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sábado, 17 de setembro de 2011

O SHOW DE OBAMA – EFEITOS ESPECIAIS E MELHOR ATOR

http://www.jornalorebate.com.br/site/opini%C3%A3o/7566-o-show-de-obama--efeitos-especiais-e-melhor-atorLeia a integra, clique aqui.


O SHOW DE OBAMA – EFEITOS ESPECIAIS E MELHOR ATORJornal o Rebate - Coluna semanal OPINIAO  PDF Imprimir E-mail
Laerte Braga   
Qui, 15 de Setembro de 2011 14:26
O onze de setembro protagonizado por Barack Obama não teve um instante sequer dedicado ao golpe militar que derrubou o presidente constitucional do Chile, Salvador Allende, em ação conjunta da CIA, das elites econômicas daquele país e das forças armadas lideradas pelo traiçoeiro general Augusto Pinochet.
Allende foi assassinado em 11 de setembro de 1973. Documentos secretos revelados anos depois nos EUA mostram que a política de “asfixia econômica” do Chile foi uma das práticas da CIA para derrubar o presidente. O primeiro presidente marxista eleito pelo voto direto do povo.
A ditadura de Pinochet matou muitas vezes mais chilenos que o ato de guerra contra as Torres Gêmeas do World Trade Center.
Pura pirotecnia as “comemorações” norte-americanas. ( SEGUE )

A RECONSTRUÇÃO DA DESTRUIÇÃO - PALESTINA LIVRE

A RECONSTRUÇÃO DA DESTRUIÇÃO – PALESTINA LIVRE


Laerte Braga


Terminada a operação “Choque e Pavor” que derrubou o regime de Saddam Hussein a pretexto de evitar a destruição do mundo (Tony Blair disse que Saddam era ameaça às democracias e a humanidade, pois tinha armas de destruição em massa), destruída a infraestrutura do Iraque (exceto a do petróleo), bancos e empreiteiras norte-americanas e de seus aliados/colônias começaram a discutir o processo de reconstrução do país.

Um aqueduto de três mil e quinhentos metros de comprimento, cinco metros de diâmetro e que levava água aos líbios transformando o deserto em terra produtiva foi destruído pelos bombardeios humanitários da OTAN (Organização do Tratado Atlântico Norte, braço de ISRAEL/EUA/TERRORISMO S/A). Falta água em Trípoli, capital da Líbia. A UNICEF está providenciando compra e remessa do líquido para tentar evitar mortes, doenças, coisas do gênero provocadas pelas missões libertárias dos terroristas detentores de pelo menos cinco mil armas de destruição em massa e extermínio da humanidade.

Israel é um estado inventado pelas grandes potências ao término da 2ª Grande Guerra. Uma forma de compensação ao povo judeu vítima da barbárie nazista. É a versão oficial vendida ao mundo e aos incautos que acreditam na mídia privada.

O que desejavam na verdade e continuam a desejar é o controle do petróleo na região e para isso é fundamental evitar governos que não sejam corruptos, lógico, aliados da democracia cristã, ocidental e sionista (uma esdrúxula mistura de banqueiros, empresários e latifundiários num grande complexo terrorista com sede em Washington).

“Ajuda humanitária” para derrubar o governo Líbio, acordo para evitar problemas para substituir o presidente do Iêmen, aliado do terrorismo capitalista.

Os militares egípcios batem continência para Washington e para Tel Aviv. A derrubada do presidente/ditador Hosni Mubarak não significou mudança alguma nas políticas do governo de Cairo. Há dias manifestantes invadiram a embaixada do simulacro de nação Israel, em protesto contra as boçalidades e saques diários contra a Palestina e palestinos.

O fato se repetiu na Jordânia, onde o rei se curva diante de Israel. Na Arábia Saudita um aparato de repressão sem tamanho mantém uma família real podre e corrupta no poder. Riad é a a principal base do complexo terrorista ISRAEL/EUA TERRORISMO S/A no Oriente Médio. Israel não é base mais, tornou-se acionista principal do complexo, proprietária dos EUA e por extensão do resto.

Líderes da Comunidade Européia reuniram-se para discutir a realidade da falência dos países que formam a mais importante base do complexo terrorista em todo o mundo. A preocupação é com os bancos. As medidas discutidas e que devem ser adotadas têm um norte – salvar os bancos.

No caso especifico o dinheiro prometido à Grécia, uma das mais fracas dentre as vítimas do complexo, só sai depois de reformas. A rendição absoluta vem primeiro e as reações do povo grego ao processo imposto ao país não agradam aos donos.

Em nenhum momento líderes como o nazi/sionista David Cameron, ou o pedófilo Sílvio Berlusconi (agora chamou a chanceler alemã de “gorda), ou o galã Sarkozy discutiram a situação de trabalhadores, ou cidadãos de seus países. Bancos são a grande preocupação dos líderes da Europa Ocidental. Uma parte do mundo em franco processo de decomposição. O velho incesto desde que Cameron decretou o fim do multiculturalismo.

As deformidades morais e físicas da podridão.

Em

http://www.elpais.com/fotogaleria/hombre/quema/bonzo/banco/griego/elpgal/20110916elpepuint_1/Zes/1

é possível assistir ao horror de um cidadão grego em desespero ateando fogo ao próprio corpo. Para os banqueiros um tresloucado, para os governantes um terrorista, ou um doente mental. Para a nação grega alguém que percebeu que é apenas um número, infinitesimal, na barbárie do regime capitalista.

Salvem os bancos.

Empreiteiras de todo o mundo aliado do terror devem ser convocadas para “reconstruir” a Líbia. Bilhões de dólares em negócios, milhões de pessoas jogadas à própria sorte e condenadas à fome, ao desemprego, ao total abandono.

O presidente da Palestina, Mahmoud Abbas vai discursar na Assembléia Geral das Nações Unidas, na próxima semana. Vai pedir o reconhecimento da Palestina como Estado. As indicações e levantamentos feitos mostram que o pedido de Abbas deve ser aprovado pela maioria necessária e vetado pelos Estados Unidos.

De que vale a ONU nesse caso? Se isso vier a ocorrer?

Bush ignorou e desrespeitou a decisão do Conselho de Segurança para aguardar uma prova definitiva sobre armas químicas e biológicas (que não haviam) no Iraque e invadiu o país, invadiu e ocupou a revelia da ONU.

O principal funcionário do terrorismo internacional – ISRAEL/EUA TERRORISMO S/A – Barack Obama já disse que veta uma decisão que possa criar o Estado Palestino.

A mídia brasileira dá sinais que a presidente Dilma Roussef pretende discursar anunciando apoio do Brasil ao Estado Palestino. É uma decisão que vem do governo Lula do qual Dilma era ministra. O Brasil, por tradição, é o país que abre a Assembléia Geral da ONU.

Os palestinos tiveram suas terras e riquezas roubadas por maquinações das grandes potências após a 2ª Grande Guerra e hoje Israel mantém as políticas de extermínio, saque, todas as formas de barbárie imagináveis num Estado imposto em moldes sionistas/nazistas. O fundador de Israel, ou assim considerado, Ben Gurion, foi colaborador do regime de Hitler.

O que o mundo assiste hoje e o ato do cidadão grego é um reflexo do desespero que cedo ou tarde vai permear inclusive as múmias que se postam diante das “verdades” mentirosas da mídia, é o terror de bancos, grandes complexos empresariais e latifundiários.

Aqui, por exemplo, o Tribunal de Justiça de Minas determinou que os professores voltem ao trabalho. O governador Antônio Anastasia lidera uma quadrilha, extermina o estado de Minas, é um ser repulsivo. O Tribunal de Justiça há pouco tempo afastou a ex-mulher de um desembargador que negociou sua pensão em troca de um cargo no TJ e quase ao mesmo tempo, outro desembargador, esse vendia sentenças.

É um modelo falido em todos os cantos e a presidente Dilma imagina poder ajudar a Comunidade Européia. É um escárnio sequer pensar nisso. Estará ajudando a banqueiros e grandes empresários, lesando o povo brasileiro e dando as costas ao grego e todos os povos vítimas da crise dos bancos – especulação, extorsão, chantagem, etc.

Mais vale o cidadão grego que se imolou em protesto contra a destruição de seu país que qualquer majestade inglesa, refestelada em palácios suntuosos – a riqueza veio das antigas colônias do extinto império britânico.

O que fazem, sempre fizeram, é reconstruir a destruição que eles próprios promovem.

Viva o Estado Palestino! Simboliza todos os oprimidos em todo o mundo capitalista/terrorista.

O MEA CULPA DA 'FOLHA'

O MEA CULPA DA 'FOLHA'

+-.
O MEA CULPA DA 'FOLHA' PDF Imprimir E-mail
Celso Lungaretti (*)
Qui, 15 de Setembro de 2011 14:19

Alvíssaras! Finalmente a Folha de S. Paulo não só admite haver cometido erros numa matéria em que assumiu postura de direita contra a esquerda, como reconhece que tais erros decorreram de se haver alinhado com a primeira, ao invés de manter isenção e equidistância nos seus espaços informativos.
Acionada pela mensagem que lhe encaminhei, a ombudsman Suzana Singer ouviu os envolvidos na efetivação da entrevista de Cesare Battisti que foi publicada pela Folha no domingo passado (4): o próprio; o sindicalista Magno de Carvalho, que o estava abrigando; e o repórter João Carlos Magalhães.
Ela inocentou o repórter, mas condenou "a mão pesada da edição", ou seja, a foto e a legenda estampados na capa, mais o título dado no caderno interno. Eis sua avaliação:
"A reportagem está correta, mas a mão pesada da edição estragou o resultado. O corte dado à foto original amplia o entrevistado e a sua cerveja, fazendo com que a risada, ao lado do 'la dolce vita clandestina' [sarcasmo expresso na legenda], soe como um deboche.
O texto não suporta esse título: ele mora em uma casa modesta, vive quase sem dinheiro, isolado, com medos persecutórios. Sua vida só é doce para os que acreditam que Battisti deveria estar na prisão.
Na página interna, aparece outra foto dele bebendo, desta vez uma cachaça. Redundante, só faria sentido se houvesse algum indício de alcoolismo, o que não é o caso.

O título -'Revolução? Isso é uma piada'- omite a palavra 'armada', o que passa a impressão de que ele desistiu de qualquer luta social. Como diz Battisti, ele ficou mal com a 'direita' e com a 'esquerda'.
Em dez editoriais, ao longo de dois anos, a Folha defendeu duramente a extradição...
Nenhum problema nisso. O jornal deve defender suas posições no espaço correto. Só não pode deixar que a opinião contamine o noticiário, como aconteceu no domingo".
Trocado em miúdos, a opinião do jornal da ditabranda sempre foi contrária ao antigo militante revolucionário (como o é em relação a todos os revolucionários, antigos e atuais...), mas as boas práticas jornalísticas exigiam que tal viés não impregnasse a informação.
Isto, entretanto, não ocorreu. A edição foi tendenciosa, procurando passar a pior imagem possível de Battisti na capa do matutino, vista por um número muito maior de pessoas do que as páginas internas, pois fica exposta nos pontos de venda; e no título da reportagem, que também é lido por mais pessoas do que o texto.
Quem compra um jornal, folheia-o para saber o que cada página contém, mas só lê os assuntos que realmente lhe interessam. Ora, passando os olhos pela reportagem sobre Battisti, sem mergulhar no texto, o leitor ficaria com as seguintes impressões: é um debochado que está sempre enchendo a cara, leva uma dolce vita no Brasil e renega a revolução que dizia defender.
Ou seja, reforça a caricatura que linchadores como Mino Carta dele esboçaram e tudo fizeram para impingir ao distinto público.
Foi uma reveladora lição de como jornais e jornalistas inescrupulosos plantam conceitos na cabeça dos incautos.
ESPIÕES E REPÓRTERES
Quanto às justificativa da ombudsman para outros desvios de conduta do jornal, não convencem. Usar uma relação familiar para obter entrevista, insinuando-se junto ao entrevistado como amigo e não como profissional, é procedimento de espião, não de repórter.
Para Suzana Singer, "tanto faz de quem foi a idéia" da ida de Battisti a um boteco para a tomada de imagens. Mas, tendo sido ele levado a crer que o jornalista, afiançado pelo tio, não pretendia sacaneá-lo (é a expressão cabível), deu sua colaboração por cortesia. Battisti é afável por natureza.

Ou seja, colocou-se ingenuamente numa posição ridícula e que em outras circunstâncias não assumiria, graças a um ardil do repórter. Tanto faz?
Na troca de e-mails com a ombudsman, pedi-lhe que apurasse um pequeno mas revelador detalhe: quem pagou a conta? Sabendo das dificuldades financeiras de Battisti, a ponto de abreviar conversas telefônicas para não gastar muitos créditos do seu cartão, eu tinha certeza de que se constataria o óbvio: quem convida, paga. Tanto faz?
Quanto à leviandade do jornal, ao espalhar pelo mundo o nome da região em que Battisti residia, foi simplesmente grotesca. Havia o compromisso de não o fazer, imposto a todos os entrevistadores. Duas revistas honraram a palavra empenhada. A Folha, não. Eis a explicação de Suzana Singer:
"O sigilo a respeito da cidade onde ele vive foi, de fato, quebrado, mas, dois dias antes da publicação, o repórter consultou o dirigente sindical Magno de Carvalho, o dono da casa onde Battisti está. A informação havia vazado na internet e Carvalho concordou que não havia mais segredo a preservar".
O vazamento se deu, na verdade, em jornais da região, não na internet. E a informação dificilmente chegaria à Itália, de onde podem ser despachados os assassinos -- afinal, foi o que o serviço secreto daquele país já tentou fazer uma vez, quando andou negociando com mercenários o sequestro ou eliminação de três alvos em território estrangeiro (ele e outros dois, conforme noticiado pela própria imprensa italiana).
Trombeteado pelo dito maior jornal do Brasil, agora, com certeza, o nome da cidade é do pleno conhecimento dos inimigos de Battisti. Foi mais um abuso de confiança do repórter, aproveitando-se da boa fé do tio para dele arrancar um álibi que, sabia, seria útil adiante.
Notem: João Carlos Magalhães não consultou aquele que seria o maior prejudicado por sua indiscrição, Battisti. Por que será?
Ou, como diria Suzana Singer, tanto faz...

* jornalista e escritor. http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com

Presidente Chávez: “Meios de comunicação: falem a verdade do que ocorre na Líbia por respeito ao ser humano”


quinta-feira, 15 de setembro de 2011
http://4.bp.blogspot.com/-thhs-j8whw0/TnIFOAV7MvI/AAAAAAAABT0/S1ze4CAmXo8/s200/chavez%2Bmiraflores.png
"Recomendo, sugiro aos jornalistas, aos meios de comunicação, aos europeus que façam um esforço, que digam verdades a respeito do que acontece na Líbia, pela dignidade deste mundo, pelo respeito ao ser humano", anuncia o chefe de Estado Venezuelano em entrevista no Palácio de Miraflores.

Cataloga como uma barbárie o que ocorre na nação norte-africana
"Que coisa tão terrível o que acontece na Líbia, os aviões europeus, a OTAN e os americanos abrindo brechas por vilarejos inteiros com bombas e milhares de mortos, para que alguns bárbaros consigam derrubar o governo", enfatiza.
Rememora a época do colonialismo “A Europa hoje deveria ter vergonha, levantou as bandeiras da barbárie. Outra vez a barbárie, outra vez as cruzadas".
Faz um chamado aos povos desse continente para que continuem despertando e exijam que seus governos respeitem a humanidade, a vida e a encerrar o caminho da barbárie".
"Isto é mais ou menos o que ocorreu aqui há 500 anos quando chegaram seus barcos, de lá chegaram, da Espanha".
Assinala que nesta época o continente americano tinha 90 milhões de habitantes e 200 anos depois, ficaram somente 4 milhões.
"Agora já não são barcos (...) agora são aviões sem tripulantes, foguetes e mísseis de longo alcance disparados, porém cem sobre hospitais, cidades e sobre pessoas inocentes, para justificar o injustificável", explica.
"Hoje queremos é a união. Queremos a paz", anunciou.

Trad. Vera Vassouras
Postado por Jornal Água Verde às 07:00 0 comentários

Enviado por Safrany  http://img2.blogblog.com/img/icon18_edit_allbkg.gif

COMANDANTE CARLOS LAMARCA (1937-1971): VENCER OU MORRER

Hoje se completam 40 anos da morte do comandante Carlos Lamarca, que estava debilitado e indefeso quando foi covardemente executado pela repressão ditatorial no sertão baiano, em 17 de setembro de 1971, numa típica  vendetta  de gangstêres.

O que há, ainda, para se dizer sobre Lamarca, o personagem brasileiro mais próximo de Che Guevara, por história de vida e pela forma como encontrou a morte?

Foi, acima de tudo, um homem que não se conformou com as injustiças do seu tempo e considerou ter o dever pessoal de lutar contra elas, arriscando tudo e pagando um preço altíssimo pela opção que fez.

Teve enormes acertos e também cometeu graves erros, praticamente inevitáveis numa luta travada com tamanha desigualdade de forças e em circunstâncias tão dramáticas.

Mas, nunca impôs a ninguém sacrifícios que ele mesmo não fizesse. Chegava a ser comovente seu zelo com os companheiros -- via-se como responsável pelo destino de cada um dos quadros da Organização e, quando ocorria uma baixa, deixava transparecer pesar comparável ao de quem acaba de perder um ente querido.

Dos seus melhores momentos, dois me sensibilizaram particularmente.

Logo depois do Congresso de Mongaguá (abril/1969), quando a VPR saía de uma temporada de luta interna e de  quedas  em cascata, o caixa estava a zero e a rede de militantes, clandestinos em sua maioria, carecia desesperadamente de dinheiro para manter as respectivas  fachadas -- qualquer anomalia, mesmo um atraso no pagamento de aluguel, poderia atrair atenções indesejáveis.

Mas, o chamado  grupo tático  fora o setor mais duramente golpeado pelas investidas repressivas. 

Então, quando se planejou a expropriação simultânea de dois bancos vizinhos, na zona Leste paulistana, o pessoal experiente que sobrara não bastava para levá-la a cabo.

Eu e os sete companheiros secundaristas que acabáramos de ingressar na Organização fomos todos escalados -- na enésima hora, entretanto, chegou a decisão do Comando,  que me designou para criar e coordenar um setor de Inteligência, então fiquei de fora.

Lamarca, procuradíssimo pelos órgãos repressivos, fez questão de estar lá para proteger os recrutas no seu  batismo de fogo. Os outros quatro comandantes tudo fizeram para demovê-lo, em nome da sua importância para a revolução. Em vão. A lealdade para com a  tropa  nele falava mais alto.

Depois de muita discussão, chegou-se a uma solução de compromisso: ele não entraria nas agências, mas ficaria observando à distância, pronto para intervir caso houvesse necessidade.

Houve: um guarda de trânsito, alertado por transeunte, postou-se na porta de um dos bancos, arma na mão, pronto para atingir o primeiro que saísse.

Lamarca, que tomava café num bar a 40 metros de distância, só teve tempo de apanhar seu .38 cano longo de competição, mirar e desferir um tiro dificílimo -- tão prodigioso que, no mesmo dia, a ditadura já percebeu quem fora o autor. Só um atirador de elite seria capaz de acertar.

Segundo o Darcy Rodrigues, foi a vida dele que Lamarca salvou. O próprio, contudo, contou-nos que seria um dos novatos o primeiro alvejado.

Como resultado, a repressão teve pretexto para fazer de Lamarca o  inimigo público nº 1 -- e, claro, o fez. A imagem dele foi difundida à exaustão, obrigando-o a redobrar cuidados e até a submeter-se a uma cirurgia plástica.

Também teve de brigar muito com os demais dirigentes e militantes, para salvar a vida do embaixador suíço Giovanni Butcher, quando a ditadura se recusou a libertar alguns dos prisioneiros pedidos em troca dele e ainda anunciou que o Eduardo Leite (Bacuri) morrera ao tentar fugir.

Dá para qualquer um imaginar a indignação resultante -- afinal, as (dantescas) circunstâncias reais da morte do  Bacuri  ficaram conhecidas na Organização.

Mesmo assim Lamarca não arredou pé, usando até o limite sua autoridade para evitar que a VPR desse aos inimigos o monumental trunfo que as Brigadas Vermelhas mais tarde dariam, ao executarem Aldo Moro. O episódio foi tão traumático que ele acabou deixando a VPR.

E, no MR-8, novamente divergiu da maioria dos companheiros -- quanto à sua salvação.

Pressionaram-no muito para que saísse do Brasil, preservando-se para etapas posteriores da luta, pois em 1971 nada mais havia a se fazer. Aquilo virara um matadouro.

Conhecendo-o como conheci, tenho a certeza absoluta de que não perseverou por acreditar numa reviravolta milagrosa. Em termos militares, suas análises eram as mais realistas e acuradas. Nunca iludia a si próprio.

O motivo certamente foi a incapacidade de conciliar a idéia de  fuga  com todos os horrores já ocorridos, a morte e os terríveis sofrimentos infligidos a tantos seres humanos idealistas e valorosos. Fez questão de compartilhar até o fim o destino dos companheiros, honrando a promessa, tantas vezes repetida, de vencer ou morrer.

Doeu -- e como! -- vermos os militares exibindo seu cadáver como troféu, da forma mais selvagem e repulsiva.

Mas, ele havia conquistado plenamente o direito de desconsiderar fatores políticos e decidir apenas como homem se preferia viver ou morrer.

Merece, como poucos, nosso respeito e admiração.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Zelaya: “Não podem matar a todos nós, somos muitos”

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Zelaya: " No pueden matarnos a todos, somos muchos" Resistencia realiza desfile paralelo en Día de la Independencia en América Central

Da Agência Brasil de Fato

Zelaya: “Não podem matar a todos nós, somos muitos”

Resistência realiza desfile paralelo em dia da independência centro-americana
  16/09/2011
Sílvia Alvarez
de Tegucigalpa (Honduras)
“Qual independência?” questionaram milhares de pessoas que participaram do desfile, paralelo ao oficial, de celebração do 15 de setembro, na capital Tegucigalpa   (veja fotos).    Nesta data, todas as nações centro-americanas, exceto Panamá e Belize, declararam sua independência da Espanha, em 1821.
Apesar do feito, Honduras sempre foi uma nação sob intervenção de países centrais, principalmente dos Estados Unidos. Nos anos 80, enquanto os países vizinhos Nicarágua e El Salvador travavam lutas revolucionárias de libertação, Honduras servia de base para treinamento dos soldados da “contra”, forças financiadas pelos EUA que pretendiam acabar com a revolução sandinista. O governos estadunidense também foi acusado de participar do golpe de Estado civil-militar que depôs o então presidente Manuel Zelaya, em 2009.
Enquanto na comemoração oficial, o atual presidente, Porfírio Lobo Sosa, afirmava que “o país está em festa”,  a marcha organizada pela Frente Nacional de Resistência Popular (FNRP) estava de luto: era a primeira manifestação pública sem a presença do simbólico agitador popular Emmo Sadloo, assassinado por pistoleiros no último dia 07.
Desde o retorno de Zelaya à Honduras não se via uma mobilização tão massiva no país. “Tenho um recado a dar nesse 15 de setembro”, avisou o ex-mandatário, em frente a uma multidão que se aglutinava na praça central de Tegucigalpa, “Oligarcas, vocês não podem matar a todos nós, vejam, somos muitos”, afirmou referindo-se aos assassinatos ocorridos na semana passada – o de Emoo e o de Medardo Flores, 15° jornalista morto nos últimos 18 meses em Honduras.
“A oligarquia sanguinária nos persegue e querem nos matar, mas o povo a derrotará nas próximas eleições (em 2013). Vamos lutar pela verdadeira independência de Honduras”, afirmou Zelaya.
Em julho, a resistência criou um instrumento político que permitirá sua participação no próximo processo eleitoral, em 2013. A Frente Ampla de Resistência Popular (FARP), vai recolher assinaturas na próximas semanas para sua inscrição no Tribunal Superior Eleitoral.--
www.brasildefato.com.br
www.flickr.com/photos/felipecanova/


Traducción al español

Zelaya: " No  pueden matarnos  a todos, somos muchos"Resistencia realiza desfile paralelo en Día de la Independencia en América Central
 
16/09/2011Silvia AlvarezTegucigalpa (Honduras)"¿Cuál independencia?" cuestionaron  miles de personas que participaron en el desfile  paralelo a la celebración oficial del 15 de septiembre en la capital de Honduras, Tegucigalpa (ver fotos). En esta fecha, todos los países centroamericanos excepto Belice y Panamá declaró su independencia de España en 1821.A pesar de  eso, Honduras ha sido siempre una nación sometida a la intervención de los países centrales, especialmente Estados Unidos. En  los  años 80 en tanto que en  las  vecinas  Nicaragua y El Salvador se daban  luchas revolucionarias de liberación, Honduras sirvió de base para la formación de los soldados  de la " contra", financiados por las fuerzas de EE.UU. que quería poner fin a la revolución sandinista.

 El gobierno de EE.UU. también fue acusado de participar en el golpe de Estado cívico-militar que derrocó al entonces presidente Manuel Zelaya en junio  del  2009.
        
                                  

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A Vergonha de um "Novo" Código Florestal entreguista, latifundiário, grileiro : MPES: 92,78% das propriedades rurais podem ficar isentas de preservar Reserva Legal

A traição de Aldo Rebelo:
Custou caro a nação o 'acordo' de Aldo Rebelo para ser vitalicio da TCU e da maioria de parlamentares de 'esquerda' nesta vergonha chamada NOVO CÓDIGO FLORESTAL



Coletiva sobre o Código Florestal no Ministério Público do ES (15/09):

Apesar de poucos jornalistas e cidadãos terem atendido ao convite do MP para debater o "Novo" Código Florestal da Motosserra, pudemos constatar que
contamos com mais um importante aliado na luta pela defesa ambiental, uma vez que a iniciativa da reunião partiu dos Ministérios Públicos de vários estados pelo país afora. (...)

RESULTADOS:
https://www.facebook.com/event.php?eid=201687869897599


Local: Prédio do MINISTÉRIO PÚBLICO (na descida da 3ª Ponte!) Vitória-ES
Horário: quinta, 15 de setembro de 2011 10:00
Em Debate público hoje , no estado do ES, presentes vários estados representados por Ministérios Públicos estaduais, Constatou-se que:


MPES: 92,78% das propriedades ruraispodem ficar isentas de preservar Reserva Legal

Publicado no Século Diário
Flavia Bernardes


Se o novo Código Florestal proposto pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) for aprovado pelo Senado, os capixabas acompanharão o desaparecimento  de suas áreas de restinga, mangues e das matas nos topos de morros. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (15) pela promotora de Justiça e dirigente do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público Estadual, no Espírito Santo, Nícia Regina Sampaio.
Em coletiva, a promotora deixou clara a necessidade de a população se manifestar, antes que seja tarde demais.
No caso da aprovação do novo Código Florestal, os 92,78% dos imóveis rurais do Estado, por exemplo, estariam dispensados de preservar a Reserva Legal, hoje obrigatório, o que representará um contra-senso, segundo a promotora.
“Há um contra-senso quando o governo do Estado capta recursos para reflorestamento e ao mesmo tempo se aprova uma legislação construída de forma equivocada e com uma visão utilitarista do meio ambiente, sob pena de comprometer as gerações futuras”, disse a promotora Nícia Regina Sampaio.
Reserva Legal
A Reserva legal pode ser entendida como uma área protegida por Lei, situada no interior de uma propriedade ou posse rural, onde não é permitido o corte da vegetação, e que não pode ocorrer em área de preservação permanente. No Estado do Espírito Santo, deve corresponder a, no mínimo, a 20% da extensão de toda a propriedade.
Para ela, o caminho é outro: deve-se conservar o que ainda existe e buscar ampliar a cobertura florestal e não o contrário.
Construído sob a justificativa de que o novo código visa a aumentar as terras para a agricultura no País, o aumento do desmatamento será a maior como conseqüência desta medida. E isso, alertou a promotora, é comprovado pela ciência.
Entre os principais impactos que atingirão o Espírito Santo, caso o novo Código Florestal seja aprovado, estão: a redução considerável das áreas de proteção permanente como mangues, restingas e dos remanescentes florestais que ainda resistem nos topos de morros no Estado.
E quanto a isso o MPES não pode fazer nada a não ser informar a população para que conheça os desdobramentos desta medida. “Só poderemos nos manifestar caso a lei seja promulgada. Neste caso, poderemos propor uma Ação Direta de Inconstitucionalidade. Mas vale lembrar que o mais importante é alertar a todos sobre a importância de uma norma que atenda a uma releitura dos nossos padrões de consumo. Afinal, não há tempo para testar este modelo proposto”.
No Espírito Santo, municípios como Baixo Guandu, Ecoporanga e Pedro Canário sofrem com o déficit hídrico devido ao desmatamento e à poluição deste recurso natural. Em Vila Pavão, no noroeste do Estado, o desmatamento também deixa rastros: a área de pastagem do município é infinitamente superior à área de floresta e, portanto, segundo Nícia Regina Sampaio, é irreal pensar que são necessárias mais áreas para a produção rural na região.
Já em Baixo Guandu, também no noroeste do Estado, os conflitos por água são críticos e levaram à retirada de famílias de suas regiões por não haver mais alternativa para a produção na região.
 “Esta claro que essa conta não fecha. Temos muita terra e aumentar ainda mais esse percentual não significa aumentar a produção. Está claro que com o desmatamento faltará água para tanto”, alertou a assessora executiva do Instituto Kautsky Fátima Cristine Santana Feitosa.
Desde 2005 trabalhando com infratores ambientais em Domingos Martins, na região serrana do Estado, ela afirma que ao permitir o desmatamento das florestas que ainda resistem o País automaticamente se cria um novo problema.
“Além do problema ambiental, teremos o problema social. Vamos comer o quê? Como vamos viver sem água? Qualquer produtor sabe que isso não dará certo. Se a proteção que temos hoje não garante nem a conservação da água do rio Jucu pela qual, inclusive, pagamos caro pelo seu tratamento, imagine como a situação pode piorar”, ressaltou Fátima Cristine.
Para o País, se for aprovado que os proprietários de terras até quatro módulos fiscais estão dispensados de manter em suas terras as Reservas Legais, o País perderá a possibilidade de contar com o equivalente a 29,5 mil hectares de florestas e abrirá mão, inclusive, do que representará o confisco de 3,1 bilhões de toneladas de dióxido de carbono. 
Área Florestal em Pedra Azul

 Antes do novo Código Florestal 
Depois do novo Código Florestal

O Globo ainda acaba “Luta Democrática”

O Globo ainda acaba “Luta Democrática”

Especial para o QUEM TEM MEDO DA DEMOCRACIA Coluna Empodera Povo
 
 
 
 
 
 
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Por Laerte Braga (*)
As manchetes do jornal O GLOBO têm sido sistemáticas em críticas ao governo da presidente Dilma Roussef. Os “especialistas” entendem que ao ser colocado em bancas de jornais à vista dos leitores/passantes, essas manchetes, por si só, serão capazes de gerar uma forte repulsa popular ao Governo Federal.
E dentro dessa ótica se a matéria nas páginas interiores do jornal não for exatamente o que a manchete diz, pouco importa, pouca gente lê, pouca gente compra. O forte do noticiário do jornal é a seção de esportes.
E se for mentira – manchetes e matérias – também não tem com o que se preocupar, o jornal, o grupo (inclui outros jornais, emissoras de rádio e tevê e revistas) cumpre a missão que lhe cabe no amplo espectro da mídia privada podre e venal.
Aquela, por exemplo, que o governador de São Paulo Geraldo Alckimin compra por um total de nove milhões de reais, repartindo o dinheiro público em assinaturas de publicações como VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO, ESTADO DE SÃO PAULO, ÉPOCA, ISTO É, para distribuição nas escolas públicas do estado. E comprando o silêncio do dinheiro da saúde que escorre pelo ralo das privatizações e terceirizações.
Uma das últimas manchetes do O GLOBO (como mostra a imagem) fala de corrupção na saúde pública, o dinheiro some em desvios indevidos. Esquece-se que o Governo Federal, na estrutura do SUS repassa verbas e cabe a prefeituras gerir o sistema de saúde.
O mesmo os governo estaduais. No máximo políticas integradas num determinado momento.
Um exemplo. O deputado federal Marcus Pestana – PSDB/MG – foi secretário de Saúde do governo Aécio Neves por oito anos. Privatizou a saúde no estado e mantém rígido controle sobre a Secretaria onde deixou seu parceiro e sócio Antônio Jorge. Tem pretensões a ser governador de Minas. À exceção da primeira eleição que disputou, vereador em sua cidade, Juiz de Fora, não ganhou nenhuma outra exceto quando dispôs de um cargo público para usar em seu proveito. Foi deputado estadual e é deputado federal por obras e graça da Secretaria de Saúde de Minas transformada em birô eleitoral.
Como é tucano, amigo de Aécio fica por isso mesmo no caso do jornal O GLOBO. Mas, quando da disputa entre Serra e Aécio que precedeu a eleição presidencial de 2010 e a escolha do candidato tucano, foi acusado pelo jornal FOLHA DE SÃO PAULO de estar desviando verbas da saúde, usando-as indevidamente. A FOLHA é parte do complexo venal mídia privada.
É a FOLHA apoiava Serra e queria, naquele momento, crucificar Aécio.
O prefeito de sua cidade, Juiz de Fora, privatizou até portarias (contratos de terceirização) do setor público. A saúde é um lixo e salva-se na dedicação e empenho de profissionais da área, dentro do possível, é lógico. O prefeito é tucano, foi líder da bancada na Câmara dos Deputados e secretário em bom período dos oito anos de Aécio.
Os desvios na área de saúde são em sua grande maioria “obras” de governadores e prefeitos. As verbas federais são jogadas na lixeira da corrupção que traz atrás de si a avalancha de grupos privados que corrompem.
Desses O GLOBO não fala nada. É pago para ficar calado.
O nível das manchetes do jornal tem diminuído de tal forma, como o nível do grupo no todo, que, do jeito que vai, ainda acaba LUTA DEMOCRÁTICA, anunciando na primeira página aquela história de MACACO TARADO FOGE E ROUBA CALCINHAS. A CULPA É DE DILMA.
LUTA DEMOCRÁTICA era um jornal do ex-deputado Tenório Cavalcanti, tipo espreme sai sangue. À falta de um crime que despertasse comoção pública, noticiaram a fuga de um macaquinho num subúrbio do Rio de Janeiro e que num azar tremendo ao tentar pular num varal caiu dentro de uma calcinha.
Virou a manchete supra citada. E virou tarado. Foi no final da década de 60.
O GLOBO é bem pior que isso. LUTA DEMOCRÁTICA só vendia o populismo do homem da capa preta, como era conhecido Tenório. Perto do O GLOBO é inocência absoluta.
O GLOBO vende a mentira, a alienação, o golpismo, interesses estrangeiros, do latifúndio, dos bancos, das grandes corporações e dia a dia perde qualidade. Não foi por outra que um boletim que revela audiência nacional de tevês mostrou que a rede do grupo perdeu 13% da audiência matinal.
O mentiroso BOM DIA BRASIL e a parceira de Luciana Gimenez, Ana Maria Braga. A tal que tromba na própria “meu Deus socorro”.
No afã de se vender aos donos do Brasil, os banqueiros, grandes empresários, latifundiários, etc, o jornal está perdendo qualidade na arte de mentir, de alienar e ainda vai acabar procurando macaco tarado num subúrbio do Rio.
Quem sabe na casa ilegal de Luciano Huck em Angra, que o escritório da ex-mulher do governador Sérgio Cabral – voltou a ser mulher – conseguiu legalizar em proezas corruptas que O GLOBO não toca.
A LUTA DEMOCRÁTICA tinha até um quê divertido. Ao contrário do O GLOBO, que é fétido.
E nem toca no novo aliado de Aécio, o governador Sérgio Cabral, na mesma rota de privatização da saúde.
Em alguns hospitais do Brasil a saída de visitantes, etc, é chamada de rota de fuga. Curioso, mas é, até porque hospital, logo, fácil de compreender. Expressão traduzida dos hospitais norte-americanos no velho processo de colonizados.
A fuga real é de privatizações, terceirizações, desvio da função do Estado nos seus três níveis de cumprir o objetivo primário estabelecido pela Constituição. Saúde é direito de todos, dever do Estado. Não pode nem ser fator de lucro de empresa privada, birô eleitoral de deputados, ou manchete inescrupulosa de O GLOBO.
*Laerte Braga é jornalista. Mantém no “Quem tem medo da democracia?” a coluna “Empodera Povo”.

A camisa de força do ''capitalismo à brasileira''




A Camisa de Força do "capitalismo a brasileira'


Terça, 13 Setembro 2011 02:00
Laerte Braga

Os países do BRICS – BRASIL, RÚSSIA, ÍNDIA, CHINA e ÁFRICA DO SUL estão tentados a uma operação conjunta para ajudar a “combalida economia global”. A informação é do jornal VALOR ECONÔMICO que afirma ainda que “uma das ideias é aumentar a parte de suas reservas internacionais mais aplicadas em títulos denominados em euros”. “A aquisição de mais títulos de dívida soberana europeia seria limitada aos papéis de países mais sólidos, como Alemanha ou mesmo Grã Bretanha”
Uma decisão sobre o assunto deverá ser tomada no encontro de ministros das finanças e presidentes de bancos centrais dos BRICS, dia 22 de setembro, em Washington. O curioso nessa história, além do absurdo diante de outras prioridades, é que os Estados Unidos não integram os BRICS, mas a reunião será em Washington.
Nouriel Roubini ganhou fama ao prever a crise mundial de 2008 e volta à cena, afirmando que a Comunidade Europeia caminha para a desintegração. O economista declarou que “teremos um colapso financeiro ou uma desintegração, com cada país indo para própria direção”. Nouriel Roubini falou numa entrevista no Instituto Nicolas Bergguren, em Bruxelas.
Disse ainda que “se os países da Europa não avançarem na direção de uma maior unidade econômica e fiscal, o mundo poderá estar diante de um colapso financeiro. A desintegração seria maléfica para todos, mas muito prejudicial para a zona do euro e para a Alemanha, que se beneficiou com o mercado comum na região”.
O presidente do Senado no Brasil, José Sarney, ex-presidente da República e um dos mais próximos colaboradores da ditadura militar, hoje aliado do governo Dilma Rousseff já avisou à presidente que trancará a pauta da chamada Câmara Alta enquanto medidas favoráveis aos países europeus e aos EUA não forem tomadas. Entre elas a liberação de compras de terras no Brasil por estrangeiros e a realização de leilões que, na prática, entregam o pré-sal brasileiro a grandes companhias petrolíferas internacionais, causando sérios prejuízos ao País, aos brasileiros e liquidando com a PETROBRAS.
Sarney é um corrupto notório e construiu um império no seu estado natal, o Maranhão, governado inclusive por sua filha Roseana Sarney, envolvida em vários episódios de corrupção junto com seu marido. Têm o apoio do grupo que luta contra a corrupção no país, na verdade, que encobre manobras golpistas, liga a seta para um lado e vira para outro.
Noutra direção a presidente Dilma Rousseff assinou a lei 116, que define novas regras para serviço de tevê por assinatura no Brasil. Abre o mercado para operadoras de telefonia e acaba com a limitação da participação de capital estrangeiro no serviço de tevê a cabo. Um governo tucano não faria melhor para atender a interesses antinacionais. Junta-se ao desejo do ministro das Comunicações Paulo Bernardo, notório ativista das telefônicas colocado no governo, de entregar toda a banda larga a empresas de telefonia, matando perspectivas de um avanço na participação popular e tecnologias nacionais.
É o dilema do “capitalismo a brasileira”, definição do secretário geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB) Ivan Pinheiro, para ilustrar o modelo econômico iniciado com o governo Lula. Eike Batista, um dos grandes empresários que atuam no País e ligado a grupos estrangeiros, já anuncia que as exportações do Brasil quadruplicarão com o pré-sal, mas é lógico, desde que em mãos de grupos internacionais.
Na lei assinada por Dilma em 24 horas de programação diária os canais estrangeiros deverão oferecer aos telespectadores três horas e meia de programas nacionais, por semana, ou seja, no curso de sete dias. Em cento e sessenta e oito horas, três horas e meia serão de programas nacionais. Como se já não existisse a REDE GLOBO.
Não há sentido em socorrer países europeus em estado falimentar. Não se estará ajudando a povos desses países a superar problemas como desemprego, falta de moradia, etc, num momento em que o primeiro-ministro fascista da Grã Bretanha proclama o fim do “multiculturalismo”, mas apenas cobrindo rombos de bancos e grandes empresas.
Ismael Serageldin, ex-diretor do Banco Mundial (1972/2000) e dirigente da ONG BANKS, afirmou que “as guerras do século 21 serão travadas por causa da água”. A ONG foi criada para ajudar bancos a comprar políticos em países como o Brasil (caso de Sarney entre outros) no afã de privatizar a água, comprar terras em países ricos em biodiversidade, colocando em risco a soberania e a integridade do território brasileiro. O ex-diretor do Banco Mundial, atualmente, faz parte da Academia Francesa de Ciências e Artes e da Academia Americana de Ciência e Filosofia e é consultor de bancos e grandes empresas no processo de recolonização de países como o Brasil.
O que, num primeiro momento, a compra de políticos, parecia ter atingido apenas a tucanos e DEM, além de afiliados, permeia o PT e o governo Dilma. Sem sustentação parlamentar sólida a presidente enfia-se na mesma camisa de força que limitou a ação de Lula e obrigou o ex-presidente a buscar um modelo aceitável para as chamadas grandes potências, todas elas em processo de desintegração, como acontece na Europa e nos EUA.
Se ao tempo de D. João Charuto nosso ouro (e por ouro se entenda todo o conjunto de riquezas e perspectivas do Brasil) era levado no lombo das tropas de burros que saiam de Minas Gerais e outros estados, hoje, na Idade da Tecnologia, os senhores dos grandes castelos operam através de ONGs, pressões de empresários (não existe grande empresa, ou banqueiro brasileiro, empresários, banqueiros e latifundiários são apátridas) e políticos como José Sarney.
Governos fracos e sem sustentação parlamentar só fazem mostrar que o modelo está falido. O PT e Dilma se equivocam ao não buscar junto aos movimentos sociais e populares, sindicatos ainda não corrompidos formas de enfrentar todas essas pressões e avanços do capitalismo internacional, num momento em que age como urso ferido, já que sem pernas e desagregado.
Não há saída no institucional, no jogo sórdido da economia “globalitarizada” pelos arsenais nucleares e terroristas dos Estados Unidos (nação sob o controle de interesses sionistas).
Ou o governo rompe a camisa de força das armadilhas neoliberais criadas no governo FHC e das quais Lula tentou e não conseguiu escapar (uma ou outra exatamente na opção “capitalismo a brasileira”, sem perceber que estava sendo enrolado), ou vira colônia de novo, num governo confuso, errático e cercado de gente como Sarney por todos os lados.
Vamos socorrer bancos e empresas europeias comprando títulos de dívidas podres (que não vão pagar) com nossas reservas, enquanto as polícias militares prendem a arrebentam professores que segundo o governador do Ceará “devem dar aulas por amor e se não estiverem satisfeitos com os salários que mudem de profissão”. Ou deixando a saúde entregue a grupos privados e o povo a margem de todo esse processo.
A soma de tudo isso de fato é um processo, um imenso processo de entrega do Brasil, de aceitação passiva da recolonização, num mundo capitalista cada vez mais degradado e por isso mesmo cada vez mais violento e boçal.
É uma luta popular a ser travada. Como a travam cidadãos gregos, espanhóis, egípcios (as forças armadas do Egito, como a maioria da nossa bate continência para Washington) e de países onde o tacão nazista do império ISRAEL/EUA TERRORISMO S/A se coloca com seu arsenal de destruição em todos os sentidos.

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A CALÇA E SEUS REMENDOS

A CALÇA E SEUS REMENDOS


Laerte Braga


O problema é que num determinado momento que não há mais o que remendar. Nem colocar remendos sobre remendos. Vai ser um tal de arrebenta aqui, arrebenta ali e o rei vai ficar nu. O rei ficar nu nada demais. O pior disso é que para se vestir sua majestade desanda a maquinar remendos/arranjos que serão pagos pelos trabalhadores, os costureiros/as.

Ai é o diabo. Nem o tal “mata capeta”, spray inventado por um pilantra travestido de pastor (vende nuvens no céu para moradia futura dos fiéis) resolve.

Os índices de pobreza nos Estados Unidos são os mais altos da história do país. Os índices de riqueza das elites norte-americanas são também os mais altos de todos os tempos.

O terror neoliberal se impõe com ogivas nucleares espalhadas pelo mundo – principalmente as colônias agregadas sob o nome de Comunidade Européia.

Países da Comunidade Européia querem ajuda dos países que formam o BRICS. Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Já não bastam os tesouros acumulados e desperdiçados ao longo dos séculos, desde os tempos em que a América, a África e a Ásia eram colônias em sua grande maioria.

A dívida dos EUA é impagável.

Barack Obama, em plena campanha pela reeleição, enviou carta a cada uma das famílias de vítimas da ação de guerra que derrubou as torres gêmeas do World Trade Center falando em vigilância, segurança, contribuição patriótica, o de sempre.

Brad Manning, o militar que é acusado de liberar documentos secretos norte-americanos para o site WIKILEAKS continua preso em condições subumanas e o campo de concentração de Guantánamo funcionando a pleno vapor.

Israel prossegue sua sanha sanguinária de buscar o extermínio do povo palestino. A ONU vota neste mês o reconhecimento do Estado Palestino. Os EUA são contra. Israel detém o controle acionário do país.

A Turquia assesta sua defesa antiaérea para poder atingir Israel diante das barbáries do governo de Tel Aviv, inclusive contra turcos (cinco foram assassinados numa das flotilhas humanitárias que levavam ajuda a Gaza e a ajuda, lógico, confiscada, entra na coluna do lucro).

Neste momento e até segunda ordem o Irã deixou de ser o grande vilão do mundo cristão, democrático e coisa e tal. Os remendos da calça do capitalismo não se sustentam mais, a cada dia o rei tenta tampar um buraco, mas aparece outro.

O modelo está falido.

Num desses atos da boçalidade que marca a tal democracia cristã e ocidental aviões da OTAN – braço terrorista europeu de ISRAEL/EUA TERRORISMO S/A – bombardearam e destruíram o maior aqueduto do planeta. Um rio subterrâneo construído na Líbia, com três mil e quinhentos quilômetros de extensão, cinco metros de diâmetros que levou água a todos os líbios.

Permitiu o desenvolvimento da agricultura, geração de energia e condições de saneamento mínimas, além de muitos outros benefícios. A UNICEF, órgão das Nações Unidas está comprando água para distribuir aos cidadãos de Trípoli, capital da Líbia, agora “libertada” pelas tais forças cristãs, democráticas, etc.

Falta água na Líbia, mas o petróleo está garantido para as grandes empresas que controlam o setor e são acionistas privilegiados do complexo capitalista/terrorista que controla o mundo.

O aqueduto construído pelo governo do coronel Gadaffi permitiu transformar o deserto em região fértil. Os aviões da OTAN levaram de volta a infertilidade na barbárie definida pelo governador geral da Micro Bretanha – antiga Grã Bretanha – como o “fim do multiculturalismo”.

Mas querem ajuda de países como o Brasil, a Índia e a África do Sul, além de Rússia e China. Ora como? Não somos um povo miscigenado?

As calças estão rotas, não há chances de remendo, os países da Comunidade Européia vivem um processo de extinção que se segue à colonização imposta por ISRAEL/EUA TERRORISMO S/A.

Quem sabe não importam o pastor Malafaia e seu novo “mata capeta”. Às vezes, nunca se sabe, o spray abre uma linha direta com o divino e conseguem que a rainha Elizabeth tenha mais cem anos de reinado. Compra uma nuvem, reina dos céus.

É só não levar o príncipe Charles. Esse não tem jeito. Lionel Messi joga muito mais e é latino, argentino. E não sei se nas nuvens de Malafaia existem farmácias que vendam “tampax”.

Não há como remendar essa calça. Está pronta para ser jogada no lixo. O capitalismo vive seus estertores na inconseqüência que traz consigo em cada um dos seus momentos. Na barbárie que lhe é implícita. O principal gene do modelo.

E nem devem os países do BRICS colocar seu rico dinheirinho para socorrer falidos, já que não socorrem seres humanos. Mas banqueiros, grandes empresários e controladores dos nossos latifundiários.

No caso do Brasil. Paga 12% para tomar dinheiro emprestado e empresta pela metade a essa súcia européia. Por que?

No final das contas quem paga somos os brasileiros.

É a típica armadilha que no nosso caso se desenha nas contradições do governo. Uma no cravo e outra na ferradura e o peso de alianças que forjam ministros como esse do Turismo que saiu enquanto o que entra vai aguardar sua vez.

Aí deita e rola a mídia inconseqüente e venal, ressuscitam vozes dos porões da ditadura militar preocupadas com a Comissão da Verdade e no final sobra sempre o risco de um tresloucado como Aécio Neves ser eleito presidente.

Dá para imaginar Aécio desembarcando num aeroporto de um país qualquer da Comunidade Européia, vestido de conde mineiro (pobre Minas Gerais governada por um ornitorrinco) e jogando dinheiro para o alto?

Não vai nem querer passar perto do bafômetro.

O governo Dilma não pode imaginar que a calça remendada dos países da Comunidade Européia tenha que ser cerzida pelo dinheiro brasileiro. Não tem como.

Professores, profissionais de saúde no Brasil, servidores públicos (serviços públicos são direitos fundamentais do cidadão, dever do Estado) vivem jogado ao relento nas políticas voltadas para os interesses das elites.

Ou o governo toma um rumo ou continua à deriva e a mercê dos bandidos que infestam tanto essa arca da aliança – espúria – como a oposição, montada no viés tucano de vestir o País e o povo com calças irremendáveis.

Esse modelo já foi para as calendas. É hora de realidade, logo é hora de luta nas ruas. Do contrário vamos pagar os custos da Maison Dior, enquanto os professores são espancados pelas polícias militares que matam juízes/as e fazem acordo com traficantes.

Não dá nem para fazer uma colcha de retalhos. Isso se faz com perfeição aqui em Minas Gerais (longe de Aécio), nos estados do Nordeste e do Norte (longe de coronéis como Sarney), na luta dos trabalhadores, nunca nos vestidos de madame Alckimin e quatro milhões de devo no dinheiro público da Prefeitura de São Paulo.

Não dá capa de VEJA. A revista, O GLOBO, ÉPOCA, FOLHA DE SÃO PAULO, ESTADO DE SÃO PAULO, ISTO É foram comprados por nove milhões de reais traduzidos em assinaturas para distribuição na rede de escolas públicas e em troca do silêncio.

A ajuda a Comunidade Européia (isso é disfarce, na verdade bases do completo ISRAEL/EUA TERRORISMO S/A) é armadilha. Mais ou menos como as caçadas do rei da Espanha. Cinco mil dólares por búfalo abatido. No caso, querem abater o Brasil.

É que nem aquela história né, só porque John Wayne usava calças de brim, calças jeans significam liberdade.

Usava botas também e esporas. Continuam usando. Pesados coturnos com que sufocam trabalhadores no mundo inteiro, enquanto mantêm a glória dos banqueiros. Das grandes corporações e latifundiários que nos servem veneno no agrotóxico de cada dia.

Manda o Sérgio Cabral para Paris, contrata o escritório da mulher dele, quem sabe essa combinação “mata capeta” com Cabral e Aécio (são aliados agora) não consegue resolver o problema das rotas calças européias, legalizando tudo assim que nem a casa ilegal do Luciano Huck?

É tudo questão de por cento.

Ah! De quebra podem contratar também o Ricardo Teixeira e os juízes e bandeirinhas do campeonato brasileiro. No mínimo dá empate. Os dois lados falam.