ilimitada de dinheiro que empresas estão inundando o nosso sistema político, e estão determinados a fazer o que podem para ir contra os endinheirados para preservar nossa democracia.
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ASSISTAM AO VÍDEO.

LOGO ABAIXO A PROPOSTA DO SENADOR BERNIE SANDERS NA QUINTA-FEIRA PASSADA, 08/12/2011, PARA MODIFICAR A CONSTITUIÇÃO DOS EUA DIANTE DO GRAVE ERRO DA CORTE SUPREMA.
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http://www.youtube.com/watch?v=aS1KFjQfrgI
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http://www.youtube.com/watch?v=G9qZZVqSQdo
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www.youtube.com
Last year, the Supreme Court made a disastrous ruling which upended our democracy by unleashing a tsunami of corporate spending in our elections. The Citizen...

Record News dvulga "A Privataria Ticana"- A internet é livre. Baixe o Livro!!!



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Morre o polêmico blogueiro Amilton Alexandre, o Mosquito, do Blog Tijoladas do Mosquito de Santa Catarina

Foto: Diego Wendhausen Passos
O polêmico blogueiro Amilton Alexandre, o Mosquito, foi encontrado morto dentro da sua casa ainda há pouco. A informação, divulgada às 18h33, é do seu amigo, o jornalista e também blogueiro Sérgio Rubim, do Cangablog.
Mosquito era odiado e temido por muitos políticos catarienses, especialmente de Florianópolis, por suas duras e ácidas críticas, postadas no blog Tijoladas do Mosquito.
Informações preliminares, dão conta de que, ao final da tarde de hoje, Alexandre havia sido encontrado enforcado em seu apartamento, em Palhoça, o que sugere suicídio, segundo as autoridades policias que apuram o caso.
Segundo, Rubin, “O secretário de segurança Walter Gruba determinou que uma equipe da diretoria de informação e inteligência do SSP se deslocasse até a casa de Amilton Alexandre. Por ser um personagem polêmico e visado, Gruba quer uma apuração detalhada sobre o caso.”
Informações sobre um mandato de prisão, que teria sido expedido contra o Mosquito neste final de tarde, foram desmentidas.
O polêmico jornalista florianopolitano foi preso em 1979 por participar de protesto contra o general João Batista Figueiredo, último presidente da ditadura militar, e enquadrado na Lei de Segurança Nacional. Formado em Administração de Empresas pela UFSC, ele foi líder estudantil. Seu blog “Tijolhadas” lhe rendeu cerca de 30 processos  por calúnia e difamação.
Izidoro Azevedo dos Santos (62 anos), advogado que defendeu Amilton em dois processos, levanta dúvida sobre o suicídio do blogueiro “terá mesmo o blogueiro se suicidado, ou sua morte terá sido obra dos incontáveis desafetos que cultivou, com suas enérgicas e contundentes denúncias de corrupção e lambanças políticas as mais variadas.”
Santos, que é conhecido como Herbert, conta que “Um deles (dos desafetos), numa audiência em que eu estava presente, chegou a afirmar, na frente da Juíza, que saíra de casa para matar o Amilton, mas fora dissuadido do seu intento pela família e por amigos.” Cuidadoso sobre essa ameaça, Herbert também postou em seu blog “Não posso afirmar que a morte do Mosquito tenha sido obra de gente ao serviço dele, citando a circunstância para lembrar o estado de exasperação em que chegaram os denunciados pelo blogueiro, com palavras contundentes e, não raro, consideradas infamantes, as quais engendraram inúmeros processos criminais e cíveis, contra os quais o acusado travava uma luta desigual, mesmo estando apoiado por simpatizantes.”
Amilton Alexandre encerrou seu blog no dia 9 deste mês, onde postou:
“Quem tem acessado o blog nas últimas semanas notou um vem e vai de informações, postagens deletadas e até comentários sobre a coragem do blogueiro nas suas manifestações.
O blog foi construído com o objetivo de denunciar corrupção, tratar de assuntos ligados a cidadania e versar sobre os mais diversos temas da blogosfera.
Durante todo esse tempo, minha atividade foi manter o blog com informações e denúncias.
O blogueiro, apesar de muitas vezes advertido, carregou nas tintas contra os políticos. Passou dos limites em alguns casos. Claro, colheu processos e condenações, aos quais recorre.
Mas contribuiu para tentar sanear a política catarinense. Não foram poucos os assuntos tratados aqui  transformados em inquéritos no Ministério Público e ações civis públicas.
Quem achou que havia financiamento de grupos interessados em obter vantagens com o que era publicado aqui, se enganou.
Tanta dedicação ao blog levou-me a um isolamento familiar, com oposição a minha atividade, problemas de saúde e outras dificuldades. Nas últimas semanas acusei o nocaute. Não tenho mais como enfrentar as ameaças e retaliações pelo que publico. É sensato dar um tempo.
Como diz um amigo meu: O que vc ganhou com o blog?
O ganho não foi pessoal, mas coletivo. Talvez um dia eu tenha a resposta para a minha parte.
Agora vou tentar me reestruturar numa atividade menos tensa. Preciso dar mais atenção a quem precisa: eu mesmo.
Passando pelo Cangablog vejo que o arsenal de maldades dos políticos não para. Vou deixar o Canga linkado aqui permanentemente. Devo dar alguns pitacos lá.
Aos meus leitores desejo bom Natal e um Ano Novo com saúde e paz.”
A última postagem no blog do Mosquito, que não está mais no ar, havia o seguinte texto de Jerônimo Gomes Rubim:
E encerra suas atividades o polêmico blog Tijoladas do Mosquito. Por três anos, legislativo, judiciário, executivo e outras ôtoridades de SC tremeram nas bases com as denúncias e xingamentos do Mosquito.
Ele foi o primeiro a denunciar o escândalo da árvore de natal da Beira Mar Norte. O primeiro a falar sobre os estupro de uma menor envolvendo Sirotskys. Várias denúncias do blog, bem documentadas, estimularam investigações do Ministério Público e condenações. Chegou a ser citado na sentença de um juiz que condenava um prefeito do interior a devolver dinheiro público.Talvez não tenha feito jornalismo na forma e padrão convencional, disparando adjetivos tortos e alguns “filhos da puta” a mais. Ganhou mais de 50 processos por isso. Dependendo da teoria de análise, alguns vão dizer que nem jornalismo fez, era só denuncismo. Mas foi um defensor apaixonado da ilha e seu povo (nós), e fez o que o jornalismo local não faz: desmascarou, denunciou, investigou e provou irregularidades. Mostrou ali, no blog público e acessado por mais de cinco mil pessoas por dia, a mão grande e a completa desfaçatez de quem é muito bem pago para escolher por nós – e que faz questão de escolher apenas por eles.Deixa seguidores fiéis, que viram nesse justiceiro dos bytes a voz comunitária da indignação. A pressão, vocês devem imaginar, é terrível. No último achaque do poder, dava depoimento em processo movido por Dário Berger quando recebeu uma ilegal voz de prisão ao responder pergunta do promotor – que tem cargo público e não poderia estar ali.Tá tudo documentado no blog dele, aparece lá. Descubra um pouco mais sobre o que realmente acontece na sua cidade. Como ele mesmo escreveu, o blog entra para a história de Florianópolis.
“Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade.” – George Orwell”

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

MAIS UM PASSO RUMO À PALESTINA LIVRE E SOBERANA

Por Celso Lungaretti

Desde hoje (3ª feira, 13), a bandeira palestina tremula na sede parisiense da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. A Unesco é a primeira agência da ONU que reconheceu esse território como membro de pleno direito.

O ato solene contou com a presença da diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, e do presidente palestino, Mahmoud Abbas, que destacou tratar-se do "primeiro reconhecimento para a Palestina", daí ter sido para ele tão "emocionante ver nossa bandeira hasteada hoje numa sede da ONU".

No final de outubro, quando a admissão da Palestina foi decidida, os EUA imediatamente retaliaram, o que me fez lembrar a puerilidade de comportamentos das turminhas de rua da minha meninice: 
"Por discordarem da admissão da Palestina como membro pleno, os EUA levarão a bola pra casa (no caso, os fundos de US$ 60 milhões que lhe destinavam), privando-a de 22% do seu orçamento bianual.
A entrada dos palestinos foi decidida por 107 votos a favor, 14 contra e 52 abstenções.

Ou seja, democraticamente, 62% dos países-membros aprovaram.

E, antidemocraticamente, uma das nações discordantes teve reação característica de mariquinha pirracento".
De resto, o estado de Israel parece determinado a impor aos outros exatamente o que seu povo sofreu: não só nega aos  palestinos errantes  o direito a uma pátria livre e soberana, como criou na faixa de Gaza uma versão atualizada do Gueto de Varsóvia.

A ponto de a música comemorativa do estabelecimento dos judeus na sua terra prometida, "Êxodus", agora cair como uma luva para suas vítimas, os palestinos:
"Eu vou pisar o chão que Deus me deu,
a terra que em sonhos vi.
O sol do amanhecer
mostrou-me o vale em flor,
que é todo meu, assim Deus prometeu.

Vem, meu amor, a terra conquistar,
aqui os nossos vão crescer.
Bem junto a ti eu sou
um homem e nada mais,
mas, se Deus quiser, um forte hei de ser.

Aqui farei meu lar.
Se Deus quiser que eu morra, eu morro sem chorar,
pois, afinal, vou ter meu lar".

OUTROS TEXTOS RECENTES (CLIQUE P/ ABRIR):
INTOLERÂNCIA
O SAGRADO DIREITO AO CANIBALISMO
CIDADE DE BANCO NUNCA SERÁ CIDADE DE DEUS
DILMA CHOROU


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Protogenes Protocola pedido para CPI da PRIVATARIA.

Requerimento de abertura da CPI da Privataria

por Protógenes Queiroz, segunda, 12 de Dezembro de 2011 às 20:20
CÂMARA DOS DEPUTADOS


REQUERIMENTO DE CPI

(Do Sr. Delegado Protógenes)


Requer a criação de Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar as denúncias de irregularidades e lavagem de dinheiro apresentadas pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior em seu livro, “A Privataria Tucana”.


Senhor presidente,

Requeiro a Vossa Excelência, nos termos do § 3° do art. 58 da Constituição Federal e na forma do art. 35 do Regimento Interno, a instituição de Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar em profundidade as denúncias de irregularidades e lavagem de dinheiro apresentadas pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior em seu livro, “A Privataria Tucana”.


JUSTIFICATIVA

Está na Carta Magna brasileira, em seu artigo 3º, incisos I e II, que constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil “construir uma sociedade livre, justa e solidária” e “garantir o desenvolvimento nacional”. O livro “A Privataria Tucana”, lançado no último dia 09 de dezembro, revela, com uma farta documentação, um esquema do uso de dinheiro das privatizações, ocorridas nos anos de 1990, para beneficiar políticos e seus apadrinhados. Estas denúncias configuram real ameaça à realização da República nos seus moldes constitucionais.

Em reportagem de capa, a revista Carta Capital, em edição do dia 14 de dezembro de 2011, debruça-se sobre as principais denúncias elaboradas pelo autor do livro, o jornalista Amaury Ribeiro Jr.

Segundo o autor, os documentos secretos da CPI do Banestado demonstram a existência do “maior esquema de lavagem de dinheiro já detectado no Brasil” cujo personagem principal é o ex-governador de São Paulo e candidato presidencial derrotado em 2002 e 2010, José Serra, e mentor o seu ex-tesoureiro de campanha, Ricardo Sérgio de Oliveira.

O livro-reportagem apresenta ainda documentos da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda que comprovam o envolvimento de parentes de políticos à época, como o irmão do ex-senador Tasso Jereissati, o empresário Carlos Jereissati, no repasse de 2 milhões de reais da suposta propina para a campanha de José Serra ao Senado, no ano de 1994. Segundo Ribeiro Jr., o próprio empresário confirmou a doação, mas o candidato só declarou ao tribunal Regional Eleitoral R$ 95 mil.

Parte das provas do relatório da CPI do Banestado, que comprovam o pagamento da propina das privatizações está em um CD de informação do MTB Bank, instituição financeira liquidada pela promotoria distrital de Nova York por lavagem de dinheiro. Estes arquivos revelam também mais de 10 mil operações das contas chamadas “Contas-ônibus” que levavam e traziam dinheiro de paraísos fiscais que ocultavam os nomes dos responsáveis pelas movimentações. Segundo o livro-reportagem, as planilhas do MTB Bank e outros documentos da CPI do Banestado revelam que o ex-tesoureiro da campanha de Serra, Oliveira, movimentou no exterior, em 5 anos, 20 milhões de dólares.

O livro também mostra a sociedade entre o ex-Governador paulista e o espanhol Preciado, marido da sua prima, na compra de um terreno na capital paulista. O espanhol também movimentava a mesma conta do MTB Bank, usada para lavar o dinheiro das privatizações. O jornalista Ribeiro Jr. lembra que o esquema foi desmontado, em 2004, pela Polícia Federal, na operação farol da Colina. Neste caso, mais uma vez os documentos da CPI do Banestado comprovam a ligação entre José Serra e os apadrinhados na lavagem de dinheiro, ao demonstrar que o espanhol depositou 2,5 bilhões de dólares, entre 1998 e 2002, na conta de Ricardo Oliveira, seu ex-tesoureiro.

A ampla documentação exibida no livro mostra que o ex-tesoureiro da campanha de Serra movimentou 1,9 milhões de reais em 2002, data da disputa presidencial entre o ex-presidente Lula e o então candidato José Serra. Também se verifica a participação da filha de Serra, Verônica, que entre 2000 e 2002, véspera da campanha presidencial, trouxe para o Brasil cerca de 7 milhões de reais procedentes do Caribe.

A reportagem evidencia a ligação entre a filha de José Serra com o banqueiro condenado pela justiça Daniel Dantas em investimentos de 15 milhões de dólares entre as empresas de Verônica Serra e Verônica Dantas, irmã de Daniel Dantas. Os investimentos levaram a filha de Serra a comprar casa de luxo na Bahia e casa em bairro de classe média alta em São Paulo, no valor de 475 mil, onde o pai mora hoje.

As denúncias que no presente requerimento destacamos e que exemplificam a calamidade da situação que aqui temos a intenção de averiguar, vem a público após 12 anos de extensa pesquisa do renomado jornalista Amaury Ribeiro Jr.

Respaldadas por vasta documentação, constituem ameaças reais a democracia brasileira e por isso são, sem dúvida alguma, preocupações atuais de todos brasileiros. Não são denúncias de mero cunho eleitoreiro e não se referem a fatos apagados pelo tempo. Pelo contrário, referem-se a acontecimentos que ainda repercutem na atual política brasileira pondo em risco nosso projeto de democracia e que continuarão a repercutir caso não tomemos as devidas providências.

É por isso que nos é imperativo chamar atenção para o fato de termos que instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito dessas denúncias, respaldada pelas assinaturas que acompanham esta proposição, no intuito de promover uma completa e profunda investigação dos fatos alardeados.


Sala de Sessões, 12  de dezembro de 2011.


DELEGADO PROTÓGENES
Deputado Federal – PCdoB/SP




Enviado por Claudio Bastos

Considerações sobre a mídia de mercado

Considerações sobre a mídia de mercado

Pescado do QUEM TEM MEDO DA DEMOCRACIA-

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Por Mario Augusto Jakobskind(*)
Na Argentina, a mídia de mercado vem sendo questionada. Por lá, embora as entidades que reúnem o grande patronato midiático digam o contrário, a legislação sobre os meios de comunicação, aprovada pelo Congresso depois de muita discussão pela sociedade vem sendo posta em prática.
O tema é abrangente e desperta o interesse de todos os setores da sociedade, principalmente dos movimentos populares. A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) esperneia com o fato de na Argentina prevalecer a liberdade de imprensa e não a liberdade de empresa.
Os argentinos estão atentos, tanto assim que no próximo dia 22, ou seja, na antevéspera do Natal, em plena histórica Praça de Maio, está marcado julgamento ético e político do maior conglomerado de comunicação da Argentina – o Grupo Clarín.
A iniciativa é da Associação Mães da Praça de Maio com o objetivo de informar sobre a investigação que se está fazendo sobre o diário Clarín, a Rádio Mitre, o canal de TV a cabo TN, o Canal 13, a Cablevisión e a empresa que fabrica o papel para os jornais, a Papel Prensa. O grupo Clarin, que controla mais de 300 meios de comunicação e empreendimentos a ele pertencentes, se julgava proprietário da verdade e dificilmente era questionado.
O julgamento será simbólico e está sintonizado exatamente com a legislação dos Meios de Comunicação. Hebe de Bonafini, presidente das Mães de Maio, não faz por menos ao afirmar que “vamos fazer um julgamento ético e político ao Grupo Clarín, que rouba crianças, verdades e esperanças”.
Podem estar certos, vem chumbo grosso dos jornalões destas bandas contra Cristina Kirchner e todos os setores que questionam a liberdade de empresa. Vão pintar horrores e dizer que o país vizinho está à beira do caos na economia e assim sucessivamente.
É claro que o ideal seria que a Justiça cuidasse do julgamento, mas como isso neste momento é praticamente impossível, as Mães da Praça de Maio decidiram tomar a iniciativa.
Os grandes conglomerados midiáticos, seja na Argentina ou no Brasil imaginam estar acima do bem e do mal. Clarin ou outro veículo qualquer conta uma mentira, manipula e devido ao poder que manejam o país inteiro é “informado” a respeito. A mentira acaba virando verdade.
E o pior de toda esta história é que muitas vezes Clarin, Globo e outros órgãos de imprensa do gênero apresentam os fatos, ou se preferem a verdade deles, e nem são questionadas. Mas quando o questionamento acontece esses veículos tentam incutir na opinião pública que estão sendo vítimas de restrições à liberdade de expressão.
O que está acontecendo na Argentina é importante ser acompanhado no Brasil, aonde o tema vem sendo debatido e a reação é muito semelhante. Os barões da mídia fazem até seminários para fazer denúncias totalmente infundadas segundo as quais a liberdade de imprensa corre perigo etc e tal. É que esta gente teme o contraditório e na falta de argumentos saem com mentiras visando enganar os incautos.
Da mesma forma que chegou atrasada a criação da Comissão da Verdade, mas antes tarde do que nunca, o debate em torno da legislação midiática também veio atrasado. Mas veio, felizmente. Os big-shots midiáticos não querem mudar nada do que aí está, nem sequer algum aprimoramento.
Podem imaginar, por exemplo, se por aqui as diversas mídias, públicas, privadas, estatais e dos movimentos sociais tivessem o mesmo espaço e não prevalecer o predomínio quase absoluto do setor privado? Pois é, na Argentina, a lei dos Meios de Comunicação determina exatamente a paridade dos espaços midiáticos: 33% para a mídia privada, 33% para a estatal e outros 33 para a mídia comunitária. E isso, covenhamos, é mais democrático do que o domínio absoluto da mídia privada.
Já que estamos tentando refletir sobre os meios de comunicação vale mencionar também a cobertura jornalística de fatos relacionados com a violência urbana, tema debatido em seminário realizado na Associação Brasileira de Imprensa (ABI) com o título “jornalista no meio do tiroteio”.
Essa cobertura precisa ser mais bem analisada e profundamente debatida. Para começar, o próprio termo “segurança pública” é questionável, mas aí caberia nova discussão mais aprofundada. Que segurança e para que setores? Esta segurança está mesmo voltada para os cidadãos contribuintes ou apenas para parcelas mais abastadas da população, enquanto nas áreas de baixo poder aquisitivo nas grandes cidades brasileiras os moradores são na prática vítimas da própria insegurança com os caveirões pregando ódio e acirrando preconceitos?
Vale a pena expor os profissionais da imprensa da forma como vem acontecendo nos últimos tempos em nome sabe-se lá de que e que na prática estimula a corrida desenfreada atrás da audiência, corrida que tem como objetivo, não propriamente servir à população, mas estimular o lucro fácil?
Os lamentáveis episódios que provocaram as mortes, por exemplo, do repórter Tim Lopes, em junho de 2002, e, recentemente do cinegrafista Gelson Domingos da Silva devem servir de objeto de reflexão.
No caso de Tim, o primeiro ganhador de um Prêmio Esso na categoria de telejornalismo por uma reportagem sobre Feira de Drogas, não poderia ter retornado seis meses depois ao mesmo local, Favela Cruzeiro, onde tinha feito a reportagem premiada. Ainda mais pelo fato de sua imagem ter sido apresentada em vários telejornais da TV Globo.
No caso de Gelson, o empregador, a TV Bandeirantes, assinava a sua carteira profissional não como cinegrafista, mas como operador de câmara. E isso com o objetivo de reduzir o salário do profissional. Lamentável esta faceta do capitalismo selvagem que como se observa tem também reflexos no jornalismo.
*Mario Augusto Jakobskind é jornalista. Tem no “Quem tem medo da democracia?” um “Céu de Montevidéu“.
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Plenária de Abertura sobre Cidades Digitais - 10ª Oficina de ID



Por uma Banda Larga popular sem as Teles, solicitamos que acompanhem a proposta de Marcelo Saldanha colocada no Video a partir do tempo 18:08 minutos deste Video.


Debate sobre cidades digitais e minha intervenção para abrir espaço para alguns pontos que acreditamos ser importantes...
Marcelo Saldanha editou um documento.
Plenária 1 – Cidades Digitais (05/12/2011 – 14h30 às 16h30)


Implantar e principalmente manter cidades digitais significa não apenas garantir conexão. A infraestrutura somente ganha perenidade e relevância com arranjos institucionais e ações que envolvam a melhoria da gestão pública, a oferta de serviços de governo eletrônico aos cidadãos, a formação de servidores públicos municipais, a inclusão digital da população e a integração das tecnologias digitais às políticas sociais. A integração entre o Governo Federal, Estados e municípios é fundamental para o sucesso das iniciativas.
Lygia Pupatto – Secretária de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações; Jadir Pela – Secretário de Ciência e Tecnologia do Governo do Espírito Santo; Paulo Alfonso Menegueli – Secretario de Trabalho e Geração de Renda da Prefeitura Municipal de Vitória; Moderador: Marcos Sunye – Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Intervenção :
Por uma politica publica de cidades digitais com gestão participativa, onde novos modelos de provedores sociais possam ser integrados no programa. Pelo efetivo estabelecimento de diálogo com a sociedade civil sobre o PNBL e o Marco Regulatório Uso das redes alinhados com a Web 2.0, não só difundindo e-Gov, mas, i-Gov, permitindo que o cidadão possa intervir e exercer sua webcidadania em busca da democracia participativa e do controle social O reforço do programa para incentivo de aplicação de recursos publicos para redes públicas, ao contrário do que está ocorrendo no PNBL e efetivamente garantir a soberania nacional e a universalização do acesso a internet.
Plenária 3 – Inclusão Digital no Meio Rural (06/12/2011 – 11h às 12h45)


Com atenção especial para os assentamentos de reforma agrária, comunidades quilombolas e ribeirinhas, as políticas públicas de inclusão digital voltadas para o meio rural buscam contribuir principalmente para a capacitação de jovens do campo no uso das Tecnologias da Informação e Comunicação para melhoria da gestão e comercialização de cooperativas de produção e agroindústria familiares, formação de jovens em diferentes linguagens e técnicas na área da comunicação digital, além da capacitação de professores e professoras das escolas públicas rurais no uso das TICs; promovendo, assim, o desenvolvimento socioeconômico dessas comunidades.
Fernana Costa Corezola – Diretora de Ações de Desenvolvimento Territorial da Secretaria de Desenvolvimento Territorial do Ministério do Desenvolvimento Agrário; Vânia Beatriz Rodrigues Castiglioni – Diretora-Executiva de Administração e Finanças da Embrapa; Mônica Schroeder – Secretária Adjunta Substituta da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SESAN) do Ministério do Desenvolvimento Social; Paulo Lima – Projeto Saúde & Alegria Santarém/Pará; Moderador: Anilton Salles Garcia – Diretor Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (FAPES).
Intervenções :
A exposição da manipulação das massas quando não se informa que a Banda Larga é um Direito Humano Fundamental, que foi entregue aos interesses privados alienando este direito a uma politica publica falida que até o momento não tem garantias de efetiva universalização do acesso a banda larga. Informe que o PNBL precisa garantir a soberania nacional e a universalização, fazendo com que o servio seja prestado em regime misto e os recursos publicos sejam usados para construção de redes publicas, pois, so assim, teremos a garantia de continuidade, liberdade na rede e universalização do acesso A governança da internet no Brasil ter modelo multistakeholder, onde todos os setores tenham vaga para debater democraticamente o futuro deste direito no Brasil.
Plenária 4 – Inclusão Digital e Plano Nacional de Banda Larga (07/12/2011 – 9h às 10h45)


Iniciativa do Governo Federal que tem o objetivo de ampliar a oferta de acessos banda larga à internet em todo o país, o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) foi criado oficialmente pelo Decreto nº 7.175/2010 com a meta de conectar à rede mundial de computadores 40 milhões de domicílios até 2014. O Programa inclui, entre outros pontos, medidas para acelerar a construção de redes de telecomunicações no País, levar a banda larga a regiões nas quais o serviço ainda não chega, atender o Brasil Rural, reduzir o preço dos serviços, popularizar terminais de acesso como tablets e microcomputadores e fomentar a oferta e o uso de serviços e aplicações na rede.
Artur Coimbra de Oliveira – Diretor de Banda Larga da Secretaria de Telecomunicações do Ministério das Comunicações; João Maria de Oliveira – Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação, Regulação e Infraestrutura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA); Renata Mielli – Diretora do Centro de Estudos Barão de Itararé; Representante da Telebrás; Moderador: João Weyl – Universidade Federal do Pará (UFPA).
Intervenções :
Divulgação do SIMET como ferramenta de avaliação da quaidade da internet no Brasil, onde foi perguntado se os Provedores podem burlar a medição do SIMET através de regras de QoS. Pedido de mobilização para envio de emails ao Senador Walter Pinheiro para que o mesmo delibere positivamente na inclusão das emendas que fortalecem a banda larga em regime misto ao PPA. Pergunta pq no site da Anatel tem o Ranking de relcamações de todos os serviços fiscalizados pela Agência, menos o de banda larga e foi solicitado que a disponiblização fosse feita. Foi perguntado como os provedores pequenos poderão comeptir com um grupo monopolista que controla 90% do mercado de banda larga, quando as áreas que hoje são atendidas pelos pequenos se tornarem de interesses deste grupo. Foi solicitado ao MiniCom que explicasse melhor o PNBL pra população, dando as informações completas, já que na semana de fechamento dos termos de compromisso com as Teles o governo fez propaganda só falando uma parte do acordo. Pedimos que fosse explicado como as teles estão fazendo o PNBL, com redução de velocidade p/ até 32kbps, franquia de dados e com preços que ainda não refletem um bom acordo, pois, já são preços aplicados nas grandes cidades, na verdade até mais baratos. Citação de um dos termos fechados com uma tele onde 2 mega de link no atacado sai a R$1.200,00 por mês e com taxa de instalação de R$2.000,00, onde a Telebrás faz o preço de cada mega por 200,00 E o reforço da banda larga em regime misto tb foi feito, para o cumprimento da LGT e da CFB elegenda a banda larga como direito e para fins de universalização.
Atividade: Debate sobre Cidades Digitais e Plano Nacional de Banda Larga
Instituições: Telebras, Universidade Federal de Ouro Preto, Secretaria de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações, Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Subsecretaria de Assuntos Federativos da Presidência da República, Banco Nacional do Desenvolvimento

Intervenções :
Pergunta pq a Telebrás perdeu sua função social de levar banda larga pra usuários em áreas onde as empresas privadas não tivessem interesse, conforme decretado no PNBL Onde foram parar os 80 mil km de fibras do antigo SRTT e que não consta na lista de bens que foram privatizados, ou seja, a Telebrás pode recuperar estas fibras já que as Teles não pagaram por ela ? Indagado sobre o processo que as teles abriram para obrigar que a Telebrás informasse seus acordos com as estatais eletricas, pergutei se a Telebrás tem lucro ao vender o link de 1 mega por R$ 200,00 e quantas pessoas caberiam neste link.
Atividade: Fórum Brasil Rural Conectado (Territórios Digitais)
Instituição: Ministério do Desenvolvimento Agrário
Resumo da atividade: Debate sobre as questões relacionadas à disponibilidade de internet e acesso às TIC no meio rural: o cenário atual, as tecnologias viáveis, perspectivas do Plano Nacional de Banda Larga – PNBL para o meio rural e dessa forma, ampliar o debate com a participação da sociedade civil organizada, representantes das Casas Digitais, representantes do Governo Federal e demais interessados que se fizerem presentes.

Intervenções :
Forum pra se debater a banda larga rural, onde participei da mesa e levantei todos os temas que são relevantes ao PNBL e Cidades Digitais. Link da abordagem sobre o tema : http://pt.scribd.com/doc/75390750/10%C2%AA-Oficina-de-ID-Inclusao-Digital-Rural