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sábado, 18 de junho de 2011

"HAPPY BIRTH DAY MISTER PRESIDENT" - CADEÊ A HERANÇA MALDITA QUE ESTAVA AQUI? A DILMA COMEU

“HAPPY BIRTH DAY MISTER PRESIDENT” – CADÊ A “HERANÇA MALDITA” QUE ESTAVA AQUI? A DILMA COMEU


Laerte Braga


No momento em que o governo Dilma Roussef começa a privatizar a frota nacional de petroleiros através da empresa SETE BRASIL (noventa por cento do controle acionário ficam com o BRADESCO e o SANTANDER – cliente da consultoria de Palocci) morre em Belo Horizonte o professor Washington Peluso Albino de Souza, talvez o último dos brasileiros, 94 anos de idade, dentre os participantes da luta “O PETRÓLEO É NOSSO”.

Um dos maiores vultos do nosso Direito o professor foi o responsável pela famosa tese mineira do petróleo. Foi também um dos últimos grandes pensadores do Direito e não se alinhava com o entreguismo udenista que fazia coro, àquela época, a entrega do petróleo a empresas estrangeiras.

Que Dilma Roussef tenha telefonado a Fernando Henrique Cardoso para cumprimentá-lo pelo aniversário, nada demais. Um gesto de educação e pronto.

Que Dilma Roussef tenha dito que FHC foi o responsável pela “estabilidade econômica” no Brasil, isso é de envergonhar.

Em 1978 FHC foi candidato a uma vaga no Senado por São Paulo numa sublegenda do antigo MDB. Eram uma vaga em disputa, renovação de um terço da Casa e Franco Montoro, à época também do MDB foi o eleito. Segundo colocado em seu partido, como determinava a lei FHC virou suplente de senador.

Em 1982 Franco Montoro foi eleito governador do estado e FHC assumiu sua vaga no Senado, restavam quatro anos a serem cumpridos do mandato original. Foi reeleito em 1986. Aí eram duas as vagas em disputa, conseguiu a segunda na esteira da extraordinária votação conferida a Mário Covas, já PMDB, algo em torno ou superior a sete milhões de votos.

O projeto FHC começa anos atrás quando o ex-presidente estava exilado no Chile e era custeado pela Mercedes Benz e outras empresas interessadas em negócios na América Latina. A amoralidade de FHC o tornava um quadro perfeito para os interesses dessas empresas. O permanecer como um político de esquerda também, já que os temores das elites econômicas internacionais eram a de eleição de Leonel Brizola para a presidência do Brasil num eventual pleito direto, no retorno à democracia, algo que só iria acontecer em 1989 – a primeira eleição direta desde 1960 – quando Jânio Quadros venceu o marechal Teixeira Lott. Era conveniente o que chamavam de contra ponto de bom senso à esquerda. Mais ou menos esquerda comprável, dócil.

No auge da crise que acabou no impedimento do ex-presidente Collor de Mello essas forças políticas e econômicas, na tentativa de salvar o caçador de marajás, tentaram fazer de FHC ministro plenipotenciário do governo, o próprio Collor, no desespero de não perder o cargo, referiu-se à nomeação como “uma espécie de primeiro-ministro”, mas Covas e outras lideranças tucanas vetaram. FHC nunca perdoou Covas por isso.

Foi Itamar Franco – vice de Collor – quem tirou Fernando Henrique do ostracismo político. Havia feito várias declarações que não tentaria a reeleição para o Senado, não teria como consegui-la (não havia mais puxadores de votos como Montoro e Covas para carregá-lo) e disputaria uma vaga na Câmara dos Deputados.

Primeiro Itamar colocou-o no Ministério das Relações Exteriores e na primeira fraude do então ministro da Fazenda Elizeu Resende, o que delineava uma crise política que poderia ganhar peso e importância maiores, levou FHC para o Ministério da Fazenda. Pedro Malan era o homem de Washington e então presidente do Banco Central.

Um processo semelhante acontecia na Argentina e o eleito pelo chamado Consenso de Washington – a verdade única – era Carlos Menem.

Um alvo direto, os dois maiores países latino-americanos sob o tacão do neoliberalismo.

Nomeado ministro da Fazenda FHC na prática assumiu a condução dos principais negócios do governo e como ele próprio disse aos autores do Plano Real sobre Itamar aceitá-lo ou não, “deixa o Itamar comigo que eu o convenço”.

Itamar até hoje pensa que foi presidente de fato.

O Plano Real ressuscitou FHC, transformou-o em candidato a presidente da República, num acordo com o ex-presidente Itamar Franco. “Agora você, daqui a quatro anos eu de volta”. É célebre a gafe do ex-ministro Ruben Ricúpero ao afirmar na tevê – não sabia que estava no ar -, que o Plano, entre outras coisas, estava sendo usado para vender a candidatura de FHC.

A reeleição foi um golpe de estado branco. Sérgio Motta, ministro das Comunicações e sócio em alguns negócios do presidente, conduziu a compra de deputados, senadores, a concordância da mídia e tratou de afastar os obstáculos a um novo mandato para FHC (o mesmo na Argentina para Menem).

Há um inquérito sobre compra de votos na Procuradoria Geral da República em torno do processo de votação da emenda constitucional que permitiu a reeleição de FHC que está parado até hoje. A compra foi escancarada e muitas vezes em dinheiro vivo está provada nesse inquérito. Só não foi à frente.

Em 1998, ano da reeleição, FHC precisava do apoio do PMDB para derrotar Lula (Brizola foi o candidato a vice na chapa do petista) e Itamar Franco estava disposto a disputar a indicação, como disputou, dentro do seu partido, então PMDB. Feitas as contas a candidatura Itamar de saída levava a eleição para o segundo turno e tornava a vitória de FHC – objetivo do golpe branco – uma incógnita. Tanto poderia disputar um segundo turno com o próprio Itamar, ou com Lula e sem certeza de vitória. Era preciso ter essa certeza.

Houve de tudo na convenção do PMDB para barrar a candidatura Itamar. Ulisses já não mais comandava o partido, morrera e o que era um bloco monolítico em torno daquele notável homem público, havia virado um conglomerado que tanto tinha figuras íntegras como bandidos assim do porte de Íris Resende, antigo donatário da capitania de Goiás e principal articulador da derrubada da candidatura Itamar. Virou ministro de FHC depois.

Íris chegou a contratar – o fato foi noticiado amplamente à época – professores de uma academia de jiu jiutsi em Goiânia e Brasília, para intimidar delegados, coagir delegados e garantir o apoio da quadrilha a FHC.

Conseguiu. FHC foi reeleito com menos de um terço dos votos de todo o eleitorado brasileiro.

O processo de venda do Brasil prosseguiria com velas desfraldadas e a todo vapor.

Naquele momento tornavam-se necessários alguns ajustes do primeiro mandato e todos de caráter impopular, mas a essa altura do campeonato a posse da chave do cofre, da caneta que nomeia, demite, transfere e vende (o que vale dizer, recebe também) estavam asseguradas.

Há um aspecto interessante nesse processo. FHC era presidente até um determinado ponto. A autoridade real era do ministro da Fazenda Pedro Malan, homem de Washington designado para evitar besteiras e assegurar toda a sorte de bandalheiras do governo tucano.

Um exemplo? No primeiro Ministério José Serra – então senador – fora designado ministro do Planejamento. Unha e carne com FHC cometeu o erro de avaliação mais simples em todo o esquema. Entrou em choque com Malan achando que venceria a disputa. Voltou para o Senado.

No período que se seguiu a reeleição o ministro das Comunicações Mendonça de Barros – que havia recolhido fundos para a campanha junto a empresas que receberam de presente via BNDES estatais como a VALE e outras – foi à Espanha a convite da Telefônica Espanhola com despesas pagas e todas as regalias possíveis, na busca de novos negócios para aquela empresa.

Chega ao Brasil, pega o governo em meio a uma crise, a desvalorização do real, bate de frente com Malan, fica esperando a queda do ministro da Fazenda e termina demitido, pois Malan vaza todas as informações envolvendo Mendonça de Barros em episódios de corrupção.

A força de Malan era maior que a de FHC.

E assim foram os oito anos de FHC. O escândalo do SIVAM (que gerou uma chantagem em que o presidente pagou para ficar livre garantindo o Superintendente da Polícia Federal por quatro anos), as propinas no curso das privatizações, a compra constante e permanente de deputados e senadores dispostos a vender seus votos no Congresso Nacional, um amontoado de barbáries que levou-o a tornar-se num dos mais impopulares dentre os presidentes nos últimos tempos – tal e qual Collor e Sarney – fato visível na posse de Lula em primeiro de janeiro de 2003, quando FHC pede ao novo presidente que o permita sair pela porta dos fundos ao invés de descerem juntos a rampa do Planalto, sabedor das vaias que receberia como um político rejeitado e desprezado pelos brasileiros.

Crápula lato senso. Só não está na cadeia porque “isto aqui é Brasil”.

Em meio a tudo isso há uma imensidão de fatos, detalhes que revelam o que foi o período FHC. Um deles é a personalidade do ex-presidente. Se acredita enviado divino, oráculo supremo de tudo e todos e isso muitas vezes levou-o a dizer besteiras, como agora, quando diz que Lula deve ter um problema psicológico em relação a ele.

Escondeu um filho de forma perversa – fora do casamento – (todos os outros políticos que viveram situações semelhantes, até o poderoso ACM tiveram situações semelhantes reveladas publicamente pela mídia, FHC não, pagava mais e o que a mídia queria), enfim, um período a servir de exemplo de como um país não pode e não deve ser governado e como figuras assim não podem e não devem ser presidentes.

Ao assumir o governo Lula através de vários ministros falou em “herança maldita”, um país falido, conduzido segundo os interesses e determinações do FMI, do Banco Mundial e todas as quadrilhas financeiras que operam e controlam os principais negócios do mundo (agora vão controlar a frota petroleira do Brasil). Ou seguia os rumos pré-traçados pelo neoliberalismo ou iríamos viver a mesma situação caótica que viveu a Argentina pós Menem. Um presidente a cada três dias depois da renúncia de De la Rúa.

Em torno dessa herança maldita muitas concessões foram feitas, um preço alto foi pago pelos brasileiros até que se tivesse o mínimo de avanços – políticas sociais principalmente – e na própria economia, sem contar as armações tucanas e da mídia nos oito anos Lula.

Mas sem mudanças significativas, estruturais, decisivas para o futuro do País.

Vai daí que vem Dilma Roussef, produto de Lula, ministra do governo Lula nos dois mandatos e proclama que FHC foi o responsável pela “estabilidade econômica do Brasil”.

E aí? Cadê a “herança maldita” que estava aqui? Dilma comeu.

Há um processo gradual de transformação do PT em partido social democrata, empurrando o PSDB mais ainda para a direita e um modelo de “capitalismo a brasileira” definido pelo secretário geral do PCB Ivan Pinheiro.

Não leram Barbosa Lima Sobrinho na obra que escreveu sobre o milagre japonês.

E há uma burocratização corrupta das cúpulas petistas – caso agora de Palocci –. Isso não faz do PT um partido em estado terminal como força de esquerda, como partido das lutas populares, afinal existe a militância, mas começa a produzir uma lenta agonia que vai levá-lo a essa situação.

Tornou-se o centro da verdade absoluta. Não aceita críticas e rotula os críticos de outros setores de esquerda como “estão fazendo o jogo da direita”. Querem submissão plena e absoluta aos negócios SANTANDER/PALOCCI e dane-se a PETROBRAS.

Dane-se o Brasil.

As manifestações que começam a ocorrer em todos os pontos do País e protagonizadas por várias categorias de trabalhadores não têm cor partidária – por mais que esse ou aquele partido ache que esteja conduzindo essa luta –, pela simples razão que o modelo político e partidário no Brasil está falido. Ou para lembrar Trotsky (não sou trotskista e nunca fui) “o povo está à frente dos dirigentes”.

O institucional como um todo está corroído pelo cupim do neoliberalismo. A corrupção é conseqüência. É intrínseca ao modelo, parte indispensável.

E nem o PT se entende mais. O ex-presidente Lula disse na noite de sexta-feira em Brasília, num evento, que a Internet é um meio revolucionário de comunicação e democrático, fundamental, deve ser popularizado, mas Paulo Bernardo, ministro das empresas de Comunicações, no mesmo dia e no mesmo lugar, disse que se a Internet for popularizada a 35 reais vai haver congestionamento. Ou seja. Lula fala para um lado, Paulo Bernardo fala para outro, as teles vão lucrar com esse negócio da banda larga e o PT bate palmas.

Não se trata de ser livre agora, mas amanhã. Trata-se de perceber a teia desse arremedo de capitalismo chinês que está se montando no Brasil e que na China se sustenta em trabalho escravo, salários de fome, milhões abaixo da linha da pobreza, enquanto partido e elites econômicas, além de forças armadas lógico, vivem os privilégios do tal milagre.

E a reforma agrária? O agronegócio comeu. E a reforma tributária e fiscal? Os ricos não permitem, pois querem que os pobres continuem a pagar os impostos.

E a integração latino-americana? O ministro Anthony Patriot acha que tem que ser pragmático. Pragmatismo é mais ou menos o velho ou dá ou desce. Como a distância a ser caminhada é muito longa, é noite, está escuro...

E muita coisa mais.

Criticar Dilma não significa criticar a primeira presidente mulher. Significa criticar uma presidente que não disse a que veio e quando esboçou falar se enrolou na terceira palavra, além de estar cercada de figuras da pior espécie na política brasileira.

Por que não o povo? Criar canais e mecanismos de participação popular?

A História não deixa nunca de cobrar o seu preço. Vai ter que ser pago.

Não estranhem se José Serra sai por aí dizendo que Dilma está vendendo o Brasil.

Essas cobras são venenosas, imunes a qualquer soro antiofídico e já perceberam que a presidente adora pegar o telefone e dizer “happy birth day mister president”, como Marilyn Monroe disse para Kennedy.

O caso Dilma começa a me trazer à lembrança a frase de Caio Júlio César ao ser assassinado – “até tu Brutus?”

Liberdade de Expressão: Povo vai para as ruas do RJ na Marcha da Liberdade

Para quem ainda jovem, viveu a ditadura civil-militar imposta a partir do golpe de 1964, e foi obrigado a estudar com espiões do DOPS infiltrados nas salas de aula (Instituto Villa Lobos, Praia do Flamengo- RJ década de 70), o que nos impedia até mesmo o simples ato de manifestar opiniões, assiste agora com muito prazer, o lento mas inexorável aprofundamento da democracia brasileira e a crescente remoção do "lixo autoritário" que infelizmente ainda se encontra por toda parte. E para desespero dos "Bolsonaros" da vida estão nas ruas os estudantes, os negros, os políticos, os homossexuais, as mulheres, as crianças, as minorias e maiorias manifestando livremente e cada vez mais os seus anseios por liberdade, justiça e solidariedade. E que estas crianças possam viver em um Brasil que eu não vivi e que agora com muita emoção vejo nascer. Boa marcha, gente. Felicidades para todos nós. - BlogueDoSouza


Com informações do blog Saude com Dilma
“O Rio é uma cidade de cidades misturadas. O Rio é uma cidade de cidades camufladas. Com governos misturados, camuflados, paralelos, sorrateiros. Ocultando comandos…”
18 de Junho de 2011 – 14h – Praia de Copacabana. Posto 6 > Leme
Para apoiar envie um email para: marchadaliberdade.rio@gmail.com
Rio 2011. Uma inédita articulação surge hoje no Brasil entre os movimentos sociais, culturais, coletivos, redes, midialivristas, pontos de cultura, cineclubes, universidades, mulheres, gays, lésbicas, heterossexuais, transgêneros, idosos e crianças, jovens, periferia, negros… Minorias e maiorias em defesa da liberdade de expressão e no combate a todos os preconceitos.
Todos juntos para fazer valer a Constituição Brasileira que diz: “É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.”
A Marcha da Liberdade é um movimento transversal conectado pelas lutas locais, nacionais e globais em nome da liberdade de expressão. E que vem celebrar a nova forma de fazer política no Brasil, supra-partidária e juntando todas as diferenças.
“A novidade cultural da garotada. Favelada, suburbana, classe média, marginal. É informática, metralha, sub-uzi equipadinha com cartucho musical de batucada digital..”
A Marcha da liberdade junta o precariado da cultura, camelôs, favelados, agentes da economia informal, garotos diplomados, professores, midiativistas, autônomos desempregados, todos que tem que inventar seu próprio trabalho, eco-ativistas, militantes pela legalização das drogas, democratização da mídia, os pretos, as periferias, todos os gêneros, os que andam por terreiros&quilombos ou por terras digitais.
“Quem é dono desse bêco? Quem é dono dessa rua? De quem é esse edifício? De quem é esse lugar?” O Rio de Janeiro não tem dono!
A Marcha da Liberdade nasceu como reação a repressão brutal a Marcha da Maconha de São Paulo (em 21 de maio), mas decolou e virou o embrião de um novo movimento político e cultural: a marcha pela liberdade de expressão, a marcha dos diferenciados, dos insatisfeitos, dos indignados, dos que estão construindo futuros alternativos.
Sem um objetivo único, mas com várias reivindicações e questões, a marcha vai colando no fluxo do desejo de mudança que varre o Acampamento Global juntando movimentos os mais diversos.
A Marcha da Liberdade quer: Liberdade pra protestar! Liberdade pra morar! Liberdade pra circular! Liberdade para expressar os afetos! Liberdade de culto! Liberdade para o funk, o hip hop, o samba e o rap e todos os ritmos! Liberdade para agir e para pensar.
Quando um futuro intolerante se precipita e parece inevitável é preciso reagir, deter, interceptar, barrar, desviar. A Marcha da Liberdade é a manifestação dos que não aceitam ser calados pela policia, pelos ruralistas, corporativistas, monopolistas…

“O bonde vai, muitos vão ficar pra trás. Ocupar vários espaços é o nosso plano de paz”
A Marcha da Liberdade é a 1a. Marcha Transversal, supra-partidária, pós-caretice e vai acontecer simultaneamente em quase 40 cidades do país. O século XXI está começando um novo ciclo de revoltas, pró-ativas, que não são apenas de embates, são os movimentos do FLUXO, os movimentos em onda, dai o alto poder de contaminação de um movimento para outro. Movimentos viróticos e de contaminação. Mundo árabe, Europa, Brasil…
É uma EPIDEMIA global que não vai parar tão cedo. São as revoluções em fluxo, sem começo e sem fim. A Marcha da Liberdade Rio apoia qualquer causa que defenda a liberdade de todos se expressarem e se reunirem em nome daquilo que acreditam ser justo.

Participe. Traga flores, instrumentos e o seu desejo.
Coletivo Marcha da Liberdade Rio.
Se seu coletivo, ong, instituição quiser constar entre os apoiadores envie um email para: marchadaliberdade.rio@gmail.com
No Rio organizam, mobilizam e marcham:
Articulação das Mulheres Brasileiras
Associação Brasileira de Gays Lésbicas e Transexuais
Associação Brasileira de Lésbicas
Associação de Cineclubes do Rio de Janeiro
Associação de Travestis e Transexuais do Rio de Janeiro
Associação Docente da UFRJ
Associação dos Profissionais e Amigos do Funk
Ativismo Contra AIDS/TB
Bloco Planta na Mente
Casa da Arte de Educar
Cena Tropifágica
Centro de Teatro do Oprimido
Cineclube Mate com Angu
Circuito Fora do Eixo
Coletivo Bravos
Comunidade BETEL
Cordão do Boi Tolo
DCE Mário Prata
Desliga dos Blocos
Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social
Fórum Cultural de Niterói
Fórum de Mídia Livre
Fórum dos Pontos de Cultura RJ/ES
Fórum Nacional pela Democratização das Comunicações
Fórum Permanente de Música e a Canja Carioca
Frente Ampla pela Liberdade de Expressão
Grupo Arco-Íris
Grupo da Diversidade de São João de Meriti
Grupo Diversidade de Niterói
Grupo Educação Popular
Grupo Pluralidade e Diversidade de Duque de Caxias
Hub Rio
Instituto Feminista para a Democracia
Instituto de Imagem e Cidadania/Sobrado Cultural Rural
Intervozes
Juventude Nacional do PV
Liga Brasileira das Lésbicas Nacional
Mandato Alessandro Molon
Mandato Jean Wyllys
Mandato Marcelo Freixo
Mandato Reimont
Marcha da Maconha – Niterói
Marcha da Maconha Rio
Marcha das Vadias
Me Beija que Sou Cineasta
Movimento Búzios Jovem
Movimento DELLAS
Movimento Direito para Quem?
Movimento Mega Não
Movimento Mobiliza Cultura
Movimento Nacional dos Pontos de Cultura
Movimento pela Legalização da Maconha
Movimento Zeitgeist Rio de Janeiro
Nova Organização Voluntária Estudantil
Núcleo Biolutas do PT
Os Fanchonos – o Coletivo
Partido da Cultura (PCult)
Pontão Campus Avançado
Pontão de Cultura Digital da ECO-UFRJ
Pontão de Integração Regional do PIM – Vassouras
Ponto de Cultura Palco Escola
Rádio Pulga
Rede Universidade Nômade
RedeTRANS
Setorial LGBT do PSOL
Sindicato das Prostitutas do Rio
União dos Movimentos de Ação

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O CONTROLE DA INFORMAÇÃO

O CONTROLE DA INFORMAÇÃO


Laerte Braga


As diversas manifestações estudantis em vários pontos do Brasil, basicamente em protesto contra aumento de tarifas de transportes coletivos urbanos, começam a ganhar um vulto maior e atrair lideranças sindicais e os cidadãos comuns.

Num dado momento dessa reta houve e está acontecendo a intercessão do perceber a necessidade de acordar, levantar, sacudir a poeira da verdade única e ir às ruas mostrar o desejo de uma sociedade diferente da que temos, calcada na verdade única e absoluta do capitalismo.

A mídia exerce papel preponderante nesse processo. No Brasil, como de resto em muitos países, a chamada mídia privada (redes nacionais de rádio e tevê, jornais e revistas) é propriedade de algumas famílias, pouco mais de oito, literalmente a palavra família nesse caso tem o sentido mafioso.

A importância do controle da informação antiga. À época da guerra fria os dois lados faziam uso de potentes emissoras de rádio para veicular suas verdades, ou os fatos segundo seus interesses.

O mundo como é hoje, sob a tutela de uma única potência assentada em milhares de ogivas nucleares e com caráter terrorista, faz com que a informação seja decisiva noutra ponta do processo. O de desinformar e alienar o que levou um apresentador do principal telejornal brasileiro (o de maior audiência) a rotular o telespectador de idiota, comparando-o ao personagem Homer Simpson de uma famosa série de tevê nos EUA.

A rede mundial de computadores é uma realidade que neste momento coloca os donos do mundo (e da informação) em alerta. Acendeu a luz laranja, em alguns momentos a luz vermelha.

A necessidade de domar esse instrumento de liberdade está manifesta na farsa montada contra Julian Assange, fundador do site WIKIELEAKS, que trouxe a público documentos secretos do governo de Washington e revelou toda a barbárie, todo o cinismo que se esconde por trás da tal democracia exportada pelo complexo terroristas EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A para o resto do mundo.

Toda a teia intrincada de manobras, assassinatos seletivos, mentiras para justificar guerras, tortura, enfim, o que se possa imaginar em termos de boçalidade e principalmente objetivo final de controle absoluto de todo o mundo. O governo mundial submetido a verdade única (criada por eles, vendida por eles), bem mais cruel que o que se leu e se viu em O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO de Aldous Huxley, ou em 1984, de George Orwell.

O grande irmão é uma realidade.

Na prática, regredimos à Idade Média e já é possível encontrar filmes produzidos em Hollywood (meca do capitalismo/sionista), uma perspectiva de mundo destroçado, mas repleto de tecnologias de destruição (MAD MAX, lançado em 1979 na Austrália, dirigido por George Miller e que acabou conferindo a Mel Gibson o status de estrela do mundo do cinema).

Num futuro não tão distante do que temos hoje, num quadro apocalíptico, num deserto, gangues de motociclistas lutam pelo poder e aterrorizam as populações por um pouco de gasolina.

Qualquer semelhança com a ação dos EUA no Oriente Médio não é mera coincidência. O país sumiu, dissolveu-se, hoje é um complexo antevisto pelo general e ex-presidente Dwight Eisenhower (complexo industrial e militar), controlado por empresas petrolíferas, indústria de armas e setor financeiro. O próprio cidadão norte-americano perdeu sentido nesse processo, à medida que o ATO PATRIOTICO, base do terrorismo de Estado, permite o assassinato sem julgamento daqueles suspeitos de atos anti-EUA.

Esse terror se espalha pelo mundo inteiro e neste momento dissolve a Grécia, a Irlanda, a Espanha, como o fez com a antiga Grã Bretanha (hoje Micro-Bretanha), começa a chegar a Portugal e certamente vai chegar ao Brasil. Os últimos dados da política externa dos EUA mostram a secretária de Estado Hilary Clinton, uma das operadoras do terror, jantando com ex-presidente sul-americanos, dentre eles FHC, discípulos dessa seita doentia e insana, acima de tudo amoral.

Julian Assange está em prisão domiciliar na Inglaterra acusado de crimes sexuais, farsa montada pelo governo norte-americano através da colônia européia chamada Suécia, à espera de ser extraditado ou não e em seguida entregue a Washington, onde, é óbvio, vai sumir num campo de concentração Guantánamo ou qualquer outro.

A OTAN – ORGANIZAÇÃO DO TRATADO ATLÂNTICO NORTE –, principal braço terrorista do complexo na Europa, está alarmada com a presença de hackers identificados como ANONIMOUS, que invadiram seus computadores, seus sistemas de defesa e mostraram ao mundo que o ataque cruel e covarde à Líbia tem objetivos bem diversos daqueles veiculados pela GLOBO no Brasil, ou qualquer outra similar, o enorme braço midiático do terrorismo.

Jovens em todas as partes começam a se levantar à revelia de partidos carcomidos pelo poder de suas cúpulas podres (vale para o PT no Brasil) e a ir às ruas a partir de intensas mobilizações em redes sociais na Internet, sem uma definição precisa do que querem, muitas questões pontuais, mas acima de tudo um grito sobre o que não querem.

O modelo capitalista vigente, escravagista e que transforma o ser humano em robô, em peça de uma engrenagem perversa e montada em colunas imensas de hipocrisia.

Uma pesquisa recente revela que a maioria dos jovens não enxerga nos partidos a opção por mudanças e têm a Internet como “ferramenta política”.

A pesquisa foi realizada pela AGÊNCIA BOX 1824 e o Instituto Data Folha (ligado à FOLHA DE SÃO PAULO, um dos principais instrumentos da ditadura militar no Brasil, inclusive cúmplice de assassinato de presos políticos e hoje, porta-voz do braço partidário dos EUA, o PSDB).

Não há isenção no dado em si, ou boa informação na sua divulgação. Os resultados servem para orientar a necessidade – que é mundial do terrorismo de EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A – de buscar caminhos para cercear a liberdade absoluta da rede mundial de computadores e ao mesmo tempo retomar o controle sobre a juventude.

Mais ou menos como em LARANJA MECÂNICA, livro do escritor inglês Anthony Burgess, que o notável diretor Stanley Kubrick transformou em um filme extraordinário e revelador do caráter opressor e doentio das elites políticas e econômicas inspiradas pelo poder divino do qual se revestem em sua hipocrisia santa.

Os dados revelados pela pesquisa são expressivos para uma análise simples.

Vamos voltar ao Espírito Santo e as manifestações estudantis. No estado não existe propriamente um governador, mas um capataz de empresas. O dinheiro público sustenta – estamos falando de informação – uma das muitas redes regionais de comunicação onde a venalidade é a regra geral, o item principal da razão de ser, falo da REDE GAZETA. Tevê (retransmite a GLOBO), rádio e jornal.

Noticiar as manifestações tudo bem, é um fato jornalístico. Definir as manifestações é outra história. É justificar o dinheiro público que sustenta a empresa (se sair esse dinheiro quebra). Dentro dessa lógica os protestos são noticiados, os manifestantes transformados em “baderneiros” e a Polícia Militar (organização terrorista escorada no tal mundo institucional) é sempre “obrigada” a intervir com “vigor”, para evitar “danos ao “patrimônio público” (esse patrimônio é usado por eles donos, para eles, serve a eles, mas é pago pelo cidadão comum).

À época da ditadura militar um dos instrumentos usados na resistência era repassar a barbárie do regime de terror à imprensa estrangeira para que repercutisse no País e poucos brasileiros pudessem tomar conhecimento do que de fato acontecia, tendo em vista a censura e a submissão de jornais, rádios e tevês como a GLOBO, a FOLHA DE SÃO PAULO, etc. Mas era e foi essencial para desmascarar a farsa democrática decidida em Washington.

Quando acontece, por exemplo, um crime como o que vitimou o ambientalista Chico Mendes, líder dos seringueiros na Amazônia e personagem mundial por sua luta, é como se um pouco de água tivesse feito transbordar o copo e aí não tem jeito. A notícia é dada, o fato é revelado e os responsáveis pelo crime demonizados, mas permanecem impunes, como garantidos permanecem os seus negócios, na exata medida que o assunto fica logo esquecido, ao contrário do caso Nardoni, onde a exacerbação do crime – que não tem motivos políticos e nem causa danos ao modelo, o que é fundamental para eles – se torna fator de alienação. De comoção nacional.

Qualquer mulher melancia, ou mulher laje mostrando seus atributos ao mercado será sempre bem vinda, ao contrário de protestos contra governos e empresas que controlam a mídia e fazem da mídia braço do controle que exercem sobre o País, no caso o Brasil.

A tevê RECORDE iniciou no último domingo uma série de reportagens sobre irregularidades cometidas por Ricardo Teixeira, presidente da CBF – CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL –. Ano passado a justiça decidiu contra a GLOBO sobre o direito de transmissão dos jogos do campeonato brasileiro e a RECORDE, como outras, entrou na briga junto aos clubes e a CBF para ficar com esse filé mignon do futebol – milhões de reais e índices elevados de audiência –,

Na briga das máfias da comunicação a GLOBO levou vantagem. Fez ofertas melhores que a RECORDE, que a REDE TEVÊ, manteve a exclusividade de transmissão de jogos do campeonato brasileiro. Briga de máfias.

Neste momento Ricardo Teixeira passa a não prestar para a RECORDE. Fosse o contrário, não prestaria para a GLOBO. No duro mesmo não presta para nada. Não há coragem alguma e nem compromisso com a informação séria nas denúncias contra o presidente da CBF. Há interesses e pseudo-jornalismo livre, independente.

A RECORDE pertence a um grupo de mafiosos liderados por Edir Macedo, com projetos políticos para o Brasil e ligado a estranhas operações da CIA e da MOSSAD em países do Oriente Médio. Tenta implantar seus templos/lojas de dízimo para ludibriar incautos cidadãos, na mesma forma que, neste momento, tenta mostrar jornalismo independente, tudo com objetivo político e ganhos, evidente.

Num dos programas da RECORDE, dentro de um planejamento estratégico, tático, uma cidade mineira foi alvo de reportagem sobre o terror dos bailes funks (droga, brigas de gangues, sexo em via pública, toda essa “cultura” vendida pela comunicação, vendida e combatida, uma ponta e outra).

Na semana seguinte o jornal O GLOBO circulou com um caderno especial sobre a dita cidade, acordo entre a Prefeitura – que é tucana, mas poderia ser petista, ou DEMocrata, é um clube de amigos e inimigos cordiais- e a empresa, publicidade arrecadada entre empresários muitos deles distantes dos objetivos do tal caderno e verba pública para custear o grosso do negócio.

A denúncia feita pela RECORDE é correta, até porque o jornalista que a fez é sério, ao contrário do caso Ricardo Teixeira. Mas o jogo dos grandes grupos não, e está presente em cada momento da comunicação no Brasil.

A expressão progressista encobre uma artimanha da falta de coragem de assumir o viés de luta popular. Falo agora de Internet. Antônio Ermírio de Moraes que devasta florestas Brasil afora e planta milhões de pés de eucaliptos para manter seus negócios, poderia se auto rotular progressista. Por que não? Na cabeça dele ele leva progresso onde chega. Como o cavalo de Átila. A grama não medra, mas é progresso, no entendimento deles e nas loas tecidas pela mídia.

Há um outdoor célebre quando da implantação da ARACRUZ no Espírito Santo, em que a agência de publicidade colocou o seguinte – “A ARACRUZ TRAZ O PROGRESSO, A FUNAI TRAZ OS ÍNDIOS”.

Ora a empresa e Ermírio de Moraes tomou, saqueou, roubou propriedade dos índios que estão lá desde a descoberta do Brasil. No afã de enganar o cidadão comum com essa conversa de progresso (dele e dos seus evidente), cunhou essa “preciosidade” preconceituosa e criminosa.

O ministro das Comunicações Paulo Bernardo vai dizer a “progressistas” que entregar a banda larga às grandes empresas de comunicação é um excelente negócio, vai levar Internet a todos os brasileiros e propiciar “democracia” nas comunicações. Progressistas vão bater palmas e achar que é assim.

Mas é o contrário. O custo da banda larga “democrática” que o ministro das empresas vai vender é pelo menos três vezes maior que a banda larga administrada pelo Governo ou pela comunidade.

Mas progressistas vão bater palmas.

O governo Dilma Roussef até agora é uma sucessão de equívocos, de biruta desgovernada, de direção contrária aos compromissos assumidos em campanha, mas chapas brancas vão estremecer de emoção à vista do ex-ministro José Dirceu, uma espécie de Cauby Peixoto da política (as fãs tentam agarrar, arrancar pedaços da roupa, etc, etc).

Mas e daí? É o que temos, o que escolhemos no segundo turno (votei em Ivan Pinheiro e depois em Dilma por exclusão).

Só que a presidente está prestes a transformar a PETROBRAS em única empresa petrolífera do mundo a não dispor de uma frota de petroleiros própria. Vai privatizar o esquema.

Os progressistas vão dizer que a decisão é fundamental para avançar mais à frente noutros pontos. Que pontos? Ajoelhar quando os colonizadores instalarem suas bases/negócios?

O tal Programa de Modernização e Expansão da Frota da Petrobras (PROMEF) está repassando a uma empresa chamada SETE BRASIL, a responsabilidade pela construção de 49 navios contratados pelo programa.

A PETROBRAS tem dez por cento da empresa SETE BRASIL, junto com a PREVI, PETROS, FUNCEF E VALIA e os bancos BRADESCO E SANTANDER os restantes noventa por cento. São os donos da frota petrolífera da empresa estatal. Está privatizada no acordo.

O governo é de Dilma, eleita por Lula, prometeu o contrário, não tem nada de progressista.

Essa empresa vai ser responsável pela construção futura de sondas para exploração do pré-sal. O dinheiro sai do cidadão via BNDES, os bancos lucram e o Brasil fica a ver os navios da privatização.

Progressismo?

O governo pagou a revitalização dos estaleiros existentes, a construção do estaleiro Atlântico Sul, mas os juros e os prazos para a SETE BRASIL são menores e subsidiados com prazos maiores, além das tarifas pagas a PETROBRAS menores que as de mercado, digamos assim, o custo dos afretamentos maiores (para a PETROBRAS que vai pagar por seus próprio navios), para “remunerar o capital desta nova empresa formada por banqueiros”.

Quem pode dizer que isso não é ser progressista?

É outra tentativa de controle da informação principalmente na Internet. Mas por trás disso estão inocentes e ingênuos lutadores, ludibriados por espertalhões dos grandes negócios da comunicação.

A luta que os estudantes do Espírito Santo, de São Paulo e várias partes do País nos mostra é que a comunicação não pode ter dono é nem sempre o que parece ser o é de fato.

Caso de Dilma (até agora pelo menos) e dos tais “progressistas”.

Entreguistas cairia melhor.

O artigo está grande, extenso? Certas coisas precisam ser bem explicadas para que não haja dúvidas e esse tipo de argumento é falta do que falar sobre o que está sendo dito. Antes o risco de ser prolixo, ou a realidade de ser hipócrita ou cúmplice.

Blogueiros, organizai-vos!..., mas nem tanto /" Quem pagará as flores se eu Morrer de amores"?

Blogueiros, organizai-vos!..., mas nem tanto


Antonio Fernando Araujo


Fala-se nos dias de hoje e podemos mesmo presumir que nas eleições presidenciais de 2002 alguns dos atuais blogueiros já eram de certa forma atuantes na blogosfera e, com seus pitacos, certamente deram uma colaboração ainda que modesta para a primeira eleição de Lula. Entretanto, foi só em 2010, mais precisamente em agosto, que esses precursores, junto com outros que foram surgindo desde então, puderam reunir-se formalmente. Em janeiro de 2009, a ideia de um encontro chegou a ser aventado no Fórum Social Mundial, de Belém do Pará. Mais tarde, em dezembro, ela foi relembrada no Fórum de Mídia Livre e meses depois num Sujinho paulista com cerca de dez ativistas blogueiros, aparentemente cutucados pelo jornalista Luiz Carlos Azenha foi finalmente aprovada, seria em São Paulo. Ele teria se inspirado nos blogueiros progressistas norte-americanos que aglutinaram-se numa cooperativa e conceberam o Netroots. Um encontro similar a esse marco constituiu-se naquela noite em um objetivo daquele grupo. Em seguida foi a vez do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, fundado quase que na mesma ocasião, maio de 2010, à frente os blogueiros Altamiro Borges e Cristina Lemes, esta do blog Viomundo, mobilizar o universo de internautas em todo o Brasil. Finalmente, em 22 de agosto, sob o emblema “a liberdade da internet é ainda maior que a liberdade de imprensa”, que o sr. Ayres Britto, ministro do STF garantira, puderam
então, ao final desse encontro, proclamar aquela que mais tarde seria conhecida como a Primeira Carta dos Blogueiros Progressistas.


É claro que, só porque essa Carta reconheceu a necessidade de integrar mais os blogues, de
aprimorar a diversidade informativa, defendeu a neutralidade na rede, a regulamentação dos artigos da Constituição que tratam da comunicação, o combate sem trégua às formas de censura e proposto o acesso público e universal à banda larga, isso signifique que o projeto desafiante mais amplo de tornar mais democrático o espaço por onde hoje transitam as informações, o saber e a cultura já tenha sido edificado em seus termos estruturais, decorrido já quase um ano, quando cerca de 330 blogueiros e ativistas, oriundos de 19 estados, a redigiram e aprovaram-na por unanimidade.


Entretanto, ainda que aquela Carta produzida em 2010, tenha se imposto para esse grupo de
entusiasmados blogueiros como necessária, ela só ocorreu por ter sido preparada por uma espécie de mutação que se verificou no campo da percepção de que a mídia impressa tradicional já não satisfazia inteiramente as exigências de setores mais conscientes e intelectualizados e portanto mais exigentes que na sociedade buscam informações de conteúdo mais denso e, principalmente mais merecedoras de crédito. A velha mídia, à qual estava sujeito quase todo o time de consagrados jornalistas, há pouco mais de uma década viu seu poder econômico e político começar a definhar em favor de uma nova geração de articulistas, os blogueiros, forjada no bojo do desenvolvimento de novas tecnologias de
informação e comunicação verificadas especialmente no campo da informática, via internet. E se imaginarmos que em 1999, segundo o blogueiro Renato Rovai, não havia mais do que 50 blogues e em fins de 2010, segundo estudo da Technorati “State of Blogosphere”, citada por ele, já somavam mais de 130 milhões, não há dúvida de que "o fim da era do monopólio da informação, há muito já foi decretado".


A par dessa realidade - que não é nosso objetivo rever aqui -, trago à tona uma questão que também salta aos olhos. De que forma esses pioneiros da blogosfera começaram a se articular a tal ponto de, num tempo relativamente curto, tenha sido possível perceber que, de fato, essas novas mídias eletrônicas - e agora destaco as redes sociais que germinaram nesse mesmo período - começaram a fazer um contraponto jornalístico às opiniões e fatos divulgados pela imprensa tradicional - jornais, revistas, rádios e TVs - controlada por meia dúzia de famílias no Brasil? Ora, respondo, simplesmente, não se articularam e ainda assim passaram a contribuir para que mudasse radicalmente a face da comunicação ao inaugurarem, de uma forma quase anárquica, um capítulo novo na história da modernidade ao recusarem organizar-se nos velhos moldes dos sistemas jornalísticos em que uma estrutura piramidal estabelece o conteúdo do que será impresso ou exibido, levando em conta quase sempre e apenas os interesses mercadológicos ou políticos do conjunto patronal que os dirige. Nada disso, respondem ainda os blogueiros, não há nenhuma "autoridade" acima deste cidadão ou cidadã, senhor ou senhora de suas opiniões, fontes e autores de suas próprias verdades porque são capazes
de avaliar o mundo e os acontecimentos em volta, desenvolver com os olhos da inteligência, da
honestidade, da ética e da boa-fé, uma intensa atividade civilizatória, livres e soberanos no exercício das suas razões, libertos das ordens emanadas de patrões e refletindo assim a imensa pluralidade de opiniões e valores existentes no conjunto da sociedade.


Está claro então que no horizonte da luta blogueira se interpõem uma nova "classe" em ascensão de comunicadores independentes, jornalistas, ativistas das redes, colaboradores e comentadores na trincheira dos seus blogues e microblogues, e a velha mídia, estruturada como fonte de receita e lucro, dependente dos esquemas tradicionais de produção, distribuição e consumo. Os primeiros, em espaços de debates múltiplos, não raro sobre um mesmo assunto, trocas e mais trocas de opiniões, o contraditório à flor da pele, o vai-e-vem de comentários, de concordâncias e discordâncias num ambiente dinâmico, ágil e gratuito, totalmente inconcebível quando se pensa nos diagramas engessados, de opiniões e relatos de mão e pensamentos únicos da imprensa tradicional, aquela que, por ter se partidarizado, inspirou o veterano jornalista e blogueiro Paulo Henrique Amorim a cunhar a bem-humorada sigla PiG, do Partido da imprensa Golpista, inspirado naquilo ao qual o deputado Fernando Ferro (PT-PE) aludia enquanto analisava o papel que essa poderosa imprensa desempenhou em 2005-2006 - até então, ainda a única formadora de opinião -, tendo em mente a ideia de desestabilizar e depor o governo Lula, às voltas com o fantasioso esquema do "mensalão".


Mas engana-se quem imagina que, ao longo desse tempo, os blogueiros tornaram-se uma espécie de confraria, de uma seita ou de um partido político e daí teria advindo essa força que já incomoda tanto. Nada disso. Nenhum laço orgânico os une a não ser eventuais convergências de ideias, algumas metas comuns em decorrência de uma empreitada a ser levada a cabo, uma determinada atmosfera cultural ou política que os aproxima e os fazem participar de uma espécie de "espírito comum" ainda que tudo isso se manifeste através de múltiplos pontos de vista, em uma imensa variedade de blogues distintos, cada um portando sua "cara", como se fosse a marca própria da sua vitalidade e da aversão aos vícios e maus costumes dos grandes veículos da mídia tradicional que com o passar do tempo cristalizaram-se em torno do descomunal poder de quem eu chamo de "a grande família G.A.F.E. da imprensa", o onipresente quarteto, Globo, Abril, Folha e Estadão.


"O que fazem agora, esses blogueiros históricos de modo audaz, é tomar para si o necessário e autêntico protagonismo de quem escreve, diariamente, essa nova história que constroem com sua militância nacionalista, desinteressada, democrática, 'utópica'. Esses brasileiros audazes, que caminham 'sobre as águas desse momento', estão mudando a cara da comunicação no Brasil. Quem viver verá. O Brasil muda e a gente muda junto com ele", vibrou com acerto Lula Miranda, no sítio Carta Maior.


Assim, é com natural apreensão que vejo surgir na dimensão desses verdadeiros propagandistas e agitadores de uma nova era no campo da comunicação, alguns esboços de projetos que visam aglutinar os blogueiros em associações, cooperativas ou movimentos. Mal percebem que esses revolucionários, não necessariamente progressistas (ou pelo menos até que se acure melhor o significado do termo) que há 10 anos partiram para o assalto do poder midiático foram beber na fonte de um rico manancial de ideias que desde a aurora da humanidade teima em se manter viva no espírito de todos os povos e no de cada cidadão, a independência. A luta de cada um no sentido de dissipar qualquer ranço de arcaísmo oriundo da imprensa comercial fica evidente e logo transparece na ânsia de reconstruir com a sociedade um vínculo da lealdade que foi quebrado no instante em que aquela mídia abandonou seus compromissos com a verdade. E como já foi dito, essa reconstrução, para ser autêntica, para que represente de fato uma ligação umbilical com o novo, terá que ser múltipla, não se apresentar como um uno, como uma doutrina sistemática oriunda de um partido ou condomínio homogêneos, provedores de um aparato ideológico mais do que suficiente para que, em pouco tempo, se reproduzam os habituais rachas nessa "unidade na diversidade" e proliferem um sem
número de associações, cada uma atada às idéias próprias de seu grupo partidário numa disputa que em nada traduzirá os anseios que a história lhes reservou como o seu momento: a construção de um antídoto a esse "porre que é o pensamento único" (L.C. Azenha), tão bem definido, pensamentos únicos que a partir daí encontrarão abrigo nos diversos agrupamentos, que passarão então a reproduzir entre os seus, os mesmos conflitos e as mesmas feições da mídia arcaica que está em crise e contra a qual tanto lutaram. Como quase sempre se constata entre as esquerdas o adversário original então cede lugar ao grupo ideológico vizinho que tendo desafinado num parágrafo do texto ou numa esquina da luta tornou-se o inimigo maior a ser desmoralizado e abatido.


A par desses temores é importante contudo assinalar que, sem que representem ameaças à
autonomia dos autores, se criem mecanismos para prover de recursos financeiros blogueiros, ativistas e colaboradores, entre outras iniciativas, democratizando as verbas publicitárias governamentais. É inadiável que esforços sejam feitos para que uma manta de proteção jurídica se estenda sobre a liberdade de expressão dos que se dedicam ou colaboram com os blogues. É vital que se crie o Conselho Nacional de Comunicação e que políticas públicas ampliem o acesso da população a essa mídia eletrônica para que as mensagens desses visionários e livres pensadores cheguem intactas a uma sociedade que se almeja emancipada, autônoma, livre dos preconceitos do passado, moderna e educada para perceber o papel político que lhes cabe desempenhar a cada virada de página.


Qual organização horizontal ou transversal deverá brotar, fruto dessa necessidade objetiva, é algo que concretamente surgirá da prática política como tem sido até hoje, ancorada primordialmente na ampla autonomia exercida em todo o seu potencial por cada blogueiro ou ativista e em encontros locais como já vimos acontecer, como nesse nacional que ora ocorre em Brasília e em outros que ainda veremos ao longo deste 2011 e nos anos vindouros. Propostas de lutas, linhas de atuação e mobilização, os novos fatos suscitando outros debates que a dinâmica da comunicação se incumbirá de ir dando feições originais e, a pleno vapor, a "liberdade da internet", a mesma preconizada pelo ministro Britto, livre das amarras que se utilizam para frear as utopias. Daí reafirmo, blogueiros e ativistas, organizai-vos!..., mas nem tanto.



Nota Blogueira Nanda Tardin

" Quem pagará as flores se eu Morrer de amores"?Paulo Bernardo, Abrirá o hoje em Brasiília o II Encontro de Blogueiros Progressistas. O Tema de sua palestra será BANDA LARGA. É preciso ficar de oho na palestra  e caso for uma palestra dubia, preparatória para entregar a IInformação aos TELES ( A INTERNET BANDA LARGA É DIREITO DE TODOS, FORA TELES), é preciso imediatamente uma reação popular em massa.  Estarei ligada.. bjao


Corroborando com sua escrita , coloco  carta  aos estudantes http://conscienciapoliticarazaosocial.blogspot.com/2011/06/aos-rebeldes-com-causa-carta-aberta-aos.html  que me perguntaram
http://rscoelho.blogspot.com/2011/06/esudantes-acertam-sem-saber.html vejam a analise DELES

o pq. não irei ao Encontro:

Por que Não iremos ao II Encontro De Blogueiros Progressistas em Brasilia:

Como pedido, segue nossas razões , abaixo delas um pedido:
Deixamos de ir ao II Encontro Nacional de Blogueiros exatamente por esse tipo de convicção. ( Vide nota: http://juntosomos-fortes.blogspot.com/2011/06/debates-polemicosvem-ai-o-encontro.html - quando renunciamos - Laerte Braga, Ivan Pinheiro e Eu, Nanda Tardin a mesa de debates de Movimentos Sociais) Não é do nosso feitio aceitar a verdade pronta e acabada, uma luta instrumentalizada por um partido ou dois, numa direção política pré-traçada, isso vale dizer que sem debate, sem que reflita a alma de cada um dos participantes.

Hoje, mais que nunca, as cúpulas partidárias estão falidas, refletem situações de interesses pessoais e as chamadas bases são chamadas apenas para aceitar o que se decidiu por cima.

Ou construímos um modelo de vida capaz de nos permitir a todos sermos protagonistas, isso através do debate, da troca de idéias livremente, ou vamos continuar vivendo numa espécie de admirável mundo novo, onde uma única verdade se impõe.

O II Encontro tem um viés, é um direito deles buscar se organizar assim, mas o nosso pensamento é que ou existe a pluralidade e a diversidade, ou não somos livres. Diversidade e pluralidade indicam respeito, mas são essenciais.

Fernanda Tardin 

Aos 'Rebeldes' com Causa - Carta aberta aos Estudantes

"CONSCIÊNCIA POLÍTICA RAZÃO SOCIAL": Aos 'Rebeldes' com Causa - Carta aberta aos Estudantes: "– Enviado usando a Barra de Ferramentas Google"

Aos 'Rebeldes' com Causa - Carta aberta aos Estudantes

"Eu entendo - e ADMIRO- a juventude transviada..."
A democracia não tem senhores, os senhores somos todos nós!
Parabéns a vocês,estudantes ‘tumultuadores exemplos que é possível acordar, levantar e sacudir a poeira do medo, ir à luta.
Carta aos Estudantes –
O movimento de vocês soma-se aos movimentos de jovens em todo o mundo e que a gente percebe que começam a ganhar forças. Atingem países chamados do primeiro mundo, atingem todos os cantos e a primeira lembrança que me traz é a do jovem chinês à frente dos tanques impedindo um massacre. Virou símbolo do desejo de paz, de liberdade, de uma sociedade justa para todos e não escorada em privilégios.
É contra o aumento de passagens, é contra as formas que matam o futuro, destroem o ambiente, enfim, é uma especie de despertar diante de uma realidade que está a procurar nos transformar em protagonistas silenciosos e medrosos do mundo terrívvel que constroem.
A luta nas ruas através dos protestos, o repúdio a esse tipo de gente que detém o poder e tenta nos silenciar, nos transformar em robôs, escravos, a luta na internet, nenhuma dessas lutas tem dono.
Somos livres estudantes e cidadãos indignados e a história dos grandes movimentos transformadores mostra que os jovens, os estudantes são fundamentais.
Trazem o germe e a coragem da esperança.
Vocês são exemplo como tantos jovens em tantos cantos do mundo e por vocês reacende a chama de luta em todos nós.
Não somos partidos, não somos boiada, somos apenas lutadores que se empenham em nos manter como seres humanos tanto quando sentamos num barzinho para curtir a amizade, a lealdade, no esporte, no estudo, na busca de nos expressarmos livremente, sem ódios, sem rancores, mas desejosos de liberdade acima de tudo, sem manipulações e sem poderes escravagistas disfarçados de senhores da democracia.
A democracia não tem senhores, os senhores somos todos nós.
Há quem marque árvores escrevendo seus nomes e causando dor a essas árvores. Há quem marque a vida plantando árvores e a liberdade é uma árvore.
A luta e vocês é nossa e o nosso dever é participar e estar presente na medida do possível de cada um e isso a internet hoje nos possibilita.
Estamos presentes e estaremos sempre como cidadãos indignados que não almejam nada além da existência e da convivência pacíficas significados da vida em sua essência, em seu sentido.
Não serão bombas de pimenta que nos irão calar. Pelo contrário, nossas vozes se farão ouvir mais alto, pois eles não sabem falar, sabem apenas a linguagem da violência e da corrupção.
Parabéns a vocês, exemplos que é possível acordar, levantar e sacudir a poeira do medo, ir à luta.
Por que Não iremos ao II Encontro De Blogueiros Progressistas em Brasilia:
Como pedido, segue nossas razões , abaixo delas um pedido:
Deixamos de ir ao II Encontro Nacional de Blogueiros exatamente por esse tipo de convicção. ( Vide nota: http://juntosomos-fortes.blogspot.com/2011/06/debates-polemicosvem-ai-o-encontro.html - quando renunciamos - Laerte Braga, Ivan Pinheiro e Eu, Nanda Tardin a mesa de debates de Movimentos Sociais) Não é do nosso feitio aceitar a verdade pronta e acabada, uma luta instrumentalizada por um partido ou dois, numa direção política pré-traçada, isso vale dizer que sem debate, sem que reflita a alma de cada um dos participantes.
Hoje, mais que nunca, as cúpulas partidárias estão falidas, refletem situações de interesses pessoais e as chamadas bases são chamadas apenas para aceitar o que se decidiu por cima.
Ou construímos um modelo de vida capaz de nos permitir a todos sermos protagonistas, isso através do debate, da troca de idéias livremente, ou vamos continuar vivendo numa espécie de admirável mundo novo, onde uma única verdade se impõe.
O II Encontro tem um viés, é um direito deles buscar se organizar assim, mas o nosso pensamento é que ou existe a pluralidade e a diversidade, ou não somos livres. Diversidade e pluralidade indicam respeito, mas são essenciais.
Fernanda Tardin
Pedido:
“ Libertas que será tamem”
Sigam nos mostram ser possível irmos a luta juntos e sem nos calarmos perante a necessidade de ‘governabilidade’ ou de defender partidos ou tendências.
Bjao e HASTA SIEMPRE
"Ou Brilhamos Todos Ou Não Brilha Ninguem".
http://conscienciapoliticarazaosocial.blogspot.com/
Blog de Visibilidade de debates da Sociedade ORGANIZADA
que discute com politicos UM NOVO ES É POSSIVEL,
Divulgue-nos, Juntos Somos Fortes http://conscienciapoliticarazaosocial.blogspot.com/
Somos a base da piramide, 180 milhoes de brasileiro,
porque sUstentar um Topo que nos oprime?"
Bjs
Nanda Tardin
32 91363332

PUNIÇÃO DOS TORTURADORES: UNIÃO LEVANTA A BANDEIRA BRANCA

O Supremo Tribunal Federal decidiu em abril de 2010 que uma tirania pode anistiar a si própria.

A Corte Interamericana de Direitos Humanos, no final do ano, reafirmou o entendimento civilizado da questão: não pode, caso contrário os déspotas e seus esbirros nunca mais serão punidos em lugar nenhum. Só os governos democráticos subsequentes têm legitimidade para julgar os crimes cometidos pelos agentes do Estado durante o período de exceção.

A OAB entrou com recurso questionando a decisão do STF à luz da manifestação posterior da Corte Interamericana. E o Governo Federal ficou ao lado do STF, contra a Corte (que, embora sendo um órgão judicial autônomo, geralmente tem suas decisões acatadas pelos países membros da OEA).

Assim, o parecer do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, alinhou-se com a inacreditável decisão do STF de não rever a anistia de 1979 -- aquela que igualou as vítimas a seus carrascos.

Tratou-se de mais um recuo chocante da presidente Dilma Rousseff, depois de ceder à direitalha também na questão do sigilo eterno dos documentos oficiais ditos ultrassecretos (nesse balaio caberá tudo que se quiser colocar...).

Foi o pior desfecho possível: avalizou-se uma aberração jurídica e política, legando um péssimo precedente aos pósteros.

Melhor teria sido um pacto entre os interessados, no sentido de se rever, sim, a Lei da Anistia, para determinação inequívoca da responsabilidade de quem ordenou, executou ou consentiu que fossem cometidas todas aquelas atrocidades; mas, com o Estado brasileiro, em seguida, utilizando sua prerrogativa de não punir tais monstros, em razão, digamos, de motivos de ordem humanitária.

Vamos abrir o jogo: a alta oficialidade ganhou no grito, fazendo o governo crer que as Forças Armadas não admitiriam o encarceramento ou a imposição de penas pecuniárias aos Ustras e Curiós.

Cheira a blefe -- os oficiais mais jovens dificilmente arriscariam suas carreiras para solidarizarem-se a tão execrados gorilas --, mas Lula não quis e Dilma não quer pagar pra ver.

É patético, contudo, que não se tenha chegado a um epílogo menos vexatório para o Brasil.

A prisão dos torturadores e a oficialização de sua impunidade eram os extremos; faltou engenharia política que viabilizasse um meio termo.

Rendição incondicional nunca foi a melhor atitude para um governo.

Consciência Política, Razão Social. (10)

Consciência Política, Razão Social. (10): "TODO APOIO AOS GUERREIROS. PALAVRAS DE ESTUDANTES ( 'Eu entendo - e ADMIRO- a juventude transviada...') http://rscoelho.blogspot.com/2011/06/esudantes-acertam-sem-saber.html Nada de 'Vidro Moido...' VAMOS TODOS, Bater lata. Juntos Somos Fortes,bora?


16/06/11

movimento acerta alvo sem saber

E Junho continua com a sua roda viva de manifestações de rua, bloqueios e movimentos de resistência (vide abaixo o movimento de Itabira, Minas) e também resistências e manifestações de blogueiros, emails e mensagens cruzando os céus cibernéticos da parte lúcida e engajada da internet. Segue abaixo uma vibrante convocação feita pela Nanda Tardin, acerca de nossa manifestação de ontem, no Centro de Convenções de Vitória, onde se realizaria o Fórum Nacional da Reforma Eleitoral.

O evento foi cancelado, em razão do bloqueio do MCA - Movimento Contra o o Aumento, formado em sua esmagadora maioria por estudantes, mas que começa a atrair a participação de sindicalistas, trabalhadores e ativistas políticos em geral.
Na realidade, não estava na pauta do Movimento protestar contra o Fórum, questionar a sua legitimidade, tal como a convocação de Nanda lucidamente questiona. Foi um 'cochilo' do MCA, que poderia ter agregado mais simpatia à sua causa e ter passado uma imagem de maior amplitude, para esse movimento que já tem demonstrado uma combatividade e uma politização surpreendentes, nesses esteréis tempos de desmobilização dos movimentos sociais organizados. De qualquer forma, os estudantes miraram no que viram, acertaram no que miraram e também acertaram no que não viram.
A seguir, a convocação enviada por Nanda Tardim:

URGENTE TODOS: APOIO AGORA AOS ESTUDANTES
Abaixo, a farsa montada pelo Fórum Nacional de Reforma Eleitoral, bancado pelos ditadores de uma ONG da VALE, ARACRUZ, REDE GAZETA. Sobre o Forum podem ver mais da farsa abaixo:

ESPÍRITO SANTO EM AÇÃO ASSINA TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA PARA REALIZAÇÃO DO FORUM NACIONAL PELA REFORMA DA LEI ELEITORAL (extraído de Tribunal Regional Eleitoral do Espirito Santo - 06 de Abril de 2011 )


"O Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo e o Movimento Espírito Santo em Ação assinam nesta quinta-feira, dia 07 de abril, o convênio de cooperação técnica para realização do Fórum Nacional pela Reformulação da Legislação Eleitoral que acontecerá em Vitória, entre os dias 15 a 17 de junho, para discutir os diversos aspectos que envolvem a mudança da legislação eleitoral no Brasil.
A solenidade de assinatura será realizada no gabinete da presidência do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo e contará com a presença da diretoria do Espírito Santo em Ação, que entendeu que a realização do Fórum Nacional pela Reformulação da Legislação Eleitoral, no Espírito Santo, é um projeto de interesse público para toda a sociedade.
Para o desembargador Pedro Valls Feu Rosa, presidente do TRE-ES, a mudança da lei eleitoral pode ser considerada uma resposta e um desafio para o enfrentamento do desenvolvimento de condições ideais para legitimar a vontade popular. Fonte: Ass. Com/TRE-ES"

Agora eu pergunto: até onde são de fato independentes os movimentos sociais que apoiaram este evento se a ONG ES EM AÇAO é a ONG Empresarial que serviu o governo imperialista de Hartung e que é composta de executivos da Aracruz(Arcelor/Fibria), Rede gazeta de Comunicações, Futura, CST, Vale, Águia Branca?
A quem querem enganar os bem 'intencionados' que se proporiam a debater reforma eleitoral com um TRE que não cassou ainda nem o Donatti (prefeito Conceição da Barra), nem Suely Vidigal, flagrada comprando votos e fazendo uso do dinheiro público, via Prefeitura da Serra de seu marido Vidigal?
"Ou Brilhamos Todos Ou Não Brilha Ninguem".

Blog de visibilidade de debates da sociedade organizada, que discute com políticos a construção do projeto popular UM NOVO ES É POSSIVEL.

Divulgue-nos, Juntos Somos Fortes
Somos a base da piramide, 180 milhões de brasileiros
porque sustentar um Topo que nos oprime?
Nanda Tardin, 32 91363332
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Como forma de protesto, a Nanda decidiu não participar do II Encontro de Blogueiros Progressistas, que acontece agora em junho, em São Paulo. Na verdade desde a realização do I Encontro pipocararm, aqui e ali na internet, algumas vozes críticas e discordantes da forma como vem sendo conduzida essa necessária e válida tentativa de integrar a blogosfera progressista; parece que as críticas se referem a uma concentração de decisões, falta de democracia e de autonomia, estrelismo etc, enfim, o de sempre.
Este blog não tem como se pronunciar sobre a questão, já que não pude participar do I nem desse II Encontro. Mas a Nanda ficou de enviar a sua visão e trazer alguns esclarecimentos. Ficamos aguardando.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Democratização da Comunicação: O 2º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas

Será realizado em Brasília nos dias 17, 18 e 19 de junho, o 2º Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas, com as presenças já confirmadas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro das comunicações Paulo Bernardo.
Apesar de sua suma importância para a democracia e a comunicação do nosso país este evento não será divulgado ou transmitido por TVs abertas, Rádios, Jornais ou Revistas de grande circulação.
Como o último estudo realizado pela SECOM revela que  96,6% das pessoas se informa(?) pelas TVs abertas ( globo e seus clones), mais uma vez informações  importantes serão sonegadas da imensa maioria de nosso povo.
Tudo indica portanto que pelo menos para o “PIG” a ditadura não acabou. E que liberdade de expressão no Brasil continua privilégio de neoliberais, restando aos progressistas falar para e entre si na internet, nos poucos espaços em TVs por assinatura e também em algumas poucas publicações. 
O problema das rádios comunitárias, que no governo FHC sofreram uma restrição legal limitando seu raio de alcance para um quilômetro, o que praticamente inviabilizou esta mídia, dá uma ideia aproximada do atraso em que ainda nos encontramos.
Propriedade cruzada, políticos donos de emissoras, renovações de outorgas, propaganda direcionada para crianças, direito de resposta, ausência de programação regional, banda larga para todos, digitalização das TVs e Rádios públicas e comunitárias, marco legal da comunicação, são alguns dos desafios que temos que superar.
Este encontro que se inicia amanhã, continuidade do 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas de São Paulo em 2010, a exemplo de outros que  vem ocorrendo por todo o país, principalmente após a 1ª CONFECOM,  além de ser  um grande passo no sentido de se adequar a legislação do setor aos novos tempos, é principalmente um marco na luta pela democratização da comunicação no nosso país e pela garantia da  liberdade de expressão como um direito de todos. A luta continua companheiro. - BlogueDoSouza



Com informações da  Rede Brasil Atual e Centro de Estudos da Mída Alternativa Barão de Itararé 
Transmissão ao vivo:
O evento será transmitido pela Rede Brasil Atual e Rede TVT ao vivo a partir desta sexta-feira (17). A transmissão se fará direto do auditório da CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio), em Brasília. Ao todo, estarão envolvidos na transmissão cerca de dez profissionais. O blogueiro Emerson Luis ( Nas retinas ), participa da transmissão ao lado do editor da Rede Brasil Atual, Ricardo Negrão.
Programação Oficial e Palestrantes:
A programação oficial do II Encontro Nacional dos Progressistas (BlogProg), construída de forma coletiva e democrática, tem como eixo principal a luta pela democratização dos meios de comunicação, por um novo marco regulatório para o setor e pela implantação e aperfeiçoamento do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Além disso, ela contempla, em várias oficinas, inúmeros temas de interesse da blogosfera. A programação ainda poderá sofrer alguns ajustes. Um deles é a inclusão de uma palestra do ex-presidente Lula, que já confirmou a presença no encontro, mas ainda não formalizou sua participação.
Data: 17, 18 e 19 de junho.
Local: Centro de Convenção da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC)
SGAS. Avenida W-5, Quadra 902, Bloco C – Telefone: (61) 3214-8000
Dia 17 de junho, sexta-feira

O sigilo eterno que encobre crimes de Estado e algema a presidente

O sigilo eterno que encobre crimes de Estado e algema a presidente

Se Dilma sucumbir às chantagens estará oferecendo os próprios pulsos aos que têm culpa no cartório



  
Sarney age como um psicótico que tem culpa no cartório e chantageia  a presidente,  usando pretextos pueris. Collor é o bobalhão que faz seu jogo.

"Não me lembro se colocamos no Isordil, no Adelpan ou no Nifodin. Conseguimos colocar um comprimido nos remédios importados da França. Ele não poderia ser examinado por 48 horas, senão aquela substância poderia ser detectada."
Mário Neira Barreiro, um dos assassinos confessos de Jango, em entrevista gravada por João Vicente Goulart. 

Anote e confira um dia, se a sociedade puser a boca no trombone e reverter essa abominável articulação obscurantista para preservar o sigilo eterno de documentos oficiais: seu principal objetivo é encobrir os assassinatos de Estado, como os de  Juscelino Kubitschek, João Goulart, Carlos Lacerda e Tancredo Neves, bem como as verdadeiras circunstâncias da morte de Getúlio Vargas.

É isso mesmo: estou falando de assassinatos perpetrados com os conhecidos requintes que foram mais salientes no regime do apartheid, na África do Sul, e no Portugal salazarista, no tempo da PIDE - Polícia Internacional de Defesa do Estado.

Se esse cavalo de pau vingar, quando o projeto de lei que insere no Brasil nos hábitos das nações civilizadas já está pronto para ser votado 8 anos depois de apresentado, falar em Comissão da Verdade para inventariar os abusos na ditadura será uma impertinente piada de mau gosto.

A sociedade brasileira terá perdido uma grande oportunidade de conhecer tramas do arco da velha, guardadas a sete chaves por exporem as vísceras dos podres poderes ao longo de anos e séculos.

Apenas para esclarecer: o projeto que põe fim ao sigilo eterno foi encaminhado em 2003 ao Congresso pelo ex-presidente Lula. Na Câmara, foi detectada uma falha que, no fundo, preservaria os segredos para sempre, na medida em que permitia a prorrogação indefinida do sigilo dos documentos considerados ultra-secretos. Com a emenda aprovada, o maior prazo é de 50 anos, o que já não é pouco.

Três vultos da história mortos no espaço de 8 meses

No caso das minhas afirmações iniciais, basta lembrar coincidências gritantes: O ex-presidente Juscelino Kubitscheck foi "acidentado" no dia 22 de agosto de 1976; 104 dias depois, em 6 de dezembro do mesmo ano, o ex-presidente João Goulart foi envenenado em Mercedes, na Argentina, no auge frenético da "Operação Condor", que juntava em ações transnacionais de extermínio as ditaduras do Brasil, Chile, Argentina e Uruguai; 166 dias mais tarde, em 22 de maio de 1977, o ex-governador Carlos Lacerda morreu em uma clínica particular, onde fora internado com uma gripe comum.

Esses três líderes de correntes rivais haviam se unido a partir de iniciativa de Lacerda, o principal arauto do golpe de 1964, quando este descobriu, em 1966, que havia levado uma tremenda volta dos militares, que se apegaram aos poderes encantados de Brasília e implantaram o regime em que qualquer um poderia ser presidente, desde que fosse general do Exército.

Em 1966, antes de ser cassado pelos ex-concubinos na conspirata patrocinada pelos Estados Unidos, Lacerda resolveu dar o troco de maneira surpreendente: através de Renato Archer, adversário de Sarney no Maranhão, chegou a Juscelino, que estava exilado em Portugal, e valendo-se de Doutel de Andrade sensibilizou João Goulart: em 28 de outubro de 1966 a TRIBUNA DA IMPRENSA publicava o manifesto da Frente Ampla, assinado pelos três, pleiteando a volta das eleições diretas e política externa soberana, entre outros pontos.

Mesmo sob desconfiança dos parlamentares oposicionistas, que suspeitavam da metamorfose de Lacerda e da condenação de Brizola, que soltou os cachorros em cima de Jango, a frente começou a ganhar corpo até que em 5 de abril de 1968 a ditadura cassou o ex-governador e proibiu as atividades do grupo. A partir de então, suas articulações passaram para a clandestinidade e pesaram na decisão que levou ao AI-5, em 13 de dezembro de 1968.

Sarney, o pau-mandado da ditadura

Em todos esses episódios, José Sarney se comportou como um crápula de carteirinha, procurando prestar todo tipo de serviço à ditadura para consolidar o vice-reinado do Maranhão, ainda dividido, devido à força que seu ex-padrinho Vitorino Freire ainda gozava no regime, sobretudo pelas mãos dos irmãos Geisel.

Documentos secretos do governo americano, tornados públicos na década de 90, revelaram que Sarney foi o emissário dos militares junto à Embaixada norte-americana para explicar o AI-5, ato institucional ultra-ditatorial que dividia os próprios militares. O grupo de Golbery, que perdera o manuseio dos cordéis, usava seus contatos para convencer os patrões de que esse golpe dentro do golpe era uma carta branca a "linha dura" radical e poderia  trazer dores de cabeças para a Casa Branca e os trustes, tudo, naturalmente dentro do clima de intrigas e disputas pessoais entre generais, almirantes e brigadeiros que marcaram os 20 anos sórdidos, nos quais Sarney deu nó em pingo d'água para manter-se na crista da onda.

Tancredo morreu num dia, o mordomo no outro
 
No caso de Tancredo Neves, de cuja morte foi Sarney o grande beneficiário, como se tivesse ganho a Presidencia na mega-sena, há histórias cabeludas que deixaram até hoje familiares do veterano político mineiro com a pulga atrás da orelha. As suspeitas aumentaram quando o general Newton Cruz admitiu em entrevista à TV Cultura, no ano passado, informnações antecipadas sobre sua morte.

Isso levou a família do ex-presidente a cogitar de pedir abertura de investigações rigorosas. OsNeves até hoje não digeriram o caso do garçom João Rosa, escolhido para ser o mordomo do presidente eleito. Ele também teve uma morte estranha, um dia depois do falecimento de Tancredo. Rosa tinha 52 anos e morreu oficialmente em consequência de diverticulite, primeiro diagnóstico para a doença do presidente. O garçom, que era funcionário do Palácio do Planalto, chegou a trabalhar alguns dias na Granja do Riacho Fundo, residência provisória do novo presidente e onde Tancredo fazia as refeições enquanto definia o Ministério da Nova República.

Suicídio de Getúlio será que foi mesmo?

Em relação à morte do presidente Vargas, já se levantaram variadas hipóteses. Em 2007, a ex-vedete Virgínia Lane, que privou de sua intimidade, afirmou no programa de Roberto Canázio, da Rádio Globo, que estava na cama com ele quando quatro homens mascarados o mataram. Gervásio Batista, fotógrafo histórico, autor da última foto de Tancredo vivo, disse em 2008 ao site G1 que foi impedido por Gregório Fortunato de fotografar Getúlio morto, porque este "estava em trajes menores".

Especulações e doideiras à parte há especulações sobre a possibilidade de que a própria carta-testamento do ex-presidente não tenha sido escrita por ele,mas pelo ex-ministro João Neves da Fontoura, o mesmo que divulgou "correspondências secretas" entre Vargas e Perón sobre repúblicas sindicalistas, usadas no complô para derrubá-lo. Curioso: embora se conheça o documento manuscrito, a historiadora Maria Celina DAraujo fala de três vias: "Como testemunho de seu gesto Getulio deixou uma carta testamento com três cópias. Uma, na mesa de cabeceira da cama onde morreu, outra dentro do seu cofre e uma terceira entregue a Goulart, ainda durante a reunião ministerial. Getulio pedira a Jango que guardasse o documento sem lê-lo e se retirasse para o Rio Grande do Sul, pois no Rio, ele, Getulio e o próprio governo eram muito vulneráveis".

Assassinato de Jango não há como esconder
 
Falo de alguns fatos dignos de suspeita, mas a história dos assassinatos de Estado é madeira de dar em doido. Graças à tenacidade do seu filho João Vicente o Ministério Público Federal passou a investigar a morte do ex-presidente no início de 2008, quando escrevi:
O assassinato de Jango fazia parte de um sofisticado plano internacional, que incluía outras vítimas, como o ex-embaixador chileno Orlando Letelier, "explodido nos EUA", o ex-general chileno Carlos Prates, o ex-presidente boliviano Juan José Torres e dois parlamentares uruguaios - senador Zelmar Michelini e o deputado Héctor Gutiérrez Ruiz - ocorridos na Argentina, após a deposição de Isabelita Peron, em 24 de março de 1976, e a ascensão do mais sangrento bando golpista, comandada pelo general Jorge Rafael Videla, que disputou com o colega chileno Augusto Pinochet a comenda de grão-mestre da tortura e do extermínio de opositores.
 
Na ocasião, o advogado Christopher Goulart, neto do ex-presidente, declarou que a investigação levaria inevitavelmente à descoberta de outros crimes, no âmbito da "Operação Condor". A apuração já ia ser arquivada se não fosse pela insistência do seu filho. Agora em junho, a procuradora da Republica Gilda Carvalho determinou à Procuradoria do Rio Grande do Sul, que reative as investigações a respeito e exigiu rigor nos interrogatórios de quem pode esclarecer o crime.

Uma forma de algemar a presidente Dilma

Mas há muita nebulosidade sobre uma história que vem sendo sistematicamente escondida aos brasileiros num ambiente que ameaça até mesmo os governantes de hoje.

Nesse episódio, a presidente Dilma Rousseff tem o apoio de todas as correntes de opinião, inclusive as mais conservadoras, para manter o projeto como chegou ao Senado. Só quem está ensebando é quem tem culpa no cartório, no caso os bolsões da intolerância das Forças Armadas, que esperam assim sepultar a Comissão da Verdade, e traquinas da laia de Sarney e Collor, que devem estar muito mal na papelada que pretendem eternamente protegidas da luz do dia.

A matéria já devia ter sido votada no último dia 3 de maio, mas Dom Sarney e seus lacaios amestrados travaram, puseram as facas no peito da presidente e deixaram todo o país a ver navios.

Se a presidente Dilma se curvar a tamanha monstruosidade, estará oferecendo os próprios pulsos às algemas, iguais as que marcaram seu espezinhado corpo juvenil. E ficará nas mãos tintas de sangue de uma meia dúzia de psicóticos de vida pregressa impublicável.
 
 
Enviado Pr Pedro Porfirio, Arthur Gonçalves e Safrany