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sábado, 12 de fevereiro de 2011

O EGITO ENGANADO DE NOVO

http://anaispoliticos.blogspot.com/2011/02/o-egito-enganado-de-novo.html 

O EGITO ENGANADO DE NOVO

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Algumas coisas curiosas estão sendo vistas em razão da crise no Egito.

Uma delas foi o "sarro" que Ricardo Boechat tirou esta manhã de sexta, por causa da dialética empregada pelo exército daquele país, ao anunciar que cuidará de implementar as "reformas" propostas por Mubarak.

Em outras palavras, o exército cuidará de não mudar nada.

E o povo, massa de manobra como sempre, ainda aplaudirá.

Boechat notou, porque é óbvio, que os governos fazem isso. Colocam uma idéia monstruosa numa embalagem bonita, e empurram goela abaixo do cidadão. Exatamente como os EUA, o Brasil e tantos outros países, fizeram (e fazem) por muito tempo. A América é o caso mais gritante. Vendem "democracia" como sendo a panacéia, mas o que entregam para o povo é um governo fajuto voltado aos interesses de meia dúzia. Democracia que é bom, nada. Curioso porque é justamente esse tipo de governo que Boechat e sua turma apoiam tão desesperadamente nas entrelinhas de seus discursos. É quase como se eles mesmos não fizessem parte do povo. Não fossem humanos. Entaltecem uma ideologia exclusivista e elitista pensando até, em serem favorecidos por ela, mas não são. São relegados ao pó, como os 150 que foram mandados embora da TV Cultura de SP. Só o que importa é o dinheiro e o benefício que os amigos do rei irão encontrar. Eram meramente, massa de manobra.

A outra coisa curiosa sobre a tal revolução no Egito, é mesmo, o papel dos EUA na história. Ora, foram o dinheiro e as armas dos americanos que sustentaram o ditador no poder durante essas 3 décadas. Uma ditadura talvez mais longa do que a da Coréia do Norte, mas que raramente era tratada como tal, pela mídia. Só quando o caldo entornou que o "ocidente" resolveu perceber que se tratava de um déspota. Mesmo assim, ninguém vai em público falar e dar nome aos bois. Dizer a mando de quem estava Mubarak.

Sendo assim, volta a dialética. Obama e Hillary vão em público dizerem que "exigem" democracia, mas quando sabemos que eles não tem a menor intenção de abrir mão de seu satélite do Oriente Médio. Mubarak serve e sempre serviou aos interesses dos EUA e de Israel. Difícil acreditar que não irão querer colocar alguém de sua confiança no cargo, agora.

O povo se cansou de Mubarak, mas foi uma daquelas revoluções que nascem de um estopim nada a ver. O povo estava normal até outro dia. e por algum motivo vindo da Tunísia, resolveu subir nas tamancas. Tudo isso significa dizer que o povo do Egito será novamente, engambelado. Só haverá eleição lisa, se houver muito sangue nas ruas. Caso contário, nada feito.

O povo, se não exigir uma saída completa, continuará alijado do poder. E Obama, com sua Secretária de Estado boazinha, jogará novamente o lençol sobre a democracia nos confins das arábias.

Mas uma vez a dialética vencerá. A mesma dialética da qual Boechat tirou sarro, mas aparentemente, sempre apoiou.

Clique aqui para ver sobre Alckmin, que não lembra de ter governado.
Clique aqui para ver que a Veja reconhece seu ódio.
Clique aqui para ver que a mídia esqueceu que apoiou a ditadura.
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A Batalha do Nilo - Video e comentário de Vila Vudu

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A BATALHA DO NILO

Agora se entende porque 16 milhões de pessoas iradas, saindo simultaneamente nas ruas das grandes e pequenas cidades egípcias e lutando corajosamente contra o aparelho repressivo do governo ditatorial de Mubarak e Suleiman foram vitoriosos e fizeram cair um regime político apodrecido pelo tempo. Conduziram uma verdadeira batalha campal contra os opressores e utilizaram como arma apenas a vontade política de derrotar o regime. Mais fortes são os poderes do povo!  

 A luta ainda não terminou... Ainda terão que lutar contra os MILICANALHAS de lá...
 
 
PS: O vídeo cujo endereço está abaixo transcrito, mostra como se deu a batalha campal cujos protagonistas; foi de um lado o povo em revolta e de outro os esbirros da ditadura e tendo como cenário uma ponte sobre o rio Nilo.
 
Enviado pelo pessoal da Vila Vudu
 

 Enviado por Jacob BlinderA

Zé Ramalho - Vida de Gado

http://www.youtube.com/watch?v=V25dmbvf4p4

BOM FINAL DE SEMANA!

CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil.
TÍTULO I - DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
Art. 1º. A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.

Art. 3º. Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
II - garantir o desenvolvimento nacional;
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.


Art. 6º. São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.


Art. 7º. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
I - relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos de lei complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos;
IV - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim.

Vamos fazer valer nossos direitos através da GANDHI GREVE PACÍFICA no dia 20/04/2011. Não podemos deixar esse aumento absurdo dos PARALAMENTARES passar despercebido. Chega de conversa fiada. Onde está a reforma agrária? onde está a dignidade com condições de vida justa? onde está a compreensão e obrigação dos parlamanteraes? como está a educação?, a saúde?, a segurança, a habitação?, quem tem um salário justo e capaz de satisfazer todas necesidades descaradamente outorgadas na Constituição? por onde anda o povo brasileiro que está aceitando tudo isso caladinho? tá na hora de um abaixo assinado pedindo a Globo que reapresente "ANOS DOURADOS" para ver se desperta esse povo em especial as classes estudantil e trabalhadora.

Avante com garra e sem medo!

Justiça Já!

Abraços do camarada de sempre,
J.Vidal

ALTO COMANDO MILITAR EGÍPCIO TEM SEDE EM WASHINGTON

ALTO COMANDO MILITAR EGÍPCIO TEM SEDE EM WASHINGTON


Laerte Braga


O marechal Mohamed Hussein Tantawi, presidente do Supremo Conselho Militar do Egito e sucessor de Hosni Mubarak é parte da brutal ditadura contra a qual os egípcios se levantaram e obedece a Washington.

O ex-ditador não renunciou à “presidência da república”. Nem ele e nem o general Omar Suleiman, o “vice-presidente”. Na quinta-feira Mubarak discursou em rede nacional de televisão dizendo que permaneceria no poder até as eleições de setembro e na sexta, surpreendendo aos próprios revoltosos deixou o poder.

Entre quinta e sexta-feira o marechal Tantawi conversou cinco vezes por telefone com o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates. A última conversa foi após o pronunciamento de Mubarak e Gates disse ao marechal Tantawi que para manter a “ordem” e evitar o “caos” era necessário que Mubarak e Suleiman saíssem.

Quando se extrai um tumor maligno, ou a cirurgia remove o tumor e seu entorno, ou o tumor permanece vivo. Nada muda, apenas a sensação de mudança. É o que está acontecendo no Egito.

O governo provisório (pelo menos por enquanto, pode virar definitivo) vai afrouxar aqui e ali, mas só nos adereços, e as mudanças pretendidas pelos egípcios vai depender das ruas e da oficialidade jovem das forças armadas, fator decisivo na decisão dos EUA que determinaram ao marechal Tantawi o afastamento de Mubarak e Suleiman.

O alto comando militar egípcio tem sede em Washington e os velhos generais e marechais que comandam as forças armadas não diferem em nada de Hosni Mubarak, ele próprio, um marechal.

De uma certa forma o que vai acontecer é uma incógnita. Os próximos dias serão decisivos para a luta popular e a oficialidade jovem (muitos aderiram aos rebeldes na Praça da Libertação e isso foi vital para a decisão dos norte-americanos, o temor de uma rebelião dentro das forças armadas, o medo de perder o controle).

E transcendem ao Egito. Manifestações contra o governo ditatorial da Argélia estão sendo reprimidas de maneira violenta pela ditadura naquele país. No Iêmen o povo se levanta contra o governo e há indícios claros de insatisfação na Jordânia.

Chegam até a Israel, onde parte da população começa a perceber que os governos que sucederam a Rabin (assassinado por um fanático judeu logo após o acordo de paz assinado com Yasser Arafat) têm um caráter ditatorial e colocam em risco a segurança do país. Em Tel Aviv já acontecem manifestações pela paz com os palestinos, tanto quanto, líderes de movimentos de direitos humanos e pela paz são presos e condenados. Silenciados.

Se você acerta um lobo com um golpe não fatal o lobo se torna muito mais perigoso e apavorante que antes do golpe. É o caso dos EUA e toda a sua extensa rede de terror espalhada pelo mundo.

Imerso numa crise na qual se percebe o declínio do império, escora-se num arsenal bélico capaz de destruir o mundo quantas vezes for preciso para manter a democracia cristã e ocidental do deus mercado.

Não é uma nação, apenas um conglomerado terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A. E cada vez mais os norte-americanos vão se revelando um povo doente e fanático em sua imensa maioria.

Em Bruxelas, Bélgica, discutem um sistema antimísseis que cria um escudo protetor em toda a Europa e pretendem obter a concordância da Rússia, vale dizer, sua capitulação à OTAN – ORGANIZAÇÃO DO TRATADO ATLÂNTICO NORTE – braço terrorista do conglomerado na Europa.

A ressurreição do nazismo foi anunciada pelo primeiro-ministro da principal colônia do conglomerado no velho mundo, David Cameron. Falou em fim do multiculturalismo. A existência, coexistência e convivência entre diferentes. Pacífica e harmoniosa.

O que se viu na Praça da Libertação foi um povo sem preconceitos, cristãos e muçulmanos lutando e rezando em comum pelo fim da barbárie.

E a barbárie está em Washington, em Tel Aviv, em países árabes governados por ditadores, na Europa colonizada e cercada de bases militares do conglomerado terrorista por todos os lados.

Neste sábado, em Roma e várias cidades italianas, milhares de cidadãos vão às ruas para mostrar sua indignação com o primeiro-ministro Sílvio Berlusconi, uma reedição esfarrapada do Duce. A grande chacota do mundo, mas que cumpre à risca o papel que lhe cabe nesse espetáculo determinado pelos EUA. Não por outra razão é um dos donos de um império midiático.

Quem pensa que GLOBO, FOLHA, VEJA, etc. existem só no Brasil se engana. Os terroristas do conglomerado, desde a derrota militar no Vietnã aperfeiçoaram e aumentaram o controle da mídia em quase todos os países do mundo. É o arsenal da mentira repetida à exaustão até que vire “verdade”.

Em Argel o ditador colocou nas ruas policiais (via de regra recrutados entre assassinos como fazia Mubarak) e militares (que em quase todo o mundo, Brasil inclusive, se atribuem o monopólio do patriotismo na versão de Samuel Jackson, “o último refúgio dos canalhas.”

O Comitê de Segurança Nacional da Câmara de Deputados do conglomerado EUA/ISAREL TERRORISMO S/A, numa audiência na quarta-feira, nove de fevereiro, deu seu aval à ordem do presidente branco – disfarçado de negro – Barack Obama, para que o imã Anwar al-Awlaki, seja assassinado pelos “serviços secretos”. É acusado de pertencer a Al Qaeda e ser “mais perigoso que Osama bin Laden.

O imã nasceu no Novo México, nos EUA, é filho do atual ministro da Agricultura do Iêmen e acusado de vários “crimes de terrrorismo”. O espírito democrático, cristão e ocidental de Obama entende que deva ser assassinado em nome da liberdade e outras coisas mais, no fundo, para não atrapalhar os “negócios”.

O deus mercado exige sacrifício de mortais comuns que se oponham ao uso de tênis de marca, ao consumo de sanduíches Mcdonalds, se recusem a assistir as tevês do grande irmão, ou ouvir a suas rádios e ler seus jornais e revistas. A aceitar a ordem suprema e despirem-se da condição de humanos. Mortos vivos.
O que egípcios – cristãos e muçulmanos – mostraram ao mundo é que é possível sair da escuridão e enxergar o sol. É claro que a luta não termina na saída de Mubarak, é mais ampla e estende-se às nações de todo o mundo.

No terceiro dia do julgamento do pedido de extradição de Julian Assange feito pela antiga Suécia – importante base do conglomerado na Europa – o juiz Howard Ridlle pediu mais tempo para decidir se aceita ou não o pedido.

A falta de provas dos crimes imputados a Assange, responsável por revelar através do WIKILEAKS toda a podridão e terror do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A, deve ter sido o motivo. Vão tentar encontrar formas de entregar Assange a Suécia para que no curso normal de uma ação criminosa ele possa ser levado aos EUA e julgado. Corre o risco da pena de morte. De qualquer forma, para extraditá-lo vão precisar de muitos coelhos e muitas cartolas.

O último ministro das Relações Exteriores do Brasil (o atual é funcionário do Departamento de Estado do conglomerado), Celso Amorim, em entrevista telefônica a CARTA MAIOR – mídia limpa, sadia – afirmou que “as revoluções populares que o mundo assiste agora especialmente na Tunísia e no Egito, acontecem em países considerados amigos do Ocidente que não eram alvo de nenhum tipo de sanção por parte da comunidade internacional”. E fulminou – “isso mostra que a posição daqueles que defendem sanções contra o Irã é equivocada”.

O que chamam de chanceler brasileiro atualmente, Antônio Patriota, prepara-se para um encontro com Hilary Clinton no dia vinte e três. Vai sem sapatos e submisso, doido para ganhar uma cadeira permanente num conselho denominado de segurança. A instância maior das Nações Unidas, onde cinco países têm o direito de veto a qualquer proposta que contrarie seus interesses.

Quer o status e o direito de dizer amém.

Mohamed Hussein Tantawi, o marechal egípcio que assumiu o governo daquele país é só um nome. Poderia ser David Cameron, Sílvio Berlusconi, o primeiro-ministro sueco, Antônio Patriota, poderia ser José Sarney, por exemplo, que guarda com Hosni Mubarak e Omar Suleiman os mesmos cabelos pintados, provavelmente com tintura importada/doada pelo conglomerado (percepção do deputado Chico Alencar).

É por aí que o Egito e os egípcios transcendem a si próprios e se estendem por todo o mundo.

A luta pela sobrevivência do ser humano não será ganha em shoppings e nem diante da telinha inebriado com o BBB. Mas nas praças e ainda não terminou para os egípcios e nem começou para muitos povos.

É de sobrevivência. A suástica está em marcha, viva e feroz, no conglomerado terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A, no discurso de David Cameron, um dos porta-vozes da barbárie.

Por trás daquele discurso vazio e sem sentido de Obama na sexta-feira após a saída de Mubarak, o que existe de fato é o cinismo da estupidez e da violência do conglomerado. Palavras ocas para fora e ordens de assassinato para dentro.

Amorim, O verdadeiro PATRIOTA do Mundo(que nos orgulha) fala: “É preciso respeitar a decisão do povo de cada país”

“É preciso respeitar a decisão do povo de cada país”

Em entrevista exclusiva à Carta Maior, o embaixador Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil, analisa os recentes acontecimentos no Oriente Médio e norte da África e suas possíveis repercussões. O ex-chanceler chama a atenção para o fato de que as revoltas populares ocorrem em países considerados “amigos do Ocidente” que não eram alvo de nenhum tipo de crítica ou sanção. “Há algumas lições a serem tiradas destes episódios. A primeira delas é que é preciso respeitar os movimentos internos e não querer impor mudanças a partir de fora”, diz Amorim, defendendo a postura adotada pela diplomacia brasileira nos últimos anos.
- “Há algumas semanas, se fosse realizada uma consulta entre especialistas em política internacional pedindo que apontassem dez países que poderiam viver proximamente uma situação de conflito político-social, duvido que algum deles apontasse a Tunísia”.

O embaixador Celso Amorim, ministro de Relações Exteriores do Brasil por mais de oito anos (dois mandatos do governo Lula e mais um período no governo Itamar Franco), iniciou a conversa telefônica, direto da embaixada do Brasil em Paris, chamando a atenção para a complexidade e o dinamismo do cenário internacional e para o baixo nível de conhecimento que se tem sobre a situação de muitos países. Em entrevista exclusiva à Carta Maior, concedida no início da tarde desta sexta-feira, Celso Amorim analisa os recentes acontecimentos no Oriente Médio e no norte da África e suas possíveis repercussões. Como que para ilustrar o dinamismo mencionado por Amorim, quando a entrevista chegou ao fim, Hosni Mubarak não era mais o presidente do Egito.

Na entrevista, o ex-chanceler brasileiro chama a atenção para o fato de que as revoltas populares que o mundo assiste agora, especialmente na Tunísia e no Egito, acontecem em países considerados “amigos do Ocidente” que não eram alvo de nenhum tipo de sanção por parte da comunidade internacional. “Isso mostra que a posição daqueles que defendem sanções contra o Irã é equivocada”, avalia. Amorim acredita que uma mudança política no Egito terá impacto em toda a região, cuja extensão ainda é difícil de prever. E defende a política adotada pelo Brasil nos últimos anos apostando na capacidade de diálogo do país, reconhecida e requisitada internacionalmente.

CARTA MAIOR: Qual sua avaliação sobre a rebelião popular no Egito e seus possíveis desdobramentos políticos e geopolíticos na região?

CELSO AMORIM: Uma primeira característica que considero importante destacar é que os protestos que estamos vendo agora são movimentos endógenos. É claro que eles se valem de novas tecnologias e de alguns valores modernos, mas são motivados pela situação interna destes países. O Egito e a Tunísia, cabe assinalar também, não estavam sob sanções por parte do Ocidente. Isso mostra que a posição daqueles que defendem sanções contra o Irã é equivocada. Sanções só reforçam internamente um regime. Uma das expectativas das sanções contra o Irã era atingir a Guarda Revolucionária. Na verdade, só atingem o povo. O Iraque foi submetido a sanções durante anos e Saddam só ficava mais forte. Não havia, repito, sanções contra a Tunísia e o Egito, países considerados amigos do Ocidente e aliados inclusive na guerra contra o terrorismo, implementada pelos Estados Unidos.

Acredito que uma mudança política no Egito terá certamente um impacto em toda região, podendo inclusive provocar uma mudança de relacionamento com países como Israel e Síria. Mas isso dependerá da evolução dos acontecimentos.

CARTA MAIOR: A sucessão de acontecimentos semelhantes em países do Oriente Médio e do Norte da África já pode ser considerada como uma onda capaz de expandir para outros países também?

CELSO AMORIM: Potencialmente, sim. Mas é difícil prever. Depende dos desdobramentos do Egito. Não há dúvida que Mubarak sairá [enquanto concedia a entrevista, a renúncia do ditador egípcio foi confirmada]. A questão é saber como ele sairá. Certamente haverá uma mudança no regime político do Egípcio. Não sabemos ainda em que intensidade. Mas é importante ter em mente que as duas forças organizadas no país são as forças armadas e a Irmandade Islâmica. A Irmandade Islâmica não é nenhum bicho papão. Cabe lembrar que muita gente tem citado a Turquia (que tem um partido islâmico no poder) como um modelo de caminho possível para o Egito.

A influência dos acontecimentos no Egito deve se manifestar em ritmos e intensidades diferentes, dependendo da realidade de cada país. Como a Tunísia nos mostrou, é preciso esperar o inesperado.

CARTA MAIOR: A diplomacia ocidental foi pega de surpresa por esses episódios?

CELSO AMORIM: Certamente que sim. O próprio presidente Obama admitiu isso ao falar dos relatórios dos serviços de inteligência dos Estados Unidos. Ninguém estava esperando o que aconteceu na Tunísia que acabou servindo de estopim para outros países como Yemen e Egito. Nos mais de oito anos que trabalhei como chanceler nunca ouvi uma palavra de crítica sobre a Tunísia. E alguns conceitos fracassaram. Entre eles o de que se o país é pró-ocidental é necessariamente bom. Os Estados Unidos seguem poderosos no cenário internacional, mas frequentemente superestimam essa influência.

Há algumas lições a serem tiradas destes episódios. A primeira delas é que é preciso respeitar os movimentos internos e não querer impor mudanças a partir de fora. As revoltas que vemos agora (na Tunísia e no Egito) iniciaram dentro destes países contra governos pró-ocidentais e não nasceram com características antiocidentais ou anti-imperialistas.

CARTA MAIOR: O Oriente Médio é hoje uma das regiões mais conflituosas do planeta. Os levantes populares que estamos vendo podem ajudar a melhorar esse quadro?

CELSO AMORIM: Creio que teremos agora um quadro mais próximo da realidade. Há uma certa leitura simplificada do Oriente Médio que não leva em conta o que o povo desta região pensa. Não é possível ignorar a existência de organizações como a Irmandade Islâmica ou o Hamas. Se ignoramos fica muito difícil traçar uma estratégia que leve a uma paz estável.

CARTA MAIOR: O jornalista israelense Gideon Levy escreveu ontem no Haaretz dizendo que o Oriente Médio não precisa de estabilidade, referindo-se de modo à crítica à suposta estabilidade atual, que seria, na verdade, sinônimo de pobreza, desigualdade e injustiça. Qual sua opinião sobre essa avaliação?

CELSO AMORIM: De fato, a desigualdade social é uma das causas muito fortes dos problemas que temos nesta região. É um fermento muito grande para revoltas. A verdadeira estabilidade não se resume a ter um determinado governante no poder. Não basta ter eleição. É preciso aceitar o resultado da eleição. Estamos falando de uma região muito complexa, com sentimentos anticoloniais muito fortes. Esse quadro exige uma flexibilidade muito grande e capacidade de diálogo com diferentes interlocutores.

CARTA MAIOR: Qual sua análise sobre a evolução dos acontecimentos no Oriente Médio à luz da política externa praticada durante sua gestão no Itamaraty?

CELSO AMORIM: Como referi antes, nós procuramos manter uma relação ampla com diferentes interlocutores. As críticas que sofremos vieram mais da mídia brasileira do que de outros países. Nossa política em relação ao Irã, por exemplo, não foi para mudar esse país. O objetivo era contribuir para a paz, tentando encontrar uma solução para a questão nuclear. Quem mudou de ideia no meio do caminho foram os Estados Unidos. O próprio El Baradei (ex-diretor geral da Agência de Energia Atômica), que agora voltou a cena no Egito, chegou a dizer, comentando a Declaração de Teerã, que quem estava contra ela é porque, no fundo, não aceitava o sim como resposta.

Acredito que nós precisamos de países com capacidade de ver o mundo com uma visão menos maniqueísta. Agora, todo mundo está chamando Mubarak e Ben Ali de ditadores. Até bem pouco tempo não assim. A maioria da imprensa internacional não os chamava de ditadores. O importante é saber respeitar a vontade e a decisão do povo de cada país. O Brasil tem essa capacidade reconhecida mundialmente. Várias vezes fomos requisitados para ajudar na interlocução entre países. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por exemplo, nos pediu para ajudar a retomar o diálogo com a Síria. O Brasil tem essa capacidade de diálogo que não demoniza o outro. Essa é a pior coisa que pode acontecer na relação entre os países: demonizar o outro. Não se pode, repito, ignorar a presença da Irmandade Islâmica ou do Hamas. Podemos não gostar destas organizações. Isso é outra coisa. Mas estamos que estar prontos para conversar.

Espero que o Brasil faça jus às expectativas que existem sobre ele, sobre sua capacidade de diálogo e interlocução. Não se trata de mania de grandeza. Nós temos essa capacidade de diálogo e ela é requisitada. Seguramente o Brasil tem a possibilidade, e eu diria mesmo a necessidade, de ter essa participação e ajudar a construir a paz. Até porque esses fatos nos afetam diretamente. Basta ver o preço do petróleo que está aí aumentando em função dos conflitos.

Enviado por Marcelo Dorneles

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O Egito noticiado em Nuestra America - Comentado por Jacob Blinder

ara que o povo Egito de fato construa uma democracia verdadeira e um governo realmente popular, nacionalista, anti-imperialista e anti-colonialista dependerá de como reagirá os militares, o povo em rebelião e as potencias imperialistas ávidas por contemporizações, acordos espúrios  e traições. Muita água ainda passará pelas pontes do rio Nilo, mas uma coisa coisa é certa: "mais fortes são os poderes do povo". "Querer é poder...." Jacob David Blinder

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

“Liberdade ou morte”*

Pepe Escobar

12/2/2011, Pepe Escobar, Asia Times Online 
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Anunciei que permaneço no posto e que continuarei a arcar com minhas responsabilidades.
[Presidente Hosni Mubarak]
Vamos arrancá-lo daí!
[Cantado, na praça Tahrir]

O que deve fazer uma revolução, quando esperava que um ditador decrépito arrumasse as malas e partisse, ao vivo, pela al-Jazeera? Principalmente quando, horas antes, esperava um golpe militar? 
 

“Voltar para casa”? Pode esquecer. 
 

O fantasmagórico faraó Mubarak é de fato uma inamovível velha estátua enterrada nas areias do deserto. “Fui bem claro”? As reformas serão “implementadas por nossas forças armadas”? Artigo 179 – base da lei de emergência – será alterado, quem sabe, algum dia? Vagos poderes garantidos ao vice-presidente Omar “Sheikh al-Tortura” Suleiman? 
 

(A fala deliberadamente vaga do octogenário presidente Hosni Mubarak significava qualquer coisa, de “delegar poder” – não todo o poder – a “delegar as autoridades” de presidente, a tal ponto que o embaixador do Egito nos EUA teve de telefonar à CNN para explicar que Mubarak passou a ser presidente de direito, com Suleiman como presidente de fato. Tradução: Mubarak virou fantasma oficial. Cabeça de fantoche. Ou, sabe-se lá, nada disso.) 
 

Noutro registro, a ditadura militar (Suleiman, o ministro da Defesa marechal-de-campo Mohammed Hussein Tantawi e o comandante do exército tenente-general Sami Annan) esteve em todas as bocas ao longo dessa 5ª-feira. E nada fez sentido. 
 

Então veio o “Sheikh al-Tortura”, sinistro feito ator B em papel de Nosferatu. Como se o Sheikh al-Tortura anunciasse que, dali em diante, todas as práticas monstruosas que ele  supervisiona seriam conduzidas ordeiramente, para serem mais democráticas. Abrimos “as portas do diálogo”? “Não ouçam” a “subversão” das “redes de televisão por satélite”? “Voltem para casa”? A mesma conversa ‘nós, ou o caos’? O Sheikh al-Tortura pelo menos não trocou de fantasia. Afinal de contas, já ameaçara soltar “as bestas feras da noite... para aterrorizar as pessoas”. A rua sabe que ele mal se aguenta de vontade de por-se a matar à moda medieval. 
 

O regime como um todo ameaçara que o exército imporia lei marcial. O ministro do Exterior Ahmed Aboul Gheit disse à rede al-Arabiyya que “queremos que as forças armadas assumam a responsabilidade por estabilizar a nação mediante lei marcial, com o exército nas ruas”. 
 

Essam al-Erian da Fraternidade Muçulmana temia que o exército estivesse preparando o golpe. O New York Times, em mais um característico surto de amnésia, destacou que “Os militares planejam assumir o controle” (os militares jamais saíram do governo em toda a história moderna do Egito). 
 

Apesar daquele Nilo de esperanças, a rua não sabia se se preparava para uma grande festa ou para um banho de sangue. No fim, nem  uma nem outro. 
 

O Alto Comando Egípcio – o importante é que sem Mubarak e Suleiman – havia lançado um bayan raqm wahad (“Declaração n. 1” , em árabe), coisa que, no mundo árabe é a expressão-código para golpe militar. A declaração, a duras penas, anunciava “apoio às legítimas demandas do povo”. É a ideia que têm para um novo brilhante futuro para o Egito (idade média no país: 24 anos); comunicado vagabundo. 
 

Fato é que parte da rua considerava um “golpe de transição” melhor do que um Sheikh-al-Tortura de transição. A rua já havia deixado claro que não aceitaria governo de transição chefiado pelo Sheikh al-Tortura – vulgo mubarakismo com maquiagem leve. 
 

Ontem, o próprio Mubarak anunciou que passava o bastão para o Sheikh al-Tortura – mas talvez não. Assim, do ponto de vista da rua, preparou-se o cenário para “negociações” controladas pelo regime. A rua sabe que Suleiman manipulará essas conversações como perfeita cobertura para impor-se, maquiagem leve, e perpetuar o regime dos torturadores. Adeus, democracia. Afinal, o Sheikh al-Tortura em pessoa já disse que o Egito não está preparado para a democracia.
 

E o exército? Saiu de cena? Rachou?
 

Antes da dupla aparição Mubarak/Suleiman na televisão estatal, o boato mais quente que circulava no Cairo dizia que Washington não economizou conversas e ameaças para conseguir que Mubarak transferisse seus poderes – todos – para Suleiman. Annan e uma maioria de altos oficiais militares se opunham à proposta de Washington, mas os comandantes da Força Aérea e da Guarda Republicana aprovavam. Tantawi sentou no muro. Dica de cocheira era que Annan venceria. 
 

Até agora, não venceu. O exército se dividirá? Imediatamente depois da fala de Mubarak, muita gente no Cairo começou a receber mensagens de texto nos celulares, do Alto Comando do Egito, dizendo que estavam “monitorando” a situação e “decidiremos como agir” – mensagem mais ambígua nunca houve. Demora, até construírem o comunicado n. 2. 
 

Tudo sugere que esteja em curso uma dura guerra civil palaciana no Cairo. Talvez uma dupla divisão: dentro da ditadura militar (o exército contra os serviços secretos militares), mais o exército contra Mubarak. É receita certa de banho de sangue a qualquer momento. O exército não pode continuar a fazer jogo duplo e assistir à disputa sentado no muro. Restou à rua a estratégia de aumentar ao máximo a pressão sobre os comandantes militares e os soldados recrutas, para obrigá-los a alinhar-se com a democracia. 
 

Enquanto isso, a narrativa dominante em Washington é que a Casa Branca foi outra vez horrorosamente humilhada por um sátrapa. Há precedentes, como já escrevemos, do primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu ao presidente do Paquistão. Mas considerando as apostas estratosfericamente altas, Washington, Telavive e Riad estão, mais ou menos, conseguindo o que queriam, tendo apostado no pangaré da “transição ordeira”. 
 

 
Até agora, estão com o Sheikh al-Tortura como novo rais de fato; com Mubarak como fantasma, cabeça-sem-mula, ou manobrador invisível de fantoches, e o exército, pelo menos teoricamente está apoiando o novo homem forte. O único detalhe que não se considerou é o povo. 
 

Interessante é que a rede al-Arabiyya – que é a voz amplificada da Casa de Saud – sabia exatamente o que Mubarak diria, desde, pelo menos, uma hora antes de o discurso ir ao ar. O resto do mundo, a Casa Branca e a CIA-EUA inclusive, tinha certeza de que ele renunciaria. 
 

Num plano paralelo, o mais próximo que Barack Obama dos EUA jamais chegou de apoiar com clareza o poder popular, ou quase, é uma frase patética, da declaração feita depois do fiasco de Mubarak/Suleiman pela televisão, em que disse que “os que exerceram o direito de reunir-se pacificamente (...) são amplamente representativos da sociedade egípcia”. Mr. President, a rua egípcia está de olho no senhor. 
 

A bola maior-que-a-vida voltou para o campo da rua egípcia. A luta agora é conseguir o completo desmonte da polícia secreta. Nas palavras de muitos manifestantes na Praça Tahrir: “Liberdade ou morte”. É possível que o Egito arda, porque o regime está apostando no incêndio. O que deve fazer a revolução? Avançar sobre a Bastilha, ou insistir na resistência passiva sem fim? Vá para o lado que for, o tempo de liberdade ou morte é hoje.
 

______________________________ _________________

*Orig. “Give me liberty or give me death”. É frase atribuída a Patrick Henry (1736-1799), um dos Pais Fundadores dos EUA, orador e político que liderou o movimento de independência da Virgínia, nos anos 1770s. É frase muito conhecida nos EUA (uma espécie de “Independência ou Morte” no Brasil). Uma versão do discurso, datado de 23/3/1775 (em inglês), pode ser lida em: Give Me Liberty Or Give Me Death  [NTs].
 
 
 

Mubarak renuncia a la presidencia de Egipto

Mubarak abandona El Cairo con toda su familia
La euforia del pueblo egipcio se hace notar en diferentes puntos del país luego de conocerse que el primer mandatario, Hosni Mubarak, renunció al poder, según lo anunció el vicepresidente Omar Suleimán. La dimisión había sido exigida a través de una jornada de protestas que comenzó el pasado 25 de enero en la plaza Tahrir de El Cairo.
 
 

"El pueblo acaba de levantar el júbilo. La gente nos ha dicho que es un triunfo del pueblo en toda la región", y que lo sucedido en El Cairo es para "enseñarle a toda al región que es el pueblo árabe el que tiene que gobernar", describió el enviado especial de teleSUR, Rodrigo Hernández.
 

Una mujer egipcia le comentó a Hernández que las cosas se pueden lograr sin ni siquiera disparar. "La gente está corriendo hacia distintos puntos de la ciudad para celebrar. Los negocios están siendo cerrados para celebrar desde la plaza central de Egipto la caída de Mubarak", agregó Hernández.
 

"Hay mucha ambigüedad y dudas sobre todo en función del papel que jugarán las personas que pertenecían al Gobierno", informó Rodrígo Hernández. Describió que las calles de El Cairo están abarrotadas. "Lo que buscaba el pueblo egipcio no era solamente salir del Presidente, era conseguir una democratización real".
 
"La gente está a la expectativa para ver las reacciones, para conocer quienes se harán cargo del gobierno", indicó el enviado especial de teleSUR, Rodrigo Hernández. Tras la difusión de la renuncia de Mubarak, "el pueblo tiene cierto recelo hacia el Ejército por sus últimas actuaciones", comentó.
 

El recelo radica en que este viernes, en horas de la mañana, Mubarak recibió apoyo militar pese a que el día anterior, las Fuerzas Armadas habían anunciado que respaldarían las demandas del pueblo. Más temprano, el Ejército, a través de un comunicado, anunció que garantizaría las reformas democráticas prometidas por Mubarak, entre estas, las "elecciones libres y transparentes". Las Fuerzas Armadas además advirtieron que actuarán "contra todo ataque a la seguridad de la nación y de los ciudadanos".
 

Por su parte, el enviado especial de teleSUR a Egipto, Reed Lindsay, quien se encuentra cerca del Palacio Nacional reportó que "la alegría en las calles es grande por la salida de Mubarak".
 

También el corresponsal de Prensa Latina, Ulises Canales, reportó para teleSUR desde la plaza Tahrir que "el poder en este momento lo tiene la junta militar egipcia".
Hosni Mubarak había anunciado el jueves la transferencia de algunos poderes a su vicepresidente, Omar Suleimán, pero había remarcado que permanecería como Primer Mandatario hasta las elecciones de septiembre.
 

Unas 300 personas perdieron la vida durante las revueltas populares que demandaban la renuncia de Mubarak.

 
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En Egipto sigue el júbilo por renuncia de Hosni Mubarak
 
FESTA NO EGITO: O povo derrotou a ditadura: Mubarak e o vice renunciam

No 18º dia de protestos, o chefe do regime ditatorial do Egito, Hosni Mubarak, declarou a renúncia ao cargo de presidente, após 30 anos de permanência no cargo. O anúncio foi feito pelo vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, que também apresentou sua renúncia.
O povo está em festa nas ruas do Cairo e em todo o país. As gigantescas manifestações populares abriram o caminho à democratização do país e mudanças sociais e políticas mais profundas.

O desfecho é uma derrota não só do ditador como também, e principalmente, do imperialismo estadunidense e de Israel, que até ontem clamava ao mundo por apoio a Mubarak.

Os Estados Unidos se comportaram feito barata tonta ao longo dos últimos dias, com sinalizações contraditórias, mas sem nunca colocar em questão o apoio ao ditador, um velho e fiel aliado do império e de Israel.

Renúncia surpreende

Os milhares de manifestantes que estavam reunidos na praça Tahrir, no centro da cidade do Cairo, comemoraram a decisão. Uma multidão foi às ruas de várias cidades do Egito no início da noite no país, para festejar a decisão.

A surpreendente renúncia do ditador, que na noite de quinta-feira em um discurso à nação assegurava que se manteria no cargo até as eleições de setembro próximo, ocorreu no momento em que se encontrava com sua família no balneário de Sharm El-Sheikh, na costa do Mar Vermelho.

Até a semana passada, a repressão policial às manifestações causou a morte de pelo menos 300 pessoas — segundo um relatório não confirmado da ONU — e milhares de feridos, de acordo com fontes oficiais e médicas do país.

Uma explosão de protestos nesta sexta-feira (11) em rejeição ao "fico" do chefe do regime aparentemente fez com que os militares agissem e forçassem a queda de Mubarak e de seu vice-presidente.

Centenas de milhares de pessoas saíram às ruas ao longo do dia em várias cidades do país em protesto pela permanência de Mubarak na presidência. Manifestantes cercaram o palácio presidencial no Cairo e em Alexandria e cercaram também o edifício da TV estatal. Um governador de uma província do sul foi pbrigado a fugir diante das manifestações realizadas contra o poder vigente.

Este foi o dia das maiores manifestações do levante iniciado em 25 de janeiro, quando todos os setores da sociedade civil se uniram para ir às ruas em protesto contra a permanência de Mubarak.

"Diante das graves circunstâncias que o país atravessa, o presidente Mubarak decidiu deixar o cargo de presidente da república", anunciou em tom grave na TV estatal o ex vice-presidente Suleiman. "Ele designou as o Conselho Supremo das Forças Armadas para dirigir de agora em diante o Estado".
Especial
FESTA NO EGITO: O povo derrotou a ditadura: Mubarak e o vice renunciam

No 18º dia de protestos, o chefe do regime ditatorial do Egito, Hosni Mubarak, declarou a renúncia ao cargo de presidente, após 30 anos de permanência no cargo. O anúncio foi feito pelo vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, que também apresentou sua renúncia.
O povo está em festa nas ruas do Cairo e em todo o país. As gigantescas manifestações populares abriram o caminho à democratização do país e mudanças sociais e políticas mais profundas.

O desfecho é uma derrota não só do ditador como também, e principalmente, do imperialismo estadunidense e de Israel, que até ontem clamava ao mundo por apoio a Mubarak.

Os Estados Unidos se comportaram feito barata tonta ao longo dos últimos dias, com sinalizações contraditórias, mas sem nunca colocar em questão o apoio ao ditador, um velho e fiel aliado do império e de Israel.

Renúncia surpreende

Os milhares de manifestantes que estavam reunidos na praça Tahrir, no centro da cidade do Cairo, comemoraram a decisão. Uma multidão foi às ruas de várias cidades do Egito no início da noite no país, para festejar a decisão.

A surpreendente renúncia do ditador, que na noite de quinta-feira em um discurso à nação assegurava que se manteria no cargo até as eleições de setembro próximo, ocorreu no momento em que se encontrava com sua família no balneário de Sharm El-Sheikh, na costa do Mar Vermelho.

Até a semana passada, a repressão policial às manifestações causou a morte de pelo menos 300 pessoas — segundo um relatório não confirmado da ONU — e milhares de feridos, de acordo com fontes oficiais e médicas do país.

Uma explosão de protestos nesta sexta-feira (11) em rejeição ao "fico" do chefe do regime aparentemente fez com que os militares agissem e forçassem a queda de Mubarak e de seu vice-presidente.

Centenas de milhares de pessoas saíram às ruas ao longo do dia em várias cidades do país em protesto pela permanência de Mubarak na presidência. Manifestantes cercaram o palácio presidencial no Cairo e em Alexandria e cercaram também o edifício da TV estatal. Um governador de uma província do sul foi pbrigado a fugir diante das manifestações realizadas contra o poder vigente.

Este foi o dia das maiores manifestações do levante iniciado em 25 de janeiro, quando todos os setores da sociedade civil se uniram para ir às ruas em protesto contra a permanência de Mubarak.

"Diante das graves circunstâncias que o país atravessa, o presidente Mubarak decidiu deixar o cargo de presidente da república", anunciou em tom grave na TV estatal o ex vice-presidente Suleiman. "Ele designou as o Conselho Supremo das Forças Armadas para dirigir de agora em diante o Estado".

Com agências
Texto: / Postado em 11/02/2011 ás 18:52
Brasília - Sexta , 11 de Fevereiro de 2011 Página Inicial | Indique aos amigos
Especial
FESTA NO EGITO: O povo derrotou a ditadura: Mubarak e o vice renunciam

No 18º dia de protestos, o chefe do regime ditatorial do Egito, Hosni Mubarak, declarou a renúncia ao cargo de presidente, após 30 anos de permanência no cargo. O anúncio foi feito pelo vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, que também apresentou sua renúncia.
O povo está em festa nas ruas do Cairo e em todo o país. As gigantescas manifestações populares abriram o caminho à democratização do país e mudanças sociais e políticas mais profundas.

O desfecho é uma derrota não só do ditador como também, e principalmente, do imperialismo estadunidense e de Israel, que até ontem clamava ao mundo por apoio a Mubarak.

Os Estados Unidos se comportaram feito barata tonta ao longo dos últimos dias, com sinalizações contraditórias, mas sem nunca colocar em questão o apoio ao ditador, um velho e fiel aliado do império e de Israel.

Renúncia surpreende

Os milhares de manifestantes que estavam reunidos na praça Tahrir, no centro da cidade do Cairo, comemoraram a decisão. Uma multidão foi às ruas de várias cidades do Egito no início da noite no país, para festejar a decisão.

A surpreendente renúncia do ditador, que na noite de quinta-feira em um discurso à nação assegurava que se manteria no cargo até as eleições de setembro próximo, ocorreu no momento em que se encontrava com sua família no balneário de Sharm El-Sheikh, na costa do Mar Vermelho.

Até a semana passada, a repressão policial às manifestações causou a morte de pelo menos 300 pessoas — segundo um relatório não confirmado da ONU — e milhares de feridos, de acordo com fontes oficiais e médicas do país.

Uma explosão de protestos nesta sexta-feira (11) em rejeição ao "fico" do chefe do regime aparentemente fez com que os militares agissem e forçassem a queda de Mubarak e de seu vice-presidente.

Centenas de milhares de pessoas saíram às ruas ao longo do dia em várias cidades do país em protesto pela permanência de Mubarak na presidência. Manifestantes cercaram o palácio presidencial no Cairo e em Alexandria e cercaram também o edifício da TV estatal. Um governador de uma província do sul foi pbrigado a fugir diante das manifestações realizadas contra o poder vigente.

Este foi o dia das maiores manifestações do levante iniciado em 25 de janeiro, quando todos os setores da sociedade civil se uniram para ir às ruas em protesto contra a permanência de Mubarak.

"Diante das graves circunstâncias que o país atravessa, o presidente Mubarak decidiu deixar o cargo de presidente da república", anunciou em tom grave na TV estatal o ex vice-presidente Suleiman. "Ele designou as o Conselho Supremo das Forças Armadas para dirigir de agora em diante o Estado".

Com agências
Texto: / Postado em 11/02/2011 ás 18:52
Telesur - 11/02/2011
 
Los miles de egipcios que por 18 días consecutivos se mantuvieron en las calles exigiendo la renuncia de Hosni Mubarak continúan eufóricos celebrando en diversas ciudades la dimisión del gobernante. La fiesta se ha extendido hasta la madrugada, mientras que la comunidad internacional ha saludado la revolución en el país árabe.
El enviado de teleSUR a El Cairo, Rodrigo Hernández, reportó más temprano que para este sábado continuarán las festividades y que los manifestantes parecen no querer retirarse a sus casas.

La renuncia de Mubarak, anunciada este viernes por el vicepresidente egipcio, Omar Suleimán, trajo fiesta y celebración a ese país. En la plaza de la Liberación en El Cairo (capital), Alejandría y Suez, las multitudinarias celebraciones se han extendido con pancartas que exhiben lemas como "el pueblo ha hecho caer al régimen”.

El entusiasmo ha superado las barreras continentales y ha llegado a países como Francia, donde en su capital, París, se concentraron decenas de personas que coreaban que la salida de Mubarak es “un paso hacia la democracia”.

Por otro lado, en Rusia, las autoridades gubernamentales expresaron la esperanza de que la salida de Mubarak "contribuya a reinstaurar la estabilidad y garantizar el normal funcionamiento de todas las estructuras del poder" de Egipto.

En esta misma línea, el secretario general de la Organización de Naciones Unidas (ONU), Ban Ki Moon, expresó que con la renuncia de Mubarak "se ha escuchado la voz del pueblo egipcio", e instó a una transición "pacífica y ordenada", que conduzca a la celebración de "elecciones libres y justas y al restablecimiento de la autoridad civil".

En Alemania, España, Turquía, Inglaterra e Italia se han visto acontecimientos similares, donde diferentes grupos sociales han manifestado la confianza en que las nuevas autoridades puedan coordinar el regreso de la paz al país.

Desde el pasado 25 de enero centenares de miles de personas se habían concentrado en varias ciudades de Egipto para exigir la renuncia de Mubarak.

Las protestas intentaron ser censuradas por diversos medios de comunicación nacionales y por autoridades gubernamentales, no obstante, la presión social no cesó hasta que Mubarak anunció su retiro.

Este jueves, Hosni Mubarak había anunciado la transferencia de algunos poderes a su vicepresidente, Omar Suleiman, pero había remarcado que permanecería como Primer Mandatario hasta las elecciones de septiembre.

Unas 300 personas perdieron la vida durante las revueltas populares que demandaban la renuncia de Mubarak, según cifras de la ONU.
 
teleSUR- Efe- Afp- Bbc- Reuters/ lp - MM
 
Enviado por Jacob Blinder

O DESTINO DO EGITO PERTENCE AOS EGÍPCIOS

O DESTINO DO EGITO PERTENCE AOS EGÍPCIOS

(Cuidado, mídia privada e podre distorcendo os fatos)


Laerte Braga


É difícil desmentir imagens, esconder a brutalidade da polícia do ex-ditador Hosni Mubarak, ou ocultar fatos que acontecem a cada instante num mundo em que a comunicação é instantânea e a internet exerce, mais uma vez, um papel decisivo.

Os generais Hosni Mubarak e Omar Suleiman, neste momento, são passado no Egito. O povo fez história. É necessário não se iludir com as forças armadas. Estiveram ao lado da ditadura por 30 anos.

Mubarak e Suleiman, óbvio, não renunciaram. A perspectiva de uma crise econômica sem tamanho e de rumos políticos indesejados levou os militares de alta patente, alto comando como se costuma dizer, a exigir a saída do ditador e seus vice. Oficiais da patentes intermediárias e mesmo alguns de patentes superiores já estavam emitindo sinais de desaprovação à “neutralidade” dos seus comandantes. Não foram poucos os que despiram as fardas e se juntaram ao povo na Praça da Libertação.

Sargentos e praças recusavam-se a praticar qualquer ato de repressão e essa cumplicidade que a mídia privada fala entre militares e povo reflete exatamente essa divisão nas forças armadas egípcias.

E antes que o processo tomasse rumos inesperados os chefes militares decidiram que o ditador e seu vice deveriam deixar o poder. O processo foi todo ele conduzido por estreitos entendimentos entre esse alto comando e o governo dos EUA. A pressão popular e o temor de virem a perder o controle levou-os – aos chefes militares – a salvar, neste momento, os dedos, dando os anéis.

As principais redes de tevê no Brasil, GLOBO à frente, insistem em dizer que o governo do Irã cortou comunicações para evitar que as imagens da revolta no Egito chegassem aos iranianos.

Mentira. O processo no Irã é completamente diferente do que se vê no Egito.

O medo real é que as revoltas populares se estendam a países árabes governados por ditadores. Jordânia, Arábia Saudita, Iêmen, Argélia e outros e os principais aliados dos EUA – caso de Mubarak – sejam afastados do poder.

Todo essa teia de ditaduras foi pacientemente construída pelos norte-americanos desde a morte de Nasser, a deposição de Ben Bella na busca de uma rede de proteção para o terrorismo sionista.

E entre outras conseqüências da revolta no Egito, está a necessidade de Israel repensar suas posições e isso parece começar a acontecer entre organizações populares. Não será surpresa se, num futuro próximo, os governos terroristas que se sucedem desde o assassinato de Rabin, vierem a enfrentar protestos populares em repúdio às ações genocidas contra palestinos, os saques em territórios palestinos.

O Egito transcende ao Egito, mas o destino do Egito pertence aos egípcios e tão somente a eles, mas a todos os egípcios. As mudanças passam por mudanças também no estamento militar.

O que se bebe dos acontecimentos no Egito é a lição do que pode um povo. E deve continuar querendo e podendo.

Não há nenhum receio no Irã com o que acontece no Egito. O receio real é nos países aliados dos EUA e governados por ditadores.

Ao término da primeira guerra do Iraque o então presidente dos EUA, George Bush, o pai, num reconhecimento implícito dessa natureza ditatorial dos seus aliados, disse ao mundo que haveria reformas no Kwait para a democratização do país. Não houve nenhuma.

A visão de democracia como a temos não é necessariamente a que tem os árabes e nem pode ser. Somos culturas diversas, mas somos todos povos explorados pelo poder imperial dos norte-americanos e no caso específico dos árabes, pelo terrorismo nazi/sionista.

Nada impede que os povos explorados caminhemos juntos nas nossas diversidades, em torno de ideais e aspirações comuns, ao contrário do que pensa o líder nazista britânico David Cameron.

Um dos apresentadores de telejornais chegou a dizer em meio às transmissões que não só os iranianos, mas os chineses estavam com medo dos acontecimentos no Egito, da repercussão e de eventuais revoltas populares.

Elas estão acontecendo sim, mas nos países aliados dos EUA.

Cuidado, mídia privada e podre distorcendo os fatos.

E nem o Egito é o Irã. Mas os egípcios têm consciência clara que são árabes, que a maioria esmagadora da população é muçulmana e não há lugar para solidariedade e acordos com governos terroristas como o de Israel. É hora de retomar a bandeira da luta palestina.

Isso não implica em guerras necessariamente, mas os israelenses terão que repensar e redesenhar seus governos do contrário sofrerão graves conseqüências da inconseqüência nazi/sionista.

Por mais estranho que possa parecer as portas da paz estão se abrindo, mas é preciso percebê-las. E nelas não há lugar para que o terrorismo norte-americano possa entrar, pelo contrário, o que deles lá existir deve ser expulso.

Vivemos um processo semelhante, guardadas as devidas proporções de tempo, espaço e diferenças culturais, na década de 70.

Collor de Mello era o presidente da República e o povo foi às ruas para exigir sua saída. Aqui como lá, o vice, o patético Itamar Franco (até hoje pensa que foi presidente da República) só foi aceito e o impedimento votado depois de dadas garantias às elites políticas e econômicas que tudo ficaria como estava, apenas pareceria estar mudando.

A conseqüência foi FHC e nessas duas últimas semanas líderes dos movimentos contra Collor, o próprio Collor, Itamar e Lindenberg Faria, se abraçaram e trocaram juras democráticas no Senado.

A velha farsa do clube de amigos e inimigos cordiais.

A revolução no Egito e no Oriente Médio apenas começou, ou segue o seu curso, o primeiro momento foi a revolução islâmica no Irã. Mas o destino do Egito pertence aos egípcios.

E só a eles. A nós, povos explorados, nos cabe embriagarmos com a lição da coragem, da determinação, do destemor e caminharmos quando os passos dados à frente no governo Lula começam a dar sinais que se perderão na visão “patriota” de Dilma Roussef.

Os egípcios dão uma lição ao mundo. E há quem diga que são bárbaros ou atrasados.

O POVO derruba o TOPO: Cairam os ditadores no Egito

Mubarak renuncia no Egito após 30 anos no poder

Por: Redação da Rede Brasil Atual

Publicado em 11/02/2011, 14:15

Última atualização às 14:15

São Paulo - O ditador Hosni Mubarak renunciou nesta sexta-feira (11) ao poder após 30 anos no comando do governo do Egito. O vice-presidente egípcio Omar Suleiman fez o comunicado na TV estatal. A multidão, que protestou por mais de duas semanas contra as altas taxas de probreza, desemprego e abusos ditatoriais, comemora na praça de Tahrir.

"Foi uma estratégia montada para que ele não tivesse de admitir em público que iria renunciar ao poder", disse o embaixador do Brasil no Egito, Cesário Melantonio, à GloboNews.

Em breve, mais informações.
Enviado por JOELSON

VELHOS E CORRPTOS GENERAIS

VELHOS E CORRUPTOS GENERAIS


Laerte Braga


É uma ilusão vendida pela mídia privada em quase todo o mundo a neutralidade do exército egípcio na crise que vai levando de roldão a ditadura do general Hosni Mubarak. Os velhos generais que controlam as forças armadas são ligados ao ditador, aliados de Israel e corrompidos pelos trinta anos de poder e privilégios.

Se ainda não houve um massacre de revoltosos civis e desarmados é porque buscam uma alternativa a Mubarak que não mude coisa alguma. E porque não querem chocar o mundo com um banho de sangue. É resultado da ação dos Estados Unidos e suas colônias européias e dos interesses do governo nazi/sionista de Israel. É necessário não deixar rastros da barbárie.

A mídia independente em países europeus, mesmo privada, já noticia que aviões israelenses desembarcaram no Cairo com armas especiais para dispersar protestos, manifestações, enfim, por fim à rebelião.

Em dois de setembro de 1945 Ho Chi Min proclamou a independência da República Democrática do Vietnã. Na derrota militar francesa em Dien Bien Phu, a partilha do Vietnã ficou consolidada até a expulsão dos norte-americanos, no início da década de 70 do século passado.

Os norte-americanos ao perceberem a iminência da derrota dos franceses ofereceram duas bombas atômicas emprestadas para que Paris pudesse fim à guerra. Os franceses tiveram o bom senso de não aceitá-las.

Na década de 80 do século XX Israel colocou à disposição do presidente branco da África do Sul, Frederik Willem de Klerk, uma bomba atômica para acabar com a luta do povo negro e garantir a hegemonia da população branca, minoritária.

Era tarde. A mesma bomba foi oferecida a Pieter Willem Botha. Em 1994, após anos na prisão, Nelson Mandela foi eleito presidente da África do Sul e terminava o regime do apartheid.

São Tomás de Aquino entendia que a guerra pode ser justa desde que preencha condições como ser declarada por uma autoridade legítima, ser por uma causa justa e ser conduzida sem ódio e excluindo a mentira (Suma Teológica, II, 40.).

João XXIII na encíclica MATER ET MAGISTRA considera válidos os recursos da luta armada quando esgotados todos os demais. Essa posição não foi revista pelo papa Paulo VI e nem no breve período de João Paulo I, o cardeal Albino Luciani. Os dois “papas” seguintes, João Paulo II e o atual Bento XVI tiveram e têm o caráter fascista da igreja absolutista e medieval. Bárbara. São criminosos.

Os egípcios vivem um dilema. Não querem a ditadura militar de Mubarak e seus generais. Não toleram Omar Suleiman, o vice-presidente, ligado aos EUA e a Israel (responsável pelo massacre de milhares de palestinos que fugiam do genocídio do estado nazi/sionista, pela fronteira entre os dois países, Egito e Israel) e não acreditam que os velhos e corrompidos generais sejam capazes de restaurar a dignidade nacional e os direitos elementares do povo.

A neutralidade dos militares é apenas a impossibilidade de massacrar o povo, o temor de um conflito que se espalhe por todo o Oriente Médio e ponha em risco os interesses dos norte-americanos e de Israel.

Quando os EUA ofereceram à França duas bombas atômicas para por fim à guerra da antiga Indochina nem por um instante se preocuparam com os milhares de mortos caso o governo de Paris tivesse aceito a oferta.

Não tiveram essa preocupação nem em Hiroshima e nem em Nagazaki quando a guerra já estava ganha e as duas bombas foram manifestações estúpidas de força e terrorismo.

Nem Israel se preocupou com os negros africanos quando ofereceu uma bomba nuclear ao governo racista da África do Sul.

O que importava ali, nas duas ocasiões, como o que importa hoje, são os “negócios”.

A Europa Ocidental é uma região do mundo colonizada pelos Estados Unidos. Países como a Grã Bretanha, Suécia, Itália, Alemanha não têm autonomia alguma diante de Washington.

Os povos africanos, asiáticos, latino-americanos e o povo muçulmano são os alvos do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

Na década de 60 assumiram o controle das forças armadas dos países latino-americanos (a exceção de Cuba) e impuseram ditaduras cruéis e um poder militar sem entranhas. No Brasil inclusive.

Despejam na Somália lixo atômico e consideram os somalis piratas por se revoltarem contra essa violação clara de sua soberania.

Controlam a mídia privada em boa parte do mundo e se sustentam tanto no espetáculo como no terror dos seqüestros, assassinatos seletivos, campos de concentração, guerras contínuas onde a vitória não importa, importam os negócios.

Os velhos generais egípcios e toda a sua arrogância – Mubarak é um deles –foram derrotados em todas as ações militares que tentaram empreender contra Israel e acabaram aceitando a tutela norte-americana (e o dinheiro lógico). São podres, estão carcomidos pela incompetência, pela corrupção e pela absoluta ausência de compromisso com o Egito.

Não são diferentes da maioria esmagadora das forças armadas em todo o mundo, inclusive a nossa (não aceita a história real da ditadura, prefere manter oculta toda a barbárie do período).

O indicativo de todo esse preconceito veio no discurso do primeiro-ministro britânico, David Cameron, moleque de recados dos EUA, ao anunciar que o multiculturalismo fracassou. Não é bem assim. Não interessa aos “donos” que o multiculturalismo seja uma realidade à medida que atrapalha os negócios e tanto a guerra como o terrorismo são grandes negócios.

A revolução egípcia não se resume à queda de Hosni Mubarak, um velho corrupto general/ditador. Omar Suleiman é inaceitável para o povo.

Reformas constitucionais não vão garantir aos egípcios que suas vontades e aspirações se materializem. A constituição é autoritária, resulta de um regime ilegítimo.

Estamos assistindo ao começo do fim de um grande império, o norte-americano. O presidente que cava mais fundo a cova desse império é um branco engraxado com graxa preta.

Esse tempo é o tempo da história, não é o tempo cronológico que quase sempre temos como referência.

A revolução egípcia, como antes a revolução islâmica no Irã, transcendem ao Egito, estão para além das fronteiras do Irã e não diz respeito apenas aos muçulmanos.

Mas a todos os africanos, a todos os asiáticos, a todos os latino-americanos. Aos povos do leste europeu onde as hordas de bárbaros dos EUA tentam chegar das mais variadas formas.

É mais ou menos como disse um cidadão comum da Ucrânia. “Estamos ficando cansados de ver nossas mulheres prostituídas pelo Ocidente e os nossos povos escravizados pelo imperialismo dos americanos”.

É bem mais amplo o espectro da revolta de egípcios.

Querem nos fazer crer, através da mídia privada e podre, que muçulmanos são bárbaros, são cruéis, atrasados, para que aceitemos a realidade de assassinos que matam professores e colegas em escolas por conta de uma nota baixa. Querem nos tornar obesos em todos os sentidos com os sanduíches Mcdonalds e toda a parafernália hollywoodiana que exportam.

O império está em declínio e a sociedade norte-americana está doente.

EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A, a despeito dos discursos de paz e democracia, neste momento, se tornam bem mais perigosos, pois estão começando a perceber que não basta dar os anéis, terão que dar os dedos também.

E não há ódio no coração dos egípcios. Maomé não revelou o ódio. A misericórdia sim. Mas a passividade diante dos inumanos não. Norte-americanos e nazi/sionistas não são humanos e o próprio povo de Israel começa a perceber essa realidade.

O mundo não se encerra em minúsculas doença Faustão ou BBB, mas na grandeza do ser humano como tal.

É o que começa a ser mostrada no Egito, uma nação que traz consigo o germe de uma cultura extraordinária e uma história que não comporta nem gente como os velhos e corruptos generais Mubarak, muito menos Suleiman.

E o ditador resolveu ficar

Dagmar Vulpi
Por Luiz Moulin, sexta, 11 de fevereiro de 2011 às 07:05

E o ditador resolveu ficar

E o ditador resolveu ficar. Com o seu regime político ruido, com o povo aguardando seu bota fora, Mubarak num acesso de loucura e apego ao poder, não renunciou.Deixando uma nação frustrada.Agora só restam duas alternativa, ou um golpe de estado dado pelas Forças Armadas ou uma Guerra Civil. O estamento do regime resiste, existem muitos interesses em jogo do financeiro ao político, o poder já não está nos palácios está nas ruas.Estas próximas serão determinantes para o Egito.Sem apoio internacional, sem aliados externos o regime egipcio agoniza, trazendo insegurança para todos.Hoje será um dia, que poderá determinar o futuro daquele país.O tempo do diálogo com as ruas passou, a transição acabou em descredito.

    • Claudia Colares Dagmar, é obvio que o ditador está apostando no cansado da turma! mas é uma questão de tempo! Imagine se com a sede de liberdade que o povo egipcio está demonstrando vai haver cansaço!!

    • Fernanda Tardin dados e informações de fontes seguras atestam: Israel manda ao Egito, aviões com armas que servirao para dispersar multidoes em caso de protestos tomarem rumos incontrolaveis e indesejados pelas grandes potencias opressoras.

    • Fernanda Tardin Luiz Moulan, sigo admirada e aprendiz.grande abraço

    • Claudia Colares a russia está de que lado Nanda??

    • Fernanda Tardin rsrs em transição 'democratica' a Russia está calada.
      há 8 minutos ·