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sábado, 2 de julho de 2011

DILMA, DEMITA O JOBIM!

O motivo certo para demitir Nelson Jobim é o mesmíssimo pelo qual ele jamais deveria ter sido confirmado no posto em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o colocou, na pior de todas as suas escolhas ministeriais: Jobim nunca se comportou como um verdadeiro ministro da Defesa, a quem cabe dar voz de comando às Forças Armadas.

Pelo contrário, seu papel foi o de porta-ultimatos dos fardados no Ministério. Toda vez em que alguém pensou em apurar seriamente as atrocidades perpetradas pela ditadura militar, Jobim fez alarmismo com as ameaças da caserna, conseguindo frustrar as iniciativas dos Genros e Vannuchis.

O pior é que tais ameaças não passavam de blefes: os  gorilas  comprometidos com o festival de horrores dos  anos de chumbo  são vistos como relíquias do passado e não têm, nem de longe, o apoio da tropa para novas quarteladas.

Aliás, não se derruba governo brasileiro sem o sinal verde dos EUA e dos grandes capitalistas, que estão se lixando para eventuais punições a Ustras e Curiós. Enquanto o Brasil continuar rezando pela cartilha do capitalismo globalizado, não verão motivo para aventuras institucionais. É simples assim.

Essa gente não troca o certo pelo incerto, como aprenderam os  cansadinhos  e as aves de mau agouro (aqueles tucanos que têm passado de esquerda, mas apostaram num voo cego para a direita como forma de conquistar o poder... acabando por quebrar o bico e a cara).

No fundo, Jobim pertencia mesmo, de corpo e alma, ao Ministério do FHC. Nele não destoariam suas ridículas exposições públicas em uniforme de campanha, qual garotinho deslumbrado a sonhar com o  marcha-soldado-cabeça-de-papel...

Então, já passou do tempo da presidente Dilma Rousseff lembrar-lhe que porta da rua é serventia da casa. Sua última incontinência verbal, espero e torço, será a gota d'água a entornar o copo.

Mesmo porque, se lhe causam tanto asco os  idiotas  com os quais ele está convivendo no governo  da Dilma, o sentimento é recíproco, pelo menos por parte de quem ainda se mantém fiel aos valores originais do PT.  A estes, decerto, repugnam os quintas-colunas e as  viúvas da ditadura.

E não dá para acreditarmos que ele verdadeiramente se referia aos idiotas dos jornalistas. Trata-se, claro, de uma saída pela tangente idêntica à do Jair Bolsonaro, que optou pelo mal menor, preferindo ser acusado de homofobia que de racismo.

Ainda assim, todos os jornalistas que não se veem como idiotas e têm vergonha na cara deveriam engrossar o coro de Dilma, demita o Jobim!


Obs.: há muito circulam rumores da saída de Jobim do Ministério no meio do ano. Cheguei até a levantar a hipótese de que José Genoíno estivesse sendo preparado para o suceder. Então, é bem provável que as farpas em seu discurso louvaminhas a FHC tenham visado exatamente provocar as reações que lhe permitissem deixar o cargo atirando, com pose de injustiçado e perseguido...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

JOBIM ESTÁ FAZENDO O QUE NA NAU SEM RUMO DE DILMA?

JOBIM ESTÁ FAZENDO O QUE NA NAU SEM RUMO DE DILMA?


Laerte Braga


A idéia de nomear Nelson Jobim para o Ministério da Defesa foi do próprio Lula e ainda no governo Lula. As tais concessões para a governabilidade, um nome palatável para os militares, que a julgar pelo parecer da AGU – ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO – que os isenta de punição por tortura, estupros, assassinatos durante a ditadura militar, continuam como avalistas do arremedo de democracia que temos.

Toda aquela história de aliar-se ao PMDB para neutralizar tucanos e permitir avanços aqui e ali começa a desmanchar-se na falta de rumos do governo Dilma Roussef, uma presidente perdida em meio ao volume de carimbos e caixas de clips em sua mesa. Até Olívio Dutra que por ser honesto e digno, viver do seu trabalho depois de ter sido deputado, prefeito, governador e ministro, virou bocó e “está é querendo aparecer”.

PT e PMDB neste momento somam-se ao PSDB no que há de mais perigoso para o Brasil (o que não significa todos os petistas, existem aqueles que vivem o primeiro momento, o do desencanto, a perplexidade). Uma aliança espúria onde figuras como Nelson Jobim e Moreira Franco participam do governo e Michel Temer abre um largo sorriso ao ouvir os versos e loas do ministro da Defesa ao ex-presidente Fernando Henrique.

O fato aconteceu numa solenidade onde se comemorava os oitenta anos do principal agente norte-americano no Brasil, FHC, evento onde José Serra (que deu um chega para lá em Alckimin e assumiu de novo o governo de São Paulo) baixou a borduna no governo.

Se tivesse caráter, não tem, é um trêfego, Jobim sairia da festa e entregaria seu pedido de demissão. Vai ser duro afastar o homem. Primeiro porque Dilma não tem estatura política para isso, é menor que o cargo que ocupa, segundo porque o PT chafurda-se – por seu comando que, curiosamente é formado pelas mesmas pessoas que o fundaram – na festa de fantasias que é o atual governo. Baile de máscaras.

Nelson Jobim foi designado ministro da Justiça no governo de FHC para comandar o trágico processo de privatização do País. A reação de setores do Judiciário, concentrada na juíza (hoje desembargadora) Salete Macolóes, que ia desmanchando por medidas liminares as trapaças no caso da venda da VALE, os riscos de derrota no STF – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – levaram o então presidente a nomeá-lo para a corte suprema.

Ao assumir a magistratura, em seu discurso de posse, Nelson Jobim mostrou o tamanho de sua dignidade – invisível, pois não existe. Declarou-se “líder do governo na Casa. Uma das primeiras providências tomadas foi ao arrepio da lei afastar a juíza Salete Macalóes do feito em torno da VALE e arranjar um juiz dócil e “compreensível”.

Na segunda metade do governo Lula, segundo mandato, o ex-presidente entendeu de buscar Jobim para o Ministério da Defesa. Documentos já públicos do WIKILEALEKS mostram que Jobim era um dos interlocutores preferidos do embaixador dos EUA no Brasil e foi ele quem advertiu o diplomata sobre o “antiamericanismo” do chanceler de Lula, Celso Amorim e do ministro chefe da Secretaria Nacional de Assuntos Estratégicos Samuel Pinheiro Guimarães.

Dilma tomou posse e Jobim continuou ministro da Defesa (Defesa dos EUA e seus interesses), colocou o corrupto Moreira Franco no lugar de Samuel Pinheiro Guimarães e nomeou Anthony Patriot (supostamente diplomata brasileiro) para o lugar de Celso Amorim (que no ano de 2010 foi escolhido um dos dez mais importantes formuladores de política externa em todo o mundo).

Vai fazer o que agora, falo da presidente, depois de Jobim ter dito na festa de FHC que neste momento tem que “agüentar alguns idiotas”?

A impressão que tenho é que Dilma quando leu Lênine, se é que leu, o fez na versão “traduzida” por operadores de Wall Street com notas e comentários de George Walker Bush, Barack Obama e Hilary Clinton. Leu de cabeça para baixo.

Começou a privatizar aeroportos, portos, ameaça privatizar a frota nacional de petroleiros (por enquanto suspendeu o consórcio BRADESCO/SANTANDER articulado por Palocci, isso devido à repercussão negativa), vai financiar a fusão CARREFOUR/PÃO DE AÇÚCAR via BNDES, escancara o País para o agronegócio, não percebe a perspectiva de uma grave crise que se delineia na América Latina com a doença do presidente da Venezuela Hugo Chávez.

O risco, só o risco de Chávez ter que se afastar do governo de seu país, coloca um outro risco maior, o de um avanço sem tamanho dos norte-americanos e suas tropas de banqueiros, empresários (falidos e devedores) para os costumeiros saques/pirataria que praticam historicamente nesta parte do mundo. Consideram quintal e Patriot está pronto para recebê-los, Jobim vai receber a cruz de prata (mais alta condecoração do império terrorista).

O Brasil some na poeira do “capitalismo a brasileira” que Lula inventou – a definição é de Ivan Pinheiro, secretário geral do PCB – dilui-se em figuras como Nelson Jobim e no sorriso cínico de Michel Temer – o presidente de fato.

Só nesses seis primeiros meses de governo a política econômica de Dilma transferiu recursos astronômicos a bancos, 45% da receita orçamentária do Brasil vai pagar juros da dívida interna pública, cada vez mais atraentes, graças aos constantes aumentos da taxa via COPOM – CONSELHO DE POLÍTICA MONETÁRIA – um consórcio formado por banqueiros. Raposas tomando conta do galinheiro.

A nau de Dilma está sem rumo e o PT por sua cúpula e o bando de robôs chapa branca naufraga na adoração de figuras execráveis que jogaram o passado no lixo e segundo Jobim são “idiotas” a serem aturados.

Entrega-se a banda larga – fundamental ao processo de democratização das comunicações – às chamadas teles (campeãs de vigarismo no mundo do capitalismo). Não foi por outra razão que José Serra saiu da Transilvânia, reassumiu o governo de São Paulo (Alckimin é fantoche) e FHC posa de estadista.

A faixa presidencial de Dilma Roussef é visível, faz parte do processo de retratos da presidente nas repartições públicas, a de Michel Temer, Jobim, toda a corja tucana, está guardadinha, mas é a que manda e determina.

Ou conserta o leme da nau, ou continuamos rumo ao passado. Entreposto do capital internacional, produtor de matérias primas (sobretudo o agronegócio) e voltamos ao berço esplêndido.

Os militares, no parecer da AGU estão isentos de sanções por todas as barbaridades que cometeram.

Continuam sendo os grandes fantasmas da democracia. Por baixo do uniforme da imensa maioria, aquela bandeirinha norte-americana que mariners carregam nas mangas de suas camisas.

Ou Jobim sai, ou então o velho slogan de 1964, que precedeu o golpe – “chega de intermediários, Lincoln Gordon presidente” – vira “para que norte-americanos que falam português fluentemente se temos FHC e agora Jobim?”

Quem cunhou a expressão “chega de intermediários, Lincoln Gordon presidente”, foi o jornalista Hélio Fernandes, fica o registro.

Não vale reunir os “consultores do PT” e nem colocar a culpa no caráter e na dignidade de Olívio Dutra, isso é coisa de quem sobreviveu com anencefalia e acha que tudo se resolve numa rodada de chope.

E muito menos culpar a “esquerda” não petista. Soa como sermão de Edir Macedo.

Estão é trocando ouro por bugigangas.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Governo fecha questão: Teremos banda larga 3 vezes mais cara e subordinada as teles. DESOBEDIENCIA CIVIL Já, Protestemos

DESOBEDIENCIA CIVIL EM MASSA , JÁ! 

A partir desta informação:

Teles fecham acordo com governo para banda larga popular "- 13 horas atrás"

Depois de muita queda de braço, as empresas de telefonia assinarão um termo de compromisso para que os brasileiros tenham internet de 1 mega a R$ 35 no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL)http://br.noticias.yahoo.com/fechado-acordo-banda-larga-popular-025300630.html 
 
Vimos  colocar que : 
agora a luta tem que ser mais forte e nós, o POVO, sociedade civil enganada e lesada,  temos que saber Porque na calada da noite, o governo fechou o acordo com multinacionais, para   uma banda larga 3 VEZES mais cara e ainda controlada pelas MULTINACIONAIS, as TELE OPERADORAS. 
 
BOTARAM A MAO NO DINHEIRO DO POVO?
Bora PROTESTAR EM MASSA, dar um basta nesta impunidade e opressao:


A PROPOSTA que  segue escrita antes da confirmação da ENTREGA DA BANDA LARGA AS TELES OPERADORAS :
 Compas, sabemos que o Projeto Banda Larga está quase que entregue as Teles
. É necessário uma grande pressão junto ao governo. O ultimo pronunciamento do ministro Paulo Bernardo, feito no II Encontro Nacional de Blogueiros, referente a este assuntofoi quase confirmando que será a banda Larga entregue as teles, o que foi alvo de críticas dentro do próprio evento. Defendeu a entrega às teles em contraponto ao que anteriormente havia dito, no mesmo encontro e no mesmo dia o ex-presidente Lula, falou que BANDA LARGA É PARA TODOS e que a ONU considerou DIREITO FUNDAMENTAL DOS POVOS. .Mas sabemos tb. ser luta que ela tenha autonomia cidada. SEJA DO POVO.

A Proposta do Governo é de entregar a TELES , empresas multinacionais e fiscalizadora o que é DIREITO DO POVO e ainda a um custo mensal para o consumidor de 35 reais por mês.
A Banda Larga popular ( COM AUTOMIA POPULAR/PUBLICA de fato), dificulta a censura que querem impor, possibilita às comunidades se organizarem em todos os sentidos e principalmente discutir suas realidades longe da influência da grande mídia, ou com menor impacto, enfim, abre caminho, a Banda Larga popular para um grande avenida de democratização nas comunicações e de Organização social, protagonismo cidadão e Formação via cursos a distancia..
A Proposta que temos é:
Que o POVO seja dono de sua própria antena a custo Maximo mensal de 12 reais mês, . e totalmente independente de governos e teles /empresas. Seremos cada um donos de seu ponto.

ComoCONSEGUIREMOS ISTO?
O link abaixo, explica tudo pormenorizado : http://www.bemestarbrasil.org.br/images/ComDig.pdf
Variações podem ocorrer de acordo com o local onde será instalado a torre e a viabilidade técnica de se ter o link de internet no mesmo ponto onde a torre está ok.
Ou noutra linguagem ( de leiga que sou) http://juntosomos-fortes.blogspot.com/2010/09/empoderamento-popular-via-internet.html

Então vamos desenhar”
Uma comunidade x, tem 500 familias desejosas de ter acesso a INTERNET BANDA LARGA
Então compra-se material para instalar uma antena com capacidade de atender a até 500 pontos ( famílias) num raio de 3 km com custo único em torno de 9 mil reais
1 x 9 mil reais / 500 pontos ( famílias) = Cada ponto deverá pagar uma taxa única para obter a antena de 18 a 20 reais no Maximo
Depois mensalmente , cada ponto deverá pagar um link que rateado MENSALMENTE entre os pontos instalados deverá sair ao custo máximo de 12 reais por mês.
Alem de que , Universidades já se disponibilizam a fazer convênios gratuitos com comunidades para promover a distancia cursos diversos ( desde alfabetização a criação de cooperativas de trabalhos...) fora que cada link ( antena)terá um um portal promovendo assim condições de mobilização e organização social dentre os moradores desta comunidade bem como a oportunidade de formação gratuita via cursos e convenios e informação da comunidade onde os 500 pontos estarao distribuidos.

DEVEMOS NOS PERGUNTAR:

O PORQUE PAGAR MAIS CARO, segundo a proposta do governo, que quer nos impor a dependencia das Teles? Que faz um governo querer impor uma banda Larga a 35 reais , vinculada a multinacionais se podemos ser donos de nossa a um custo pelo menos 3 vezes mais baixo?
Precisamos desmanchar o esquema Paulo Bernardo e teles se quisermos de fato que a rede mundial de computadores continue ser um instrumento livre das pressões dos donos do poder, das elites econômicas.

Ou enfrentamos essa luta, ou vamos perder um setor importante para a preservação da própria soberania nacional.
DESOBEDIENCIA CIVIL EM MASSA, Já

Para mobilizar o POVO informando  URGE  adesoes a este palno:
POR ISTO dentre tantas possibilidades podemos também mobilizar a cultura, para numa data BREVE ( temos pouco tempo para fazer esta pressão)CRIARMOS um final de semana 'tematico', com adesoes culturais onde quem aderir , no final de semana temático, destinará 10% de seu lucro ( vale Show, couvert,bilheteria teatro, cinema...) ou com 10 % do cachê. Explicando que isto poderá ser feito em qq local por grupos culturais previamente combinados , sem que NINGUEM além do PROPRIO ARTISTA esteja em poder da quantia a ser doada, até que junte os cotizadores para a compra do material necessário a antena. Ou seja NINGUEM PEGARA DINHEIRO DE NINGUEM. Alem do que esta forma de adesão fará com que o assunto seja DIVULGADO A MUITOS SIMULTANEAMENTE , vencemos as barreiras da comunicação para fazer esta informação a sociedade. O POVO COM O POVO, trabalhando para o bem estar do POVO

Imagine: num mesmo dia em vários locais o assunto circular pela boca do artista? não vai ter como segurar. Bora divulgar, agregar, juntar mobilizadores e artistas ?, a radio povo ainda é a mais imediata forma de noticiar. O POVO COM O POVO e como antes, a CULTURA DANDO O TOM. que tal?
 
Então Resumindo a proposta é:  
 
  •   Artista e Movimentos Culturais diversos, que semanalmente  apresentam seus trabalhos  em bares, circo, teatro, cinema, ..... e  que aderirem , num dia X( marcaremos em breve), unico, anunciarao que 10% da renda da noite será destinada a aquisição de uma antena de banda Larga para contemplar a 500 familias. Nada mais que isto. SIMPLES assim: O POVO AJUDANDO O POVO e aproveitando o espaço que já existirá ( todia temos bares com musicas ao vivo, apresentações em teatros, bilheteria -sessao) - de cinema, .... o legal: Teremos reaproveitamento de infra estrutura, não colocaremos a mão em grana ( que só será doada pelo artista que aderiu na hora da compra daantena)
    há 4 horas · · 1 pessoa
  • Fernanda Tardin e ainda teremos MULTIPLICADORES da INFORMAÇÃO, neste caso o artista que aderir e estiver se apresentando. Imagine que rapidamente esta informação inacessivel a maioria dos brasileiros, dependendo da adesao de artista , vai de uma vez, em um dia, estilo MULTIRAO DE MULTIPLICAÇÃO DA INFORMAÇÃO, cair na boca do POVO. E aí hermano, o governo que aguente a pressao. Sacou?
 
 

Estarei ao dispor para maiores ou quaisquer explicação, bem como o Marcelo Saldanha também estará
Tels:
Marcelo Saldanha -Marcelo Saldanha
Instituto Bem Estar Brasil - OSCIP
CNPJ : 10.393.140/0001-20
Cel.: 22-8811.8138
Tel.: 22-3211.7943
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Nanda Tardin – 32 91363332
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hasta siempre


quarta-feira, 29 de junho de 2011

“O MELHOR EMPREGO DO MUNDO” - E Elles querem mais


“O MELHOR EMPREGO DO MUNDO”


Laerte Braga


O ex-deputado José Bonifácio Lafaiete Andrada, uma das figuras proeminentes do golpe militar de 1964 (foi presidente da Câmara e líder da ARENA) costumava recomendar a deputados do MDB uma postura mais moderada e ao final de seu receituário dizia mais ou menos o seguinte – “isso aqui é o melhor emprego do mundo. Não tem horário, se ganha bem, tem um monte de vantagens e é só saber manejar as coisas para renovar o contrato a cada quatro anos”.

Referia-se ao “emprego” de deputado federal. Os Andradas, como se sabe, chegaram ao Brasil na frota de Cabral, vale dizer, em navio chapa branca. Uma ou outra exceção, como Martin Francisco. Os dois. O ministro da Fazenda de D. Pedro I e o técnico de futebol campeão espanhol e ao qual se atribui a criação do 4-2-4.

A Federação brasileira é uma balela. Incompleta, inexiste no conceito clássico de estados federados. Tivéssemos aqui a legislação norte-americana, por exemplo, as elites econômicas iam querer um golpe de estado alegando que comunistas estavam no poder.

São elites pré-históricas, no máximo descobriram o garfo e a faca, mas até hoje têm dúvidas sobre se o guardanapo deve ser colocado ao colo ou preso à camisa, ao colarinho.

Entendem de colarinho claro, mas branco, que empesteiam com seu atraso e a corrupção generalizada do modelo político e econômico que montaram desde tempos imemoriais.

Tenho a impressão, não há provas ainda os arqueólogos no futuro terão que resolver esse enigma, que foram as nossas elites que inventaram o tal sapato plataforma para as mulheres e as abotoaduras para os homens.

Mas vai daí que chegamos ao extinto estado do Espírito Santo. Não difere muito de outros onde pontuam elites ferozes e disfarçadas de café com atenção ao dedo mindinho para não deixá-lo saliente e assim não trair a origem (segundo as normas de etiqueta). O fato de ocupar uma área menor – território – acentua o caráter de suas elites (semelhantes a qualquer elite maranhense, ou mineira, ou paulista) e uma particularidade deu projeção nacional àquela extinta unidade federativa.

Hoje é latifúndio de empresas como a ARACRUZ, SAMARCO, CST, etc.

A violência como complemento da corrupção quase plena e absoluta.

O povo é adereço. Induzido a acreditar que amanhã um governador, digamos Paulo Hartung, vá construir um edifício que vai alcançar os céus e ter contato direto com o Criador.

O tijolo, note bem, a unidade, o tijolo, vai custar dezenove reais cada. Imaginem o preço da tal torre de Babel, mas enfim, respirar toda a poluição da grande Vitória é dotar os pulmões do vigor do progresso e do bem estar... Das elites. E em comunhão direta com o Criador? De joelhos meu, agora, cem flexões por pensar besteira sobre essa santidade que governou o estado oito anos.

A casa da família Camata, por exemplo. Na Ilha dos Frades. Uma espécie de paraíso que aos poucos vai sendo privatizado com garantia da Polícia Militar (organização terrorista que garante as elites ali).  Nem com cem mandatos de senador do parceiro de Aécio Neves, e duzentos de deputada de sua consorte. Só com muita mutreta, lógico.

Há um filme clássico com James Stewart, me esqueço sempre o nome, em que agências de pesquisa nos Estados Unidos saem à cata de uma cidade que reflita a média da opinião dos norte-americanos. Custos mais baixos, não haveria necessidade de pesquisar todo o país, ou estado, ou muitas cidades, garantia de bons resultados e uma auditoria vez por outra para não incorrer em eventuais erros no caso de mudança de opinião dessa média de pensamento dos habitantes da tal cidade.

O extinto Espírito Santo pode situar-se como média do comportamento e do pensamento da classe política brasileira, das elites brasileiras. Tem de tudo. Pastor senador que fala que vai renunciar se determinada lei passar, mas não vai renunciar coisa alguma, é cretino por natureza. Governador bandido, governador banana, o anterior e o atual. Deputados estaduais e federais sem caráter algum, na base do quero o meu e uma lata de vinte quilos de presunção em forma de gordura acumulada nos mandatos/negócios com os donos da área que outrora se chamou Espírito Santo.

É só acompanhar. Vamos tomar como exemplo os deputados federais e estaduais, o prefeito de Vitória e o governador do Estado, o atual, além do anterior. Desde o início da vida pública até os dias de hoje. O patrimônio que construíram. Da quitinete à paradisíaca Ilha dos Frades em casas de quarteirão inteiro.

É de fato o “melhor emprego do mundo”.

Que venha o “progresso”. Aquele mundão de máquinas, aquela parafernália toda para explorar a riqueza do extinto Estado e, uma baita banana para o cidadão, conduzido pela mídia (no caso a REDE GAZETA) ao papel de pateta que compra a Torrei Eifell achando que está comprando um poço de petróleo (já foi vendida assim pelo menos duas vezes no início do século passado).

E junta toda uma gangue com siglas que indicam federação de indústrias, de comércio, de progressistas, Lions clube, Rotary, ONGs, cada qual tomando conta dum negócio, dum ponto, duma área, como cada qual se confraternizando no estilo definido por Chico Buarque de Holanda em A ÓPERA DO MALANDRO – banqueiros e donos de bordéis – “como os ricos são felizes.

Dispõem de todo o aparato indispensável a áreas de legalidade. Aparência é tudo. Polícia, justiça, legislativo. Metade do tribunal superior do estado foi presa no ano passado por delitos menores assim me paga que eu solto. 

Nada que seja diferente do desembargador mineiro que ao invés de pagar pensão à ex-esposa arranjou um emprego para a dita no valor da citada pensão no velho tribunal, lógico.

E a coisa rola até que alguém grite e alguma providência seja, aparentemente, tomada.

No caso do extinto Espírito Santo não. Desmatam, saqueiam terras de quilombolas, índios, escravizam trabalhadores, poluem e destroem o ambiente transformando a área em foco de doenças respiratórias e todas outras, chamam isso de progresso e uma vez por ano, que ninguém é de ferro, Paris, Londres, não importa que sejam cidades decadentes, importante é passar pelo Arco do Triunfo e se imaginar um Napoleão ou um De Gaulle.

No duro mesmo, vamos assentar, pensar, analisar, olhar os fatos, verificar a matemática, ou aritmética do tijolo a dezenove reais a unidade e vamos perguntar – “por que Paulo Hartung está solto e Beira-mar preso”? – Já imaginaram o efeito cascata disso? Prefeitos, deputados, vereadores, secretários, desembargadores, etc, etc?

O que Beira-mar fez de pior que Paulo Hartung? Um trafica drogas, outro traficou um estado inteiro transformando-o em latifúndio de empresários corruptos e que não têm nada ver com o Estado, mas com seus interesses.

É preciso pensar no progresso com algo que ou é comum a todos, ou é privilégio.   

Um prefeito de Vitória contemplou um amigo preso com uma vitória numa licitação para compensar a “dor” e o “sofrimento” do “pobre coitado”. Já pensou o cara preso? Roubou, pintou o diabo, mas afinal toma café sem deixar o mindinho levantado e conhece Paris, pô!  Isso é atenuante absolutória!

Aí, pegue todos esses ingredientes e jogue num balde tamanho Brasil. É o mesmo em Minas. No Rio com Sérgio Cabral. Imagine o Maranhão com a quadrilha Sarney?

Olhe, Olívio Dutra foi deputado, prefeito de Porto Alegre, governador do Rio Grande do Sul e vive de sua aposentadoria de funcionário do Banco do Brasil. Nada além do que trabalhou.    

Tem que fazer uma estátua do dito em todas as cidades do País. Mas já ouvi dizer que se trata de um “bobo” que não soube aproveitar.

A corrupção é a doença principal, ou a causa principal da doença? Não, é o modelo.

É fácil comprar mandatos de deputados, senadores, vereadores, prefeitos, governadores, tudo no tal financiamento privado de campanha eleitorais. No Espírito Santo o latifúndio que toma conta do extinto estado fechou porteira quando comprou. Um ou outro conseguiu pular a cerca e se manter incólume. 

Vai um melhor emprego do mundo aí? É só fingir que é democrata e pronto. O resto é sim senhor faremos tudo o que o mestre mandar.

Tem CPI não. Tudo acaba em Lama

Carta de Desfiliação de Vladimir Palmeira

 OBRIGADA COMPANHEIRO, sua coragem é nosso motivo urgente de lutar para resgatar o partido .

Hasta Siempre


28 - Junho - 2011
Vladimir Palmeira - Carta de desligamento do PT

Ao Diretório Municipal do PT-R.J.
Meu caro Alberis,
Venho, por meio desta, me desfilar do PT. Não o faço por divergências políticas fundamentais, embora minha carreira minoritária seja de todos conhecida. Sempre me coloquei mais à esquerda da linha oficial, mas nada que, nas circunstâncias brasileiras, me levasse a deixar o partido.
No entanto, a volta ao partido de Delúbio Soares, justamente expulso no ano de 2005, me impede de continuar nele. Pela questão moral, pela questão política, pela questão orgânica.
Pela questão moral porque é evidente que houve corrupção: Não se pode acreditar que um empresário qualquer começasse a distribuir dinheiro grátis para o partido. Exigiria retribuição, em que esfera fosse. O procurador federal alega que são recursos oriundos de empresas públicas, sendo matéria agora do STF. Mas alguma retribuição seria, ou a ordem do sistema capitalista estaria virada pelo avesso.
Pela questão política porque o PT assumiu um compromisso com a sociedade, quando apareceram as denúncias: o compromisso de punir. E sustentamos que punimos. Punição limitada, na opinião dos petistas do Rio de Janeiro, que por seu DR pediram mais dureza, ao mesmo tempo que apontavam o caminho da Constituinte exclusiva para a reforma política imprescindível. Punição limitada, repito, mas efetiva.
Pela questão orgânica, porque o ex-tesoureiro não só agiu ilegalmente com relação à sociedade, mas violou todas as normas de convivência partidária, ao agir à revelia da Executiva Nacional e do Diretório Nacional.
A volta de Delúbio faz com que todos se pareçam iguais e que, absolvendo-o, o DN esteja, de fato, se absolvendo. Ou, mais propriamente, se condenando, ao deixar transparecer que são todos iguais.
Não creio que o sejam.
Já tinha definido que sairia caso o ex-tesoureiro voltasse. Mas, em primeiro lugar, tive que advertir amigos e companheiros mais próximos, sob pena de lhes causar embaraços. Por outro lado, o governo Dilma entrou em crise, em função das acusações contra Palocci. Sanada a crise, comunicados os companheiros, posso, afinal, lhe entregar esta carta.
Mando um abraço para você e para todos os que, dentro do PT, lutam por uma sociedade mais justa.
Rio de Janeiro, 27 de junho de 2011.
Vladimir Palmeira

Vladimir Palmeira milita na luta popular desde jovem.

Membro de tradicional família alagoana, vem com a família para o Rio de Janeiro em 1951, em função da transferência do pai, Rui Palmeira, então deputado federal pela UDN.
Começa a fazer política estudantil no colégio Mallet Soares, ao participar como delegado aos congressos da AMES - Associação Metropolitana dos Estudantes - no período de 1961 a 1963.
Nesta época, torna-se diretor da revista estudantil Seiva, além de fundar com outros colegas o grêmio da escola, Centro Cívico Olavo Bilac.
Em 1964, passa no vestibular para a Faculdade de Direito da UFRJ, participando das primeiras lutas estudantis da universidade.
No ano seguinte, está presente nas primeiras manifestações de rua contra a ditadura - um protesto em solidariedade aos estudantes dominicanos, diante da invasão americana a este país, e uma caminhada da faculdade até a Central do Brasil, onde se fez um comício contra o regime militar.
Em 1966, Vladimir começa a se destacar como líder de massa e é eleito presidente do CACO - Centro Acadêmico Cândido de Oliveira. Lidera a luta contra o pagamento das anuidades e em defesa do ensino público além de dirigir diversos atos dos estudantes no segundo semestre. Ao lado de Daniel Aarão Reis, vice-presidente do CACO, reorganiza a UME - União Metropolitana dos Estudantes, entidade estadual do antigo estado da Guanabara.
Daniel e Vladimir se juntam à luta dos estudantes do Calabouço, um restaurante que era administrado pela UME e passara a ser controlado pela ditadura, que ameaçava fechá-lo. Os estudantes do Calabouço, cuja maioria era de secundaristas pobres, passariam a ter importante papel nas manifestações de 1968, sob a direção da FUEC - Frente Unida dos Estudantes do Calabouço - tendo o presidente Elinor Brito como maior liderança.
Em função da luta contra o pagamento das anuidades, em 1966, Vladimir é suspenso por um ano da faculdade. Entretanto, neste ano e no seguinte, continuava presente e atuante na UFRJ, apoiando movimentos como a reabertura do Calabouço e os embates travados pelos estudantes da Universidade Rural.
No segundo semestre de 1967, delegado ao congresso da UNE, consegue, com seu grupo, grande vitória para as teses da Guanabara. Porém, eles perdem a disputa pela presidência da entidade, com a derrota de Daniel Aarão Reis para o colega Luiz Travassos, de orientação diversa.

Na sequência, Vladimir é eleito presidente da UME.
Com isso, participa do conselho da UNE que endossa as teses da União Metropolitana dos Estudantes, de centrar a luta estudantil contra a política educacional do governo e unir as questões reivindicatórias e políticas, os movimentos nas ruas e nas escolas.
Em 1968, defende a priorização da luta por mais verbas como a mais importante para o movimento estudantil, contra outras correntes que queriam centrar na tese do não pagamento das anuidades. Deste modo, a luta por mais verbas viria a ter um estrondoso sucesso, que combinada com as lutas no interior das escolas e nas ruas, desembocaria nos confrontos de junho e na famosa Passeata dos Cem Mil, no final do mesmo mês.
Antes disso, Vladimir vivencia um momento muito importante. Apesar dos secundaristas com o apoio da UME, terem reconquistado o Calabouço, em 1967, o restaurante havia sido entregue inacabado pelo governo militar.
Em uma passeata, das inúmeras que os comensais do Calabouço realizavam para a conclusão das obras, em 28 de março de 1968, a polícia mata o estudante Edson Luiz, de 16 anos, causando revolta e comoção popular. No enterro, comparecem dezenas de milhares de estudantes além de padres, freiras, professores, sindicalistas, políticos, intelectuais.
Como presidente da UME, Vladimir lidera os estudantes nas diversas manifestações que seguiriam, como na passeata no 1º de abril, onde os estudantes denunciam a ditadura, sendo reprimidos com violência. Na missa de sétimo dia de Edson Luis, na Igreja da Candelária, a violência é ainda mais animalesca, apesar do esforço dos padres para defender o povo.
Para mostrar que é do governo a responsabilidade pelos conflitos, Vladimir pede autorização à polícia para um comício no Centro do Rio. A licença é dada, mas o cerco policial é enorme e há mesmo tentativas de prisões, o que leva o movimento a dispensar a permissão do regime militar para manifestações futuras.
Nesse momento, a ditadura começa uma ofensiva para isolar as entidades estudantis como UNE e UME. O bispo Dom Castro Pinto propõe um diálogo entre governo e estudantes, com a exclusão das mesmas. Trava-se uma grande disputa política, pois uma parte do movimento estudantil se recusa a dialogar.
Vladimir e os companheiros da UME e da UNE defendem a aceitação do diálogo. Não que acreditassem no governo, mas consideravam que a única forma de desmascará-lo era mostrando que era o regime militar que não tinha interesse na solução popular dos problemas da universidade. Por outro lado, preparam uma grande reunião da UME para discutir com delegados eleitos. Estudantes que tinham se aliado à cúpula da Igreja e ao regime são derrotados fragorosamente e a UME cresce, incorporando praticamente todos os setores estudantis, mesmo os de direita, transformando-se de fato numa entidade de massa do estado da Guanabara. Por sua vez, o conselho nacional da UNE apóia a posição da UME.
Com isso, a UME estimulava cada vez mais a luta nas escolas e fora delas. No fim de maio, se aprova uma greve geral de advertência na UFRJ. No início de junho, há importantes manifestações estudantis, com violenta repressão. Os estudantes dizem querer o diálogo, mas insistem no fim da repressão e das prisões.
Na segunda quinzena de junho explodem as manifestações mais duras de todo ano de 68. Na quarta-feira, 19 de junho, os estudantes tentam ocupar o MEC, para demonstrar que queriam dialogar. Impedidos, fazem barricadas na Avenida Rio Branco, onde enfrentam com sucesso a PM e tomam conta do centro do Rio. Nem a cavalaria conseguiu desalojá-los. O incêndio de um caminhão do exército, sem autorização da UME, precipita intervenção do exército. O confronto se prolonga até a noite. Quatro estudantes, entre eles Jean Marc, são detidos, como responsáveis pela destruição do veículo.
Na quinta-feira, 20 de junho, Vladimir comanda a ocupação da reitoria da UFRJ e força o conselho universitário a dialogar com os estudantes. A polícia cerca o prédio, na Praia Vermelha, os estudantes saem à força. Mas uma parte deles é presa e levada para o campo de Botafogo, onde são espancados e humilhados pela polícia.
Na sexta-feira de manhã, os estudantes tomam novamente as ruas do Centro, onde são aclamados pela população, indignada com a ação policial. A polícia aparece atirando e um longo confronto se instala. Vladimir e outras lideranças estudantis conseguem escapar do cerco policial. Os conflitos só terminam depois das dez horas da noite, fazendo do Rio de Janeiro uma cidade conflagrada.
A UME convoca nova manifestação para o dia 26 de junho. Teme-se pelo confronto total. Porém a ditadura recua, permitindo a passeata no Centro do Rio, que será conhecida como a Passeata dos Cem Mil. Vladimir assume a liderança da manifestação que, em maior escala, tem a mesma participação da população de quando do enterro de Edson Luiz, mas com uma presença significativa de artistas de teatro e de cinema, além de músicos e intelectuais.
Uma comissão popular é tirada para dialogar com o governo e é recebida pelo General Costa e Silva. Mas como não houve acordo, os estudantes fazem outra passeata, conhecida como a Passeata dos Cinquenta Mil. Nesta, mais estudantes que outros setores. Mais dura, dirige-se ao prédio do Supremo Tribunal Militar, no Campo de Santana, onde Vladimir discursa em cima do capô de um carro, enquanto as paredes são pichadas com pedidos de liberdade para os presos.
A UME decide se voltar de novo para dentro das escolas, para reorganizar o movimento estudantil. Mas não deixa as ruas. Vladimir comanda pequenas manifestações de solidariedade aos operários de Osasco, que iniciam uma violenta greve contra os patrões e contra a ditadura, liderados por José Ibraim - que em 1969 seria preso e libertado, ao lado dos líderes estudantis, através da troca pelo embaixador americano, seqüestrado no Rio por grupos revolucionários.
No dia 2 de agosto, Vladimir é preso. Os protestos dos estudantes são sufocados pelo exército. Ao longo do segundo semestre, a luta estudantil perde em força. Ainda se vêm manifestações de porte, reunindo mais de uma dezena de milhar de estudantes. Contudo, a repressão é cada vez mais intensa. Em setembro, Vladimir sai da cadeia, mas em outubro é preso de novo, quando a polícia desbarata o Congresso da UNE, em Ibiúna.

Vladimir passa 11 meses na prisão, na maior parte do tempo em solitárias.
Em setembro de 1969 é trocado pelo embaixador americano, Charles Elbrick, com mais quatorze presos políticos, que seguem banidos para o México, perdendo todos os direitos de cidadania.
No exterior, Vladimir passa por diversos países: México, Cuba, Argélia, Chile, México de novo, e finalmente na Bélgica, onde, depois de trabalhar como operário, forma-se em economia pela Universidade Livre de Bruxelas. A formatura coincide com a aprovação da anistia, no Brasil, para onde volta em outubro de 1979, depois de dez anos de exílio.

No Brasil, torna-se fundador do PT.
É delegado ao primeiro encontro nacional do Partido dos Trabalhadores, onde defende e aprova a maior parte das teses do estado do Rio de Janeiro.
Em 1982 é candidato do PT ao senado federal. Na esteira da campanha para senador, companheiros o lançam candidato a deputado federal, enquanto Vladimir se torna dirigente do PT-RJ. Em 1985 é eleito presidente do PT-RJ e ganha a disputa interna que garante uma candidatura própria a prefeito do Rio, candidatura encarnada pelo companheiro Wilson Farias.
Em 1986, Vladimir apóia a indicação de Fernando Gabeira para ser candidato a governador e é ele mesmo candidato a deputado federal.
A campanha de Gabeira é um sucesso, apesar de a votação relativamente pequena. O PT do Rio de Janeiro cresce e inicia uma trajetória ascendente, que só será interrompida em 1994.
Vladimir é eleito deputado federal constituinte.
Desse modo, torna-se representante do PT na área econômica, onde ao lado de outros, sobretudo do senador Severo Gomes, que era a figura mais importante do campo progressista, costura um acordo que garantia a defesa da economia nacional.
A esquerda consegue aprovar o monopólio público da exploração mineral e uma série de medidas em defesa das empresas brasileiras, medidas que, todas elas, foram derrubadas no governo FHC.
Vladimir destaca-se ainda na defesa do regime presidencialista de governo, tendo sido um dos constituintes que encaminharam a votação vitoriosa sobre a questão do regime político em nosso país.
Da mesma forma, tem atuação relevante na anistia dos trabalhadores das empresas estatais.
Entre as emendas apresentadas por Vladimir podemos destacar as que garantiam direitos trabalhistas, como o direito de greve e a garantia de paridade entre trabalhadores aposentados e da ativa, emendas que limitavam a propriedade privada, como a que separava o direito da propriedade do de construção, emendas garantindo o direito dos consumidores, a defesa do meio ambiente, a reforma agrária, a democratização dos meios de comunicação, além das emendas parcialmente aprovadas, de defesa das empresas nacionais e da nacionalização da exploração mineral.
Encerrada a Constituinte, Vladimir é designado pelo partido para a comissão de economia da Câmara, com atuação sempre destacada. Aqui, já não se trata de emendas ou projetos - havia mais de 2500 projetos de lei no Congresso. Trata-se de levar adiante aqueles com cunho positivo.
Em 1990, é reeleito deputado federal, permanecendo como representante do PT na Comissão de Economia, com presença constante e atuante. Mas é na política onde Vladimir mais se destaca.
Pronuncia-se de diferentes maneiras contra atos governo Collor. Denuncia as condições da privatização da CSN, defende o aumento do salário mínimo e se posiciona a favor do sistema ferroviário, desmantelado pela administração federal. Do mesmo modo, Vladimir solidariza-se com a juventude chinesa, massacrada na Praça Vermelha.
No primeiro Congresso do PT, em 1990, defende teses por um partido mais combativo. Participa do movimento pela deposição do presidente Collor através das lutas parlamentares e solidarizando-se com os cara-pintadas nas ruas, liderados por Lindberg Farias - atual prefeito de Nova Iguaçu e pré-candidato a governador do Rio de Janeiro.
Em 1993 é eleito líder da bancada do PT na Câmara, realizando uma enorme transformação na forma de atuação do partido, democratizando a liderança e organizando-a de forma mais coletiva.
Da mesma forma, lidera a luta para o PT se tornar oposição ao presidente Itamar Franco; situação que ajudava a traçar o futuro do partido e de Lula. Em vez de um amálgama com o PSDB, colocando o PT em uma posição subalterna, traça uma via independente, que vem mais tarde a colocar Lula na presidência do país.
Porém, ainda mais importante é a participação de Vladimir na luta pelo presidencialismo. Já se considerava certo que o partido adotaria o parlamentarismo, apoiado por figuras ilustres e até pelo próprio Lula. Junto com Jacques Wagner, atual governador da Bahia, Paulo Bernardo, atual ministro do Planejamento, Sandra Starling, Athos Pereira e de tantos outros, Vladimir trabalha pela vitória do presidencialismo no plebiscito interno do PT.
O presidencialismo ganha e Vladimir tem novo desafio: vencer o plebiscito nacional, com o apoio oficial do partido. Ao lado de Jacques Wagner é coordenador da Frente Presidencialista, que tem a participação de membros de diversos partidos como Marco Maciel, PFL, Vivaldo Barbosa, PDT, Orestes Quércia, PMDB. Embora a vitória do parlamentarismo fosse dada como certa, a ação da frente presidencialista conquista a população e, com um programa de TV pela esquerda, o presidencialismo triunfa.
Não fosse esta vitória, não teríamos o PT no governo, nem Lula na presidência, realizando o maior governo dos últimos cinqüenta anos, com uma enorme redistribuição de renda, uma política externa independente e a abertura para a ação dos movimentos populares.
Finalmente, Vladimir inaugura nova forma de fazer política, realizando audiências populares, todas as sextas-feiras, na esquina de São José com Rio Branco, no Centro do Rio. No local, Vladimir prestava contas do seu trabalho em Brasília. Além disso, retomava sistematicamente aos lugares onde obteve apoio durante a campanha, prestando contas e recebendo reivindicações.
Após dois mandatos consecutivos, decide não mais concorrer à Câmara dos Deputados. Em 1994, ganha as prévias para ser o candidato ao governo do Rio. Mas estas são anuladas e Vladimir perde a indicação na convenção.
Em 1998, disputa novamente e ganha a indicação na Convenção, mas uma intervenção nacional obriga o PT do Rio a se aliar a Garotinho, sob protestos da militância.
Durante este tempo, Vladimir volta à Universidade e trabalha como professor. Em 2005, torna-se doutor em História pela UFF - Universidade Federal Fluminense.
Neste mesmo ano, quando o governo Lula e o PT são encostados na parede por uma vigorosa oposição, em função dos desmandos de uma minoria da direção do PT, Vladimir é chamado para defender Lula e o partido.
Sai candidato a governador, em 2006. Perde a disputa mas carrega uma bancada de oito deputados federais, sendo seis do PT, quando se falava em no máximo três. Isso se dá em função de uma campanha de opinião, politizada, sem esconder nenhum tema. Vladimir denuncia a política do caveirão e dá o mote: nem boca nem caveirão.
Durante o processo eleitoral, defende nova política de meio ambiente, assim como sustenta que o desenvolvimento econômico deve ser baseado em produtos de alta tecnologia e em serviços, além do turismo.
Do mesmo modo, apóia a luta pelos direitos dos setores oprimidos da sociedade: negros, mulheres, homossexuais, portadores de deficiência.
Propõe uma reorganização administrativa do Estado e denuncia as mentiras dos políticos tradicionais, inclusive do atual governador, que não realiza a maioria das promessas que fez.

SIONISTAS SÃO GENOCIDAS - ISRAEL TERRORISMO DE ESTADO

SIONISTAS SÃO GENOCIDAS – ISRAEL TERRORISMO DE ESTADO


Laerte Braga


Israel é uma aberração jurídica inventada pelas grandes potências ao fim da 2ª Grande Guerra a guisa de justificar o assassinato em massa de judeus nos campos de concentração nazistas. No duro mesmo uma ocupação de terras palestinas para garantir o petróleo no Oriente Médio.

É, desde a sua instalação, um Estado terrorista. Não significa que judeus sejam criminosos, mas que a imensa e esmagadora maioria dos que controlam o país/terrorista e seus principais líderes religiosos – os chamados ortodoxos, ou fundamentalistas – são os principais acionistas dos Estados Unidos e todo o seu entorno continental ou além mar. São genocidas.

A propalada ajuda a Grécia havia sido negada até que banqueiros judeus/sionistas e alemães em sua maioria alertaram à primeira ministra Ângela Merkel que seriam eles os maiores prejudicados com a falência daquele país (aos olhos do capitalismo), já que detinham a maior parte dos títulos da dívida pública grega.

A Europa Ocidental é uma parte do mundo em processo de dissolução. No terror do capitalismo o que se impõe à Grécia é uma política econômica de terra arrasada, tal e qual fizeram com o Brasil no governo de FHC e fazem sistematicamente com todos os países no mundo desde o fim da União Soviética.

Trabalhadores, em todo o mundo, pagam o preço dessa estupidez.

A verdade única, absoluta do terrorismo de Estado. Escora-se em sangue de um arsenal nuclear que é capaz de destruir o mundo cem vezes se preciso for. Foi assim no Iraque onde não existiam armas químicas e nem biológicas, apenas petróleo. É assim no Afeganistão onde assumiram inclusive o controle da produção e tráfico de drogas. Ou na Colômbia, onde sustentam um governo dos cartéis das drogas.

No Brasil agentes da MOSSAD – organização terrorista israelense a que chamam de serviço de inteligência – transitam à vontade com a omissão do governo (deste e dos anteriores) na velha e surrada mentira da presença de terroristas entre os refugiados ou imigrantes de nações árabes na região de Foz do Iguaçu.

Em Porto Alegre um vereador descabeçado – para que servem câmaras municipais? – impôs o ensino do holocausto nas escolas públicas da capital.

E os ciganos, os negros, os homossexuais, os adversários do regime de Hitler assassinados nos mesmos campos de concentração? O holocausto não é privilégio dos judeus.

Quem vai ensinar e mostrar o genocídio contra o povo palestino? As prisões indiscriminadas, os estupros de mulheres palestinas, a tortura, o roubo de terras e riquezas dos palestinos?

O governo de Gaza – Hamas – foi eleito em pleito livre e democrático que resultou dos acordos assinados pelo então presidente Bil Clinton, o primeiro ministro de Israel Itzak Rabin e o líder palestino Yasser Arafat. Nas comemorações da paz Rabin foi assassinado por um fundamentalista, ou ortodoxo, contrário à paz e com a convicção que judeus são o povo eleito e, portanto, superiores.

A mesma visão de Hitler, os mesmos procedimentos. Um imenso muro que tenta transformar a Palestina num grande campo de concentração.

Detentores do controle acionário de EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A assombram o mundo suas ogivas nucleares e a barbárie que os caracteriza.

Einstein desistiu do sonho de uma nação judia ainda em 1948, em carta publicada no jornal THE NEW YORK TIMES, quando percebeu o caráter terrorista do Estado de Israel.

A FLOTILHA DA PAZ inicia sua jornada saindo de vários pontos do mar Mediterrâneo levando ajuda humanitária aos habitantes de Gaza submetidos a um implacável bloqueio dos terroristas de Israel.

Cidadãos de várias nacionalidades vão tentar chegar a Gaza e mostrar ao mundo o horror e os crimes praticados pelo governo de Israel. Entre eles Hedy Epstein, 86 anos de idade, norte-americana, judia e que teve os pais assinados pelos nazistas. Hedy participou da primeira FLOTILHA e indignou-se com a violência, o massacre praticado pelos soldados de Israel.

Não são humanos. São assassinos por natureza e caráter.

Em meio à boçalidade das tropas de Israel os palestinos de Gaza preparam uma recepção especial para a FLOTILHA DA PAZ.

Barack Obama, o cínico, já disse que não pode se responsabilizar pela vida dos norte-americanos a bordo dos barcos da FLOTILHA. Só se responsabiliza pela vida de norte-americanos se estiverem a serviço de empresas, bancos, conglomerados da indústria petrolífera e da indústria bélica. Tem eleições a enfrentar em 2012 e não quer contrariar os donos do negócio, falo dos EUA, os judeus sionistas.

O governo de Israel já anunciou que não vai permitir que a FLOTILHA DA PAZ, carregando alimentos, remédios, chegue a Gaza, fure o bloqueio. Segundo o terrorista Avigdor Lieberman, dito ministro das Relações Exteriores, os “ativistas estão buscando confronto e sangue”.

Quem sabe às vezes a OTAN – ORGANIZAÇÃO DO TRATADO DO ATLÂNTICO NORTE – tão empenhada em “libertar” a Líbia dê uma ajuda? Afinal são direitos humanos.

Na primeira tentativa de ajudar a população de Gaza nove ativistas turcos, um deles com dupla nacionalidade, norte-americana também, foram mortos pelas hordas de assassinos de Israel.

O discurso do nazi/sionista Lieberman é o de sempre. Segundo ele entre os ativistas da paz existem terroristas. Deve ser a vovô de 86 anos que perdeu os pais em campos de concentração nazistas e sabe o que são essas prisões hoje controladas por Israel ou pelos EUA.

A Marinha de Israel está instruída a não permitir a aproximação dos barcos e a reprimir qualquer tentativa de furar o bloqueio.

São desumanos, covardes e assassinos em sua gênese.

E depois a culpa é do Irã.

Israel é um câncer para a paz mundial. Os níveis de barbárie e boçalidade praticados pelo governo de Tel Aviv só encontram paralelo nos mais terríveis tiranos da história, Hitler entre eles, naturalmente onde aprenderam o know how da estupidez que usam contra palestinos. Ao contrário da senhora Hedy Epstein, a judia norte-americana que vai num dos barcos da FLOTILHA DA PAZ cheia de indignação.

A FLOTILHA DA PAZ deve chegar às águas territoriais de Gaza (controladas pela Marinha de Hitler) na quinta, ou na sexta-feira e provavelmente o mundo vai assistir a mais um espetáculo de horror e violência comuns aos nazistas.

Sionistas são nazistas.

O Conselho de Segurança da ONU não vai resolver nada. Das mais de cinqüenta resoluções contra Israel por violações de direitos humanos nenhuma foi implementada. Têm o controle acionário da maioria do Conselho e da própria Organização.

O embaixador dos EUA vai estar lá para defender os interesses dos patrões e o primeiro-ministro inglês David Cameron vai dizer novamente, é lógico, que o “multiculturalismo acabou”, no racismo explícito de uma nação decadente, mera base militar do complexo EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

No Egito o povo continua massacrado por militares que diante das manifestações de meses atrás. Se livraram de um anel, Hosni Mubarak e mantiveram os dedos da ditadura intactos. Não são forças armadas egípcias, mas braço de Israel e dos EUA. Como boa parte dos militares na maioria dos países do mundo, inclusive o Brasil, onde escondem atrás da covardia do sigilo eterno.

Temem a liberdade, temem a democracia, temem a paz.

Os navios da FLOTILHA DA PAZ sairão com perto de 500 integrantes de várias nacionalidades e de muitos pontos do Mediterrâneo. Levam ajuda humanitária, vão tentar sensibilizar a manada conduzida pela sociedade do espetáculo no resto do mundo, mostrar a situação dramática dos habitantes da Faixa de Gaza e todo o povo palestino.

Serão cúmplices os governos que se omitirem a qualquer ato terrorista dessa aberração jurídica/política e econômica que é o Estado terrorista de Israel.

Nessa história toda Obama é só um cínico, um espertalhão, destituído de princípios e respeito pelo que quer que seja, que não o que os sionistas determinarem.

A FLOTILHA DA PAZ leva mais de 500 integrantes. Leva os que teimam em resistir como seres humanos diante da barbárie que é o capitalismo.

UMA FORCINHA PARA O "COMPANHEIRO" ABÍLIO DINIZ

Teoricamente, o BNDES é uma empresa pública federal, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que tem como objetivo apoiar empreendimentos capazes de contribuir para o desenvolvimento do Brasil.

De sua ação deveriam resultar a melhora da competitividade da economia brasileira e a elevação da qualidade de vida da sua população.

Só que, conforme o bordão do Joelmir Beting, na prática a teoria é outra.

Eis que o BNDES, por meio de seu braço de investimento (BNDESPar), comprometeu-se a aportar R$ 3,91 bilhões (85% DO MONTANTE TOTAL DA TRANSAÇÃO!!!) para viabilizar a compra das operações do Carrefour no Brasil por parte do empresário Abílio Diniz.

A justificativa retórica é que a incorporação do Carrefour pelo Pão de Açúcar criará um "campeão nacional" do varejo supermercadista.

E daí? Desde quando o avanço da monopolização de um setor da economia conduz ao "desenvolvimento do Brasil", à "melhora da competitividade da economia brasileira" e à "elevação da qualidade de vida da sua população"?

Muito pelo contrário. Mal foi anunciado o negócio, os bem informados já cantaram a bola:
  • perderão os fornecedores, que vão ter seu poder de barganha reduzido;
  • perderão os consumidores, pois o gigante varejista imporá seus preços a bel prazer, sem a pressão de concorrentes à altura; e
  • perderão os funcionários, pois muitas lojas serão fechadas e muitas atividades concentradas, daí resultando os inevitáveis passaralhos.
Quem ganhará? Os de sempre: os bilionários que comandam as empresas e os (geralmente) bilionários ou milionários que nelas investem. Previsivelmente, as ações do Pão de Açúcar valorizaram, de imediato, 12,6%. 

Faz quase um século que Lênin já disse tudo (1):
"...o desenvolvimento do capitalismo chegou a um ponto tal que, ainda que a produção mercantil continue 'reinando' como antes, e seja considerada a base de toda a economia, na realidade encontra-se já minada e os lucros principais vão para os 'gênios' das maquinações financeiras. Estas maquinações e estas trapaças têm a sua base na socialização da produção, mas o imenso esforço da humanidade, que redundou nessa socialização, acaba beneficiando ... os especuladores".
Lembra, Dilma? Você, eu, todos os companheiros, o que nós queríamos era tirar dos ricos e dar para os pobres. Este belo sonho foi um dos motivos para termos assumido tantos riscos e sofrido tanto no início de nossa trajetória.

Será muito chato se você, na outra ponta da vida, comportar-se segundo o figurino do sistema, como Robin Hood às avessas...
  1. Imperialismo, fase superior do capitalismo, 1916 

INFÂMIA VIRTUAL

http://youtu.be/ja_Q3Ngnldc - este endereço continua dando acesso a um grotesco vídeo difamatório, que ataca, da maneira mais vil, a memória de Carlos Lamarca, herói do povo brasileiro. 

Até quando seremos tão ingratos com os que entregaram sua vida na luta contra a tirania?

Reforma Política: Relatório será apresentado na 1ª quinzena de julho

A direita apodreceu também o sistema eleitoral e desde que voltamos a votar (o golpe proibiu por 21 anos e quem reclamasse ia para o pau) e cada vez mais, sem polpudos financiamentos privados, caixas-dois, acordos e alianças, não tem eleição. Há exceções é claro, mas esta é a regra e quanto mais alto o cargo, maior o comprometimento. Ou faz isso ou não elege. Como diz a sábia periferia, "está tudo dominado". E já faz tempo. 
Poderia até ser diferente se a população fosse bem educada, bem informada e com alguma consciência política. Mas com esta herança  educacional e mídias líderes em audiência (globo e seus clones), que temos por aí, pode esquecer. 
Se não reformarmos o sistema isto vai acabar se tornando normal como acontece no comércio, onde todo mundo sonega até um certo limite, o fiscal sabe, o governo finge que não vê, porque se fiscalizar de verdade o comerciante quebra e lá se vão os empregos. 
O sistema é que temos que mudar. Reformas estruturais: Democratização da Comunicação, Reforma Política, Reforma Tributária, Reforma na Educação, no Judiciário, Reforma Urbana e Agrária. 
Um país não fica 21 anos administrado por uma ditadura que torturava, sem sofrer as consequências por isso. As informações, causas e consequências, as estatísticas, estão aí na Internet para uma minoria de privilegiados e muito recentemente, mas estão.
O golpe idealizado e patrocinado pelos EUA com apoio da direita local e  que ocorreu do mesmo modo com os nossos vizinhos, foi justamente para evitar estas reformas. Mantendo o domínio e os privilégios de elites entreguistas locais, e atendendo aos interesses de governos, agiotas e multinacionais estrangeiros. - BlogueDoSouza

Reproduzo aqui reportagem de Rodrigo Bittar, edição de Ralph Machado da 'Agência Câmara de Notícias'
O relator da Comissão Especial da Reforma Política, deputado Henrique Fontana (PT-RS), adiou por duas semanas a apresentação do seu parecer, prevista inicialmente para esta terça. O deputado alegou problemas de saúde em sua família para justificar o atraso, mas adiantou algumas propostas que serão incorporadas ao documento.
Segundo ele, o relatório vai propor a adoção do financiamento público exclusivo de campanhas e mudanças na data das eleições e da posse, nas regras de suplência dos senadores e nos instrumentos de participação popular na elaboração de políticas públicas.
O deputado antecipou esses itens porque são os que contam com menor resistência na comissão especial. Há outros pontos que ainda estão sendo negociados com os partidos, como a proporção de mulheres nas listas fechadas preordenadas, o fim das coligações para eleições proporcionais e a mudança no cálculo para a ocupação das vagas de deputados e vereadores.
Em relação ao sistema eleitoral, Fontana considera que nenhum modelo puro tem maioria na Câmara e, por isso, buscará uma alternativa mista. “Vou conversar com os partidos para que o relatório obtenha o apoio da maioria da comissão e tenha chance real de mudar a política brasileira”, definiu.

“Estamos criando um ambiente para fazer uma reforma de verdade. Quem quer reformar para valer não pode alterar todas as questões que envolvem a eleição e deve ter capacidade de diálogo para não impor a proposta de um só partido”, acrescentou o relator.
Cargos no Executivo
Durante a reunião da comissão, diversos deputados defenderam também mudanças nas regras que permitem aos eleitos para o Legislativo assumir cargos no Executivo. Para alguns parlamentares, as regras atuais deixam o suplente em situação “constrangedora”, conforme definiu o deputado Sandro Alex (PPS-PR).
“Há casos em que os titulares saem [para cargos no Executivo], os suplentes assumem e, na época das emendas parlamentares, o titular volta para colocar rubricas no Orçamento. Isso é um desrespeito aos suplentes. Se o titular quiser assumir um cargo no Executivo, ele deve ser obrigado a abrir mão do mandato parlamentar”, disse.
Partidos políticos
Outro assunto debatido na reunião da comissão foi a eventual mudança na Lei Orgânica dos Partidos Políticos (Lei 9.096/95). Nesse caso, o principal foco de quem cobra alterações é reduzir o poder das lideranças locais.
“Há partidos que nunca deixam os diretórios municipais se formalizarem, todos funcionam em comissões provisórias, porque o dono do partido pode dissolver a comissão e nomear quem ele quiser”, disse o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI).
O deputado Simão Sessim (PP-RJ) também defendeu a definição de prazo para o funcionamento das comissões provisórias. “Há partidos que estendem essa estrutura, que deveria ser emergencial, por anos. É preciso acabar com isso e definir um prazo pequeno para a manutenção dessas comissões provisórias.”
Confira as principais propostas para a reforma política.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Quem Tem Medo da história?... por Silvio Tendler


Estamos assistindo, perplexos, à enorme conspiração
contra a verdade, a história e a memória.

O Ministério da Defesa, o Ministério das Relações Exteriores, dois
 ex-presidentes da República, políticos de diferentes matizes, se unem para
 que o Brasil não conheça a sua verdade.


Já é difícil fazer filmes, livros e peças de teatro sobre personagens
 reais -- mesmo os de vida pública --, sem autorização do próprio ou de
 familiares e herdeiros. Agora, a pá de cal chega com a intenção de
 trancafiar documentos para que a verdadeira História não se revele.

E quem orquestra essa trama contra o futuro do Brasil? Sim, porque povo
 sem memória é povo sem futuro e estaremos sujeitos eternamente a sermos
 alimentados por contos da carochinha. Mas, afinal, o que querem esconder de
 nós? Quem bateu, torturou, mandou prender e arrebentar? Quem negou
 passaportes, quem expedia os tenebrosos atestados ideológicos, que impediam
 o acesso à escola ou ao emprego?

Estive duas vezas n Smithsonian Institute em Washington. Na primeira,
 percorri uma exposição que retratava às condições de vida dos negros nos
 Estados Unidos e as lutas pela conquista dos seus direitos civicos.
Estavam ali expostas todas as mazelas de uma sociedade que destinava
banheiros públicos e bebedouros diferentes para negros e brancos. Escolas
 diferentes, lugares separados nos transportes públicos, os mais confortáveis
 e em maior quantidade sempre destinados aos brancos. E se faltasse lugar, o
 negro sentado deveria ceder o lugar ao branco. Uma sociedade que queimava
 jovens por razões de cor se expunha ali como um ato de superação do passado,
 de construção do novo.

A segunda vez, assisti a exposição que tratava das condições de vida dos
 imigrantes japoneses e seus descendentes nos Estados Unidos durante a
 Segunda Guerra Mundial. Vi coisas que nem os livros escolares nem o cinema
 americano me contaram. Vi fotos de lojas de japoneses atacadas por
 norte-americanos enfurecidos com os araques japoneses a Pearl Harbor,
 imagens de familias sendo recolhidas aos campos de concentração nos Estados
 Unidos para isolar o perigo amarelo e imagens de batalhões de jovens
 soldados nipo-americanos para guerrear diretamento om o exército japonês
 como um afirmação do patriotismo norte-americano! A exposição termina com
uma carta do então Presidente Ronald Reagan pedindo desculpas à comunidade
 japonesa pelas humilhações impostas.

Querem nos impedir de saber a verdade sobre a guerra do Paraguai, ao que
 parece, uma verdadeira carnificina praticada para atender interesses de
 poderoso banqueiro inglês. Nós não podemos saber o que os paraguaios sabem e
 contam a seus filhos, por que?

Resistirão almirantes, generais e marechais à lupa da História? Suas
 biografias corresponderão às narrativas descritas nas pinturas das grandes
 batalhas? O silêncio que nos impõem deve ser a razão porque não cultivamos
 nossos heróis e não preservamos sua memória, a total falta de identificação
 de identidade com eles

Os que nos negam conhecer a verdadeira História do país são cúmplices das
 carnificinas, dos torturadores, dos alcaguetes a soldo do Estado; dos que
 ordenaram censurar jornais, revistas, peças de teatro e músicas.

Não podemos nos calar e aceitar como fato consumado essa violência da
 censura que tentam nos impor. Construir um país livre representa lutar para
 conhecer a história. Não queremos cultivar falsos heróis e, a partir de
 hoje, personagens da história oficial estarão sob suspeita, enquanto não nos
 deixarem conhecer os documentos que abrigam verdades, que, mesmo dolorosas,
  devem ser reveladas.