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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

La Insignia - Flash Back

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Cabo Anselmo e os neogolpistas


Fernando Soares Campos
La Insignia. Brasil

Em janeiro de 1969, eu contava lá com os meus 19 anos de idade. Foi nesse período que me apresentei a bordo do Submarino Bahia (S12) a fim de me incorporar à tripulação como marinheiro do serviço de máquinas. Como em todas as unidades militares da época, no Bahia havia diversos "secretas" (era como o pessoal denominava os agentes do CENIMAR - Centro de Informações da Marinha). Em qualquer setor de bordo, podia-se identificar pelo menos um deles. Eram, em geral, elementos do quadro subalterno, os quais faziam questão de exibir suas relações com oficiais de alta patente que os indicavam para aquelas funções de alcagüete. Na verdade, os "secretas" não passavam de colaboradores voluntários dos serviços de informação. Em troca dos seus préstimos, invariavelmente conseguiam transferência para servir em unidades de suas preferências.

Naquela época, momento em que o golpe militar havia se consolidado recentemente, através do Ato Institucional nº 5 (AI-5), um sargento meu amigo, ali, entre as fainas de manutenção dos velhos Fairbanks Morses, me contava sobre a atuação do cabo Anselmo à frente da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil (AMFNB). Cabo Anselmo transformara-se no mais famoso agente da repressão na Armada. No entanto sua atuação se dera sob o disfarce de um agitador a serviço das entidades de esquerda. Era um elemento infiltrado entre sindicalistas e estudantes, auxiliando o CENIMAR a monitorar os movimentos sindicais e estudantis. E era disso que o pessoal se lembrava. Alguns se referiam a ele imprimindo um tom de desprezo; outros falavam de seus liderados tratando-os com jocosidades, considerando-os elementos ingênuos, inocentes úteis; todos, porém, concordavam que o cabo Anselmo não passava de um oportunista, um indivíduo sem convicções ideológicas, tratando-se tão-somente de um pau-mandado a serviço das forças de repressão, um elemento sem vontade própria, movido por interesses pessoais menores.

Cabo Anselmo atuava como um agitador, agia no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, insuflando os marinheiros à indisciplina. Distribuía panfletos nas unidades militares, o que, por si mesmo, já seria suficiente para que todos desconfiassem dele. É inconcebível que um militar subalterno pudesse agir daquela forma sem o consentimento de autoridades superiores. E o líder dos "grumetes" fazia propaganda revolucionária nas dependências do maior complexo de instituições da Marinha de Guerra do Brasil (o Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro), sem ser importunado, sem sofrer represália ou qualquer tentativa de obstrução de sua panfletagem - exceto alguns poucos casos em que a "repressão" e "punição" serviram apenas para lhe conferir aspectos de agente do "comunismo ateu". As eventuais punições que sofrera com base no regulamento interno tinham como propósito disfarçar as relações de servilismo do cabo Anselmo com a oficialidade do CENIMAR. Ele sofreu duas "punições de prisão rigorosa" por 10 dias em cada aplicação da pena. De acordo com o regulamento interno da Marinha, com mais uma punição dessas, ele seria automaticamente desligado do serviço militar (praticamente uma expulsão). E isso sempre foi fácil aplicar. Qualquer tenente que tivesse interesse em demitir um marinheiro perseguia seu desafeto e, com pouca sutileza, encontrava motivos para enquadrá-lo e enviá-lo para audiência de julgamento de sua infração, arbitrada pelo comandante da unidade.

Em pouco tempo de atuação, cabo Anselmo já se movimentava com muita habilidade e conhecimentos nos meios sindicais e estudantis, transformando aquela associação de marinheiros lá do CIAW em uma instituição parceira de legítimos movimentos da esquerda militante. No dia 27 de março de 1964, a AMFNB, sob a liderança de cabo Anselmo, provocou a paralisação de parte das atividades da Marinha. Os marinheiros "amotinados" recusaram-se a reassumir seus postos de trabalho. Foram presos em um quartel do Exército, porém foram inexplicavelmente soltos, poucas horas depois, e saíram em barulhenta passeada pela cidade do Rio de Janeiro. Certamente os militares agaloados poderiam ter impedido que o movimento "insurgente" assumisse aquele vulto, pois conheciam seus movimentos desde o princípio, quando a proposta da AMFNB se limitava a proporcionar atendimento social e recreativo aos seus associados. A entidade era dirigida por disciplinados marinheiros, os quais, a exemplo do próprio cabo Anselmo, eram, em geral, elementos protegidos de certos oficiais graduados, do contrário não teriam oportunidade de criar qualquer núcleo de defesa dos próprios direitos dentro das instalações militares (a AMFNB não tinha sede própria, funcionava nas dependências do Centro de Instrução Almirante Wandenkolk - CIAW).

Há quem acredite que cabo Anselmo mudou de lado quando voltou do exílio (Uruguai e Cuba) em 1970. Engano. Na verdade, ele era um agente infiltrado nos movimentos populares que precederam o golpe militar. Sua primeira prisão, em 64, no momento da investida dos militares contra um governo legal e democraticamente constituído, não passou de um jogo de cena dos serviços de informação. E sua fuga da cadeia não foi senão mais uma etapa desse jogo. Veja que eu cheguei a bordo do Submarino Bahia em janeiro de 1969, e, naquela ocasião, os mais antigos já o tratavam como traidor (à boca pequeníssima, claro). Também a sua prisão pela equipe do delegado Sérgio Fleury (não se sabe como ocorreu), pouco tempo depois de sua volta do "exílio", foi, sem dúvida, mais uma armação dos aparelhos repressores, a fim de legitimá-lo como membro da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e viabilizar a continuação de seu papel como delator.

O golpe militar que depôs o presidente João Goulart, usando tanques de guerra, jornais, emissoras de rádio e tevê e procissões de beatas, foi articulado com muita antecedência. Os movimentos golpistas começaram mesmo antes de Goulart sentar-se na poltrona presidencial, em 7 de setembro de 1961. Os conspiradores foram assessorados por fontes altamente qualificadas. No apoio logístico, contaram com a vasta experiência da espionagem ianque: sabotagem, tortura física e psicológica, propaganda, mercado, apoio financeiro, colonialismo, imperialismo, enfim, tudo que houvesse necessidade para conter o avanço do comunismo na América, que já contava com um péssimo exemplo: Cuba. O apoio recebeu o nome de "Operação Brother Sam". Em 64, no comando da operação, estava o embaixador Lincoln Gordon. Em atividade, os agentes, que chegavam travestidos de padre, pastor, jornalista, executivo, ou mesmo de simples turista. No entanto a singela insatisfação pessoal não constitui argumento suficiente para se executar um golpe de Estado. Precisa-se de "motivos" que justifiquem uma ação dessa grandeza. Os agentes da CIA e os conspiradores daqui e de alhures sabem muito bem que os autóctones entreguistas necessitam de "agasalhos" para aquecerem as suas glaciais consciências. Em 64, a "ameaça comunista" fez o papel de psicotrópico com efeitos sedativos, calmantes, estimulantes, antidepressivos... uma verdadeira panacéia, a fim de que os militares brasileiros fizessem "revolução" (num coquetel psicotrópico desses, deve ser acrescentada vitaminas morais). Em 64, uma esquadra dos Estados Unidos fora colocada on standby para o caso de as tropas brasileiras não darem conta do recado - o socorro emergencial.

Mas estamos mesmo em 2005. Os trabalhadores não pressionam o governo como em 64, exigindo radicalizações do tipo "reforma agrária já!". O próprio MST, de certa forma, aguarda na disciplina. Sindicalistas participam do governo central. Os militares estão ocupados em eletrificar os muros dos quartéis a fim de evitar que os traficantes de droga saqueiem os seus paióis. A Igreja Católica "parece" mais preocupada em fazer proselitismo para recuperar parte do rebanho perdido para os neopentecostais nos últimos anos. Num quadro desses, aparece uma oposição que não tem costume de ficar nesta posição. Porém não dá pra conceber uma passeata de capitalistas gritando palavras de ordem, nos centro das grandes cidades. Até que já ensaiaram alguma coisa parecida: tratores agrícolas invadiram o Planalto e centenas de fazendeiros agitaram-se em frente ao Palácio do Governo, aproveitando o momento para exigir uma polpuda ajuda financeira. Contudo a História indica meios mais sofisticados para fazerem seus "protestos": os tentáculos da mídia. E saibamos nós que os atuais golpistas preferem o enfraquecimento político do governo Lula, através da difamação e da calúnia, ao golpe do impeachment. Desejam ainda menos a deposição à força com o uso de tanques de guerra, como em 64. Querem voltar de "cara limpa". Entretanto temem a reeleição do ex-metalúrgico retirante da seca do Nordeste. Um homem que às vezes se confunde e fala coisas que os adversários usam para fazer chacota. E aí, ninguém se surpreenda se eles partirem para o vale-tudo.

O presidente João Belchior Marques Goulart era muito mais pressionado pela classe trabalhadora do que Luiz Inácio Lula da Silva, portanto aquele esteve mais vulnerável a agitações populares que resultassem em desestabilização de seu governo do que este. Goulart é tratado por muitos historiadores (e nem tanto) como um "fraco de caráter". Chegam a dizer que o seu governo "não foi derrubado", apenas "caiu de poder". Escrevem "histórias" contando que o golpe de 64 não fora o resultado de planejamentos conspiratórios delineados com muita antecedência, mas sim um movimento improvisado, oportunista. Hoje a imprensa já está se antecipando à História: antes mesmo da possível derrubada de Lula, já lhe conferem características desse tipo. Falam dele como um "acuado". Dizem até que tomou decisões atendendo exigências de Roberto Jefferson, quando do depoimento deste na CPI dos Correios e nas suas declarações à imprensa. No artigo "É só Jefferson mandar...", revista Época, assinado por Raquel Ulhôa, a autora apresenta a matéria com a seguinte epígrafe: "Depois de Dirceu, Lula demite três diretores acusados pelo deputado [Roberto Jefferson] de desviar dinheiro de Furnas e, acuado, se prepara para mudar o ministério". No contexto, encontram-se declarações atribuídas ao senador Álvaro Dias (PSDB): "Parece que só o senhor [Roberto Jefferson] demite neste governo. Pediu a demissão de José Dirceu e ele saiu da Casa Civil. Provocou a demissão das diretorias dos Correios e do Instituto de Resseguros do Brasil. Agora, com uma frase, derrubou a direção de Furnas". Cita-se ainda um certo (não dá nome) ministro que teria dito: "O que vai acontecer se na próxima entrevista Jefferson atacar mais gente do governo? Todo mundo que ele disser que é ladrão vai ser demitido na hora? Esse poder seria maior que o do próprio Lula". Pode não ser, mas parece que estão pintando propositadamente uma imagem de Lula de tal forma que, depois de ser banido do Planalto, seria colocado na galeria dos "fracos de caráter", como fazem com João Goulart.

Andei pesquisando sobre o cabo Anselmo e li alguns comentários estarrecedores. Não propriamente em relação ao alcagüete oficial da repressão, mas espantosos no que diz respeito à opinião de certas pessoas sobre a sua sórdida conduta: a delação que levou muita gente a ser sumariamente executada pelos aparelhos de repressão. Talvez um comentário desse tipo não merecesse qualquer referência., muitos preferem ignorá-lo, porém gosto de chamar a atenção para determinados sofismas que parecem meros equívocos de opinião. Apenas parecem. Tem um rapaz aí chamado Álvaro Velloso de Carvalho que escreveu isto:

...a revista Época publica uma matéria gabando-se de ter encontrado "o traidor", o cabo Anselmo. Foi ele quem denunciou dezenas de membros das guerrilhas, durante a ditadura militar, praticamente desmontando o esquema da luta armada. Segundo a revista, ele foi um "traidor da pátria". Traidor da pátria coisíssima nenhuma. Traidores da pátria eram os facínoras que ele denunciou; traidores eram os jovens descerebrados e desprovidos de senso moral, prontos a matar todos os seus inimigos políticos e a seguir rigorosamente todas as ordens que viessem de seus superiores da União Soviética ou da China. Sem as denúncias de cabo Anselmo, a ditadura teria sido muito mais terrível, e teria havido muito mais derramamento de sangue: a guerrilha teria continuado, e muitas vidas teriam sido perdidas no conseqüente confronto entre Exército e guerrilheiros. A denúncia de cabo Anselmo poupou muitas vidas, tanto de guerrilheiros, quanto de militares (e já mostramos aqui* como, comparativamente, morreram mais militares do que guerrilheiros durante a ditadura).

Será que muito em breve vamos ler versões deste tipo justificando os arrotos de Roberto Jefferson? Quem viver lerá.

Eu disse aí em cima que é um equívoco pensar que o cabo Anselmo virou a casaca depois de voltar do exílio no Uruguai e em Cuba, em 1970. Tentei comprovar isso contando sobre o que ouvi a seu respeito em janeiro de 1969 (ingressei na Escola de Aprendizes Marinheiros da Bahia em 1967 e, ao término do curso, embarquei no Submarino Bahia). Continuo afirmando que a AMFNB foi uma entidade utilizada "pelos próprios golpistas" para radicalizar artificialmente as lutas sociais e, assim, desestabilizar um governo que demonstrava simpatia pelos inimigos dos Estados Unidos da América (hoje está claro que o governo petista demonstra simpatia pelo governo venezuelano).

Em 1988, uns amigos meus, jornalistas pernambucanos, me indicaram como colaborador do jornal Folha de Pernambuco. Naquela ocasião (23/11/88), escrevi um artigo intitulado "As Especulações e os Golpes". Eis alguns trechos desse artigo:

Alguém aí já ouviu, em qualquer época, o anúncio [oficial] de um golpe de Estado em andamento?Acredito que não. Então, por que a imprensa nativa, geralmente ao som de boatos, procura as autoridades competentes para confirmar ou desmentir os rumores de um provável golpe que estaria sendo articulado nos bastidores do poder? (...) Não se especula as possibilidades de um golpe junto a quem deseja a virada da mesa. Negar é dever de quem conspira, ignorar é inconsciência de quem não tem compromisso com a Democracia; desmentir, baseando-se em declarações oficiais, é direito de quem não quer jogar lenha na fogueira.

Hoje o que me causa estranheza é ver que os próprios alvos de um golpe de Estado negam a existência de um complô contra o governo Lula, incluindo aí o próprio presidente Lula, que já exteriorizou seu ceticismo em relação aos "boatos" de golpe. Muita gente alega que a política do atual governo está plenamente alinhada com os interesses das elites econômicas e financeiras daqui e de além-mar. E por isso descartam as possibilidades de um golpe contra um governo eleito com esmagadora aprovação popular (só isso já constitui motivo suficiente para os derrotados nas urnas desejarem golpear).

Desconheço as verdadeiras diretrizes do governo brasileiro no que diz respeito à sua política econômica. Sei apenas que sou um dos milhões de trabalhadores vítimas do arrocho salarial que o presidente Lula tanto combateu quando fazia oposição às políticas econômicas dos últimos governos. Nesse sentido, concordo que os detentores do poder econômico continuam cada vez mais poderosos, e que nós, trabalhadores, permanecemos reféns do capital (produtivo ou não). Contudo não creio que os senhores da vida e da morte se contentem em comandar à distância; que se conformem em não ter o controle direto dos órgãos da máquina administrativa. Eles não aceitam ver as luzes dos holofotes iluminando um ex-metalúrgico. Não podem aceitar que um retirante da seca nordestina tenha o poder de mandar a Polícia Federal investigar e prender poderosos corruptos; que a "incultura dos iletrados" demonstre competência nas relações internacionais; enfim, para eles, dinheiro realmente não é tudo. o Poder institucional, sim, é a melhor parte do tudo. É o orgasmo.

Mas vamos parar de nhenhenhém e partir pros finalmente.

E finalmente gostaria de destacar um trecho do artigo "Um novo agosto com outros fortunatos", de Frédi Vasconcelos, na revista Fórum:

Depois da morte do PT o país será melhor. Toda a corrupção acabará e nosso servilismo à pátria mãe América voltará a ser com dantes, na terra de FHC Abrantes... Todos dormirão em paz no país mais injusto no mundo. Esse grito não terá efeito. Os donos do poder já decidiram e contaram com a ajuda de diversos idiotas e corruptos no PT e no governo. Mas mais uma vez tenta-se prender Gregório Fortunato para derrubar Getúlio, ninguém de verdade preocupado com o crime.

Você ainda está querendo saber por onde anda cabo Anselmo? Ora! desde o princípio ele está fazendo o seu papel de "secreta". O "cabos Anselmos" da Nova Era jogam excrementos no ventilador, falam e escrevem meias-verdades e mentiras completas. Na era da informática, os tanques de guerra já podem ser apenas miragens, projeções holográficas. A moeda agora não passa de uma ilusão ótica nos terminais de computadores dos bancos; a um clique num mouse ou no teclado, entram e saem do País como num passe de mágica. Mesmo com tudo isso, os golpistas precisam de pílulas filosóficas e de apoio moral. Terá sido por isso mesmo que, em agosto do ano passado, o novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, John Danilovich, pretendendo apresentar suas credenciais ao atual governo, errou de endereço e apresentou-se primeiro a sua ex-Excelência FHC?

(Taí, gostei de La Guaira - Venezuela -. Estive lá em dezembro de 1969. Será que hoje, vendido meu velho Renault, eu conseguiria comprar um chalezinho naquelas montanhas?)

(*) http://oindividuo.com/avelloso/idiotas/eladir.htm
http://oindividuo.com/avelloso/idiotas/apocalipse.htm

Leia Também: Projeto Fábula no Atacama



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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

Pressaa

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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Blog Limpinho e Cheiroso: Vídeo completo: A classe operária vai ao paraíso

Blog Limpinho e Cheiroso: Vídeo completo: A classe operária vai ao paraíso: O professor Luis Carlos do blog O povo na luta faz história postou e o Limpinho pegou emprestada a versão completa do vídeo A classe operá...

11 de Setembro II - Eles Serão Lembrados!

11 de Setembro II - Eles Serão Lembrados!

por Ronan Silveira Wittee, quinta, 25 de agosto de 2011 às 22:05
A Otan fez o serviço sujo para os americanos.
Bombardeou a Líbia.
Sob o pretexto de libertá-la do tirano Kadaff,matou civis a exmo,não acertou um único poço de petróleo.Precisão cirúrgica,o que incomodava era o povo líbio.
Armou o grupo opositor,que chegando ao poder, faz o mesmo que fazia a besta deposta.
As notícias que chegam de várias cidades daquele país,dão conta de fuzilamentos sumários e estupros sem qualquer controle.
Para ajudar, a Otan continuará bombardeando a já aniquilada resistência palaciana.
Para completar o embuste,o próprio Berlusconi  rateia a farsa da reconstrução, pela qual,o mesmo povo vilipendiado terá de pagar pelos olhos da cara,com petróleo.
Nesta luta contra o terror,só mesmo o terror tem saído vitorioso.
Enquanto Obama continua posando de bom moço,e fazendo as mesmas patifarias que George Bush fazia!

É a OTAN que faz todo o trabalho militar, não os rebeldes -(env. por Gilda Arantes)

É a OTAN que faz todo o trabalho militar, não os rebeldes

por Thierry Meyssan

Entrevistado por Silvia Cattori
 
Silvia Cattori: Aqui tem-se o sentimento de que Tripoli está em vias de colapso. Qual é a vossa opinião?

Thierry Meyssan: Estamos encerrados no Hotel Rixos. Não se pode dizer se tudo vai afundar ou não. Mas a situação é muito tensa. Ontem à noite, no momento da oração, várias mesquitas foram trancadas. De repente, alto-falantes lançaram o apelo à insurreição. Neste momento grupos armados começaram a percorrer a cidade e a atirar para todo lado. Soubemos que a OTAN trouxe um barco até as proximidades de Tripoli, do qual foram desembarcadas armas e forças especiais. Desde então as coisas vão cada vez pior.

Silvia Cattori: Trata-se de "forças especiais" estrangeiras?

Thierry Meyssan: Pode-se supor, mas não estou em condições de verificar. Mesmo que estas "forças especiais" sejam formadas por líbios todo o seu enquadramento é estrangeiro.

Silvia Cattori: Qual é a nacionalidade destas "forças especiais"?

Thierry Meyssan: São franceses e britânicos! Desde o princípio, são eles que fazem tudo.

Silvia Cattori: Como é que tudo ruiu subitamente?

Thierry Meyssan: Em 21 de Agosto, no fim do dia, um comboio de viaturas com oficiais foi atacado subitamente. Para se porem ao abrigo dos bombardeamentos os membros deste cortejo refugiaram-se no hotel Rixos, onde reside a imprensa internacional e onde por acaso me encontro eu.

No Hotel Rixos. A partir deste momento o hotel Rixos está cercado. Toda a gente veste colete anti-balas e capacetes. Ouve-se atirar em todos os sentido em torno do hotel.

As forças entradas em Tripoli desde ontem não tomaram nenhum edifício em particular; elas atacaram alvos em certos lugares ao deslocarem-se. Neste momento não há nenhum edifício ocupado. A OTAN bombardeia de maneira aleatória para aterrorizar sempre mais. É difícil dizer se o perigo é tão importante quanto parece. As ruas da cidade estão vazias. Toda a gente permanece encerrada na sua casa.

Estamos prisioneiros no hotel. Dito isto, há electricidade e água, não nos estamos a queixar. Os líbios sim. Agora há tiros em redor, uma batalha intensa; já há numerosos mortos e feridos em algumas horas. Mas nós somos preservados. Estamos todos reagrupados na mesquita do hotel. Você ouve tiros neste momento.

Silvia Cattori: Quantos assaltantes cercam vosso hotel neste momento?

Thierry Meyssan: Sou incapaz de dizer. É um perímetro bastante grande porque há um parque em torno do hotel. Penso que se não houvesse senão os assaltantes não seria tão simples tomar Tripoli. Mas se há outras tropas da OTAN com eles sim, isso muda tudo, o perigo torna-se grande.

Silvia Cattori: Nas imagens difundidas pelas televisões daqui vê-se que ao longo destes seis meses são excitados que atiram para o ar e que não parecem profissionais...

Thierry Meyssan: Viu-se com efeito bandos que se agitam e que não são formados militarmente. É pura encenação, não é realidade. A realidade é que todos os combates são travados pela OTAN; e quando seu objectivo é atingido as tropas da OTAN retiram-se. Então chegam pequenos grupos – vê-se de cada vez uma vintena de pessoas – mas na realidade nunca são vistos em acção. A acção são as forças da OTAN.

Foi assim que se passou sempre nas cidades que foram tomadas, perdidas, retomadas, reperdidas, etc... E cada ocasião são as forças da OTAN que chegam em helicópteros Apaches e metralham todo o mundo. Ninguém pode resistir, no terreno, face a helicópteros Apaches que bombardeiam; é impossível. Portanto não são os rebeldes que fazem o trabalho militar, isso é anedota! É a OTAN que faz tudo. Depois de eles se retirarem, então vêm "os rebeldes" fazer a figuração. É isso que você vê difundido nas cadeias de TV.

Silvia Cattori: Sabe-se quantos "rebeldes" em armas entraram em Tripoli esta noite? E se células dormentes já estavam lá?

Thierry Meyssan: Sim, com certeza, há células dormentes em Tripoli; é uma cidade com um milhão e meio de habitantes. Que haja células combatentes no interior é perfeitamente provável. Quanto aos assaltantes, mais uma vez, não sei qual é a proporção do enquadramento pelas forças da OTAN. A verdadeira questão é saber quantas forças especiais já foram colocadas.

Há agora forças militares do coronel Kadafi na cidade. Elas chegaram bastante tardiamente do exterior. Os assaltantes cercam o hotel. Penso que é impossível esta noite tentarem um assalto contra o hotel.

Silvia Cattori: Houve pânico entre as pessoas que residem no hotel?

Thierry Meyssan: Sim, jornalistas residentes aqui no hotel Rixos entraram completamente em pânico. É um pânico geral.

Silvia Cattori: E você como se sente?

Thierry Meyssan: Eu tento permanecer zen nestas situações!

Silvia Cattori: Quantos jornalistas estrangeiros estão entrincheirados no hotel?

Thierry Meyssan: Eu diria entre 40 e 50.

Silvia Cattori: As pessoas ignoram que onde há jornalistas que cobrem a guerra há sempre um bom número deles que faz informação, que são agentes duplos, espiões...

Thierry Meyssan: Há espiões por toda a parte; mas penso que eles não sabem tudo.

Silvia Cattori: Diz-se aqui que o plano para evacuar os estrangeiros está pronto. Eles vão poder sair...

Thierry Meyssan: A Organização de Emigração Internacional tem um barco que está prestes a atracar no porto de Tripoli para evacuar os estrangeiros, nomeadamente a imprensa, prioritárias neste caso.

Silvia Cattori: E você o que pensa fazer?

Thierry Meyssan: Por enquanto o barco está ao largo; ele não entrou no porto. É a OTAN que o impede de atracar. Quando a OTAN o autorizar será feita a evacuação.

Silvia Cattori: Esta evolução vos surpreende?

Thierry Meyssan: As coisas aceleraram-se quando chegou o barco da OTAN. São combatentes pertencentes às forças especiais da OTAN que estão aqui no terreno e é evidente que tudo pode cair rapidamente...

Silvia Cattori: Os citadinos estão todos munidos de fuzis se diz?

Thierry Meyssan: O governo distribuiu quase dois milhões de kalachnikovs no país para assegurar a defesa frente a uma invasão estrangeira. Em Tripoli, todos os cidadãos adultos receberam uma arma e munições. Houve um treino nestes últimos meses.

Silvia Cattori: Os líbios que quisessem não estão em condições de sair para manifestarem-se contra as forças da OTAN?

Thierry Meyssan: As pessoas estão paralisadas pelo medo; atira-se de toda a parte; e além disso bombardeia-se.

Silvia Cattori: Vossa posição não é fácil. Entre os jornalistas você deve ter inimigos que querem a vossa pelo por ter contraditado suas versões dos factos!

Thierry Meyssan: Sim. Já fui ameaçado por jornalistas estado-unidenses que disserem que querem matar-me. Mas a seguir apresentaram as suas desculpas... Não tenho dúvida nenhuma sobre suas intenções.

Silvia Cattori: Eles proferiram esta ameaça diante de testemunha?

Thierry Meyssan: Sim, na presença de (...)
Entrevista realizada a partir de Tripoli em 21/Agosto/2011/23h00.

Ver também:
TRIPOLI - Témoignage : les journalistes "non alignés" sont menacés de mort (Russia Today)

O original encontra-se em
http://www.silviacattori.net/article1829.html


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
23/Ago/11

Quem mandou 'assacidentar' Jango?

Enquanto nao descobrirmos o 'assacidente' de Jango, os assaltos e suicidios de compas  Juizes, Sindicalistas, resistentes nao serao elucidados e muito menos acabados.

JUIZ ALEXANDRE, PRESENTE!
Juiza Patricia, Presente!

QUEM MANDOU MATAR JANGO? Uruguai abrirá arquivos reveladores.


FOTO: Mario Neira Barreiro, preso no Rio Grande do Sul desde 2003: o ex-agente do serviço de inteligência uruguaio diz que Jango foi morto por envenenamento a pedido do governo brasileiro, em operação supostamente financiada pela CIA


Uruguai deve abrir arquivos secretos sobre o exílio de João Goulart Léo Gerchmann
Especial para o UOL
Em Porto Alegre


O ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Gonzalo Fernández, comprometeu-se a abrir todos os arquivos referentes ao exílio do presidente João Goulart (1961-1964), o Jango, deposto pelos militares no golpe que instaurou a ditadura brasileira, de 1964 a 1985.

Gaúcho de São Borja, Jango esteve exilado entre a Argentina e o Uruguai, países onde possuía propriedades rurais. Morreu em dezembro de 1976, na Argentina, oficialmente em razão de complicações cardíacas, mas sempre com a suspeita de assassinato pela Operação Condor (aliança político-militar que funcionou como um aparato repressivo de colaboração mútua estabelecido por Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia).

acordo com o presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, Jair Krischke, que, acompanhado de João Vicente Goulart (filho de Jango), reuniu-se na semana passada com Fernández em Montevidéu, ficou acertado que, além dos documentos existentes no âmbito do Ministério de Relações Exteriores, também será "desclassificado" o "farto material" existente na "Dirección Nacional de Inteligencia y Informaciones", o órgão de inteligência uruguaio.

O Uruguai é presidido pelo esquerdista Tabaré Vázquez, um médico oncologista comprometido com os direitos humanos. González prometeu a Krischke e João Vicente se empenhar para que a desclassificação dos documentos seja efetivada com rapidez. O UOL tentou contato com o ministro, sem sucesso.

Já fiquei sabendo da existência de farto material, tanto documental, por escrito, como fotográfico. É muito importante este gesto do governo do Uruguai. Serve para nós como um exemplo concreto de exercício pleno de democracia", afirmou Krischke, que se aproveitou para fazer uma crítica à forma como o assunto tem sido tratado no Brasil: "O lamentável é que no Brasil, frente aos outros países da região, estamos muito atrasados."

Tanto no seu exílio argentino quanto uruguaio, Jango se dedicou aos negócios de suas fazendas, até morrer, no dia 6 de dezembro de 1976. Sua morte já foi motivo até mesmo de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). Em termos políticos, ele vinha se unindo a outras lideranças, como o ex-governador fluminense Carlos Lacerda e o presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961), para formar uma aliança pela redemocratização.

Mesmo sendo políticos moderados, os três e o cunhado de Jango, o governador Leonel Brizola (RS e RJ), eram cuidados à distância pelo regime militar, em razão da liderança que despertavam na população.


As mortes de Juscelino e Lacerda, no mesmo período, também são vistas por muitos como suspeitas.

Nos últimos anos, o uruguaio Mario Ronald Barreiro Neira, preso no Rio Grande do Sul como criminoso comum, tem dado entrevistas e depoimentos relatando a chamada "Operação Escorpião", que, segundo ele, resultou no assassinato de Jango. Neira diz que participou do grupo responsável pelo crime, o Gramma, que colocou comprimidos envenenados entre os remédios destinados a tratar os problemas cardíacos do presidente.

João Vicente Goulart está tentando, no Brasil, a reabertura das investigações sobre a morte de seu pai.


Goulart foi morto a pedido do Brasil, diz ex-agente uruguaio
O ex-agente do serviço de inteligência do governo uruguaio Mario Neira Barreiro, 54, disse em entrevista exclusiva à Folha de S.Paulo (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal) que espionou durante quatro anos o presidente João Goulart (1918-1976), o Jango, e que ele foi morto por envenenamento a pedido do governo brasileiro.

Jango morreu em 6 de dezembro de 1976, na Argentina, oficialmente de ataque cardíaco. Ele governou o Brasil de 1961 até ser deposto por um golpe militar em 31 de março de 1964, quando foi para o exílio.

Barreiro, que está preso desde 2003 na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (RS), deu detalhes da operação Escorpião, que teria sido acompanhada e financiada pela CIA (agência de inteligência americana) para matar Jango.

Barreiro disse que Sérgio Paranhos Fleury (morto em 1979), à época delegado do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) de São Paulo, era a ligação entre a inteligência uruguaia e o governo brasileiro. A ordem para que Jango fosse morto partiu de Fleury e a autorização, do então presidente Ernesto Geisel (1908-1996).

Em outra reportagem (íntegra para assinantes), a Folha relata que tentou, sem sucesso, falar com pessoas --no Exército, nas Embaixadas dos EUA e Uruguai e na família de Sérgio Paranhos Fleury-- que pudessem esclarecer as afirmações feitas de Barreiro.


Goulart foi morto a pedido do Brasil, diz ex-agente uruguaio
Jango morreu envenenado, afirma Mario Neira Barreiro

Sérgio Fleury teria dado a ordem para o assassinato

Presidente deposto teria dito aos agentes que sabia da espionagem: "Sei que estão me vigiando, mas não sou inimigo de vocês"

SIMONE IGLESIAS
DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE

Preso desde 2003 na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (RS), o ex-agente do serviço de inteligência do governo uruguaio Mario Neira Barreiro, 54, disse em entrevista exclusiva à Folha que espionou durante quatro anos o presidente João Goulart (1918-1976), o Jango, e que ele foi morto por envenenamento a pedido do governo brasileiro.
Jango morreu em 6 de dezembro de 1976, na Argentina, oficialmente de ataque cardíaco. Ele governou o Brasil de 1961 até ser deposto por um golpe militar em 31 de março de 1964, quando foi para o exílio. À Folha Barreiro deu detalhes da operação da qual participou e que teria causado a morte de Jango. Segundo o ex-agente, Jango não morreu de ataque cardíaco, mas envenenado, após ter sido vigiado 24 horas por dia de 1973 a 1976.
Barreiro disse que Sérgio Paranhos Fleury (que morreu em 1979), à época delegado do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) de São Paulo, era a ligação entre a inteligência uruguaia e o governo brasileiro. A ordem para que Jango fosse morto partiu de Fleury, em reunião no Uruguai com dois comandantes que chefiavam a "equipe Centauro" -grupo integrado por Barreiro que monitorava Jango. O Uruguai mantinha uma outra equipe de vigilância, a Antares, para monitorar Leonel Brizola.
As escutas, feitas e transcritas por Barreiro, teriam servido de motivo para matar Jango. Mas, segundo o ex-agente (que tinha o codinome de tenente Tamúz), o conteúdo das conversas não era grave: tratavam da vontade de Jango de voltar ao Brasil, de críticas ao regime militar e de assuntos domésticos. Barreiro afirmou que interpretações "erradas e exageradas" do governo brasileiro levaram ao assassinato.
Segundo o uruguaio, a autorização para que isso ocorresse partiu do então presidente Ernesto Geisel (1908-1996) e foi transmitida a Fleury, que acertou com o serviço de inteligência do Uruguai os detalhes da operação, chamada Escorpião -que teria sido acompanhada e financiada pela CIA (agência de inteligência americana).
O plano consistia em pôr comprimidos envenenados nos frascos dos medicamentos que Jango tomava para o coração: o efeito seria semelhante a um ataque cardíaco. As cápsulas envenenadas eram misturadas aos remédios no Hotel Liberty, em Buenos Aires, onde morava a família de Jango, na fazenda de Maldonado e no porta-luvas de seu carro. Barreiro não exibiu provas e disse que o caso era discutido pessoalmente.

FOLHA - Qual era o interesse do Uruguai em vigiar Jango?
MARIO NEIRA BARREIRO - Após o golpe no Brasil, o serviço de inteligência do governo do Uruguai se viu obrigado a cooperar porque era totalmente dependente do Brasil. Goulart, para nós, era uma pessoa que não tinha nenhuma importância.

FOLHA - Quando passou a vigiá-lo?
BARREIRO - Eu o monitorei de meados de 1973 até sua morte, em 6 de dezembro de 1976. Monitorei tudo o que falava através do telefone, de escuta ambiental e em lugares públicos.

FOLHA - O sr. colocou microfones na casa? Como ouvia as conversas?
BARREIRO - Estive na fazenda de Maldonado para colocar uma estação repetidora que captava sinais dos microfones de dentro da casa e retransmitia para nós. Esta estação repetidora foi colocada numa caixa de força que havia na fazenda. Aproveitamos essa fonte de energia para alimentar os aparelhos eletrônicos e para ampliar as escutas. Isso possibilitava que ouvíssemos as conversas a 10, 12 km de distância. Ficávamos no hipódromo de Maldonado ouvindo o que Jango falava.

FOLHA - Alguma vez falou com ele?
BARREIRO - Sim. Eu e um colega estávamos vigiando a fazenda, fingindo que um pneu da camionete estava furado. Ele nos viu e veio até nós caminhando e fumando. Perguntou se precisávamos de ajuda. Estava frio e ele nos convidou para tomar um café. Eu pensei: "Ou ele é muito burro ou muito bom". Ele me convidou para entrar na fazenda. Meu colega não quis ir.
Depois que fiz um lanche e tomei o café, eu disse: "Desculpa, senhor, qual é o seu nome?". Ele me olhou e disse: "Mas como, rapaz, tu não sabes quem sou eu? Tu estás me vigiando. Acha que sou bobo? Fui presidente do Brasil porque sou burro? Estou te convidando para minha fazenda porque não tenho nada a esconder. Sei que estão me vigiando, mas não sou inimigo de vocês". Eu disse que ele estava enganado, me fiz de bobo, mas ele era inteligente.


Oficiais não têm condição de responder
DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE

Durante a semana passada, a Folha tentou, sem sucesso, falar com pessoas que pudessem esclarecer as afirmações feitas pelo ex-agente do serviço de inteligência do governo uruguaio Mario Barreiro.
O Exército brasileiro informou que não há hoje ninguém na ativa com condição de responder ou até rejeitar acusações. O mesmo foi dito pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, questionada se houve participação da CIA na suposta operação para matar o presidente João Goulart, em 1976. Segundo a assessoria da embaixada, todos os funcionários que trabalharam por lá nos anos 70, no Brasil, já deixaram o país.
À Embaixada do Uruguai foram enviadas por e-mail perguntas sobre a eventual participação do governo daquele país. A assessoria disse que, se houver interesse do governo em responder, vai entrar em contato após a publicação da reportagem.
A Folha tentou entrevistar o delegado Paulo Sérgio Fleury, filho de Sérgio Paranhos Fleury, apontado por Barreiro como um dos envolvidos na suposta trama para a morte de Jango. A reportagem telefonou para os seus dois números de celular e deixou recado, mas ele não ligou de volta.
Humberto Esmeraldo Barreto, que foi assessor do presidente Ernesto Geisel (1908-1996) e seu amigo, foi procurado. A reportagem ligou durante toda a sexta para a sua casa, mas ele não atendeu.

Fleury deu a ordem final, diz ex-agente
Barreiro afirma que comprimidos foram colocados na fazenda, no carro e no hotel

Jango "era desorganizado. Abria um frasco, tomava alguns, na fazenda abria outro... E colocávamos um remédio em cada frasco"

DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE

Neste trecho da entrevista, Mario Neira Barreiro conta como João Goulart teria sido envenenado. (SIMONE IGLESIAS)

FOLHA - Como foi decidido que Jango deveria ser morto?
BARREIRO - O que levou à morte foram interpretações erradas, exageradas do que ele falava. Fleury foi quem deu a palavra final. Em uma reunião no Uruguai, disse que Jango era um conspirador e que falaria com Geisel para dar um ponto final no assunto. Depois, em outra reunião no Uruguai, disse -não para mim, mas para um major e um general- que tinha conversado com Geisel dizendo que Jango estava complicando e que ele sabia o que deveria ser feito. E ele [Geisel] disse: "Faça e não me diga mais nada sobre Goulart". A morte não foi decidida pelo governo uruguaio, mas pelo governo do Brasil, influenciado pela CIA.

FOLHA - Qual foi o papel da CIA?
BARREIRO - A CIA pagou fortunas para saber o que Jango falava e foi responsável por muita coisa, mas não quero falar sobre isso porque tenho medo.

FOLHA - Como Jango foi morto?
BARREIRO - Foi morto como resultado de uma troca proposital de medicamentos. Ele tomava Isordil, Adelfan e Nifodin, que eram para o coração. Havia um médico-legista que se chamava Carlos Milles. Ele era médico e capitão do serviço secreto. O primeiro ingrediente químico veio da CIA e foi testado com cachorros e doentes terminais. O doutor deu os remédios e eles morreram. Ele desidratava os compostos, tinha cloreto de potássio. Não posso dizer a fórmula química, porque não sei. Ele colocava dentro de um comprimido.

FOLHA - Como as cápsulas eram colocadas nos remédios de Jango?
BARREIRO - Ele era desorganizado. Abria um frasco, tomava alguns, na fazenda abria outro. Tinha sete, oito frascos abertos. E colocávamos [referência ao grupo que monitorava Jango] um remédio em cada frasco. Colocamos os comprimidos em vários lugares: no escritório na fazenda, no porta-luvas do carro e no Hotel Liberty.

FOLHA - O sr. concordava com a operação para matá-lo?
BARREIRO - Era contrário, mas era um simples serviçal. Passei a simpatizar com ele. Goulart era um homem bom. Mas se tivessem me pedido para eliminar Brizola, eu mataria: ele era um conspirador nato.


Barreiro foi escolhido porque sabia português
DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE

Mario Barreiro foi detido pela primeira vez no Brasil em 1999, por tráfico de armas, quando foi sentenciado a 17 anos e três meses de prisão. O ex-agente deixou o Uruguai na década de 80, após ser expulso do serviço de inteligência. Questionado, ele se recusa a revelar o motivo da expulsão.
Após deixar seu país, Barreiro morou em cidades gaúchas na fronteira com o Uruguai e no fim dos anos 90 se mudou para Gravataí.
Lá, a polícia encontrou em sua casa granadas, pistolas e fuzis. Barreiro foi levado para o Presídio Central de Porto Alegre e, em 2000, foi transferido para a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas.
Em maio de 2003, passou a cumprir pena em regime semi-aberto em Venâncio Aires (RS), mas fugiu da prisão.
Ele foi recapturado e levado para Charqueadas, onde cumpre pena por tráfico de armas, falsidade ideológica, roubo e formação de quadrilha. Barreiro nega a acusação de roubo, mas confirma que usava documentos falsos e tinha armas em sua casa.
Ao ser preso em 1999, ele usava o nome de Antônio Meirelles Lopes. Barreiro diz que aos 18 anos começou a integrar o Gamma (Grupo de Ações Militares Anti-Subversivas), serviço secreto de inteligência do Uruguai.
Disse que coube a ele a tarefa de vigiar o presidente João Goulart (1918-1976) porque sabia português e era estudante de engenharia. "Acho que me escolheram porque na época eu já era estudante de eletrônica, era bastante entendido na matéria, e além disso estava fazendo curso de português. Eu não era um homem violento, nem de porte físico privilegiado, nada que pudesse fazer com que fosse escolhido para uma função como essa, tão delicada", disse. (SIMONE IGLESIAS)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

 BANDA LARGA COM AUTONOMIA CIDADA, JÁ!
AO POVO O QUE É DO POVO.

Um governo do povo não pode privilegiar os opressores do POVO.

Compas a banda larga foi entregue as teles para controlar-nos e ainda para nos fazerem pagar um valor 3 vezes maior.

presidenta Dilma reverta este entreguismo e esta jogada IMORAL e INDECENTE de bernardo.

http://www.petitiononline.com/mod_perl/petition-sign.cgi?lucasnet


"Ou Brilhamos Todos Ou Não Brilha Ninguem".
 Reação popular Em Topico do facebook- POSTAREMOS TOPICOS de referencia ao assunto assim como debates)

Quero que vcs dêem uma lida e vejams e está bom pra fazermos um abaixo assinado para enviarmos ao Sr. Ministro das Comunicações....por favor Dêem suas sugestões. abs


Vimos por meio deste, EXIGIR, com base no Artigo 1º, § único da nossa Constituição Federal Brasileira, o decreto do serviço de banda larga a ser executado em REGIME PÚBLICO, de forma a atender a legislação, conforme Artigo 65º, § 1º da Lei Geral de Telecomunicações (LGT-Lei 9.472, de 16 de julho de 1997), onde se...
há ± 1 hora · · ·

  • Você curtiu isso.

    • Fernanda Tardin Marcelo acho legal se ficarmos em uma só petição. Que tal deliberarem um consenso? Juntos somos fortes. bjao
      há ± 1 hora · · 1 pessoa

    • Carlos de Campos ‎***http://alopresidentabr.wordpress.com/2011/08/23/peticao-on-line-pela-inclusao-digital-pnbl/***

      alopresidentabr.wordpress.com
      To: Para o Ministro das Telecomunicações Paulo Bernardo Vimos por meio deste, EXIGIR, com base no Artigo 1º, § único da nossa Constituição Federal Brasileira, o decreto do serviço de ban...

      há 45 minutos · · 1 pessoa ·

    • Fernanda Tardin
      AO POVO O QUE É DO POVO. Pasta bernardo. Um governo do povo nao pode privilegiar mais uma vez os opressores do POVO.Compas a banda larga foi arbitrariamente entregue as teles para controlar-nos e ainda para nos fazerem pagar um valor 3 vezes maior. Entro agora em GREVE, visando que a presidenta Dilma reverta este lastimavel quadro de entreguismo e que bernardo explique ao povo quanto foi a 'comissao' desta jogada IMORAL e INDECENTE. Por uma banda larga com autonomia cidada lutemos. ,

      há 43 minutos ·

    • Marcelo Saldanha SEM DUVIDAS UMA SO PETIÇÃO....CARLOS SO CONFIRME SE QUANDO ASSINAMOS É ENVIADO UM EMAIL PRO GABINETE@MC.GOV.BR...ELE TEM QUE RECEBER CADA UMA DELAS A CADA MOMENTO BLZZZ
      há 41 minutos · · 1 pessoa

    • Fernanda Tardin já comentei no alo presiudenta
      há 38 minutos · · 2 pessoas

    • Laerte Henrique Fortes Braga
      Acho que todos nós assistimos horrorizados as barbaridades cometidas contra os líbios. Os partidários do ditador Gadaffi e os ludibriados pela OTAN e pelos EUA. Em 2003 uma freira católica, irmã Sherine, disse no Fórum Social Mundial que a maior riqueza do Iraque, o petróleo, que deveria trazer paz e prosperidade, restava em violência e atrocidades contra o povo e a nação iraquiana. Nosso pré-sal está indo devagar nos leilões que são feitos pelo governo. Há uma frase de Ivan Pinheiro, secretário geral do PCB, que define bem tanto o governo Lula como o que arremedo de governo atual, o de Dilma. "Lula inventou o capitalismo a brasileira". Dilma equilibra-se entre a necessidade de apoiar-se em Lula e a de decolar, firmar-se para sustentar seu governo. A banda larga é uma questão estratégica, de segurança nacional, decisiva para a participação popular e para a quebra do monopólio das comunicações em um futuro de curto e médio prazo, uma construção democrática de pedra a pedra até a casa ficar pronta, mas o governo, o ministro das Comunicações, como foi Hélio Costa, é ministro das teles, de interesses estrangeiros e nos coloca à reboque de participação popular, de desenvolvimento de novas tecnologias, voltamos à condição de entreposto do capital estrangeiro. Com certeza levbou algum, é lógico, ou acordo com a GLOBO e as teles, mas alguma coisa rolou por baixo dos panos. Isso é óbvio. Como Figueiredo, esse tipo de PT tem medo de cheiro de povo, prefere cheiro de dólares. O outro era de cavalo. Há dias um amigo manifestou preocupação com as criticas que venho fazendo ao governo Dilma, que tais críticas poderiam abrir espaços em determinados setores para os tucanos retornarem. Pera aí! Não estão no governo? Ou Paulo Bernardo, Patriota, Moreira Franco, etc, etc, são outra coisa que não tucanos disfarçados? Tem até beijinho de Dilma em FHC. O governo Dilma é uma lástima e essa decisão de Paulo Bernardo, com certeza tomada com conhecimento da presidente, do contrário além de lástima é uma banana, um retrocesso criminoso contra o Brasil e os brasileiros. Em breve, em matéria de comunicação além da grande irmã, a GLOBO, tambores e sinais de fumaça para mostrar o outro lado da história, o atraso nas mãos das teles, pelas mãos das teles.

      há 13 minutos ·

a reação popular foi imediata? PASTA bernardo

ATENÇAO vamos bombardear de mails e contestar esta situação: http://osamigosdobrasil.com.br/2011/08/23/a-partir-de-hoje-ministerio-das-comunicacoes-disponibiliza-banda-larga-por-r-35/

A partir de hoje: Ministério das comunicações disponibiliza banda larga por R$ 35

Terça-feira 23, agosto 2011
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osamigosdobrasil.com.br
Começa hoje (23/8) a oferta do acesso à Internet em “alta velocidade” de 1 megabit por segundo a R$ 35 por mês, dentro do Plano Nacional de Banda Larga do governo federal.
há 4 horas · · · ·

    • Fernanda Tardin lotar cxs postais e mandar mails para contatos estudantes, professores....... informando que o Brasil ficou refem das telkes. A BL poderia ser por 12 reais no maximo e independente , mas o ministro banana seguiu os opressores e gastou muito mais do povo.
      há 3 horas · · 3 pessoas
    • Fernanda Tardin UM ABSURDO, UM DITADOR, uma CONTRAVENÇÃO,. queremos explicação sr. Ministro.
      há 3 horas · · 3 pessoas
    • Rui Rodrigues Vão ficar calados como todos os cães que mordem e se afastam com o rabo entre as patas...
      há 3 horas · · 1 pessoa
    • Rui Rodrigues Não vão explicar nada... Quando muito uma nota que vai ser dúbia de interpretação acompanhada de desculpa por outro motivo... Governos, hoje em dia, kham e dizem que foi vento... e riem pelos corredores...
      há 3 horas · · 1 pessoa
    • Fernanda Tardin exponha-os. Vamos parar tudo para cobrar uma explicação e exigir reparação. JUNTOS SOMOS FORTES.
      há 3 horas ·
    • Marcelo Saldanha Vou preparar o texto da petição on line e encaminhar para o gabinete do homem...ok...até daqui a pouco eu posto
      há 3 horas ·
    • Fernanda Tardin VAMOS TODOS Pautar e exigir explicação. pareiiiiiiiiiiiiiii paremos, JUNTOS SOMOS FORTES. Confirmado a pouco que o Ministro das comunicações do Brasil , paulo bernardo acaba de confirmar a entrega da banda larga as TELES por um preço 3 vezes maior do que pagariamos se tivessemos uma banda larga sem as teles com autonomia cidada. VERGONHA, Precisamos EXIGIR explicação e que este acordo seje revisto. Basta de falcatruas.
      Nós nao aceitamos esta vergonhosa entrega de nosso direito a informação para teles e multi nacionais e ainda pagando 3 vezes mais cara dpo que pagariamos
      Leiam e contestem o ministro

      http://osamigosdobrasil.com.br/2011/08/23/a-partir-de-hoje-ministerio-das-comunicacoes-disponibiliza-banda-larga-por-r-35/

      A partir de hoje: Ministério das comunicações disponibiliza banda larga por R$ 35

      Terça-feira 23, agosto 2011

      Moradores de Santo Antônio do Descoberto, em Goiás, são os primeiros a contratar o acesso à Internet oferecido pelo PNBL; equipamento custa R$ 300.

      Começa hoje (23/8) a oferta do acesso à Internet em “alta velocidade” de 1 megabit por segundo a R$ 35 por mês, dentro do Plano Nacional de Banda Larga do governo federal.

      Segundo a Agência Brasil, os moradores de Santo Antônio do Descoberto, em Goiás (cidade com cerca de 60 mil habitantes), serão os primeiros a poder contratar o serviço.

      Mas o acesso “popular” à Internet banda larga tem outros custos. Para ter acesso ao serviço, também é preciso adquiri o modem, que custa quase 300 reais. Vale lembrar que, na semana passada, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que iria negociar a redução do custo do modem.

      O gerente de marketing da Sadnet, Evandro Sá de Menezes, empresa responsável pela implementação do serviço, disse que é possível reduzir o valor do aparelho para até R$ 199, se o governo oferecer redução na carga tributária.

      Outra opção em estudo é oferecer o equipamento em regime de comodato, quando o cliente só fica com o aparelho enquanto tiver contrato com a empresa.

      Em setembro, a TIM também vai oferecer acesso à Internet com velocidade de 1 Mbps a R$ 35 por mês, com os incentivos do PNBL.
      Por Helena ,,, já mandei pra mails e tôi indo pros blogs, grupos, listas assim. Bora de olho no debate nos grupos.
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      Começa hoje (23/8) a oferta do acesso à Internet em “alta velocidade” de 1 megab...Ver mais
      há 3 horas · · 1 pessoa ·
    • Fernanda Tardin Nao precisa temer chamar de ministro entreguista e corrupto, pois a reportagem mostra: bernardo tá nem aí pro povo...... quer é nos fazer refens das multinacionais.
      há 3 horas · · 1 pessoa
    • Carlos de Campos Isso é um roubo, a Presidenta não pode deixar isso acontecer.
      há 3 horas · · 1 pessoa
    • Fernanda Tardin nem nos Carlos, Bora como militantes temos que ser os primeiros a levantar a bandeira. Bjao hermano,
      há 3 horas · · 1 pessoa
    • Marcelo Saldanha As teles já botam as manguinhas pra fora e falam que termo de qualidade pra internet feita pela anatel não rola.....se deixar o conselho diretor vai detonar e beneficiar as teles....lá no conselho somente 1 conselheira defende as pautas da sociedade o resto está entregue as teles
      há 3 horas ·
    • Carlos de Campos Fernanda Tardin como vamos lutar contra esse roubo?
      há 3 horas · · 2 pessoas
    • Marcelo Saldanha Estou preparando uma peticao on line endereçada ao gabinete do ministro, postarei o texto antes para apreciação e dai fechamos a petição ok...acho uma boa....
      há 3 horas · · 3 pessoas
    • Carlos de Campos Eu ja tenho esse evento: ***http://www.facebook.com/event.php?eid=229994687047050***
      Local: Na Internet
      Horário: domingo, 21 de agosto de 2011 18:00
      há 3 horas · · 2 pessoas ·
    • Marcelo Saldanha Sim, mas estou fazendo um abaixo assinado...onde o ministro ira receber as assinaturas todos os dias em seu email :-)
      há 2 horas · · 3 pessoas
    • Carlos de Campos passa o link
      há 2 horas · · 2 pessoas
    • Marcelo Saldanha Estou escrevendo e vou postar pra deliberação da galera
      há 2 horas · · 2 pessoas
    • Marcelo Saldanha vejam se esta legal
      há 2 horas ·
    • Marcelo Saldanha Abaixo assinado em prol de uma internet cidadã, barata, de qualidade e para todos os brasileiros.
      Vimos por meio deste, EXIGIR, com base no Artigo 1º, § único da nossa Constituição Federal Brasileira, o decreto do serviço de banda larga a ser executado em REGIME PÚBLICO, de forma a atender a legislação, conforme Artigo 65º, § 1º da Lei Geral de Telecomunicações (LGT-Lei 9.472, de 16 de julho de 1997), onde se determina que todo serviço essencial à sociedade não deve ser executado somente em regime privado, cabendo ao Estado a obrigação de universalizar tais serviços conforme a lei.
      Esta demanda se encontra reprimida, devido aos atos, deveras inconstitucionais, pelo descumprimento do Artigo 5º, inciso XXII da nossa Constituição Federal Brasileira, devidamente frisada no Artigo 5º da LGT, onde se fala da função social da propriedade, aqui se referindo a função social das telecomunicações, que devido ao modelo atualmente aplicado, ou seja, em regime privado, tem seu foco especificamente na comercialização, visando lucro somente aos seus executores e respectivos acionistas e deixando totalmente a parte as finalidades sociais do serviço à sociedade.
      Por fim, exigimos que o Ministério das Comunicações, por seus esforços diminutos em executar uma política pública em prol da banda larga que realmente atenda aos anseios da sociedade e se faça cumprir as finalidades sociais, retome o diálogo com a sociedade, decrete a banda larga em regime público e definitivamente coloque o Estado como Soberano sobre os serviços de Telecomunicações, garantindo efetivamente uma banda larga social, justa, democrática, barata, de boa qualidade e para todos os brasileiros.
      Não julgamos os fortes por suas conquistas, mas sim, pela justiça de seus atos perante a oportunidade de se fazer o certo.
      há 2 horas · · 1 pessoa
    • Fernanda Tardin denunciando, denunciando, protestando e no mais....retirando apoio a governo. Em menos de uma semana conseguimos. Meus blogs já estao em greve, Eu nao escreverei mais . E deixo os colaboradores a vontade para escreverem
      há ± 1 hora · · 1 pessoa
    • Fernanda Tardin O POVO NAO É DETALHE . PASTA BERNARDO!
      há ± 1 hora · · 1 pessoa
    • Carlos de Campos Petição On-Line em: ***http://www.petitiononline.com/lucasnet/petition.html***
      www.petitiononline.com
      Abaixo assinado em prol de uma internet cidadã, barata, de qualidade e para todos os brasileiros. Petition, hosted at PetitionOnline.com
      há ± 1 hora · · 1 pessoa ·
    • Carlos de Campos Ainda não assinaram?
      há ± 1 hora · · 1 pessoa
    • André Caregnato Em primeiro lugar 1 MB nunca foi banda larga e sim banda magra.

      Em segundo lugar a velocidade no contrato é de NO MÁXIMO 1 MG e no mínimo varia, se não me engano, de 10% até 40% dependendo da empresa.

      A democratização da internet em banda larga não pode ser feita via empresas privadas pois estas só vão nas metrópoles onde tem muita gente aglomerada, elas não gastam com cabeamento de longa distância para atender poucos usuários e ai a história sempre se repete "sua região ainda não possui disponibilidade" - isso é democratizar e universalizar o acesso a internet banda larga? - Claro que não! Esse fator não pode ser esquecido.

      Vejam agora o argumento da advogada do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) podem ajudar a deixar mais forte e completa a argumentação confiram:

      "a banda larga deve ser um serviço prestado em regime público, o que possibilita ao governo impor às prestadoras obrigações de universalização e de continuidade, além do controle das tarifas."

      http://nacontramaodaalienacao.blogspot.com/2011/04/instituto-brasileiro-de-defesa-do.html
      nacontramaodaalienacao.blogspot.com
      Este blog é destinado fornecer conteúdos que auxiliem o cidadão ao exercício da ...Ver mais
      há ± 1 hora · · 1 pessoa ·
    • Marcelo Saldanha Carlos...vc colocou pras assinaturas irem direto para o gabinete@mc.gov.br ?
      há 57 minutos ·
    • Marcelo Saldanha Se não..muda lá....o cara tem que ler e ver as nossas assinaturas blzzzz...
      há 56 minutos ·
    • Marcelo Saldanha A Dra. Veridiana faz parte da campanha banda larga é um direito seu!....e percebam que o Paulo Bernardo está blindado....depois da esposa na casa civil, a coisa ficou ainda pior....ele se fechou para o dialogo com as entidades....fechou os acordos a portas fechadas com as empresas, sem ao menos ouvir e debater as propostas da sociedade e ainda faz pouco caso de todas as manifestações feitas até agora...
      há 53 minutos ·
    • Fernanda Tardin AO POVO O QUE É DO POVO. Pasta bernardo. Um governo do povo nao pode privilegiar mais uma vez os opressores do POVO.Compas a banda larga foi arbitrariamente entregue as teles para controlar-nos e ainda para nos fazerem pagar um valor 3 vezes maior. Entro agora em GREVE, visando que a presidenta Dilma reverta este lastimavel quadro de entreguismo e que bernardo explique ao povo quanto foi a 'comissao' desta jogada IMORAL e INDECENTE. Por uma banda larga com autonomia cidada lutemos. ,
      há 45 minutos · · 1 pessoa
    • Marcelo Saldanha A Dilma Na Rede aceitou oque ele disse, e ainda abraçou um PNBTeles que só faz perder o Brasil...soberania nacional foi pro saco...ano que vem tem eleições de prefeituras e tudo isso mais se parece com um pacotão de bondades para pagamento de financiamento de campanhas...pra completar....mesmo depois de termos feito reunião com a sec. de inclusão digital, falando da importância das cidades digitais terem regras de gestão participativa...eles mais que rapidamente, fazem reuniões a portas fechadas e colocam um projeto de cidades digitais onde somente prefeituras farão as gestões...........PUTA QUE O PARIUUUUUUU E ME DESCULPEM .....pq redes sobre controle de governos ou somente de empresas é pra manter o povo como gado prestes ao abate...somos carne nas mãos destes FILHAS DAS PUTAS..DESCULPEM DE NOVO....mas não a consenso....a PORRRAAA do artigo 1º § unico da CFB, serve somente para limpar a bunda....pq depois que estes caras entram no poder querem saber de fazer as suas regras e FODAM-SE o POVO...pra calar a boca da-lhe bolsa familia...pra comprar o voto....taca emenda parlamentar e faz negociatas politicas através de coligações fazeno a barganha do inferno..onde se vendem as almas para empresas que financiam campanhas e depois, cobram com juros de sangue e quem paga a conta coma vida somos nós.....enfim...somos a moeda.....e ainda vem me dizer que o pais é democrático ? adorei o post do Rui que cita Ayn Rand.....conclamo a todos a encher o saco do Ministro Paulo Bernardo até que as comunicações tenham suas finalidades sociais cumpridas...fora isso é REVOLUÇÃO E BOTAR PRA QUEBRAR.......E DE NOVO PEÇO DESCULPAS PELO LINGUAJAR...MAS TEM HORAS QUE SÓ DESABAFANDO MESMO
      há 45 minutos · · 1 pessoa
    • Fernanda Tardin a filiação em massa e os'militantes' que viraram carro de boi. Abaixo a opressao. O POVO AO QUE É DO POVO. Hora de ser militante de fato.
      há 40 minutos · · 1 pessoa