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sábado, 1 de outubro de 2011

Tese: CONTRA O ESQUECIMENTO

* Os eventos tendem a perder força na medida em que o tempo passa. Os vínculos das novas gerações com o passado histórico de uma nação fragilizam-se e inclina-se à formalização, através do registro escrito, cinematográfico, etc. A compreensão do real significado dos acontecimentos que marcaram épocas e envolveram seres humanos reais, de carne e osso, tem uma dimensão que vai além do fator racional. É diferente conhecer a história pelos livros, relatos, etc. do reconhecer-se enquanto sujeito atuante no cerne dos fatos transformadores de uma dada época. É muito diferente o “estudar a História” do “fazer a História”.
Quanto mais presente a dimensão de pertencimento a um determinado tempo histórico, maior o comprometimento com o resgate e permanência da memória. Não obstante, o tempo não pára e com o passar do tempo a memória dos vivos é suplantada. O acesso das novas gerações à memória histórica é, então, possibilitado pela atividade intelectual dos escritores e pesquisadores interessados ou de alguma forma envolvidos com a reflexão sobre os eventos que constituem a História. A escrita é uma das formas privilegiadas de propiciar às gerações vindouras os vínculos necessários com o passado, ainda que tendam à formalização e frieza inerentes à racionalização dos fatos históricos. Mesmo assim, cumpre uma função importante na luta contra o esquecimento.
“Quem controla o passado controla o futuro. Quem controla o presente controla o passado”, afirmou George Orwell em 1984. A memória é, portanto, uma das questões política fundamentais. Não é por acaso que todos os governos, ditaduras ou democracias, intentam controlar as mentes através de procedimentos restritivos, seletivos e manipulatórios.
Por outro lado, a democracia favorece a pluralidade e mesmo a competição entre as versões dos fatos propagadas pelos setores interessados. Os fatos não são apenas “fatos puros” e “objetivos”, mas também interpretações motivadas por interesses políticos e ideológicos. Há também o interesse de passar a borracha sobre o passado, de controlá-lo. Não é casual que os herdeiros dos ditadores, e aqueles cujo passado os condenam, se esforcem ao máximo pelo esquecimento. Eles almejam enterrar as lembranças e os fantasmas que, talvez, assombram os seus sonhos – embora teimem em construir argumentos racionais para justificar o injustificável. Se depender deles, o passado jaz nos túmulos sombrios das suas vítimas.
Desarquivando a ditadura: memória e justiça no Brasil, organizado por Cecília Macdowell Santos, Edson Teles e Janaína de Almeida Teles, rompe com o consenso que caracterizou a transição política brasileira, da ditadura militar-civil à democratização, e negou o caráter público à memória referente à repressão perpetrada pelos órgãos e indivíduos vinculados ao Estado brasileiro e que vitimaram muitos dos que escolherem a luta contra o autoritarismo. Há um esforço político em restringir esta memória aos indivíduos diretamente envolvidos e seus familiares. A herança autoritária, por sua vez, sobrevive e se metamorfoseia nas instituições democráticas.
Diante disto, algumas questões colocadas pelos organizadores do livro expressam bem o fio de Ariadne que norteiam as reflexões dos artigos publicados:
“Qual o papel hoje desempenhado pela memória dos anos da ditadura e pela justiça? É possível esquecermos as violações de direitos humanos? Ou o inesquecível da tortura continuará a habitar as cenas públicas e privadas da vida social? Qual a contribuição da justiça para a compreensão e a reparação das atrocidades cometidas no passado? Qual a possibilidade de imaginarmos uma democracia com a livre construção da memória pública?” (p.13-14).
Num diálogo entre o passado e o presente, os autores desta obra interpretam os eventos históricos, práticas e ideologias dos grupos de esquerda, militares e instituições do Estado no período da ditadura militar-civil. Na primeira parte, “Construindo memórias e histórias de resistências”, Murilo Leal Pereira Neto reconstrói as biografias políticas de Sidney Fix Marques dos Santos, Olavo Hansen e Paulo Roberto Pinto (Jeremias), militantes trotskistas do Partido Operário Revolucionário (POR).
Ele mostra que a repressão política é inerente à organização do Estado, independente da forma de governo (ditadura ou democracia). “Devemos lembrar que os três jovens padeceram da repressão em pleno período democrático, de 1961 a 1964, por distribuírem panfletos, fazerem pichações ou liderarem greves”, salienta (p. 44). Não esquecer é fundamental para pensarmos a democracia, seus limites e a necessidade de aprofundamento. Como frisa Neto, “recordar e narrar significa ampliar os horizontes no presente com as causas ganhas e perdidas do passado” (p.26).
No segundo capítulo, “Memória e cidadania: as mortes de V. Herzog, Manuel F. Filho e José F. de Almeida”, Mário Sérgio de Moraes analisa a conjuntura política e social, os fatores que levaram ao assassinato destes militantes e a repercussão nos meios de comunicação e na sociedade. “A palavra cidadania, tantas vezes referida como sinônimo de respeito público, não foi encontrada para definir a situação do operário”, ressalta o autor (p.61). Com efeito, o conceito de cidadania é interpretado segundo critérios de classe social. Assim, explica-se as reações diante da morte de ambos.
Everaldo de Oliveira Andrade, no capítulo 3, “A liberdade nasce da luta: o surgimento da OSI na crise da ditadura”, analisa o contexto da formação da Organização Socialista Internacionalista (OSI), também conhecida como “Libelu” (Liberdade e Luta), em outubro de 1976. Trata-se de uma contribuição importante para a história do marxismo no Brasil, em especial a vertente trotskista.
No capítulo 4, “Servir ao povo de todo o coração”: mulheres militantes e mulheres operárias no ABC BA década de 1970”, Antonio Luigi Negro examina a experiência das militantes da Ala Vermelha que, no processo de proletarização, envidaram esforços para se integrarem ao cotidiano das trabalhadoras metalúrgicas.
No quinto, Flamarion Maués analisa o processo de produção e distribuição, impacto, repercussão e papel político do livro “Tortura: A História da Repressão Política”, escrito pelo jornalista Antonio Carlos Fon e publicado em julho de 1979 pela Editora Global (São Paulo). No seguinte, Tatiana Moreira Campos Paiva aborda um tema complexo: a experiência dos filhos de exilados políticos brasileiros. E, no último capítulo da primeira parte, Janaína de Almeida Teles apresenta a reflexão sobre a luta dos familiares de mortos e desaparecidos políticos, entre o luto e a melancolia. É importante destacar o significado traumático e doloroso imposto pela prática repressiva que gerou o desaparecimento e criou “um situação sem fim, perpetuando a tortura que é viver a ausência dos corpos e de informações dos parentes e pessoas queridas” (p.154).
Na Parte II, os autores analisam a “Repressão, Ideologia Militar e Instituições do Estado”. No capítulo 8, “Tortura e ideologia: os militares brasileiros e a doutrina da guerre révolutionnaire”, João Roberto Martins Filho examina a influência da doutrina militar francesa sobre o Exército brasileiro. No seguinte, Anthony W. Pereira analisa as nuances e papéis desempenhados pelos sistemas judiciais e a repressão política no Brasil, Chile e Argentina. O autor levanta questões importantes para a compreensão das relações complexas entre sistema judiciário, Estado e repressão política.
No capítulo 10, Kathia Martin-Chenut analisa “O sistema penal de exceção em face do direito internacional dos direitos humanos”. No seguinte, Samantha Viz Quadrat, avalia a Operação Condor e o impacto das denúncias nos meios judiciais. Ela discute, ainda, como estes fatos repercutiram no Brasil. Já no capítulo 12, Silvio Luiz Gonçalves Pereira examina “As comissões Parlamentares de inquérito na Câmara dos Deputados durante a crise político- institucional brasileira (1963-1968)”. No capítulo 13, Maurício Maia faz uma reflexão sobre “as práticas cotidianas daqueles que se utilizam do segredo como ferramenta de trabalho no trato da coisa pública” (p.287). Seu ponto de partida é “a paradoxal experiência brasileira, em que graves episódios de violação dos direitos humanos são acobertados pelo manto do silêncio, mesmo em períodos de normalidade democrática” (id.). No último capítulo, “O passado recente em disputa: memória, historiografia e as censuras da ditadura militar”, Douglas Attila Marcelino “aborda as disputas de memória que envolvem o estudo da censura exercida durante a ditadura, procurando redimensionar a atuação do Serviço de Censura de Diversões Públicas e fazer uma análise crítica do conhecimento histórico produzido sobre a temática” (p.21).
São estes os temas expostos e analisados pelos autores no primeiro volume de Desarquivando a ditadura: memória e justiça no Brasil. Como salientam os organizadores, o objetivo é “apresentar um espectro de reflexões críticas e multidisciplinares sobre os diversos aspectos sociais, culturais, políticos e jurídicos da constituição da memória da ditadura, da justiça e da democracia no Brasil” (id.).
Desarquivando a ditadura: memória e justiça no Brasil se insere nos esforços para resgatar a memória da geração que lutou contra a ditadura militar e civil implantada no Brasil nos idos de 1964. O esquecimento é a segunda morte. Relembrar os fatos históricos, nossos mortos e suas lutas são formas de mantê-los “vivos”. Não esquecer é também uma maneira de se exigir justiça e relembrar às novas gerações que o passado não jaz em sepultura impenetrável e protegida. O passado não está sepultado definitivamente e, se descuidarmos, pode ressurgir. Nem mesmo a democracia é garantia suficiente contra o retorno dos ditadores. O regime democrático pode transmudar-se no seu oposto.
Esta obra cumpre um papel importante ao oferecer aos leitores vinculados à geração da luta contra a ditadura militar-civil (1964-1985) a possibilidade de refletir sobre a herança que se mantém atual, reforçando a luta pelo não esquecimento e pela justiça. Por outro lado, possibilita à geração pós-redemocratização, o contato com o passado que forjou o tempo presente e, certamente, influiu sobre as suas vidas – ainda que nem tenham consciência do significado e importância do período antecedente.
Desarquivando a ditadura: memória e justiça no Brasil é, portanto, um livro essencial para compreender o passado e o presente político-social. Pois, como afirmam os organizadores: “A transformação do presente depende do conhecimento do passado e do reconhecimento de como esta herança se manifesta e é avaliada nos dias atuais” (p.13).

* RESENHA: SANTOS, Cecília Macdowell; TELES, Edson; TELES, Janaína de Almeida. (Orgs.) Desarquivando a ditadura: memória e justiça no Brasil, volume I. São Paulo: Aderaldo & Rothschild Editores, 2009 (340 p.) Publicada originalmente na REVISTA ESPAÇO ACADÊMICO, nº 117, fevereiro de 2011 (clique no link para ler a versão em PDF).

http://antoniozai.wordpress.com/2011/02/05/contra-o-esquecimento/

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A COMISSÃO DA VERDADE E A LIÇÃO DE WEIMAR

Os signatários do Manifesto por uma Comissão da Verdade digna do nome prometem lutar "até o fim para que sejam alterados diversos dispositivos deletérios" do projeto de lei respectivo.

Da forma como  está, dizem, "terá como resultado uma Comissão Nacional da Verdade enfraquecida, incapaz de revelar à sociedade os crimes da ditadura militar", uma vez que:
"O texto atual do projeto estreita a margem de atuação da Comissão, dando-lhe poderes legais diminutos, fixando um pequeno número de integrantes, negando-lhe orçamento próprio; desvia o foco de sua atuação ao fixar em 42 anos o período a ser investigado (de 1946 a 1988!), extrapolando assim em duas décadas a já extensa duração da Ditadura Militar; permite que militares e integrantes de órgãos de segurança sejam designados membros da Comissão, o que é inaceitável.

Além disso, o texto atual do PL 7.376/2010 impede que a Comissão investigue as responsabilidades pelas atrocidades cometidas e envie as devidas conclusões às autoridades competentes, para que estas promovam a justiça".
Já o Manifesto de Artistas e Intelectuais em apoio à Comissão da Verdade, anterior, ressaltou que "ainda não podemos celebrar a democracia se não tivermos pleno conhecimento das violações cometidas nesse passado tão recente", dai manifestar "a esperança de que os parlamentares possibilitem à atual e às futuras gerações o conhecimento desses fatos, para sabermos a verdadeira verdade... única forma de garantirmos que isso nunca mais aconteça".

Como não fui consultado pelos articuladores de um e de outro, sinto-me à vontade para propor uma  terceira via.

Não cabe uma adesão incondicional ao texto que está sendo negociado com as bancadas direitistas no Congresso, nem uma rejeição prematura e extremada da Comissão, qualificando-a de "uma farsa e um engodo" caso não sejam mudados vários dispositivos.

O fato é que a correlação de forças NOS TRÊS PODERES nunca foi favorável a que realmente se passasse a ditadura a limpo, REVOGANDO A ANISTIA DE 1979 como primeiro e fundamental passo para que os torturadores fossem levados aos tribunais.

Tarso Genro e Paulo Vannuchi bem que tentaram, mas a maioria do ministério de Lula ficou contra, o Congresso Nacional se omitiu e a mais alta corte do País considerou válido o habeas corpus preventivo que os déspotas e seus esbirros concederam a si próprios.

Isto para não falarmos no chamado  quarto poder, a imprensa, que chegou ao cúmulo de minimizar aquele festival de horrores, qualificando-o de  ditabranda.

Não estivesse a atual presidente da República determinada a fazer com que a palavra final do Estado brasileiro seja menos inconclusiva, sairíamos de mão abanando, sem sequer o pouco que estamos em vias de obter.

A decisão exemplar da Corte Interamericana de Direitos Humanos tem enorme significado moral, mas, quanto aos efeitos práticos, haveria forma de a contornar -- sempre há. Devemos dar a Dilma o que é de Dilma -- o mérito por, coerentemente com sua história de vida, estar jogando todo seu peso presidencial na viabilização da Comissão da Verdade.

Então, não é o caso de torpedearmos um colegiado que foi o resultado mais significativo colhido em quatro anos de árduas batalhas, desde o lançamento do livro Direito à Memória e à Verdade; mas sim de tudo fazermos para que ele não venha a ser "incapaz de revelar à sociedade os crimes da ditadura militar".

Lembrem-se da República de Weimar: atacada pelos nazistas à direita e pelos comunistas à esquerda, a democracia alemã soçobrou. Mas, como a esquerda havia superestimado suas forças e subestimado a dos inimigos, quando os moderados saíram de cena quem venceu o braço de ferro foi Hitler.

Erro terrível dos comunistas alemães
facilitou a chegada de Hitler ao poder
Ou seja, a opção insensata pelo  tudo ou nada  acabou se revelando catastrófica para a Alemanha e para o resto da humanidade, condenada ao pesadelo de uma guerra mundial.

Não devemos repetir tal erro. Temos, sim, de lutar para que o texto definitivo da lei que cria a Comissão seja o melhor possível; e continuarmos lutando por nossos objetivos dentro da Comissão, pois é lá que tudo realmente se decidirá.

Sete membros e catorze assessores podem fazer muito em dois anos, com ou sem o orçamento ideal.

Não há tantos e tão significativos crimes para se investigar no período entre as duas ditaduras, de forma que este capítulo acabará sendo secundário, sem tirar a ênfase do principal.

Se haverá  viúvas  ou discípulos da ditadura na Comissão, a equanimidade manda que também haja antigos resistentes, apesar da tentativa do DEM de os excluir. Quem terá melhores argumentos para convencer os demais? Vamos supor um debate entre Jair Bolsonaro e Eduardo Suplicy, qual deles conquistaria a simpatia dos homens de bem que estivessem assistindo?

Quanto à punição dos torturadores, não é a Comissão da Verdade o real empecilho, mas sim a decisão do STF, que teria de ser revertida. Trata-se de uma luta complementar, não de parte desta luta.

Aqueles que tentam empurrar Dilma para um confronto de Poderes, dando à direita (que ainda não se recuperou do nocaute na última eleição presidencial) uma forte bandeira para se reagrupar e sair da toca, deveriam refletir um pouco sobre Weimar.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Honduras Urgente Notas Cortas sobre nuestra incansable monotonía

Ricardo Arturo Salgado  no grupo UNION DE LOS PUEBLOS do Facebook criou um documento.
Notas Cortas sobre nuestra incansable monotonía

Solo quiero cambiar un poco. En lugar de escribir mucho sobre lo mismo comentare algunas cosas que me parecen relevantes, y que deben ser resaltadas por su importancia.

He tenido dificultades escogiendo la primera reflexión que deseo hacer. Definitivamente me inclino por felicitar al Espacio Refundacional por su actividad contra la militarización en el Bajo Aguan. Espero que la misma sea un éxito. En el pasado he escrito unos cuatro ensayos cortos advirtiendo sobre los eventos que se van desarrollando en esa zona, y que ahora con esta acción  adquiere relevancia desde el punto de vista de la solidaridad y la consciencia. Yo no podré asistir debido a compromisos adquiridos previamente, pero realmente espero que nos sumemos a todas las actividades de la resistencia, sin sectarismos ni dogmas, sino como revolucionarios. He sido crítico de muchas posiciones de algunos compañeros, pero no puede dejar pasar por alto este ejemplar trabajo que emprenden el fin de semana. Después de todo el “avispero” dentro de la resistencia hondureña creo que la oligarquía tiene muchas razones para estar preocupada. Sin ponernos de acuerdo somos capaces de movilizar tanto, y generar tantas expectativas y debates. Aquí tenemos un proceso dialectico en pleno desarrollo, del que esperamos salga la poderosa fuerza que reemplace a la actual fuerza hegemónica. En lo personal me inclino por apoyar una fuerza nueva, dentro de la resistencia popular, amplia, inclusiva, deliberante, donde se abra un debate de ideas por mi familia, por mi sociedad, por el futuro, por la razón, por aquellos que somos más, por la justicia, por la igualdad, por la soberanía, por la libertad, por el socialismo, por todo eso voy POR. Enrique Flores Lanza sigue en la línea de fuego de frente a las manipulaciones y las burlas del podrido sistema judicial heredado del golpismo. Los seudo jueves siguen sin entrar al meollo del asunto que debería ser su trabajo, y en lugar de seguir el debido proceso pretenden encarcelar a Enrique para humillarlo y tratar de ponerle condiciones terribles, como castigo a él, a Manuel Zelaya, pero, sobre todo, a la Resistencia Nacional. Poco a poco irán apretando en este caso, sin entender que esta maniobra es una ruleta rusa para ellos. Deberían proceder de inmediato a garantizar un juicio imparcial, y dejar que Enrique Flores demuestre su inocencia  o sea vencido en juicio. La comunidad internacional muestra un interés creciente en el caso Flores Lanza que se ha vuelto un bochorno de dimensión continental. El canciller (no Bismarck), la designada, el dipsómano presidente de la corte, y otra pléyade de funcionarios han dicho que el Acuerdo de Cartagena solo obliga a Lobo Sosa. Si bien es cierto entendemos a este último como el resultado del Golpe de Estado, no podemos aceptar tanta desfachatez, por eso vamos a exigir que el congreso ratifique este tratado, además vamos por la remoción de la corte, el Ministerio Publico y el juicio contra los culpables del Golpe. El régimen está bastante enredado en una situación económica creada por la sumisión al Fondo Monetario Internacional, y la ineptitud de la empresa privada parasitaria. Para terminar de amolar la cosa, la constante violación a los derechos humanos, la impunidad y la persecución política, lo han marginado de préstamos. Ahora les ha tocado admitir que están devaluando la moneda, aunque cuando impusieron la banda cambiaria dijeron que las condiciones financieras internacionales eran favorables, como si se tratara de un cuento de disneylandia. Y los pericos del régimen siguen hablando maravillas de los que están haciendo, y todos los  los días hablan de la democracia en Honduras, o lo que sea que están haciendo para destruir este país. Siendo ecuánimes debemos ver que la intolerancia dentro de la resistencia es multidireccional, y es impulsada por grupos específicos de poder que promueven la división. Es cierto que ha existido exclusión y marginación, de ello surgen varios movimientos. También es cierto que las dirigencias han guiado al pueblo en la dirección de sus intereses. Todos deberíamos preocuparnos por promover la unidad, la amplitud, quienes no entiendan esto serán rebasados por el pueblo, y su deseo de transformar a Honduras. Este es un proceso histórico claro, por lo que al final las agendas ocultas tiene pocas opciones de progresar. Quiero traer para cerrar una frase que escuche a la compañera Patricia Rodas, en una reunión de intelectuales hondureños, “qué bueno que todavía hacemos quienes podemos imaginarnos la Honduras que queremos”. No es tan exacta la cita, pero el contenido es ese; para cambiar a Honduras debemos darnos la opción de soñar la nueva patria, aunque para muchos la utopía sea algo risible. Yo prefiero seguir conservando ese pedacito de niño que llevo dentro, ese que es capaz de imaginar ese mundo que nos merecemos.
Ricardo Salgado
27/septiembre/2011



]Via FIAN ( Frente De Resistencia Hondurnha)

Honduras Contra el Golpe de Estado  nos Informa:
(Clique Links nos títulos abaixo)


A Nova Revolução na França: Lula é ovacionado por estudantes ao receber diploma na França

Anaterra , via ORKUT envia:

Postado por Aimoré Fernandes

Lula é ovacionado por estudantes ao receber diploma na França

Portal Terra
LÚCIA MÜZELL
Direto de Paris

Batucada
na entrada, cenas de histeria na saída. Foi em um clima de ídolo
juvenil que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta
terça-feira, em Paris, o título de doutor honoris causa da Sciences Po,
uma das instituições de ensino mais importantes da França. Lula ainda
teve o discurso interrompido diversas vezes por aplausos e, ao final da
cerimônia, teve direito a uma homenagem com carregado sotaque francês:
em português e com a letra nas mãos, os alunos entoaram "vem, vamos
embora, que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera
acontecer", refrão da famosa música "Para dizer que não falei de
flores", de Geraldo Vandré.


Anaterra:

 via sonia-Amo voce:

O
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta terça-feira (27)
o título de Doutor Honoris Causa do Instituto de Estudos Políticos de
Paris.
Será a primeira vez que o Instituto, que premiou apenas 16
personalidades desde sua criação em 1871, entrega a nomeação a um
latinoamericano.

Por meio de outras instituições, Lula já recebeu o título de doutor "honoris causa" por seis vezes.

"Durante
seu mandato, Lula iniciou vários programas sociais inovadores, promoveu
o desenvolvimento econômico de seu país e deu ao Brasil um papel
expressivo no cenário internacional", destacou o "Sciences Po" em
comunicado.

O encarregado de fazer o discurso de nomeação do
ex-presidente brasileiro, Jean-Claude Casanova, além de ser membro do
"Scienses Po", dirige a Fundação Nacional de Ciências Políticas da
França.

Lula considerou que "esta recompensa, mais do que um
sinal de reconhecimento pessoal, é uma homenagem ao povo brasileiro, que
durante os últimos oito anos fez de forma pacífica e democrática uma
verdadeira revolução econômica e social", acrescentou a instituição.
 
 
E a Globo, vai questionar a França:  
QUE VERGONHA DO PIG!!!!Imprensa brasileira foi à França reclamar de premiação a Lula | Blog da Cidadania
www.blogcidadania.com.br
Não
pode passar batido um dos momentos mais patéticos do jornalismo
brasileiro. Acredite quem quiser, mas órgãos de imprensa brasileiros
como o jornal O Globo mandaram repórteres à França para reclamar com
Richard Descoings, diretor do instituto francês Sciences Po, por
escolher o ex-presidente Lula...

terça-feira, 27 de setembro de 2011

muito 'lance na cuca' - Criado o 'novo partido' psd - haja coronel

O Face tb. é ponto de encontro de formadores de opiniao. Arrisque vc. tb. e passe em perfis como este e vai gostar:

maravilha a critica feita pelo Emir no perfil (status). Vou pegar o gancho e comentar pedindo ajuda a todos: pra que reforma se quando estão sujeitos a aplicação de milhares de leis que temos surge um refundado..... Constituinte Já, a saida é Participação popular, vamos promove-la mais. juntos somos fortes, bjsssssss
Se voce nao e' de direita, nem de esquerda, nem de centro, ja' tem um partido do teu jeito: aprovado o PSD.




CONSTITUINTE JÀ, Para EMPODERAR o POVO

A única luta que se perde é a que se abandona... - Carta a Comissao da Verdade

Enviada pelo Facebook ( Grupo Consciencia Politica Razao Social) por 

‎[Carta O BERRO] A única luta que se perde é a que se abandona...

Carta O Berro.........................................................repassem

----- Original Message -----
From: Suzana Lisbôa
To: suklisboa@gmail.com
Sent: Tuesday, September 27, 2011 3:52 PM
Subject: A única luta que se perde é a que se abandona...

versão atualizada
para assinar escreva para:
sindicato.adv@terra.com.br
com cópia para
pedro.pomar@gmail.com

Camaradas,

Segue em anexo o Manifesto, com relação de assinaturas atualizada até o meio-dia de hoje.
Entre os novos signatários figura o sr. Francisco Buarque de Holanda.
abraços,

Pedro Pomar

---------
Pedro Estevam da Rocha Pomar
(11) 3091-4465/4466 e 8568-1925

Mudar o PL 7.376 para que a Comissão da Verdade apure
os crimes da Ditadura Militar com autonomia e sem sigilo

O PL 7.376/2010, que cria a Comissão Nacional daVerdade, está prestes a ser votado no Senado em regime de urgência urgentíssima*.

A aprovação do PL 7.376/2010 sem qualquer alteração, como quer a presidenta Dilma Roussef, terá como resultado uma Comissão Nacional daVerdade enfraquecida, incapaz de revelar à sociedade os crimes da Ditadura Militar que governou o país entre 1964 e 1985.

Nós, representantes de associações de ex-presos e perseguidos políticos, grupos de familiares de vítimas da Ditadura Militar, grupos de direitos humanos e outras entidades engajadas na luta pela democratização do Brasil, pressionaremos o Parlamento e lutaremos até o fim para que sejam alterados diversos dispositivos deletérios do PL 7.376/2010.

Caso esses dispositivos sejam mantidos no texto, farão da Comissão Nacional da Verdade uma farsa e um engodo.

O texto atual do projeto estreita a margem de atuação da Comissão, dando-lhe poderes legais diminutos, fixando um pequeno número de integrantes, negando-lhe orçamento próprio; desvia o foco de sua atuação ao fixar em 42 anos o período a ser investigado (de 1946 a 1988!), extrapolando assim em duas décadas a já extensa duração da Ditadura Militar; permite que militares e integrantes de órgãos de segurança sejam designados membros daComissão, o que é inaceitável.

Além disso, o texto atual do PL 7.376/2010 impede que a Comissão investigue as responsabilidades pelas atrocidades cometidas e envie as devidas conclusões às autoridades competentes, para que estas promovam a justiça.

Reiteramos, assim, as seguintes considerações, que constam de documento com milhares de assinaturas, encaminhado em junho deste ano à presidenta Dilma Roussef:

Para que tenhamos uma Comissão que efetive a Justiça:

―o período de abrangência do projeto de lei deverá ser restrito ao período de 1964 a 1985;

―a expressão “promover a reconciliação nacional” seja substituída por “promover a consolidação da Democracia”, objetivo mais propício para impedir a repetição dos fatos ocorridos sob a ditadura civil-militar;

―no inciso V, do artigo 3º, deve ser suprimida a referência às Leis: 6.683, de 28 de agosto de 1979; 9.140, de 1995; 10.559, de 13 de novembro de 2002, tendo em vista que estas leis se reportam a períodos históricos e objetivos distintos dos que devem ser cumpridos pela Comissão Nacional da Verdade e Justiça.

―o parágrafo 4°, do artigo 4°, que determina que “as atividades da Comissão Nacional da Verdade não terão caráter jurisdicional ou persecutório”, deve ser substituído por nova redação que delegue à Comissão poderes para apurar os responsáveis pela prática de graves violações de direitos humanos no período em questão e o dever legal de enviar suas conclusões para as autoridades competentes;

Para que tenhamos uma Comissão de verdade:

―o parágrafo 2°, do artigo 4º que dispõe que “os dados, documentos e informações sigilosos fornecidos à Comissão Nacional da Verdade não poderão ser divulgados ou disponibilizados a terceiros, cabendo a seus membros resguardar seu sigilo”, deve ser totalmente suprimido pela necessidade de amplo conhecimento pela sociedade dos fatos que motivaram as graves violações dos direitos humanos;

―o artigo 5°, que determina que “as atividades desenvolvidas pela Comissão Nacional da Verdade serão públicas, exceto nos casos em que, a seu critério, a manutenção do sigilo seja relevante para o alcance de seus objetivos ou para resguardar a intimidade, vida privada, honra ou imagem de pessoas”, deve ser modificado, suprimindo-se a exceção nele referida, estabelecendo que todas as atividades sejam públicas, com ampla divulgação pelos meios de comunicação oficiais.

Para que tenhamos uma Comissão da Verdade legítima:

―os critérios de seleção e o processo de designação dos membros da Comissão, previstos no artigo 2º, deverão ser precedidos de consulta à sociedade civil, em particular aos resistentes (militantes, perseguidos, presos, torturados, exilados, suas entidades de representação e de familiares de mortos e desaparecidos);

―os membros da Comissão não deverão pertencer ao quadro das Forças Armadas e órgãos de segurança do Estado, para que não haja parcialidade e constrangimentos na apuração das violações de direitos humanos que envolvem essas instituições, tendo em vista seu comprometimento com o princípio da hierarquia a que estão submetidos;

―os membros designados e as testemunhas, em decorrência de suas atividades, deverão ter a garantia da imunidade civil e penal e a proteção do Estado.

Para que tenhamos uma Comissão com estrutura adequada:

―a Comissão deverá ter autonomia e estrutura administrativa adequada, contando com orçamento próprio, recursos financeiros, técnicos e humanos para atingir seus objetivos e responsabilidades. Consideramos necessário ampliar o número atual de sete (7) membros integrantes da Comissão, conforme previsto no Projeto Lei 7.376/2010.

Para que tenhamos uma verdadeira consolidação da Democracia:

―concluída a apuração das graves violações e crimes, suas circunstâncias e autores, com especial foco nos casos de desaparecimentos forçados ocorridos durante o regime civil-militar, a Comissão de Verdade e Justiça deve elaborar um Relatório Final que garanta à sociedade o direito à verdade sobre esses fatos. A reconstrução democrática, entendida como de Justiça de Transição, impõe enfrentar, nos termos adotados pela Escola Superior do Ministério Público da União, “o legado de violência em massa do passado, para atribuir responsabilidades, para exigir a efetividade do direito à memória e à verdade, para fortalecer as instituições com valores democráticos e garantir a não repetição das atrocidades”.

A presidenta Dilma Roussef poderá passar à história como aquela que ousou dar início a uma investigação profunda dos crimes da Ditadura Militar, como subsídio para a punição dos agentes militares e civis que praticaram torturas e assassinatos e promoveram o terrorismo de Estado, bem como sustentáculo indispensável da construção da memória, verdade e justiça em nosso país.

Esperamos que ela faça a escolha certa. Esperamos que o PL 7.376/2010 receba emendas e, desse modo, surja uma Comissão Nacional da Verdade digna desse nome.

Brasília, 19 de setembro de 2011

*O texto foi atualizado em relação à versão original, lançada antes da votação do projeto na Câmara dos Deputados.

Assinam este Manifesto:

Agildo Nogueira Junior
Alberto Henrique Becker
Alessandra Gasparotto
Alexandre Carvalho Leme
Almo Jorge Debom Jr.
Álvaro Fernandes Sobrinho
Amabel Crysthina Mesquita Mota
Américo Astuto Rocha Gomes
Ana Lucia Marchiori
Ana Paula de Castro
Ana Maria de Castro
Ana Paula Cavalcanti
Ana Paula D. L. de Oliveira, familiar de Flávio de Carvalho Molina
Andréia Orsato
Anelino J. Resende
Angela Mendes de Almeida
Anibal Ribeiro Cavali
Antonio Carlos Fon
Antônio Donizete Ferreira
Antônio Fernandes Neto
Aluizio Palmar
Arthur Pires de Camargo
Ary Normanha
Aton Fon Filho
Augusto Antônio Viveiros Junior
Bernardo Vianna Marques Cerdeira
Betânia de Moraes Alfonsin
Camila Garcia Coelho
Candida Guariba
Carlos Alberto Sagranichiny
Carlos Henrique Mayr Jr, familiar de Frederico Eduardo Mayr
Carlos Lichtsztejn
Carlos Ricardo da Silva
Carlos Russo Jr.
Carlos Wagner Alcantara
Caiuá Cardoso Al-Alam
Celso Carvalho Molina, familiar de Flávio de Carvalho Molina
Cesar Augusto Teles
Cesar Cavalcanti
Chico Buarque de Holanda
Clarckson Messias A. Nascimento
Clarice Herzog
Clarisse Figueiredo
Cláudio Carvalho Molina, familiar de Flávio de Carvalho Molina
Claudio Gutierrez
Clelia de Mello, familiar de Alceri Maria Gomes da Silva
Cloves Alexandre de Castro
Clóvis Petit de Oliveira, familiar de Maria Augusta, Jaime e Lucio Petit
Conceição R. Menezes
Criméia Alice Schmidt de Almeida, familiar de André Grabois
Danilo Silva Barbosa
Dayse Marques de Souza
Débora Silva, Movimento Mães de Maio
Denise de Castro
Denise Santana Fon
Derlei Catarina De Luca
Dirceu Travesso, Presidente estadual do PSTU
Dirlei L. da Fonseca
Divo Guisoni
Dulce Maia de Souza
Edson Amaral
Edson Luiz de Almeida Teles
Eduardo Almeida
Efraim Gomes de Moura
Eliane Tejera Lisbôa, familiar de Luiz Eurico Tejera Lisbôa
Eliete Ferrer
Elvio Ricardo Porto Silveira
Elzira Vilela
Emilio Rafael Galland Mira y Lopez
Emmanuel O. da Silva
Elisabetta Santoro, professora da FFLCH-USP
Ernesto Gradella, ex-deputado federal
Evanildo Souza
Expedito Solaney, CUT Nacional
Fabio Bosco
Fátima Cristóvão
Fátima da Silva Fernandes
Fausto Salvadori
Fernando A. S dos Santos
Flávia Kneipp Molina Velasco, familiar de Flávio de Carvalho Molina
Francisco dos Reis Ferreira
Frei Betto
Genilda Alves
Gert Schinke
Gilberto Antonio Gomes
Gilberto Carvalho Molina, familiar de Flávio de Carvalho Molina
Gilberto Pereira de Souza
Gina Couto
Glauco Marques
Guilherme Fonseca
Heder Sousa, Coordenação de DH do PSOL
Heitor Fernandes Filho
Helena Maria de Souza
Helenalda Rezende de Souza Nazareth, familiar de Helenira Nazareth
Heloísa Daruiz Borsari
Heloisa Greco
Igor Martins Coelho Almeida
Ivanildo de Souza
Janaina de Almeida Teles
Janete Moro
Jean Pierre Leroy
João C. Schmidt de A. Grabois, familiar de André e Maurício Grabois
João Felipe Silva Fleming
João Preis, familiar de Arno Preis
João Ricardo Oliveira Soares
José Cantídio de Souza Lima
José Eduardo Figueiredo Soares Braunschwiger
José Keniger
José Maria de Almeida, Presidente do PSTU
José Welmowicki
Julia Maria Eid
Karin Andréia Bottini
Kenarik Boujikian Felippe, juíza de direito
Laura Petit da Silva, familiar de Maria Lucia, Jaime e Lucio Petit
Lílian Irene Queiroz
Lincoln de Abreu Penna, historiador
Lorena Morone Girão Barroso, familiar de Jana Morone Barroso
Lucia Vieira Caldas, familiar de Mário Alves
Lúcia Rodrigues
Luciana Araújo
Luciana Nogueira Nóbrega
Luisa Kneipp Molina, familiar de Flávio de Carvalho Molina
Luiz Carlos Prates
Luiz Edgard Cartaxo de Arruda Junior
Luiza Mafalda Peixoto
Magno de Carvalho
Marcelo Santa Cruz, irmão de Fernando Santa Cruz
Marcos Margarido
Marcelo Zelic, vice-presidente do GTNM-SP
Márcia Kneipp Molina, familiar de Flávio de Carvalho Molina
Maria Amélia de Almeida Teles
Maria do Céu de Lima
Maria Cezira
Maria Esmeralda da Cruz Forte
Maria Cecília Nascimento Garcia
Maria Edma Valquer
Maria Helena Fontana
Maria Valéria Sarmento Coelho da Paz
Mario R. Pires de Camargo
Marisa dos Santos Mendes
Maria do Socorro Diógenes
Maristela Monteiro Pereira, advogada
Mauro Ailton Puerro
Nádia de Castro
Nair Benedicto
Nazareno de Deus Godeiro
Nei Tejera Lisbôa, músico, familiar de Luiz Eurico Tejera Lisbôa
Neusa Terezinha do Nascimento
Oraldo Soares Paiva
Orlando Bonfim, familiar de Orlando da Rosa Bonfim
Orlando José Luciano
Pablo Biondi
Paula Kneipp Molina, familiar de Flávio de Carvalho Molina
Paulo Afonso Salgado Aguena
Paulo Silveira Melo Sobrinho
Patrícia Rocha de Figueiredo
Pedro César Batista
Pedro Estevam da Rocha Pomar
Rosângela Botelho da Costa
Rachel Moreno, Observatório da Mulher
Rafael dos Santos da Silva
Raquel Macruz
Raymundo Alves Dias
Raul Silva Telles do Valle
Reinaldo Morano Filho
Ricardo Pereira de Oliveira
Ricardo Tavares Affonso
Rita Freire, Ciranda da Comunicação
Rita Ronchetti, Articulação Mulher e Mídia
Risomar Fassanaro
Roberto Nery Jr.
Rodrigo de Azevedo Weimer, doutorando em História (UFF)
Rodrigo de Medeiros Silva
Rosa de Lourdes Azevedo dos Santos
Rubens Pires de Camargo
Rubenvado Silva, Presidente do Sindalesc
Salete Henrique
Sebastião Carlos Pereira Filho
Sheila Cristina Santos
Suzana Keniger Lisbôa, familiar de Luiz Eurico Tejera Lisbôa
Tania Pacheco
Tarcisio Eberhardt
Terezinha de Oliveira Gonzaga
Terezinha Vicente
Tiago de Castro
Togo Meirelles Netto, familiar de Tomaz Antonio Meirelles
William Wollinger Brenuvida
Valério Arcary
Vânia Viana
Vera Lucia Kneipp Molina, familiar de Flávio de Carvalho Molina
Vera Maria de Mendonça Barros
Victor Madeira
Victoria Grabois, familiar de André e Mauricio Grabois e Gilberto O. Maria
Walber Nogueira da Silva
Waldo Mermelstein
Zenilda Francisca Vital

Associação Brasileira de Rádios Comunitárias- Regional São Paulo
Associação Filhos de Aruanda
Associação dos Geógrafos Brasileiros
Central Única dos Trabalhadores- CUT Nacional
Centro de Direitos Humanos da Grande Florianópolis – CDHGF
Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu
Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos
Coletivo Contra a Tortura-São Paulo
Coletivo Merlino
Comitê Catarinense Pró-Memória dos Mortos e Desaparecidos Políticos
Conselho Comunitário da Barra da Lagoa (Florianópolis)
CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular)
Espaço Patricia Galvão - Diadema
Federação Interestadual dos T. em Radiodifusão e Televisão (FITERT)
Grupo Tortura Nunca Mais de Foz do Iguaçu
Grupo Tortura Nunca Mais-Rio de Janeiro
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania (Minas Gerais)
Instituto Sedes Sapientiae
Movimento Mães de Maio- SP
Movimento Sindicatoépralutar! - JorHumornalistas de São Paulo
Observatório das Violências Policiais- PUC São Paulo
Organização Não Governamental Caá-oby
Primado Organização Federativa de Umbanda e Candomblé do Brasil
Sindicato dos Advogados de São Paulo
Rede Social de Justiça e Direitos Humanos

A CONQUISTA DA VERDADE


Companheiros e amigos,

um traço marcante da geração 68 era o sentimento de que a consciência das injustiças implicava a responsabilidade de lutar contra elas.

Havia quem criticasse tal postura, qualificando-a de voluntarista.

E existe também quem até hoje admira a disposição que tínhamos de assumir as boas causas, não medindo esforços nem riscos.

Uma lição eu aprendi na vida: um homem continua forte enquanto se mantém coerente com seus valores.

Então, quando tomei conhecimento do Caso Battisti, em 2007, imediatamente escrevi um artigo pedindo sua libertação. Pois a solidariedade era obrigatória para os revolucionários de minha geração -- e continua sendo-o, para mim, até hoje.

Mas, um companheiro com melhor trânsito nos gabinetes palacianos me garantiu que a situação estava sob controle e eu não precisaria me preocupar.

"Antes assim!", pensei, porque tinha noção clara do quanto uma luta dessas pode ser desgastante -- e já não sou jovem.

Quando houve aquele resultado adverso no Conare, entretanto, eu percebi que a situação se tornara perigosa e que, havendo travado batalhas similiares, eu tinha uma contribuição relevante a dar para que fosse evitado o pior.

Arregacei as mangas e passei de novembro/2008 a junho/2011 priorizando a causa de Battisti. 

Foram viagens, palestras, debates, trâmites de todo tipo e cerca de 250 textos divulgados ao longo da luta -- encerrada com uma vitória dificílima, que ainda será reconhecida como das mais significativas que a esquerda brasileira alcançou em todos os tempos.

Nesta semana estou iniciando outra cruzada que também deverá ser das mais trabalhosas, mas considero e assumo como um dever: a de empenhar-me ao máximo para que o relatório final da Comissão da Verdade faça justiça aos que sofreram e aos que tombaram na resistência ao arbítrio.

É fundamental que a última palavra do Estado brasileiro sobre os  anos de chumbo seja, exatamente, verdadeira -- pois é a que ficará para os pósteros.

Que, relatando fielmente o festival de horrores imposto ao nosso povo, sirva como dissuassivo de futuras recaídas na barbárie.

Como os nomes cogitados para a Comissão não me deram a certeza de que a integridade do trabalho seria mantida face às enormes pressões que certamente advirão, decidi pleitear uma vaga. Pois a melhor posição para influirmos nos rumos de uma luta é colocados no centro dela.

Mas, sou bem realista quanto às possibilidades de obter a indicação: elas só existirão se eu tiver forte respaldo na internet. É minha trincheira e meu provável único trunfo.

Ou caminhamos juntos ou serei ignorado sozinho; é simples assim.

Espero merecer o apoio dos companheiros.

SOU (ANTI)CANDIDATO À COMISSÃO DA VERDADE

Aloysio Nunes Ferreira Filho participou da luta armada na ALN de Carlos Marighella, foi condenado com base na Lei da Segurança Nacional, amargou o exílio e só pôde voltar com a anistia de 1979.

Mesmo assim, fez coro à demagogia direitista da última campanha presidencial de José Serra, acusando Lula de haver montado "uma máquina mortífera" e repetindo chichês alarmistas como estes:
"Tem o PT com seu velho radicalismo, com as velhas idéias de amordaçar a imprensa (...), outra ponta dessa engrenagem é o sindicalismo comprado (...). Temos o Incra entregue ao MST, temos o desrespeito à lei de uma política externa que corteja os ditadores mais sanguinários da face da Terra. E é contra esse sistema de poder que nós vamos eleger o Serra e o Geraldo".
É cogitado para a função de relator da Comissão da Verdade.

E o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já se candidatou a uma das sete vagas, assim como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Considero inadequadas tais postulações.

Aloysio, porque pende para a esquerda ou para a direita ao sabor dos ventos políticos.

Dirceu por ser alvo preferencial das campanhas de desqualificação da mídia -- vide a capa recente da revista Veja. Por que oferecer novos trunfos ao inimigo, que, é óbvio, torpedeará incessantemente a Comissão? Ele seria o homem errado no lugar errado.

FHC, por tudo que deixou de fazer, ao longo de dois mandatos, para que os torturadores respondessem por seus crimes. É um dos responsáveis por não se terem tomado providências efetivas na hora certa, de forma que as tentativas acabaram sendo tardias e, por isto mesmo, mais facilmente anuladas.

Quanto à CNBB, não tendo o catolicismo se apresentado unido contra o golpe e o terrorismo de estado, eu consideraria mais apropriada a inclusão de um representante do Tortura Nunca Mais -- até como tributo à figura exponencial da resistência ao arbítrio que foi d. Paulo Evaristo Arns.

De resto, eu também apresento minha (anti)candidatura.

Porque é preciso evidenciar sempre e a cada instante que existe um abismo entre a o sistema, a política oficial, a imprensa burguesa e o universo alternativo, trepidante, da internet, que vem sendo minha trincheira nos últimos anos.

Então, embora eu domine o tema em questão como poucos e tenha uma credibilidade virtual conquistada com muito trabalho, coerência e lutas vitoriosas, hoje estou reduzido à quase inexistência pela grande mídia e nunca sou cogitado para absolutamente nada em Brasília.

Mas, avalio que tenho uma importante contribuição a dar à Comissão. Daí pleitear um lugar nela, embora saiba que é uma hipótese das mais improváveis.

Assim como um sem-número de vezes pedi justificados direitos de resposta aos jornalões, mesmo ciente de que as boas práticas jornalísticas não seriam respeitadas.

Porque jamais devemos nos conformar com a privação de direitos; marcar posição é uma forma de resistirmos.

Há, claro, a ínfima possibilidade de que companheiros encampem tal bandeira e a tornem uma opção concreta -- para contarem, na Comissão, com um ex-preso político que jamais se vergará a conveniências nem vai descurar da missão de trazer à tona a verdade histórica sobre os  anos de chumbo, custe o que custar.

Nesta eventualidade remota -- afinal, não faço parte de nenhum esquema influente --, a anticandidatura poderá até virar candidatura.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

a única alternativa para la Soberanía Alimentaria, la Vía Campesina


 
Gracias a los buenos oficios de la paisana y camarada Tupa RANGEL… desde Indonesia…
 
 
La única alternativa para la Soberanía Alimentaria, la Vía Campesina
 
La Via Campesina en movimiento...
 ¡ Por la soberanía alimentaria !
 
 
MARAVILLOSO DOCUMENTO DE LA VIA CAMPESINA
 
Vean este documental de 20 minutos de duración y difúndanlo entre sus vecinos, amigos, comunidades, organizaciones locales, en centros culturales, festivales de cine, manifestaciones... Pueden incluso organizar una proyección seguida de un debate al que puedan invitar a campesinos y autoridades locales o a quien esté interesado.
 
 
Miércoles, 21 de Septiembre de 20
Durante el Foro Social Mundial de Dakar, Senegal, en Febrero de 2011, movimientos sociales, organizaciones de pequeños productores y otras organizaciones de la sociedad civil lanzaron un llamamiento colectivo contra el acaparamiento de tierras. Más de 650 organizaciones ya se han adherido. Si su organización desea también apoyar este llamamiento, por favor hágalo antes del 7 de octubre de 2011.
 
El Comité de Seguridad Alimentaria Mundial (CSA) con sede en Roma en la Organización mundial para la Agricultura y la Alimentación (FAO), está actualmente negociando las Directrices sobre la Gobernanza Responsable en la Tenencia de la Tierra, Recursos Pesqueros y Forestales. Estas directrices deberían proteger y reforzar el acceso a la tierra, a los recursos pesqueros y a los bosques para los/as pequeños/as productores/as de alimentos. Desgraciadamente, algunos gobiernos poderosos, apoyados en esto por las Instituciones Financieras Internacionales, no quieren adoptar directrices fuertes. Estos gobiernos prefieren una gobernanza de los recursos naturales que facilite la apropiación de los recursos por parte de grandes inversionistas empresariales y otros actores poderosos.
 
Campesinos afectados por el acaparamiento de tierras entregarán el llamamiento de Dakar, con todos los nombres de las organizaciones que lo hayan avalado, a los gobiernos durante las negociaciones sobre las Directrices en Roma los días 10-14 de Octubre.
 
Esta movilización también deberá contribuir a presionar a los gobiernos para que rechacen definitivamente los Principios para Inversiones Agrícolas Responsables (RAI por sus siglas en inglés) del Banco Mundial.
 
¡Es hora de impedir el acaparamiento de tierras, no de darle una fachada de "responsabilidad"!
 
Por favor, lea y firme el llamamiento aquí: http://www.dakarappeal.org
 
 
 
"Rompa el aislamiento. Vuelva a sentir la satisfacción moral de un acto de libertad... Haga circular esta información"Rodolfo Walsh
 Enviado por Jacob Blinder

Verdades Irrespondiveis

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

 

Verdades irrespondíveis

 
 
E eles ainda riem...
 
"Aproximadamente três bilhões de seres humanos em todo o mundo vivem com menos de 2,5 dólares por dia; e mais de um bilhão de seres humanos não comem sequer uma refeição suficiente, e regularmente, por dia. 40% das populações mais pobres do mundo partilham apenas 5% da renda global. E 20% dos mais ricos do mundo dividem entre eles 75% da renda global total. Mais de 20 mil crianças inocentes e pobres morrem diariamente no mundo, por causa da pobreza. 80% dos recursos financeiros dos EUA são controlados por 10% da população dos EUA; 90%  da população tem de sobreviver com apenas 20% desses recursos.  
 
Quem arrancou à força dezenas de milhões de pessoas de seus lares na África e em outras regiões do mundo, durante o sombrio período da escravidão, fazendo daquelas pessoas vítimas da mais cega ganância materialista?


 
Quem impôs o colonialismo por mais de quatro séculos, a todo aquele mundo?
 
Quem ocupou terras e massivamente assaltou recursos naturais que eram patrimônio de outros povos, quem destruiu talentos e empurrou para a destruição os idiomas, as culturas e as identidades de tantos povos?


 
Quem deflagrou a primeira e a segunda guerras mundiais, que fizeram 70 milhões de mortos e centenas de milhões de feridos, de mutilados e de sem-tetos? 


 
Quem criou a guerra na península da Coréia e no Vietnã? 


 
Quem, servindo-se de hipocrisia e ardis, impôs os sionistas, durante 60 anos de guerras, destruição, terror, assassinatos em massa, na região do mundo onde ainda estão?



Quem impôs e apoiou durante décadas ditaduras militares e regimes totalitários em países da Ásia, da África e da América Latina?


 
Quem atacou com armas atômicas população indefesa e desarmada e guarda milhares de ogivas nucleares em seus arsenais?


 
Quais são as economias que dependem, para crescer, de criar guerras e vender armas?


 
Quem provocou e estimulou Saddam Hussein a invadir e impor guerra de oito anos contra o Irã?
 
Quem o assessorou e equipou-o para que atacasse nossas cidades e nosso povo com armas químicas?


 
Quem usou os misteriosos incidentes de setembro 11 como pretexto para atacar o Afeganistão e o Iraque – matando, ferindo, deslocando milhões de seres humanos de seus locais tradicionais de vida nos dois países –, exclusivamente para alcançar a ambição de controlar o Oriente Médio e seus recursos de petróleo?


 
Quem aboliu o sistema de Breton Woods e imprimiu trilhões de dólares sem qualquer lastro em ouro ou em moeda equivalente? Esse movimento desencadeou feroz inflação em todo o mundo, que serviu para facilitar a pilhagem de ganhos econômicos que outras nações tivessem.


 
Qual o país cujos gastos militares superam anualmente uma centena de bilhões de dólares, mais que todos os orçamentos militares de todos os povos do mundo, somados?


 
Qual, de todos os governos do mundo, é hoje o mais endividado?
 


Quem domina os establishments da política econômica em todo o mundo?


 
Quem é responsável pela recessão econômica mundial, que hoje impõe suas pesadas conseqüências aos povos de EUA e Europa e de todo o planeta?


 
Que governos estão sempre prontos a bombardear com milhares de bombas outros países, mas sempre são lerdos e hesitantes, quando se trata de distribuir comida, para povos atormentados pela fome, como na Somália e em outros pontos?


 
Quem domina o Conselho de Segurança da ONU, ao qual caberia zelar pela segurança internacional?

 
Se alguns países europeus ainda se servem do Holocausto, depois de sessenta anos, como pretexto, para continuar a pagar resgate, pagar à chantagem dos sionistas, não será também obrigação daqueles mesmos senhores de escravos e potências coloniais pagar indenizações às nações afetadas?


 
Se os danos e perdas do período da escravidão e do colonialismo tivessem sido de fato indenizados, o que teria acontecido aos manipuladores e potências que se escondem nos porões da cena política nos EUA e na Europa?
 
E haveria ainda divisão entre o norte e o sul do mundo?


 
Se os EUA e seus aliados da OTAN cortassem pela metade seus gastos militares e usassem esses valores para ajudar a resolver os problemas econômicos em seus próprios países, estariam aqueles povos padecendo os sofrimentos da atual crise econômica mundial?


 
Que mundo teríamos, se a mesma quantidade de recursos fossem alocados nas nações mais pobres?


 
O que pode justificar a presença de centenas de bases militares e de inteligência dos EUA em diferentes partes do mundo – 268 bases na Alemanha, 124 no Japão, 87 na Coreia do Sul, 83 na Itália, 45 no Reino Unido e 21 em Portugal?
 
O que significa isso, senão ocupação militar?


 
E as bombas armazenadas nessas bases não criam risco de segurança para outras nações?

 
Servindo-se de uma rede imperial de imprensa e comunicações, que sempre esteve como ainda está sob a influência do pensamento colonialista, ameaçam qualquer opinião que discuta a versão oficial do Holocausto, do 11 de setembro e da violência dos exércitos invasores e ocupantes".
 
 
Você acaba de ler trechos do discurso proferido na ONU pelo presidente do Iran Mahmoud Ahmadinejad.
 
Durante o discurso, delegações dos Estados Unidos e seus serviçais abandonaram o plenário.
 
E não podia ser diferente.
 
Afinal o que eles poderiam responder sobre essas verdades?
Postado por Georges Bourdoukan – 26/09/2011

Enviado por jacob Blinder

A a CARTA da Família Lamarca! - Nós CORROBORAMOS com a integra da Carta

Este Blog e seus colaboradores,muitos ex resistentes todos militantes por "UM OUTRO MUNDO É POSSIVEL"? 
 Nós CORROBORAMOS com a integra da Carta
 
E, eu autorizada por meus familiares apoio a carta denúncia em nome da FAMÍLIA CERVEIRA.
Carlos Molina 
Eu é que sou eternamente grato com aqueles que tombaram na luta por um país melhor! Estar ao lado de suas famílias para que a verdade seja restabelecida é uma honra!há 

Família de Carlos Lamarca encaminha carta denúncia à Anistia Internacional
DENÚNCIA
ANISTIA INTERNACIONAL


A família Lamarca nunca teve necessidade de procurar a Anistia Internacional, pois com o retorno ao Brasil em 1980 sempre procurou se integrar a sociedade. A senhora Maria Pavan Lamarca ingressou em 1987 com ação judicial contra a União, com objetivo de resgatar direitos alienados a seu companheiro Carlos Lamarca, ação que decorre até os dias de hoje, mesmo já passado pelo Supremo Tribunal Federal.

A família Lamarca foi a Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos – Ministério da Justiça e provar a farsa montada da morte de Carlos Lamarca, via relatório militar – Operação Pajuçara. Com a exumação dos restos mortais e perícia médica foi provada a execução sumária de Carlos Lamarca. Todo o processo com aval e homologado pelo Congresso Nacional.

Vistos que, o Poder Judiciário não oferecia em definitivo a anistia e promoção militar de Carlos Lamarca, sua companheira recorreu a Comissão de Anistia – Ministério da Justiça e obtém a anistia de Carlos Lamarca, a promoção militar a Coronel de Exército e soldo de General de Brigada. Todo o processo com aval e homologado pelo Congresso Nacional.

Os clubes militares, não satisfeitos recorrem à justiça e processam a União, incluindo Maria Pavan Lamarca como litisconsorte no processo judicial, senhora a época com 70 anos de idade, e estes obtém uma liminar a qual impede a senhora Maria Pavan Lamarca de receber pensão no posto de General de Brigada e os devidos atrasados, conforme decidido pela Comissão de Anistia. Os reclamantes não satisfeitos, sustentando o troféu de guerra passam a desinformar a opinião pública brasileira, ofendem a honra de Carlos Lamarca com qualificações despropositadas e infundadas, assim como permitem o dolo moral e conseqüentemente perdas e danos a todos os familiares. A família Lamarca procura seus representantes judiciais e inicia-se a defesa judicial.

A juíza; em primeira instância concede à liminar e paralelamente mostra seu desagrado pessoal por aqueles que lutaram pela Democracia no Brasil, acoberta esses senhores que tem uma dívida impagável com o Brasil, com o povo brasileiro, pois decidiram, como militares funcionários públicos traírem o Brasil e o entregaram a um pólo político que imprimiu o terror psicológico e físico. A juíza compactua coma decisão da Ditadura Militar em decidir por desaparecer e tortura cidadãos brasileiros, opositores a um regime que nunca ofereceu alternativa política e simplesmente “conduziu” os cidadãos brasileiros conscientes a confrontá-los e o meio não poderia ser outro que não as armas.

Um assessor do filho do Deputado Federal pelo Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro, este assessor ex-militar, impetrou uma ação popular contra a família Lamarca com objetivo de suprimir os direitos de anistia de Maria Pavan Lamarca, Claudia Pavan Lamarca e Cesar Pavan Lamarca.

Fecha-se o cerco sobre a família Lamarca, que se apoiada em seus representantes jurídicos para repelir judicialmente estes ataques. A família Lamarca nunca teve motivos para reclamar de qualquer tipo de perseguição política de grupo e/ou de pessoas, mas no relato acima o que se verifica sem falta de dúvida e a violação aos direitos políticos, direitos aos reparos amparados em lei e o Congresso Nacional.

Sem sombra de dúvidas o que se verifica é “perseguição política camuflado no Poder Judiciário”, estão usando o Poder Judiciário como “arma legal camuflada”, pois esses mesmos senhores deveriam processar os demais militares que foram anistiados pela mesma Lei de Anistia.

A família Lamarca é um “alvo” para a justificativa descabida destes senhores. A perseguição política é proibida por lei no Brasil, então cabe a esta família recorrer a Anistia Internacional e declarar abertamente que é fato a perseguição política de militares, via clubes militares e parlamentares alinhados com a determinação corporativa e acreditando que podem exercer esse direito, e em detrimento destas ações “camufladas de legalidade jurídica” passam a agredir verbalmente, ofendendo a nossa honra, transferindo ódio a seus próprios filhos contra as novas gerações da família Lamarca, pois quando ao nosso pai lhe comutado crimes, os quais, nunca foram apresentadas as provas desses “supostos crimes”, não verificamos provas sustentadas em fatos e atos e não temos intenção de justificar os atos de Carlos Lamarca.

A família Lamarca tem as justificativas e estas dentro do estado de direito a pessoa e cidadão de que poderá, a qualquer momento requer asilo político a qualquer país integrante da ONU e com certeza gerar embaraço político ao estado brasileiro frente à Comunidade Internacional, pois qual a certeza de que após as agressões verbais não ocorram outras perdas irreparáveis?

Este movimento silencioso é perigoso ao Brasil, mas ausente as vista do estado brasileiro, e somente com ação e atitude pode-se mudar esta realidade. A família Lamarca sempre manteve uma postura de cautela, respeito e serenidade, mas não está mais disposta a manter o nosso “leão adormecido”. Com 40 anos da execução de Carlos Lamarca e o grau de agressão, não nos dobraremos, é uma questão moral e parte do resgate de nossa cidadania.

Não somos ingênuos e inexperiente a ponto de acreditar que os caminhos para a família Lamarca são de rosas, somos fortes e respeitados, inclusive pelo inimigo, pois não tem coragem de fazê-lo de outra forma que não acobertado pela mentira e ódio, mas não somos e não devemos ser uma força isolada. A Anistia Internacional recebe desta família uma carta alerta, e com muita serenidade se mantém ativa e ciente das responsabilidades que o nosso sobrenome tem. Não somos oportunistas de ocasião, não vivemos dos benefícios do sobrenome e posição como familiar direto, mas reconhecemos as nossas responsabilidades, pois cada ação que decidimos junto às comissões foram analisadas e com certeza contra-reações ocorreria e não será com ofensas a honra de nossa família que cederemos.

OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER.

Cesar Lamarca
· · · há 11 horas