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sábado, 9 de abril de 2011

Os comunistas nos EUA

Por Adriana Maximiliano no Opera Mundi

Nos tempos da Guerra Fria, eles eram temidos, perseguidos e odiados. Hoje, quando os membros do Partido Comunista dos Estados Unidos (CPUSA) aparecem em público, a reação é de surpresa.

Vinte e dois anos depois da queda do Muro de Berlim, pouca gente sabe que ainda existem comunistas no país. Juntos, o CPUSA e sua irmã mais nova, a Liga Comunista Jovem dos Estados Unidos (YCLUSA, na sigla em inglês), têm cerca de 3 mil membros cadastrados. Para mudar este quadro, a YCLUSA inaugurou há duas semanas a Red School Bus Tour, que oferece aulas gratuitas sobre comunismo de costa a costa.

"Temos aulas e debates sobre marxismo e o movimento político; Construindo o movimento para mudar; A crise do capitalismo hoje; Classe Trabalhadora e o Movimento Operário (...). E também muitas atividades culturais, sociais e recreativas", enumera a propaganda no site da liga.

Transmitida ao vivo pela internet, a Red School Bus Tour é uma das poucas novidades do site. A última edição da revista da liga saiu em 2008, o último post do blog é de 2009 e o último podcast, do ano passado. No entanto, a página da YCLUSA no Facebook respira bem, com mais de 900 fãs e posts sobre Che Guevara e Tania, a Guerrilheira.

"O futuro do partido é certo. Estamos envolvidos em todas as principais lutas dos trabalhadores do país", garante o presidente do CPUSA, Sam Webb, de 65 anos. Durante os protestos contra a redução de direitos trabalhistas em Wisconsin, na semana passada, os membros do partido foram convocados para participar das manifestações em suas cidades. Em Washington, uma pequena multidão vestida de vermelho e branco - em homenagem à Universidade de Wisconsin-Madison -, pedia melhores condições de trabalho e o fim das desigualdades sociais. "É inspirador ver esse povo vestindo vermelho e lutando por direitos trabalhistas. 

Queremos ver essa multidão crescer por todo o país", comentou o manifestante russo Vlad Gurenko, que mora em Washington e usava uma camiseta vermelha da aviação russa Aeroflot. Mas a procura no ponto de partida do Red School Bus Tour, em Los Angeles, não chegou a ser revolucionária. "Apareceram entre 20 e 30 pessoas. Mas, se somarmos o público online, tivemos um total de cem alunos. E alguns deles viraram membros no mesmo dia", garante o organizador nacional da liga, Jordan Farrar, de 27 anos.

Filho de republicanos, Farrar acredita que o Partido Comunista passa por um bom momento: "É encorajador ser um comunista nos Estados Unidos hoje. Diferentemente do que a mídia capitalista acredita, nós somos cada vez mais bem-vindos". Ele tem certa razão. Uma pesquisa do Washington Post e da rede de TV ABC mostrou em janeiro que 36% do americanos simpatizam com o socialismo, enquanto 35% simpatizam com o ultra-conservador Tea Party. "O Tea Party é uma besta. Eu tenho grande familiaridade com eles. Minha mãe é um deles e Lloyd Marcus, um ativista notável do partido e cantor horroroso, é um velho amigo da minha família. Minha mãe se casou no quintal dele", conta Farrar.

Até abril, a Red School Bus Tour vai passar pelos Estados de Texas, Flórida, Michigan e Connecticut. Desde que a novidade foi anunciada, a liga vem recebendo ameaças anônimas. "Se eu vir comunistas perto de crianças, vou deixá-los com a cara vermelha!", escreveu no site da YCLUSA um leitor, escondendo sua identidade sob um apelido impublicável.

Os ataques provocaram debates no site e na página da liga no Facebook. Mas os anônimos anti-comunistas não são nada perto do inimigo que eles tentam combater, como explica um dos professores do Red School Bus Tour, o vice chairman do CPUSA, Jarvis Tyner: "Nossos inimigos são as corporações e os bancos. São eles que fecham fábricas, cortam salários e benefícios, e forçam as pessoas, especialmente os jovens, a trabalhar por salários baixos ou entrar para a carreira militar a fim de ter uma educação e uma renda".

Exatamente o mesmo inimigo desde 18 de setembro de 1919, quando um dos fundadores do CPUSA, C. E. Ruthenberg, escreveu um documento anunciando a criação do partido: "O Partido Comunista é um fato". Este e outros milhares de documentos acabaram sendo doados para a Biblioteca Tamiment, da Universidade de Nova York, há quatro anos. "Nem imaginava que eles (comunistas) ainda existiam", disse o diretor da Tamiment, Michael Nash, ao jornal The New York Times na época.

Reforma ecologicamente correta

Na ocasião, o partido precisava abrir espaço em sua sede para novos inquilinos. Do prédio de oito andares no Chelsea, bairro nobre de Manhattan, os comunistas habitam hoje apenas um andar. Os outros foram alugados, inclusive a loja no térreo, onde ficava a livraria do partido. Uma corretora de imóveis e uma loja de produtos de arte, entre outros inquilinos, ajudam a reforçar o orçamento do partido, possibilitando, há três anos, uma reforma 100% ecologicamente correta na sede.

Ao custo de um milhão de dólares, a reforma fez o partido voltar à mídia – ainda que por poucos dias. Balançando a bandeira da ecologia com o slogan "Pessoas e Natureza antes dos Lucros", o CPUSA optou por carpetes biodegradáveis, sensores de luz, tinta não-tóxica e janelas imensas para aproveitar a luz natural. Mas sempre com a cor vermelha prevalecendo na decoração.

Se agora eles vivem de doações dos membros e dos aluguéis, a história era outra até o fim dos anos 80. Numa época em que os líderes do partido ainda eram obrigados a usar codinomes para se protegerem, o Kremlin enviava dinheiro regularmente. Entre 1971 e 1990, o CPUSA recebeu, em segredo, 40 milhões de dólares.

O partido ainda tinha, naquela época, candidato a presidente dos Estados Unidos. Gus Hall, um dos líderes mais famosos do partido, concorreu à presidência quatro vezes (1972, 1976, 1980 e 1984), foi apontado pelo FBI como um inimigo poderoso e ficou preso oito anos por causa de seus ideais políticos. Em 1976, ele obteve o maior número de votos da história do partido - cerca de 58 mil - e terminou em oitavo lugar, entre os 17 candidatos. Desde a última candidatura de Hall, em 1984, o partido não teve mais candidato. "Eu vou poder me candidatar quando completar 35 anos", conta, entusiasmado, o líder da YCLUSA, que tem uma página no Facebook com o título "Jordan Farrar para presidente em 2020!".

A morte de Gus Hall, no ano 2000, poderia ter sido um divisor de águas na história do CPUSA. Com mais de 30 anos no partido, Sam Webb assumiu o cargo de presidente disposto a tirar os comunistas do ostracismo nos Estados Unidos. Mas Webb, até agora, não conseguiu nada. Não há nenhum representante do CPUSA entre senadores, deputados, governadores ou prefeitos.

"Eleições a nível nacional dependem de muito dinheiro. A de 2012 vai ser marcada por campanhas bilionárias e este é exatamente o problema com o processo democrático num sistema capitalista. Nós somos uma organização de trabalhadores e não temos o dinheiro que os partidos Republicano e Democrata têm", lamenta Jordan, que termina a conversa com a saudação "Viva Dilma!".

O momento, no entanto, não é dos piores. Com o fim da Era Bush, o presidente Barack Obama assumiu o país contando ter tido um mentor comunista nos anos 1970. Ele também apoiou a candidatura do senador Bernard Sanders, que está desde 2006 no Capitólio, em Washington. Sanders faz parte do Partido Independente e foi o primeiro socialista declarado a assumir este cargo nos Estados Unidos. "É preciso esclarecer que o senador Sanders se identifica com o Partido Democrático Socialista da Escandinávia, que prioriza a educação e o sistema de saúde", joga areia o porta-voz do político, Will Wiquist.

O CPUSA não tem hoje 80 mil membros, como aconteceu nos anos 30, nem potenciais candidatos a cargos importantes. Mas ainda sobra otimismo. As convenção nacionais do partido, que acontecem a cada quatro anos, são uma prova disso. A mais recente foi realizada no ano passado, em Nova York, e terminou com líderes veteranos e novatos cantando hinos comunistas. Mais uma vez, ficou claro que a maior esperança do partido repousa sobre jovens como Jordan Farrar.

"Estamos planejando um movimento de base para combater a crise econômica e fazer crescer o Partido Comunista e a Liga Comunista Jovem. Esta é nossa melhor contribuição para as eleições de 2012 e para construir uma classe trabalhadora maior e um movimento popular de longa duração", escreveu a líder do partido em Connecticut, Joelle Fishman, num artigo publicado no site do CPUSA, há três semanas.

A boa notícia, para os simpatizantes do partido é que movimentos de base bem estruturados costumam dar certo nos Estados Unidos. Não importa o partido. Em 2008, a campanha que tirou os republicanos do poder começou com um movimento de base dos democratas. Por outro lado, no ano passado, os republicanos conseguiram vitórias surpreendentes por causa do movimento de base do Tea Party.

A má notícia é que o Red School Bus Tour é a chave do movimento de base do CPUSA.

sexta-feira, 8 de abril de 2011



http://www.vgnews.com.br/index.php?mega=noticia&cat=Not%EDcias&cod=7861

OS FRUSTRADOS ANÔNIMOS E O MAFUÁ DA MÍDIA

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O circo da mídia vira mafuá de grotão quando ocorre um episódio como o do bobalhão que resolveu se matar da forma mais espalhafatosa possível, levando um monte de jovens com ele.

Era zero e  queria  ser um número. Como não o conseguiria por mérito ou talento, apelou para o método de Charles Manson -- provavelmente a primeira insignificância a se tornar  celebridade  por promover uma matança sem pé nem cabeça.

A versão carioca também ansiava -- ainda que inconscientemente -- por visibilidade, pois a sociedade do espetáculo planta esta compulsão na cabeça dos videotas.

E seu drama era mais patético ainda, por decorrer, em boa parte, de uma óbvia homossexualidade não assumida. Se o debilóide não reprimisse seus instintos (ou se tivesse consultado um analista), é possível que as coisas não chegassem a esse ponto.
Manson e seu olhar insano

Choca constatarmos que, meio século depois da liberação sexual, ainda haja quem se refugie dos seus desejos em delírios religiosos mortíferos!

Parece uma variação do Repulsa ao Sexo, de Roman Polanski, que em 1965 já parecia enfocar um drama anacrônico...

Menos datado é Na Mira da Morte (1968), de Peter Bogdanovich, o filme que mais fielmente expôs a pequenez e banalidade dos assassinos seriais. Nenhum deles é Hannibal. Todos são míseros Wellingtons.

De resto, ao dar tamanho destaque aos chiliques de um assassino repulsivo, a mídia de mafuá incentivou outros frustrados anônimos a seguirem seu bestial exemplo.

Melhor seria se nem houvessem publicado seu nome.

Melhor seria  se as autoridades tivessem queimado de imediato a ridícula carta de suicídio.

Caso haja nova matança, todos já sabem de quem é a culpa: da imprensa vampiresca que se alimenta do sangue de vítimas como as desta 5ª feira negra.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

DITADURA: VERDADES OMITIDAS: Sobre arquivos da ditadura, Dilma responde: 'Parab...

DITADURA: VERDADES OMITIDAS: Sobre arquivos da ditadura, Dilma responde: 'Parab...: "Publicação Andreia Sadi, IG Brasilia 05/04/2011 12:13Postagem Dag Vulpi 05/04/20113:07 ..."


ENFIM: MEUS PARABENS PRESIDENTA, Estaremos TODOS nós brasileiro respaldando esta luta pelo DIREITO A MEMORIA E A VERDADE. Siga FIRME!
Nanda Tardin

Fé Eletrônica: Guerra santa contra a TV Brasil e contra a constituição!!!



Fé Eletrônica: Guerra santa contra a TV Brasil e contra a constituição!!!

 
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A Igreja quer continuar a catequizar o ser humano através das emissoras de TV. Nosso país é laico. Se o padre que levar a quem não pode, que envie seus emissários a casa dos fiéis! Já não basta termos que pagar pela manutenção das igrejas e templos? Já não basta serem isentos de impostos, apesar dos “ganhos”absurdos que surrupiam dos pobres fiéis? Assistam o filme “Irmão Sol, Irmã Lua”

e este vídeo antes de ler o artigo abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=EY3s3lKgdhs&feature=player_embedded

Mercado da Fé Pequenas Igrejas, Grandes Negócios Igreja eletrônica e Telepastores Parte 2/2


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Arcebispo mobiliza fiéis contra TV estatal


FERNANDO MAGALHÃES
DO RIO
Decisão do Conselho Curador da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) de suspender, a partir de setembro, a transmissão de programas religiosos na TV Brasil desagradou católicos e evangélicos, que se mobilizam para reverter a decisão.
No domingo, após a transmissão da “Santa Missa”, celebrada pelo arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, o padre Dionel Amaral –diretor do programa e de “Palavras da Vida”, que também será suspenso– pediu aos fiéis que enviassem cartas e e-mails à presidente Dilma Rouseff contra a decisão.
Os programas eram exibidos pela TVE desde 1989. Com a criação da EBC, passaram para a TV Brasil.
Diretor do programa “Reencontro”, da Igreja Batista, o pastor Flávio Lima disse que os religiosos são vítimas de preconceito. “É lamentável essa decisão, e discriminação, pois nunca nos consultaram em nada.”
A justificativa da EBC para a suspensão é permitir a diversidade religiosa em suas emissoras. Segundo a presidente do conselho, Ima Vieira, a decisão foi tomada após amplo debate. No lugar dos atuais programas será criada uma faixa que vai tratar de religiões de modo amplo.
A Igreja Católica opõe-se à decisão com base no decreto 7.117/2010, que ratifica acordo entre o Vaticano e o Brasil. Ele autoriza a igreja a levar sua mensagem aos impossibilitados de sair de casa.

Rafael Andrade/Folhapress
Arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, mobiliza fiéis contra decisão da EBC de suspender programas religiosos
Arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, mobiliza fiéis contra decisão da EBC
  Enviado por Mario Augusto
Jakobskind

SOA-BRASIL Sociedade dos Amigos da TV Brasil: ONU: el tráfico de inmigrantes, más lucrativo que ...

SOA-BRASIL Sociedade dos Amigos da TV Brasil: ONU: el tráfico de inmigrantes, más lucrativo que ...: "O-NU El tráfico de inmigrantes es mucho más lucrativo en México que el tráfico de drogas. Según el representante de la Oficina de las Na..."

terça-feira, 5 de abril de 2011

BRASIL -ISRAEL - FORÇAS ARMADAS - IV

BRASIL – ISRAEL – FORÇAS ARMADAS – IV


Laerte Braga


Em tempos passados – não sei hoje – era comum entre estudantes o “ajeitar aquela menina para você”, ou “aquele menino”. Era um jogo simples. O menino ou menina tímidos não chegavam à menina ou menino desejados. Um terceiro funcionava como pombo correio e não raro esse pombo correio acabava ficando ou com a menina, ou com o menino.

Com um país é diferente.

A política externa do chanceler Celso Amorim, a presença de Samuel Pinheiro Guimarães no governo (primeiro no Itamaraty e em seguida na Secretaria Geral de Assuntos Estratégicos), aliada aos avais de Lula às suas atitudes desses ministros gerou um descontentamento sem tamanho nos EUA. De saída, nos primeiro momentos do governo Lula, em meio às muitas bombas de efeito retardado deixadas por Fernando Henrique Cardoso, o presidente, literalmente, segurou o governo do venezuelano Hugo Chávez, eleito e reeleito pelo voto – foi confirmado também num referendo popular.

Bush ainda era o presidente dos EUA e sua secretária de Estado Condoleezza Rice andou por aqui tentando algum espaço para as políticas imperiais e totalitárias do Calígula de plantão na Casa Branca (sede do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A).

Tirando o rapapé de ser recebida pelo ministro Amorim, pelo presidente a senhora em questão programou uma palestra em São Paulo (onde mais?) e à falta de público a segurança norte-americana pediu aos repórteres que cobriam o evento que se assentassem nos lugares vazios impedindo o fracasso total.

O Brasil foi “ajeitado” para Israel num momento que tanto nos EUA, como aqui – elites militares, grandes empresários, bancos e latifúndios – se percebeu que o País despontava como protagonista no processo político e econômico em todo o mundo e de uma forma tal que não agradava aos senhores da chamada nova ordem econômica.

A Marinha Brasileira dispõe de tecnologia nacional para a fabricação de submarinos movidos a energia nuclear desde os tempos do governo de FHC. As verbas para que esse objetivo fosse alcançado – quatro submarinos nucleares são suficientes para garantir a costa brasileira – sumiram, não foram liberadas.

A Força Aérea Brasileira desde o governo de FHC vem tendo protelado o processo de compra de caças indispensáveis à segurança nacional no sentido real da palavra (não aquele de câmaras de tortura), mas de garantia da integridade do nosso território e da soberania brasileira, por pressões de norte-americanos, sócios da EMBRAER – EMPRESA BRASILEIRA DE AERONÁUTICA – que, já àquele tempo, despontava como das mais promissoras em todo o mundo no setor de construção aeronáutica.

De cara descartaram, nas pressões, o melhor caça na opinião dos entendidos do assunto, o russo SUKHOI 22, num acordo que implicava em transferência de tecnologia. Há dias a presidente Dilma Roussef adiou a solução do problema (os norte-americanos não admitem que sejam comprados aviões que não os da BOEING, assim controlam a FAB).

Nesse processo todo, figuras execráveis como Nelson Jobim, comandantes militares, banqueiros (o sistema bancário brasileiro é todo ele controlado por bancos estrangeiros, exceto os estatais – CEF e Banco do Brasil e o BRADESCO, mesmo assim com participação de grupos estrangeiros no caso desse último) e empresas de armas do Brasil, empresas de armas do exterior (à época que a IMBEL e a ENGESA funcionavam, numa história que os senhores da ditadura ocultam, um navio brasileiro com armas brasileiras, foi abordado por uma frota pirata norte-americana e as armas confiscadas, tal a qualidade em relação às norte-americanas).

O curso de todo esse processo implicou numa coisa simples. Se o Brasil não se alinha aos EUA – governo Lula –, vamos ajeitar, as figuras acima citadas, comandantes militares que obedecem ao comando de Washington, para que Israel fique com o País.

A despeito da política externa de Lula, o Brasil hoje sofre um processo constante e acelerado de intervenção do estado terrorista de Israel tanto na indústria bélica, como em todos os setores, inclusive no Judiciário, depois do acordo assinado pelo presidente sionista do STJ com o Banco Mundial.

A AEL, ARES AEROESPACIA E DEFESA S/A, PERISCÓPIO, OPTRÔNICOS EQUIPAMENTOS S/A, ELBIT (que adquiriu a AEROELETRÔNICA indústria de componentes aviônicos em negócio de dois bilhões e trezentos milhões de dólares), tudo no tal de “ajeitar” o Brasil para Israel e permitir uma política que implicasse, como implica, no controle da maioria das ações da Força Aérea Brasileira – NORTHROP F-5. Isso num outro “ajeite”, digamos assim, uma prática destinada a ganhar concessões e contratos do governo federal.

A AEL funciona em Porto Alegre e emprega 130 trabalhadores. Desenvolve e fabrica sistemas aviônicos vendidos no Brasil e na América Latina e fornece – o pulo do gato - a manutenção para estes sistemas (vale dizer que na eventualidade de um impasse entre o Brasil e Israel eles param a FAB. A dependência é quase que absoluta.

Em 2009 a ELIBIT adquiriu outras duas empresas brasileiras produtoras de armas, a ARES e a PERISCÓPIO.

É copiar, colar e ler.

http://www.flightglobal.com/articles/2001/08/07/134345/elbit-becomes-majority-shareholder-in-ael.html
http://www.haaretz.com/print-edition/business/elbit-systems-hiring-locals-to-win-large-brazilian-tenders-
1.4432
http://www.secinfo.com/d14D5a.s1kB3.htm

As duas empresas fornecem sistemas eletrônicos de defesa ao Exército brasileiro, como a outros países latino-americanos e operam no Rio de Janeiro, onde empregam cerca de setenta trabalhadores. Num impasse em que esses sistemas sejam necessários o Exército brasileiro só anda se Israel consentir.

Têm contratos com a FAB para o PROGRAMA BRASILEIRO DE MODERNIZAÇÃO DE AERONAVES F-5, valor de 230 milhões de dólares e em 2009 houve um adicional para a produção de “sistemas mais avançados”. O Brasil tem 46 aeronaves F-5. Só saem do chão se os interesses de Israel não estiverem contrariados, caso contrário é ferro velho.

Com a EMBRAER privatizada por FHC o Brasil e a empresa (os EUA têm o poder de vetar vendas como fizeram em relação ao desejo da Venezuela de comprar tucanos, a tecnologia é deles e não nossa) a ELBIT trabalha sistemas de produção e apoio logístico ao programa Aeronaves Super Tucano AL-X (começaram a ser desenvolvidas no País com a empresa estatal, foram ajeitadas para Israel no jogo da traição e prostituição de boa parte dos militares e das elites políticas e econômicas do Brasil. Por exemplo, um dos que recebe soldo é o deputado Eduardo Azeredo).

Essas empresas trabalham fornecer sistemas EW de guerra eletrônica para o programa de atualização do jato AMX para a FAB num contrato de 187 milhões de dólares. Todo esse espaço vem sendo ocupado à medida que o Brasil é “ajeitado” para Israel.

Uma subsidiária da ELBIT, a ELISRA executa contratos obtidos pela empresa principal e fornecerá o computador central da missão de batalha AMX, os sistemas de exibição e gerenciamento de munições e sistemas adicionais, tudo num emaranhado de empresas empreiteiras do setor e sub-empreteiras, todas de Israel

É copiar, colar e abrir.

http://www.globes.co.il/serveen/globes/docview.asp?did=1000612347

http://google.brand.edgaronline.
com/EFX_dll/EDGARpro.dll?FetchFilingHTML1?SessionID=P15OW0RaIQA0p9d&ID=5246268
http://google.brand.edgaronline.
com/EFX_dll/EDGARpro.dll?FetchFilingHTML1?SessionID=P15OW0RaIQA0p9d&ID=5246268
http://google.brand.edgaronline.
com/EFX_dll/EDGARpro.dll?FetchFilingHTML1?SessionID=P15OW0RaIQA0p9d&ID=5246268
http://www.secinfo.com/d14D5a.s1kB3.htm

Em 2009, após assumir o comando da FAB a ELBIT consegue o seu primeiro contrato com o Exército brasileiro. Torres não tripuladas para serem instaladas em veículos blindados. A subsidiária da AEL ganhou um contrato de 260 milhões de dólares para torres de veículos armados não tripulados para o Projeto Guarani do Brasil (quer dizer de Israel). Em adicionais no curso do contrato as novas torres suportam canhões de montagem automática de 30 milímetros, mas só disparam se Israel deixar.

Essas torres serão integradas aos veículos VBTP-MR GUARANI blindados 6X6, desenvolvidos pela IVECO. Isso, de acordo com a DEFESA UPDATE, uma publicação israelense. Implica em torre blindada que inclui cabo coaxial para montar metralhadora de 7,62 milímetros num sistema de controle fogo avançado com acompanhamento automático do alvo. Computação balística, gestão de sensores e displays. A entrega das torres vai ser determinada dentro de um calendário e um perfil de financiamento plurianual que, em tese, será definido pelas partes.

Na prática, como ajeitaram o Brasil dum jeito tal que já está na cama, isso significa transformar o nosso País na Israel latino-americana que, por sua vez, significa eventuais e futuros conflitos militares (previstos num relatório da ONU da década de 70) com países vizinhos hostis aos EUA, caso da Venezuela, Bolívia e outros.

O Exército brasileiro disporá de três mil novos tanques em 2030, mas que só funcionarão em favor dos interesses de Israel e dos EUA. Caso contrário, ferro velho. Abrimos mão de dispor de nossas tecnologias para entregar o País. A subsidiária FIAT/IVECO ganhou o contrato para produzir os novos tanques com opção anfíbia e estão sendo produzidos em Sete Lagoas, Minas Gerais.

Em 11 de dezembro de 2010 o Brasil comprou duas UAVs HERMES 450 e uma estação terrestre da Aeroeletrônica em Porto Alegre para uso militar.


http://www.army-guide.com/eng/article/article.php?forumID=1274

http://www.upi.com/Business_News/Security-Industry/2011/01/06/Brazil-contracts-for-unmanned-gunturrets/
UPI-66521294339687/#ixzz1FRaxcSGp

http://www.afcea.org/signal/signalscape/index.php/2011/01/elbit-to-provide-unmanned-turret-systemsto-
brazil/

http://www.negedneshek.org/exports/uavs ; http://wanderingraven.wordpress.com/category/israeliarms-
company

http://www.negedneshek.org/exports/uavs

Num show que percorreu o Brasil (enquanto a censura deixou) na década de 60, o cantor e humorista Ary Toledo, costumava cantar uma canção que falava sobre a descoberta do Brasil e num determinado momento tratava da nossa independência.

Ao final pronunciava assim a palavra independência – “ind’é pendente.”

Teve que explicar aos nossos gênios militares o que queria dizer com isso.

O Brasil foi e continua sendo ajeitado no seu todo para Israel.

O conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A constrói aqui o futuro da América Latina. Semelhante ao do Oriente Médio nos dias atuais.

Tem a cumplicidade de figuras do governo, chefes militares, políticos, banqueiros, grandes empresários que no efeito cascata se beneficiam dos “negócios” – empresários não têm pátria – e do latifúndio interessado e lutando pela volta do modelo antigo de escravidão (ainda não se adaptou ao atual).

(continua)

La importancia de convertir las noticias en información

La importancia de convertir las noticias en información
 
Los sistemas noticiosos hondureños tienen por norma transmitir la menor cantidad posible de información a sus receptores; en algunos casos se complementa con inventos lo que no se sabe, y se fomenta la manipulación de la opinión pública para que vea lo que “otros” quieren mostrar, o que reaccione emotivamente frente a los hechos. Si esto constituye una gran desventaja para un pueblo mayoritariamente aislado del contexto, y enfocado en asuntos más vinculados a su entorno, el hecho de que estas fuentes de información sean dominadas por grupos económicos, reviste una amenaza seria a la libertad de los hondureños.
ELES GANHAM PRA ISTO - CONTRATO ASSINADO por golpistas e marqueteiro de Washington
 
Desafortunadamente, el mercantilismo ha convertido a las empresas de información en verdaderas armas de destrucción de la consciencia, y en herramientas poderosas de dominación. No es raro entonces que los dueños de medios, o periodistas con cierto nivel de “rating”, sean vistos como “oráculos” de donde sale o se esconde el futuro del país. Es difícil encontrar una dosis balanceada de información, más complicado es obtener datos suficientes para que el público pueda ejercer procesos de inferencia propios.
 
Durante las tres semanas anteriores, de una manera u otra, la lucha popular por la defensa de la educación pública ha llenado espacios completos, la mayoría de ellos dedicados a distorsionar la naturaleza del movimiento popular, y a descalificar la imagen de los líderes del proceso. Poco se ha hecho por enfocar los puntos que reclama este movimiento de reivindicación, algo en lo que hemos fallado todos los que intentamos transmitir ideas. Esta carencia, que debe rectificarse cuanto antes, es nada comparada con las noticias que se han generado y de las que se ha hablado poco.
 
Analizar los hechos es una tarea muy difícil si no se juntan todas las piezas que constituyen el contexto. Sin embargo, es un buen ejercicio tratar de poner en el mismo sitio, cosas que aparentemente no están sucediendo al mismo tiempo, ni parecen tener relación unas con otras.  Hay al menos tres noticias importantísimas además del movimiento de defensa de la educación pública que se han dado en las últimas semanas, y que, vistas en contexto, llaman a profunda reflexión sobre el futuro de la región centroamericana.
 
De repente, nos dimos cuenta que la Embajada Americana tiene un encargado de Derechos Humanos, punto que no es de nuestra incumbencia, pues ellos pueden hacer con su presupuesto lo que quieran; lo que si llama la atención es que este señor Jeremy Spector haga su trabajo dentro del sistema de justicia hondureña, como si fuera una parte más del gobierno local. Sus palabras, en carta enviada a la antropóloga Adrienne Pine son alarmantes; primero habla con más propiedad de los funcionarios hondureños sobre temas nacionales “Mis disculpas he estado trabajando en este y otro caso toda la mañana. En  la Embajada de Estados Unidos estamos comprometidos con el Gobierno de Honduras, haciendo referencia a la compañera Mirian Miranda. Acto seguido hace un cuadro escalofriante de la lucha popular hondureña, y descalifica con epítetos a quienes se oponen con protestas a las barrabasadas del régimen.
 
Esta misma semana, los compañeros de la mosquitia denunciaron que el ejército hondureño y el norteamericano hacían maniobras conjuntas en la frontera con Nicaragua. La alerta fue repetida apenas una vez, por los compañeros del COPINH. El hecho de que la embajada americana en Tegucigalpa haya alcanzado nivel de Gubernatura del país, combinado con ejercicios militares en la frontera con un país hermano, considerado enemigo por los “dueños” del mundo, comienza darnos una visión estratégica de lo que sucede en nuestra región.
 
Al mismo tiempo que la salvaje represión del régimen arreciaba en todo el país, en Nicaragua la seudo oposición, con patrocinio descarado de los mismos Estados Unidos, armaba tumulto y se enfrentaba a la policía de aquel país, defendiendo, según ellos, la democracia, aunque su héroe y santo preferido se llama Roberto Micheletti. Ahora tenemos más elementos sobre la situación que se desarrolla en toda la región. La lucha hondureña, la intromisión gringa en los asuntos de gobierno, las maniobras militares en la frontera, y la activación de la versión nicaragüense de los “blanquitos” o protestantes de profesión, pagados por la CIA a través de ONG en ese país.
 
Ahora si tenemos de frente una “mesa servida”, con todos los elementos; la lucha en Honduras es reprimida con brutal violencia, porque los gringos deben resolver la protesta interna  para poder dedicarse a su objetivo esencial que es provocar fuerte desestabilización en Nicaragua, en acción guerrerista contra el ALBA, y la UNASUR. Nótese como el caso “Honduras”, escondido por meses por los medios internacionales multinacionales, de repente se ven obligados a volver la mirada hacia nuestro país; esto sucede porque ya no pueden esconder la crisis social que sacude a Honduras, además las mentiras de los medios locales ya no bastan para sostener la falsa normalización del país. En una entrevista de Claudia Palacios de CNN en español, de capital cubano americano de extrema derecha, le consulta al señor Calidonio, vice ministro de seguridad del régimen sobre las protestas, y este le asegura, que se trata de unos pocos revoltosos; a lo que ella responde “son pocos peros saben hacer bastante ruido”, la entrevista termina con Calidonio sin poder mentir bien.
 
La estructura de la noticia lleva como propósito aislar la noticia del contexto en que se está produciendo, y esconder la incomodidad creciente del imperio ante sucesos que están fuera del control policial. Entonces se producen ataques “disuasivos” contra camarógrafos y reporteros independientes; la idea sacar las imágenes del aire en la mayor medida posible. La necesidad de esconder este evento en la Honduras “mágica” de Lobo Sosa es fundamental para los propósitos posteriores de desfigurar al régimen nicaragüense, al tiempo que satanizan la integración de los países latinoamericanos. Para Estado Unidos, nuestro país sigue siendo una “cabeza de playa” para atacar otros puntos del continente, incluidos algunos muy distantes, como Venezuela.
 
El otro evento son las elecciones en el Perú, donde Ollanta Humala lleva la ventaja,  y una segunda vuelta, entre movimientos progresistas, u la derecha fondo monetarista es inevitable. La situación se torna peligrosa para los intereses gringos, en un área en la que ya ha perdido mucha influencia. La posibilidad de que asuma un gobierno de tendencia latinoamericanista dificulta más el escenario para la caricatura de dictadura que usa para fines cosméticos hacia el mundo, que dicho sea de paso sigue jugando con todo lo que puede para mantenerse a flote.
 
En una síntesis rápida, casi al ritmo de los eventos, encontramos que la lucha hondureña debe ahogarse de inmediato, pues el creciente proceso de insurrección popular es un acontecimiento que puede alterar de manera seria los planes que maneja el imperio a nivel continental. Muchas veces caemos cándidamente en las trampas que nos tienden y nos desentendemos de lo que debemos tener en mente. Hace unas semanas, la revista de derecha británica The Economist, hace un reportaje desde Tegucigalpa, en el que habla del retorno de José Manuel Zelaya, en dicho trabajo argumenta que la venida del compañero ocasionaría una división de la izquierda, y fraccionaria definitivamente al Frente de Resistencia; sin embargo, en un malabar de palabras, dice también que existe la posibilidad de que Zelaya sea un agente de intensificación de la lucha, dada su enorme popularidad. Además, apunta que Porfirio Lobo Sosa, electo presidente en unas elecciones “razonablemente” justas, debe aprovechar estos momentos en que aun cuenta con apoyo popular para resolver el problema que tiene con la OEA.
 
Viniendo de la unidad de inteligencia económica de Gran Bretaña, encontramos aquí señales que nos indican que existe necesidad de “apagar” el fuego cuanto antes en Honduras, y que se debe impedir a toda costa el retorno del presidente Zelaya. Seguimos combinando datos, información, y vemos como todo esta interconectado. Es incluso posible que, a esta altura, el imperio ya no sienta la necesidad de reintegrar el Estado hondureño a la OEA, aunque este necesite desesperadamente enfrentar la difícil situación económica que no le permite saciar la voraz maquinaria del clientelismo político, por lo que considera más prioritaria su guerra silenciosa contra la integración que el reingreso de este pequeño país a un organismo que ellos han controlado por muchos años.
 
Si nos percatamos, a lo largo de todo este análisis no aparece el régimen de Lobo Sosa como actor, sino como ejecutor de la política norteamericana, con la función principal de destruir todo signo de organización popular en el país. Por eso se ataca la educación, el estatuto del docente, el salario mínimo, el patrimonio nacional, y muchas otras cosas que a marcha de dimensión cósmica lleva adelante el régimen. Debemos entender que la democracia es entendida por las multinacionales y el imperio como un commodity, que se compra, se vende, se retuerce, o lo que quieran si con ello defienden sus intereses.
 
Indudablemente, es importante ejercitar siempre una lectura amplia de lo que nos presentan como noticia; por mucho que intenten dominar nuestras mentes, siempre contamos con la opción de encontrar la verdad por nuestro propio medio.
 
Ricardo Salgado
05/04/2011

Enfim depois de 9 anos GEGE do Mov. Moradia é absolvido

 E quem pagará pela criminalização dos movimentos sociais e pela justiça conivente com a Elite?
LUTAR NAO É CRIME, nosso apoio ao GÊGE

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2011/04/apos-8-anos-ativista-do-movimento-de-moradia-gege-e-absolvido

Ativista do movimento de moradia, Gegê é absolvido após nove anos

"Estou em liberdade, mas não sei o que está por trás das inimizades fabricadas durante o processo", afirmou
Publicado em 05/04/2011, 17:50
Última atualização às 20:06
São Paulo – Luiz Gonzaga da Silva, o Gegê, foi absolvido em júri popular no final da tarde desta terça-feira (5), segundo dia de julgamento, no Fórum Criminal da Barra Funda, na capital paulista. A decisão foi anunciada depois de o promotor Roberto Tardelli, responsável pela acusação, ter defendido a inocência do líder do movimento de moradia, classificando como "temerária" sua condenação.
A sessão do júri popular, iniciada na segunda-feira (4), foi acompanhada por vereadores, deputados e um senador. Gegê é membro do Movimento de Moradia no Centro (MMC) e da Central de Movimentos Populares (CMP). A acusação era vista como uma tentativa de criminalização dos movimentos sociais.
Em 2002, Gegê foi acusado de dar carona ao assassino de um homem que morava no acampamento sob coordenação do MMC. Em parte desse período, o ativista teve momentos em que foi considerado foragido da Justiça. Ele se dizia condenado por ter sido impedido de viver com dignidade nos últimos nove anos.
Após a sentença, Gegê afirmou que vai precisar se preocupar com a própria segurança por ter inimigos nas ruas. Claramente entristecido, apesar do resultado, ele explicou que teme agora pela própria vida e não sabe ainda exatamente o que vai fazer. "Estou em liberdade, mas não sei o que está por trás das inimizades fabricadas durante o processo. O caso todo mostra que houve interesses e pessoas que quiseram me incriminar", avisa.

Para o ex-ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos Paulo Vannuchi, o julgamento foi positivo, mas não há lugar para uma "explosão de alegria". "Gegê passou por uma odiosa perseguição por nove anos em que se configurou uma armação policial para criminalizar os movimentos sociais. Armação esta com repercussão judicial", critica. Ele lembra que esse tipo de fato tira anos das pessoas e dos movimentos, ao jogá-los na clandestinidade. "O caso mostra o quanto o Judiciário precisa avançar", pontua.

Adriano Diogo (PT-SP), deputado estadual, lamentou a demora no julgamento do caso. "O inocente ficou 'condenado sem julgamento' por esse tempo todo e sequer a polícia foi atrás do mandante."
Durante a sessão do júri, além do parecer de Tardelli, o advogado de defesa, Guilherme Madi, pediu absolvição lembrando que havia interesse de um grupo com relações estreitas com o tráfico de drogas em dominar o acampamento onde houve o crime, pelo qual Gegê foi acusado de coautoria. O MMC, do qual Gegê é uma das lideranças, estabelecia diretrizes para o acampamento, entre elas a de não haver bebida alcóolica, drogas e violência no local. O interesse desse grupo em encriminá-lo era permitir o controle do acampamento. A postura de Gegê, contrária à circulação de entorpecentes no local, provocou inimizades.

Dona Maria ganha um prêmio *

Caros amigos
O meu texto de estreia no blog da Boitempo.
É um trecho do livro que estou escrevendo.
Se possível, manifestem seu (des) agrado no endereço do
Abraço
Urariano


Entre muitas gordas de subúrbio, Marias do Carmo, Marias da Conceição, Dona Maria foi quem mais se aproximou do peso da cantora obesa de auditório. E ganhou o seu maior prêmio, vale dizer, único prêmio em toda a vida, uma caixa com perfumes da linha Atkinsons, com o mais cobiçado, Damosel.  Aquele do cheiro que dava às mulheres um ar romântico, de namoro à luz do luar, à margem de um lago manso. Era de se ver a felicidade com que cruzou o batente da sua casinha na Vila Alegria, com os olhinhos negros marejados. Enquanto abria a caixa, chamou as vizinhas para lhes anunciar – como se elas não soubessem, como se elas não houvessem ouvido o programa – que ela era do mesmo peso da estrela do rádio. E não podia haver dúvida, porque ela abria o frasco do prêmio, e, generosa, perfumava as mãos, os braços das mulheres:
- Cheira! Cheira! É bom ou não é? Eu ganhei.
Dona Lúcia fechava os olhos e lembrava que conhecia perfumes melhores, Dona Esmeralda sabia, usava extratos mais ativos para atingir as narinas do vizinho Valfrido, mas ambas responderam, de coração, que não havia perfume como aquele.  Elas, pensou Jimeralto muitos anos depois, de volta do cemitério, elas queriam dizer que para as condições de Dona Maria, melhor perfume era impossível no mundo. “Pois a nossa liberdade é limitada”, ele se disse. Quando seria melhor, em um maior esforço, que ele se dissesse “a desgraça das mulheres pobres não tem limite”. Mas isso era tão duro, tão desagradável, que em busca da Maria gorda os seus olhos românticos recusavam, saltavam a extensão e memória funda, aquela que fulgia da mulher que nada tinha, nem mesmo um perfume barato. Daquela Maria que conseguira algo pela beleza de ser muito gorda. Com o peso igualzinho da cantora do rádio.
Então nessa recusa o maduro Jimeralto, ainda que não o desejasse, ia em terror para a casinha do tamanho de um quarto, na insuportável lembrança. Maria estava na penteadeira, de mesa com um só batom gasto, agora com a caixinha de produtos Atkinsons. Então a felicidade era um produto, aquela miséria miserável de um produto? Então os seus olhos não queriam ver, e ele se dirigia para o trânsito, e ele seguia para um bar, porque precisava de barulho, som alto, agitação, gente aos berros, buzinas, zoada de caminhão a derramar óleo, porque ele não queria ver o que viu, o que lembrava e não queria lembrar: Dona Maria, sozinha diante do espelho, perfumava-se no pescoço. Ali, a cada gota posta, ela se fazia caretas. Ela tomava poses, erguia o busto, aquele amado, inesquecível e necessário busto, empertigava-se, sim, como se longo pescoço tivesse, logo ela que tão curto e maravilhoso gordinho o tinha. E levantava sobrancelhas, fazia cara feia, e sorria, perfumada. Isso ele não queria ver, e, no entanto, uma força irresistível o tomava. Inferno, o garçom não vinha, cadê o uísque, por mil favores, falem comigo, distraiam-me já, ele desejava, porque Maria o chamava ao quartinho célula, a ele que estava escondido a observar aquelas esquisitices na mãe. Maria o chamava ao quarto e lhe dizia:
- Cheire aqui, cheire.
E lhe oferecia o pescoço, e ela lhe oferecia a sua beleza gorda, mas ela não sabia, ela lhe oferecia a própria alma. Ela lhe dava naquele gesto e convite o mais grave, mais que o leite farto dos seios, que ele bebera até os cinco anos de idade. Ela lhe dava uma alma, a pretexto de oferecer o cheiro do Damosel. Quanta crueldade, meu Deus. Maldição, chamem o garçom, maldição, me esqueçam, maldição de mundo, por que não viro éter? O que o capital não faz às pessoas. O quanto o capitalismo machuca. Uma alma de mãe que cheira a marca de produto. Mas não, mas não, isso é só um horror, isso é somente algo pior que o horror. Por que não ver, e seus olhos buscam o mar, aquele insensível que se agita do outro lado do calçadão da praia, por que não ver uma reflexão menos sacrificial? Como era bom que as ondas lhe trouxessem uma resposta. Quem sabe se as pessoas não davam uma humanidade aos produtos de mercado? Ou seria mais próprio dizer-se “as pessoas davam a humanidade aos produtos de mercado”? Mas Dona Maria não estava no mercado, ele queria divagar. O gelo no copo derretia rápido. O gelo dava frieza em troca da própria destruição, era natural. Dona Maria não estava no mercado, mas nele entrava um breve instante por força do peso, que por todos era rejeitado. Chega!
Então ele se pôs mais longe, mais longe que o continente africano, mais longe que o outro lado do globo, e tão perto, tão perto que ele via, no fim da tarde sozinha, a se fazer caretas, a tomar expressões distintas frente ao espelho, como se pudesse escolher uma cara, uma outra Maria, Maria só do pescoço para cima, que ela lhe dava para cheirar. Meu Deus, como era bela. E então os olhos de Jimeralto marejaram diante do mar, fizeram chuviscar miúdo nas ondas verdes, porque ela era tocante, destrutiva, autodestrutiva, como se nela, na sua feição diante do espelho, houvesse uma semelhança com o gelo, agora. Não na temperatura, que no espelho da tarde era quente. Mas como uma matéria que se dá quando se transforma. Maria se dava absoluta para que ela nele tivesse vida. Para que ela nele tivesse vida. Então ela achou o seu peso, gordura e vida. Maria somente nele teria vida. Porque ela também lhe dera e lhe dava e lhe dá vida. Mesmo agora, no maldito bar, onde se destruiu pelo falso esquecimento, naquela lembrança que lhe recusavam, que o próprio filho recusava. Maria não mais está sozinha diante do espelho, na penteadeira onde existia um só batom e agora há um produto Atkinsons. Ela se dá e se ama, é amada, enquanto se vê no perfume. Maria e a sua alma.

*Trecho do romance inédito, em fase de execução, “Vila Alegria, Rua Éden”.

***
Urariano Mota é natural de Água Fria, subúrbio da zona norte do Recife. Escritor e jornalista, publicou contos em Movimento, Opinião, Escrita, Ficção e outros periódicos de oposição à ditadura. Atualmente, é colunista do Direto da Redação e colaborador do Observatório da Imprensa. As revistas Carta Capital, Fórum e Continente também já veicularam seus textos. Autor de Soledad no Recife (Boitempo, 2009) sobre a passagem da militante paraguaia Soledad Barret pelo Recife, em 1973, e Os corações futuristas (Recife, Bagaço, 1997). Colabora para o Blog da Boitempo quinzenalmente, às terças.

Enviado Por Urariano e por Rede Castor

O Dia que Durou 21 Anos



José Roberto Bonifácio
‘O Dia que durou 21 anos’ estreia na TV Brasil
Série de 3 episódios revela imagens e depoimentos históricos sobre o Golpe de 64

Robert Bentley, assistente de embaixador Lincoln Gordon, dá depoimento exclusivo

Os que viveram a ditadura militar brasileira, os que passaram por ela em brancas nuvens e os que nasceram depois que ela acabou. Todos podem conhecer melhor e refletir sobre esse período, a partir da nova série “O Dia que durou 21 anos”,que a TV Brasil exibe nos dias 4, 5 e 6 de abril, às 22 h.

Em clima de suspense e ação, o documentário apresenta, em três episódios de 26 minutos cada, os bastidores da participação do governo dos Estados Unidos no golpe militar de 1964 que durou até 1985 e instaurou a ditadura no Brasil. Pela primeira vez na televisão, documentos do arquivo norte-americano, classificados durante 46 anos como Top Secret, serão expostos ao público. Textos de telegramas, áudio de conversas telefônicas, depoimentos contundentes e imagens inéditas fazem parte dessa série iconográfica, narrada pelo jornalista Flávio Tavares.
O mundo vivia a Guerra Fria quando os Estados Unidos começaram a arquitetar o golpe para derrubar o governo de João Goulart. As primeiras ações surgem em 1962, pelo então presidente John Kennedy. Os fatos vão se descortinando, através de relatos de políticos, militares, historiadores, diplomatas e estudiosos dos dois países. Depois do assassinato de Kennedy, em novembro de 1963, o texano Lyndon Johnson assume o governo e mantém a estratégia de remover Jango, apelido de Goulart. O temor de que o país se alinharia ao comunismo e influenciaria outros países da América Latina, contrariando assim os interesses dos Estados Unidos, reforçaram os movimentos pró-golpe.


Peter Korneluh

A série mostra como os Estados Unidos agiram para planejar e criar as condições para o golpe da madrugada de 31 de março. E, depois, para sustentar e reconhecer o regime militar do governo do marechal Humberto Castelo Branco. Envergando uma roupa civil, ele assume o poder em 15 de abril. Castelo era chefe do Estado Maior do Exército de Jango.
O governo norte-americano estava preparado para intervir militarmente, mas não foi necessário, como ressaltam historiadores e militares. O general Ivan Cavalcanti Proença, oficial da guarda presidencial, resume: “Lamento que foi um golpe fácil demais. Ninguém assumiu o comando revolucionário”.
Do Brasil, duas autoridades americanas foram peças-chaves para bloquear as ações de Goulart e apoiar Castelo Branco: o embaixador dos Estados Unidos, Lincoln Gordon; e o general Vernon Walters, adido militar e que já conhecia Castelo Branco. As cartas e o áudio dos diálogos de Gordon com o primeiro escalão do governo americano são expostas. Entre os interlocutores, o presidente Lyndon Johnson, Dean Rusk (secretário de Estado), Robert McNamara (Defesa). Além de conversas telefônicas de Johnson com George Reedy Dean Rusk; Thomas Mann (Subsecretário de Estado para Assuntos Interamericanos) e George Bundy, assessor de segurança nacional da Casa Branca, entre outros.
Foi uma das mais longas ditaduras da América Latina. O general Newton Cruz, que foi chefe da Agência Central do Serviço Nacional de Informações (SNI) e ex-comandante militar do Planalto, conclui: “A revolução era para arrumar a casa. Ninguém passa 20 anos para arrumar uma Casa”.
Em 1967, quem assume o Planalto é o general Costa e Silva, então ministro da Guerra de Castelo. Da linha dura, seu governo consolida a repressão. As conseqüências deste período da ditadura, seus meandros políticos e ideológicos estarão na tela. Mortes, torturas, assassinatos, violação de direitos democráticos e prisões arbitrárias fazem parte desse período dramático da história.
O jornalista Flávio Tavares, participou da luta armada, foi preso, torturado e exilado político. Através da série, dirigida por seu filho Camilo Tavares, ele explora suas vivências e lembranças. E mais: abre uma nova oportunidade de reflexão sobre o passado.

O Dia que durou 21 anos é uma coprodução da TV Brasil com a Pequi Filmes, com direção de Camilo Tavares. Roteiro e entrevistas de Flávio e Camilo.


Plínio de Arruda Sampaio

Primeiro Episódio:
As ações do embaixador dos Estados Unidos, Lincoln Gordon, ainda no governo Kennedy, são expostas neste primeiro capítulo. O discurso do presidente João Goulart pregando reformas sociais torna-se uma ameaça e é interpretado pelos militares como uma provocação. Nos quartéis temia-se uma movimentação de esquerda e a adoção do comunismo, que poderia se espalhar por outros países latinos. Entrevistas e reportagens da CBS são reproduzidas, bem como diálogos entre Gordon e Kennedy.
O documentário expõe a efervescência da sociedade brasileira naquele período. Para evitar que Goulart chegasse forte às eleições de 1965, foi criado o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática), que teria dado cobertura às ações dos Estudos Unidos para derrubar João Goulart.

Segundo Episódio:
Cenas da morte de John Kennedy e a posse de Lyndon Johnson abrem este capítulo, dando sequência à estratégia dos Estados Unidos de impedir ao que o ex-presidente americano chamou de “um outro regime comunista no hemisfério ocidental”. “Vamos ficar em cima de Goulart e nos expor se for preciso”, diria Jonhson.
Imagens focam no discurso de Jango na Central do Brasil, em 13 de março de 1964, que foi considerado uma provocação pelos arquitetos do golpe. Os americanos já preparavam o esquema, enviando suas forças militares para o “controle das massas”, como se refere um dos entrevistados. Paralelamente, articulações para levar Castelo Branco ao poder estavam sendo engendradas.
As forças americanas não precisaram entrar em campo. João Goulart pegou o avião, foi para Brasília e depois para o sul do país. Por que Jango não reagiu”? É uma questão posta na tela. O general Cavalcanti, oficial da guarda presidencial, resume: “Lamento que foi um golpe fácil demais. Ninguém assumiu o comando revolucionário”.
Os Estados Unidos estavam mobilizados para, em caso de resistência, fazer a intervenção militar pela costa e assim ajudar os militares. As correspondências de Lincoln Gordon com o primeiro escalão da Casa Branca são mostradas ao público, explorando as ações secretas junto às Forças Armadas, a reação da imprensa e dos grupos católicos no Brasil. Os Estados Unidos reconhecem o novo governo e imagens da vitória e manifestações de rua entram em cenas.


James Green

Terceiro Episódio:
O cargo de presidente é declarado vago pelo presidente do Senado, Auro Moura de Andrade. O presidente da Câmara, Ranieri Mazzilli, é empossado.
No dia 15 de abril, o chefe das Forças Armadas, marechal Castelo Branco, toma posse.
Castelo tinha relações amistosas com Vernon Walters, adido da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Depois de suas conversas com Castelo, ele se ocupava em enviar telegramas para os Estados Unidos, relatando o teor da conversa. Os textos dos telegramas são revelados no episódio.
O governo Castelo Branco recrudesce e dá início aos atos institucionais. O de número 2 extingue os partidos políticos e torna as eleições indiretas. E mais: prorroga o seu mandato. Em 1967, ele é substituído pelo general Costa e Silva, da chamada linha dura do Exército. O AI 5 é decretado no ano seguinte, e o Brasil entra no caos, “O AI5 foi uma revolução dentro da revolução”, declara o general Newton Cruz.
A repressão e a tortura dominavam o país. Militares e estudiosos falam desse período. O brigadeiro Rui Moreira Lima, da Força Aérea Brasileira, declara: “Eu conheci um coronel, filho de um general, que veio de um curso de tortura no Panamá. Ele chegou e disse: agora estou tinindo na tortura, pega aí um cara pra eu torturar”.
Os Estados Unidos continuam em campo e Lincoln Gordon pede para o governo fortalecer ao máximo o regime militar brasileiro. O orçamento da embaixada cresce, como registra o historiador Carlos Fico, da UFRJ, um dos entrevistados de Flávio Tavares.
www.youtube.com
Estreia no dia 4 de abril de 2011, às 22h.

Vocês conhecem a realidade de MT???

Assunto: Vocês conhecem a realidade de MT???( Enviado por ANONIMO)


 

Mais um exemplo dos “benefícios” trazidos pelo grande agronegócio (me refiro ao modelo de monocultura extensiva voltado prioritariamente para exportação).
Em Lucas do Rio Verde, pólo agrícola matogrossense e orgulho da turma da Kátia Abreu, uma pesquisa demonstrou que até o leite materno está contaminado pelos agrotóxicos.

O Brasil é o campeão mundial no uso destes produtos e o principal destino dos itens banidos nos EUA e Europa, por conta da alta
nocividade à saúde humana e ao meio ambiente.

Trabalho escravo; seguidos calotes nos cofres públicos; todo tipo de devastação ambiental; assassinatos de milhares de lideranças
campesinas, indígenas, quilombolas e de outros grupos sociais; contaminação da nossa comida e agora o envenenamento do alimento mais importante para a vida humana.

Nosso alimento mais fundamental está ameaçado pelo agronegócio Tudo isso está na conta dos ruralistas, a “classe” mais nefasta e truculenta que a sociedade brasileira foi capaz de produzir. Como se não bastasse, pesquisadores que têm apontado os crimes do
agronegócio estão sendo ameaçados, como se vê no artigo abaixo.

Do boletim 531 da campanha “Por um Brasil livre de transgênicos”
(www.aspta.org.br).

http://www.aspta.org.br/por-um-brasil-livre-de-transgenicos/boletim/boletim-531-25-de-marco-de-2011
Em Lucas do Rio Verde, vitrine do agronegócio no Mato Grosso, até o leite materno está contaminado por agrotóxicos
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POR UM BRASIL ECOLÓGICO,
LIVRE DE TRANSGÊNICOS E AGROTÓXICOS
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Número 531 – 25 de março de 2011

Car@s Amig@s,

Uma nova pesquisa realizada na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) revela mais um aberrante efeito do uso generalizado de
agrotóxicos sobre a população das regiões de grande produção agrícola.
Em Lucas do Rio Verde, município situado a 350 km de Cuiabá, foram coletadas amostras de leite de 62 mulheres atendidas pelo programa de saúde da família. A coleta foi feita entre a 3ª e a 8ª semana após o parto.

Em 100% das amostras foi encontrado ao menos um tipo de agrotóxico. Em 85% dos casos foram encontrados entre 2 e 6 tipos. Entre as variáveis estudadas, ter tido aborto foi uma variável que se manteve associada à presença de três agrotóxicos.

A substância com maior incidência é conhecida como DDE, um derivado de outro agrotóxico, o DDT, proibido pelo Governo Federal em 1998 por provocar infertilidade no homem e abortos espontâneos nas mulheres.

O trabalho de pesquisa foi realizado pela mestranda em Saúde Coletiva da UFMT Danielly Palma, sob orientação do Prof. Wandeley Pignati.

Lucas do Rio Verde está entre os maiores produtores de grãos do Mato Grosso e entre os maiores produtores nacionais de milho “safrinha”, figurando como um dos principais pólos do agronegócio do estado e do país. Os defensores do modelo agroquímico que impera na região consideram o município como modelo de desenvolvimento.

Mas a imagem da cidade começou a ser manchada quando, em março de 2006, a cidade foi banhada pelo herbicida Paraquate, usado na plantação de soja. O veneno, despejado de um avião agrícola, destruiu plantações, hortas e jardins. Atingiu também cursos d’água, casas e pessoas, provocando problemas de saúde e colocando em risco toda a
população local.

Este caso específico acabou ganhando divulgação nacional graças ao trabalho de um repórter da Radiobrás (seu trabalho originou o livro:

MACHADO, P. Um avião contorna o pé de jatobá e a nuvem de agrotóxico pousa na cidade – história da reportagem. Brasília: Anvisa, 2008. 264
p.). Mas infelizmente, não se tratou de um caso isolado: ao contrário, ano após anos, “acidentes” como esse se repetem nas muitas cidades onde o agronegócio prospera.

Depois deste caso, uma pesquisa feita em parceria pela a Fundação Oswaldo Cruz e a UFMT encontrou resíduos de agrotóxicos no sangue e na urina de moradores, em poços artesianos e amostras de ar e de água da chuva coletadas em escolas públicas dos municípios de Lucas do Rio Verde e Campo Verde (dois dos principais produtores de grãos do
estado).

O monitoramento da água de poços revelou que 32% continham resíduos de agrotóxicos. Das amostras de água da chuva analisadas, mais de 40% estavam contaminadas com venenos.

Boa parte desta contaminação é proveniente da pulverização aérea de venenos que é praticada na região. Vários estudos demonstram que, na prática, apenas uma parte dos agrotóxicos aplicados sobre lavouras se deposita sobre as plantas. O resto escorre para o solo ou segue pelos ares para contaminar outras áreas. Segundo diversas pesquisas realizadas pela Embrapa Meio Ambiente, em média apenas metade do que é pulverizado atinge o alvo. A parte que se perde no solo ou é carregada
pelo vento pode comumente ultrapassar 70% do produto aplicado.

Mas um dos aspectos mais lamentáveis de todo este drama é que, ao prestar este valioso serviço à sociedade, estudando e comprovando os efeitos danosos dos venenos agrícolas sobre as pessoas e o meio ambiente, os pesquisadores têm se tornado vítimas de ataques pessoais.
Via de regra, quando são divulgados resultados de pesquisas como estes, demonstrando a contaminação da água, do sangue ou do leite materno, os defensores do modelo agroquímico de produção partem para o ataque à reputação dos cientistas e, comumente, lançam dúvidas levianas sobre os métodos e a qualidade das pesquisas. Mas, claro, nunca propõem contraprovas ou a repetição dos testes.

Um exemplo tocante deste fenômeno está publicado na seção de comentários do site 24 Horas News, um dos veículos que divulgou a notícia da contaminação do leite materno em Mato Grosso. Diz o internauta Josué:

“Já estou providenciando a foto dessa “pesquisadora” da UFMT e vou espalhar aqui pelo Nortão todo, nos postes, com a frase: PROCURA-SE –> RECOMPENSA DE R$ 10 MIL. Depois vamos dar uma coça nela com pé de soja seco, que ela nunca mais vai pesquisar nada aqui” (18/03/2011 13:13:00).

Em agosto de 2010 o professor da Universidade de Buenos Aires Andrés Carrasco foi agredido ao visitar região produtora de soja no país onde participaria de evento para apresentar os dados de sua pesquisa que mostraram os danos causados pelo herbicida glifosato. O estudo foi publicado na Chemical Research in toxicology.

É por essas e muitas outras que poucas pesquisas têm sido realizadas sobre este tema. Este é apenas um exemplo grosseiro das pressões que pesquisadores sofrem — em muitos casos dentro de suas próprias instituições. É preciso muita coragem para cutucar o agronegócio com vara curta.

O que estas pesquisas estão mostrando é apenas a ponta do iceberg.
Procurando, muito mais evidências dos efeitos nefastos do uso maciço de venenos agrícolas serão achadas.

Com informações de:

Jornal da Band, 21/03/2011.

O Globo, 23/03/2011.
24 Horas News, 17/03/2011.

Universidade Federal do Mato Grosso, 15/03/2011.