Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?

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sábado, 19 de novembro de 2011

Eu poderia viver de lembranças, se o presente não fosse de tantas lutas

Eu poderia viver de lembranças, se o presente não fosse de tantas lutas
{ Así mismo recuerdo cuánto nos ayudó em aquella declaración de identidade com Brasil  que hicimos em 1971,cantando la música de sus trovadores...} me recuerda Silvio Rodriguez em la portada de uno de mis libros. Ali, em uma das salas do ICAIC – Instituto cubano de cinema – entre guitarras, risos, acordes, fonética difícil entre o B e o V – complicado falar você argumentava  Pablito  repetida centenas de vezes, Entrelaçada  entre  canções de Chico, Gil, Vinicius conheci Viglietti.  Anos difíceis. Anos de guerra, torturas,  llantos, muchos sueños, parcas alegrias. Mas, aquele grupo de jovens saídos das trincheiras da Revolução Cubana formavam um elo de amor através de suas canções  unindo o mundo. Atada a Sol maior, Lá menor , misturada nos acordes 3\4  passaram 40 anos. Jamais nos perdemos, nem nos sonhos, nem na guerra, muito menos na solidariedade e união. Poucos ficaram para trás. Alguns viraram saudade – como Nicola – o amor maior de todos os amores,  outros se deixaram seduzir  pelo falso brilhante.
Daniel Viglietti  fazia parte deste exército. O compositor uruguaio militante, colocou a luta popular nos seus versos, musicalizou fazendo-a ressoar por toda América Latina. Preso é extraditado depois de uma campanha pela sua libertação desde o exterior encabeçada por  Jean Paul Sastre,  Francois Mitterrand, Julio Cortázar, e nosso arqutiteto Oscar Niemeyer.
Faz pouco nos encontramos na mesma Habana guerreira, explodindo em sonoros cantares, onde velhas trovas,  Nova trova  – já entrada nos 60 -  dividem palcos, violões, versos, harmonias, rimas com os novos meninos  num eterno renovar de mudanças para um mundo de luta chegar a tão ansiada paz para a humanidade.
Do show pela libertação dos 5 herois cubanos presos nos EUA, a peña de Euardo Sosa,  Viglietti , quase um  guri cantando e cantando num desalambrar de esperança.  O coração bate forte, as lágrimas deslizam pelas faces numa onda  alegre- triste batendo fundo para lembrar ao homen de hoje, que para chegar é preciso muita garra, muita segurança. Eles continuam meus meninos, eu sua Miriam – a brasileira.    
Amanhã, Daniel Viglietti canta aqui. Bem no coração do Rio de Janeiro, 40 anos depois de nosso 1º. Encontro. Feliz é  definição pequena para tanta  alegria. Sei que estarei a  seu lado reafirmando que sim podemos. Que hoje, somos muitos e mais conscientes. Que seguimos com o mesmo encanto e canto espalhando versos prenhados de amor  e compromeridos com a as novas formas de lutas e de conquitas.
Benvindo
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SEMANA DE ATACADO E VAREJO – COMPRE


SEMANA DE ATACADO E VAREJO – COMPRE


Laerte Braga


É o tal negócio. Quando do advento do vídeo cassete um diretor da antiga rede Associada – Chateaubriand – disse que se estava assistindo a uma revolução no setor. A indústria, esperta como sempre, tanto produzia vídeos de alta qualidade e inúmeros recursos para consumidores das categorias A e B, como vídeos mais pobres para os consumidores de C para baixo.

É o termômetro Ermírio de Moraes para medir a ascensão social. O empresário compra dez calças Pierre Cardin a vista e o trabalhador uma calça em dez prestações mensais que vão diminuir a carne de cada dia.

Descem a rua vestidos iguais.

E ainda falam em democracia. Polícia senta o cassete aqui, nos EUA, na Grécia, no Egito, na Itália, na França e a “ajuda humanitária” vai para a Líbia. Destroem tudo e, lógico, se preparam para reconstruir.

O que eu quis dizer com tudo isso?

Você comprar um espaço maior ou menor no JORNAL NACIONAL, desde que preencha determinados requisitos (não ser contra os EUA, ter o aval dos Willians – Booner e Waack, não oferecer riscos às elites brasileiras).

A CHEVRON, por exemplo, arrumou uma lambança com um poço de petróleo na bacia de Campos (muito mal explicada, estava tentando avançar sobre áreas que não são dela) e vetou a presença de outras redes de tevê, ou empresas de mídia, mesmo sendo todas elas compráveis com facilidade.

A notícia sai quentinha do forno do jeito que a CHEVRON quer.

Já que a moda é voar em avião de ONG (o tresloucado do Carlos Lupi) é também voar em avião de empresa. Isenta, íntegra, honesta, mandando notícias sempre verdadeiras (epa!) a GLOBO fechou um negócio com a CHEVRON, colocou o seu repórter no avião da empresa com direito a mordomias, etc, etc e noticiou o desastre ecológico com o perfil desejado pela empresa.

Custou caro, evidente. Um trem desses não sai barato, afinal como a GLOBO vai sustentar todo aquele esquema de mentiras e podridão de todos os dias?

O negócio foi tão escandaloso que até Ricardo Boechat da BANDEIRANTES reclamou.

Já o desastre ecológico em toda a sua extensão, os danos causados a curto, médio e longo prazo... Bom, esse a GLOBO não está nem aí. Recebeu para dizer que tudo vai ser resolvido nos conformes.

Deve ser por isso e por outros issos que Bonner chama o telespectador do JORNAL NACIONAL de idiota.

Na esteira da GLOBO, para faturar uma beirada, a FOLHA DE SÃO PAULO insinua que o desastre é culpa do governo. Os planos não teriam saído do papel. A culpa do governo é ter entregue parte do petróleo brasileiro e continuar entregando a quadrilhas como a CHEVRON.

Semana de NEM, o super traficante da Rocinha, preso com direito a espetáculo e a manchete de primeira página no THE GLOBE em sua versão brasileira, O GLOBO. “A ROCINHA É NOSSA”.

Nossa de quem cara pálida? Dos especuladores imobiliários que já estão enchendo os bolsos da mídia e seus sicários de olho nos arranha céus do futuro?

Bando de bandidos. Soa meio esquisito? Não tem importância, tem bando de pássaros, bando de urubus, bando de coiotes, bando de hienas, etc, etc.

Quem não tem como comprar horário no JORNAL NACIONAL se vire com outros menores, FOLHA, VEJA (está promovendo liquidação, mas tem pré requisitos também), RBS (nesse se você for filho ou parente de diretor pode estuprar a vontade que não acontece nada), ESTADO DE MINAS, a corja impressa, via rádio, ou tevê.

A máfia do lixo, conjunto de empresas que saqueia municípios brasileiros com a privatização do setor, achou uma alternativa para as dificuldades com o lixo hospitalar. Compra prefeitos e câmaras municipais de pequenos municípios, anuncia a geração de um número elevado de empregos, vende a idéia de progresso, passa a importar lixo de outros municípios, lixo industrial, lixo hospitalar, despeja tudo na conta da saúde e todos felizes com o emprego.

É o caso do município de Ewbank da Câmara, MG. Prefeito e vereadores no bolso e lá vai para lá o lixo hospitalar de várias cidades inclusive do Rio de Janeiro.

Em Juiz de Fora, MG, a empresa é a QUEIROZ GALVÃO, máfia das mais truculentas, recebe lixo de várias cidades, num aterro sanitário ilegal, isso depois de ter comprado prefeito anterior, prefeito atual, diretores da FEAM – FUNDAÇÃO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE e tudo o mais, inclusive governo do Estado no seu todo.

Isso implica em riscos para uma barragem, a de Chapéu D’vas, como para várias reservas naturais de água, mas segundo os caras é progresso, além da propina que propicia a prefeitos, vereadores, etc.

E a mídia, não podia deixar de ser, é parte indispensável do processo de compre no atacado ou no varejo, mas compre. Ou seja comprado, depende da maneira de olhar.

O modelo político e econômico está falido. Não há saída dentro do institucional.

É hora de ir às ruas e buscar caminhos diversos, diferentes dos que nos tem sido oferecidos com o pomposo título de democracia, mas que na prática só beneficia as elites.

Nada de ir às ruas de maneira desorganizada, do contrário fica igual o Egito. O povo derruba Mubarack e Mubarack permanece através dos militares todos subordinados aos EUA (parece até que é por aqui).

Por aqui acabo de me lembrar da Comissão da Verdade. Os torturadores, peritos em barbárie, estupros, toda a sorte de crueldade vão se defrontar com a tal da verdade. Estão em pânico escorados no patriotismo (“último refúgio dos canalhas”, segundo Samuel Johnson) e escondidos atrás da saia da anistia que fizeram para garantir a covardia dos porões da ditadura militar.

Ir com direção e certeza que ou ocupamos os espaços em cada cidade, ou cada cidade, nossas realidades imediatas, irão virar propriedade privada de máfias do lixo, da água, do escambau.

Daí a chegar ao País é barbada. É onde a CHEVRON já está, senhora de parte do nosso petróleo.

Pode ser que no período natalino a GLOBO faça um desconto, quem sabe? Essa conversa de barganha com bandidos é com ela mesmo.

Olhe, no futuro, não tão distante assim, vão exibir em jaula um trem chamado ser humano mais ou menos assim, deve ser no FANTÁSTICO, principal porta voz da imbecilidade televisiva em nosso País (porque resumo de fatos à feição dos donos).

Vamos lá, apresentação de Faustão e Luciano Huck.

“Eis aqui, nesta jaula por medida de segurança, o perigoso ser humano, espécie em extinção. Tem o hábito de pensar e isso é perigoso, pior ainda porque fala, transmite seus pensamentos e dessa forma pode contaminar nossa sociedade democrática, cristã, ocidental, limpa, que usa Harpic todo diz para o vaso sanitário e Omo para tirar manchas. Observem bem as características criminosas dessa figura felizmente sob controle”.

Viva os imbecis e a geração de empregos/doenças. Morra mais cedo, mas seja parte do progresso das elites.   

Relatório Confirma: Reitor da USP votou contra Vítimas da Ditadura

Desespero compreensível? Imprensa intensifica esforços para varrer a 'era Lula'


  • Enviada via Mail por Gilda Arantes

Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011 23:03
Desespero compreensível? Imprensa intensifica esforços para varrer a 'era Lula'

( por  favor,  leiam,  muito  bom e didático. beijos, Gilda.)


Posted: 17 Nov 2011 04:13 PM PST
O projeto, agora, é varrer a “era Lula”, preferentemente destruindo o político Lula, ainda que seja ao preço de destruir a democracia, para poder destruir o que ele representa

O ponto de partida dessas reflexões é uma obviedade: a crise dos partidos, que no Brasil não é maior nem menor do que a crise dos partidos europeus e norte-americanos. No velho e exausto continente desapareceu a esquerda socialista e os socialdemocratas se confundem com os conservadores, e todos se afundam de braços dados na crise do capitalismo. Nos EUA, o bipartidarismo tacanho é construtor de impasses institucionais, de que é exemplo a negociação do teto da dívida. Em nosso país reproduz-se o esgarçamento ideológico dos partidos de esquerda e é crescente a distância entre a vontade do eleitor e o titular do mandato, construindo a falência do sistema representativo, de que a desmoralização do Legislativo e da vida parlamentar é exemplo acachapante.  Ainda no caso brasileiro, talvez nos separando da crise europeia, identificamos perigoso desdobramento, a saber, a desconstituição da política, com a desmoralização do seu fazer e o anúncio de sua desnecessidade.

Leia também:

Tira-se a política da vida democrática, fica o quê?

Tiram-se os partidos do processo político, fica o que?

Tirem-se os políticos da política, ficará o quê?

Ainda que a expressão golpe sugira putsch, ação rápida, virada de mesa, os golpes-de-Estado são longamente preparados. A implantação do Estado Novo foi gestada já nas entranhas do governo constitucional de 1934; o golpe militar que culminou com o suicídio de Vargas e a posse de Café Filho, a serviço da UDN e dos militares, foi longamente preparado pela grande imprensa que também preparou a opinião pública para o golpe de 1964 que, na caserna, começou a ser tramado pelo Gal. Denis (cf. suas memórias) no dia imediato da posse de João Goulart.

De comum, na retórica dos golpistas, a denúncia da corrupção, não como fenômeno em si, mas como doença sistêmica do Estado e, agora, manipulada pelos partidos que ousam ocupar os cargos para os quais seus representantes foram eleitos pela vontade da soberania popular.  Foi igualmente o combate à corrupção que construiu Jânio Quadros (“varre-varre vassourinha, a sujeira desse país”) e Fernando Collor (o ‘caçador de marajás’), com os resultados conhecidos.

Vargas, homem probo, era acusado por Carlos Lacerda de governar sentado sobre um “mar de lama”, que se revelou igual às ‘armas de destruição em massa’ de Saddam.

Não afirmo que esteja em gestação um golpe-de-Estado (como realmente esteve em 2005), mas digo que estão sendo criadas as condições subjetivas que amanhã poderão tornar palatável um ataque ao sistema democrático, como consequência natural da perseguida desmoralização dos políticos, dos partidos, da democracia, da política e do Poder Legislativo.

A quem interessa essa desmoralização da vida pública, afastando o cidadão da política, ao convencê-lo de que a corrupção é elemento intrínseco ao fazer político?

Pode o sistema democrático-representativo conviver com a demonização dos partidos?

Quando a imprensa reduz todos os problemas do país à corrupção, e a apresenta como intrínseca à política – ameaçando a continuidade do processo democrático –, ela está igualmente interditando o debate sobre as questões centrais do país: a desfuncionalidade do regime capitalista.

No Brasil, a crise dos partidos atinge indistintamente esquerda e direita. A esquerda renuncia ao papel finalístico de crítica ao regime econômico, a direita ora se esconde sob o disfarce da socialdemocracia, ora se transforma em porta-voz de uma imprensa sem compromissos com a democracia e os interesses nacionais. É esta imprensa, todavia, que pauta a vida política nacional.

No Brasil, ao invés de os partidos possuírem meios de comunicação ou de utilizá-los em seu processo de vida, isto é, na batalha ideológica, é a imprensa que possui partidos e nessa condição dita-lhes metas, temas, ações e conspirações. Dessa forma a chamada “grande imprensa” articula a oposição. A mesma imprensa que participou das operações de desestabilização do governo Vargas e da preparação do golpe de 1964, por ela sustentado, é a mesma que não consegue assimilar a emergência social e política das parcelas menos aquinhoadas da população. Para essa imprensa preconceituosa, é insuportável as ruas cheias de carros dirigidos por pobres e pobres superlotando os aeroportos. E mais: é insuportável que seja essa gente, a gente do povo, quem esteja decidindo as eleições no Brasil.

Fernando Henrique Cardoso, em um de seus inumeráveis momentos de excepcional infelicidade, anunciou o fim da “era Vargas”, prometendo realizar o que os militares não haviam logrado em 20 anos de ditadura. Também não conseguiu. Mas a direita é renitente. O projeto, agora, é varrer a “era Lula”, preferentemente destruindo o político Lula, ainda que seja ao preço de destruir a democracia, para poder destruir o que ele representa, e representou a frustrada experiência de João Goulart, donde a sentença de morte executada no dia 1º de abril de 1964: a emergência das massas.

Mas, lamentavelmente, não é só isso, pois é inesgotável o poço de preconceitos de nossas elites.

A Presidência da República foi sempre um posto reservado “aos mais iguais”, os marechais, os generais, os grandes fazendeiros ou seus representantes, os doutores. Mas eis que uma disfunção sistêmica permite a eleição de um outsider: um operário, um líder sindical, de sobrenome Silva, sem passagem pela academia, expulso pela seca do rincão mais profundo e pobre do sertão nordestino. E… escandalizam-se os repórteres, um monoglota. Esse intruso, além de eleger-se, se reelege, e, suprema humilhação, elege sua sucessora. Nada obstante toda a resistência que provoca, Lula pode retornar ao poder – este o grande temor da direita brasileira –, se não fisicamente, muito provavelmente mediante um governo que seja a continuidade do seu.

Nesse ponto se dão as mãos o reacionarismo da grande imprensa e a degenerescência cultural de grande parte da classe-média brasileira: ambas desprezam o povo, nosso povo, o homem comum das ruas, mestiço, trabalhador, a quem negam as qualidades de pioneiro e construtor. Por isso, a elite brasileira quer ser branca, fisicamente europeia e culturalmente norte-americana; depois de sonhar com Londres e Paris, construiu como meta de vida passear na Disneylândia. Para essa elite, para essa classe-média, para essa imprensa é insuportável a vitória do homem do povo, de um “Zé da Silva”. Pois foi um Silva, nordestino (ainda mais um nordestino!) expulso de sua terra pela inclemência do clima, que consertou o Brasil e refez a obra, a desastrada obra de desconstituição do País, encetada pelo “príncipe” dos sociólogos brasileiros, professor titular da orgulhosa USP.

É preciso, pois, demolir um sistema político que permite a eleição de um Lula.

O ponto de partida é a destruição da política, depois da desmoralização dos políticos e dos partidos. Como sabemos que é impossível sustentar uma democracia sem políticos e sem partidos políticos…

Esta operação está em curso.

Nem mesmo os néscios de carteirinha supõem que a atual campanha da grande imprensa tem por objeto a defesa dos interesses de nosso povo ou de nosso país. Senão a desmoralização da política.

No Brasil, a liberdade de imprensa, que precisa ser a mais ampla possível, limita-se à liberdade, sem responsabilidade, das grandes empresas de comunicação, que expressam o pensamento único, não apenas em seus editoriais (que ninguém lê), mas agora quase principalmente no noticiário, seja nacional seja internacional (repertório das grandes agências), nas reportagens e no pensamento de seus colunistas e colaboradores. Estes são escolhidos ou por partilharem do pensamento patrão, ou por a ele se haverem adaptado para serem colunistas. E nesta hipótese, serviçais, procuram ser mais realistas do que o próprio rei.

Não sejamos injustos, porém, atribuindo esse discurso único e a cantilena reacionária exclusivamente ao mando dos interesses do baronato da grande imprensa: ela é alimentada, cevada, por uma geração de jornalistas e repórteres fiel a essa forma unilateral de ver o mundo. Para essa gente a defesa dos interesses do país é um arcaísmo, a especulação financeira um sinal de modernismo, a concentração de renda o caminho do desenvolvimento, a política, um entrave, a democracia, um “detalhe”.

Um de seus subprodutos é o denuncismo gratuito, irresponsável, a acusação que primeiro se faz, para depois perquirir a prova. O denunciado é condenado já pela simples denúncia, sem possibilidade de reparação pública. Se amanhã a acusação não se comprova, azar.

Nos recentes tempos da recente ditadura seus opositores eram, primeiro demitidos, presos, torturados e muitas vezes “desaparecidos”, para depois serem processados e em alguns casos até “absolvidos”. Vencido o terrorismo militar, os políticos são expostos à execração da opinião pública, eviscerados em sua intimidade política, e ao fim destruídos eleitoralmente, depois de assassinados moralmente, culpados ou não. A regra é a mesma: primeiro a pena, depois o julgamento.

Se, por um lado, é plenamente respeitada e garantida a liberdade de imprensa, por qualquer de seus meios, falta ao povo a liberdade de informação ou o direito à informação isenta.  Faltam-nos meios de obter outras visões da mesma realidade, de uma análise crítica das questões nacionais e internacionais, e qualquer tentativa de alterar o lamentável quadro vigente é, de forma alarmante, noticiada pelas empresas de comunicação como ameaça à liberdade de imprensa.

Leia mais:

Ainda sob os efeitos das vitórias de Lula, alcançadas sob o tiroteio implacável de uma imprensa unanimemente opositora, os partidos de esquerda tendem a subestimar o papel ideologicamente corrosivo exercido pela grande imprensa – rádios AM, televisão, jornais e revistas — exercem sobre as cabeças e mentes dos brasileiros.
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Roberto Amaral, CartaCapital

YES nós temos LULA, valeu companheiro



 Video enviado pelo companheiro Frederico Gonçalvez.

taí: a LUZ DA NOSSA DEMOCRACIA. Solta o GRITO da garganta vamos comemorar. a soberania Popular.... ARREPIAA Lula.
SALVE JORGE! Salve Lula! PUTTZ EMPODERA POVO, mais emoção não temos....... Bora, SEM MEDO DE SER FELIZ.. ThanksssssLula, vendo esta homenagem choramos tb. de emoção. Nós temos Lula. Bora Povo, a Luta Continua.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Imperdivel a leitura dos artigos - Cidadania Já. A luta Continua.

Combustível gerado
a partir do óleo de
palma de turfeiras
pode emitir tanto
dióxido de carbono
quanto fontes fósseis
Mais de 3,5 mil
pessoas ligadas a
movimentos por
moradia ocuparam
prédios abandonados
na capital paulista
Ambientalistas
criticam indefinição
de proposta para a
conferência que
acontecerá em
junho de 2012

A grande mortalidade
de abelhas, que pode
chegar a 90% em
algumas colônias,
mobiliza um grande
número de cientistas
Pesquisadora
encontra plástico no
estômago de peixes
em Salvador. Peixes
contaminados foram
encontrados em duas
colônias de pesca
Pequenos e médios
empresários estão
distantes das
discussões sobre
uso sustentável
da biodiversidade

Denise Hamú:
"A economia verde
não vai acontecer
por decreto presidencial"
Cada ministério vai
se revelando um
balcão de negociatas,
uma agência
administradora de
generosas comissões
EUA, Israel e
Canadá recusam
pagamentos à
organização da ONU
que reconheceu
a Palestina

Brasil inaugura
centro de excelência
alimentar para
estender suas
experiências a
outros países
O combate à pobreza
é tratado com viés
de propaganda
política, como se não
fosse uma obrigação
dos governos
Liang Qiao:
"O declínio dos EUA
é resultado de um
sistema que não se
pode sustentar"

Sarkozy referiu-se
ao primeiro-ministro
de Israel, Benjamin
Netanyahu como
"um mentiroso"
O Iraque já
comprovou que é
falsa a teoria
segundo a qual só o
petróleo interessaria
ao ocidente
Se vê hoje em
Moscou uma firme
decisão de impedir
que ‘a Líbia’ se repita em outros pontos
do Oriente Médio




É necessário que o
aluno em Jornalismo
desenvolva a
capacidade de
aprender a aprender
De acordo com ele a
“História não é a
história da luta de
classes. Mas, sim a
história do fenótipo"




















ASSASSINATOS NOS CANTEIROS DE OBRA CONTINUAM
mais um trabalhador é assassinado em canteiro de obras, em Belo Horizonte. O crime premeditado pela ganância patronal, e pela total falta de respeito com a vida dos operários, ocorreu ontem, dia 8/11, na obra do Shopping Vilarinho, anexo à estação de metrô.

Editorial
SP DEDICA O 4 DE SETEMBRO AOS RESISTENTES QUE A DITADURA MATOU
Sancionada pelo governador Geraldo Alckmin em 20/10/2011 e publicada pelo Diário Oficial do Estado de São Paulo no dia seguinte, já está em vigência a Lei nº 14.594, reverenciando os resistentes tombados na luta contra a ditadura de 1964/85.
O ótimo exemplo dado por São Paulo imediatamente começou a inspirar iniciativas congêneres em outros Estados.
OPINIÃO
OPERAÇÃO USP - BARBÁRIE PADRÃO OPUS DEI
A instituição - vá lá - Polícia Militar não garante segurança em lugar algum e isso é uma constatação de uma característica quase que absoluta. Serve às elites políticas e econômicas e sua estrutura varia apenas com a natureza do "comandante", no caso o "coronel" político a soldo das elites econômicas em qualquer estado brasileiro.



DOMINIQUE STRAUSS KAHAN E JULIAN ASSANGE - AS TIAS NOS TEMPOS DE JK

DOMINIQUE STRAUSS KAHAN E JULIAN ASSANGE – AS TIAS NOS TEMPOS DE JK


Laerte Braga


Sérgio Porto no seu inesquecível Stanislaw Ponte Preta tinha uma tia. Zulmira. Senhora de larga experiência na vida, capaz de percepção da realidade num átimo e de sabedoria incrível. Todos nós temos tias. Eu por exemplo, dentre as respeitáveis, tenho no cesto uma que é pilantra de quatro costados. Nada a ver com tia Zulmira ou tantas outras. Cai de quatro ao ver cheiro de dinheiro. Se o figurão tiver titulo, seja comendador, desembargador, conde, o que for, então, vai caindo de quatro e resfolegando amor eterno. Adora juntar remédios vencidos e doar para os “pobres” da paróquia. Sábio, o pároco joga fora.

Adora broches e jogos de chá alheios.

Dominique Strauss Kahan, ex-diretor do FMI – Fundo Monetário Internacional – tem um monte de tias. A justiça francesa, detetives particulares para vasculharem a vida de suas conquistas e uma incrível vocação Sílvio Berlusconi. A diferença está que um canta a Marselhesa, outro não.

Julian Assange não tem esse tipo de tia. A colônia inglesa quer extraditá-lo para a Suécia, numa operação triangular que possa acabar em Washington e pena de prisão perpétua.

Uma prostituta francesa declarou a jornais de seu país que participou de várias “festas” promovidas por Strauss Kahan. Bem remunerada – de causar inveja a muitas “tias” – e apreciou a “incrível energia” do político francês.

O processo contra o principal responsável pelo site WIKILEAKS começou numa cidade sueca, foi arquivado por falta de provas a pedido do próprio Ministério Público, ou que nome tenha lá e reaberto em Estocolmo a pedido do governo dos EUA. Para um faltavam provas, para outro bastou um grito de Washington.

Registre-se que Suécia e Grã Bretanha são colônias membros da Comunidade Européia, grande protetorado norte-americano na Europa.

O crime de Assange não foi promover festas com prostitutas, ou agarrar uma camareira de um hotel em New York (embora eu creia que nesse caso Strauss Kahan tenha sido vítima de armação e por conta da “fama”).

Foi o de revelar crimes cometidos pelos norte-americanos em suas ações “libertadoras” mundo afora, as barbáries da OTAN e aqui entre nós, que William Waack, jornalista global, é espião dos EUA.

Um terceiro personagem nessa história. Brad Manning. Soldado do exército dos EUA acusado de repassar documentos secretos a Assange revelando toda a “preocupação” do complexo terrorista ISRAEL/EUA TERRORISMO S/A com o resto do mundo. Está preso em condições sub humanas. Sobral Pinto invocaria a lei universal de proteção aos animais.

Dominque Strauss Kahan, como Sílvio Berlusconi, escapa de todas as sanções e punições possíveis sob o manto protetor da tia justiça. Assange corre o risco de ser extraditado para a Suécia e o governo de Estocolmo – governadoria geral dos EUA na colônia nórdica – enviá-lo a Washington, em nome da ordem, da paz, da democracia e da “ajuda humanitária”.

Um jeito de engaiolá-lo em prisão perpétua sem direito a condicional, uma submissão de Grã Bretanha e Suécia capaz de corar qualquer tia, por mais despudorada que seja.

Bueñel sabia como tratar tias assim. “O Discreto Charme da Burguesia”. Não tem nada a ver com perfume francês, mas com lixo.

Não sei porque, mas isso me lembra Marcelo Rossi num shopping abençoando fiéis e contando os livros vendidos, enquanto sentava a pua em seu concorrente mais próximo dentro da “santa igreja”, Fábio Melo. Aí é tio, Bento XVI.

Afaga os pimpolhos e conta os sacos de dinheiro. Aprendeu com Edir Macedo.

Tirando fora esse negócio de tia e tio, sem enfiar sobrinha chegada a um cheirinho no meio, o negócio é a tal da democracia. A viagem é em carros da década de cinqüenta.
Viva JK.

Que o digam os gregos sentindo os coturnos nazistas de tia Ângela Merkel, com as bandeiras dos bancos falidos e necessitados da piedade dos trabalhadores. Só que com um baita chicote para ordenar essa piedade.

Dá até para dar um pulo por aqui, outra vez, pegar a Chevron no contrapé e a GLOBO no silêncio podre de mídia comprada. Eita história mal contada.

Se forem “inocentes”, pode ter certeza que tanto Sérgio Cabral como Luciano Huck são culpados e em breve lançamentos imobiliários fantásticos na Barra da Tijuca, o garoto propaganda deve ser Zico.

A ressurreição da Rocinha.

A extradição de Assange é um crime sem que se possa medir as proporções, exceto a de constatar que governos como o dos EUA de suas colônias que formam a tal Comunidade Européia são como que um IV Reich saindo da catacumbas e assentados em um tamanho arsenal nuclear que transforma o mundo num lugar sombrio, triste e sem gente, ou só com zumbis.

A preocupação maior deve ser como é que Juan Carlo de Bourbon vai fazer para caçar búfalos na Suíça a cinco mil dólares por cabeça.

Os povos que saem às ruas indignados com toda essa barbárie, com toda essa virulência democrática não contam. Em New York a polícia baixa o cacete alguém precisa conseguir ajuda humanitária para que os EUA respeitem direitos básicos e fundamentais, ou é só a Líbia que entra na lista de bombas da OTAN?

Os dois novos primeiros-ministros da Grécia e da Itália são ligados a banqueiros –Berlusconi é banqueiro também, mas meteu os pés pelas mãos.

O que está acontecendo é uma espécie de ajuste de contas, busca de equilíbrio fiscal, superávit primário na extorsão capitalista imposta ao mundo.

E a turma aqui dá pulos quando uma agência reguladora aumenta a nota do Brasil. É assustador.

Esse aumento é uma espécie de sinal de fumaça que a tia crise vem por aí, estão organizando o saque e em breve estaremos sob fogo cerrado das tias norte-americanas, seus banqueiros e suas grandes corporações.

No mais é só aguardar a profecia de Roger Noriega feita nas páginas de VEJA. Chávez morre em seis meses e a Venezuela vira o caos, os mariners terão que salvar o país.

Vai daí que Assange paga o pato da democracia e da informação livre para o gáudio dos “idiotas” na classificação feita por William Bonner, a turma que gosta de achar que “se não deu no JORNAL NACIONAL não aconteceu”.

Quem faz coro com essa afirmação é o bandido Ricardo Teixeira.

Haja tia e muito cuidado com boutiques.

Se bobear Dominique Strauss Kahan ainda acaba presidente da França, próxima vítima da “crise” nesse tabuleiro de ajuste da nova ordem econômica. A imperialista capitalista.

No mínimo vão chamar o secretário de relações exteriores do PT – no rodízio da pelegada – com o objetivo de explicar tudo fazendo top top.

José Serra vai atrás espargindo o incenso, FHC dando a bênção e Alckimin montado em cavalo da PM com a bandeira da USP como troféu. Aécio sobra, não é páreo para essa gente. Órfão desse tipo de tia acima descrito.

Diario afiado do EV -' FORA RODAS'

Ev:( Evaldo Chaves)

“Fora Rodas!” exigem estudantes, funcionários e professores da USP

Após declarar que “Reitoria estava aberta à conversa”, preposto tucano na universidade rompeu a negociação e ordenou ação da polícia


O reitor da USP, João Grandino Rodas, é um fenômeno que somente seu patrocinador, José Serra, poderia descobrir - e exumar. O leitor, pouco afeito às atividades acadêmicas, poderia perguntar: o que credenciou esse cinzento cidadão a ser reitor da maior universidade de São Paulo, quiçá do país?

Provavelmente, a sua atuação quando diretor da Faculdade de Direito (a famosa faculdade do Largo de São Francisco). Em agosto de 2007, durante a Jornada Nacional em Defesa da Educação Pública, estudantes, professores e funcionários realizavam atividades na Faculdade, com a supervisão do então vice-diretor (e atual diretor), Antonio Magalhães Gomes Filho.

O próprio Rodas pediu ao professor Gomes Filho que supervisionasse o evento. No entanto, às duas da madrugada, chamada por Rodas, a PM invadiu a faculdade com 120 soldados, prendeu os participantes e levou-os à delegacia para serem fichados. No dia seguinte, Rodas fechou a faculdade para impedir manifestações contra o seu ato.

Os acontecimentos da madrugada do último dia 8, na USP, foram uma reedição da façanha anterior de Rodas, em versão ampliada. Agora, Rodas garantiu que “a Reitoria está aberta à conversa”, que “a universidade vai fazer o possível para resolver de forma pacífica; o convênio com a PM pode ser aprimorado, o conselho poderá apressar a implantação do policiamento comunitário”, etc. (cf. site da USP, “Sala de Imprensa”).

A rede do poder corporativo mundial

A rede do poder corporativo mundial

Saber que as corporações regem o planeta não é novidade. Saber como estão articuladas, quem são e quanta riqueza e poder controlam, bem como as ramificações das suas decisões, devidamente quantificado e demonstrado, é novidade sim, e ajuda muito na luta por uma economia que funcione. Este poder articulado explica muito melhor porque não se conseguem os 300 bilhões anuais que liquidariam a miséria no planeta.

O artigo é de Ladislau Dowbor,  professor da PUC-SP nas áreas de economia e administração, e consultor de várias agências das Nações Unidas. Autor de Democracia Econômica e numerosos estudos disponíveis online em http://dowbor.org ou http://www.dowbor.org/wp - Contato ladislau@dowbor.org

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18986
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O Massacre dos POVOS a fim de sustentar o imperialismo boçal dos USA ( que nos usa)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O relógio que você tem no pulso

 O relógio que você tem no pulso

Laerte Braga
É possível encontrar uma variedade incrível de relógios de pulso em oferta nas várias lojas do ramo. O distinto cidadão pode encontrar relógios com aparência de Cartier vendidos no camelô da esquina e autênticos Bugati onde ele cidadão distinto não tem acesso.

Há alguns anos atrás havia nos relógios movidos a corda uma peça chamada cabelo. Sensível, a peça era responsável pelo tic tac e deveria estar sempre regulado. Uma queda, por exemplo, poderia entortar o cabelo e pronto, era preciso trocá-lo.
Não sei se os relógios de hoje têm cabelo, acredito que não. Na era digital uma parte é fabricada na China por empresas que usam trabalho escravo, outra na Indonésia, com o mesmo perfil, algumas no Timor, enfim, a junção é feita num porto livre qualquer, Manaus por exemplo.
Em tempos passado um trabalhador de uma fábrica de relógios olhava o produto final na vitrine de uma loja e sabia que determinada peça fora posta por ele. Hoje não. Sumiram as referências, desapareceu a identidade do produto, sumiu a do trabalhador.
O PCB – Partido Comunista Brasileiro – (nada a ver com o PC do B S/A, empresa que atua no Ministério dos Esportes, em ONGs, UNE e outros departamentos), em sua Conferência Nacional realizada no fim de semana passada no Rio de Janeiro reafirmou a importância de um pacto de solidariedade internacional contra o imperialismo e o capitalismo.
É fácil entender isso, é necessário perceber o sentido desse pacto para o dia a dia do processo político e do seu papel na construção de outro processo maior, o da revolução socialista.
Longe de retomar uma linguagem que insistem em dizer superada – e o fazem exatamente para alienar, vender a ideia do espetáculo como modo de vida (e o espetáculo pode ser degradante e o é) – traz de volta o debate da essência do ser humano como tal.
Ser ou não rês. É o dilema.
Roger Noriega é um funcionário da diplomacia norte-americana especialista em golpes de estado, terrorismo de Estado, e chegou a ocupar o cargo de subsecretário do Departamento de Estado no governo de George Bush. Nesse mesmo período foi embaixador de seu país na OEA – Organização dos Estados Americanos.
A história do Brasil registra, pouco antes do golpe militar de 1964, a descarada tentativa dos Estados Unidos de intervir nas eleições de 1962 em nosso País. Foram eleitos senadores, deputados federais e estaduais, alguns governadores, prefeitos e vereadores.
Uma organização de nome INSTITUTO BRASILEIRO DE AÇÃO DEMOCRÁTICA se estruturau de uma forma impressionante (revistas, jornais, comprou boa parte da nossa mídia privada, juntou empresários arrecadando fundos a fundo perdido) e tocou as campanhas eleitorais da extrema-direita, tudo no afã de preparar o caminho para afastar o então presidente constitucional do Brasil, João Goulart.
As formas de assim o fazê-lo eram as de sempre. Escorados em mentiras e fatos que criavam, infundiam o medo e o alvo era o comunismo (comunistas comiam crianças e matavam idosos). Tinham a cumplicidade de boa parte da cúpula da Igreja Católica, ainda preponderante em nosso País. Num certo olhar perderam as eleições, noutro não. Aquilo era só um primeiro ato do golpe militar.
Roger Noriega deu uma entrevista para a revista VEJA, as tais página amarelas. Aquelas que no catálogo telefônico ou em VEJA vendem e compram tudo em função de interesses das elites políticas e econômicas do País.
Segundo Noriega e isso é uma patologia clássica dos norte-americanos e da extrema-direita, escolher um alvo, demonizá-lo e abrir espaços para intervenções que tanto podem ser no controle de governos (o governo Dilma oscila entre ser e não ser, a presidente é menor que o cargo que ocupa, foi a opção que restou ao PT, hoje um partido recheado de pelegos), mas escolhem um alvo e criam “realidades fantasmagóricas” em cima desses “fatos”, dessas “realidades” e deitam e rolam no que é de fato verdade. A ação imperialista e capitalista de um complexo militar e industrial associado ao setor financeiro, com o qual dominam o mundo.
Segundo Noriega, num delírio pensado, estudado, existem ligações entre o narcotráfico e o governo do Irã e por conta disso o Brasil não está imune a atentados terroristas, principalmente à época da Copa do Mundo, em 2014.
Noriega fala da “ação terrorista” na chamada Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Uruguai), mostra os riscos cada vez maiores diante da “teimosia” do governo brasileiro em não aceitar políticas conjuntas de combate a esse “terrorismo” e vai mais além.
Estende-se à Venezuela ao dizer que o presidente Hugo Chávez está doente, vai morrer em seis meses e os conflitos que se seguirão à “morte” de Chávez serão fatores determinantes para a intervenção militar dos EUA (petróleo).
Os EUA são uma grande mentira na megalomania de potência capaz de destruir o mundo cem vezes se necessário for com seu arsenal nuclear. É um arremedo de nação, um complexo terrorista associado e hora dominado por Israel.
Colocam seus coturnos fascistas na Comunidade Europeia a partir de colônias como a Grã Bretanha, a Alemanha e a França, subjugam gregos, italianos, portugueses e quem mais se opuser a seus apetites imperiais. Estendem esses tentáculos a África, ao Oriente Médio em ações de guerra fundadas em mentiras como no caso do Iraque, da Líbia, tanto quanto sustentam ditaduras como a da Arábia Saudita, do Iêmen e têm seu principal parceiro na região, Israel, enfim, a patologia capitalista não tem limites em sua insânia.  
Nero quando quis um bode expiatório para suas loucuras tocou fogo em Roma, foi tocar harpa e culpou os cristãos. O que se seguiu foi a barbárie que a história registra. Hitler tascou fogo no Parlamento e culpou os comunistas. Foi o pretexto que necessitava para controle absoluto da Alemanha e mais tarde uma guerra que dizimou a Europa, matou milhões de pessoas.
Os EUA tanto inventam armas químicas e biológicas no Iraque, como “intervenção humanitária” na Líbia, suposto terrorismo no Brasil, numa espécie de rede que lhes permita manter o controle dos “negócios” e continuar sobrevivendo às custas da exploração sobre povos de todo o mundo.
VEJA, como a mídia privada brasileira (GLOBO, FOLHA DE SÃO PAULO, ESTADO DE SÃO PAULO, RBS, ESTADO DE MINAS, ÉPOCA, etc) são apêndices, braços desse processo. Não têm escrúpulos, compromisso algum com o Brasil e os brasileiros. Mas com os que pagam.
Tanto faz que seja William Waack apontado pelo WIKILEAKS como agente norte-americano, ou o Bonner, que só disfarça essa característica, até porque, como disse a estudantes e professores de jornalismo que visitaram a redação do JORNAL NACIONAL, o telespectador “é um idiota”. Usou o eufemismo Homer Simpson.
E deve ter alguma razão, pois os índices de audiência a despeito de uma queda continuam altos e lhe permitem manter a liderança.
Do Brasil querem a água, o petróleo, o nióbio, todas as riquezas minerais, o controle total e absoluto, que significam em submissão plena de nossos governos, caso do governo FHC. Tomava broncas homéricas de Bil Clinton quando não fazia as “coisas certas”.
Dos brasileiros querem nos transformar em zumbis caminhando pelas ruas sem vontade, sem espírito crítico, medrosos e aceitando todo o poderio dos tênis NIKE, ou das mais variadas marcas de chicletes, acreditando que somos uma potência.
O desejo real é que sejamos a grande base dos EUA para toda a América Latina.
Nossas forças armadas em sua imensa e esmagadora maioria são subordinadas a Washington.
Não têm a menor preocupação com a soberania e a independência do Brasil, o discurso patriótico é canalha como afirma Samuel Johnson (o golpe de 1964 destruiu o que havia de digno nas forças armadas e a reconstrução é lenta).
Os braços desse complexo terrorista – EUA e ISRAEL – são muitos. O tratado de livre comércio assinado por Lula com Israel abriu as portas do Brasil a agentes da MOSSAD – serviço secreto de Israel, especialista em assassinatos, extorsões, tortura, etc – e permite que se infiltrem, a guisa de orientação, treinamento, etc, em instituições como a Polícia Federal, polícias estudais (militar e civil), em todos os setores chaves da economia (Israel controla a nossa indústria de armas), numa grande rede que vai se fechar quando submeterem o Brasil a seus interesses.
O caso do combate à corrupção, arma que usam sem pejo, mesmo sabendo que a corrupção é parte do capitalismo e do imperialismo. Investigações simples levariam para a cadeia figuras como José Sarney, José Serra, FHC, Aécio Neves, Geraldo Alkcimin, boa parte doa grandes banqueiros e empresários brasileiros, enfim, só não o fazem porque não o querem, são controlados, digamos assim, por esses interesses.
Roger Noriega lembra a figura sinistra de Dan Mitrione. O agente da CIA que em tempos de ditadura veio ensinar aos militares e aos grupos de repressão métodos de tortura, de investigação recheados de brutalidade e violência.
VEJA é o instrumento midiático usado para veicular e gerar esse medo, criar essa falsa realidade. Como o grupo GLOBO e toda a grande mídia.
O governo Dilma é só um amontoado de meu Deus me ajuda, tonto e perdido em meio a estatura política da presidente, menor que o cargo que ocupa, cheio de inconsequentes como o tal Lupi – Ministro do Trabalho – e que a cada dia serve-se em bandeja de alumínio, nem de prata é, a esses interesses e propósitos.
O Brasil cresce? Claro, mas como rabo de cavalo, para baixo, pois os donos de crescimento não são os brasileiros, com todo o argumento diminuição das camadas mais pobres ou excluídas.
Não somos senhores do nosso progresso que resta privilégio de grupos empresariais nacionais e internacionais. E esses não têm nem pátria e nem compromisso com a classe trabalhadora.
O pacto proposto pelo PCB em sua Conferência Nacional, o diagnóstico feito no evento, é perfeito em todos os sentidos e o tratamento só resultará em cura com a luta nas ruas, a organização popular, a construção do processo revolucionário. Um pacto de solidariedade anti capitalista e anti imperialista.
E esse não será com alianças espúrias em função de eleições. O mundo institucional está falido.
Será nas ruas, mas longe de ser viável sem organização e diretrizes claras. Do contrário acontece o que aconteceu no Egito. Sai Mubarak, ficam os generais de Mubarak. Não muda nada.
A peça de relógio produto de trabalho escravo na China tem a ver com cada um de nós quando escolhemos um deles na vitrine. Ou compramos um “Cartier legítimo” no camelô.
Muito mais da metade das bolsas das madames paulistas que discutiram a USP num chá de fofocas é falsificada, a despeito das marcas pomposas. É a hipocrisia das elites, outra patologia do capitalismo.


Coluna semanal do Jornal Diario da Liberdade:  http://www.diarioliberdade.org