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sábado, 23 de julho de 2011
EM NOME DO ESPÍRITO SANTO BRASILEIRO! - Olha o golpe
Ainda ontem me enviaram uma cópia dessa convocação que anda circulando por aí, para uma paralisação nacional um dia desses.
Vira e mexe recebo dessas e vou as ruas todo animado em busca de diversão, mas não encontro nada nem ninguém. Sequer os que distribuem as convocatórias.
Fala-se em buzinaço, panelaço e outros tantos, mas o mais que escuto são os “me dê licença que tô com pressa” do trânsito cotidiano. Perguntei a uma amiga que jurou que participaria da última convocação, se conseguira moer com as panelas velhas da casa. Disse que aproveitando as ofertas tinha trocado recente a baixela e usou colher de pau em cumbuca de madeira. Eu acreditando em sua disposição, ou indisposição, e ela só tirando uma com a minha cara.
Mas a melhor convocação que já me enviaram foi esta de ontem, de umas vizinhas sempre indignadas com o governo de um “apedeuta”. E não adianta tentar ensinar a essa gente que o adjetivo é de dois gêneros, pois assumem com tanta convicção o que consideram enorme defeito do ex presidente que agora serão capazes de dizer que temos o governo de uma “apedeuto”. Irredutíveis!
Da língua portuguesa podem entender pouco, mas essas minhas vizinhas me revelaram que além de Deus, o Espírito Santo também é brasileiro! Pois vejam lá como se inicia a convocatória que ajudam a distribuir pela internet: “Estamos vivendo talvez a melhor oportunidade de nos tornarmos uma grande nação.”
Daí pra frente falam da necessidade de se pressionar o governo para a reforma política, do judiciário, fiscal, tributária e todas aquelas que ao longo de seu governo o Presidente Lula enviou projetos ao Congresso, mas os candidatos eleitos por essas vizinhas sempre fizeram questão de trancar. Só agora que com esse novo Congresso isso tudo tem pinta de vir acontecer, é que minhas vizinhas resolveram bater lata. Mas sempre é hora pra se começar a coçar e lhes dou a maior força.
Dou força embora usem a estupidez do auxílio-reclusão comparando-o com o valor do salário mínimo, sugerindo que todo presidiário é pago para ficar na cadeia. Não sabem que em qualquer país do mundo civilizado, filhos e dependentes de criminosos são considerados inocentes. Tão pouco sabem que há um teto máximo para o pagamento do auxílio, independentemente de quanto tenha contribuído o trabalhador.
Ignoram que o recluso não recebe coisa alguma, e somente seus dependentes têm direito ao benefício se o apenado for contribuinte do sistema previdenciário e se o familiar responsável pelo recebimento comprovar a continuidade da contribuição mensal.
Mas se ignoram tudo isso, minhas vizinhas ao menos sabem que: “Estamos vivendo talvez a melhor oportunidade de nos tornarmos uma grande nação.”
Se até elas sabem disso e ainda assim continuam, como sempre fizeram, apontando a atual linha de governo como “a mais corrupta da história do país”, afora “o apedeuta”, ou “a apedeuto”, com que milagre saímos de país de mais alto risco econômico do mundo e chegamos “a melhor oportunidade de nos tornarmos uma grande nação.”?
Entendo bem pouco de providências divinas, mas logo se me aparentou heresia considerar que por ser brasileiro o bom Deus, com tamanhas responsabilidades cósmicas por bilhões de galáxias, se desse ao desfrute de mexer seus pausinhos só pro Brasil, enfim, ficar bem na fita em meio às falências das mais sólidas economias deste mundo capitalista. Além de que, convenhamos: ainda que brasileiro até a década passada Deus nunca se demonstrou muito patriota.
Aí, conforme fiz notar às vizinhas, através das minhas parcas informações sobre a Santíssima Trindade pude chegar sozinho à uma conclusão. Decididamente foi o Espírito Santo!
Só pode ter sido o Espírito Santo, pois ainda outro dia o companheiro Plínio de Arruda Sampaio acusou o governo por basear todo o sucesso da economia brasileira em “commoditeis” (tal como agora é chamado o antigo “produto primário”) e com isso pautou toda a mídia. Até o Carlos Augusto Sardenberg teve de preparar às pressas aqueles seus graficozinhos para demonstrar que os “commoditeis” são a salvação da lavoura e a Mirian Leitão já evocou praga na soja para uma irreversível falência brasileira. A Miriam só faltou babar, se é que não o fez fora das câmeras.
Tudo gente de pouca fé e religião. Commoditeis coisa alguma! É conforme revelaram as minhas vizinhas e o Miguel do Rosário, do Blog Óleo do Diabo (eita embate esotérico!), comprova no gráfico abaixo mostrando que desde 2003 o Espírito Santo emprenhou o Brasil!
http://4.bp.blogspot.com/-ld4mk25vLZQ/TihqYrBLMKI/AAAAAAAAF5I/1ef7H2C12oI/s1600/export_manufaturados.JPG
Raul Longo
Apto - janela5.jpe
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| Peruas Veraneios com chapas 'frias' eram a marca registrada dos órgãos de repressão |
"O caso não tem essa gravidade. Juízes, promotores e advogados convivem a vida toda", disse Nelson Calandra, da Associação dos Magistrados Brasileiros, repetindo a ladainha dos políticos acusados de corrupção: "todo mundo faz igual".
Eu era obrigado a noticiar com destaque e muitas fotos tal absurdo, para despertar nos não convidados a vontade de fazerem por merecer o convite na vez seguinte. E as associações de médicos também nada viam de errado em tal prática.
SOBRE O MESMO ASSUNTO, LEIA TAMBÉM:
A GRANDE ESPERANÇA BRANCA
quinta-feira, 21 de julho de 2011
JOBIM E AS FRONTEIRAS
Laerte Braga
A presidente Dilma Roussef mostra claro repúdio à corrupção no Ministério dos Transportes. A reação dos dirigentes do PR (na verdade PP – PARTIDO DOS PASTORES) ameaçando retaliações na base aliada dá o tamanho das dificuldades de qualquer governo que se pretenda do centro para a esquerda (mas só do que se pretenda) em se tratando de Poder Legislativo. A “necessidade” de coalizações com bandidos do PR...
... E do PMDB. Se Dilma mostra força contra a corrupção o mesmo tipo de atitude não existe em relação ao ministro e um dos “donos” do governo, Nelson Jobim. O ministro da Defesa (ligado ao Departamento de Estado dos EUA, funcionário de potência estrangeira) quer um estudo sobre as fronteiras do Brasil com a Colombia, a Bolívia e o Paraguai para dar início a um processo de instalação de base norte-americana em território brasileiro, dentro do esquema do PLANO COLÔMBIA.
Ou seja, o Brasil ocupado pelos norte-americanos, o mingau comido pelas beiradas. Jobim manda estudar as fronteiras com três países, opta por “combater o tráfico de drogas” numa área de 30 quilômetros comum a ação de militares brasileiros e colombianos – o alvo principal é a guerrilha – a dança de dois prá lá, dois prá cá, em breve militares dos EUA “combatendo” o tráfico em todos os cantos do País.
Há um consentimento e uma cumplicidade complicada das Forças Armadas brasileiras, ainda colonizadas e dominadas pelos norte-americanos a partir de sua cúpula.
O governo Dilma Roussef opta pelo pragmatismo, mesmo porque a corrupção no Ministério dos Transportes é como a corrupção em si conseqüência do modelo econômico, do capitalismo.
Ouço e leio sobre corruptos, mas não ouço e leio sobre os corruptores, no caso empresas, empreiteiras, todas elas com contratos polpudos com o governo. O que será feito? O esquema tucano de rever os contratos e trazer os custos para o mundo sem propinas e as empresas permanecem, ou seja, o câncer fica por lá, no cerne do organismo? Muda de lugar?
O PMDB tomou conta de Dilma, pior, o PMDB tucano. Jobim e o vice-presidente Michel Temer foram ministros de FHC. Têm claro comprometimento, principalmente Jobim, com potência estrangeira, defendem interesses alheios aos interesses nacionais, mas...
... Brigar com o PR é uma coisa, rende dividendo num governo fraco e sem comando (a presidente é tutelada por tanta gente que vai acabar zonza), o que não significa que corruptos não precisem e não devam ser afastados – se for por isso Jobim também é corrupto –, outra coisa é brigar com a quadrilha tucana que se abriga dentro do PMDB.
Aí, falta a coragem de enfrentar os grandes bandidos. Fica nos pequenos.
O tal pragmatismo da presidente (tecnocracia de viseira absoluta) não passa de entreguismo e vai continuar a ser assim enquanto figuras como Jobim, Moreira Franco e outros corruptos continuarem a ditar ordens.
Tipo sentido, ordinário, marche. Marcha em direção a cair de joelhos diante de interesses militares e políticos de norte-americanos. Já planejam a entrega da PETROBRAS para mais a frente.
O PT? Existe ainda como partido de esquerda? Que esquerda? Desde quando peleguismo virou esquerda? Exceto os que teimam em sobreviver e perseguir a história do partido. São muitos na base e militantes antigos, o resto se abriga e aninha atrás de mesas com telefone, secretária, clips, carimbo e placa de autoridade em qualquer coisa, tudo no largo espectro do Estado. Chapa branca da cúpula de “consultores”.
A manobra de um político com experiência em trair seu país, em aceitar trabalhar para potência estrangeira, vender mesmo é típico dele desde quando se declarou “líder do governo no STF – era pré Gilmar Mendes – no processo de privatização, entre eles o da VALE com largo destaque.
Jobim é um tumor cuja única alternativa ao governo Dilma é cortar. Caso contrário se espalha por todo o organismo governamental e isso está acontecendo.
O governo colombiano, sistematicamente desde antanhos, é condenado por organizações internacionais de direitos humanos por crimes hediondos, contra a humanidade e por ligações com o tráfico de drogas.
Os verdadeiros chefes dos cartéis de drogas não estão instalados nas favelas (onde a maioria esmagadora das pessoas é decente e não tem parceria com o governador Sérgio Cabral, outro pilantra do PMDB, nem com o escritório de sua ex para legalizar casas padrão Luciano Huck ilegais), nem passando com vídeos amadores nas barbas da Polícia Federal, do Exército, dos fiscais da Receita na fronteira com o Paraguai, na ponte da Amizade.
Estão no governo colombiano, até o Departamento de Combate ao Tráfico dos EUA já denunciou esse fato, mas preferiram ignorá-lo, transformar a verdade em biombo, o trafico de drogas, para a ocupação militar de países da América do Sul pelos norte-americanos. Controle do petróleo, da água e do nióbio entre outros minerais.
E não foi por outra razão que Jobim disse no aniversário de FHC que estavam cercados de “idiotas”. À época se cobrou do ministro uma explicação sobre o sentido que queria emprestar à palavra.
É bem possível que na lista de tais esteja a presidente. Ou então cegueira absoluta. Não enxerga um palmo adiante do nariz.
O tal estudo que Jobim encomendou se presta à entrega de território brasileiro a militares norte-americanos com esse pretexto, o combate ao tráfico de drogas. E o fez ao Itamaraty de onde Dilma afastou – do comando – tanto o chanceler Celso Amorim, como o ministro e embaixador Samuel Pinheiro Guimarães.
Documentos revelados pelo WIKILEAKS mostram Jobim de joelhos diante do embaixador dos EUA dizendo que tanto Amorim, como Samuel Pinheiro Guimarães eram anti-norte-americanos e, logo, “obstáculos” à recolonização do Brasil. Agora a sede é em Washington, não mais em Lisboa.
Brigar com bandidos de baixo coturno do PR é uma coisa. Brigar com bandidos de alto coturno do PMDB/tucano é outra coisa. E aí está faltando presidente, sobrando fracasso e falta de rumo.
Vem aí mudança na grade curricular. Sai o português, ou vira facultativo, entra a nova língua mater, o inglês. Jobim dá a aula inaugural com ampla cobertura da GLOBO. Anthony Patriot e Moreira Franco ficam na primeira fila batendo palmas.
É sopa de pedra ao qual acrescentam o latifúndio, indispensável a esse processo de entrega.
Racine, amigo dos artistas - Portal Vermelho
Racine, amigo dos artistas
Urariano Mota *
Lembro de um domingo de carnaval em que Racine, médico famoso e violonista do Recife, juntou a melhor e maior gangue de violões para confraternizar com Luís Nassif. Fomos todos recebidos como príncipes na casa de Racine, um apartamento amplo, que para a minha ignorância eram três: o de baixo, o de cima e o mais alto, com direito a piscina. Lá, no piso de cima, entre uísques muitos, que eu vi os outros beberem, que eu vi até onde pude vê-los, aconteceram coisas inacreditáveis. Entre as muitas, estava Geraldo Azevedo, acompanhado por sua linda filha, calado e em silêncio por mais de duas horas, esperando a vez de tocar. Eu bebia e perguntava à minha mulher: “aquele é mesmo Geraldo Azevedo?” Ela me respondia: “Fale baixo. Você não pode beber, que inconveniência”. Mas era mesmo Geraldo, podemos ver, que na sua vez deu um show imperdível, gratuito, de pura camaradagem, a cantar a Menina do Lido, Dia Branco, Quando fevereiro chegar...Em outro lugar estava Samir Abou Hana, apresentador de rádio e televisão, louco para cantar Nelson Gonçalves, o que lhe foi afinal concedido, porque a casa é democrática. Mas o mais espantoso não era Samir cantando Nelson à sua maneira de cantar, rouco e sentido. O espantoso era um senhor que, a seu lado, ficava a lhe soprar os versos, enquanto Samir esticava com voz de baixo, sem extensão, coitado, mas esticava a frase, à espera do que o ponto de teatro lhe soprasse. Quem seria o bom homem que cobria os vagos de memória de Samir? Nada mais, nada menos que Doutor Agrimar, dono de laboratórios de imagens em Pernambuco.
Em outro ponto, em outro lugar estava Lalão, a andar impaciente pela grande sala, com um cigarro no bico, com seu físico nada suave de atleta estivador do cais. Eu lhe perguntei, pois eu estava muito inconveniente: “Vai tocar, Lalão?”. E ele: “Se me chamarem, eu vou”. E seus dedos de tarado por cordas agitavam-se. Então fui ao dono da casa e, com a maior das inconveniências, interrompendo-o no solo de violão que ele fazia como poucos, eu lhe murmurei que Lalão queria tocar. “Ah, certo”, ele respondeu. E, com superior educação, acabou o seu número e cedeu o próprio lugar para o estivador mais sublime do Recife. Para quê? Vocês conhecem a lenda do Uirapuru? Se conhecem, podem imaginar: Lalão, quando toca, toda a constelação de violonistas silencia a ouvi-lo. Na verdade, ouvi-los: porque ele dá um concerto de violonistas, sola e se acompanha ao mesmo tempo com uma velocidade e profusão de acordes tamanhos, que só sabemos existir um só violão porque estamos vendo-o. Ou vendo-os.
No fim, lá pro fim da noite, apareceram Marco César e Henrique Annes, e na sala de poucos resistentes ficaram a dialogar entre cordas, como se fossem meninos grandes com seus brinquedos favoritos, ou como adultos em comunhão a se confidenciarem histórias que antes não sabíamos. Que espetáculo! Henrique, o maior nome do violão hoje em Pernambuco, num brevíssimo intervalo olhava para um lado, para o outro, para saber se a sua mulher havia saído. Confirmado, bebia rápido, à caubói, uma dose larga de uísque. E com a garganta assim temperada, falava em voz alta: “Eu não posso beber, por causa do remédio”. Isso com a cara mais séria e pura de menino do Brasil. Quem não virava cúmplice?
No fim da noite, a voltar para casa ainda em estado de êxtase, a repassar todas as minhas inconveniências, senti que a maior eu não fizera. Por que Racine é tão amado pelos músicos do Recife? Por que ele é a ponte para excelentes músicos da cidade? Será que é pela recepção, pela mesa farta e sem medidas, que ele tem um prazer imenso em dividir? Talvez, mas só um pouquinho. Ou melhor, não. Ali estavam músicos que não precisavam estar, tocando de graça, quando poderiam ficar em descanso em casa até o próximo show. Então por quê? Seria porque Racine, otorrino de renome, atende a preço módico ou a preço nenhum os artistas, porque é do ramo e sabe que arte e grana nunca rimam nem se encontram? Talvez, mas só um pouquinho. Ou será, de modo mais simples, porque os artistas do Recife sabem que têm nele um igual, um amigo, para todas as horas, grandes e pequenas, boas e tristes ? Penso que é isso. Penso, mas não tenho a certeza.
Estou até hoje sem saber. Como me arrependo de não ter sido mais inconveniente. Na próxima vez, juro que ele não me escapa.
* Autor de “Os Corações Futuristas” e de “Soledad no Recife”, que recria os últimos dias de Soledad Barrett, mulher do Cabo Anselmo, executada por Fleury com o auxílio do traidor.
O “complexo Deus” da modernidade
O “complexo Deus” da modernidade
“Com as armas atômicas, biológicas e químicas construídas, nos demos conta de que não precisamos de Deus para concretizar o Apocalipse”
| por Leonardo Boff 17/07/2011 08:00 Colunistas 3 Comentários |
A crise atual não é apenas de escassez crescente de recursos e de serviços naturais. É fundamentalmente a crise de um tipo de civilização que colocou o ser humano como “senhor e dono” da natureza (Descartes). Esta, para ele, é sem espírito e sem propósito e, por isso, ele pode fazer com ela o que quiser.
Segundo o fundador do paradigma moderno da tecnociência, Francis Bacon, cabe ao ser humano torturá-la, como o fazem os esbirros da Inquisição, até que ela entregue todos os seus segredos. Dessa atitude derivou uma relação de agressão e de verdadeira guerra contra a natureza selvagem que devia ser dominada e “civilizada”. Surgiu também a projeção arrogante do ser humano como o “Deus” que tudo domina e organiza .
Devemos reconhecer que o Cristianismo ajudou a legitimar e a reforçar essa compreensão. O Gênesis diz claramente: “Enchei a Terra e sujeitai-a e dominai sobre tudo o que vive e se move sobre ela”(1,28). Depois se afirma que o ser humano foi feito “à imagem e semelhança de Deus”(Gn 1,26). O sentido bíblico desta expressão é: o ser humano é lugar-tenente de Deus e como Este é o senhor do universo, o ser humano é senhor da Terra. Ele goza de uma dignidade que é só dele, o de estar acima dos demais seres. Daí se gerou o antropocentrismo, uma das causas da crise ecológica. Por fim, o estrito monoteísmo retirou o caráter sagrado de todas as coisas e o concentrou só em Deus. O mundo, não possuindo nada de sagrado, não precisa ser respeitado. Podemos moldá-lo ao nosso bel-prazer. A moderna civilização da tecnociência encheu todos os espaços com seus aparatos e pôde penetrar no coração da matéria, da vida e do universo. Tudo vinha envolto pela aura do “progresso”, uma espécie de resgate do paraiso das delícias, outrora perdido, mas agora reconstruído e oferecido a todos.
Essa visão gloriosa começou a ruir no século XX com as duas guerras mundiais e outras coloniais que vitimaram duzentos milhões de pessoas. Quando se perpetrou o maior ato terrorista da história, as bombas atômicas lançadas sobre o Japão pelo exército norte-americano, que matou milhares de pessoas e devastou a natureza, a humanidade levou um susto do qual não se refez até hoje. Com as armas atômicas, biológicas e químicas construídas depois, nos demos conta de que não precisamos de Deus para concretizar o Apocalipse.
Não somos Deus, e querer ser “Deus” nos leva à loucura. A idéia do homem como “Deus” se transformou num pesadelo. Mas ele se esconde ainda atrás do “tina” (“there is no alternative”) neoliberal: “Não há alternativa, este mundo é definitivo”. Ridículo. Demo-nos conta de que “o saber como poder”(Bacon), quando feito sem consciência e sem limites éticos, pode nos autodestruir. Que poder temos sobre a natureza? Quem domina um tsunami? Quem controla o vulcão chileno Puyehe? Quem freia a fúria das enchentes nas cidades serranas do Rio? Quem impede o efeito letal das partículas atômicas do urânio, do césio e de outras liberadas, pelas catástrofes de Chernobyl e de Fukushima? Como disse Heidegger em sua última entrevista ao Der Spiegel: “Só um Deus nos poderá salvar”.
Temos que nos aceitar como simples criaturas junto com todas as demais da comunidade de vida. Temos a mesma origem comum: o pó da Terra. Não somos a coroa da criação, mas um elo da correnta da vida, com uma diferença, a de sermos conscientes e com a missão de “guardar e de cuidar do jardim do Eden”(Gn 2,15), quer dizer, de manter a condições de sustentabilidade de todos os ecossistemas que compõem a Terra.
Se partimos da Bíblia para legitimar a dominação da Terra, temos que voltar a ela para aprender a respeitá-la e a cuidá-la. A Terra gerou a todos. Deus ordenou: “Que a Terra produza seres vivos, segundo sua espécie”(Gn 1,24). Ela, portanto, não é inerte, é geradora e é mãe. A aliança de Deus não é apenas com os seres humanos. Depois do tsunami do dilúvio, Deus refez a aliança “com a nossa descendência e com todos os seres vivos”(Gn 9,10). Sem eles, somos uma familia desfalcada.
A história mostra que a arrogância de “ser Deus”, sem nunca poder sê-lo, só nos traz desgraças. Baste-nos ser simples criaturas com a missão de cuidar e respeitar a Mãe Terra.
Exemplo Codigo Florestal e Rodovia do Contorno: A COMPRA Imoral das Multinacionais de POLITICOS brasileiros.
Exemplo Codigo Florestal e Rodovia do Contorno: A COMPRA Imoral das Multinacionais de POLITICOS brasileiros.
Sobre o Código Florestal, Como Foi votado e Porque foi votado . ELES GANHARAM PARA ISTO:
ATENÇÃO para as 'revelações do Codigo Florestal : https://centrodeestudosamb

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| Arquivo Seculo Diario http://www.seculodiario.com.br/exibir_not.asp?id=14612 |
DOCUMENTAÇÃO COMPLETA sobre FURNAS e a compra de Políticos no Brasil: http://oblogdoabelha.blogspot.com/2011/02/furnas-e-o-fim-do-fisiologismo-pregado.html


Os oito últimos anos do 'senador camata' e a quem ele serviu. Quem poderá falar que ele é 'traidor?'
terça-feira, 19 de julho de 2011
Agenda para um espanhol indignado
Agenda para um espanhol indignado
Ele se indigna no lugar da nossa juventude, com um país carcomido pelos hábitos corruptores da velha politica populista e patrimonialista. Aderiu ao Cansei.
Dá pena. Ele não entende nem o nosso país, nem o dele. Acha que os jovens se indignam com a corrupção, na forma que a velha mídia a trata, como mercadoria de denúncia contra o Estado, a política, os governos, etc. etc.
Se comparasse a situação do seu país e do nosso poderia entender bem um ou até mesmo os dois países. Sugerimos uma agenda para sua visão obnubilada.
Por que não compara a popularidade do Zapatero com a do Lula? Por que será que um é enxotado – até mesmo por editorial do seu jornal, chegado ao PSOE, que diz que se ele quer fazer algo de vem pra Espanha, deve ir embora imediatamente – e o outro saiu do governo com 87% de popularidade e 4% de rejeição, mesmo tendo toda a mídia contra? O que é indignante: ter Zapatero como dirigente máximo do país ou a Lula?
Não lhe indigna saber que o seu país, que foi colonizador, se apropriando das riquezas produzidas pelos escravos neste país, que continua a explorar mediante os grandes bancos, petroleiras, companhias de telecomunicação a este continente, se encontra, há já quase 4 anos em crise. Enquanto nós, explorados, dominados, submetidos aos organismos internacionais que vocês apoiam, saímos a quase três anos da crise. Não lhe indigna isso?
Não lhe indigna que aqui todos os imigrantes podem se legalizar e ser tratados com igualdade de direitos, enquanto no seu país semanalmente chegam embarcações com centenas de pessoas provenientes da África – que vocês ajudaram a espoliar -, vários deles já mortos, e são presos e devolvidos a seu continente de origem, tratados como seres inferiores, rejeitados, humilhados e ofendidos?
Não lhe indigna que aqui, com muito menor quantidade de recursos, estamos próximos do pleno emprego, enquanto no seu país o desemprego bate recordes, chega a praticamente 50% para os jovens? Em condições que as elites ricas esbanjam dinheiro pelo mundo afora? Não lhe indigna isso?
Daria para continuar falando muito mais. Se lhe indignassem essas coisas, teria saído com os jovens espanhóis que continuam a ocupar ruas e praças, indignados, eles sim, com tudo isso que passa no seu país. Eles defendem os imigrantes, os desempregados, todos vítimas principais do governo que seu jornal apoiou até ontem.
Não lhe indigna que Lula seja um líder mundial, que vá à África propor medidas de luta contra a fome, enquanto o seu país rejeita os africanos e continua a explorar os recursos daquele continente?
Creio que, no fundo, o que indigna ao jornalista espanhol é que seu país perdeu a competição para sediar os Jogos Olímpicos, derrota com que não se conforma, então tenta desvalorizar o Rio e o Brasil, com denúncias reiteradas e multiplicadas sobre problemas de insegurança pública, de atraso nas obras da Copa e das Olimpíadas.
O que indigna é sua incapacidade de não compreender nem o seu país, nem o país sobre o qual ele deveria fazer cobertura que permitisse que os leitores compreendessem o Brasil. Mas ele não compreende sequer o seu país, como vai compreender o nosso?
É indignante realmente. Estivesse na Espanha, estaria com os jovens indignados, contra um governo como o que tem eles, com uma mídia como a que tem eles.
QUERO UMA DITADURA DESTA NO BRASIL? Cuba entregou cerca de 70% Dde terras ociosas aos agricultores |

segunda-feira, 18 de julho de 2011
COMO ELE ( el rei) é cara de pau.
Ao se aproximar do PSDB, Hartung
mexe mais uma vez no tabuleiro de 2012
Renata Oliveira
Foto capa: Arquivo SD
Repórter que denunciou ‘grampos’ em jornais de Murdoch aparece morto
A News International encerrou, na semana passada, a história centenária do News of the World depois do agravamento de escândalo das escutas. Funcionários do jornal foram acusados de interceptara última década as ligações de até 4 mil pessoas, incluindo políticos, famosos e até uma menor assassinada e familiares de vítimas de atentados.











