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sábado, 15 de outubro de 2011

A SEMANA E O TRASEIRO DE SADDAM HUSSEIN

A SEMANA E O TRASEIRO DE SADDAM HUSSEIN


Laerte Braga


Nigel “Spud” Ely, soldado de elite do exército do Reino Unido – hoje mais para desunido e falido que outra coisa – colocou a venda o traseiro de Saddam Hussein. A peça tem 60 centímetros e foi retirada por ele da estátua do ex-governante do Iraque em abril de 2003, logo após a derrubada da dita cuja. Nigel pediu autorização aos soldados que lideraram a empreitada e com um pé de cabra e um martelo (pé de cabra, bem ao estilo britânico) removeu essa parte.

O britânico espera faturar o equivalente a 28 mil reais, mais ou menos, com a venda.

Segundo declarações dele próprio é possível que a família do ex-presidente George Bush se interesse pelo assunto. O avô de Bush colecionava escalpos de índios assassinados pelos militares dos EUA e tem em sua coleção alguns de caciques famosos.

Em meio a esse desvario que toma conta do mundo – tanto no bom como no mau sentido – milhares de norte-americanos ocupam as imediações de Wall Street e protestam contra a ganância de banqueiros e grandes corporações. É o bom sentido e nem é desvario. O mau sentido além da repressão policial (alô ajuda humanitária aos que protestam nos EUA!) fica por conta do novo pretexto para tentar disfarçar o tamanho da crise.
(http://www.youtube.com/watch?v=bfLK90y4-sg
Policias e manifestantes voltaram a se enfrentar no centro financeiro de Wall Street, em Nova York. Dois homens foram presos durante o protesto desta tarde)
O Irã é o culpado, segundo líderes norte-americanos, de atentados que iriam acontecer contra figuras da casa real saudita. Que por sinal, no mau sentido, baixou o sarrafo em cidadãos que protestavam contra os privilégios da família real, o regime ditatorial e vai por aí afora.

Sobre a violência dos governantes sauditas nem uma palavra na GLOBO, ou na BAND, enfim, na mídia que está guardadinha no bolso dos banqueiros, grandes empresários e no caso do Brasil, latifundiários.

O repórter escalado pela RECORD para transmitir a abertura dos Jogos Pan Americanos disse, alto e bom som, que o chapéu panamá foi inventado no Panamá. É algo que não se pode aceitar de uma rede que pretende desbancar a GLOBO. Vai ser preciso mais e no fundo são iguais, ambas. O panamá foi criado no Equador. A transmissão, aliás, parecia mais para programa de auditório que propriamente um evento esportivo.

That is the question – a família Marinho, ou Edir Macedo? Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come.

Um promotor federal quer deportar Cesare Battisti. Com certeza espera ser convidado para as festas que o primeiro-ministro italiano Sílvio Berlusconi oferece em seus palácios. A argumentação é pífia, mas a subserviência é absoluta. Não aceita o fato de Battisti ter recebido visto de estrangeiro, depois de ter recusada a sua extradição por ato do presidente da República referendado pelo Supremo Tribunal Federal, a despeito de Gilmar Mendes e César Peluso.

A suposta Suprema Corte, aliás, está em palpos de aranha para julgar questão constitucional sobre as atribuições do Conselho Nacional de Justiça, todas previstas na Carta Magna. Existem ministros que querem arranjar um jeito de impedir a fiscalização de magistrados não tão magistrados assim, deixar o negócio correr solto por conta de corregedorias estaduais, uma espécie de adereço do Poder Judiciário.

Como tribunais de contas ou câmaras de vereadores. Existem, não funcionam e ninguém sabe por que permanecem.

Em meio a tudo isso a presidente Dilma Roussef fala grosso com trabalhadores, não quer saber de aumentos salariais – e o rico dinheirinho dos bancos e empreiteiras, como fica? – tenta resistir às pressões para salvar a Comunidade Européia, ser parte do grupo de anjo de guardas, mas não sabe bem para que lado vai. Se escuta o PMDB, uma espécie de conglomerado de grandes negócios (com algumas exceções), ou se de fato enfrenta questões decisivas como revelar ao País toda a história da barbárie da ditadura militar, se bate de frente com o monopólio da informação, enquanto engole Paulo Bernardo, ministro das empresas de telefonia, senhor das caronas.

Os alunos da rede pública estadual do Rio de Janeiro, como os das escolas municipais de Porto Alegre, a partir de agora, terão entre as matérias obrigatórias, a história do Holocausto na 2ª Grande Guerra. Ofensiva de Israel (que já detém o controle de setores estratégicos da economia no Brasil) para moldar o pensamento dos jovens brasileiros, na visão do conglomerado terrorista ISRAEL/EUA TERRORISMO S/A.

A maior empresa do mundo especialista em chantagem, extorsão, juros estratosféricos, assassinatos, tortura, guerras covardes, etc.

É a transformação do ser humano em objeto. O governador do Rio não hesitou em fazer valer a lei aprovada pela Assembléia (deve ter rendido bons negócios aos deputados que aprovaram a matéria). Não é de se estranhar. Sérgio Cabral adora negócios com empresários, com grupos sionistas, legalizar casas ilegais como fez com a de Luciano Huck, de preferência através do escritório de advocacia da mulher, que aí os ganhos ficam em família.

Sai a família Garotinho, entra a família Cabral.

E aí, em toda essa corrida pelo troféu, surgem os “indignados” com a corrupção. Militares covardes que se escondem atrás da saia da lei da anistia para evitar que a boçalidade do regime militar – boçalidade e corrupção – sejam reveladas. A turma contrariada por estar de fora dos arranjos, todos em motos Harley Davidson, camisas Lacoste, etc, etc.

Já os corruptores... Bem, financiam a marcha contra a corrupção. É mais ou menos como tirar Sarney, bandido mumificado que preside o Senado e colocar ACM Neto, com mais vigor e empenho nos negócios. Muda a cobertura.

É o esquema FIESP/DASLU sob a batuta dos quatrocentos vestidos para a caridade com a primeira dama do estado. Lu Alckimin. Gostou tanto dos vestidos que antes de doá-los, doou menos de vinte, resolveu curtir os outros.

Isso vem de longe.

Estrela de David. Como diz um prezado amigo se é que David de fato existiu, o rei que teria unido as tribos de Judá, nunca houve estrela alguma. A de seis pontas que foi posta na bandeira de Israel é de origem Khazar (séculos VIII-IX dC) e serviu de sinal indicativos dos khazares convertidos ao judaísmo para retornar, ou tentar, a Palestina. À época o Omeiade Máruan os botou para correr. Hoje praticam exercícios de terrorismo em todo o mundo, principalmente contra palestinos

E montados em bombas atômicas, além de deter o controle acionário dos Estados Unidos (extinta nação da América do Norte, grande conglomerado).

Eu se fosse o presidente da França, Nicolás Sarkozy, aproveitava a sugestão de um filme de propaganda em todos os canais brasileiros com a modelo Gisele Bunchen e tascava Carla Bruni anunciando para o mundo a situação do seu país e da Comunidade Européia – “amor, zerei seu cartão de crédito”.

O ser objeto é rotina para essa gente exceto para o CONAR brasileiro.

Ou iria vender souvernirs das guerras de saques que fazem através da OTAN nas feiras do mundo inteiro. Quem sabe?

Não contavam com as reações populares.

A democracia fajuta, onde a opinião do povo não vale, mas só a de banqueiros, grandes empresários e latifundiários.

Existe algum banqueiro, algum grande empresário ou algum latifundiário inocente?

Breve ao lado do Ordem e Progresso de nossa bandeira o GOD SAVE THE AMERICA e a estrela de David. Estamos voltando a ser entreposto.

Salada mista é o prato principal. E sem catchup. O vermelho que lá está são gotas da baba do vampiro José Serra.

E templos para Steve Jobs, substituto capitalista para o Deus bíblico.




As anteriores:



http://juntosomos-fortes.blogspot.com/2011/10/semana-comentada-por-laerte-braga-ajuda.html



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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

ESTRELA DE DAVID? POR QUE NÃO ESCORPIÃO? OU HIENA?

ESTRELA DE DAVID? POR QUE NÃO ESCORPIÃO? OU HIENA?


Laerte Braga


O acordo de livre comércio firmado pelo então presidente Lula e o governo nazi/sionista de Benjamin Netanyahu foi uma daquelas que depois de ter dado no cravo, Lula deu na ferradura. Exercício de equilíbrio do “capitalismo a brasileira”.

Por trás do “livre comércio” vem a insidiosa ação do governo terrorista de Israel. Tal e qual países europeus e agora os EUA começam a enviar lixo hospitalar (quem sabe até nuclear?) através de documentos falsos para o Brasil.

O lixo de Israel é outro. Acuados pela movimentação internacional a favor do Estado Palestino e diante de impasses com os riscos que sofrem com movimentos de povos árabes fartos do domínio norte-americano (a mídia brasileira ignora isso) e até reações dentro dos EUA no movimento OCUPA WALL STREET, exportam o nazi/sionismo para países como o nosso.

A Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou projeto de lei sancionado pelo governador Sérgio Cabral determinando que o holocausto seja matéria obrigatória nas escolas públicas estaduais. Lei idêntica existe em Porto Alegre.

Quando vai ser mostrado o holocausto do povo palestino? Ou desmascaradas as farsas montadas pelo complexo terrorista ISRAEL/EUA TERRORISMO S/A em países do mundo inteiro, particularmente no Oriente Médio?

Dentro das fronteiras de Israel cresce o movimento de setores da população contra o governo nazi/sionista de Netanyahu e sua política de terror contra palestinos. A Turquia, até então disposta a mediar acordos de paz efetivos, anunciou através de seu primeiro-ministro que as próximas flotilhas de ajuda humanitária a Gaza serão escoltadas por navios da marinha turca.

A inconseqüência do governo de Israel não tem limites.

E a forma traiçoeira com que vendem a ideologia nazi/sionista é como um veneno lento, destilado em leis como essas que a câmara municipal de Porto Alegre a Assembléia do Rio votaram. Que Sérgio Cabral tenha sancionado não é novidade. O governador fluminense é um desses desastres só comparados a outra catástrofe, o ex Anthony Garotinho (o único que conseguiu engordar quando fez greve de fome).

Não há quem desconheça o sofrimento dos judeus sob o III Reich. De judeus, ciganos, negros, homossexuais e adversários do regime de Hitler. Como não há quem desconheça a colaboração do chamado fundador de Israel, Ben Gurion, com o chanceler alemão, enquanto durou a incerteza sobre quem venceria a 2ª Grande Guerra. Está em documentos secretos revelados a menos de um mês.

O tratado assinado por Lula já permitiu a Israel o controle da indústria bélica brasileira. Vital para a nossa soberania. Consolidou a presença de agentes da MOSSAD (esquadrão da morte do governo de Israel) em várias regiões do Brasil e agora abre espaços para a venda ideologia nazi/sionistas a estudantes de escolas públicas.

É a absoluta falta de coerência dos governos brasileiros em sua política externa em relação ao Oriente Médio. Agravada com a tibieza do governo Dilma Roussef, que parece enxergar tudo a partir de uma ótica estritamente econômica. Vai nos levar a uma situação grave e abrir outros espaços, esses, para a volta dos que estão ávidos de vender o que sobra, o que FHC não conseguiu entregar.

Os EUA já elegem o bode expiatório da crise que devasta o país. É o Irã. Foi o Iraque, está sendo o Afeganistão (de onde estão saindo com o rabo entre as pernas como no Vietnã), colocam suas patas na Colômbia, anunciam reforço para a oposição venezuelana no intuito de derrotar Chávez nas eleições do próximo ano e vão mundo afora mantendo campos de concentração (Guantánamo), assassinando cidadãos inclusive norte-americanos que consideram “ameaça” aos acionistas do conglomerado terrorista, enquanto mantêm políticas terroristas no Oriente Médio e tentam dividir os custos da falência com países como o Brasil.

O importante é não deixar os bancos quebrarem, danem-se os povos. O controle da imensa maioria dos bancos em todo o mundo – os maiores – é de grupos sionistas, como a manipulação da mídia, através de grupos – Murdoch, cidadão de Israel – na venda do veneno que destilam.

A decisão da Assembléia do Rio não vai ser a única, tampouco a sanção do governador Sérgio Cabral. Vão chegar a estados como São Paulo e Minas, ampliar os tentáculos nazi/sionistas a todo o Brasil alcançar o que nem FHC conseguiu. Transformar o País num entreposto do capital estrangeiro e agora do terrorismo de ISRAEL/EUA TERRORISMO S/A.

O governo brasileiro não sabe da presença de agentes da MOSSAD aqui? Sabe sim, desde os tempos de FHC e permite por omissão e cumplicidade. A região de Foz de Iguaçu, onde os EUA intentaram instalar uma base para combate ao “terrorismo” – e controle da água do aqüífero Guarani – está infestada de SSs da MOSSAD. Uma GESTAPO de alta eficiência em seqüestros, assassinatos, tortura, extorsão, toda a modalidade do terrorismo de Estado e seu entorno.

Não há sentido em estrela de David.

Por que não escorpião? Ou uma hiena?

A luta de movimentos e educadores contra o fechamento de escolas em meios rurais!

Da Página do MST

Um grupo de professores, intelectuais e entidades da área da educação assinaram manifesto lançado pelo MST, nesta sexta-feira (14/10), que denuncia o fechamento de 24 mil escolas na área rural e cobra a implementação de políticas que fortalecimento da educação no meio rural.

“Fechar uma escola do campo significa privar milhares de jovens de seu direito à escolarização, à formação como cidadãos e ao ensino que contemple e se dê em sua realidade e como parte de sua cultura. Num país de milhares de analfabetos, impedir por motivos econômicos ou administrativos o acesso dos jovens à escola é, sim, um crime!”, denuncia o documento.

Entre 2002 e 2009, mais de 24 mil escolas do campo foram fechadas. Os dados do Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação, apontam que, no meio rural, existiam 107.432 escolas em 2002. Já em 2009, o número de estabelecimentos de ensino reduziu para 83.036. 


O manifesto é assinado pela filósofa Marilena Chauí, professora de Filosofia da Universidade de São Paulo, os educadores Dermeval Saviani, doutor em Filosofia da Educação e professor da Universidade Estadual de Campinas, Gaudêncio Frigotto, professor titular aposentado da Universidade Federal Fluminense (UFF) e Roberto Leher, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Entre as entidades, subscrevem o documento a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e a Ação Educativa.
Abaixo, leia o manifesto.

CAMPANHA FECHAR ESCOLAS É CRIME! 

Mais de 24 mil escolas do campo foram fechadas nos últimos oito anos
A Educação é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal (Título II - Dos Direitos e Garantias Fundamentais, Capítulo III, seção I) - direito de todos e dever do Estado. Entretanto, nos últimos anos, milhares de crianças e adolescentes, filhos e filhas de camponeses, estão sendo privados deste direito.

Nos últimos oito anos, mais de 24 mil escolas do campo foram fechadas. Os dados do Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação, apontam que, no meio rural, existiam 107.432 escolas em 2002. Já em 2009, o número de estabelecimentos de ensino reduziu para 83.036.

Para essas famílias camponesas, o anúncio do fechamento de uma escola na sua comunidade ou nas redondezas significa relegar seus filhos ao transporte escolar precarizado, às longas viagens diárias de ida e volta, saindo de madrugada e chegando no meio da tarde; à perda da convivência familiar, ao abandono da cultura do trabalho do campo e a tantos outros problemas.

O resultado comum desse processo é o abandono da escola, por grande parte daqueles levados do campo para estudar na cidade. É por essa razão que os níveis de escolaridade persistem muito baixos no campo brasileiro, em que pese tenha-se investido esforços e recursos para a universalização da educação básica.

Portanto, fechar uma escola do campo significa privar milhares de jovens de seu direito à escolarização, à formação como cidadãos e ao ensino que contemple e se dê em sua realidade e como parte de sua cultura. Num país de milhares de analfabetos, impedir por motivos econômicos ou administrativos o acesso dos jovens à escola é, sim, um crime!

A situação seria ainda mais grave não fosse a luta dos movimentos sociais do campo, por políticas de ampliação, recuperação, investimentos, formação de educadores e construção de escolas no campo. Importantes para reduzir a marcha do descaso dos gestores públicos para com os sujeitos do campo, mas insuficiente para garantir a universalização do acesso à educação no campo.

Denunciamos essa trágica realidade e conclamamos aos gestores públicos municipais, estaduais e federais que suspendam essa política excludente, revertendo o fechamento de escolas e ampliando o acesso à educação do campo e no campo. Conclamamos também a sociedade brasileira para que se manifeste em defesa do direito humano à educação, em defesa dos direitos das crianças, adolescentes e jovens do campo frequentarem a educação básica, no campo.

Defender as escolas do campo é uma obrigação, fechar escolas é um crime contra as futuras gerações e a própria sociedade!

Assinam

Marilena Chauí - Professora de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP)

Dermeval Saviani- Doutor em Filosofia da Educação – Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP),

Gaudêncio Frigotto, Professor Titular aposentado da Universidade Federal Fluminense (UFF) mestre e doutor em Educação

Roberto Leher - Professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Celi Zulke Taffarel - Doutora em Educação – Universidade Federal da Bahia (UFBA)

Sergio Lessa, professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Alagoas Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

Elza Margarida de Mendonça Peixoto - Doutora em Educação - Universidade Federal da Bahia (UFBA)

Attíco Chassot- Atua na área de Educação, com ênfase em Alfabetização científica e História e Filosofia da Ciência - Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)

Gelsa Knijnik- Doutora em Educação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)

Luiz Carlos de Freitas- é professor da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) 

Cláudio Eduardo Félix dos Santos – Doutorando em Educação - Professor da Universidade do Estado da Bahia (UNEB)

Mauro Titton - Professor do Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

Daniel Cara - Cientista Político - Coordenador Geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

Entidades 

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE)- Presidente Roberto Franklin de Leão

Ação Educativa - Sergio Haddad, economista, doutor em educação, coordenador geral

ActionAid

Centro de Cultura Luiz Freire – (CCLF)

Latinoamericana da educação - Campaña Latinoamericana por el Derecho a la Educación – (CLADE) - Coordenadora Camilla Crosso

Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (CEDECA- CE) – Coordenadora Margarida Marques

E-Changer Brasil – Solidariedade, construção coletiva, intercambio entre os povos – Coordenação - Djalma Costa

A PERMANÊNCIA DE BATTISTI NO BRASIL ESTÁ AMEAÇADA?

Há factóide novo na praça: um procurador do Distrito Federal questiona, com argumentação risível e exalando hostilidade a Cesare Battisti por todos os poros, o visto de permanência a ele concedido pelo Brasil.

Já levou um merecido puxão de orelhas de dois ministros do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello (o mais articulado e brilhante do elenco) e Luiz Fux.

E o nosso bom Carlos  Lungarzo, da Anistia Internacional, simplesmente pulverizou sua racionália canhestra, em Caso Battisti: as artimanhas e falácias são infinitas.

Vai dar em nada.

Passando às coisas sérias, a anuência do governo brasileiro em indicar representante para a discussão do Caso Battisti no âmbito da chamada Convenção sobre conciliação e solução judiciária entre o Brasil e a Itália foi recebida com surpresa e alguma perplexidade pelos apoiadores do escritor italiano.

Conforme explica Lungarzo, tal convenção, datada de 1954, é "um acordo que foi  inventado  para negociar soluções para problemas surgidos entre os dois países, de uma maneira pacífica".

Ao longo destes 57 anos não teve serventia nenhuma, por um motivo simples: cria uma comissão negociadora para assuntos que não estejam previstos em tratados. Existindo um tratado sobre o assunto (comercial, militar, etc.), a convenção não se aplica; o que se deve usar é o tratado. "Ou seja, a convenção só faz sentido para os chamados  casos omissos”, destaca Lungarzo.

Salta aos olhos ter sido descabido ativá-la, pois há um tratado de extradição vigente entre o Brasil e a Itália, com base no qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que Battisti não fosse extraditado.

À primeira vista, será uma iniciativa  tão inócua quanto aquele espantalho que a Itália parecia estar utilizando para assustar o Brasil, mas cuja real finalidade era propagandística e voltada para o público interno, qual seja a de fornecer catarse para seus revanchistas frustrados: o recurso à Corte Internacional de Justiça, sediada em Haia, de onde, certamente, o  Incrível Exército Berlusconi  sairia com as mãos abanando.

Apesar das fortes pressões que o governo italiano continua exercendo contra a decisão soberana do Estado brasileiro, tomada pelo Poder Executivo e confirmada pelo Judiciário, o Governo Dilma deverá manter a única postura cabível à luz do espírito de Justiça, do Direito internacional e da dignidade nacional: a de não se curvar a tais pressões. É a avaliação unânime nos círculos bem informados de Brasília.

Resta a dúvida: por que, afinal, o Brasil aceitou retirar tal mostrengo do arquivo morto?

Como há um mau precedente -- o recomeço da perseguição rancorosa a Battisti, apesar do solene compromisso com ele assumido pelas autoridades francesas --, é aconselhável o acompanhamento atento dos trabalhos da dita comissão por parte dos grupos e cidadãos que lhe são solidários. Todos deverão estar prontos para posicionarem-se com a mesma firmeza dos últimos anos, caso se delineie qualquer recuo.

Pois, já diziam os antigos, cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A marcha contra a corrupção, a manipulação da Globo e o marco regulatório para a comunicação

DO BLOG DA DILMA

Paraná - Manifestantes se reuniram com faixas no Centro de Curitiba
Eles sempre gostaram de vassouras e de golpes de estado (foto G1)

Por Davis Sena Filho
São 7h30 desta quinta-feira, após o feriado nacional do dia 12 de outubro. Ligo a televisão e me deparo com o “Mau Dia Brasil”, diário eletrônico vespertino da TV Globo, apresentado por Chico Pinheiro e Renata Vasconcellos, a ter como coadjuvantes em Brasília o veterano Alexandre Garcia e uma novata, em termos, que está a fazer doutorado em cinismo, que atende pelo nome de Zileide Silva.
A manchete é pronunciada alto e com ênfase pelos âncoras Chico e Renata. “Marcha contra a corrupção em todos o Brasil coloca multidões nas ruas”. Pensei com os meus botões: “Nossa, a Globo quer derrubar o governo ou no mínimo causar danos à governabilidade da presidenta Dilma Rousseff. Ou quem sabe, apenas fazer marolas para incomodar o Governo trabalhista.
Olho as imagens das “multidões” em Brasília, São Paulo, Salvador e no Rio de Janeiro. Trata-se das principais capitais do País, que têm contingentes enormes de brasileiros negros ou pardos. Contudo, não se vê praticamente pessoas negras e muito menos cidadãos das classes sociais pobres, carentes.
A verdade é que as câmaras da TV Globo não abrem, não mostram planos abertos e com isso enganam os telespectadores brasileiros, porque a Globo está a fazer verdadeiras reporCagens, pratica um jornalismo de esgoto, que mente, engana e não se preocupa com qualquer ética no que concerne a apresentar notícias ao público. A Globo e os jornalistas responsáveis pela matéria da marcha perderam totalmente a vergonha na cara. É revoltante!
A manipulação é feita na cara dura, sem levar em conta se as pessoas que estão a ver a matéria porcaria vão ficar de queixo caído com tanta sujeira e má-fé. Renata Vasconcellos se empolga com as “multidões” que tomaram as ruas das capitais brasileiras. Contudo, a matéria é curta  e pouco explicativa em comparação com o tom que foi dado à manchete sobre  o movimento.
A marcha de Brasília, segundo a Globo, contou com 20 mil pessoas, o que não é verdade. Nas outras capitais as comentadas “multidões” não ultrapassaram dois mil participantes, de acordo com a mesma TV, que teima em não aceitar a vitória dos presidentes trabalhistas Lula e Dilma. Realmente, a TV Globo e a imprensa corporativa em geral estão a ocupar o papel da oposição partidária deste País. 
Porém, existe um grande obstáculo: a Globo, o PSDB e os seus aliados não têm programa de governo e nem ideias para administrar o Brasil, a não ser o depoimento de Dom Raymundo Damasceno Assis, atual arcebispo de Aparecida, que se prontificou a atender a Globo porque tal televisão precisava, digamos, de uma autoridade que pudesse dar credibilidade às marchas contra a corrupção, que na verdade são marchas de gente despolitizada, branca, de classe média e rica e que não tem nada a fazer, a não ser ler a revista “Veja” os jornalões de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Não se via negros e nem pobres nas marchas. Não houve a participação de movimentos sociais, sindicatos, associações, estudantes e de trabalhadores rurais. São marchas promovidas pela internet por eleitores conservadores, de direita e que detestam os trabalhistas no poder. Eles querem o terceiro turno, mas vão ter de esperar até 2014. A Globo é golpista e os apresentadores do “Mau Dia Brasil” são pessoas sem noção e totalmente alheias ao que é relativo à veracidade e ao jornalismo profissional.
Alexandre Garcia, porta-voz da ditadura militar, de forma ufana, anuncia que a marcha não tem a participação dos estudantes da UNE, de sindicatos e de políticos. E completa sua sandice com uma  total falta de senso crítico: “É um movimento realizado pela internet, espontâneo...” Não sei se ele é burro ou muito burro, porque ele elogia um movimento que não tem identidade. 
Todavia, sei que ele é compromissado até a medula com o pensamento torto de seus patrões. Durma-se com um barulho desses. Não dá para levar a sério tanta incongruência de homem que foi ligado ao regime militar, envelheceu e não aprendeu nada.
As marchas não passam de uma repetição do Movimento Cansei acontecido em São Paulo em 2007, que também foi um retumbante fracasso. A verdade que esses gangsters do sistema midiático hegemônico não estão nem aí para o Brasil. Zileide Silva, geralmente com a cara séria, abriu um sorriso e finalizou a “matéria” sobre a mídia, a sorrir: “O Blog do Planalto recebeu o recado. Ele foi invadido por hackers”... 
Logo entra uma imagem e mostra a bandidagem daqueles que não são compatíveis com o sistema democrático e fingem, com suas vassouras de bruxas janistas, que estão a varrer a corrupção. No passado, as pessoas que empunhavam queriam o golpe contra o presidente João Goulart, o que aconteceu em 1964. Então, fica a pergunta que não quer calar: "Zileide Silva ri, com satisfação, de quê? Dos hackers que cometem ações ilegais?
Contudo, o governo da presidenta Dilma não pode brincar com a direita e nem relevar tal movimento, porque a direita não está morta e tem muitos recursos financeiros. Por causa disso, termos que ter uma lei para as mídias, para o setor midiático, de comunicação e informação que atenda às necessidades da sociedade brasileira. Estamos em um espaço vazio, que tem que ser preenchido, porque, do contrário, os inimigos da democracia e do desenvolvimento do Brasil ocupam esse espaço. As marchas apontam para essas tentativas da direita.
Está mais do que na hora de o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, colocar a mão na massa e realizar a Confecom II e assim chamar a sociedade para o debate. Se ele ficar parado como está considero que é melhor trocar de ministro. Não podemos ficar na mão de uma imprensa direitista, empresarial, rica e poderosa, de passado golpista. A história está presente para dar razão às minhas palavras. 
A Argentina já tem uma Ley de Medios. A Venezuela também. Os Estados Unidos e os europeus também. Por que estamos a esperar? Até quando? Não se brinca com a imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?). A imprensa engajada, política e partidária não deixa o Brasil trabalhar em paz.
Pela efetivação de um marco regulatório para o setor de comunicação já!

Leia Davis Sena Filho também no JB

FOTOS E FATOS do movimento GOLPISTA bancado pelos milicos. e pares golpistas

As Fotos  abaixo, retiradas de uma seleção publicada no GI,  retratam  quem banca a 'luta dos corruptos. Ray- Ban, Lacoste, Harley Daividson, Maçons, Militares. paraaaaaaaaaaaaaa É GOLPEEEEEEEEEEEEEEE
Manifestações focaram validade da Ficha Limpa e fim do voto secreto.

Fotos da Marcha Contra a Corrupção em 12 de outubro

Manifestações focaram validade da Ficha Limpa e fim do voto secreto.
  • Brasília - Fora a Ficha Limpa e o fim do voto secreto no Congresso, manifestantes também defenderam a manutenção do poder de fiscalização do Conselho Nacional de Justiça, na pauta de julgamento do Supremo Tribunal Federal.

Fotos da Marcha Contra a Corrupção em 12 de outubro

Manifestações focaram validade da Ficha Limpa e fim do voto secreto.
Goiânia - Manifestantes usam motocicletas e pedem fim da corrupção em Goiás
12/10/2011 13h29 - Atualizado em 12/10/2011 19h37

Fotos da Marcha Contra a Corrupção em 12 de outubro

Manifestações focaram validade da Ficha Limpa e fim do voto secreto.
 BASTA cansei, DEU NOJO: Abaixo 'delicie-se' num bate papo bem explicativo:



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SBT - 30 anos com você, com informações sobre a programação, filmes, séries, novelas, programas, reality show, estréias, premios, jogos, vídeos e fotos. Entre e confira!

    •  BEM, Nao foram milhares de pessoas,  foram uma media de 500 pessoas composta pela maioria de MILICOS, MAÇONS e senhorinhas.

    •  Marcha contra corrupção atrai maçons, crianças e senhoras em SP
      Cerca de 5 mil pessoas participam de manifestação na Avenida Paulista durante o feriado. Um punk foi preso após tumultuar protesto

      Nara Alves, iG São Paulo | 12/10/2011 15:52 - Atualizada às 21:24, 
       
      e quem foram os articuladores do golpe em 64?
      h
    • Fernanda Tardin agora serio , a midia golpista tem que se definir e combinar. Uma IG anuncia 5000 mil outra Terra, anuncia 2000 vide:' Pelo país
      Em São Paulo, a marcha se concentrou novamente na avenida Paulista, iniciada em caminhada a partir do Museu de Arte de São Paulo (Masp) por volta das 14h. Estimativas da Polícia Militar apontavam para a presença de 2.000 pessoas. Durante a mobilização, um homem foi preso por suspeita de quebrar o vidro de uma lanchonete Mc Donalds e de um banco. Na rua da Consolação, um grupo de punks com máscaras e panos enrolados no rosto se partiu para cima de outros manifestantes e da imprensa. No tumulto, uma mulher de 64 anos cortou o queixo ao cair na calçada.' vai acreditar nisto? :
       
      E o Vi o Mundo questiona: @jeanfabio: “A Globo se negou a nos filmar! Pq será?!” | Viomundo - O que você não vê na mídia
      www.viomundo.com.br, pq. será heiiiiiiiiiiiiim ?????????????/

      Margaret Maria Alves Pereira E ONDE MORO,SOMENTE EU ADERI A NOSSA CAUSA,CONVIDEI VÁRIAS PESSOAS.TODAS DISSERAM: " NAO ".O POVO SE ACOMODA,MAS NA HORA DE CRTICAR,A BOCA FUNCIONA.

    • Marcelo Saldanha Vamos lá...Nandinha..realmente foram mais de 500 em SP e em BSB foram contabilizados 20 mil quase....em outros estados que os movimentos foram menores...e efetivamente não apoio oposição sem causa :-)...os caras tentaram fazer um movimento pra queimar o governo e acabaram entrando no fogo amigo tb :-)...isso pq corrupção não tem lado, não tem banda, efetivamente está em todos os cantos e ao tiçar este fogo. explodiram juntos e o povo foi e foi bonito....de certo Margaret temos este problema tb...muitos ficam acuados e com medo de bater de frente com seus governos...por isso que atuamos tb através de OCSs, para que o controle social e combate a corrupção se dê de forma a proteger a pessoa fisica...fora issoi, é botar a cara na reta e ir pra guerra...não é Nanda :-)..mas vamos em frente...esperemos que outras marchas ocorram e que a pressão sobre os politicos seja forte o suficiente para expurgar os pilantras do poder...
      há 6 horas ·
    • Ilza Souza VI UMA PORÇÃO DE PSDBISTAS LÁ, SINCERIDADE?? ESTÃO FAZENDO CONTRA NOSSO GOVERNO FEDERAL, COM CERTEZA ESTÃO REVOLTADOS COM A LIMPEZA QUE DILMA ESTÁ FAZENDO POR LÁ....PESQUISE PESSOAS QUE DISSERAM ESTAR LÁ E CHAMAM DILMA DE ZINHA......NOJO...
      há 4 horas · · 3 pessoas
    • Ilza Souza ISSO PORQUE ELA ESTÁ TIRANDO ALGUNS E CHEGARÁ NOS TUCANOS COM CERTEZA....A TUCANADA ESTÁ DESESPERADA...
      há 4 horas · · 2 pessoas
    • Marcelo hermano, a reportagem que saiu no IG deu que Brasilia deu 7 mil pessoas.
      há 3 horas ·
    • Fernanda Tardin Amado hermano Marcelo, não, os fins não justificam os meios. Não me nego a sair aa ruaa,alias vou sozinha se for preciso, mas... nao vou a lutas 'convocada ' por golpistas. Veja: Como vou a um Ficha limpa, se o 'guerreiro' é o TORTURADOR que ganhou pra deputado estadual com nenhuma denuncia mas muitas certezas de FRAUDE? Como vou a esta marcha contra corrupção se os tucanos quem manipulam ? É golpe. prefiro lutar pelo empoderamento do POVO. No mais se reclamo da Globo tenho no mínimo que me antenar no que ela, a globo apóia. O que é bom pro POVO nunca foi bom pra Globo. TENHO ISTO DOCUMENTADO. Bjao
      há 3 horas · · 1 pessoa
    • Carmen Costa de Figueiredo Na página do senado deu que foram 20.000 pessoas em BSB.
      há 2 horas ·
    • Fernanda Tardin Então estes jornalistas nem sabem mais combinar, né? olha esta:
       
      'Em Brasília, que concentrou o maior número de pessoas – entre 7.000 e 10.000, segundo estimativas da Polícia Militar – os manifestantes levaram à Esplanada dos Ministérios novos temas.

      Além da validação da Lei da Ficha Limpa para as eleições de 2012 e o fim do voto secreto nas votações do Congresso, houve também protesto contra uma eventual limitação dos poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão criado para fiscalizar os juízes.

      Ainda neste mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar ação proposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) que visa a limitar o raio de investigação do CNJ. Ainda neste ano, o STF também julga a validade da Ficha Limpa. Já a discussão sobre o fim do voto secreto foi retomado no Congresso após a absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF).
      Em Brasília, manifestantes usaram fantasias para protestar contra impunidade. Na foto, jovem caminha em direção ao Congresso como o personagem "V". (Foto: Nelson Antoine/Fotoarena/AE)Em Brasília, manifestantes usaram fantasias para protestar contra impunidade. Na foto, jovem caminha em direção ao Congresso como o personagem "V". (Foto: Nelson Antoine/Fotoarena/AE)'http://g1.globo.com/politica/fotos/2011/10/veja-imagens-da-marcha-contra-corrupcao-no-feriado-de-12-de-outubro.html
       
      Agora, vendo as fotos ( a do 7 de setembro o modelito era Daslu) questiono: Eu que já fui apelidada até de 'mariapasseata' ADOROOOOOOOOOOO rua, nunca vi manifestação do POVO com camiseta, faixas... por favorr estes parecem 'os banguelas' que stack pagou pra assinar a'luta' contra a cpmf.
      g1.globo.com
      Manifestações focaram validade da Ficha Limpa e fim do voto secreto. Em Brasília...Ver mais
      há 53 minutos · ·
    • Fernanda Tardin Quem fala que esse movimento nao tá bancado pela elite, nao sabe as dificuldades de o POVO lutar para interesses do POVO.
      há 53 minutos ·
    • Fernanda Tardin Paulo Vinicius, pode falar e testemunhar: O VOTO ABERTO, que hoje, Cesar Colnago,  o golpista e demagogo ( ainda nao vota aberto, mas blasfema 'lutando) e que  César Colnago Perfil Lotado quer ser dono da luta, foi conquistado no ES ( SEM APOIO DELLE), via ESTUDANTES, professores, lideres comunitarios e a maioria das faixas foram feitas por estudantes grafitando lençóis de casal . Muitos outros eventos nao fizemos com volume por falta absoluta de grana para sair as ruas, outros subíamos nos bancos de praças e com apitos e megafones falavamos..... Este ai ( vide fotos) é golpista . tá bancado pela elite. Perceba..... A marcha da familia, reuniu 500 mil . e convocada pelos 'contra revolucionarios' GOLPISTAS E TORTURADORES serviu para ate ho0je nao termos ideia de quantos filhos e pais estao DESAPARECIDOS .
      há 48 minutos · · 1 pessoa

Ayres Britto nega liminar a Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-Codi

Ayres Britto nega liminar a Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-Codi

12/10/2011 14:26,  Por Redação, com RBA - de Brasília
Ustra
Brilhante Ustra comandava a repressão na ditadura militar

O ministro Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, negou liminar pedida pelo coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, que pretendia suspender ação de indenização por danos morais movida em São Paulo por familiares do jornalista Luiz Eduardo da Rocha Merlino. O militar é acusado de ter chefiado sessões de tortura quando comandou o Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI/Codi).
Merlino militava no POC (Partido Operário Comunista) quando foi preso em julho de 1971. Depoimentos prestados na ação de indenização por seis presos políticos da ditadura militar (1964-1985) reforçam a tese de que o jornalista foi torturado e morto quando estava sob custódia daquele órgão da repressão em São Paulo.
Ustra alega que a ação de indenização fere o espírito da lei de anistia, pois entende que houve perdão recíproco. Sua defesa argumenta que, “de forma oblíqua”, os autores da ação pretendem obter “sentença civil com efeitos de condenação criminal por supostos crimes de tortura que hoje estão cobertos pela anistia”.
Paulo Esteves e Salo Kibrit, advogados de Ustra, entraram com reclamação no STF contra atos da juíza Amanda Eiko Sato, da 20ª Vara Cível do Forum Central da Comarca de São Paulo, e do desembargador Luiz Antônio Silva Costa, do Tribunal de Justiça de São Paulo, que permitiram o processamento da ação de indenização.
Ustra alega que a ação de indenização viola o julgamento da ADPF 153 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), quando o STF reconheceu a constitucionalidade da lei de anistia. Afirma que “se não há crime, não há como condená-lo ao pagamento de indenização, muito menos declarar que praticou algum crime naquele período”.
Ayres Britto pediu informações à juíza e ao desembargador do TJ-SP e acolheu manifestação das interessadas Angela Maria Mendes de Almeida e Regina Maria Merlino Dias de Almeida. Elas defendem a improcedência da reclamação de Ustra, com fundamento na independência das instâncias cível e penal.
O ministro também não viu  identidade entre a ação de indenização e a decisão do STF. Para o relator, a lei de anistia não trata da responsabilidade civil por atos praticados no “período de exceção”. Ou seja, a extinção de punição na esfera penal não implica a imediata exclusão do ilícito civil. Ayres Britto negou seguimento à reclamação de Ustra. Cabe recurso da decisão.
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mensagem enviada ao Grupo "Saberpolitica" nos Grupos do Google.

pelo companheiro e ex-guerrilheiro do grupo de Dilma Francisco Calmon

Nota de apoio a Iriny - Feminina é:





Nós do Blog Juntos somos Fortes, também manifestamos nosso apoio a Ministrra Iriny.




NOTA DE APOIO

Nós, participantes do Fórum de Homens Capixabas pelo Fim da Violência contra as Mulheres, vimos, por meio desta, manifestar apoio a Excelentíssima Senhora Ministra de Estado-Chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, pelas iniciativas tomadas nas últimas semanas, a saber: representação ao Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (CONAR) solicitando a sustação da peça publicitária da empresa Hope Lingerie, carta de apoio da Subsecretaria Nacional de Enfrentamento a Violência contra as Mulheres ao Sindicato dos Metroviários de São Paulo com relação ao quadro “Metrô Zorra Total” e sugestão à Rede Globo de Televisão para inserção de informações sobre a Lei Maria da Penha (11.340/06) no caso de violência doméstica presente na novela “Fina Estampa”.

Compreendemos que o entendimento sobre os três casos é correto, bem como as ações tomadas que não ferem de forma alguma a liberdade de expressão ou criação. Em um momento histórico onde se discute uma relação mais igualitária entre homens e mulheres, onde se elimine a dicotomia masculino/dominante/superior x mulher/subordinado/inferior, onde se repensa a divisão sexual do trabalho que coloca a mulher com uma sobrecarga de atribuições dentro e fora do lar. Em um momento onde as estatísticas comprovam o crescimento acadêmico (já são maioria nos mais altos níveis de escolaridade) e em outros campos; onde se tem como representante maior do poder executivo uma PRESIDENTA; é inadmissível que com avanços consideráveis que custaram o esforço e, no extremo de alguns casos, a vida de tantas companheiras, ainda tenhamos uma marca que deseja se promover com base na visão da mulher como um ser dependente e que precisa de estratégias, inclusive sexuais, para conseguir conquistar algo de seu marido.

Este Fórum é contrário a banalização da violência e do abuso sexual contra qualquer ser humano, e principalmente contra as mulheres, parcela da população historicamente discriminada em nosso contexto social e cultural. Portanto, ressaltamos a importância de se questionar quadros de humor que inferiorizam qualquer ser humano, que legitimam qualquer tipo de violência ou abuso, que naturalizam atitudes que precisam ser vistas como criminosas e que prestam um desserviço a causa assumida por todos nós: a defesa de uma sociedade mais justa e igualitária sob todos os aspectos.

A história recente de nosso país nos apresentou a face mais dura do cerceamento da liberdade de expressão, e de forma alguma abriremos mão dessa liberdade! Entretanto, a liberdade conquistada precisa ser exercida com total responsabilidade e respeito aos direitos humanos! Historicamente, a Rede Globo de Televisão, em todos os ramos de atuação, tem trabalhado em benefício da classe dominante, defendendo sob a pecha da isenção jornalística/editorial, uma visão de mundo, uma forma de compreender a política, um tipo de relação familiar, enfim, tem demonstrado de maneira transparente ou velada a quem serve enquanto veículo de comunicação. Apesar de tudo isto, entendemos, em consonância mais uma vez com a SEPM, que a “novela das 8” pode cumprir um papel educativo importante à sociedade brasileira, já que tem nível altíssimo de audiência. Por isso, fazemos coro com a bela iniciativa da Excelentíssima Senhora Ministra em sugerir que aspectos da Lei Maria da Penha (11.340/06) sejam abordados na trama de “Fina Estampa”.

Os direitos das mulheres são conquistas históricas e precisam ser defendidos por todos/todas nós! Não são entendidos como benefício somente das mulheres, mas sim de toda a sociedade. O Fórum de Homens Capixabas pelo Fim da Violência contra as Mulheres engrossa as fileiras em defesa desses direitos, parabeniza e apóia a iniciativa da SEPM, representada pela capixaba Iriny Lopes, mas muito mais do que isso saúda a todas as mulheres que não se conformam e fazem do seu cotidiano uma luta incansável por direitos e oportunidades em um contexto ainda marcado pelo machismo.

Coordenação do Fórum de Homens Capixabas pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

Abaixo alguns links sobre as ações tratadas nesta nota:

http://www.sepm.gov.br/noticias/ultimas_noticias/2011/10/nota-sobre-quadro-do-programa-zorra-total-da-tv-globo

http://www.sepm.gov.br/noticias/ultimas_noticias/2011/10/06-10-2013-ministra-sugere-a-globo-que-novela-ajude-a-divulgar-ligue-180

http://www.sepm.gov.br/noticias/ultimas_noticias/2011/09/spm-pede-suspensao-da-propaganda-da-hope-ao-conar

http://www.sepm.gov.br/noticias/ultimas_noticias/2011/09/30-09-2013-conar-instaura-processo-etico-para-investigar-campanha-201cbundchen-hope-ensina

http://www.sepm.gov.br/noticias/ultimas_noticias/2011/10/rede-globo-responde-a-sugestao-da-ministra-iriny-lopes



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T h i a g o M a r t i n s S a n t a n a

(27) 9812-0181

"Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências"
P. Neruda








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Enviado por José Carlos Pigatti
e Reencaminhado ao Grupo Saber Politico por Carlos Perim


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PARTIDO DOS TRABALHADORES
CNB - DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO
Av. Nossa Sra da Penha, 595 Ed. Tíffany Center Torre II Sl 1003
Santa Lúcia - Cep.: 29.056-250 - Vitoria ES.
Tel/fax.: (27) 3019 8648

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

DA ANISTIA INTERNACIONAL PARA O CANADÁ: "PRENDAM GEORGE W. BUSH!"

No próximo dia 20, quando o ex-presidente estadunidense George W. Bush desembarcar no Canadá, deverá ser preso e processado judicialmente por sua "responsabilidade em crimes contra o Direito internacional, incluindo tortura”.

Foi o que a Anistia Internacional pediu às autoridades canadenses, em memorando enviado há três semanas.

“Como as autoridades dos Estados Unidos não levaram à Justiça, até o momento, o ex-presidente Bush, a comunidade internacional deve intervir. Se o Canadá se abstiver de agir durante a sua visita, isso irá constituir uma violação da Convenção das Nações Unidas contra a Tortura e será uma manifestação de desprezo em face dos direitos humanos fundamentais”, declarou Susan Lee, diretora da AI para a região das Américas.

A acusação: entre 2002 e 2009, prisioneiros foram submetidos a torturas e a "outros tratamentos cruéis, desumanos e degradantes" graças à autorização dada por Bush à CIA, para que executasse um programa secreto contra suspeitos de terrorismo.

Bush é réu confesso pelo menos em um caso: no seu livro de memórias Decision Points, ele revelou ter sido consultado pela CIA, que indagou se poderia torturar um suspeito de terrorismo, Khalid Sheikh Mohammed, com afogamento inconcluso (interrompido antes do óbito).

Como Bush admitiu haver respondido "com certeza!", a AI imediatamente exigiu sua responsabilização criminal.

"A confissão do presidente Bush é suficiente para desencadear a obrigação internacional que os Estados Unidos têm de investigar esta confissão e de levá-lo à Justiça", afirmou então (novembro de 2010) um dos dirigentes da entidade, Rob Freer.

Apoiamos a ministra Eliana Calmon- CHEGA DE BANDIDOS DE TOGA.



Quando Al Gore derrotou George Bush nos votos populares e perdeu no Colégio Eleitoral - sistema norte-americano de peso dos estados federados - uma fraude foi constatada de forma transparente em Miami, num dos distritos. O governador era Jeb Bush, irmão do republicano. Levada a questão à Suprema Corte, Gore perdeu por um voto. Seis ministros indicados por conservadores deram a vitória a Bush contra cinco que queriam novas eleições no distrito onde aconteceu a fraude. Dilma está naufragando, mostrando-se menor que os desafios que enfrenta. Em todos os sentidos. Beneficia-se do efeito residual, digamos assim, de Lula. Ou indica Eliane Calmon para o STF ou vai para o brejo e breve tucanos no poder com o beneplácito dela. Chega de achincalhe tipo Gilmar Mendes, Peluso, etc.



 Leia-se ESTES BLOGUEIROS DO JUNTOS SOMOS FORTES, APOIAM a MINISTRA .

Iriny x PIG


 Enviada por Paulo Filho


Iriny: pra quem enfrentou o crime organizado no ES, não é o PIG alienado que vai detê-la
A ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, concedeu entrevista a Revista IstoÉ, onde vê-se que as atuais polêmicas em torno de exageros em propagandas e programas de TV, não são nada perto das brigas que já enfrentou.

Iriny já combateu o crime organizado infiltrado nos poderes de seu estado, o Espírito Santo. Por sua atuação, passou cinco anos sob proteção da Polícia Federal, ameaçada de morte.

Com longa história de militância e dirigente de organizações de direitos humanos, muitas e muitas vezes teve que sair de casa, inclusive de madrugada, para ajudar mulheres que iriam ser esfaqueadas, mortas.

Com a autoridade moral de quem viveu e vive o dia-a-dia desses dramas e injustiças tão de perto, não são os xiliques de jornalistas alienados e pseudo-humoristas que vão detê-la.

Ela puxa a orelha da imprensa, por sua alienação e ignorância, ao desconhecer a ação da Secretaria de Mulheres no caso das adolescentes estupradas nos presídios do Pará, preferindo enfatizar as picuinhas televisivas.

Eis a entrevista da Ministra:

ISTOÉ - Por que a sra. decidiu censurar o comercial de lingerie, estrelado por Gisele Bündchen?

IRINY LOPES - Não cabe a palavra censura nesse caso. Cabe responsabilidade social. Não temos uma visão moralista nem somos contrárias à publicidade de calcinha e sutiã. Todas nós usamos calcinha e sutiã e gostamos de peças bonitas e benfeitas. O problema é a indução de subalternidade. O comercial dá a entender que a mulher, para se proteger de alguma reação mais agressiva por parte do companheiro, precisa de uma imagem erotizada. Ela poderia conversar sobre aquele assunto vestida.

ISTOÉ - Não é uma reação exagerada? A secretaria não está vendo problemas que não existem?

IRINY LOPES - Na minha opinião, não. Dentro do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, nós temos um eixo muito importante que é a questão do uso da imagem. Temos também uma ouvidoria, para tomar procedimentos que considerem cabíveis. E há o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), que não pertence ao governo. A publicidade tem regras e parâmetros. Na nossa opinião e na das pessoas que enviaram suas mensagens solicitando que a secretaria tomasse providências, há um conteúdo sexista na publicidade e cabe ao conselho analisar e tomar uma decisão. É legítimo, o Conar serve para isso.

ISTOÉ - A sra. reclama da exposição da mulher de forma subalterna, mas a própria Gisele já protagonizou outra propaganda em que aparece limpando o chão, enquanto o marido a troca pela tevê por assinatura. Naquele caso, a secretaria não se manifestou. Por quê?

IRINY LOPES -Também não consideramos aquela uma propaganda adequada à valorização da imagem da mulher. Mas a nossa ouvidoria não foi provocada.

ISTOÉ - Sobram exemplos em que a mulher é usada como símbolo sexual. As propagandas de cerveja estão cheias dessas citações. A secretaria pretende tomar alguma medida?

IRINY LOPES - Sempre vamos reagir ao exagero. Nós suspendemos o comercial de milhões da Devassa no Carnaval do ano passado. O caso da Hope não foi a primeira vez. Não foi nem será o último caso.

ISTOÉ - Quais os cuidados que as agências de publicidade devem tomar a partir de agora para não entrar na mira da secretaria?

IRINY LOPES - A publicidade é do produto, não da mulher. A Hope poderia ter feito outro tipo de exibição durante o comercial da Gisele. Mostrado as peças que queria comercializar, por exemplo. O problema é o conteúdo de certo e errado, que induz à compreensão equivocada de que as mulheres precisam do corpo como instrumento, em primeiro, segundo e terceiro lugar, para se impor. E que a erotização pode reduzir uma reação mais violenta.

ISTOÉ - Nesse ritmo, as novelas vão acabar fora do ar...

IRINY LOPES - Acredito no diálogo. Nós entramos em contato com as redes de televisão para expressar tanto o nosso agrado quanto o desagrado. Nós tivemos novelas que trataram da violência praticada contra a mulher. Mostraram o problema e como enfrentá-lo. É uma contribuição. Na semana passada, liguei para a Ana Maria Braga para parabenizá-la por uma matéria sobre agressão, com base na novela. Também já fizemos contatos mais de uma vez solicitando alteração, dialogando no sentido de mudar o perfil de personagens que tinham características sexistas, sem contraponto na novela. Com o contraponto é o mundo real: há pessoas pacíficas e outras violentas.

ISTOÉ - E a sra. teve sucesso?

IRINY LOPES - Recentemente, me reuni com a Globo. Na novela “Fina Estampa”, que está no ar, a personagem de Dira Paes apanhava muito no começo. Agora, eles deram um tempo. Não queremos ocultar o fato, mas é preciso mostrar que a mulher pode reagir, que há políticas públicas, organismos públicos e grupos de ajuda que ela pode procurar. No aniversário de cinco anos da Lei Maria da Penha, nós recuperamos a personagem Raquel, vivida pela atriz Helena Ranaldi em “Mulheres Apaixonadas”, que passou em 2003. Ela apanhava do marido com uma raquete de tênis. Agora, numa publicidade toda voltada para a Lei Maria da Penha, Helena Ranaldi estimulou mulheres a buscar seus direitos. Nós temos um histórico de diálogo.

ISTOÉ - Mas há que se ter sensibilidade para separar a violência de peças publicitárias bem-humoradas, brincalhonas. Vinícius de Moraes, por exemplo, dizia: “As muito feias que me perdoem. Mas beleza é fundamental.” O que a sra. considera aceitável?

IRINY LOPES - Veja bem, o que pesa para nós não é se a modelo é bonita ou feia. O que não está certo é falar com um homem só se estiver de calcinha e sutiã. E se a mulher for baixinha? Gordinha? A propaganda estrelada pela Gisele é preconceituosa, pretende ser bem-humorada, mas estimula nas próprias mulheres a ideia de que precisa estar erotizada para superar, ganhar ou neutraliar uma reação negativa. Ali manifesta uma opinião de conteúdo a respeito de como as mulheres devem se portar. Essa é a essência do debate que gostaríamos de ter travado, mas não houve oportunidade.

ISTOÉ - Alguns críticos mais exaltados disseram que a sra. teria agido por uma reação feminina de inveja à beleza da Gisele Bündchen.

IRINY LOPES - Eu acho isso uma baixaria. Ter opinião diferente faz parte do processo democrático. Censura é pensar que ninguém pode pensar ou agir diferente do que a gente pensa. O ataque à minha pessoa vem de pessoas despreparadas para o debate democrático.

ISTOÉ - A sra. sempre foi uma militante feminista?

IRINY LOPES - Na verdade, sempre militei na área de direitos humanos. Sou uma mulher que passou por muitos desafios, porque a vida política e a vida pública impõem esses desafios. Sinto bem na pele o que tive de enfrentar para vencer, para dirigir um partido, para conquistar três mandatos de deputada federal. Como militante e dirigente de organizações de direitos humanos, quantas vezes tive que sair de casa para atender casos de mulheres que iriam ser esfaqueadas, mortas. E eu, de madrugada, tinha que bater na porta de juiz, pedir medida protetiva com urgência. Eu conheço de perto esses dramas.

ISTOÉ - No ano passado, a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial considerou Monteiro Lobato racista, a ponto de tentar barrá-lo nas escolas públicas. O que será de Nelson Rodrigues, se depender da Secretaria de Políticas para as Mulheres?

IRINY LOPES - O debate sobre Nelson Rodrigues já está posto na sociedade. Se Nelson Rodrigues estava certo, se estava errado. Mas ao fim e ao cabo acabamos na mesmíssima situação: qualquer decisão sobre a publicidade com viés machista compete ao Conar.

ISTOÉ - Então a obra de Nelson Rodrigues será submetida ao Conar?

IRINY LOPES - Nelson Rodrigues já morreu. A obra dele está aí, feita e refeita. Com releitura, sem releitura. Mas nenhuma “mulher gosta de apanhar” (referência à célebre frase do escritor: “Toda mulher gosta de apanhar. Todas não, só as normais”). Nem hoje nem naquela época. Mas, naquela época, as mulheres não tinham voz suficiente para dizer: “Eu não gosto de apanhar.” Ninguém gosta de apanhar, e por que a mulher gostaria?

ISTOÉ -Essa polêmica toda em relação à propaganda é positiva?

IRINY LOPES - As mulheres se organizaram e conquistaram mais direitos. Já são maioria na população, embora ainda não estejamos no ponto de igualdade que achamos que as mulheres precisam estar. Não existiam tempos atrás organizações de mulheres ou feministas.

ISTOÉ - Mas causa estranheza que a secretaria não tenha se manifestado com tanta veemência no caso das adolescentes trancafiadas nos presídios masculinos no Pará.

IRINY LOPES - Claro que nos manifestamos. Deslocamos pessoas para o Pará, conversamos e tratamos com o sistema de segurança e com a Justiça local nos dois casos. Essas ações não viraram notícia. As pessoas deveriam prestar um pouco mais de atenção em tudo o que a gente faz.

ISTOÉ - Os dois assassinatos em Brasília foram executados por homens que não aceitaram o rompimento da relação. Nos últimos 20 anos, houve um avanço surpreendente das mulheres. O que acontece? O homem brasileiro não conseguiu acompanhar essa evolução?

IRINY LOPES - O Brasil é muito conservador e tem o hábito de colocar muita coisa embaixo do tapete. Não é um problema só do homem. É universal. Questões como essa deveriam ser discutidas nas escolas e pela imprensa, mas longe do calor do homicídio. Todos com ódio do homem e pena da mulher ou pensando: “Alguma coisa ela fez.” Como ocorre no caso de mulheres ao depor nas delegacias: “Minha filha, você não apanhou à toa, alguma coisa você fez.” E se fez? A mulher merece apanhar? Claro que não. Pelo momento bom de crescimento que o País está vivendo, pelo acesso ao conhecimento e à informação, a agilidade na mudança cultural poderia ser muito maior. Mas o Brasil ainda é bastante machista.

ISTOÉ -Em quanto tempo a sra. calcula que a Secretaria de Políticas para as Mulheres deixará de existir?

IRINY LOPES - Quando a delegacia da mulher virar peça de museu.