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sábado, 14 de maio de 2011

PROCURADOR GERAL PULVERIZA FALÁCIAS DOS LINCHADORES DE BATTISTI

Foi de lavar a alma o parecer com que o procurador geral da República, Roberto Monteiro Gurgel Santos, pulverizou as falácias e a intromissão indevida da Itália num caso cuja última palavra foi dada pelo Brasil há mais de quatro meses, quando recusou em definitivo o pedido de extradição do escritor e perseguido político Cesare Battisti.

A pretensão berlusconiana de fazer com que o Supremo Tribunal Federal cassasse a decisão juridicamente perfeita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou no exercício da soberania nacional, foi rechaçada com firmeza por Gurgel: 
"...manifesta-se a Procuradoria Geral da República pelo não conhecimento da reclamação e, se conhecida, pela sua improcedência". [Traduzindo: não vale a pena desperdiçarmos tempo com este assunto já liquidado, mas, caso o façamos, será para jogarmos o papelucho italiano no lixo.]
 Eis as passagens mais marcantes do ótimo parecer:
"O Supremo Tribunal Federal (...) deferiu a sua extradição, assentando, por maioria, (...) que o acórdão da Suprema Corte não vinculava o Presidente da República". [Traduzindo: por mais que os linchadores embromem e tergiversem, o que o STF fez foi apenas e tão somente autorizar a extradição caso o presidente da República a quisesse determinar, mas não impor ao presidente que obrigatoriamente extraditasse.]

"...se o Brasil não pode interferir nos motivos que ensejaram o pedido de extradição, ao Estado requerente também não é possivel interferir no trâmite do processo de extradição dentro do Estado brasileiro. Tal tentativa de interferência no processo de extradição (...) é violadora do princípio da não intervenção em negócios internos de outros Estados, regra basilar do Direito Internacional Público.

Portanto, sendo a decisão que negou a extradição de Cesare Battisti ato soberano da República Federativa do Brasil, a tentativa por parte da República Italiana de revertê-la, dentro do próprio Estado brasileiro, seria afrontosa à soberania nacional". [Traduzindo: assim como a Itália nega ao Brasil o direito de questionar as aberrações jurídicas em que ela notoriamente incorreu nos anos de chumbo, o Brasil pode igualmente negar à Itália o direito de jogar um Poder brasileiro contra o outro, espezinhando a soberania nacional.]

"Falta à República Italiana legitimidade para impugnar ou exercer o controle de legalidade do ato do Presidente da República que negou a extradição de Cesare Battisti". [Traduzindo: a Itália não tinha o direito de recorrer ao STF contra a decisão de Lula. E, por minha conta, acrescento: nem o presidente do Supremo, Cezar Peluso, tinha o direito de, extintas as justificativas legais para manter Battisti preso, prorrogar a detenção de forma arbitrária e ilegal, dando à Itália tempo para tentar alterar o quadro com um disparate jurídico. Desde 31/12/2010 Battisti não está preso pelo Estado brasileiro, mas sim sequestrado pelo ministro Peluso. Parafraseando Marx, quem julga o presidente da mais alta corte?]
"Entender que o Estado estrangeiro pode, desembaraçadamente, litigar no foro brasileiro sobre questões de cooperação jurídica internacional constitui grave risco de ruptura ou tumulto dos subsistemas processuais instituídos em nosso ordenamento jurídico para disciplinar esse instituto em suas diversas figuras". [Traduzindo: a Itália não pode fazer da nossa Justiça uma casa da sogra, tumultuando as instituições brasileiras.]
"Em suma, a República Italiana não é parte no processo extradicional de direito interno atinente a Cesare Battisti. E, não sendo parte, não pode reclamar o cumprimento da decisão dada no processo de extradição.

É aos órgãos de soberania da República Federativa do Brasil que incumbe atuar para dar curso, pela parte brasileira, à relação jurídica de Direito Internacional Público corporificada no Tratado de Extradição entre o Brasil e a Itália. A Itália (...) não tem nem interesse processual, nem legitimidade  ad causam, nem sequer capacidade de estar em juízo, para ajuizar ação visando ao cumprimento da decisão tomada no processo de extradição.

A admitir-se o contrário, forçoso será admitir que ela possa fazê-lo sempre, em qualquer instância, em feitos de cooperação jurídica internacional". [Aqui a tradução não se faz necessária. Basta o cidadão, togado ou não, ter a mínima noção do que significam duas palavrinhas: dignidade nacional.]

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Capas de Veja se na abolição: Terroristas e golpistas libertam os neguinhos....

A blogosfera progressista (ou de esquerda/socialista/comunista/anarquista/democrática…) procura os autores (ou autoras) das magistrais capas do panfleto fascista da revista Veja sobre a Abolição da Escravatura, em maio de 1888.
(Capa da Veja em maio de 1888 – versão 1)

(Capa da Veja em maio de 1888 – versão 2)
As capas merecem um prêmio! Sugestões?
E mais: merecem ser registradas nos blogs e demais espaços da rede, para que um eventual ato de censura da Editora Abril não viole a nossa liberdade de expressão e apague essas criativas e geniais obras.
Recebi a primeira versão por e-mail e a segunda achei por acaso na web, justamente quando procurava o autor da primeira.
Não achei indicações de autoria. Se alguém souber algo a respeito, agradeço bastante desde já.
http://brasiliamaranhao.wordpress.com/2010/10/19/capas-veja-abolicao-escravatura/

REFRESCANDO A MEMÓRIA DO PÉRSIO ARIDA

Em tempo de novela sobre os  anos de chumbo, a revista Piauí publica as memórias do economista Pérsio Arida, sobre a revolução que passou em sua vida antes de ele decidir que queria mesmo era  aperfeiçoar o capitalismo por meio de mirabolantes (e fracassados...) congelamentos de preços.

Trouxe à baila o drama dantesco de Massafumi Yoshinaga e, na minha opinião, negou-lhe a compaixão  ("Mas quem chora a morte de um traidor?") que ele próprio, Pérsio, tanto tentou inspirar.

Eis os trechos referentes ao Massafumi no depoimento do Pérsio:
"A rotina daqueles tempos [em que o Pérsio estava preso no DOI-Codi/SP] só foi quebrada uma única vez. Todos fomos reunidos sem aviso no pátio para ouvirmos a preleção de dois ex-terroristas. Por um instante sequer entendi a expressão – se haviam sido presos, eram ex-terroristas por definição. Outro, no entanto, era o significado – eram terroristas arrependidos.
Massafumi Yoshinaga, disse um dos militares. Um patriota que se arrependeu dos assaltos a bancos e da guerrilha. Ele, que conhece o terror por dentro, quer transmitir a vocês uma mensagem importantíssima. Ouçam e meditem. É um pregador que presta um serviço à pátria, alertando a juventude brasileira para os riscos do comunismo e as ilusões da luta revolucionária.
Fiquei branco. Era o nissei da pesada que se hospedara na minha casa. Estava exatamente na minha frente. Impossível que não me tivesse reconhecido.
O nissei pediu a palavra logo depois do discurso do militar. Parecia ansioso por começar a falar. Discursou como numa assembleia estudantil. No meio da sua arenga, trocamos olhares furtivamente. Na linguagem oculta dos olhares, ele me disse que se lembrava de mim com tanta certeza quanto eu me lembrava dele. Terminada a falação, fomos encaminhados de volta para nossas celas. Não nos foi permitido conversar com eles.
Passei aquela noite em claro, esperando o momento em que fossem me chamar para uma sessão de torturas, de vingança. Havia escondido um terrorista em minha casa, portanto era cúmplice do terror, e não havia dito nada sobre o nissei no meu depoimento. Os caras iriam me bater para saber quem mais se escondera na minha casa.
O dia raiou, mais um dia inteiro se passou e outro e outro. Nada. Reinterpretei a situação: Massafumi Yoshinaga deve ter sido barbaramente torturado, pensei, faz esse papel de arrependido só para se livrar dos suplícios. É tudo fingimento. Por isso não me denunciou, por isso não nos permitiram conversar com ele a sós. Aquele discurso tinha sido um vexame público, vergüenza ajena, expressão concisa e intraduzível do espanhol, mas nada além de um vexame, uma estratégia de sobrevivência.
Ou será que os torturadores haviam penetrado por alguma fissura da alma do nissei? Diziam que ele tinha delatado vários companheiros. A convicção com que ele falava tinha algo de genuíno, e também de perturbador. Não eram as frases em si. Algumas poderiam perfeitamente ser verdadeiras (como seu raciocínio sobre a inviabilidade da luta armada), enquanto outras estavam encharcadas de constrangimento. Somente coagido alguém falaria bem da Transamazônica. Não eram as frases em si que me incomodavam – era a intuição de que a tortura poderia, em alguns casos, destruir o indivíduo, fazer com que ele deixasse, de certa forma, de ser quem era.
...Um dia encontrei, largada num canto e amarelada pelo passar do tempo, uma Veja com Massafumi Yoshinaga na capa e o título “O terror renegado”. A reportagem contava que o presidente Emílio Garrastazu Médici expressara, em audiência com dirigentes da Ordem dos Advogados do Brasil, sua satisfação com o depoimento público e espontâneo do ex-terrorista. Depois de preso, Massufumi Yoshinaga teria tido a oportunidade de familiarizar-se com as grandes obras de seu governo, como a Transamazônica e a extensão do mar territorial brasileiro para 200 milhas. Como recompensa pelo seu arrependimento, teve sua prisão condicional revogada, ganhando assim a liberdade. No momento, estava retido em um quartel por razões de segurança. As Forças Armadas o protegeriam contra a vingança dos terroristas ainda em liberdade.
Li depois num jornal que terminou se suicidando. Suicídio de vergonha, de culpa e arrependimento, haraquiri de uma alma que não encontrava mais lugar neste mundo. Terrível como todo suicídio. Mas quem chora a morte de um traidor? Da minha parte, prefiro guardar dele apenas a memória daquele encontro furtivo de olhos no qual, mesmo tendo me reconhecido, nada revelou ao militar que com tanto orgulho o apresentou como um verdadeiro patriota".
Estranhei que Pérsio evitasse identificar o Marcos Vinícius Fernandes dos Santos, a quem conhecia desde o movimento secundarista, como o segundo "arrependido" que fez uma preleção a ele e outros prisioneiros do centro de torturas da rua Tutóia. Receio de ter, eventualmente, de responder à interpelação de um vivo?

Aliás, igualmente significativa é a omissão de que,  bem antes da vez em que o abrigara e  do  reencontro no DOI-Codi/SP, o Pérsio já conhecia muito bem o Massafumi,  como seu companheiro na Frente Estudantil Secundarista e seu adversário quando a FES rachou, cada um ficando de um lado.

As desavenças se aguçaram no tempestuoso congresso da União Paulista dos Estudantes Secundários do final de 1968, em que os dois foram figuras destacadas de suas respectivas tendências, não podendo descartar-se a hipótese de o Pérsio haver conservado até hoje rancores... de um morto!

A este  racha  seguiu-se, em outubro de 1969, outro em que os nervos ficaram à flor da pele, de parte a parte: o da VAR-Palmares. O Massa e o Pérsio não participaram do Congresso de Teresópolis, mas depois se posicionaram novamente em campos opostos.

Ou seja, ou a explicação se encontra nos lapsos de memória que o Pérsio diz terem sido nele causados pelas torturas, ou preferiu deixar convenientemente de lado os antecedentes do fato narrado, começando pelo ano de 1968, quando o Massa (e também o Marcos Vinícius e eu) foi seu companheiro e depois antagonista nas jornadas estudantis. Deixo aos leitores o julgamento.

Já o artigo que, em outubro/2009, eu escrevi sobre o Massafumi -- menos rebuscado,  contudo honesto e bem mais compassivo --, pode ser acessado aqui.

GLOBALIZAÇÃO/GLOBALITARIZAÇÃO

GLOBALIZAÇÃO/GLOBALITARIZAÇÃO


Laerte Braga


O objetivo de organizações terroristas como a chefiada pelo eixo Casa Branca/Tel Aviv, o terrorismo de Estado, não é aquela hipocrisia que se vê na secretária de Estado Hilary Clinton que o seu “país” está preocupado com isso ou aquilo, com os desdobramentos dessa ou daquela situação, sempre tendo em mente a preservação da “paz e da democracia”.

A “paz” e a “democracia” são conceitos prontos e acabados ao sabor dos interesses desse terrorismo. E, assim, não existe lugar para divergências ou modelos políticos e econômicos alternativos. São sufocados pelo arsenal militar do terror capaz de destruir o mundo cem vezes se preciso for para manter o império.

Uma das conseqüências da globalitarização – a globalização pelo poder das armas – no magistral conceito do geógrafo brasileiro Milton Santos, é todo esse espectro de violência e barbárie, construído em cima de uma sociedade cada vez mais desumanizada e com características de “ADMIRÁVEL MUNDO NOVO”, ou “1984”, no espetáculo proporcionado pelo braço mídia de EUA/TERRORISMO S/A.

O show tanto pode ser o assassinato de Osama bin Laden, como a reação de “nobres” paulistas a uma estação do metrô num bairro sangue azul. Como disse um dos líderes do movimento “o metrô trará para cá mendigos, gente diferente, acabará com nossa paz”,

Na prática e em dimensões diferentes, “nossa paz” são “nossos negócios”, motor do capitalismo cruel e perverso que tanto se faz perceptível nos assassinatos com cara de “justiçamento” como na arrogância de elites paulistas.

Nem os EUA ou Israel são nações, mas conglomerado associado de terror e barbárie, como nem São Paulo é estado mais. Tão somente um esquema FIESP/DASLU, uma espécie de vocação de New York frustrada.

Nos EUA um entorno chamado povo, ao qual se dirigem os líderes de tempos em tempos na busca de “legitimidade pelo voto”, mas um entorno de desempregados, sem teto, sufocados por hipotecas, imigrantes – bucha de canhão para as forças armadas terceirizadas e fragmentos de organizações partes do grande conglomerado – toda uma boiada que tanto baba frente à tevê quando mostradas as pernas de Sarah Palin (líder da moral e dos bons costumes e da defesa da castidade), ou programa um churrasco em Higienópolis para comemorar a mudança dos planos. Sem metrô, duques, marqueses, condes, viscondes e barões estarão preservando o privilégio imundo do preconceito.

Noam Chomsky, um dos integrantes do último gueto de vida inteligente e humana nos EUA escreveu que a ação do governo de Barack Obama – o assassinato de bin Laden – torna justificável ação semelhante pela AL QAEDA, caso resolva “justiçar” George Bush, em seu rancho no Texas, que Chomsky classifica de autor de crimes contra a humanidade e dá a dimensão, um dos maiores criminosos dentre os grandes.

O que no curso de um simples raciocínio sobre essa realidade, faz do ataque as torres gêmeas do World Trade Center um ato de guerra e não um ato terrorista.

Ao final dessa história toda, tem razão Fidel Castro. Morrem centenas de milhares de inocentes. As vitimas estão no entorno, que mesmo faminto, sem teto e às vias de ver apertada a corda da forca dos bancos, das grandes empresas, sai às ruas para dançar a canalhice, o patriotismo.

Nem uma palavra nas preocupações de Hilary Clinton, terrorista e mentora de crimes contra a humanidade, com a barbárie cotidiana contra o povo palestino.

O cínico “que Deus abençoe os EUA e a todos nós” de Barack Obama. E uma carta ao primeiro-ministro da Turquia cobrando providências em relação a um comboio de ajuda humanitária ao povo de Gaza cercado por hordas de terroristas israelenses.

Não quer que essa ajuda chegue a Gaza, mas vai aumentar a proteção aos executores do assassinato de bin Laden, além de condecorá-los em segredo.

Como exercício para não nos esquecermos da condição de humanos, a frase da ex-secretária de Bil Clinton, Madeleine Albrigth, sobre as crianças mortas no Iraque por falta de medicamentos e alimentos quando do bloqueio imposto pelos EUA – “É O PREÇO A SER PAGO PELA DEMOCRACIA”.

É pública e despudorada a afirmação, já que dada em resposta a um jornalista.

O desprezo que se manifesta tanto em Washington como em Higienópolis.

Há uma guerra no Afeganistão. O país foi invadido por terroristas norte-americanos e da aliança com os países da Comunidade Européia, a famigerada OTAN – ORGANIZAÇÃO DO TRATADO ATLÂNTICO NORTE –. Essa guerra se estendeu ao Paquistão, onde generais corruptos adoram malas de dólares do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

Sexta-feira, 13 de maio de 2011 e oitenta e oito cidadãos paquistaneses estão mortos, além de mais de cem feridos. A mídia fervilha no ódio muito bem pago e cínico dos robôs padrão William – ou o Bonner ou o Waack – em condenar o “atentado terrorista”.

Que guerra é essa que os que pagam e compram podem definir seus ataques como libertadores, os assassinatos que praticam como ato de justiça, imputando ao outro lado apenas o epíteto “ato terrorista”?

Os que morreram são os que estão fora dos limites dos castelos do terrorismo de estado, EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

Na sanha criminosa de Obama – ou qualquer outro que ocupe a Casa Branca – cada revés militar equivale ao direito de crimes monstruosos e ampliação do leque dos negócios.

O petróleo iraquiano, o controle da moeda líbia, o petróleo líbio, o genocídio contra palestinos, o controle de forças armadas como a do Egito esvaziando os direitos legítimos do povo daquele país, enfim, a globalização imposta em forma de “globalitarização”, a força das armas e do terrorismo de estado.

A chamada Comunidade Européia se afunda e arrasta países como Grécia e Portugal a um precipício sem tamanho. Os trabalhadores pagarão a conta.

A Europa Ocidental tem o molde das antigas colônias da extinta Grã Bretanha (hoje Micro-Bretanha, conceito preciso de Milton Temer). É mais – se é que isso é mais – que colônia norte-americana, apenas um amontoado de bases militares e governos que causariam inveja a Hitler (Sarkozy, David Cameron, o da Dinamarca, etc).

O processo costumeiro de mentiras da mídia tenta trazer de volta ao cenário político no Peru, América do Sul, um Fujimori. A filha do ex-ditador. Patrocínio de Washington. O eixo terror/droga – Colômbia/Peru –.

Os tentáculos desse terrorismo se estendem por todos os cantos e o Brasil começa a balançar e a ceder espaços a essa forma criminosa e bárbara. É quando um governo supostamente num campo, substitui alguém do porte de Samuel Pinheiro Guimarães por Wellington Moreira Franco. Ou Celso Amorim por Anthony Patriot. Pior, traz de volta à cena monstros tucanos que em seus tempos de poder queriam enterrar a PETROBRAS, transformando-a em PETROBRAX.

Em uma dimensão que neste momento é quase imensurável, o terrorismo da “globalitarização” toma conta de todo o mundo. E pede as bênçãos de Deus com apoio do Dalai Lama, de Bento XVI, enquanto chafurda, mas escraviza na orgia dos negócios.

E não se importam de chafurdar assim, é parte do espectro do terror de estado. Se comprazem na barbárie. Jogam os restos do churrasco aos “porcos”.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

DOIS ENFOQUES DO DRAMA DE MASSAFUMI YOSHINAGA

Em tempo de novela sobre os  anos de chumbo, a revista Piauí publica as memórias do economista Pérsio Arida, sobre a revolução que passou em sua vida antes de ele decidir que queria mesmo era  aperfeiçoar o capitalismo por meio de mirabolantes (e fracassados...) congelamentos de preços.

Trouxe à baila o drama dantesco de Massafumi Yoshinaga e, na minha opinião, negou-lhe a compaixão  ("Mas quem chora a morte de um traidor?") que ele próprio, Pérsio, tanto tentou inspirar.

Eis os trechos referentes ao Massafumi no depoimento do Pérsio:
"A rotina daqueles tempos [em que o Pérsio estava preso no DOI-Codi/SP] só foi quebrada uma única vez. Todos fomos reunidos sem aviso no pátio para ouvirmos a preleção de dois ex-terroristas. Por um instante sequer entendi a expressão – se haviam sido presos, eram ex-terroristas por definição. Outro, no entanto, era o significado – eram terroristas arrependidos.

Massafumi Yoshinaga, disse um dos militares. Um patriota que se arrependeu dos assaltos a bancos e da guerrilha. Ele, que conhece o terror por dentro, quer transmitir a vocês uma mensagem importantíssima. Ouçam e meditem. É um pregador que presta um serviço à pátria, alertando a juventude brasileira para os riscos do comunismo e as ilusões da luta revolucionária.

Fiquei branco. Era o nissei da pesada que se hospedara na minha casa. Estava exatamente na minha frente. Impossível que não me tivesse reconhecido.

O nissei pediu a palavra logo depois do discurso do militar. Parecia ansioso por começar a falar. Discursou como numa assembleia estudantil. No meio da sua arenga, trocamos olhares furtivamente. Na linguagem oculta dos olhares, ele me disse que se lembrava de mim com tanta certeza quanto eu me lembrava dele. Terminada a falação, fomos encaminhados de volta para nossas celas. Não nos foi permitido conversar com eles.

Passei aquela noite em claro, esperando o momento em que fossem me chamar para uma sessão de torturas, de vingança. Havia escondido um terrorista em minha casa, portanto era cúmplice do terror, e não havia dito nada sobre o nissei no meu depoimento. Os caras iriam me bater para saber quem mais se escondera na minha casa.

O dia raiou, mais um dia inteiro se passou e outro e outro. Nada. Reinterpretei a situação: Massafumi Yoshinaga deve ter sido barbaramente torturado, pensei, faz esse papel de arrependido só para se livrar dos suplícios. É tudo fingimento. Por isso não me denunciou, por isso não nos permitiram conversar com ele a sós. Aquele discurso tinha sido um vexame público, vergüenza ajena, expressão concisa e intraduzível do espanhol, mas nada além de um vexame, uma estratégia de sobrevivência.
Ou será que os torturadores haviam penetrado por alguma fissura da alma do nissei? Diziam que ele tinha delatado vários companheiros. A convicção com que ele falava tinha algo de genuíno, e também de perturbador. Não eram as frases em si. Algumas poderiam perfeitamente ser verdadeiras (como seu raciocínio sobre a inviabilidade da luta armada), enquanto outras estavam encharcadas de constrangimento. Somente coagido alguém falaria bem da Transamazônica. Não eram as frases em si que me incomodavam – era a intuição de que a tortura poderia, em alguns casos, destruir o indivíduo, fazer com que ele deixasse, de certa forma, de ser quem era.
...Um dia encontrei, largada num canto e amarelada pelo passar do tempo, uma Veja com Massafumi Yoshinaga na capa e o título “O terror renegado”. A reportagem contava que o presidente Emílio Garrastazu Médici expressara, em audiência com dirigentes da Ordem dos Advogados do Brasil, sua satisfação com o depoimento público e espontâneo do ex-terrorista. Depois de preso, Massufumi Yoshinaga teria tido a oportunidade de familiarizar-se com as grandes obras de seu governo, como a Transamazônica e a extensão do mar territorial brasileiro para 200 milhas. Como recompensa pelo seu arrependimento, teve sua prisão condicional revogada, ganhando assim a liberdade. No momento, estava retido em um quartel por razões de segurança. As Forças Armadas o protegeriam contra a vingança dos terroristas ainda em liberdade.

Li depois num jornal que terminou se suicidando. Suicídio de vergonha, de culpa e arrependimento, haraquiri de uma alma que não encontrava mais lugar neste mundo. Terrível como todo suicídio. Mas quem chora a morte de um traidor? Da minha parte, prefiro guardar dele apenas a memória daquele encontro furtivo de olhos no qual, mesmo tendo me reconhecido, nada revelou ao militar que com tanto orgulho o apresentou como um verdadeiro patriota".
 Estranhei que Pérsio evitasse identificar o Marcos Vinícius Fernandes dos Santos, a quem conhecia desde o movimento secundarista, como o segundo "arrependido" que fez uma preleção a ele e outros prisioneiros do centro de torturas da rua Tutóia. Receio de ter, eventualmente, de responder à interpelação de um vivo?

Aliás, igualmente significativa é a omissão de que,  bem antes da vez em que o abrigara e  do  reencontro no DOI-Codi/SP, o Pérsio já conhecia muito bem o Massafumi,  como seu companheiro na Frente Estudantil Secundarista e seu adversário quando a FES rachou, cada um ficando de um lado.

As desavenças se aguçaram no tempestuoso congresso da União Paulista dos Estudantes Secundários do final de 1968, em que os dois foram figuras destacadas de suas respectivas tendências, não podendo descartar-se a hipótese de o Pérsio haver conservado até hoje rancores... de um morto!

A este racha seguiu-se, em outubro de 1969, outro em que os nervos ficaram à flor da pele, de parte a parte: o da VAR-Palmares. O Massa e o Pérsio não participaram do Congresso de Teresópolis, mas depois se posicionaram novamente em campos opostos.

Ou seja, ou a explicação se encontra nos lapsos de memória que o Pérsio diz terem sido nele causados pelas torturas, ou preferiu deixar convenientemente de lado os antecedentes do fato narrado, começando pelo ano de 1968, quando o Massa (e também o Marcos Vinícius e eu) foi seu companheiro e depois antagonista nas jornadas estudantis. Deixo aos leitores o julgamento.

Eis o artigo que eu mesmo escrevi -- menos rebuscado,  contudo honesto e bem mais compassivo --, sobre o Massafumi em outubro de 2009:

ANOS DE CHUMBO: MASSAFUMI YOSHINAGA (1949-1976)  


Com a identidade covardemente encoberta por um nick zombeteiro (Recordar é Viver), algum internauta reacionário postou no Centro de Mídia Independente um manifesto da Vanguarda Popular Revolucionária, de setembro de 1970, que começa com uma dupla mentira:
"Delatada por Massafuni(1N) e Lungareti (2N), a área de treinamento de guerrilha da VPR sofreu ataque das forças armadas a partir de 21 de abril, enquanto os agentes do Dops e Oban já estavam em Jacupiranga desde o dia 19."
Como a falta de inteligência às vezes caminha ao lado da falta de caráter, o repulsivo fake nem sequer notou que 1N e 2N remetiam às notas de rodapé que ele excluiu do texto, por não servirem a seus propósitos.
 No site que publicou o documento histórico por ele copiado, os responsáveis tiveram a atitude digna de acrescentar atualizações históricas, informando que Massafumi se matou em 1976 e que eu consegui restabelecer a verdade dos fatos em 2004:
"...descobrindo em relatórios saídos dos arquivos secretos militares as provas de sua inocência no episódio de Registro, apelou ao historiador Jacob Gorender que, após aprofundada pesquisa, atestou, em carta à imprensa, que Lungaretti não era culpado pela "queda" do campo de treinamento de Lamarca, cuja localização inclusive desconhecia".
A meu próprio respeito, contentei-me em reproduzir e dar o link da carta do Gorender, que considero definitiva para dirimir quaisquer dúvidas.

Quanto à acusação feita ao Massafumi Yoshinaga, de haver também delatado a área, foi uma das maiores infâmias cometidas pela esquerda brasileira em todos os tempos!

Ele fazia parte da equipe precursora de Registro, assim como eu. Quando a primeira escolha de área se revelou inadequada, ele resolveu sair da Organização, por não suportar mais a vida militarizada e sem calor humano que um militante era obrigado a levar. Era jovem (20 anos) e sentia muita falta da efusiva camaradagem a que se habituara no movimento estudantil.

Eu também fiz a opção de sair, não da Organização, mas do trabalho de campo, pois estava traumatizado pela morte recente do Eremias Delizoicov, meu amigo de infância.

Sentia-me culpado por não estar zelando por aqueles a quem conduzi para dentro da VPR. Eu tinha mais informações e mais poder, então poderia até salvar algum deles, eventualmente. Queria voltar à cidade, para evitar, tanto quanto possível, que outro(s) morresse(m).

Deixamos ambos Registro em dezembro/69.

A única condição em que a VPR permitiria que dois participantes do trabalho da frente principal de luta voltassem à cidade (um deles para desfiliar-se), correndo o risco de serem presos a qualquer momento, era exatamente essa: a de que a área não fosse mais ser utilizada. Pudemos sair por não sabermos onde seria dada continuidade ao trabalho.

Massafumi não recebeu dinheiro para sua subsistência. Era um dos resistentes mais procurados do País, pois a repressão o confundira com "o japonês da metralhadora" das expropriações da VPR (o verdadeiro era o Yoshitame Fujimori). Isso vazou para os jornais. Criou-se um folhetim barato em torno de seu nome.

Então, como nem a própria família ousasse acolhê-lo, passou por sérias privações. Foi colher laranjas no interior paulista, depois voltou para a Capital e ficou dormindo nas barracas do Mercado Municipal, como mendigo.

Finalmente, desesperado, contatou seu guru Marcos Vinícius Fernandes dos Santos, que acabava de liderar o primeiro "arrependimento" de presos políticos (os cinco do Presídio Tiradentes). A irmã do Marcos, que o visitava na prisão, serviu como pombo-correio.

Marcos Vinícius aconselhou-o a render-se e fez os acertos: o Deops assumiu o compromisso de não torturar o Massafumi e de libertá-lo rapidamente.

O motivo da primeira concessão é óbvio: a repressão sabia muito bem que, depois de meio ano afastado da VPR, ele não teria mesmo nada de importante a revelar.

O que não impediu uma equipe do DOI-Codi de tentar apossar-se dele, quando da rendição. Mas, neste caso, o delegado que firmou o acordo com Marcos Vinícius (não foi o próprio Fleury) manteve-se firme, negando-se a entregar seu prisioneiro.

Então, na verdade, o Massafumi nada foi obrigado a declarar que prejudicasse pessoas. Consentiu apenas em servir como trunfo propagandístico.

O tio dele garante que o Marcos Vinícius fez uma chantagem emocional: mandou a irmã dizer ao Massafumi que, caso ele se rendesse, a libertação dos cinco que fizeram o primeiro "arrependimento" seria agilizada.

Então, além de ser uma saída para sua situação insustentável, o   pacto sinistro   pareceu ao Massafumi uma oportunidade para ajudar outros companheiros por ele estimados, principalmente aquele que o recrutou e introduziu na militância revolucionária (o Marcos Vinícius).

O Massafumi apareceu na TV, deu entrevistas à imprensa escrita, foi depor na Auditoria Militar, fez palestras em escolas e depois o soltaram mesmo.

Mas, por estar sendo apontado pela VPR como um dos culpados pela derrota da luta armada, foi discriminado e não conseguiu reconstruir sua vida.

Seus últimos seis anos foram um terrível martírio. Delirando, acreditava que seus pensamentos estivessem sendo captados pela repressão. Ia para o litoral, afirmando que, estando ao nível do mar, seria mais difícil o monitorarem.

Fez tratamento psiquiátrico, isolou-se de amigos e conhecidos, passava dias inteiros lendo a Bíblia.

Tentou duas vezes o suicídio (atirando-se sob um ônibus e jogando-se de uma janela) e, na terceira, obteve êxito, enforcando-se com uma mangueira, em 1976.

Eu o vejo como um coitado que tinha as melhores intenções, caiu numa armadilha da História e foi destruído.

Meu livro Náufrago da Utopia foi, ao que eu saiba, a única tentativa séria para estimular as pessoas a refletirem um pouco menos preconceituosamente sobre seu drama.

E essa afirmação mentirosa no manifesto da VPR teve muito a ver com seu inferno pessoal, ao atribuir-lhe responsabilidade por algo de que era sabidamente inocente.

Pior: foi só uma retaliação premeditada, já que a própria VPR não ignorava a inexistência da mais remota verossimilhança.

A operação militar em Registro foi desfechada entre 19 e 20 de abril de 1970, a partir, como é mencionado num relatório secreto de operações do II Exército, de informações obtidas pelo DOI-Codi/RJ como consequência de uma prisão efetuada no dia 18.

Ora, a rendição do Massafumi se deu no final de junho, dois meses e meio depois!!!

Quanto à terceira pessoa, verdadeiramente responsável pela entrega da área, foi identificada pelos remanescentes da VPR no exílio e seu caso chegou a ser discutido. Não houve, entretanto, a mínima preocupação em isentarem de culpa os falsamente acusados.

Finalmente: fiquei chocado e indignado ao ver recolocada em circulação, de forma tão leviana, uma falsidade que custou a vida de um ser humano.

Para quem viveu esses acontecimentos, é doloroso vê-los tão cinicamente manipulados para servir a objetivos difamatórios.

Pior: são tantos (e tão sórdidos!) os que assim procedem, que se torna humanamente impossível responder a todos.

Nota Forum Nacional de Reforma Urbana - Denuncias as Mudanças propostas no Codigo Florestal



 Favor divulgar

O Código Florestal na agenda da Reforma Urbana
O conjunto de alterações defendidas pelo deputado-relator Aldo Rebelo para o Código Florestal Brasileiro vem sendo amplamente debatido por diversos segmentos do governo e da sociedade civil desde seu primeiro parecer, apresentado em junho de 2010. Após encontrar grande resistência, a versão original do PL n. 1876/99 sofreu mudanças, enxertos e reformulações, desembocando no atual projeto que, a despeito de algumas poucas concessões, mantém essencialmente as mesmas diretrizes e concepções de fundo, problematizadas em reiteradas críticas de pesquisadores, entidades e movimentos sociais em âmbito nacional.
Nesse contexto, contudo, pouco relevo tem assumido até o momento a perspectiva urbana na avaliação das conseqüências de tais alterações legislativas. O déficit é reflexo, sobretudo, das limitações inerentes à trajetória do projeto, que, fruto de uma estratégia vinculada ao agronegócio, subestima a dimensão de seus impactos nas cidades brasileiras. Resumir, por exemplo, o problema a um Código “Florestal” já denuncia a ausência de uma perspectiva sobre as especificidades do meio-ambiente urbano.
Além das deficiências apontadas, três grandes críticas de fundo podem ser levantadas contra o quadro geral em que se insere a presente proposta de alteração do Código:
a) sua relação com um modelo econômico fortemente desenvolvimentista, calcado em grandes projetos de infra-estrutura responsáveis pela constituição de núcleos urbanos frágeis e desestruturados e pela violação de Direitos Humanos;
b) seu esforço de flexibilização das restrições ambientais, aliado à ausência de políticas sócio-ambientais efetivas, o que resulta no fomento à expansão indiscriminada do latifúndio monocultor e tende a promover novos fluxos migratórios geradores de inchaço urbano e de passivos sociais, especialmente em cidades de médio porte situadas junto às áreas de avanço da fronteira agrícola;
c) sua complacência para com os processos de mercantilização da natureza e de apropriação privada de recursos naturais básicos, tais como a água, já escassos em inúmeros centros urbanos no país e que afetam direta ou indiretamente a qualidade de vida nas cidades e seu entorno.
O Fórum Nacional de Reforma Urbana avalia, ainda, a existência de aspectos específicos extremamente problemáticos nas mudanças em questão, considerados como retrocessos em relação à legislação hoje em vigor:
a) no que tange ao Direito à Moradia Adequada, a proposta pouco avança para a garantia de habitação para população de baixa renda com relação às conquistas já alcançadas por meio da Lei n. 10.257/2001 (Estatuto da Cidade) e da Lei n. 11.977/2009. Embora a pauta seja de extrema importância, sua regulamentação surge de maneira problemática: o projeto estabelece diversos requisitos para a regularização fundiária de interesse social em ocupações urbanas consolidadas. Desproporcionalmente, não faz as mesmas exigências para a destinação de áreas de proteção a projetos de outra natureza, em casos que denomina “de interesse específico”, deixando claro que serão justamente as comunidades mais marginalizadas a sustentar a maior parte do ônus da conservação, sem usufruir de seus resultados;
b) com respeito às chamadas Áreas de Preservação Permanente (APPs), tais como as margens de rios e os topos de morro, a proposta de alteração do Código Florestal desconsidera completamente a realidade das cidades brasileiras e não fornece mecanismos para lidar com as configurações já consolidadas de uma urbanização espontânea e não-planejada que, historicamente destinou as parcelas do espaço ambientalmente vulneráveis à ocupação popular. A proteção do direito difuso ao meio-ambiente não pode significar o desencadeamento de despejos e remoções forçadas desses sujeitos, em oposição ao que o FNRU defende o componente fundamental da função social e sócio-ambiental da terra urbana, que não isenta o Estado de atuar em áreas de risco, mas que permite o acesso à terra e à moradia por todos;
c) aspecto igualmente invisibilizado na atual proposta é o das áreas de transição urbano-rurais, as quais representam parte importante do território nacional, caracterizando por vezes municípios inteiros semi-urbanos ou peri-urbanos. A proposta prevê apenas regimes jurídicos distintos aplicáveis ás zonas urbanas e rurais. Em face, porém, de outros projetos de lei já em trâmite no Parlamento brasileiro, em especial relativos aos critérios de definição dessas fronteiras, torna-se confusa essa matéria, permitindo inclusive que os municípios modifiquem arbitrariamente seu perímetro com vistas a burlar as exigências legais para áreas rurais;
d) por fim, é preciso avaliar com grande cautela as alterações de competências previstas neste projeto. A estadualização do Código Florestal, ao lado da municipalização de determinas atribuições ambientais, se por um lado representa uma descentralização do poder, no fundo implica na fragilização da legislação protetiva, na medida em que os diferentes entes federativos estão expostos à pressão de fortes interesses econômicos locais. É necessário considerar, também, as debilidades já identificadas dos próprios Planos Diretores para incorporar esses novos aspectos, tanto na dimensão de sua elaboração quanto de sua implementação e efetivação nos Municípios.
A necessidade de construção de uma agenda socioambiental para as cidades é urgente! Interessa não só aos movimentos populares e comunidades vulneráveis, mas a toda a população das cidades que representam mais de 80% da população Brasileira. A todo instante observa-se a deflagração de conflitos sócio-ambientais no espaço urbano, obrigando cada vez mais o Estado a reconhecer sua herança de omissão histórica no tema e a enfrentar a discussão no horizonte da gestão democrática.
Tendo em vista essas diretrizes, o Fórum Nacional de Reforma Urbana se soma aos movimentos sociais do campo e da cidade na denúncia às mudanças propostas para o Código Florestal, firmando seu posicionamento crítico e reiterando os princípios do Direito à Cidade, da Função Social da Terra e da Propriedade Urbanas e da Gestão Democrática como nortes de um modelo de desenvolvimento urbano mais justo, igualitário e sustentável.
Brasil, maio de 2011

ATENÇÃO Tramam ASSASSINAR Zelaya

Empresario advierte probable complot para asesinar a Zelaya a su retorno, dice Xiomara Castro       


Tegucigalpa. 12 Mayo 2011.  Xiomara Castro, esposa del presidente hondureño defenestrado por el golpe de Estado en junio de 2009, Manuel Zelaya, aseguró, este jueves, en conferencia de prensa, que ayer durante una misa para un familiar de ella, el empresario, José Lamas,  le informó de “un posible plan de asesinato en contra de Mel, a su retorno”.

El empresario, “Joselito” Lamas, de origen cubano y amigo personal de la familia Zelaya, habría dicho también que consideraba que “Mel debería quedarse en República Dominicana”, afirmó Xiomara Castro.

Castro dijo que había agradecido muchísimo la información a Lamas y que éste le comunicó que hablaría con el jefe del régimen hondureño, Porfirio Lobo, sobre el posible atentado contra Zelaya que el empresario ya le dió a conocer  a ella. 

Sin embargo, Xiomara Castro precisó que  el  retorno de Zelaya depende de la negociación que está en desarrollo, entre el presidente venezolano, Hugo Chávez, el correspondiente de Colombia, Juan Manuel Santos,  y  quien preside el régimen actual hondureño, Porfirio Lobo.

“Hay una decisión tomada, un diálogo entre Venezuela, Colombia y Honduras para llegar a un acuerdo de garantía de seguridad, pero también de poder desenvolverse para permitir  reingresar Honduras  a la OEA”, explicó la esposa de Zelaya.

Y agregó que “el diálogo está avanzado, no se pueden dar fechas, pero lo importante es que hay un diálogo que permita el  retorno a la OEA,  el inicio de una reconciliación y de que todos los hondureños encuentren cómo salir adelante con Honduras”.

La conferencia de prensa fue ofrecida por Xiomara Castro, desde su residencia en colonia Tres Caminos, en Tegucigalpa.

DC12052011
Enviado por Diana Canales

Dia 14 tem: CONSTITUIÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DO MEMORIAL DA ANISTIA POLÍTICA.

Dia 14 tem: CONSTITUIÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DO MEMORIAL DA ANISTIA POLÍTICA.

PS: Este Blofg estará representado no importante Evento por Nanda Tardin


Caros Amigos,

Convidamos a todos a participar da

é agora dia 14

Dia 14/05, sábado, de 10 às 14 horas, antigo prédio do Colégio de Aplicação da UFMG, junto à antiga FAFICH.


Rua Carangola, 288 - Bairro Santo Antonio, Belo Horizonte.

Sua assinatura na ata de fundação da Associação é de fundamental importância. Além de reforçar a construção do Memorial da Anistia Política ela possibilitará o resgate da VERDADE sobre a ditadura militar.

Aos que moram e amam BH será a projeção da nossa cidade para o Brasil e o mundo como a capital da JUSTIÇA, PAZ e DEMOCRACIA, ajudando a perpetuar a memória daqueles que tombaram, desapareceram e tiveram cassadas sua liberdade de expressão, dignidade e cidadania.

Aguardamos vocês lá.

Pedro Paulo Cava

BETINHO DUARTE (Betinho do Movimento pela Anistia)

Maquete do Futuro Memorial da Anistia Política - BH - Brasil

Memorial da Anistia

Caro (a) companheiro (a),

Convidamos para o lançamento público da Associação dos Amigos do Memorial da Anistia

Dia 14 de maio ( Sábado) - De 10 às 14 horas - Pátio da antiga FAFICH

O Memorial da Anistia terá sua sede localizada à Rua Carangola, 288 - Bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte e contará com as instalações do antigo Coleginho, (o antigo Colégio de Aplicação da UFMG, onde posteriormente funcionou o Departamento de Psicologia da FAFICH) e contará ainda com construção de um prédio de cinco andares e uma praça.

Trata-se de uma obra do Ministério da Justiça com a participação da Universidade Federal de Minas Gerais (responsável por sua execução) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD/ONU).

A oportunidade de Belo Horizonte sediar o Memorial da Anistia se prende à necessidade de resgate um período histórico importante da História de nosso país, relacionado aos tenebrosos acontecimentos do período da ditadura militar - 1964-1985. Trata-se de um dever histórico e ético para com todas as gerações de brasileiros.

O Memorial reunirá documentos, relatos e abrirá seu espaço para recolher testemunhos e dados ainda não revelados, integrando à história do Brasil um período ainda obscuro. O Memorial se pretende um Centro de Pesquisa permanente sobre a História recente e estará, a exemplo de outros similares já existentes no Chile e Argentina, sendo construído em uma concepção museológica inovadora facilitando o acesso, pesquisa e proposição de atividades voltadas à comunidade.

O Memorial busca resgatar a memória de uma geração que ousou sonhar por liberdade, democracia, socialismo, de ser contra todas as ignominiosas formas de ditadura e repressão política, social, cultural ou econômica que significou o sacrifício de vários bravos brasileiros, alguns perecidos em plena juventude.

Faremos um ato público, com a presença de Sueli Belato (vice-presidente da Comissão Nacional de Anistia), de Nilmário Miranda (membro do Comitê de implantação do MEMORIAL) e Gilney Amorim Viana (Assessor Especial da Ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário Nunes), de cidadãos que contribuíram para a redemocratização do Brasil e de artistas. No local haverá bancas com bebidas e salgadinhos.

Fraternalmente,

Grupo de Implantação da Associação de Amigos do Memorial da Anistia

----------Enviado por Vanderley Caixe

http://www.hojeemdia.com.br/cmlink/hoje-em-dia/marcio-fagundes-1.11067/terra-de-carlos-chagas-1.270980Memorial

O ex-vereador por BH, Betinho Duarte anuncia a constituição da Associação dos Amigos do Memorial da Anistia Política, dia 14 de maio, no antigo prédio da Fafich, Bairro Santo Antônio. Segundo ele, a assinatura dos participantes na ata de fundação da entidade será importante, pois manterá acesa a chama da liberdade na capital mineira.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

BELO MONTE E A IDADE MÉDIA

BELO MONTE E A IDADE MÉDIA


Laerte Braga


É impossível dissociar a violência que o governo impõe para a viabilizar a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, do modelo de “capitalismo a brasileira”, definido pelo secretário geral do PCB (Partido Comunista Brasileiro) Ivan Pinheiro como a opção feita desde o governo Lula.

Saímos fora do esquema de subordinação aos EUA – hoje um conglomerado terrorista e de “negócios” – apostamos num capitalismo com toda a brutalidade que o capitalismo traz, mas que nos leve ao topo e dessa maneira nos credenciamos, por exemplo, a uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.

O malabarismo político do ex-presidente Lula para evitar o naufrágio diante do caos gerado pelo governo FHC – a transformação do Brasil em colônia dos EUA e de empresas multinacionais, o sistema bancário, por exemplo – pode ter gerado uma série de concessões e a percepção – equivocada – que, potência de primeiro mundo nos transformaria em carro chefe de uma nova ordem mundial. Na prática um capitalismo caridoso, com cara de solidário, na realidade uma aventura perigosa e que neste momento, quando o governo Dilma Roussef se mostra aquém das expectativas, uma encruzilhada com cara de retrocesso.

Construiu, Lula, uma política externa responsável, que o transformou em líder mundial inconteste, ou no mínimo voz a ser ouvida, complicador para os negócios do conglomerado terrorista, enquanto ajeitava por aqui políticas sociais e grande empresariado nacional. Se raspado o verniz, à exceção da política externa e de conquistas sociais, o Brasil continua a ser um País das elites políticas e econômicas, o que certamente, à frente, vai nos levar de volta à condição de Maria Fumaça.

É possível que o ex-presidente tenha imaginado um grande salto e jogado suas fichas em Dilma Roussef. Só que o salto, até agora, tem sido para trás. A começar pela política externa.

Li, hoje cedo, uma pequena frase atribuída a autor desconhecido.

“Na última semana beatificamos um papa, casamos um príncipe, fizemos uma cruzada e matamos um mouro. Bem vindos à Idade Média”.

Tudo isso poderia ser resumido como um mundo onde existam 10 pessoas e apenas uma tem armas. Nove vão ter que optar pela submissão, ou correr o risco de serem mortos. O secretário geral das Nações Unidas, quem em sua constituição gerou a DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS afirmou em entrevista coletiva que “sinto-me aliviado com a morte de bin Laden”.

É evidente que aos olhos dos EUA bin Laden é diferente de Herman Goering, julgado por crimes de guerra em Nuremberg. Goering foi um dos responsáveis pelo fracasso da invasão alemã à União Soviética e isso frustrou os planos norte-americanos de matar dois coelhos de uma só cajadada. Eliminar os soviéticos e trocar a suástica de lugar. Ao invés de Berlim, Washington.

Por isso foi a julgamento, a farsa da democracia e dos direitos humanos na visão de gente como Truman, ou como Barack Obama e todos os que passaram por lá, sem exceção.

Se levarmos em conta que o objetivo foi alcançado hoje, a um custo incalculável, principalmente em vidas humanas, a estupidez e a boçalidade se instalam plenas e absolutas neste “novo mundo”.

Há uma diferença de tempo e espaço entre uma Idade Média e a de hoje que pode ser mostrada pelo poder do arsenal norte-americano, capaz de destruir o planeta cem vezes se preciso for.

Vivemos a Idade Média da Tecnologia.

Belo Monte é uma obra concebida à época da ditadura militar, aquele negócio de milagre brasileiro, ressurreta no governo Lula e que vai sendo viabilizada a ferro e fogo pelo governo Dilma.

A coté um monte de grandes empresas. Enterrados nos danos ambientais e na desnecessidade da obra, brasileiros, perspectivas de futuro, etc, etc.

Um custo de 19 bilhões segundo o governo, de 30 bilhões segundo as empresas, com oitenta por cento de um ou outro valor saindo dos cofres públicos na modalidade financiamento a prazo perdido, via BNDES – Banco do Desenvolvimento Econômico e Social –, sustentado pelo FAT – FUNDO DE AMPARO AO TRABALHADOR.

O que o diretor Woody Allen tem a ver com isso? Não sei, mas desconfio que tem.

Em entrevista coletiva após a exibição de seu filme “MEIA NOITE EM PARIS”, no festival de Cannes, entre outras coisas afirmou que pensou na idéia/título antes de ter um roteiro (Felini tinha essa característica) e que a coisa brotou espontaneamente.

“Passaram-se meses e eu não pensava em nada. E então me ocorreu que, um dia, alguém estaria andando nas ruas, um carro aparece, alguém de dentro grita entre e o leva a um lugar diferente. Tive sorte que desta vez pensei em algo. Mas poderia não ter pensado em nada e ter de mudar o título para outra coisa”.

O personagem central entra no carro e mergulha na primeira metade do século XX, início do século, reencontra Ernest Hemingway, Pablo Picasso, Salvador Dali, Cole Porter, enquanto sua noiva prefere os shoppings, as compras, as baladas, as pechinchas.

No bolso um anel pronto para o pedido de casamento.

O carro que passa, pára e manda entrar conduz Scott Fittzgerald e sua mulher Zelda.

A despeito do diretor ter dito que fez piadas com os diálogos, não seria capaz de produzir diálogos para T. S. Elliot, ou Picasso, Dali e todos que entram na trama, Allen é um crítico refinado – refinado até demais por isso às vezes imperceptível – É de New York, onde ainda sobrevive vida inteligente nos EUA, pelo menos por mais uns vinte anos –.
 
Mais ou menos um "tô correndo do futuro".  

O grande salto – era uma expressão de Stalin, ou dela o governante soviético se apropriou –, em se tratando de Brasil parece estar terminando num abismo/máquina do tempo que nos conduz a algo com o penhasco do Portão do Inferno.

Sanduíche misto frio, mistura de Lula (políticas sociais agora no aspecto caridoso do modelo, sem qualquer preocupação de consciência política) e FHC (política econômica, política externa e Belo Monte como símbolo dessa comédia).

Existem determinados fatos que não se explicam nunca. Moreira Franco no lugar de Samuel Pinheiro Guimarães e Anthony Patriot substituindo Celso Amorim.

Aí, quando Robert Fisk (como lembra em artigo a jornalista Ana Helena Tavares) fala a Munir Safat, na GLOBONEWS que “já fui a São Paulo e ali existem máfias pior que a AL QAEDA”, o programa termina.

É o homem máquina, o homem shopping. Não chega a ser o homem Metrópolis em sua totalidade, pois há uma certa candura no final do filme de Lang, o aperto de mão entre o trabalhador e o empresário. O escravo dos subterrâneos de Belo Monte e o consórcio financiado pelo BNDES. Teria que ter a bacia amazônica ao fundo e sumindo no longo dos tempos.  Não chega, mas é quase.

Deve ser por conta disso e de tantas coisas que Vinícius de Moraes afirmou que “o uísque é o melhor amigo do homem. É o cachorro engarrafado”.

Com certeza Aécio Neves concorda.

E de cambulhada esse sanduíche misto frio tem molho de Código Floresta no parecer mágico do deputado Aldo Rebelo.

Vem embrulhado em mistura de água e óleo – parecia né? – O pacote Dilma/GLOBO.

O filme resulta numa droga, mas os efeitos especiais servirão para ensurdecer e cegar a manada.

Breve, desfile do exército de Jesus aos gritos de “progresso, progresso, progresso”.

Sábio foi Gandhi. “Aceito o Cristo de vocês, mas não o cristianismo”. Podia ter dito sem excesso algum, o cristianismo/capitalismo de vocês.

Enfim, nos tempos atuais pontificam Bento XVI e Edir Macedo.

“Que Deus nos abençoe e aos EUA” – Barack Obama agradecendo e justificando a morte de bin Laden. E ao agronegócio, ao latifúndio, às grandes máquinas que embevecem o ser minúsculo/formiga e lota consultórios de psiquiatras, assim por diante.

É tudo culpa de bin Laden e do Irã. 

Ia me esquecendo. Moradores de um bairro de elite em São Paulo, Higienópolis, centro da capital paulista, protestaram contra uma estação do metrô por ali. Ia atrapalhar os negócios e “ficar tudo muito misturado”. O governo atento às “reivindicações populares” desviou o negócio para a área do Pacaembu.


Partidos formalizam suas propostas para a reforma política

José Bazilio
Partidos formalizam suas propostas para a reforma política

Depois que o Senado debateu e formalizou seu anteprojeto de reforma política, agora é a Câmara dos Deputados quem promove uma série de debates para tentar chegar a uma proposta comum. Nesta quinta-feira (5), a Comissão Especial da Reforma Política da Câmara realizou audiência sobre o financiamento público de campanhas e sistemas eleitorais. Paralelamente ao debate no Congresso, os partidos políticos também estão apresentando suas propostas específicas.
Na semana passada, a Comissão Política Nacional do PCdoB reuniu-se e elencou as propostas do partido para a reforma política. Nesta semana, a direção nacional do PT também apresentou um documento com propostas. O mesmo fez o PSOL. Nos diferentes documentos, há muitas propostas em comum, mas também muitos pontos de divergência.

Para tentar costurar um acordo que agregue os temas consensuais, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se dispôs a procurar não só os aliados, mas também os partidos de oposição ao governo Dilma Rousseff para discutir a reforma. Além disso, Lula orientou seus assessores a incluírem debates sobre a reforma política em todas suas viagens públicas pelo Brasil.

Segundo interlocutores do ex-presidente, Lula deve iniciar as articulações pela reforma política com um evento reunindo o PT e seus aliados históricos, PSB e PCdoB. Depois o ex-presidente vai procurar outros partidos da base do governo, principalmente o PMDB. O passo seguinte será a busca de diálogo com a oposição. Movimentos populares, sindicatos e setores organizados da sociedade também serão procurados.

PCdoB defende manutenção das coligações

Na rodada de debates, Lula irá encontrar muitas propostas já consolidadas. Como a do PCdoB. Na reunião de sua Comissão Política Nacional, realizada na última quinta-feira (28), em Brasília, o PCdoB divulgou nota sobre a reforma política. No texto, os comunistas reafirmam o seu propósito de luta em defesa da liberdade de escolha do eleitor e da liberdade partidária: pela adoção da lista preordenada, do financiamento público exclusivo de campanha e contra a extinção das coligações proporcionais.

"Nosso partido considera que uma reforma política só se justifica na medida em que amplie a liberdade partidária e o leque de opções ideológicas e políticas disponíveis à escolha do eleitor. Vale dizer, uma reforma que aprofunde a democracia enquanto modo de governar com a participação mais abrangente possível do povo e de respeito à representatividade das minorias", diz o texto.

Os comunistas rejeitam qualquer possibilidade de implantação de voto distrital, que eles qualificam como um golpe que irá "marginalizar o papel dos partidos, que passam a ser um aglomerado de personalidades e seus projetos individuais".

O PCdoB também rejeita a proposta de fim das coligações. Para o Partido, não sendo a coligação obrigatória, mas apenas uma livre decisão de cada partido, não há sentido em proibi-la. "Basta que aqueles partidos que não a aceitam se neguem a delas participarem. A coligação faz parte do repertório de instrumentos dos partidos, que são livres para atuarem sozinhos ou em aliança para alcançar seus objetivos de representação. Elas integram a liberdade de ação partidária garantida como direito fundamental em nossa Constituição", diz o documento do PCdoB.

PT irá em busca do apoio de aliados e sociedade

A direção nacional do Partido dos Trabalhadores, reunido no último sábado (30),em Brasília, também aprovou uma Resolução que trata do tema da reforma política.

No texto, o PT diz que o atual sistema contém virtudes que precisam ser preservadas, entre elas o sistema de proporcionalidade nas eleições parlamentares, o voto obrigatório, a ausência de cláusula de barreira. Mas ressalta que possui distorções que precisam ser corrigidas, entre elas, citam a sub-representação de mulheres, de negros e de outros largos segmentos da sociedade; o enfraquecimento dos partidos políticos; as distorções na representação popular no plano federativo que não atendem ao princípio de “uma pessoa, um voto”; a falta de limitação do número de mandatos legislativos; a atribuição de câmara revisora em todas as questões ao Senado; o excessivo tempo de mandato e de número de senadores por estado e a forma de eleição de seus suplentes. Possui vícios que precisam ser eliminados, como o financiamento privado que superpotencializa a influência do grande capital na política e que favorece a corrupção.

A resolução petista defende que o partido e suas bancadas concentrem-se especialmente na defesa do financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais; do voto em lista partidária preordenada no sistema proporcional; da fidelidade partidária; das medidas que promovam e facilitem a participação popular no processo político, como as leis de iniciativa popular, plebiscitos, referendos, a institucionalização de conselhos, conferências, orçamentos participativos.

O texto afirma aind que o PT contribuirá com o debate da reforma "organizando eventos nos estados e municípios, preferencialmente em ação conjunta com outras forças políticas e sociais". Veja aqui a íntegra da resolução do PT.

PSOL quer tempo igual de TV para todos

A resolução do PSOL sobre reforma política foi tirada de uma reunião entre os filiados no último final de semana. Eles avaliaram que há um debate ainda incipiente sobre os principais temas levantados para a reforma.

"O PSOL reconhece que as classes dominantes e seus representantes no Parlamento, no Poder Judiciário e no Poder Executivo estarão mobilizados para manter – ou alterar só na superfície – dispositivos legais que garantam seus interesses imediatos e de longo prazo, sempre objetivando impedir que as maiorias sociais se tornem maiorias políticas nesse processo de mudanças no sistema político e eleitoral”, diz o texto divulgado pelo partido.

Entre as propostas concretas apresentadas pelo PSOL, está a adoção do financiamento público exclusivo de campanha, divisão equitativa do tempo de televisão entre os partidos e a proibição de veiculação de pesquisas eleitorais pela mídia.

O PSOL quer que o financiamento das campanhas eleitorais seja exclusivamente público, e que os recursos destinados aos partidos políticos para constituição desse fundo sejam distribuídos de forma a garantir um percentual igual para todos, de no mínimo de 50% e, do restante, um percentual variável de acordo com a representação na Câmara dos Deputados.

Na questão do tempo destinado à propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV, o PSOL sugere uma divisão igualitária tanto nos processos eleitorais quanto nas propagandas institucionais dos partidos políticos.

Querem ainda a instituição da revogabilidade de mandatos por parte dos eleitores.

O Partido concorda com a adoção da lista partidária preordenada, mas flexível. E posiciona-se favorável ao fim das coligações para eleições proporcionais.

Outra proposta controversa apoiada pelo partido é a proibição de veiculação de pesquisas eleitorais por todos os meios de comunicação, inclusive na internet.

Partidos como PMDB, DEM e PSB abriram processos internos para debate da reforma política e coleta de sugestões, mas ainda não formalizaram suas propostas.

Da redação,
Cláudio Gonzalez, com agências
há 12 horas · · · Inscrever-se

CONECÇÃO: A DEMOCRACIA PETISTA, A BANDA LARGA E AS LISTAS FECHADAS

De olho nas Teles e nas fraudes vantajosas das teles no POVO

Marcelo Saldanha
Para quem duvidava que as teles não iriam aprontar alguma, aqui vai a prova. Além de não terem cumprido com o PGMU 2.5 de levar internet banda larga em todas as escolas em troca de colocação de orelhões pelo Brasil a fora, além de estarem querendo meter a mão no FUST do povo no montante de 9 bilhões para aumentar seu patrimônio, além de estarem pedindo isenções tributárias, além de ganharem um espectro de frequencia de graça sem licitação, mesmo assim, elas ainda querem mais, ou seja, não querem fazer esta "politica publica" de graça (piada para um ramo que fatura em torno de 280 bilhões por ano) e já estão planejando negociar os 35,00 reais da meta estipulada pelo governo no PNBL...ou seja, querem fazer uma tabela de preços com 3 categorias :-) eu já até imagino... por 1 mega
1 - Preço "quem vamos dar uma ferradinha" = 35,00
2 - Preço "vamos botar pra quebrar" = 49,90
3 - Preço "passa o redondo - ou dá ou desce" = 64,99
Sendo assim, além do "pacote de bondades" que o governo está...

convergenciadigital.uol.com.br
Banda larga: Teles querem regras diferentes por perfil de consumidor

Comentarios e criticas/analise abaixo, feitas por marcos Rebello: consultor e analista politico, membro comunidade diplomatas

CONECÇÃO: A DEMOCRACIA PETISTA, A BANDA LARGA E AS LISTAS FECHADAS

(Aos que não quiserem ler tudo e preferirem saber apenas a conclusão, vejam abaixo: "Pergunrtinha básica e resposta")

Muito elucidativo esse artigo da Flávia Levèvre. Alias, a clareza e a amplitute no enfoque das questões críticas são caracteristicas da Flávia. Agora eu fico perplexo diante da claudicancia do governo diante de tamanhas vantagens JÁ CONTABILIZADAS pelas Teles e a concentração de poderes que servem para encurralar a sociedade e o proprio governo em todas as situações especialmente como a atual.

O Marcelo acaba de elencar algumas das extraordinarias vantagens extraídas pelas Teles nesse processo como vemos acima. Então fica a pergunta: aonde está o real interesse do governo nisso? Que espécie de negociação está sendo feita com as Teles? Mas precisamente, qual é a moeda de barganha entre esses dois interesses? E, finalmente, o mais importante: o que está fazendo a maravilha do PT nisso?

Esse é o cenário que coloca o partido do governo no centro da berlinda, e não vemos uma atuação dignificante do partido que deveria estar negociando em favor dos interesses da sociedade mas claramente está enredado nos interesses politicos que o tornam apenas mais um partideco em busca de poder. Simplesmente vergonhosa essa atuação.

Agora uma dica de quem tem algum senso em negociações:

Quando se negocia qualquer coisa com qualquer oponente, faz-se o trabalho de casa. Nesse trabalho a gente faz uma analise de custos e uma listagem do que o oponente ja conseguiu em vantagens que já foram concedidas que resultaram em ganhos substanciais sem reciprocidade. Isso, oras bolas, tem que ser arrolado a favor de quem está negociando outros itens, e tem que ser contabilizado durante o processo para que o oponente esteja consciente de que estamos plenamente conscientes sobre o que está envolvido na negociação.

Mas não é isso que o governo e nem o PT tem mostrado quando deveria ser bem mais firme com as Teles, porque elas já conseguiram TUDO sem uma contrapartida para a sociedade a não ser o hiper básico que deveria advir de qualquer transação. Elas só crescem e a sociedade fica cada vez mais encurralada.

Esta negociação do governo e PT com as Teles está uma vergonha! Destaco trechos da Flávia:

"Quais as injustiças? Vergonhosa penetração da telefonia fixa - média nacional de 21 acessos fixos contratados por 100 habitantes, tráfego de voz nos serviços fixo e móvel também vergonhosos, tarifas altíssimas, concentração, mal atendimento das reclamações dos consumidores pelas concessionárias .... e mais um rosário de ilegalidades que frustram as finalidades de universalização e prestação adequada dos serviços, tão prometidas pelo PSDB."

"...dois dias antes dos leilões de privatização das subsidiárias da Telebrás foram assinadas as autorizações a título GRATUITO para que as concessionárias pudessem operar a rede de troncos para prestar o Serviço de Rede de Transporte de Telecomunicações - SRTT."

"... o valor dessas valiosas autorizações NÃO foram contempladas pela AVALIAÇÃO que serviu de suporte para a PRIVATIZAÇÃO e tampouco os contratos de concessão"

"As redes de tronco públicas, então, foram apropriadas SEM QUALQUER CONTRAPARTIDA e previsão contratual pelas concessionárias"

"Em 2001, para piorar um pouco, a ANATEL, usurpando competências da União, criou o Serviço de Comunicação Multimídia - SCM que nada mais é do que o serviço de comunicação de dados. Com base nesta norma, as concessionárias MIGRARAM de suas autorização do SRTT para as de SCM, pagando por elas a IRRISÓRIA quantia de R$ 9.000,00."

"até hoje a ANATEL não estabeleceu os regramentos para o compartilhamento das redes públicas – nos permitem a conclusão de que vultosos patrimônios e infraestruturas públicas com papel estratégico fundamental para a democratização dos serviços de telecomunicações estão APROPRIADOS EM FAVOR DE INTERESSES E LUCROS PRIVADOS."

Agora, a vergonha:

"Mas nossas expectativas surgidas com a mudança de Ministro e instituição do PNBL não foram atendidas! Temos assistido ao esvaziamento das funções atribuídas a Telebrás pelo Decreto que instituiu o Plano Nacional de Banda Larga." CADÊ O PT E O GOVERNO????

Vejamos agora a evidencia de um governo PT que luta pelos direitos da sociedade:

"A sociedade organizada em torno da Campanha “Banda Larga é um direito seu” conseguiu audiência com o Ministro Paulo Bernardo neste mês de abril, ocasião em que foi possível apresentar as reivindicações no sentido de que o Poder Executivo editasse decreto incluindo o serviço de comunicação de dados (=banda larga) no regime público, o que viabilizaria a imposição de obrigações de universalização e continuidade para as operadoras interessadas em assumir o papel de concessionárias dessa incumbência, que é da União, nos termos do inc. XI, do art. 21, e art. 175, da Constituição Federal. E mais, a possibilidade de se reduzir o valor da assinatura básica da telefonia fixa, beneficiando milhões de brasileiros e pequenas empresas que não conseguem pagar a assinatura mensal." Mas o PT está mais interessado em garantir o poder do que dar à sociedade o que vem prometendo em discurso e em slogans alardeados pela militancia cega e abobada enquanto briga pelas Listas Fechadas triturando a democracia.

Pergunrtinha básica e resposta:

Qual é a moeda de barganha nesse processo, e com quem?

A moeda é a Banda Larga. Ou melhor, a inviabilidade da Banda Larga para o povo a fim de não lhe permitir que desenvolva uma cultura própria. Essa é a exigencia dos interesses externos para que o Brasil não se emancipe em questões culturais e não se eduque para não exercer a sua soberania. Isso no curto, médio e longo prazos. Em termos politicos internacionais, é a "colheita" de uma nova "elite" em país que se torna uma potência global mas que precisa ser mantido sob controle. Aliás, esse foi exatamente o propósito da tomada de poder de '64, como ocorre tambem em outros países chave. E de que maneira isso seria atingido hoje senão pelas Telecomunicações? Lembremos que as Teles não representa apenas a Banda Larga, mas todo o aparato de telecomunicações que cria e balisa todo o universo cultural.

O processo de negociação, então, é simplérrimo: O PT permite e garante o controle da sociedade pelas Teles e em troca as Teles permitem e garantem que o PT seja o partido supremo que, ao adotar as Listas Fechadas, obterá controle total. Aí está a charada toda desvendada.

Essa é a democracia do PT !!!!
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Rebello