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sábado, 7 de maio de 2011

"FATO ABOMINÁVEL" - O SILÊNCIO DOS CÍNICOS

“FATO ABOMINÁVEL” – O SILÊNCIO DOS CÍNICOS


Laerte Braga


O mais lúcido documento escrito sobre o assassinato de Osama bin Laden terá sido, juízo pessoal, o de Fidel Castro. Chama o crime de “fato abominável”. O governo terrorista de Barack Bobama está impedindo a compra de remédios nos EUA para crianças cubanas com câncer.

A barbárie no caso do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A tem requintes conscientes de perversidade.

A arrogância da presunção de superioridade.

Barack Bobama virou arroz de festa. Vai passar os próximos meses aproveitando o efeito do “fato abominável” em campanha eleitoral. Cada vez mais Bush.

O Dalai Lama considerou justa a ação dos Estados Unidos. O papa Bento XVI não se pronunciou sobre o assunto. O líder budista ocidental é mero instrumento do conglomerado terrorista na luta pelo Tibete. Nada além disso. Não está preocupado com seu povo, mas com sua conta bancária. E seus livrinhos de auto-ajuda. Concorrente de um sem número de autores num mundo cada vez mais desumanizado. Não tem nada a ver com Buda e muito menos com o budismo.

Bento VXI se imagina o centro do universo e contabiliza os dólares para salvar uma igreja que vive um processo falimentar – em todos os sentidos – desde a ascensão de João Paulo II, o “beato”. No Brasil, então, embora a CNBB – CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL – não revele de público, o sinal vermelho já acendeu faz tempo. O número de católicos hoje em boa parte das regiões do País é menor que o de fundamentalistas evangélicos. Outro tipo de terror religioso.

Todos convergem para os EUA, Edir Macedo prefere Miami. Outrora os gangsteres ou iam para Chicago ou para Las Vegas. Macedo não é o primeiro brasileiro a optar por Miami. Sérgio Naia foi o pioneiro.

A curva de católicos – em números – é descendente e a de fundamentalistas evangélicos ascendente. Bento XVI ou a maioria dos bispos brasileiros jamais vai entender o porquê dessa história. Se acham iluminados e acreditam piamente que num dado momento a rotação da Terra, que já foi plana para muitos papas, conserta esse “desacerto”. Olhar para dentro e perceber a autofagia isso é inimaginável. Daí o silêncio do papa sobre o assassinato do líder da AL QAEDA.

Mais ou menos em boca fechada não entra mosquito. No banco do Vaticano entram dólares, desde os tempos do famigerado cardeal Marcinkus (não podia sair do Vaticano, na operação contra as máfias teve a prisão preventiva decretada pela justiça italiana).

Os apaches, através de um neto do chefe Gerônimo, manifestaram seu repúdio ao uso de seu nome na operação criminosa. Gerônimo foi ludibriado pelos norte-americanos em termos de reserva indígena, teve roubada a terra de seu povo e passou vinte anos preso. Morreu aos noventa anos no início do século passado. E esse Gerônimo é com “g” mesmo.

Mas não perdeu a dignidade. Barack Bobama não tem a menor idéia do que seja isso. É o self made man. Tipo os fins justificam os meios.

Bento XVI e o Dalai Lama ocidental então!

Cinismo absoluto.

Bobama segue à risca o traçado de “líder charmoso”. “O líder charmoso constitui com freqüência a imagem do irmão. Com sua característica dominante: a solidariedade. Frente ao mundo dos adultos. Frente à sociedade estabelecida, representada pelos pais. Esse PLANETA DOS JOVENS (Jean Duvignaud – La Planète des Jeunes – Paris, Stock, 1975) projeta sua agressividade sobre o que está FORA DA IRMANDADE” – “O ESTADO DO ESPETÁCULO, Roger-Gérard Schwartzenberg, Difel, 1978 –.

É importante passear com o cachorrinho dos filhos pela Casa Branca, ou arregaçar as mangas e servir cerveja aos amigos.

Murílio Híngel, ex-ministro da Educação, disse uma vez que é comum aqueles que sobem das mais baixas às mais altas camadas sociais costumam se esquecer de sua origem.

É “eu me fiz por mim mesmo”. Trágico, bárbaro, boçal.

“Cortamos a cabeça da AL QAEDA”. Que palhaçada dita diante de militares mercenários – as forças armadas dos EUA são constituídas de soldados contratados e em muitos casos a empresas privadas em clima tucano de terceirização. Que nem Dilma com os aeroportos por aqui. Ou o código florestal ao sabor de latifundiários.

Bobama lembrou os mortos do ataque às torres gêmeas e destacou o apoio de Cuba aos EUA naquele momento. Em seguida lembrou as centenas de milhares de mortos nas guerras estúpidas desfechadas pelos norte-americanos em nome dessa justiça de tortura e prisões secretas.

O xis da questão não é o ser humano. É o jogo do poder. Ai vai o “líder charmoso”.

Esse líder sabe, como definia Montesquieu, que “a gravidade é o escudo dos tolos”.

Prefere o cinismo à espontaneidade.

Parecer ser do povo com um toque de coquetismo.

Ou uma aura de santo.

E haja dízimo para sustentar todo esse aparato que no fim se guarda num arsenal capaz de destruir o mundo cem vezes se preciso for. Fidel fala de uma nação poderosa como nunca houve, ao referir-se aos EUA e ao “fato abominável”.

Jano, o deus das portas, das entradas e das saídas tem duas faces. É o vigilante, a imagem do imperialismo sem limites.

Mas, nos EUA, tem que renovar o carimbo de quatro em quatro anos, com no máximo oito anos e isso é fundamental para a porta de entrada.

Barack Bobama, em bandeja de prata, está servindo a um povo que conta milhões de desempregados, de sem teto, milhões sem saúde pública, a cabeça de Osama bin Laden para o banquete, o festim da boçalidade.

E conta com o silêncio cúmplice dos cínicos. “Job well done” – serviço bem feito disse Bobama em pose de comandante em chefe aos militares numa base do conglomerado em seu território continental.

É a divindade de plantão na Casa Branca. Só falta arranjar um Incitatus. Tocar fogo em Roma vem fazendo desde antanhos, quando os “deuses” tinham outros nomes.

E dizem que é perder tempo ler o que Fidel escreve.

“Fato abominável”. Repugnante.

COMO MORREU ALLENDE?

No próximo dia 23 serão exumados os restos mortais do ex-presidente chileno Salvador Allende, para que seja definitivamente esclarecido se ele cometeu suicídio ou foi assassinado pelos golpistas que o derrubaram do poder em 1973.

As perícias foram determinadas pelo juiz encarregado do processo, Mario Carroza, que prometeu: "Tudo será revelado ao público, como deve ser".

A versão oficial é de que Allende teria se matado com o fuzil recebido de presente de Fidel Castro.

Sempre considerei mais compatível com o personagem a forma como o cineasta chileno Helvio Soto mostrou seu momento final, no excelente filme Chove sobre Santiago (1976): atirando a esmo nos invasores do Palácio de La Moneda, apenas para morrer lutando ao invés de ser capturado com vida.

Agora saberemos o que realmente aconteceu.

COMPAÑERO PRESIDENTE

 Salvador Allende será sempre lembrado como o  compañero presidente.

Pois, conforme declarou no momento de sua vitória eleitoral, mais do que presidente, continuaria sendo  um militante revolucionário, como todos os seus companheiros de jornada na luta por um Chile com liberdade e justiça social.

Naquele terrível 11 de setembro de 1973, Allende não aceitou curvar-se aos fascistas de Pinochet, preferindo a morte digna à fuga indigna que lhe ofereceram: a possibilidade de decolar para outro país juntamente com todos os correligionários por ele escolhidos que coubessem no avião.

Então, as palavras que endereçou ao povo pelo rádio, na iminência do martírio, inspirarão para sempre os combatentes por um mundo redimido do pesadelo capitalista:
"Colocado numa transição histórica, pagarei com minha vida a lealdade do povo. E lhes digo: tenho certeza de que a semente que entregaremos à consciência de milhares e milhares de chilenos não poderá ser extirpada definitivamente.

Trabalhadores de minha Pátria! Tenho fé no Chile e em seu destino. Outros homens se levantarão depois deste momento cinza e amargo em que a traição pretende se impor. Sigam vocês sabendo que, bem mais cedo do que tarde, vão abrir-se de novo as grandes alamedas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor".
Ah, como eu gostaria que houvéssemos tido também um Allende em 1964!

O destino mais próximo foi o do comandante Carlos Lamarca: ele resistiu aos insistentes apelos dos companheiros que o tentaram convencer a  salvar-se, buscando refúgio no exterior, quando a luta armada marchava visivelmente para um final trágico. 

Optou por continuar tentando até o fim viabilizar a guerrilha, fiel ao seu compromisso de  vencer ou morrer.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

NOSSO VERDADEIRO PROBLEMA É A DESIGUALDADE EXTREMA

Segundo dados do IBGE, há 16,3 milhões de brasileiros que não ganham sequer 70 reais por mês; são 8,5% da nossa população vegetando em condições subumanas.

A renda mensal de todos eles juntos não chega nem a R$ 1,2 bilhão.

Enquanto isto, o ranking da revista Forbes, divulgado no último mês de março, revela que as fortunas dos 30 brasileiros mais ricos totaliza US$ 131,3 bilhões, ou seja, mais de R$ 210 bilhões.

São todos bilionários. Consequentemente, cada um deles possui bens e valores equivalentes à renda mensal de 16,3 milhões de nossos concidadãos

Ao invés de discutirmos se 70 reais/mês constitui um bom divisor de águas entre os pobres e os extremamente pobres, deveríamos é estar encarando, de uma vez por todas, nosso verdadeiro problema: como acabarmos com esta desigualdade extrema, imoral, inconcebível, inaceitável.

Isto vocês nunca lerão nas seções de Economia da grande imprensa.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Quem são os Terroristas: Basta de Imperialismo. ABAIXO ao IMPÉRIO ESTADUNIDENSE







SCUDÉRIE OBAMA - MATA E DESOVA

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SCUDÉRIE OBAMA - MATA E DESOVA PDF Imprimir E-mail
Laerte Braga
Qui, 05 de Maio de 2011 17:58
O governo do Paquistão sequer tomou conhecimento da operação que matou Osama Bin Laden. Os norte-americanos não tinham e nem têm a menor confiança no 'aliado'. Temiam que Osama fosse avisado.

O líder da AL QAEDA foi morto por seus seguranças seguindo instruções do próprio Bin Laden, dadas há anos, desde o ataque às torres gêmeas do World Trade Center. Quando perceberam o fogo inimigo e a impossibilidade de escapar mataram Osama. Ele não queria ser morto pelos norte-americanos.


– Enviado usando a Barra de Ferramentas Google"

OS INSANOS - QUEIMA DE ARQUIVO

OS INSANOS - QUEIMA DE ARQUIVO


Laerte Braga


Dá para pensar num julgamento de Osama bin Laden, público? Ou seja, o líder da AL QAEDA preso e sendo submetido a um julgamento por seus “crimes”? Imagine quando ele começasse a falar do treinamento militar que recebeu nos EUA e dos EUA, armas e recursos, para lutar no Afeganistão contra os soviéticos? Ou das ligações de sua família com a família do ex-presidente Bush? São sócios nos negócios de petróleo.

Contasse cada momento de suas ações e suas relações ora amigas, ora hostis em relação aos EUA?

Todas as verdades/mentiras do terrorismo norte-americano cairiam por terra. Não ia sobrar pedra sobre pedra, por uma razão simples, os caras não conseguiriam explicar nem o cinismo e nem a insanidade.

Foi queima de arquivo entre quadrilhas rivais só isso.

Uma leitura atenta do noticiário sobre o assassinato do líder da AL QAEDA Osama bin Laden, a cada dia, vai mostrando a insanidade dos que dirigem o complexo EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A. Não há diferenças entre George Bush e Barack Bobama no essencial. Bush não fala e anda ao mesmo tempo e Bobama consegue andar e falar simultaneamente. E pára por aí. São iguais.

Funcionários qualificados da CIA – AGÊNCIA CENTRAL DE INTELIGÊNCIA – afirmam publicamente que usaram tortura para obter as informações necessárias à localização de Osama bin Laden. Técnicas – como chamam – de afogamento, “métodos especiais” que encobrem choques elétricos, espancamento, estupros, enfim, nada que torne o presidente dos EUA diferente também de bin Laden.

O juiz brasileiro Marcelo Semer, no blog SEM JUÍZO, faz uma análise que mostra essa equivalência. A transformação do chamado senso de justiça dos Estados Unidos em ações terroristas, criminosas, à margem do direito internacional e cita inclusive o julgamento de Nuremberg como exemplo e ao mesmo tempo ponto de partida dessas transformações.

A filha de Osama bin Laden, uma delas, de 12 anos, diz que seu pai foi capturado vivo e depois então assassinado pelos terroristas norte-americanos. A notícia foi divulgada pelo canal de tevê da Arábia Saudita (país aliado dos EUA) EL ARABIYA. A notícia acrescenta que o comando de insanos que atacou a residência de Osama, após prendê-lo, colocou-o à frente de seus familiares e então o executaram. Barbárie pura.

Insânia absoluta.

O governo do Paquistão, um país que detém armas nucleares, não tinha a menor idéia do que estava acontecendo, não foi avisado sobre a operação – medo de atrapalhar os norte-americanos – e, na prática, os terroristas que mataram o líder da AL QAEDA dançaram e sapatearam sobre o território paquistanês.

As forças armadas do Paquistão têm fama de corrupção quase que absoluta, como boa parte das forças armadas de vários países colonizados ou ocupados pelos EUA. Vale dizer que a morte de bin Laden deve ter rendido bons milhões de dólares a militares e políticos por ali. O primeiro-ministro do país está na França tentando explicar o inexplicável. Ou negociando com bancos europeus o rico dinheirinho da propina para manter o povo paquistanês sob controle e céu de brigadeiro para os helicópteros norte-americanos.

Se são insanos os norte-americanos, são bananas os militares paquistaneses.Para se ter uma idéia mais clara, são como os militares golpistas no Brasil em 1964 sob o comando do general do exército dos EUA Vernon Walthers.

Jornais, revistas, redes de tevês no mundo inteiro – a esmagadora maioria parte do imenso complexo terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A – noticiam que as pessoas deixadas na casa após a operação criminosa o foram pelo simples fato que um dos helicópteros usados pelos bandoleiros apresentou problemas e não deu para levar todas.

A febre de comemorações ainda não foi debelada nos EUA. É a reação a um sintoma grave de infecção moral da imensa e esmagadora maioria dos norte-americanos, mais de 90% segundo uma pesquisa, aprovando esse tipo de ação.

O que isso revela é que Bobama conscientizou-se que precisa ser cada vez mais Bush para ter chances de reeleito.

A operação que matou Osama pode ser comparada a um daqueles westerns em que bandidos invadem a casa de concorrentes e chacinam a todos.

Foi queima de arquivo. Prender o líder da AL QAEDA e levá-lo a julgamento implicaria em ouvir as histórias de Osama sobre sua aliança com os EUA para lutar contra os soviéticos, as ligações familiares com Bush e um monte de outras coisas que jogariam por terra as “verdades” terroristas dos EUA.

O banana que ocupa a chancelaria brasileira e não é por acaso tem o sobrenome Patriota aceitou a ação terrorista dos pistoleiros dos EUA.

Não existe no Islã nenhum tipo de incitação à violência gratuita. Ao contrário das outras duas religiões monoteístas – cristianismo e judaísmo – os islamitas não buscam catequizar povos como os Astecas, por exemplo, eliminando insurgentes e escravizando o que não aceitam o tacão nazista de Washington.

Isso foi ao tempo da descoberta da América e permanece com os EUA, na doutrina de James Monroe – “a América para os americanos –. Com uma pequena mudança. “O mundo para os norte-americanos”.

A secretária de Estado Condoleeza Rice (epa!), quer dizer, Hilary Clinton, disse a jornalistas que “foram os trinta e oito minutos mais intensos de sua vida”. “Que se fez justiça”. “Que bin Laden era um inimigo dos Estados Unidos”.

Uma pessoa conhecida lembrou Roy Rogers, o cowboy norte-americano. Barack Hussein Bobama vai fazer a campanha eleitoral montado em Tigger, o cavalo do dito Rogers. No melhor estilo George Bush.

São insanos, se atribuem o poder absoluto sobre o mundo inteiro. A GLOBO aplaude e o chanceler brasileiro diz que está tudo certo. E Dilma vem dizer que não admite transgressões sobre os direitos humanos.

Quer dizer, não admite em relação aos amigos, aos inimigos... Danem-se.

O espetáculo público que a mídia colonizada confere ao assassinato de Osama bin Laden é dos mais repugnantes exemplos que a mentalidade bandida tomou conta e esta sendo vendido em lojas, supermercados, shoppings, quiosques, etc, com o carimbo de “justiça”.

Vamos ver quando a manada vai acordar, se é que vai.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Comissão Nacional da Verdade: Mais uma farsa?

Comissão Nacional da Verdade: Mais uma farsa?

“Além de abrandada, a ditadura começa também a encolher”. (Paulo Arantes).
O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, mais uma vez, vem a público mostrar sua preocupação e, mesmo, indignação com as desinformações e manipulações que vêm ocorrendo em torno da instalação de uma Comissão Nacional da Verdade a ser votada em breve pelo Congresso Nacional. Importante lembrar que esta 2ª versão da Comissão da Verdade — contida nas reformulações conservadoras do 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), em maio de 2010 — apresenta graves e comprometedoras mudanças que mutilam a 1ª versão, anunciada à Nação, em dezembro de 2009, em grande mis-em-scène midiática.
Já havíamos questionado o caráter antidemocrático daquela 1ª versão da Comissão Nacional da Verdade no que dizia respeito à criação de um grupo de trabalho para elaborar o projeto de lei que instituiria esta Comissão. Dentre os 06 membros que formariam este grupo de trabalho, 05 seriam autoridades governamentais e somente 01 “representante da sociedade civil”, escolhido por uma dessas autoridades.

Entretanto, há nesta 2ª versão mudanças muito sérias e graves que mostram um profundo desprezo por nossa história em nome da “conciliação nacional” e da governabilidade. São elas:

• retira-se qualquer tipo de responsabilização em relação àqueles que cometeram crimes contra a humanidade naquele período de terror.

• retiram-se as expressões “repressão ditatorial”, “regime de 1964-1985” e “resistência popular à repressão”, substituindo-as por “prática de violações de direitos humanos no período de 18 de setembro de 1946 até a data da promulgação da Constituição (1988).” Ou seja, retira-se da história do Brasil o período de ditadura civil-militar.

• acrescenta-se ao trabalho de “localização e identificação de corpos e restos mortais de desaparecidos políticos" a expressão “com base no acesso às informações”. Ou seja, o Estado brasileiro não se compromete nestas buscas e identificações a não ser que ocorram informações. E quem daria essas informações? Como sempre o Estado brasileiro, mandante e responsável por esses crimes, se omite e coloca o ônus das provas nas mãos de entidades de direitos humanos e dos familiares de desaparecidos, sendo que os arquivos ditos secretos da ditadura continuam inacessíveis.

Sabemos que a memória é um campo de lutas e que estas modificações no PNDH-3 com relação à Comissão da Verdade está fortalecendo uma certa história oficial: como se fosse a história única e verdadeira, possivelmente com o apoio das próprias forças que respaldaram o terror em nosso país.

Cabe, ainda, lembrar que este debate para implantação de uma Comissão Nacional da Verdade — mesmo que mutilada e somente “para inglês ver” como forma de aplacar os clamores nacionais e internacionais — fortalece-se logo após a sentença dada pela Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA que condenou o Estado brasileiro em relação à Guerrilha do Araguaia. Por esta sentença, exarada em dezembro de 2010, o Brasil tem até o final do ano para remover todos os obstáculos práticos e jurídicos para a investigação dos crimes, esclarecimento da verdade e responsabilização dos envolvidos. Também, o Tribunal reafirmou o alcance geral de sua decisão, exigindo que as disposições da Lei de Anistia, que impedem as investigações penais, não possam representar um obstáculo a respeito de todos os outros casos de mortos e desaparecidos políticos no Brasil.

Por tudo isto, reafirmamos nosso repúdio a esta encenação de Comissão da Verdade. Continuamos nossa luta por:

• Uma outra Comissão Nacional da Verdade e Justiça.

• Pelo cumprimento integral da Sentença da OEA.

• Pela abertura ampla, geral e irrestrita de todos os arquivos da ditadura.

Rio de Janeiro, 03 de maio de 2011

Pela Vida, Pela Paz
Tortura Nunca Mais!

Fonte: Grupo Tortura Nunca Mais-RJ

Marco histórico: Assembleia Legislativa da Bahia aprova Conselho Estadual de Comunicação

CONSELHOS ESTADUAIS DE COMUNICAÇÃO
A Bahia sai na frente
Por Venício A. de Lima 
A aprovação pela Assembleia Legislativa da Bahia do projeto de lei do Executivo (PL 19.100/2011) que cria o Conselho Estadual de Comunicação Social da Bahia (CECS-BA), na noite de quarta-feira (27/4), além de uma conquista dos movimentos pela democratização da comunicação, é um marco pioneiro e histórico para a regulação do setor no nosso país.
Embora prevista na Constituição estadual desde outubro de 1989, a criação do CECS-BA ocorre somente agora, após várias tentativas e quase 22 anos depois. Trata-se também do cumprimento de resolução prioritária da 1ª Conferência Estadual de Comunicação da Bahia, realizada em 2009, que teve ampla participação dos movimentos sociais do estado e foi pioneira no país.
O CECS-BA será um órgão com função consultiva e deliberativa, tendo por finalidade, dentre outras, a formulação e o acompanhamento da política de Comunicação Social; o recebimento e encaminhamento de denúncias sobre abusos e violações de direitos humanos nos veículos de comunicação; o fortalecimento da comunicação comunitária; o acompanhamento da distribuição das verbas publicitárias para que sejam obedecidos critérios técnicos de audiência e a garantia da diversidade e da pluralidade.
O conselho terá 27 membros, representando o poder público, empresas do setor e entidades do movimento social organizado [ver abaixo a íntegra do projeto de lei aprovado].
Registre-se que o PL 19.100/2011, aprovado pela Assembleia Legislativa, ainda depende da sanção do governador Jaques Wagner para ser transformado em lei. No entanto, como sua origem é o próprio Executivo baiano, supõe-se que será sancionado sem alterações.

terça-feira, 3 de maio de 2011

José Dirceu participa de Amor e Revolução no SBT - Pragmatismo Político

José Dirceu participa de Amor e Revolução no SBT - Pragmatismo Político: "– Enviado usando a Barra de Ferramentas Google"

José Dirceu participa de Amor e Revolução no SBT - Pragmatismo Político

quarta-feira, 20 de abril de 2011

José Dirceu participa de Amor e Revolução no SBT

José Dirceu grava depoimento para novela que militares odeiam
Se os militares que eram contra a exibição da novela Amor e Revolução, no SBT, já não gostavam do enredo, passaram a gostar menos ainda agora que, nesta quarta-feira, o folhetim começa a apresentar uma longa entrevista com o ex-deputado José Dirceu, um dos principais quadros da luta contra a ditadura no país. Em seu depoimento, gravado na véspera, o ex-ministro José Dirceu relata sua prisão pelas forças do regime, em 1969, e o período em que viveu exilado em Cuba, depois clandestino no Brasil.

Além de Dirceu, gravaram seus depoimentos para a novela de Tiago Santiago nomes de heróis da resistência contra a ditadura brasileira como Criméia Almeida, ex-guerrilheira do Araguaia, e Rose Nogueira, que dividiu a cela no Dops com a presidente Dilma Rousseff.

O relato de Dirceu faz uma distinção entre a época em que foi preso, quando a tortura ainda não era corrente, e o recrudescimento posterior.

– Quando chegamos ao Dops houve uma sessão de pancadaria, de chutes – relembrou.

Ele contou que foram para o 4º Regimento de Infantaria (RI), unidade do Exército em que o capitão Lamarca esteve preso e ele foi vítima de maus tratos.

– A comida era uma lavagem, a cela era pra ter pneumonia e tuberculose. Percebemos que aquilo já era prenúncio do que estaria pra começar de tortura e da ditadura – afirma Dirceu ao SBT.

Dirceu também relatou o que houve no Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), onde cerca de 800 pessoas foram presas de forma arbitrária pelo regime militar.

– Nós recebemos a informação de que o lugar estava cercado e decidimos não sair. Fomos todos presos – conta Dirceu.

O depoimento do ex-guerrilheiro José Dirceu durou uma hora e deverá ser apresentado ao longo dos próximos capítulos.

http://youtu.be/VzANIBv7fV0


http://www.youtube.com/watch?v=VzANIBv7fV0&feature=player_embedded

SBT -- Amor e Revolução - João Vicente Goulart - Depoimento #20



QUEM MATOU GOULARD. Pelo Direito a Verdade , a Memoria e a Justiça, EXUMAÇÃO Já!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Morte de Bin Laden não encerra guerra no Afeganistão - Pragmatismo Político

Morte de Bin Laden não encerra guerra no Afeganistão - Pragmatismo Político:

Povo afegão deve continuar sofrendo com guerra dos EUA
O secretário-geral da Otan (Aliança Militar agressiva dos países ocidentais), Anders Fogh Rasmussen, declarou nesta segunda-feira (2) que apesar do assassinato do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, a organização vai continuar guerreando no Afeganistão.

“Enquanto o terrorismo continuar representando uma ameaça direta à nossa segurança e à estabilidade internacional, a cooperação internacional continuará sendo fundamental e a Otan estará no coração dela”, afirmou Rasmussem.

O secretário lembrou ainda que a Otan considerou os atentados de 11 de setembro como um ataque contra todos os aliados.

A morte de Bin Laden em uma operação americana no Paquistão é um "êxito significativo para a segurança dos aliados e de todas as nações que se uniram a nossos esforços no combate contra o terrorismo global", afirma o secretário-geral em um comunicado.

Reafirmando a continuidade da guerra na região, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, afirmou que a "Al-Qaeda não pode acabar nem derrotar" seu país. Assim como o presidente americano Barack Obama, Hillary afirmou que com a morte de Osama bin Laden "foi feita a justiça".

"Isso é um marco na luta contra o terrorismo, mas a batalha contra a Al-Qaeda continua e não termina com a morte de Bin Laden", destacou Hillary.

Sem desculpas

Já o governo do Irã afirmou hoje que a morte do líder extremista acabava com "qualquer desculpa" para os EUA e seus aliados manterem forças no Oriente Médio. "Os EUA e seus aliados não têm mais desculpa para enviar forças ao Oriente Médio sob o pretexto de combater o terrorismo", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Ramin Mehmanparast, segundo o site da emissora local Press TV.

Mehmanparast disse que o Irã espera que a notícia ajude a "estabelecer a paz e a segurança na região", ressaltando que o governo de Teerã "condena fortemente o terrorismo em todo o mundo". As informações são da Dow Jones.

Guerra no Afeganistão

Em 2001, empossado como presidente dos Estados Unidos, o republicano conservador, George W. Bush, filho do ex-presidente George Bush, colocou em prática uma política externa que visava a reafirmar o imperialismo norte-americano frente ao mundo, sob o pretexto da “luta contra o terrorismo”.

Nesse mesmo ano, em 11 de setembro, nos Estados Unidos, as Torres Gêmeas (World Trade Center) e o Pentágono foram alvo de atentados. Nesse momento, a busca quase que interminável pelo suposto autor dos atentados – Osama bin Laden – se iniciou. Os Estados Unidos trataram de empenhar sua mais moderna tecnologia e o mais completo efetivo militar para rastrear o terreno montanhoso do Afeganistão em busca do líder da Al-Qaeda.

Os fatos ocorridos após o atentado vêm sendo acompanhados pelo mundo inteiro ao longo da última década. Nesse período, os Estados Unidos declararam guerra não só ao líder Bin Laden como, principalmente, a toda a população afegã – onde, segundo o governo norte-americano, a rede Al-Qaeda se encarregava de treinar terroristas.

Em outubro de 2001, os Estados Unidos e o Reino Unido iniciaram a caça a Bin Laden e a guerra com o objetivo de derrubar o Talibã, movimento fundamentalista islâmico nacionalista que se difundiu no Paquistão e, sobretudo no Afeganistão, a partir de 1994, e que efetivamente governou o país entre 1996 e 2001, ano em que foi derrotado pelas forças norte-americanas.

O governo americano colocou no poder um aliado com a dita “incumbência de reconstruir a nação e instaurar a democracia”, em uma região marcada pela diversidade étnica e religiosa.

Atualmente, cerca de 140 mil soldados estão no Afeganistão, apesar do crescente temor entre os europeus sobre essa guerra lançada pelos EUA para combater a rede Al-Qaeda e o Talibã, após os atentados de 11 de setembro de 2001.

Mesmo tendo conquistado o Nobel da Paz em 2009, Barack Obama, anunciou o envio de 30 mil soldados adicionais ao Afeganistão, a partir do início de 2010. A decisão provocou reações de pessoas e autoridades de todo o mundo, questionando a promessa de campanha de retirar as tropas do país durante seu governo.

Desde os atentados em 11 de setembro, Bin Laden era o líder mais procurado pelas forças americanas. A recompensa para informações que levassem ao seu paradeiro era de 25 milhões de dólares.

Vermelho & Agências

Chávez repudió críticas por deportación de Joaquín Pérez Becerra

·         Nota Blog: Pelo direito e dever de publicar a informação e os lados da informação - Não é  pensamento unanime dentre os  colaboradores deste Blog a justificativa dada por Comandante Chavez, apesar de termos ciencia das dificuldades do momento. JSF

 
Chávez repudió críticas por deportación de Joaquín Pérez Becerra
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NOTAS RELACIONADAS

El presidente de Venezuela,  Hugo Chávez, se responsabilizó de la deportación de Joaquín Pérez Becerra al Gobierno de Colombia, ante las críticas de diversos sectores radicales que defendían el trabajo del detenido. El mandatario sospecha que el arrestado fue víctima de una trampa para "meterle una puñalada a Chávez".

“El responsable (de la deportación de Pérez Becerra) se llama Hugo Chávez y los que quieran criticarme critíquenme pues, pero los que me critican no saben muchas cosas", afirmó Hugo Chávez.

El mandatario venezolano asumió personalmente la decisión durante un acto de celebración del día del trabajador en Caracas, y en el contexto de un llamado a la unidad a sus partidarios, con miras a la conformación de un “Gran Polo Patriótico".

Chávez afirmó que esas acusaciones lo que generan es la desunión los partidos y sectores que apoyan la Revolución.
El jefe de Estado, ante miles de personas que se congregaron en el centro de la capital explicó que “una vez capturado en Maiquetía ¿qué quieren que yo haga? La única opción que yo tenía era cumplir con los compromisos internacionales de Venezuela, más nada, yo no estoy diciendo si él es inocente o culpable, los que quieran criticarme, critíquenme los que quieran quemarme, quémenme pero que cada quien asuma su responsabilidad, con madurez”.
El presidente condenó los actos ocurridos en la  tradicional “quema de Judas” del Domingo de Resurrección, cuando manifestantes que se identificaron con el Gobierno armaron monigotes rellenos de fuegos artificiales, con las figuras del canciller Nicolás Maduro y del ministro de comunicación Andrés Izarra, en protesta a la entrega de Pérez Becerra.
Sobre estos sectores “marxistas-leninistas (…) que quieren ser más papistas que el Papa”, el presidente dijo que en años anteriores habían apoyado a gobiernos neoliberales de la IV República y les instó a rectificar.
También reiteró que el único responsable de la deportación es Hugo Chávez y no alguno de sus ministros.

El mandatario colocó ejemplos en modo de reflexión, y se cuestionó “(Pérez Becerra) ¿no va tener conciencia de que tiene código rojo de la Interpol (Policía Internacional)? ¿Cómo intenta pasar por el aeropuerto (donde) las computadoras registran, no sabía este señor que él estaba en código rojo?.”

Luego dejó como pregunta si (Pérez Becerra) pasó por Alemania (…) ¿cómo salió de Suecia si tenía código rojo, por qué lo dejaron salir?.
Le tendieron una trampa
El presidente manifestó su sospecha sobre una presunta trampa que le tendieron a Becerra "para clavarme una puñalada".
"En mi modesta opinión, para mi que a él le tendieron una trampa para clavarme a mí una puñalada (reflexionen) en vez de estar acusando a Chávez , yo les respeto su crítica pero el que no sabe es como el que no ve”, afirmó.

El presidente Chávez recalcó “yo no estoy diciendo que sea terrorista, ni culpable de lo que el Gobierno colombiano le acusa, yo espero que en Colombia le respeten sus Derechos Humanos y su defensa que, espero que demuestre que es falso de lo que se le acusa (pero) Colombia sabía hasta el asiento en el que el venía”, dijo.
El pasado sábado, el Gobierno venezolano aprehendió a Pérez Becerra y afirmó, mediante un comunicado que el ciudadano colombiano era requerido por los órganos de justicia de la República de Colombia, a través de Interpol, con difusión roja, por la comisión de los delitos de concierto para delinquir, financiamiento del terrorismo y administración de recursos relacionados con actividades terroristas.
Posteriormente, el pasado lunes las autoridades colombianas lo recibieron en custodia en Bogotá (centro), en lo que fue considerado una muestra más del compromiso de Venezuela en la lucha contra el terrorismo, la delincuencia y el crimen organizado, en cumplimiento con la normativa internacional en el tema.
Más seguridad para los trabajadores

El presidente Chávez anunció además que el próximo martes, en Consejo de Ministros, su Gobierno estudiará una nueva Ley habilitante “para proteger el salario de los trabajadores, aún mucho de la voracidad de la burguesía, que cada vez que aumentamos el salario y se desata la especulación”, dijo.

El mandatario explicó que con la medida se pretende dar una herramienta al pueblo para superar la especulación y acaparmiento de los productos; y en ese sentido, anunció que se planteará crear un organismo de protección al consumidor llamado Superintendencia de Costos, Precios y Protección al Salario”, que se encargará del cumplimiento y de la fijación de precios máximos de venta al público.

teleSUR/rp-PR

Enviado Por Safrany