Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?

Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?
LEI DA MÍDIA DEMOCRÁTICA KIT COLETA Todo cidadão/cidadã pode buscar voluntariamente as assinaturas para o projeto. Disponibilizamos abaixo um kit com o material necessário para o diálogo nas ruas.

Seguidores

#naovaitergolpe

#naovaitergolpe
Acesse Frente Brasil Popular

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Zelaya Fala e nós falamos Noticias de Honduras

Por: Ricardo Salgado-Del Despacho de José Manuel Zelaya Rosales
Fecha de publicación: 19/02/11
imprímelo
Manuel Zelaya
Credito: Agencias
Santo Domingo, 18 de febrero de 2011.-El día de ayer, 17 de Febrero, en un acto obligado por la acción heroica del pueblo hondureño, el Congreso ratificó las reformas hechas al artículo constitucional referentes a la participación ciudadana a través del plebiscito y el referéndum, con lo que reconocen el derecho del pueblo a ser consultado en temas de interés nacional, y el crimen de lesa patria cometido el 28 de junio de 2009 mediante el golpe de Estado Militar que rompió el orden democrático del país.
Mientras el pueblo hondureño tuvo que esperar 30 años, y sufrir un sangriento Golpe de estado para que algunos políticos hondureños aceptaran que el poder emana del pueblo y nadie puede limitar al soberano, a estos últimos les ha tomado apenas 19 meses de la burda tesis de la sucesión constitucional al reconocimiento pleno y validación de la tesis que sustentaba la encuesta abortada por la fuerza bruta.
Esta iniciativa hoy ratificada por el Congreso Nacional igual que la encuesta de la cuarta urna que realizaba mi administración, estaba amparada en La Constitución y en Ley de Participación Ciudadana aprobada en nuestra administración por el propio Congreso Nacional.
Nuevamente se renuevan los argumentos a favor de nuestra causa y se desnuda la responsabilidad criminal de la Corte Suprema de Justicia, que violó todos los preceptos constitucionales, jurídicos y principios morales, al condenarme sin juicio y sin delito; me acusaron de traición a la patria por pretender hacer, lo que estos políticos hacen hoy; algunos que dijeron que se violaba la ley, hoy por el efecto milagroso de la presión popular olvidaron lo que hicieron y lo que dijeron. Nunca se borrara de la historia que fui sacado por un contingente militar, que ametrallo mi casa, todo por practicar la democracia en Honduras.

El golpe de estado producto de una conspiración fueron actos torpemente planificados y ejecutados que siguen siendo condenados por todos los países de la tierra.

Ahora el Presidente Lobo debe aclararnos si quiere hacer justicia y terminar con la impunidad de este golpe de estado ; Los argumentos solo obedecieron a una argucia Jurídica, para detener mi aproximación al socialismo; que enloqueció a la derecha norte americana, al pentágono y a las elites más voraces de nuestro país que atacaron con saña al pueblo que quiere construir su democracia; ya hicieron el proceso de ratificar la reforma, ahora les toca rectificar el crimen.

Compatriotas, nuestra misión es seguir avanzando con la razón en la mano; es hora de exigir la convocatoria a una Asamblea Nacional Constituyente, amplia, incluyente, justa, soberana y originaria para cumplir con nuestra responsabilidad histórica frente a las nuevas generaciones.

José Manuel Zelaya Rosales Presidente Constitucional 2006-2010
Coordinador General Frente Nacional de Resistencia Popular

-----------------------------------------------------------------------------
pragmatismopolitico.blogspot.com

O parlamento de Honduras aprovou, nesta quinta-feira (18), a reforma na Constituição que incorpora os mecanismos de consulta popular por plebiscito e referendo. Trata-se da mesma mudança que o ex-presidente do país, Manuel Zelaya, tentou impulsionar durante o seu mandato e que conduziu ao golpe de Estado de 2009, sob o argumento de que seria ilegal.
Os deputados de Honduras expressaram que ficava "constitucionalmente ratifiicado'' o artigo 5, relativo ao plebiscito e ao referendo, que havia sido aprovado em primeira instância pelo Parlamento em 13 de janeiro, durante a legislatura anterior.

A alteração foi aprovada com 103 votos a favor e 16 contra. O Congresso assinalou que a mudança deve ser publicads no diário oficial nos próximos dias para poder entrar em vigor.

Esta reforma constitucional dividiu opiniões no país centro-americano. Ela abre a possibilidade de que, por meio de uma consulta popular, possam ser eliminados os chamados "artigos pétreos" da Constituição, que impedem a reeleição presodencial.

O deputado Augusto Cruz, da Democracia-Cristã, considerou que se trata de um passo em direção à democracia. "Esta é a luta pela democracia real e participativa. Não é preciso ter medo da democracia e temos que dizer isso a todos os setores. O que nós temos que fazer em Honduras é participar das consultas para conseguir as mudanças", disse ele.

Em janeiro passado, o ex-presidente hondurenho, Manuel Zelaya, disse que, com a polêmica aprovação da reforma constitucional, o Congresso reconhece que era legal a consulta popular que se tentou promover durante o seu mandato.

A Frente Nacional de Resistência Popular, que reúne os apoiadores de Zelaya, contudo, fez críticas à reforma, por ser conduzida "pelos mesmos que deram o golpe de Estado".

Quando Zelaya era presidente de Honduras, em 2009, tentou realizar uma consulta não vinculativo, em 28 de junho daquele ano, dia das eleições regionais no país, para perguntar se a população apoiava ou não a iniciativa de incluir uma quarta urna nas eleições gerais de novembro de 2009, na qual o povo responderia sobre a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte.

No entanto, esta consulta popular não se realizou, pois, neste dia, se realizou o golpe contra Zelaya, que incluiu o seu sequestro e posterior saída, à força, de Honduras. O argumento era justamente a suaposta ilegalidade de tentar "modificar a constituição". Até de "traição à pátria" o hondurenho foi acusado, por tentar promover tal consulta.

Com a derrubada de Zelaya, depois de um governo interino do golpista Roberto Micheletti, o atual presidente Porfírio Lobo elegeu-se novembro de 2009, em um pleito realizado em plena crise política e que não foi reconhecido por parte da comunidade internacional, justamente por ocorrer sob um governo golpista.

Questionado agora sobre a mudança de opinião a respeito da consulta popular, Lobo declarou que a diferença é que Zelaya "queria ficar no poder", enquanto seu compromisso é permanecer no cargo "até 27 de janeiro de 2014", rechaçando, assim, uma reeleição. O argumento de que Zelaya pretendia continaur no posto foi o mesmo utilizado por seus detratores, na época do golpe.

Com agências
 
 
NOTA CORROBORATIVA  DO BLOG JUNTOS SOMOS FORTES :

o presidente Zelaya foi golpeado por atender o apelo do povo, convocar o plesbicito para saber se o POVO lá queria ou não a 4ª u rna. Olha a fotografia da cedula https://picasaweb.google.com/nandamqn/HondurasUrgente02...#5395828641050639602 
E a midia não vai noticiar pois eles ganham para alimentar o golpe. Veja o documento assinado pelo governo golpista contratando o marqueteiro de washington: https://picasaweb.google.com/nandamqn/HondurasUrgente02#5395828641050639602Ver mais    

Desigualdade social e renda injusta

18.02.11 - 
Adital
 
Desigualdade social e renda injusta
 
por Frei Betto
Escritor e assessor de movimentos sociais
 
Entre os 15 países mais desiguais do mundo, 10 se encontram na América Latina e Caribe. Atenção: não confundir desigualdade com pobreza. Desigualdade resulta da distribuição desproporcional da renda entre a população.
 
 
O mais desigual é a Bolívia, seguida de Camarões, Madagascar, África do Sul, Haiti, Tailândia, Brasil (7º lugar), Equador, Uganda, Colômbia, Paraguai, Honduras, Panamá, Chile e Guatemala.
 
A ONU reconhece que, nos últimos anos, houve redução da desigualdade no Brasil. Em nosso continente, os países com menos desigualdade social são Costa Rica, Argentina, Venezuela e Uruguai.
 
 
Na América Latina, a renda é demasiadamente concentrada em mãos de uma minoria da população, os mais ricos. São apontadas como principais causas a falta de acesso da população a serviços básicos, como transporte e saúde; os salários baixos; a estrutura fiscal injusta (os mais pobres pagam, proporcionalmente, mais impostos que os mais ricos); e a precariedade do sistema educacional.
 
No Brasil, o nível de escolaridade dos pais influencia em 55% o nível educacional a ser atingido pelos filhos. Numa casa sem livros, por exemplo, o hábito de leitura dos filhos tende a ser inferior ao da família que possui biblioteca.
 
 
Na América Latina, a desigualdade é agravada pelas discriminações racial e sexual. Mulheres negras e indígenas são, em geral, mais pobres. O número de pessoas obrigadas a sobreviver com menos de um dólar por dia é duas vezes maior entre a população indígena e negra, comparada à branca. E as mulheres recebem menor salário que os homens ao desempenhar o mesmo tipo de trabalho, além de trabalharem mais horas e
se dedicarem mais à economia informal.
 
 
Graças à ascensão de governos democráticos-populares, nos últimos anos o gasto público com políticas sociais atingiu, em geral, 5% do PIB dos 18 países do continente. De 2001 a 2007, o gasto social por habitante aumentou 30%.
 
Hoje, no Brasil, 20% da rendas das famílias provêm de programas de transferência de renda do poder público, como aposentadorias, Bolsa Família e assistência social. Segundo o IPEA, em 1988 essas transferências representavam 8,1% da renda familiar per capita. De lá para cá, graças aos programas sociais do governo, 21,8 milhões de pessoas deixaram a pobreza extrema.
 
 
Essa política de transferência de renda tem compensado as perdas sofridas pela população nas décadas de 1980-1990, quando os salários foram deteriorados pela inflação e o desemprego. Em 1978, apenas 8,3% das famílias brasileiras recebiam recursos governamentais. Em 2008, o índice subiu para 58,3%.
 
A transferência de recursos do governo à população não ocorre apenas nos estados mais pobres. O Rio de Janeiro ocupa o quarto lugar entre os beneficiários (25,5% das famílias), antecedido por Piauí (31,2%), Paraíba (27,5%) e Pernambuco (25,7%). Isso se explica pelo fato de o estado fluminense abrigar um grande número de idosos, superior à media nacional, e que dependem de aposentadorias pagas pelos cofres públicos.
 
 
Hoje, em todo o Brasil, 82 milhões de pessoas recebem aposentadorias do poder público. Aparentemente, o Brasil é verdadeira mãe para os aposentados. Só na aparência. A Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE demonstra que, para os servidores públicos mais ricos (com renda mensal familiar superior a R$ 10.375), as aposentadorias representam 9% dos ganhos mensais. Para as famílias mais pobres, com renda de até R$ 830, o peso de aposentadorias e pensões da previdência pública é de apenas 0,9%.
 
No caso do INSS, as aposentadorias e pensões representam 15,5% dos rendimentos totais de famílias que recebem, por mês, até R$ 830. Três vezes mais que o grupo dos mais ricos (ganhos acima de R$ 10.375), cuja participação é de 5%.
 
 
O vilão do sistema previdenciário brasileiro encontra-se no que é pago a servidores públicos, em especial do Judiciário, do Legislativo e das Forças Armadas, cujos militares de alta patente ainda gozam do absurdo privilégio de poder transferir, como herança, o benefício a filhas solteiras.
 
Para Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas, no Brasil "o Estado joga dinheiro pelo helicóptero. Mas na hora de abrir as portas para os pobres, joga moedas. Na hora de abrir as portas para os ricos, joga notas de cem reais. É quase uma bolsa para as classes A e B, que têm 18,9% de suas rendas vindo das aposentadorias. O pobre que precisa é que deveria receber mais do governo. Pelo atual sistema previdenciário, replicamos a desigualdade.”
 
 
A esperança é que a presidenta Dilma Rousseff promova reformas estruturais, incluída a da Previdência, desonerando 80% da população (os mais pobres) e onerando os 20% mais ricos, que concentram em suas mãos cerca de 65% da riqueza nacional.
 
 
 
Enviado por MN Meireles 

A Reforma Politica e os Direitos Humanos


A Reforma Politica e os Direitos Humanos em Comunidades sadias para o ano 2045

O que está ocorrendo é uma preparação para uma reforma Politica com cautela demais. Sim, e essa cautela é um suposto medo que o processo seja descarrilhado. Como se o fato do PT ter patrocinado essas mudanças, esse mesmo PT seja o dono da verdade e tudo o que vier do seu regaço seja a redenção para a nação. 

Não é nada disso. 

O que deve ficar bem entendido é que são muito bem vindas as mudanças propiciadas pelo grande partido de Lula, mas o que estamos tratando na Reforma Politica são métodos de formação de forças politicas NA sociedade que irão moldar todo um processo que deverá formar outra coisa: a identidade nacional. 

Essa mesma que está se diluindo.

Nesse particular existem outros fatores determinantes que, para simplificarmos, são dois. 

Um são as imensas pressões da conjuntura internacional que vem se afunilando em uma globalização massificante com as telecomunicações que disseminam culturas amorfas. O outro é o fator humano que por natureza é fraco e suscetível por ceder às pressões tanto de interesses economicos e politicos como da mídia massificante que bombardeia toda a sociedade incessantemente com informações de todo tipo e calibre. 
 
Aí está o desafio, o de sermos capazes de estruturar um sistema de formação de forças politicas que de fato representem a sociedade, ou ela se esfacela por falta de identidade. 

Paralelo à Reforma Politica estamos lidando com muita pusilanimidade com o Plano Nacional de Banda Larga - PNBL, que deveria ser democratizado para impedir que grandes empresas monopolizassem a cultura por deterem o controle da Banda Larga na difusão de informações.
 
Reforma Politica e a Politica de Banda Larga para a Internet são assuntos diretamente relacionados. 

Ambas são as jugulares da Democracia.
 
O que estamos querendo dizer é que o sistema politico vigente, como representante da vontade social, tem a inescusável obrigação de garantir a identidade nacional . 

 Porque um individuo pressionado se fragmenta, um individuo fragmentado inviabiliza a saúde comunitária (aí entra o narcotrafico e as suas consequências), e comunidades doentias não geram cultura nem produção economica

Seguindo essa corrente lógica, um estado sem cultura não tem produção economica e não tem identidade, muito menos sobrerania

Logo, é um estado sem nação.

A consequencia direta é que será um país nominal apenas, uma sociedade amorfa, supridora de materias primas, uma consumidora de cultura externa massificada, um paraíso turístico, um imenso parque hedonista ou, no máximo, uma montadora.

Para que fique patente isso que acabamos de dizer, basta que leiam a matéria de capa da revista TIME dessa semana: "2045 -The Year Man Becomes Immortal", por Lev Grossman. Pode ser encontrado na internet nesse link http://www.time.com/time/health/article/0,8599,2048138,00.html#ixzz1EC3f6JJc

Coincidentalmente semana passada participei de uma discussão que eu defini como essencial o reconhecimento e a valorização da "singularidade" na experiencia individual e entre individuos na sociedade sobre a realidade universal interna e externa, sendo esse o eixo da humanidade. Veio então esse artigo na revista TIME que me deixou surpreso porque se trata de um desafio, ou de uma proposta contrária.

Em poucas palavras, vou resumir o artigo

Primeiro que o leitor não se iluda com o "immortal", porque o imortal ali quer dizer que o individuo, o ser humano da sociedade como conhecemos hoje, será superfluo.  Porque os avanços na cibernética e na biologia farão com que a atual tendencia de unificar essas duas disciplinas produzirá uma classe de produto que deverá substituir o ser humano naquilo que ele mais se destaca até os dias de hoje: a capacidade de pensar e processar uma infinidade de dados e experiencias capaz de resolver qualquer problema alterando assim o seu meio ambiente para maior conforto. Isso disseminando sempre o toque do calor humano que garante um meio-ambiente orgânico. Ocorre que a velocidade no avanço dessa disciplina científica estará produzindo ao redor do ano 2045 um "ser" que deverá superar todo o CONJUNTO do poder mental dos seres humanos. 

Então vem a pergunta: quem estará à frente ou na direção desses eventos? Que sistema estará no controle dos fatores que determinam o curso das atividades da sociedade? Que espécie de sistema estará formando forças politicas na sociedade? Que governo estará programando politicas domesticas e externas? Como será o panorama das relações internacionais? Alguem pensou em direitos humanos? Quais seriam esses mesmo em 2045? O que será da individualidade e da privacidade do individuo? Que sistema politico estaria garantindo o direito ao trabalho para o sustento do individuo e da familia? Haverá familia ou será cada um por si, a informação por todos, e salve-se quem puder? Isso, meus queridos leitores, será em apenas 35 anos!!! 
E no Brasil estamos tratando de uma Reforma Politica!
Ora vejam, a reforma Politica que faremos HOJE irá determinar se a sociedade brasileira em apenas 35 anos terá condições de sobrevivencia!  Seguramente o Brasil não possui o nivel tecnológico para disputar com os países desenvolvidos nessa disciplina. O que será então?
Vemos com clareza ímpar que se não desenvolvermos um sistema politico que fique à prova das pressões desses avanços tecnológicos, economicos, financeiros e politicos, o Brasil seguramente será uma colônia, uma montadora, um supridor de materias primas e semi-manufaturados, ou um grande parque hedonista de diversões para turistas que podemos dizer sem sombra de dúvidas que serão depravados morais como temos visto ser a tendencia hoje. De repente vem à tona o PNDH-3 - um descalabro porque está colocando o Brasil exatamente na trilha para transformar o país nesse parque  hedonista.
Aonde estará o PT senão em parceria com uma social democracia global que não garante coisa nenhuma para os verdadeiros direitos humanos, ou seja, a decência!?  As comunidades estão se esfacelando e a baixa moral destruindo com a dignidade humana. A sociedade não pode, a partir de agora, ficar sem garantias de autonomia completa para que volte à dignidade humana de integridade do individuo. Para isso o sistema politico deve ser transformado radicalmente para que dê essa garantia. O governo deve partir das comunidades para o topo e não do topo dos interesses ideológicos e politicos para as comunidades.
Reforma Politica é coisa séria. Muito séria!
M Rebello
Sábado, 19 Fevereiro, 2011
.

PT:Apoio a Dilma, defesa da reforma política e em apoio aos povos oprimidos

PT:Apoio a Dilma, defesa da reforma política e em apoio aos povos oprimidos

O Partido dos Trabalhadores tem que ter a capacidade de ser governo sem abandonar suas raízes e seu papel de Partido Dirigente da Classe Trabalhadora. A Resolução aprovada pelo Diretório Nacional aponta caminhos, como deve apontar um partido dirigente da Classe. O apoio ao governo Dilma, como não podia deixar de ser, está no centro do documento. Mas a Resolução também se posiciona claramente em favor das lutas dos povos árabes contra as ditaduras e a interferência imperialista: …”10 – O Diretório Nacional do PT expressa sua solidariedade com a luta dos povos árabes contra os governos corruptos e antidemocráticos do Oriente Médio – como no caso do Egito –, aliados das potências que, por mais de um século, infelicitam aquela região.”…
E deixa bem claro que é necessária a Reforma Política no país … “15. Cabe, também, ao PT empenhar-se no aprimoramento de nosso sistema democrático, mediante a realização de uma reforma política. e 16. A reforma política é condição necessária para o fortalecimento de nossa democracia e de seu sistema representativo. Ela é indispensável para a consolidação de um sistema partidário baseado em valores programáticos e não em interesses subalternos. Ela contribuirá decisivamente para a transparência de nossas instituições e para a lisura dos processos eleitorais”…
Não podemos mais ficar a mercê de um congresso fisiológico, que vota de acordo com a quantidade e valor de emendas parlamentares que recebe ou de acordo com o número de propinas e autobenefícios obtidos.  Os partidos políticos são a base dirigente das sociedades organizadas e que expressam os sentimentos das classes sociais. No entanto, no Brasil, pelo formato eleitoral aqui constituido, onde os parlamentares são eleitos não pela força partidária, mas pelo capacidade econômica das candidaturas individuais, o fisiologismo e o mercado do voto dos parlamentares impera.  O Financiamento Público das campanhas e o voto em lista são duas bandeiras imprecindìveis para mudar o perfil da política e dos políticos brasileiros. Os partidos tem que ser os esteios ideológicos da sociedade, cada qual defendendo a sua classe e não agrupamentos de interesse para venda e compra de tempos em televisão e de parlamentares descomprometidos com qualquer projeto coletivo de construção da sociedade. Por esta razão este humilde blogueiro entende que a Reforma Constitucional não pode ser feita por este congresso que aí está, comprometido com esta forma fisiológica e interesseira da política. Há que sew construir uma Constituinte Exclusiva, com tempo determinado para iniciar e acabar a Reforma, evitando assim que a Reforma já nasça com os vícios que imprengnam o atual Congresso, que não consegue sequer substituir o Presidente do Senado, símbolo maior do fisiologismo, visto que viveu e convive com qualquer tipo de governo, tenha a visão ideolóigica que tiver. Não há como pensar a nação brasileira se mantivermos as práticas políticas que levaram gente como Sarney e seu partido a serem “agregados” de qualquer posição que esteja no poder. Vamos lá PT e petistas, convencer a sociedade toda da importância desta Reforma Política.

Vai a Íntegra da Resolução do Diretório Nacional do PT.
Resolução do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores
Brasília, 10 de fevereiro de 2011.
1. O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, reunido em 10 de fevereiro de 2011, celebra não só o 31º aniversário do PT como o início auspicioso do Governo da companheira Dilma Rousseff.
2. O terceiro governo democrático e popular será o da continuidade e do aprofundamento da grande transformação iniciada há oito anos no país pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
3. Um novo período de nossa história foi aberto, cheio de conquistas, promessas e desafios.
4. Nossa vitória nas eleições de 2010 representa um marco fundamental na trajetória dos 31 anos do Partido dos Trabalhadores. O Governo Lula construiu, no imaginário nacional e na vida real do povo brasileiro, um símbolo político de inegável valor: que é possível gerar um modelo de inclusão social como instrumento de desenvolvimento e soberania com nova inserção mundial. O Governo Lula mudou as expectativas do povo em relação à viabilidade de um projeto nacional de desenvolvimento social e econômico. Além de tirar o país da rota da miséria, do subdesenvolvimento e da subserviência, Lula se tornou um líder mundial inconteste. Líderes dos mais diferentes países e ideologias, além de respeitadas publicações internacionais, colocam Lula no topo das personalidades políticas mais importantes do mundo. Isto a direita brasileira também não aceita. Desvalorizar as profundas mudanças ocorridas no país nestes últimos anos e desconstruir a liderança política de Lula são essenciais para o plano da direita brasileira de voltar ao poder e interditar nosso projeto estratégico.
5. O Governo Dilma é a expressão do nosso projeto de construção de um país justo, democrático e soberano. Este projeto está inconcluso e Dilma, pela sua história, coragem e competência e pela força política da sua eleição é a condutora da sua segunda fase. Não há dúvida de que nossa vitória em 2010 foi estratégica para a consolidação do nosso objetivo de tornar o Brasil uma alternativa concreta e bem-sucedida frente aos profundos impasses gerados pelo neoliberalismo. Uma alternativa antagônica à do privilégio e da miséria difundida e imposta em vários países como a única solução para os conflitos gerados por um mundo cada vez mais desigual. Viabilizamos, no Brasil, uma alternativa antagônica a esta. Ela se baseia nos valores da igualdade social, da inclusão, da democracia e da pluralidade. Sua defesa é a questão central e estratégica do nosso partido e define o conjunto das nossas ações.
6. No plano internacional, persistem muitos dos fatores que desencadearam há dois anos a mais grave crise vivida pela economia mundial nas últimas décadas. Ainda que seja difícil prever as transformações em curso na cena mundial, é evidente que um mundo distinto está surgindo.
7. O declínio relativo das grandes potências vem sendo acompanhando pela emergência de nações, como o Brasil, que até bem pouco tempo haviam ocupado um lugar subalterno no mundo. O dinamismo das economias emergentes, a força de suas sociedades e o vigor democrático de muitas delas contrasta com a estagnação econômica de vários países desenvolvidos, que provoca perversos fenômenos sociais e políticos.
8. Todos esses elementos permitem pensar que um novo mundo está surgindo – multilateral e multipolar.
9. Em muitas regiões – como se evidencia hoje em vários países árabes – amplos setores da sociedade demonstram não estar mais dispostos a continuar vivendo como antes: sem esperança, na pobreza, na opressão política, sofrendo humilhações internacionais.
10. O Diretório Nacional do PT expressa sua solidariedade com a luta dos povos árabes contra os governos corruptos e antidemocráticos do Oriente Médio – como no caso do Egito –, aliados das potências que, por mais de um século, infelicitam aquela região.
11. As tarefas centrais do período que se abre com as eleições de outubro passado são as de consolidar e aprofundar o crescimento econômico do país, com expansão do emprego e forte distribuição de renda, equilíbrio macroeconômico e redução da vulnerabilidade externa e preservação ambiental.
12. No centro dessas reivindicações está a meta de eliminar pobreza absoluta, objetivo maior para lograr uma efetiva democracia econômica e social. O fortalecimento desta, da qual depende em grande parte a democracia política, passa igualmente pelo aprofundamento de políticas públicas como as da educação, saúde e segurança pública, bem como pela instituição de um novo marco regulatório para as comunicações no Brasil. O país necessita dar continuidade ao fortalecimento de sua infra-estrutura física e energética e à implementação de uma política industrial baseada em grande medida na inovação tecnológica. Todos esses fatores, junto com uma acertada política comercial, serão fundamentais para aumentar nossa competitividade externa. A redução do custo do crédito e a reforma do sistema tributário são elementos fundamentais para isso.
13. O fortalecimento desse novo desenvolvimentismo, que o Brasil vem implementando nos últimos anos, é condição essencial para assegurar nossa presença soberana no mundo, mediante o prosseguimento de uma política externa altiva e ativa que assegure lugar privilegiado para o Brasil e para a América do Sul no mundo multipolar em formação.
14. Cabe ao PT ser a principal base de apoio do Governo Dilma, mas também corresponde-lhe a tarefa de servir de elo de ligação com a sociedade, especialmente com as demandas dos trabalhadores e dos mais desprotegidos.
15. Cabe, também, ao PT empenhar-se no aprimoramento de nosso sistema democrático, mediante a realização de uma reforma política.
16. A reforma política é condição necessária para o fortalecimento de nossa democracia e de seu sistema representativo. Ela é indispensável para a consolidação de um sistema partidário baseado em valores programáticos e não em interesses subalternos. Ela contribuirá decisivamente para a transparência de nossas instituições e para a lisura dos processos eleitorais.
17. A unidade da base de sustentação do Governo supõe que todos os partidos tenham acesso às responsabilidades da administração. Mas esta participação se fará sempre em base a grandes orientações programáticas e a critérios de capacidade política e técnica e da probidade dos indicados.
18. O Partido dos Trabalhadores e todos os setores democráticos estão também confrontados com o desafio de levar adiante um movimento pela renovação do pensamento e das práticas políticas no país.
19. A CEN também deve convocar uma reunião do Diretório Nacional para discutir e deliberar sobre as questões relacionadas à Reforma Política. Além de ir muito além de uma mera reforma eleitoral, para nós a Reforma Política deve ter um conteúdo democrático e republicano e o seu objetivo deve ser a radicalização da democracia política e eleitoral como um caminho alternativo ao da criminalização e judicialização da política. Devemos abrir este debate em todas as instâncias do PT, organizar um diálogo com os outros partidos, disputar os movimentos sociais e esclarecer o conjunto da sociedade sobre as posições envolvidas e a importância desta luta. Os encaminhamentos e alianças em torno desta questão são de iniciativa do partido e o palco da sua viabilização é a sociedade e o Parlamento. Devemos afirmar a soberania popular na reforma política e a sua expressão máxima: o voto e a participação popular.
20. A viabilização do nosso objetivo central de defender nosso projeto e nosso governo e enfrentar a disputa em torno da Reforma Política são tarefas de todas as instâncias e organismos do PT. A Fundação Perseu Abramo, pela estrutura e instrumentos que possui e pela sua capacitação técnica, deve organizar, sintetizar e divulgar nossa elaboração. O conteúdo de seus cursos de formação política, das suas publicações e seminários deve estar submetido ao objetivo maior de debate e defesa do nosso projeto e do programa do PT, dos quais o legado de Lula e o programa do Governo Dilma são partes fundamentais. Da mesma maneira, os temas relacionados à Reforma Política devem merecer uma atenção especial na elaboração de seu cronograma de trabalho. É tarefa da FPA a promoção de debates e a publicação de revistas específicas sobre as questões que envolvem esta bandeira.
21. O PT deve buscar o aprofundamento e a requalificação da sua relação com os movimentos sociais. A defesa do nosso projeto estratégico de mudar o Brasil e da autonomia dos movimentos sociais são os pilares deste relacionamento.
22. O Partido dos Trabalhadores, igual a toda sociedade brasileira, abriga em suas filas homens e mulheres das mais variadas filiações ideológicas e/ou religiosas, sem que elas se sobreponham aos valores maiores que nos reuniram – a luta por um socialismo democrático, respeitoso dos Direitos Humanos e em favor de um Estado laico.
23. O florescimento de idéias, o debate público e respeitoso das mais variadas alternativas para nosso país são condições indispensáveis para que continuemos no caminho da construção de um Brasil forte e democrático.
24. Para esse debate, convocamos especialmente à juventude do país, a quem cabe hoje – e não apenas amanhã – dar contribuição decisiva para a construção do Brasil que queremos.
25. No limiar de sua quarta década de existência, o Partido dos Trabalhadores olha com orgulho para seu passado. De toda sua trajetória, especialmente de seus momentos de sua criação, quer recolher aqueles sentimentos de combatividade, esperança e generosidade que estiveram presentes em sua fundação e primeiros passos. Em pouco mais de 30 anos nos transformamos em uma alternativa política para um dos maiores países do mundo. Mais do que isso: em um momento de crise de grande parte das esquerdas no mundo – especialmente nos países desenvolvidos – o PT, com erros e acertos, mostra caminhos a serem explorados.
26. Viva o povo brasileiro.
Leia também
http://luizmullerpt.wordpress.com/2011/01/05/por-que-a-reforma-politica-e-necessaria/ e http://luizmullerpt.wordpress.com/2011/02/04/frente-nacional-pela-reforma-politica/

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

'Tá' dando efeito: Congresso já fala em REFORMA COM PARTICIPAÇÂO POPULAR. Vamos continuar a luta!

Dagmar Vulpi
Para Antônio Carlos Valadares, que integra a Comissão da Reforma Política do Senado, a ser instalada no próximo dia 22, a criação de uma frente mista com participação popular também terá o mérito de levar ao conhecimento da sociedade um tem...a complexo.

- Se não fizermos mobilização, só os grandes partidos vão ganhar - disse Valadares, que também sugeriu a elaboração de um anteprojeto sobre a reforma política pela frente, como forma de consubstanciar as propostas a serem discutidas com a sociedade.

Para Vanessa Grazziotin, que defende o voto em lista, a frente mista será fundamental para ouvir a sociedade e aprimorar a democracia. Em sua avaliação, a reforma política deveria priorizar de imediato o programa dos partidos e promover alterações no critério de suplência dos senadores. A senadora também sugere a criação de uma comissão extrapartidária para a discussão da reforma política.

Para Randolfe Rodrigues, a criação de uma frente mista poderá "trazer as ruas" para dentro do Congresso Nacional. "Nosso fórum tem que ser esse aqui", afirmou o senador, ressaltando que as concepções dos partidos menores não são maioria nas comissões temáticas permanentes. Para ampliar ainda mais o debate sobre a reforma política, o senador também sugeriu a criação de uma comissão de juristas para discutir as alterações a serem feitas na legislação, a exemplo do que já ocorrera durante a Assembléia Nacional Constituinte que resultou na Carta de 1988.

Para o deputado Chico Alencar, idéias sobre a reforma política não faltam.
- São 15 ou 20. Temos que escolher - afirmou.

Para a deputada Luiza Erundina, a coordenação da Frente Parlamentar pela Reforma Política com Participação Popular deve partir de um consenso, com a mobilização intensa dos partidos políticos, centrais sindicais e da mídia. Ela acredita que a frente pode "caminhar" com as comissões criadas pelo Senado e pela Câmara.


Já o juiz e diretor da AMB, Luiz Rocha, pediu "cautela" com a reforma do Código Eleitoral em andamento. Ele lembrou que participou de seis audiências públicas sobre o tema no Senado, mas considerou "restrito" o público presente ao debate.

Autor: Paulo Sérgio Vasco / Agência Senado

Honduras aprova reformas que motivaram golpe contra Zelaya - e a mídia no Brasil 'não sabe' disto?

pragmatismopolitico.blogspot.c
om
#http://pragmatismopolitico.blogspot.com/2011/02/honduras-aprova-reformas-que-motivaram.html
A Midia no Brasil não falou nada, né? Então vamos recordar:

A Cedula da Votação: Olha a fotografia da cedula https://picasaweb.google.com/nandamqn/HondurasUrgente02#5395828641050639602

E a midia não vai noticiar pois eles ganham para alimentar o golpe. Veja o documento assinado pelo governo golpista contratando o marqueteiro de washington: https://picasaweb.google.com/nandamqn/HondurasUrgente02#5395828641050639602

Juntos Somos Fortes, abaixo a ditadura

Sem alardes, CPMI do MST é oficialmente encerrada


Comissão chegou ao fim sem votação de relatório final
Foi formalmente encerrada a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A instância criada pelos ruralistas para vasculhar as contas do movimento foi coberta com uma pá de cal no último dia 31 de janeiro, sem que o relatório final fosse submetido à votação dos membros da comissão.
Apresentado pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) em 21 de outubro de 2009, o requerimento que criou a CPMI do MST assim definia seus objetivos: “apurar as causas, condições e responsabilidades relacionadas a desvios e irregularidades verificados em convênios e contratos firmados entre a União e organizações ou entidades de reforma e desenvolvimento agrários, investigar o financiamento clandestino, evasão de recursos para invasão de terras, analisar e diagnosticar a estrutura fundiária agrária brasileira e, em especial, a promoção e execução da reforma agrária”.
Ao longo das 13 reuniões oficiais, foram ouvidas dezenas de pessoas – de integrantes de entidades e associações que desenvolvem atividades no meio rural a membros das mais diversas pastas do Executivo federal, passando por especialistas na questão agrária.  Além das oitivas, o processo contou ainda com apurações paralelas (por meio de requisições de documentos e informação, por exemplo) que constam do plano de trabalho previamente aprovado pela comissão presidida pelo senador Almeida Lima (PMDB-SE).
Cumprido o previsto, o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP) apresentou o relatório final em julho de 2010, no qual frisava a “inexistência de qualquer irregularidade no fato de as entidades [denunciadas pelos idealizadores da CPMI] manterem relações e atenderem público vinculado a movimentos sociais”.  Restava apenas a votação da peça conclusiva na própria comissão. Mas os propositores originais pressionaram com a ameaça de um voto em separado e conseguiram forçar a prorrogação da CPMI por mais seis meses.
Na ocasião, a secretaria nacional do MST divulgou nota em que repudiou a manobra e enquadrou a CPMI como uma tentativa ruralista “para barrar qualquer avanço da reforma agrária, fazer a criminalização dos movimentos sociais, ocupar espaços na mídia e montar um palanque para a campanha eleitoral”. Enquanto isso, o vice-presidente da comissão (Onyx) declarava que, se confirmada a prorrogação dos trabalhos até janeiro de 2011, haveria condições de provar que o governo utilizou dinheiro público para financiar ações do movimento. Um recurso contra o modo como a CPMI ganhou sobrevida foi apresentado pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP), mas a sua colega Kátia Abreu (DEM-TO) tratou de indeferir o pedido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), já em outubro de 2010.
O prazo da prorrogação chegou ao fim, no final de janeiro, sem que nada mais fosse votado ou discutido. Em tempo: a confirmação do encerramento formal da CPMI do MST surge no bojo do anúncio da decisão unânime da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), que determinou o trancamento do processo instaurado contra integrantes do MST, acusados da prática de crimes durante a ocupação da Fazenda Santo Henrique/Sucocitrico Cutrale entre agosto e setembro de 2009, mesma época em que foi articulada a ofensiva contra os sem-terra que veio a dar origem à comissão.

Enviado pelo TIE BrasilExtraído do Blog da Redação da Repórter Brasil (Acabou)

http://goo.gl/xHnZf


[Via A rede castorphoto

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Os intelectuais e o dever da cidadania

Arte & Cultura| 17/02/2011 | Copyleft AGENCIA CARTA MAIOR
Os intelectuais e o dever da cidadania
As transformações políticas e mesmo ideológicas ocorridas na última década na America Latina colocam novos desafios aos intelectuais, aos escritores em particular, dessa região. É o que pensa e afirma o escritor equatoriano Raúl Vallejo nesta entrevista realizada pela jornalista cubana Mabel Machado para a Revista Cubana de Cultura La Jiribilla. "Os intelectuais e os escritores, em particular, têm a responsabilidade de assumir seus deveres de cidadania. Assumir deveres que têm a ver com a ampliação das liberdades democráticas, com a construção de sociedades mais justas, mais solidárias", diz Vallejo.
Site da revista de Cultura Cubana La Jiribila

“O destino da palavra literária é sempre o da irreverência”. Assim se apresenta em seu portal da web o escritor e intelectual equatoriano Raúl Vallejo, que esteve em Cuba para participar da última Feira Internacional do Livro.

Em seu país este escritor tem ocupado diferentes cargos públicos, tendo sido Diretor da Campanha de Alfabetização e três vezes Ministro da Educação. E a partir desses cargos empreendeu projetos inovadores de grande repercussão social, como a vitória de sua proposta para transformar temas educativos em política de estado, respaldada em referendo popular por mais de 80% dos equatorianos.

Desde fevereiro de 2011, Vallejo assumiu o posto de embaixador de seu país na Colômbia, porém os cargos diplomáticos não o separam de uma carreira literária que se iniciou como contista na década de 70 com o livro “Cuento Cuento” (1976), e que em 1992 recebe o Prêmio 70 Anos do Diário ‘El Universo’ pelo livro de relatos “Fiesta de Solitários”. Recebe em 1999 os prêmios Joaquim Gallegos Lara e o Nacional do Livro pela obra “Acoso Textual”. No ano 2000 é galardoado com o prêmio Aurélio Espinosa Pólit pela obra “Huellas de amor eterno”, tendo incursionado também pela poesia com textos como “Cánticos para Oriana” e “Crónica del mestizo”

Em uma de suas apresentações diante do público leitor e de profissionais do livro na Feira de Havana, Raúl Vallejo, cuja obra está publicada em Cuba, discorreu sobre a literatura latino americana do século XIX e a projeção dos intelectuais da época sobre os temas de pátria e amor.

Segundo suas investigações no campo da narrativa, os autores do continente, tomados pelo espírito romântico, mostram-se interessados em construir em sentido de pátria que, durante os processos de independência de seus países colocam em destaque a exaltação às ideias de progresso e ordem em oposição a barbárie, porém com reflexos de admiração pelos costumes populares.

Vallejo destacou como os romancistas, em geral, assumiram o ideário de “poetas civis”, o que ajudou a construir os estados e a literatura nacional, razão pela qual quase todos – “seres apaixonados que moldaram o espírito de cada nação” – são considerados patriotas.

Desde o Equador, Vallejo é integrante de uma vanguarda intelectual que hoje é protagonista de um dos processos políticos e culturais mais importantes do mundo: a reconfiguração das fronteiras ideológicas latino americanas. La Jiribilla procurou-o para conhecer seus pontos de vista sobre o novo processo emancipatório que se dá com a ascensão de governos populares no continente.

Em sua conferência percorreu um caminho procurando mostrar o conceito de patriotismo na literatura latino americana do século XIX. Quanto se perdeu dessa noção de patriotismo do século XIX até os dias de hoje na literatura latino americana?

Raul Vallejo: O que acontece é que o patriotismo do século XIX está relacionado com a definição de um escritor civil, isto é, um escritor que participa ativamente do processo de construção da nação. Para esse escritor ou escritora, a pátria é um conceito que se precisa construir.

Durante o século XX, com os estados nacionais constituídos e com os poderes de dominação de fato já institucionalizados, o conceito de pátria se transforma em conceito de uma segunda independência, até o momento em que os ideais libertadores possam ser expressos como ideais que requerem uma realização plena e não apenas uma realização formal.

Contudo, como já se deu o processo de profissionalização dos escritores, a literatura se torna ainda receosa de receber em seus textos a idéia de patriotismo. Existe, assim, uma diferenciação entre a atitude do escritor e sua obra literária. Um exemplo clássico desse fenômeno é Cortazar. Em termos estritos, ele é um patriota, um lutador pelas liberdades. Porém sua obra, excetuando-se um ou dois textos como “Fantomas contra las transnacionais”, não introduz tais elementos de patriotismo na ficção.

O senhor fez alusão à responsabilidade dos intelectuais, segundo Gramsci, e também sobre a aplicação dessa responsabilidade na literatura do século XIX. Qual deve ser o conceito de responsabilidade intelectual no mundo contemporâneo e nos novos processos emancipatórios da América Latina?

Raúl Vallejo: Os intelectuais e os escritores, em particular, têm a responsabilidade de assumir seus deveres de cidadania. O que quero dizer com isso? Assumir deveres que têm a ver com a ampliação das liberdades democráticas, com a construção de sociedades mais justas, mais solidárias. Em outras palavras: ao assumir esses deveres, os intelectuais de hoje se assumem como parte dos processos emancipatórios e não como seus líderes, nem tampouco como messias desses processos. Essa função messiânica já não é mais propriedade dos intelectuais. Agora a função de liderança desses processos de libertação está dada aos movimentos populares.

Até que ponto as celebrações pelo bicentenário das independências em países da América Latina (1) podem contribuir para aprofundar a consciência sobre a necessidade de unidade e de repensar Nossa América como uma pátria grande?

Raúl Vallejo: As comemorações do bicentenário têm sido regidas pela idéia da necessidade de uma visão crítica sobre o que significou a independência. Apresentam como introdução ao tema duas perguntas: Os ideais de independência realmente se realizaram nesses duzentos anos? O que faltou ou o que ainda falta para que esses ideais tornem nossas pátrias realmente livres e não submetidas a processos neocoloniais. Por aí devem seguir encaminhando-se os debates.

(*) Raúl Vallejo é escritor e atual embaixador do Equador na Colômbia.

(1) Nas duas primeiras décadas do século XXI se comemoram os duzentos anos de independência do colonialismo espanhol de vários países latino americanos.

Tradução do espanhol de Izaías Almada.


Fotos: La Jiribilla

Governo da presidenta Dilma está certo: PNBL tem que vir antes da Ley de Medios

Governo da presidenta Dilma está certo: PNBL tem que vir antes da Ley de Medios

Para quem ainda tinha dúvida, Tunísia e Egito ensinaram o caminho: a comunicação via internet pode ajudar a derrubar ditaduras. No nosso caso, a da comunicação.

Do que adiantaria colocar para votação a Ley de Medios agora, com o Governo e o Congresso começando a dar os primeiros passos? Quem teria a lucrar com isso? Já toquei neste assunto aqui Três propostas de Comparato. Sem a primeira, as outras duas são arapucas.

Alguém imagina que Rede Globo, Abril, Folha e Estadão vão ficar apenas repercutindo as discussões? Eles vão usar de todas as suas (ainda) poderosas estruturas de comunicação para fragilizar o governo, denunciar suposta censura à imprensa livre, perseguição política (a la RCTV na Venezuela) para fazer com que a Ley de Medios seja aprovada como uma Lei de Medos: covarde, pequena, atendendo aos interesses desses poderosos meios de comunicação.

Por isso o Plano Nacional de Banda Larga deve vir antes. Com o acesso à informação livre, via internet, chegando à maioria dos brasileiros, teremos uma massa maior para fazer frente ao poderio de comunicação do chamado PIG.

Atualizando uma famosa frase da década de 60 do século passado, de Marshall McLuhan, "o meio é a mensagem". Informação livre, de várias fontes, comunicação de mão dupla, e não mais, nunca mais, verticalizada, de Marinhos, Civita, Frias, Mesquitas para baixo, nos dizendo o que devemos ver da realidade e como interpretá-la.

Computadores baratos, celulares com acesso à internet, banda larga acessível vão transformar a democracia representativa em que vivemos em uma democracia participativa.

Aí sim a Ley de Medios vai para votação. E nós com ela contra os que são contra ela.

Abs,
Antonio Melo - BLOG do Melo, via mail


Nota minha: Melo, tô com vc. mas me faço ainda mais 'criteriosa': Quero a Banda Larga com autonomia Cidada, sem dependermos de Teles e a custo muito menor: 5 reais mês . Bjao amigo

Diario da Liberdade: Conselho de Segurança? Só Quando o país for "maduro"

Conselho de Segurança? Só quando o país for ''maduro''Versão para impressãoEnviar por E-mail
)

Share
Livre expressão
Segunda, 14 Fevereiro 2011 22:52
Laerte Braga
Laerte Braga
O embaixador Antônio Patriota, supostamente ministro das Relações Exteriores do Brasil, desembarca no dia 23 em Washington para conversar com a secretária de Estado Hillary Clinton. O novo condutor da política externa brasileira no governo Dilma Rousseff, a exemplo do que aconteceu com um dos seus antecessores, Celso Láfer, já deve viajar sem sapatos e com uma bandeirinha norte-americana na bagagem para saudar Hillary.
A não ser que mude de ideia – parece difícil – o "ministro" vai ouvir de Hillary Clinton que o Brasil precisa "amadurecer" para alcançar a vaga permanente no falido Conselho de Segurança da ONU, um dos braços do conglomerado EUA-Israel Terrorismo S/A, no tal direito de veto.
"Amadurecer" no entendimento de Hillary e segundo uma leva de documentos liberados pelo WikiLeaks é aliar-se incondicionalmente ao conglomerado. Isso implica, por exemplo, em abandonar a ideia de comprar aviões franceses para a FAB – Força Aérea Brasileira –. É preciso dar o negócio a Boeing norte-americana e trazer os F-18.
Essa "maturidade" representa também permitir a ação de militares norte-americanos no País, bases na região de Foz do Iguaçu e Amazonas, para a derrubada de governos legítimos como o dos presidentes Hugo Chávez, Evo Morales e Rafael Corrêa, respectivamente, Venezuela, Bolívia e Equador, além de neutralizar governos hostis em muitas questões como o de Cristina Kirchner, Pepe Mujica e o do ex-bispo Lugo, Argentina, Uruguai e Paraguai.
Em suma, "amadurecer" e ganhar de presente a vaga no Conselho de Segurança importa em cair de quatro e aceitar o papel de vice-reino, tal e qual antigos países europeus como a extinta Grã Bretanha, ou a antiga Itália, ou a velha Alemanha, Suécia e outros.
A aposta norte-americana até agora é na Índia. O governo de Nova Delhi aceita "amadurecer" e ser um contraponto à China na Ásia.
Se o Brasil estiver disposto a ser um contraponto a governos que teimam em não "amadurecer", perde a vaga.
A tendência do chanceler (cúmulo da esculhambação) Antônio Patriota é descer em Washington, deixar-se ser revistado como Láfer o fez, ajoelhar-se ante Hillary e proclamar "faremos tudo que o mestre mandar".
Aí então Obama vem ao Brasil para dar o abraço de tamanduá em Dilma.
É um recuo sem tamanho no que era a política externa do governo Lula e do ministro Celso Amorim. O Brasil deixa de ser protagonista e vira coadjuvante no processo político internacional.
Voltamos ao berço esplêndido e, se isso acontecer, Dilma, com certeza, deixa de ser Rousseff e vira Dilma Serra.
O governo de Cristina Kirchner, em dezembro do ano passado, determinou que uma parte de um carregamento em um avião militar norte-americano para um curso destinado a militares argentinos e "apitos" no esquema índio quer apito, que não constava do que oficialmente fora informado pelo governo dos EUA, fosse aberto.
Em pleno território argentino militares terroristas dos EUA, que estavam a bordo do avião, mantiveram "guarda" sobre essa parte do carregamento até que o governo argentino determinasse na marra a abertura da carga e pudesse constatar que se tratava de material destinado a ações militares em seu território.
Cínico e despudorado, o embaixador do conglomerado terrorista em Buenos Aires manifestou-se "surpreso" pelo fato – a descoberta da fraude, até porque há suspeitas de drogas na tal carga – afirmando que EUA-Israel Terrorismo S/A "quer manter boas relações com a Argentina".
É o que entendem por "amadurecer". Os norte-americanos continuam apostando na política de controlar as forças armadas de países latino-americanos para eventuais falta de "amadurecimento."
É uma tarefa que não tem sido difícil, pois como todos os colonizadores, desembarcam com geringonças que os nativos – militares – adoram para brincar de repressão, golpes de Estado, tortura e assassinatos.
O início do governo Dilma Rousseff no campo da política externa mostra uma guinada surpreendente e inesperada e coloca o Brasil à mercê de interesses que desmontam todo o processo construído por Lula e Amorim em oito anos.
É um retrocesso sem tamanho.
Tal e qual no Egito e como se vê em vários países do Oriente Médio, a real independência e soberania de países como o Brasil não será conquistada no chamado poder legal, constituído.
A democracia é farsa. É consentida até determinados limites.
A luta terá que ser travada nas ruas antes que a língua oficial vire o inglês e a bandeira seja outra.
Ferido em meio a uma crise econômica de grandes proporções, o conglomerado EUA-Israel Terrorismo S/A vale-se de todos os processos possíveis para sobreviver e manter-se como senhor absoluto do planeta.
Se Patriota não mudar de ideia, se Dilma não mantiver a política externa independente do governo Lula, antes do que podíamos imaginar vamos virar BRAZIL.
E vamos continuar a ser ludibriados nessa conversa de assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.
Só quando o conglomerado tiver o controle dos pontos chaves do Brasil.
E parece que descobriu o caminho.
É um escárnio e um ultraje a afirmação que o Brasil precisa "amadurecer."
Ao que eu saiba, por enquanto, não se compra por aqui metralhadoras e fuzis em shoppings para invadir escolas e matar professores e alunos. Muito menos deputados que se opõem aos interesses do conglomerado como aconteceu e acontece sempre nos EUA.
É um conglomerado doentio.

"CONSCIÊNCIA POLÍTICA RAZÃO SOCIAL": Novos Membros e Reforma Politica- Chamamento e pri...

"CONSCIÊNCIA POLÍTICA RAZÃO SOCIAL": Novos Membros e Reforma Politica- Chamamento e pri...: "Dagmar VulpiDesfrutamos do mesmo território e vivemos a mesma história, costumes e leis, temos inclinação a nos desenvolvermos e nos tran..."
Agora , apresentados os novos integrantes , vamos ao assunto de IMEDIATA NECESSIDADE:
Chamamento para a Reforma Politica: (Clique no Título e Leia a integra do Chamamento)
Não podemos desviar nem comprometer a base fundamental que é dar ao povo a cidadania, maior autoridade, autonomia, educação política, participação administrativa e em última analise o controle do processo democrático, para que com isso possam traçar o destino das suas vidas, assim como o das suas comunidades, ditando o processo político interno e externo.
Os 10 temas essenciais da Reforma política são:
- COMPROMISSO
- TRANSPARENCIA
- REPRESENTATIVIDADE
- INCLUSÃO SOCIAL
- PLANOS DE GOVERNO
- DIÁLOGOS E DEBATES
- RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA
- PRESTAÇÃO DE CONTAS
- PERDA DE MANDATO
- ENGAJAMENTO DA MIDIA
Todos estes temas devem ser traduzidos em propostas que garantam a transformação do sistema político nacional em um SISTEMA COMPROVADAMENTE REPRESENTATIVO da sociedade. Estes devem ser:
- VOTO ABERTO
- VOTO DIRETO NO CANDIDATO - Sem voto em Listas Fechadas ou de Legenda
- VOTO DISTRITAL MISTO
- FINANCIAMENTO 100 % PÚBLICO DE CAMPANHA - O Congresso vai estipular a quantia depois
- FIDELIDADE PARTIDÁRIA - Mas um candidato pode ser eleito sem partido. Ninguém é dono de ninguém.
- REGULAMENTAÇÃO DA MÍDIA EM TEMPO DE CAMPANHA ELEITORAL
- PRESTAÇÃO DE CONTAS PERIÓDICAS DO INCUMBENTE AO DISTRITO ELEITORAL
- RECALL


Não há tempo nem espaço para claudicâncias ou equívocos. Como também não há alternativas.
Todos os caminhos, todos os esforços e todos os anseios da nação levam para uma Reforma política. Porque absolutamente tudo depende exclusivamente dela.

Abaixo colados em forma de imagem: