Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?

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sábado, 5 de fevereiro de 2011

GANDHI GREVE PACÍFICA CONTRA AUMENTO DOS PARA LAMENTARES...

. Vidal:

http://www.youtube.com/watch?v=1KbRj6UWrlQ

GANDHI GREVE PACÍFICA CONTRA AUMENTO DOS PARA LAMENTARES...
O ideal seria que todos que se dizem pessoas de Deus, bem como todo segmento da população não favorecida por falcatruas e por essa pouca vergonha denominada, "roubo descarado", seguissem o exemplo do emérito Bispo Edmilson Cruz. O Bispo recusou comenda em protesto contra aumento de deputados em solenidade no senado.
A atitude do emérito Bispo cearense não seria tão louvável se aqui nesta terra a prática da honestidade, da dignidade e da ética fosse algo natural intrínseca a uma população de pessoas íntegras e de valores morais elevados, entretanto, não é o que acontece, carecendo com isso que um eclesiástico venha em público e mostre como se pratica a decência e a indignação com as injustiças sociais que são praticadas a cada dia por aqueles que deveriam trabalhar em prol da população que os elegeram no exercício da Democracia para que legislassem e administrassem em causa popular.
É de deixar qualquer cidadão (honrado), estarrecido e indignado com essa atitude descarada e indecente por parte dos parlamentares que desobedecem a Carta Magna e legislam em causa própria.
A Constituição para os políticos brasileiros não passa de mera doutrina teórica, uma vez que a mesma estabelece garantias e direitos fundamentais que longe estão de tornarem-se realidade. Vejamos o que diz o art. 6º da CF/88: "São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e a infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição."

Art. 7º, IV-salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender as suas necessidades vitais básicas e as de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim.
Agora quero que o mais competente dos economistas prove como se satisfaz as necessidades citadas com R$ 545,00, e não me venham com lorotas de dizer que o trabalhador custa quase o dobro para o patronato que não é isso que estou perguntando.
A pergunta é taxativa: Como se paga moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social com esse famigerado salário mínimo? como vive uma família composta por um casal e duas crianças por exemplo, com apenas R$ 545,00? Também não venham com conversa fiada de que o Estado fornece educação e saúde de qualidade e para todos, que é uma piada de mau gosto.
Os Srs. dos poderes legislativos e executivos deveriam envergonharem-se ao lerem a CF/88, pois bem sabem que não cumprem a mesma.

V-piso salarial proporcional à extensão e a complexidade do trabalho. Quanto a este piso salarial a redação aqui está mais que alienada e alheia a algo concreto, foi só para encher lingüiça mesmo.

VI-irredutiblidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo;(neste caso, se o salário do trabalhador pode ser reduzido através de convenção ou acordo coletivo, que se reduza o dos parlamentares através de consulta popular-REFERENDO).
Senhores e senhoras, estudantes, trabalhadores, militares e outros vamos tirar a região glútea da cadeira e exigir que a Constituição Federal seja cumprida palavra por palavra, e não aceitemos propostas indecentes com a de um salário de 800 reais em 2012 porque seria auto desprezo.

Não aceitemos propostas indecentes nem do executivo, do legislativo nem do setor privado a serviço do império capitalista explorador, tão pouco de sindicalistas pelegos. A cobrança tem de ser taxativa e irredutível: o cumprimento do que está escrito na Constituição Federal de 1988. É isso!

Vamos nos movimentar sem precisar de sindicatos, nem de políticos querendo fazer trampolim, que estes fiquem de fora da maifestação popular que culminará numa greve geral em 22 de abril de 2011. Que a nossa união faça os governantes e legisladores entenderem que o que queremos não é inconstitucional, portanto que eles esqueçam a palavra "subversivos" e que respeitem o povo e acima de tudo o que já está previsto na Carta Magna. Vamos nos mobilizar e fazer valer a democracia: " Governo do povo, pelo povo, para o povo."

Por favor repassem...
Ótimo final de semana!
Abraços do camarada de sempre,
J.Vidal

EGITO - 30 anos de ditadura se acabando

Em um país que vive uma ditadura há 30 anos e no qual o principal jornal está a serviço do governo, a liberdade de imprensa nunca foi vista com bons olhos. Mas agora é justamente a mídia mundial que pode, nesta queda de braço, fazer pressão decisiva para que a dinastia Mubarak chegue ao fim. É sobre isso que o jornalista Alberto Dines conversa com seus convidados
há 22 horas · · · Inscrever-se

Discurso de Federico García Lorca al inaugurar la biblioteca de su pueblo con plena vigencia 80 años

Discurso de Federico García Lorca

de Hugo Sirio, el sábado, 05 de febrero de 2011 a las 17:28

Discurso de Federico García Lorca al
inaugurar la biblioteca de su pueblo con plena vigencia 80 años
después
Medio
pan y un libro

Medio pan y un
libro.

Alocución
de Federico García Lorca al pueblo de Fuente Vaqueros (Granada)
en septiembre de 1931:

"Cuando alguien va al teatro, a
un concierto o a una fiesta de cualquier índole que sea, si la
fiesta es de su agrado, recuerda inmediatamente y lamenta que las
personas que él quiere no se encuentren allí. «Lo que le gustaría
esto a mi hermana, a mi padre», piensa, y no goza ya del espectáculo
sino a través de una leve melancolía. Ésta es la melancolía que yo
siento, no por la gente de mi casa, que sería pequeño y ruin, sino
por todas las criaturas que por falta de medios y por desgracia suya
no gozan del supremo bien de la belleza que es vida y es bondad y es
serenidad y es pasión.

"Por eso no
tengo nunca un libro, porque regalo cuantos compro, que son
infinitos, y por eso estoy aquí honrado y contento de inaugurar esta
biblioteca del pueblo, la primera seguramente en toda la provincia
de Granada.

"No sólo de pan
vive el hombre. Yo, si tuviera hambre y estuviera desvalido en la
calle no pediría un pan; sino que pediría medio pan y un libro. Y yo
ataco desde aquí violentamente a los que solamente hablan de
reivindicaciones económicas sin nombrar jamás las reivindicaciones
culturales que es lo que los pueblos piden a gritos. Bien está que
todos los hombres coman, pero que todos los hombres sepan. Que gocen
todos los frutos del espíritu humano porque lo contrario es
convertirlos en máquinas al servicio de Estado, es convertirlos en
esclavos de una terrible organización social.

"Yo tengo
mucha más lástima de un hombre que quiere saber y no puede, que de
un hambriento. Porque un hambriento puede calmar su hambre
fácilmente con un pedazo de pan o con unas frutas, pero un hombre
que tiene ansia de saber y no tiene medios, sufre una terrible
agonía porque son libros, libros, muchos libros los que necesita y
¿dónde están esos libros?

"¡Libros!
¡Libros! Hace aquí una palabra mágica que equivale a decir: «amor,
amor», y que debían los pueblos pedir como piden pan o como anhelan
la lluvia para sus sementeras. Cuando el insigne escritor ruso Fedor
Dostoyevsky, padre de la revolución rusa mucho más que Lenin, estaba
prisionero en la Siberia, alejado del mundo, entre cuatro paredes y
cercado por desoladas llanuras de nieve infinita; y pedía socorro en
carta a su lejana familia, sólo decía: «¡Enviadme libros, libros,
muchos libros para que mi alma no muera!». Tenía frío y no pedía
fuego, tenía terrible sed y no pedía agua: pedía libros, es decir,
horizontes, es decir, escaleras para subir la cumbre del espíritu y
del corazón. Porque la agonía física, biológica, natural, de un
cuerpo por hambre, sed o frío, dura poco, muy poco, pero la agonía
del alma insatisfecha dura toda la vida.

"Ya ha dicho
el gran Menéndez Pidal, uno de los sabios más verdaderos de Europa,
que el lema de la República debe ser: «Cultura». Cultura porque sólo
a través de ella se pueden resolver los problemas en que hoy se
debate el pueblo lleno de fe, pero falto de luz".
(A PUNTO DE
CUMPLIRSE 80 AÑOS

a falsa democracia da ditadura

“DOE OURO PARA O BEM DO BRASIL”
Na época da ditadura em 64 quando o país havia perdido divisas o governo lançou a campanha na qual os brasileiros davam suas jóias e recebiam em troca alianças de latão e um diploma. Essas doações seriam para fortalecer os cofres, pois segundo os militares que comandavam na época as finanças iam de mal a pior.
Nas praças das grandes cidades, foram colocados garrafões de vidro para que as pessoas depositassem as suas contribuições. Era símbolo de cidadania ter no dedo uma aliança de latão e na sala um diploma atestando que contribuíram para a campanha do governo militar. J.Vidal

Mais de 400 quilos de ouro e cêrca de meio bilhão de cruzeiros foram doados ao Brasil pelo povo paulista e autoridades civis e militares, dentro da campanha, promovida pelos Diários Associados, “Ouro para o bem do Brasil”, como resultados das primeiras 2 semanas de vigília cívica que teve início às 18 horas do último dia 13. A campanha que é o primeiro grande movimento dos “Legionários da Democracia”, foi aberta com a presença do Senador Auro de Moura Andrade, presidente do Congresso Nacional, que recebeu do Sr. Edmundo Monteiro, diretor-presidente dos Associados paulistas, a chave do cofre em que seriam colocados o ouro e doações em dinheiro, para entregá-las, posteriormente, ao Presidente Humberto de Alencar Castello Branco.
Inúmeras personalidades do Govêrno Federal compareceram ao saguão dos Diários Associados, durante a vigília cívica de 72 horas, para emprestar o seu apoio e fazer suas doações para a campanha do ouro. O Ministro do Trabalho, Sr. Arnaldo Sussekind, representante do General Amaury Kruel e diversas outras autoridades prestigiaram o movimento dos “Legionários da Democracia”. O Governador Adhemar de Barros doou, de livre e espontânea vontade, os seus vencimentos do mês de abril, num montante de 400 mil cruzeiros.
Mais de 100 mil pessoas fizeram doações, que foram desde as mais modestas, até cheques de 10 milhões, dados por firmas, carros fornecidos pela indústria automobilística e inúmeras outras doações de grande monta.
Os populares que doaram objetos de ouro de uso pessoal, tais como alianças, anéis e outros, receberam em troca uma aliança de metal, com os dizeres: “Legionários da Democracia”.
A campanha deverá seguir, agora, depois da vigília que contou com os dois canais de televisão associados, em transmissão contínua, em ritmo normal na Capital, até o dia 9 de julho, quando começará a peregrinação pelo interior do Estado.Fonte: O Cruzeiro - 13 de junho de 1964

Ótimo final de semana!
Abraços do camarada de sempre,
J.Vidal

MILITARES DISFARÇADOS DE CIVIS MASSACRAM O POVO EGÍPCIO NAS RUAS

MILITARES DISFARÇADOS EM CIVIS MASSACRAM O POVO EGÍPCIO NAS RUAS
Laerte Braga


É uma farsa a neutralidade dos militares egípcios. A ponderável parcela corrompida pelo governo de Hosni Mubarak e atendendo aos interesses de Washington está nas ruas massacrando civis que protestam contra a ditadura. Há um bloqueio sistemático dos meios de comunicação e mesmo canais nos EUA e na Europa ou em países como o Brasil escondem a real dimensão da tragédia.

Há mais de 500 mortos e três mil feridos.

O presidente branco (disfarçado de negro) Barack Obama está procurando ganhar tempo e evitar a queda de Mubarak, ou mudanças mais acentuadas no Egito e para isso conta com apoio de seus aliados na região, o governo nazi/sionista de Israel.

As declarações do primeiro-ministro inglês, Cameron, que as “políticas de integração de culturas diferentes fracassou na Europa”, reflete a discriminação contra o povo árabe em particular os muçulmanos.

Foram feitas diante dos principais líderes europeus em Berlim e fazem parte do plano geral que sustenta a ditadura no Egito, na Jordânia, na Arábia Saudita, no Iêmen, na Argélia e garantem o petróleo.

As preocupações de Obama com o povo egípcio são falsas, parte do jogo político cínico e imperialista dos EUA. Nos bastidores o presidente dos EUA negocia uma “transição segura” para manter intacto o aparelho repressor naquele país e dessa maneira garantidos os “negócios” dos EUA.

Há um clima de terror no Cairo e nas maiores cidades do Egito. O aparelho repressivo do governo Mubarak funciona a todo vapor e de forma cruel e sangrenta. Ao contrário, a Fraternidade Muçulmana, principal grupo islâmico de oposição, tem procurado manter o caráter pacífico das manifestações.

Não há exagero em dizer que há um banho de sangue no Egito. Militares leais a Mubarak e a Washington, orientados inclusive por agentes da MOSSAD – ato de traição – agem impunemente a mando do ditador.

A repressão a jornalistas egípcios e estrangeiros é de tal ordem que boa parte começa a encontrar dificuldades agudas para veicular simples noticiários em torno dos acontecimentos, circular dentro do país. Há jornalistas presos. Os estrangeiros são aconselhados a deixar o país depois de intimidados e os egípcios simplesmente torturados e assassinados pelos militares e policiais.

A brutalidade dessas forças repressivas supera o que se possa imaginar e tenta de todas as formas garantir o governo corrupto e ditatorial de Hosni Mubarak, o principal aliado dos norte-americanos no mundo árabe.

Não existe no Corão uma só palavra que incite à violência ou ao ódio, mas tão somente à resistência aos povos bárbaros, chamados de infiéis.

Quando os muçulmanos deixaram a parte que ocupavam da Europa os templos cristãos estavam intactos. Quando os cristãos deixaram o mundo muçulmano toda a cultura tinha sido destruída.

A explosão num gasoduto que abastece a Jordânia e Israel é uma reação natural e lógica tal a intransigência e a estupidez do regime em aceitar seu fim. É um sinal que o Egito poderá se transformar no palco de uma guerra civil a curto prazo, já que alguns setores das forças armadas se mostram sensíveis aos protestos populares. Oficiais considerados “suspeitos” estão detidos em quartéis ou em prisão domiciliar.

Toda a boçalidade ditatorial foi liberada por um tirano sem entranhas, Hosni Mubarak, contra o povo egípcio. Homens, mulheres, jovens e idosos estão sendo massacrados em cada canto do país onde pontifique uma só ação de protesto.

A radicalização do conflito só interessa aos EUA e ao governo de Israel (milhares de israelenses têm protestado contra o governo nazi/sionista do país) e pode servir de pretexto para uma futura ocupação de áreas consideradas estratégicas nos países árabes em processo de levante contra seus governos ditatoriais, como está acontecendo no Egito.

As declarações do primeiro-ministro inglês (comandado por controle remoto em Washington) são sintomáticas.

É preciso revelar ao mundo a real dimensão dos fatos que estão acontecendo no Egito, a barbárie contra um povo que exige apenas que um ditador corrupto sai do governo e eleições livres e gerais sejam realizadas de imediato.

Nem Mubarak, nem Obama, nem Israel, nem a maioria dos militares egípcios têm compromisso com o Egito e seu povo, mas tão somente com “negócios” e para isso não hesitam em promover o massacre que acontece longe dos olhos do mundo pela censura que impede a jornalistas de trabalhar livremente no país e pela autocensura da mídia podre e privada em países ocidentais, o Brasil inclusive.

O povo árabe precisa da solidariedade de todo o mundo para enfrentar EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A e seus tentáculos.

Grupos muçulmanos advertiram que a “paciência está se esgotando e as nações do ocidente não se mostram preocupadas com a dor e o sofrimento dos egípcios, mas apenas com seus interesses.”

A luta do povo egípcio é a luta dos povos latinos.

As sombras e trevas não chegam do Islã, mas do terrorismo capitalista.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

antifa recopilatorio de videos de disturbios (emule)



http://www.youtube.com/watch?v=XkHoy83rDeY


Um exemplo para o mundo:

ISRAEL ,ESTADOS UNIDOS O EGITO NÃO LHE PERTENCE MAIS!!!!

O POVO DIZ , mesmo com sangue vai as ruas em busca de Paz e liberdade. Vi!!! o Povo que participa e muda sua história. brasileiros, avante!

Enviado por Giovanni Christi

ENFIM, O IMPEACHMENT A LULA

ENFIM, O IMPEACHMENT A LULA
Raul Longo
 
 
Auspiciosos deuses e deusas de minha predileção garantem que Lula não morrerá tão cedo. Ainda há muito a fazer e não lhe querem em descanso.
Mas se morresse, Lula seria o primeiro impeachment post-mortem da história da humanidade, tal o rancor dos néscios e incapazes meramente munidos de preconceitos. Não viram o programinha obrigatório do FHC?
Alguma proposta de expandir mais as conquistas sociais do governo Lula? Alguma sugestão de onde aplicar os recursos econômicos resgatados do Brasil deficitário e multiplicados pelo governo Lula? Ao menos uma ideia de aproveitamento da imagem externa do Brasil que evoluiu da mais desqualificada a uma das mais importantes identidades nacionais do mundo?
Não. Nada! Aliás, como já era de se esperar e reafirmando o invariável estilo pessoal e corporativo, mais uma vez o professor não vem a público para propor outra coisa que não seja o impeachment de Lula que sequer presidente  não mais é. Apenas um cidadão de São Bernardo do Campo.
Se os vizinhos do FHC ainda o tivessem em algum crédito e nele reconhecessem alguma liderança, Higienópolis varreria São Bernardo do mapa e São Paulo teria apenas o ACD. Sem o B. Ou por B se subentenderia crianças deformadas por explosão atômica.
Mas esse ódio, essa sede e baba de vingança, não é uma exclusividade do FHC. Há outros que jamais perdoarão Lula pela indústria brasileira bater recordes de produção do último quarto de século, a despeito da maior crise internacional dos últimos 90 anos, da concorrência da China e da manutenção da soberania brasileira sem abjeção subserviente aos desígnios imperialistas da Europa ou Estados Unidos.
Ah, não! Como os tantos títulos acadêmicos haverão de perdoar um operário, não mais que torneiro mecânico, que se mete a resgatar metade da população historicamente miserável, elevando um salário mínimo tradicionalmente abaixo do mínimo necessário para a sobrevivência?
Depois de promover crônico surto de desemprego, como aceitar a criação da maior oferta de empregos em todas as áreas, inclusive especializadas, de que já se teve notícia na história?!!!!
Só mesmo com impeachment! Não importa se já não é Presidente! Não importa se praticamente a totalidade do eleitorado ainda o tem como o melhor Presidente da história do Brasil! Não importa se o mundo o reconhece como o mais popular Presidente de todos os tempos, em qualquer hemisfério!
Importante, agora, é se conseguir aquele impeachment tão especulado, tão ardorosamente desejado, tão cooperativamente arquitetado, trabalhado, insistido. Um imenso esforço através de alianças corruptas e compra de testemunhos de secretárias, canastrões, chantagistas, rufiões, politiqueiros, laranjas, policiais, integrantes do crime organizado e ladrões de galinha; mesclados aos tradicionais e experientes mentirosos e estafadores da política, da mídia e demais poderes.
Há quem se pergunte: “Mas... e se o Lula ganhar o Prêmio Nobel?”
Ora! E daí? Tanto faz se ganhe ou não! Nem é preciso que ganhe, pois só o fato de ser indicado já seria grande motivo se motivos maiores não houvesse para justificar aos néscios e incapazes, o tão ardente desejo de dar um impeachment no Lula.
Sim, claro! A qualquer outro, o fato de ser o primeiro presidente, quiçá o primeiro político brasileiro a ser indicado ao Nobel, certamente o mais cotado ao principal prêmio internacional; então se teria de considerar a vergonhosa repercussão mundial de tal decisão; pois seria como a Academia Brasileira de Letras expurgar a memória de Machado de Assis e em seus portais promover a queima de exemplares das obras do Mestre. O Santos Futebol Clube ou a CBF proibir a aproximação de Pelé a menos de 500 metros de suas dependências.
Mas o Lula? Luís Ignácio Lula da Silva? O torneiro mecânico?
A qualquer outro presidente da república que, por ventura, algum dia venha a merecer a mesma distinção de ser indicado ao Nobel da Paz, qualquer intenção de revogar uma sua decisão, por certo será motivo suficiente de se revogar o cargo do revogante. Mas no caso pouco importa se a mais importante corporação capitalista internacional o tem como Estadista Global, apesar de ser, reconhecida e assumidamente, socialista. Talvez o único socialista tão homenageado e elogiado por todos os estadistas e instituições das mais diversas linhas de esquerda ou direita.
Quê importa é um consenso mundial? Pouco importa se os mais tradicionais e destacados veículos de imprensa dos principais países do mundo o tenham homenageado como nunca antes alguma das lideranças políticas do planeta o foram.
Quê interessa se nunca outro brasileiro foi tão distinguido?
Importante é, enfim, se conseguir o impeachment do Lula, nem que seja para atender aos caprichos de um dirigente execrado pelo próprio povo, ridicularizado em todos os países e por toda a civilização como proxeneta, pedófilo, desqualificado para o cargo e mafioso.
Ou nem isso interessa.
Na verdade, entre Cezar Peluso e Cesare Battisti pouco se dá como cada um passará a história e à qual será o pejo por vergonhosa memória. Não interessa sequer a vergonha de todos os brasileiros perante o mundo ou o julgamento da justiça brasileira pela comunidade internacional.
Importante é, enfim, cavarem um impeachment ao Lula!
           
 
 
Raul Longo
ellibrepensador
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VIERNES 4 DE FEBRERO DE 2011

Lina Ron: Si Chávez pierde las elecciones habrá plomo

Lina Ron. Foto archivo

ND.- En respuesta a la pregunta sobre “¿Qué haría si Chávez pierde las elecciones?, Lina Ron respondió: "Combate, plomo.” Es parte de una entrevista que aparece publicada este viernes en el semanario Quinto Día, y realizada por la periodista Sebastiana Barráez.

Justifica Ron su respuesta porque “si perdemos las elecciones (...) habría tortura, allanamientos, muertes, persecuciones, revueltas populares en todos lados que no las van a poder reprimir con policías porque este país es mayoritariamente chavista. No existe posibilidad alguna de que Chávez pierda las elecciones a menos que nos hagan trampa."

Cuando Barraéz le pregunta sorprendida "¿Trampa? Si las instituciones están controladas por el chavismo", Ron ripostó: "(...) No digo que Tibisay Lucena o Luisa Estela Morales o Luisa Ortega Díaz, pero ellas no pueden revisar resquicio a resquicio del CNE, del TSJ o de la Fiscalía. Desde allí, nos pueden montar la cuestión, acompañados de diputados de la Asamblea Nacional que puedan saltar la talaquera."

Considera que puede "decir mil nombres" relacionados con la corrupción dentro del PSUV, pero agrega: "tengo una ley de vida, 'yo delatora y sapa, jamás".

Cuando la periodista de Quinto Día le pregunta por el llamado al diálogo que hizo el presidente Hugo Chávez durante la presentación de su Memoria y Cuenta 2010, Lina Ron le corrigió: "No. Mi comandante dijo debate, pero hay que poner los puntos claros sobre las íes., él les aclaró que aquí con ellos si respetan, se les respetaba."

Y continuó: "Soy una humilde combatiente, no soy nadie, soy más leal que un perro (...) pero cuando hay sangre, hay que medir muy bien las cosas."

Considera Ron que sí existe el chavismo sin Chávez pero que "jamás" se puede considerar a Diosdado Cabello como el líder de ese movimiento. "Diosdado Cabello es el hombre más calumniado de este país, aparte de Lina Ron y por supuesto, de Hugo Chávez. Diosdado es el más leal que tiene Hugo Chávez, el más humilde, el mejor amigo. Quien acusa a Diosdado son quienes están metidos en el chavimos sin Chávez. Quien tiene la suerte de cruzarse con Diosdado se consiguió con el amor de su vida."

Globovisión, VTV y el "moustro" de Mario Silva

Un tema reiterativo de la dirigente chavista es Globovisión. "Mi gobierno ha sido lerdo y hasta alcahuete con Globovisión, que mientras esté en el aire, vamos a tener problemas." También rechaza que la justicia en Venezuela sea "discrecional" y toma como ejemplo al canal de la Florida: "A quien deberían aplicarle todo el peso de la Ley y no se la aplican por ejemplo, a Globovisión."

Pero cuando Barráez le preguntó sobre Venezolana de Televisión ("la caja de resonancia del gobierno"), Ron asiente pero agrega: "Sí, pero yo soy del partido de gobierno y le voy a lo mío."

Sobre el conductor de La Hojilla, Mario Silva, Ron asegura que antes eran amigos, pero que "de repente cambió y se convirtió en el hombre más soberbio del mundo (...) recuerdo cuando le dijo asesino a Valentín Santana. ¿Quién es él para decir eso? (...) Creíamos que su único trabajo era ser comunicador y después nos dimos cuenta que habíamos creado un moustro."

Publicado por . en 12:56
Etiquetas: Lina Ron, Mario Silva, politica, Venezuela

Enviada por Claudia Alejandra Vivares

COMENTÁRIO DE MÍLTON TEMER SOBRE ITAMARATY/DILMA E A CRISE NO EGITO

Dilma "enfrenta" Eduardo Cunha, mas entrega Furnas a Sarney. Endurece no salário mínimo mas faz a política de juros para os banqueiros. Itamaraty "discreto" que a direita gosta espera o Depto de Estado americano para se definir no Egito.E a mídia conservadora que odiava Lula por preconceito,embora aplaudisse o modelo econômico,se derrama em loas à "Presidenta". Quem estará mudando de lado?

EGITO - O DILEMA DO CONGLOMERADO EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A

EGITO – O DILEMA DO CONGLOMERADO EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A


Laerte Braga


Norberto Bobbio, o célebre cientista político italiano, em seu DICIONÁRIO DE POLÍTICA (Editora UnB, 2002) afirma que o “estado contemporâneo” define as chamadas “liberdades fundamentais”, como “tutela das liberdades burguesas. Liberdade pessoal, política e econômica”. Na visão de Bobbio esse conceito forma “um dique contra a intervenção do Estado”.

Por outro lado, segundo o mesmo Bobbio, “direitos sociais representam o direito de participação no poder político e na distribuição da riqueza social produzida. A forma do Estado oscila, assim, entre a liberdade e a participação”.

É a visão de um cientista (colaboraram na obra Nicola Matteucci e GianFranco Pasquinho) que freqüentou o espectro político da direita em seu país, a Itália. O que Bobbio chama de “direitos sociais”, na visão dele, incorpora-se ao que define como “Estado Contemporâneo”.

O ex-presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt, num dos mais célebres discursos que pronunciou (Roosevelt foi eleito em quatro pleitos sucessivos e só após sua morte a lei nos EUA foi modificada permitindo apenas uma reeleição) fala dos direitos fundamentais para que se possa construir a nação de forma justa para todos os seus. Educação, saúde, moradia, emprego, segurança, cita a expressão dignidade referindo-se ao ser humano. Os EUA, Roosevelt foi eleito a primeira vez em 1932 e os norte-americanos ainda juntavam o que pode ser salvo dos escombros da crise de 1929.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, subscrita entre outros pelo Brasil, EUA, assegura os direitos básicos das pessoas.

Não há exagero e nem é uma expressão de linguagem referir-se aos EUA e a Israel como conglomerados terroristas. Um general norte-americano, escapa-me o nome, fala que “terrorista é quem perde”.

O mundo neoliberal é o fim do conceito de nação. Povo, território, língua, tradições, soberania e governo, em linhas gerais. O deus mercado introduziu o mundo dos conglomerados. Das grandes empresas, do terrorismo que se vê em Guantánamo, na farsa das armas químicas e biológicas no Iraque (para justificar o controle do petróleo).

Essa forma de ver o mundo pode ser entendida na frase de Madeleine Albright, secretária de Estado do governo Clinton, quando respondia a um repórter sobre o custo em vidas do bloqueio imposto ao Iraque por seu país. Duzentas mil crianças mortas à míngua de alimentos, remédios, condições primeiras de vida no geral.

“É o preço que se paga pela democracia”.

Albright enterrou ali outro conceito, o que afirma a democracia como sendo “o governo do povo, pelo povo e para o povo”. E os direitos humanos.

Uma GENERAL MOTORS vale mais que qualquer vida humana, que milhões de vidas humanas. E assim o que Eisenhower, ex-presidente dos EUA e comandante aliado na IIª Grande Guerra, chamou de “complexo militar e industrial”, referindo-se ao que Jânio Quadros, entre nós, chamaria de “forças ocultas (a diferença entre o norte-americano e o brasileiro está só no teor alcoólico).

Foi no rastro dessas constatações que Guy Debort, em A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO (Editora Contraponto, 1997), conclui que há dois séculos se faz a mesma e “apavorante pergunta”. “Como fazer para que os pobres trabalhem quando a ilusão é desenganada e a força se desagrega?”

“Se o mundo pode enfim proclamar-se oficialmente unificado, é porque essa fusão já se realizara na realidade econômico-política do mundo inteiro. Foi também porque a situação à qual universalmente chegou o poder separado era tão grave, que esse mundo sentiu a necessidade de se unificar rapidamente, de participar de um bloco único da mesma organização consensual do mercado mundial, falsificado e garantido pelo espetáculo.”

“E sem dúvida o nosso tempo... prefere a imagem à coisa, a cópia ao original, a representação à realidade, a aparência ao ser... Ele considera que a ilusão é sagrada, e a verdade é profana. E mais: a seus olhos o sagrado aumenta à medida que a verdade decresce e a ilusão cresce, a tal ponto que, para ele, o cúmulo da ilusão fica sendo o cúmulo do sagrado” (Feuerbach, prefácio à segunda edição de A ESSÊNCIA DO CRISTIANISMO).

O espetáculo é cruel, perverso, se sustenta em vários tentáculos, dois dos quais, decisivos. A mídia como fator de alienação, de desconstrução do ser e sua coisificação. Os arsenais nucleares, químicos e biológicos, o poder do terror infundido nas guerras da “democracia”.

“O espetáculo em geral, como inversão concreta da vida, é o movimento autônomo do não vivo” (Debort).

Os egípcios acordaram. Ao cabo de trinta anos de ditadura com todos os ingredientes boçais de uma ditadura, os egípcios, como os tunisianos, os argelinos, os jordanianos, os iemenitas, despertaram.

O povo de Israel começa a despertar do terror do governo nazi/sionista que dirige o país. Mais de vinte mil manifestantes saíram às ruas para protestar contra a decisão do parlamento, de investigar organizações que defendem os direitos humanos. Direitos humanos em Israel excluem os palestinos, muçulmanos de um modo geral, num preconceito que se estende à mentira tornada sagrada de povo eleito. Ungido.

As ditaduras em países como o Egito foram e são sustentadas pelos norte-americanos. Petróleo e o controle do Oriente Médio, estratégico para os interesses da potência/conglomerado terrorista.

Obama não é diferente de Bush e nem é negro. É apenas disfarce.

Nos primeiros momentos da revolta popular contra o ditador Hosni Mubarak a secretária Hilary Clinton falou em “estabilidade na região”. Riscos de mudanças graves com a saída de Mubarak. Num dado momento o “presidente” virou ditador diante do inevitável.

A repressão, não teve como a mídia esconder, alcançou jornalistas estrangeiros e se deu a partir da polícia (sempre) do ditador. Mortos, milhares de feridos, a declaração patética de um sanguinário governante, Mubarak, que “estou farto de poder. Não saio para evitar o caos”.

A crise histérica do primeiro-ministro nazi/sionista de Israel Benjamin Netanyahu tentando vincular o Irã à revolta no Egito, advertindo o mundo para a possibilidade de uma revolução islâmica no Egito. Ora, 90% da população egípicia é formada por mulçumanos e seus partidos políticos foram proscritos pelo ditador de joelhos diante dos EUA e de Israel.

Quem se dedicar a pesquisar o Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, vai encontrar recomendação de Maomé no sentido da paz e da misericórdia, como da necessidade de luta se essa se fizer necessária.

O deputado Kadima Meir Sheetrit, israelense e opositor do terrorismo, disse que a decisão do parlamento de “investigar” organizações de direitos humanos no país “é ofensiva perigosa para o Estado de Israel... e faz do país um dos estados das trevas”.

Hagai Elad, diretor executivo da Associação pelos Direitos Civis afirmou: “Os milhares de pessoas que aqui estão entendem que nossa democracia necessita de proteção contra aqueles que a querem destruir. Somos os porta-vozes de uma voz clara em defesa dos direitos humanos e da democracia e contra o racismo, o macartismo. Continuaremos a lutar pelos valores democráticos, liberdade de expressão, direitos iguais para os cidadãos e fim da ocupação."

O povo de Israel está acordando.

A reação do povo egípcio a um regime ditatorial, submisso a interesses de potência estrangeira (é sempre fácil comprar ditadores, Mubarak não é exceção, até porque é general também cheio de medalhinhas no peito) era previsível.

Não há como manter caladas milhões de vozes submetidas ao terror. Sejam egípcios, sejam israelenses indignados com o genocídio praticado contra palestinos.

O dilema de Obama, seria o de qualquer outro presidente, Obama é igual a Bush na essência, difere no estilo, é como imaginar um Oriente Médio controlado pela vontade popular, ao arrepio da mentira tornada sagrada da “democracia” norte-americana.

A verdade absoluta do mundo dos conglomerados. Bancos, latifundiários e empresários. E a corte burocrática arrastando-se no entorno.

Imposta a ferro e fogo e a um espetáculo aviltante no tentáculo mídia.

A História não se faz num dia. É passo a passo. O capitalismo e o império norte-americano encontraram o clássico beco sem saída. Quanto tempo vai durar a agonia são outros quinhentos.

Mas é a agonia.

O problema no Egito é simples. Fora Mubark, eleições gerais com participação dos partidos muçulmanos. O Egito para os egípcios.

A propósito, a exceção do manifesto temor do embaixador do Brasil no Cairo com a situação dos brasileiros que lá estão (“estamos vivendo um regime sem leis, a polícia não permitiu à embaixada ajudar os brasileiros”), o Itamaraty não disse uma palavra sobre o assunto que não seja algo vazio e sem sentido.

Há um mês e meio atrás não era assim, o Brasil havia deixado de ser coadjuvante, era protagonista.

É o tal pragmatismo econômico do Estado economicista de Dilma Roussef. O risco é sair uma nota conjunta Brasil/EUA, quer dizer, EUA/Brasil.

Itália quer que o STF anule a decisão de um presidente brasileiro!!

Deu na Folha.com: "Itália pede que STF casse decisão pró-Battisti de Lula" ( http://www1.folha.uol.com.br/poder/870284-italia-pede-que-stf-casse-decisao-pro-battisti-de-lula.shtml ).

Em mais uma demonstração de menosprezo pela soberania e pelas instituições brasileiras, a Itália agora entrou com uma ação pedindo ao Supremo Tribunal Federal a anulação da decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que recusou definitivamente o pedido de extradição do escritor Cesare Battisti.

Como bem notou o ministro Marco Aurélio de Mello numa das sessões de julgamento em 2009, a própria admissão da Itália como parte do processo -- e não apenas como requerente da repatriação -- já foi descabida e ultrajante.

Ocorre que, pela lei e pela jurisprudência brasileiras, desde o primeiro momento se evidenciava que a extradição não poderia ser concedida. Mas, dois ministros do STF ideologicamente motivados se propuseram a impor por quaisquer meios o atendimento do pedido italiano, passando como um trator por cima de nossas tradições jurídicas e das atribuições constitucionais de cada Poder.

Na escalada de arbitrariedades cometidas ou inspiradas por Gilmar Mendes e Cezar Peluso, as mais graves foram:

* a manutenção da prisão de Battisti depois que o ministro da Justiça lhe concedeu refúgio humanitário, apenas e tão somente porque o relator-lichador e o presidente-linchador tinham a esperança de reverter a decisão adiante;
* a produção do relatório mais parcial de toda a história do STF, com as principais alegações da defesa sendo tendenciosamente ignoradas, inclusive as evidências de que Battisti fora condenado à revelia (pois representado por advogados que com ele tinham conflito de interesses, munidos de procurações forjadas), de que o serviço secreto italiano tramou seu assassinato no exterior e de que é falsa a promessa do Governo Berlusconi de adequar a sentença italiana ao máximo permitido pelas leis brasileiras em casos de extradição (30 anos), pois inexiste dispositivo legal que lhe permita alterar uma decisão final do Judiciário de lá;
* a revogação, na prática, da Lei do Refúgio, usurpando as prerrogativas de legislar (do Congresso Nacional) e de decidir refúgio (do ministro da Justiça);
* novo desacato a decisão de outro Poder, quando o presidente Lula liquidou de vez a questão, com pleno direito (reconhecido pelo próprio STF) de o fazer.

Cesare Battisti é prisioneiro político no Brasil há quase quatro anos.

Pior: não há a mais remota justificativa jurídica para sua permanência no cárcere desde o último dia 31 de dezembro.

Nas últimas cinco semanas ele está submetido a prisão ilegal por ordem e a mando de Peluso, cuja atitude comporta uma única explicação, dada pelo maior jurista brasileiro vivo, Dalmo de Abreu Dallari: sua "vocação arbitrária".

Então, foram ainda brandos os advogados de Battisti, que acabam de acusar Peluso de "constrangimento ilegal", por recusar-se a "executar ato formal de sua competência". O termo correto é sequestro.

Ele especula agora com a hipótese de conseguir que o STF revogue uma decisão presidencial consistente e incontestável, submetendo o Executivo a uma tutela togada que detonaria o equilíbrio de Poderes e colocaria o Brasil no caminho da turbulência institucional e do golpismo.

As informações de bastidores de que disponho, todas as avaliações embasadas que ouço e minha própria sensibilidade coincidem no sentido de que Peluso e Mendes não serão acompanhados pelos demais ministros do Supremo nessa aventura de gravíssimas consequências.

Mas, ficando comprovado que ministros da mais alta corte do País trocaram as fronteiras nacionais pelas ideológicas, atentando contra as instituições brasileiras para promover interesses estrangeiros afinados com suas devoções políticas, será o caso de, adiante, pensar-se seriamente no seu impeachment.

Em nome da dignidade nacional.




Por Celso Lungaretti

ITÁLIA QUER QUE O STF ANULE A DECISÃO DE UM PRESIDENTE BRASILEIRO!!!


Em mais uma demonstração de menosprezo pela soberania e pelas instituições brasileiras, a Itália agora entrou com uma ação pedindo ao Supremo Tribunal Federal a anulação da decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que recusou definitivamente o pedido de extradição do escritor Cesare Battisti.

Como bem notou o ministro Marco Aurélio de Mello numa das sessões de julgamento em 2009, a própria admissão da Itália como parte do processo -- e não apenas como requerente da repatriação -- já foi descabida e ultrajante.

Ocorre que, pela lei e pela jurisprudência brasileiras, desde o primeiro momento se evidenciava que a extradição não poderia ser concedida. Mas, dois ministros do STF ideologicamente motivados se propuseram a impor por quaisquer meios o atendimento do pedido italiano, passando como um trator por cima de nossas tradições jurídicas e das atribuições constitucionais de cada Poder. 

Na escalada de arbitrariedades cometidas ou inspiradas por Gilmar Mendes e Cezar Peluso, as mais graves foram:
  • a manutenção da prisão de Battisti depois que o ministro da Justiça lhe concedeu refúgio humanitário, apenas e tão somente porque o relator-lichador e o presidente-linchador tinham a esperança de reverter a decisão adiante;
  • a produção do relatório mais parcial de toda a história do STF, com as  principais alegações da defesa sendo tendenciosamente ignoradas, inclusive as evidências de que Battisti fora condenado à revelia (pois representado por advogados que com ele tinham conflito de interesses, munidos de procurações forjadas), de que o serviço secreto italiano tramou seu assassinato no exterior e de que é falsa a promessa do Governo Berlusconi de adequar a sentença italiana ao máximo permitido pelas leis brasileiras em casos de extradição (30 anos), pois inexiste dispositivo legal que lhe permita alterar uma decisão final do Judiciário de lá;
  • a revogação, na prática, da Lei do Refúgio, usurpando as prerrogativas de legislar (do Congresso Nacional) e de decidir refúgio (do ministro da Justiça);
  • novo desacato a decisão de outro Poder, quando o presidente Lula liquidou de vez a questão, com pleno direito (reconhecido pelo próprio STF) de o fazer.
Cesare Battisti é prisioneiro político no Brasil há quase quatro anos.

Pior: não há a mais remota justificativa jurídica para sua permanência no cárcere desde o último dia 31 de dezembro.

Nas últimas cinco semanas ele está submetido a prisão ilegal por ordem e a mando de Peluso, cuja atitude comporta uma única explicação, dada pelo maior jurista brasileiro vivo, Dalmo de Abreu Dallari: sua "vocação arbitrária".

Então, foram ainda brandos os advogados de Battisti, que acabam de acusar Peluso de "constrangimento ilegal", por recusar-se a "executar ato formal de sua competência". O termo correto é sequestro.

Ele especula agora com a hipótese de conseguir que o STF revogue uma decisão presidencial consistente e incontestável, submetendo o Executivo a uma tutela togada que detonaria o equilíbrio de Poderes e colocaria o Brasil no caminho da turbulência institucional e do golpismo.

As informações de bastidores de que disponho, todas as avaliações embasadas que ouço e minha própria sensibilidade coincidem no sentido de que Peluso e Mendes não serão acompanhados pelos demais ministros do Supremo nessa aventura de gravíssimas consequências.

Mas, ficando comprovado que ministros da mais alta corte do País trocaram as fronteiras nacionais pelas ideológicas, atentando contra as instituições brasileiras para promover interesses estrangeiros afinados com suas devoções políticas, será o caso de, adiante,  pensar-se seriamente no seu impeachment.

Em nome da dignidade nacional

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Comunicado do Birô Político do Partido Comunista de Israel : Levante por pão e liberdade

From: "Max Altman"
Comunicado do Birô Político do Partido Comunista de Israel

Levante por pão e liberdade

O protesto em massa de um grande número de desempregados, pobres e lutadores pela democracia e liberdade contra os dirigentes despóticos pro-Estados Unidos dos países árabes, que começou na Tunísia e se alastrou ao Egito, Jordânia, Yemen, Argélia bem como outros países, é um ponto de inflexão crucial no desenvolvimento da região assim como em âmbito internacional.

Apesar das duras medidas adotadas a fim de reprimir a revolta, inclusive o uso de munição de guerra, os manifestantes contra a miséria e a tirania continuam com suas demonstrações e exigem seu direito de viver com dignidade.

Depois de décadas em que os direitos dos trabalhadores e dos desempregados eram pisoteados, e os críticos e opositores eram silenciados, as nações árabes estão aprendendo a se dar conta de seu poder para impactar e mudar a realidade na direção do progresso.

As manifestações espontâneas, engrossadas principalmente por jovens, não estão organizadas de forma centralizada. Estamos sendo testemunhas de um movimento popular que representa um corte transversal dos partidos e correntes políticas, que constitui uma formulação de mensagens em meio à ação.

O Birô Político do Partido Comunista de Israel considera que as posições sustentadas há muitos anos pelo reinado dos centros  capitalistas do mundo, que alega que o mundo árabe só se presta para a tirania e a opressão ou para o fundamentalismo islâmico, foram agora desacreditadas. O movimento popular de massas nos países árabes, que se alimenta da ira das massas contra o aumento dos preços dos alimentos e a escassez de oportunidades de emprego, assim como a falta de direitos civis básicos, se está convertendo em alternativa política concreta.

É difícil calcular no presente momento, onde irá desembocar o movimento de protesto popular nos Estados árabes. Dará lugar em todos os casos à expulsão dos tiranos, como ocorreu na Tunísia? Ou também dará lugar a mudanças substanciais na natureza do regime e suas políticas? Que forças políticas serão capazes de extrair novas energias da insurreição?

Porém é possível agora estimar que estamos assistindo a uma nova fase no desenvolvimento social e político do Oriente Médio, o que leva ao debilitamento dos regímes ditatoriais pró-Washington, que desenvolvem uma política de privatização a serviço das corporações multinacionais e proporcionaram apoio à agressão dos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão.

O Partido Comunista de Israel, a exemplo de todos os lutadores pela democracia e os direitos humanos em todo o mundo, se solidariza com a luta das nações árabes por uma vida decente e pela liberdade. O levante desses povos é uma fonte de alento em nossa luta por defender os trabalhadores e a democracia em Israel, e para combater o racismo, ao mesmo tempo em que exige a igualdade de direitos políticos e sociais para todos.
                


[A rede castorphoto é uma rede independente tem perto de 41.000 correspondentes no Brasil e no exterior.

Carta do Povo Kaiowá e Guarani à Presidenta Dilma Rousseff

Carta do Povo Kaiowá e Guarani à Presidenta Dilma Rousseff

A questão das nossas terras já era para ter sido resolvida há décadas. Mas todos os governos lavaram as mãos e foram deixando a situação se agravar
02/02/2011

Conselho da Aty Guasu Kaiowá Guarani

Que bom que a senhora assumiu a presidência do Brasil. É a primeira mãe que assume essa responsabilidade e poder. Mas nós Guarani Kaiowá queremos lembrar que para nós a primeira mãe é a mãe terra, da qual fazemos parte e que nos sustentou há milhares de anos. Presidenta Dilma, roubaram nossa mãe. A maltrataram, sangraram suas veias, rasgaram sua pele, quebraram seus ossos... rios, peixes, arvores, animais e aves... Tudo foi sacrificado em nome do que chamam de progresso. Para nós isso é destruição, é matança, é crueldade. Sem nossa mãe terra sagrada, nós também estamos morrendo aos poucos. Por isso estamos fazendo esse apelo no começo de seu governo. Devolvam nossas condições de vida que são nossos tekohá, nossos terras tradicionais. Não estamos pedindo nada demais, apenas os nossos direitos que estão nas leis do Brasil e internacionais.
No final do ano passado nossa organização Aty Guasu recebeu um prêmio. Um prêmio de reconhecimento de nossa luta. Agora, estamos repassando esse prêmio para as comunidades do nosso povo. Esperamos que não seja um prêmio de consolação, com o sabor amargo de uma cesta básica, sem a qual hoje não conseguimos sobreviver. O Prêmio de Direitos Humanos para nós significa uma força para continuarmos nossa luta, especialmente na reconquista de nossas terras. Vamos carregar a estatueta para todas as comunidades, para os acampamentos, para os confinamentos, para os refúgios, para as retomadas... Vamos fazer dela o símbolo de nossa luta e de nossos direitos.
Presidente Dilma, a questão das nossas terras já era para ter sido resolvida há décadas. Mas todos os governos lavaram as mãos e foram deixando a situação se agravar. Por último o ex-presidente Lula, prometeu, se comprometeu, mas não resolveu. Reconheceu que ficou com essa dívida para com nosso povo Guarani Kaiowá e passou a solução para suas mãos. E nós não podemos mais esperar. Não nos deixe sofrer e ficar chorando nossos mortos quase todos os dias. Não deixe que nossos filhos continuem enchendo as cadeias ou se suicidem por falta de esperança de futuro. Precisamos nossas terras para começar a resolver a situação que é tão grave que a procuradora Deborah Duprat, considerou que Dourados talvez seja a situação mais grave de uma comunidade indígena no mundo.
Sem as nossas terras sagradas estamos condenados. Sem nossos tekohá, a violência vai aumentar, vamos ficar ainda mais dependentes e fracos. Será que a senhora como mãe e presidente quer que nosso povo vai morrendo à míngua?. Acreditamos que não. Por isso, lhe dirigimos esse apelo exigindo nosso direito.

Conselho da Aty Guasu Kaiowá Guarani
Dourados, 31 janeiro de 2011

E agora 'zé'? : MENSALÃO DO PSDB


Testemunha de mensalão mineiro confirma desvios

27 de janeiro de 2011 | 0h 00
Marcelo Portela, O Estado de S.Paulo
O ex-presidente da Companhia de Saneamento de Minas (Copasa) e ex-prefeito de Belo Horizonte Ruy José Vianna Lage confirmou ontem ao Estado que houve desvio de dinheiro da estatal para o financiamento da campanha de reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB).
Lage é uma das testemunhas arroladas pelo Ministério Público no processo do mensalão mineiro que seriam ouvidas ontem, na primeira audiência de instrução. Entretanto, a audiência foi adiada e remarcada para o dia 24 de fevereiro.
Ruy Lage assumiu que quando era presidente da Copasa recebeu ordem de repassar R$ 1,5 milhão para a agência SMPB, dos empresários Marcos Valério Fernandes de Souza, Cristiano de Melo Paz e Ramon Hollerbach Cardoso.
“Eu sabia que era ilegal, porque a ASA (agência de propaganda) era licitada para fazer a propaganda da Copasa. Me neguei e pedi uma ordem por escrito. Recebi essa ordem do secretário de Comunicação e autorizei o repasse. Mas nunca foi feita nem uma camisa para divulgar a Copasa”, afirmou.





Enviado por Carcerone

Remover sinalização CRISTINA E DILMA: "Transformar o século 21 em século da América Latina"




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02/02/2011
 
"Transformar o século 21 em século da América Latina"
Em sua primeira viagem ao exterior, a presidenta brasileira Dilma Rousseff defendeu, ao lado da presidenta da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, o aprofundamento das relações entre os dois países, condição, segundo ela, para "transformar o século 21 em século da América Latina". Em Buenos Aires, Dilma Rousseff encontrou-se com um grupo de Avós da Praça de Maio. Os governos dos dois países assinaram um plano de ação conjunta para cooperação bilateral com objetivo de massificar o acesso à internet em banda larga até 2015, por meio da melhoria na qualidade de conexão e ampliação da disponibilidade do serviço.
Yara Aquino e Sabrina Craide - Agência Brasil 31/01/2011
Buenos Aires – Ao lado da presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, a presidenta brasileira, Dilma Rousseff, afirmou que fez questão de eleger o país vizinho como destino para a primeira viagem internacional por considerar que Brasil e Argentina são cruciais para transformar “o século 21 em século da América Latina”.

“E estou falando necessariamente em transformar os povos brasileiro e argentino e também os [demais] da América Latina”, disse Dilma hoje (31) em pronunciamento à imprensa, na Casa Rosada, sede do governo argentino.

O crescimento, aliado à inclusão social dos povos dos países latino-americanos, marcou o discurso das presidentas. Dilma disse se sentir em um momento especial na Argentina e afirmou que os dois países vão aprofundar vínculos para construir um mundo melhor na região.

Cristina Kirchner disse, por sua vez, que as duas mandatárias têm em comum a visão de que a inclusão social deve ter protagonismo na condução das políticas de Estado. “Nós duas achamos que o crescimento e a soberania de uma nação devem ter como protagonista a inclusão social. O crescimento econômico só é bom se atingir a todos por meio da educação, da moradia.”

As presidentas reafirmaram a proximidade entre Brasil e Argentina. Cristina Kirchner lembrou o caminho trilhado pelos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Néstor Kirchner (falecido no ano passado) para aprofundar as relações bilaterais. Agora, acrescentou, elas darão continuidade a essas ações.

“Eles constituíram um relacionamento diferente que deu frutos e deve ser aprofundado como falamos na reunião que tivemos a sós. Isso deve significar também o aprofundamento da integração produtiva entre Brasil e Argentina”, afirmou a presidenta argentina. Ao final do discurso, ela ressaltou que a união Brasil e Argentina será ainda maior.

Dilma afirmou que os acordos assinados entre os dois países, durante sua visita a Buenos Aires, reforçam os vínculos já existentes e que a cooperação vai beneficiar o Brasil e a Argentina. “Abrimos um caminho de cooperação para beneficiar as economias argentina e brasileira, a fim de criar uma integração de plataformas produtivas e de construir cada vez mais o bem-estar de nossos países.”

Acordo para massificar acesso à internet
Os governos do Brasil e da Argentina assinaram hoje (31), em Buenos Aires, um plano de ação conjunta para cooperação bilateral com objetivo de massificar o acesso à internet em banda larga até 2015 nos dois países, por meio da melhoria na qualidade de conexão e ampliação da disponibilidade do serviço.

O plano prevê a implantação de dutos para a passagem de cabos e fibra ótica entre os dois países, a integração das estatais de telecomunicações brasileira e argentina (Telebras e Arsat), a associação estratégica na produção de equipamentos e a troca de informações sobre programas e políticas na área industrial que ampliem o acesso a equipamentos.

Os dois países também devem desenvolver em conjunto conteúdos digitais e interativos e trabalhar em parceria para definir mecanismos de financiamento e acesso a crédito para projetos estratégicos na área sejam públicos ou privados.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que integra a comitiva presidencial que está na Argentina, destacou que o acordo garante o desenvolvimento integrado de políticas na área do acesso à internet e a novas tecnologias.

Também foi estabelecida a intenção de criar um Conselho de Alto Nível, que será integrado, do lado brasileiro, pelo Ministério das Comunicações e do lado argentino, pelo Ministério do Planejamento Federal, Investimento Público e Serviços e pela Comissão de Planejamento e Coordenação Estratégica do Plano Nacional de Telecomunicações Argentina Conectada.


  Enviado por Jacob Blinder

CONVERGÊNCIA vs. PROPRIEDADE CRUZADA A quem interessa a confusão?

Enviado por Eugênio e Claudia Cardoso - compas de  Blog 'sujo' RS
 
CONVERGÊNCIA vs. PROPRIEDADE CRUZADA
A quem interessa a confusão?
 
Por Venício A. de Lima em 1/2/2011
A chamada "revolução digital" provocou uma reviravolta no mundo das comunicações. Uma única tecnologia – por exemplo, a fibra ótica – possibilita a transmissão, vale dizer a distribuição para consumidores, tanto de sons como de textos e de imagens. Diluíram-se as fronteiras entre as telecomunicações e a radiodifusão, por exemplo. Além disso, jornalistas multimídia produzem conteúdo noticioso para rádio, jornal, revistas, televisão e portais na internet. Daí porque se fala na "convergência de mídias", expressão que tem por base as mudanças tecnológicas que permitem, por exemplo, que um "consumidor" escute rádio, veja TV, assista filmes, leia jornais e revistas em um único "receptor" – por exemplo, um computador pessoal.
Há, no entanto, uma diferença fundamental: emissoras de rádio e televisão, assim como operadoras de telefonia fixa e móvel, continuam sendo um serviço público, concedido pela União a grupos privados, para exploração sob determinadas condições e por prazo determinado. Os jornais, revistas e portais na internet, apesar de manterem a natureza de serviço público, não dependem de concessões do poder público.
Já a propriedade cruzada é um conceito da economia política do setor. No Brasil, ela tem sido historicamente a base sobre a qual se consolidaram os oligopólios privados de mídia. Um mesmo grupo, no mesmo mercado, controla diferentes mídias – concessões públicas ou não, em níveis local, e/ou regional e/ou nacional. Essa é a história da formação e consolidação, para ficar apenas em dois exemplos, dos dois principais grupos privados brasileiros de comunicações: os Diários Associados e as Organizações Globo.
Acresce à propriedade cruzada – que nunca foi de fato regulamentada no Brasil – a ausência de controle do Estado sobre a formação de redes (networks), tanto de rádio quanto de televisão.
A exceção é o BrasilNo mundo democrático, a propriedade cruzada no mercado de comunicações é sempre controlada. Nos Estados Unidos a Federal Communications Commission (FCC) começou a regulação quando de sua criação em 1934. O Brasil é uma exceção.
Apesar de o parágrafo 5º do artigo 220 da Constituição ser explícito ao consignar que "os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio", não há regulamentação sobre o assunto.
O fato, aliás, é um dos objetos da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) nº 10 [originalmente Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 4475], da lavra do jurista Fábio Konder Comparato, que trata especificamente da "omissão legislativa inconstitucional em regular a proibição de monopólio ou oligopólio dos meios de comunicação social". Lembra a ADO que...
"(...) para ficarmos apenas no terreno abstrato das noções gerais, pode haver um monopólio da produção, da distribuição, do fornecimento, ou da aquisição (monopsônio). Em matéria de oligopólio, então, a variedade das espécies é enorme, distribuindo-se entre os gêneros do controle e do conglomerado, e subdividindo-se em controle direto e indireto, controle de direito e controle de fato, conglomerado contratual (dito consórcio) e participação societária cruzada. E assim por diante. Quem não percebe que, na ausência de lei definidora de cada uma dessas espécies, não apenas os direitos fundamentais dos cidadãos e do povo soberano em seu conjunto, mas também a segurança das próprias empresas de comunicação social, deixam completamente de existir? Em relação a estas, aliás, de que serve dispor a Constituição Federal que a ordem econômica é fundada na livre iniciativa e na garantia da livre concorrência (art. 170), se as empresas privadas de comunicação social não dispõem de parâmetros legais para agir, na esfera administrativa e judicial, contra o monopólio e o oligopólio, eventualmente existentes no setor? [grifo meu; ver, neste Observatório, "Três boas notícias"].Parece claro, portanto, que a concentração da propriedade nas comunicações, fundada na propriedade cruzada, não pode ser justificada pela "convergência de mídias". Propriedade cruzada se refere à oligopolização do mercado, vale dizer, à negação do mercado livre de idéias, tão caro à ideologia liberal. A propriedade cruzada, na prática, significa menos vozes, menos pluralidade, menos diversidade. Um atentado à liberdade de expressão. De fato, uma forma disfarçada de censura.
"Convergência de mídias" se refere a um avanço tecnológico provocado pela digitalização cujas conseqüências, por óbvio, não estão acima da pluralidade, da diversidade e nem da universalidade da liberdade de expressão.
A manchete do EstadãoNesse contexto, e tendo em vista os esclarecimentos já prestados pelo ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, o que resta de intrigante são as razões de fundo da manchete de primeira página do Estado de S.Paulo de quinta-feira (27/1) e da matéria assinada por três jornalistas – um dos quais o diretor de Redação: "Convergência de mídias leva governo a desistir de veto à propriedade cruzada".
Além do Estadão, quem estaria interessado em confundir "convergência de mídias" com propriedade cruzada? E, mais importante: quem estaria interessado em colocar na agenda pública a precária hipótese aventada por um conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), fonte da matéria, como se aquela opinião pudesse constituir uma decisão de governo em matéria que, de fato, é constitucional?
*** PS: Três complementos ao artigo publicado na edição 626 do Observatório, "Barack Obama recua, concentração aumenta":
1. À exceção de um commissioner, a FCC que decidiu sobre a compra da NBCU pela Comcast foi nomeada por Barack Obama. A exceção é Michael J. Coops, cujo mandato está vencido desde 30 de junho de 2010 e que, curiosamente, foi o único que votou contra a decisão;
2. Tanto o CEO da Comcast, Brian Roberts, quanto o CEO da NBCU, Steve Burke, são importantes financiadores de candidatos do Partido Republicano; e
3. Uma das primeiras medidas do comando do novo grupo Comcast/NBCU depois da decisão da FCC foi a confirmação da demissão do comentarista político "liberal" Keith Olbermann, da MSNBC.
--

Paulo Freire, Presente!

Jetro:






Paulo Freire
Eterno Educador

Mais que um revolucionário
Ele, extraordinário pensador,
Foi um sacerdote libertário
Missionário educador

Grande amigo da dialética
Com ética sabia dialogar
No meio da linda eclética
Poetíca cultura popular

Sábio camarada nordestino
Menino pernambucano cidadão
Com seu método de ensino
Deu outro destino a educação

Ele fez com que a utopia
Um dia se tornasse real
Exercício de cidadania:
Pedagogia para o Social

Crítico ferrenho dum estado
Fardado, regime de porão
Acabou expulso, exilado
Desterrado da sua nação

Lá fora foi o mestre querido
Reconhecido por sua ação
Com pedagogia pra oprimido
O seu excluído povão

Paulo Freire companheiro
Verdadeiro mestre educador
Amado em todo estrangeiro
Fez brasileiro ter mais valor

Seu ensino puro, consciente
Consistente alfabetização
Faz a gente ser eternamente
Agente da tranformação

Mestre amigo da natureza
Uma frase sua lembro bem:
"A humildade dá a rara certeza
de que ninguem é superior a ninguém"


Jetro Fagundes
Farinheiro Marajoara

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

HOSNI MUBARAK - ACABOU

HOSNI MUBARAK – ACABOU


Laerte Braga


Mubarak era um dos comandantes da força aérea egípcia na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Os radares do Egito eram fixos e voltados para Israel. Os comandantes, entre eles Mubarak, não foram capazes de perceber a manobra dos militares de Israel. Como os radares não cobriam 360 graus, os aviões israelenses contornaram-nos e destruíram toda a aviação egípcia em terra.

Nos planos do então presidente Gamal Abdel Nasser um ataque aéreo a Israel equilibraria a guerra e permitiria às forças de seu país e da Jordânia ocuparem parte do território inimigo e principalmente toda a cidade de Jerusalém.

Deu tudo errado. Em seis dias as tropas de Israel sob o comando do nazi/sionista Moshe Dayan tomaram inclusive o canal de Suez.

Nasser foi um dos principais líderes do que se conhecia como países do Terceiro Mundo e desenvolvia intensa colaboração política e econômica com a antiga União Soviética. A monumental represa de Assuan foi construída com financiamento e participação direta de técnicos soviéticos.

Tentou de todas as formas unir os governos do Oriente Médio e chegou a criar a REPÚBLICA ÁRABE UNIDA (Egito e Síria) para enfrentar o que pressentiu desde o primeiro momento. O expansionismo israelense.

Foi Nasser que à frente de um movimento militar – era coronel – derrubou a monarquia no país.

Mubarak virou vice-presidente de Anwar El Sadat, sucessor de Nasser (o presidente morreu no exercício do governo). Sadat foi o responsável pela retomada do canal de Suez na guerra do Yom Kyppur e, na euforia da primeira vitória seus generais cometeram erros primários permitindo ao comandante israelense Ariel Sharon cercar as forças egípcias e alcançar um acordo de paz. Se a guerra prosseguisse teriam perdido Suez outra vez.

A entrada em cena dos EUA se deu após Sadat negociar a devolução do Sinai ao Egito e aceitar um acordo de paz com Israel. O presidente rompeu os acordos com a União Soviética, expulsou os técnicos daquela nação e começa aí a história do Egito como aliado dos EUA.

Naquele momento o Egito se obrigava, em troca da devolução do Sinai, a fornecer petróleo a Israel a preços abaixo dos preços de mercado, mesmo não sendo potência petrolífera (reservas de 18 bilhões de barris). Fornece até hoje.

Já num outro momento, no final da década de 50, franceses e ingleses tentaram se contrapor à nacionalização do Canal de Suez e sem o apoio dos EUA (de olho na perspectiva de negócios futuros que acabaram se materializando) saíram do Egito. Naquele momento ingleses e franceses começaram a perceber que não eram mais um império e dependiam, como dependem visceralmente dos EUA (no caso da França, a ascensão de De Gaulle após a queda de René Coty e a fuga do primeiro-ministro de extrema direita George Bidault para o Brasil, a guerra da Argélia, esse país permaneceu durante o período em que foi governado pelo general – Charles Andre Joseph Marie De Gaulle – longe da OTAN – ORGANIZAÇÃO DO TRATADO ATLÂNTICO NORTE).

Sadat foi assassinado por um militar muçulmano durante um desfile em comemoração à recuperação de Suez e do Sinai. O general Anwar El Sadat, logo após o acordo mediado pelos EUA visitou Israel duas vezes e encontrou-se com o primeiro-ministro Menaguem Begin (Einstein e todas as pessoas bem informadas o consideravam terrorista, foi responsável pela explosão de um hotel antes da criação de Israel matando centenas de pessoas).

A vitória na verdade, era outra baita derrota e Hosni Mubarak, o então vice-presidente, em 1971, assume o governo.

A perspectiva de eleições livres e gerais no Egito assustava aos norte-americanos, a Israel e aos donos do poder no pós-Nasser. Em eleições regionais os partidos islâmicos haviam ganho com larga maioria. Por isso Mubarak os tornou proscritos.

O regime de Hosni Mubarak é de barbárie pura e absoluta. De subserviência total aos interesses norte-americanos e colaboração estreita com Israel, inclusive contra palestinos (muitos foram expulsos de campos de refugiados no país, como na Jordânia, outro aliado de Israel).

O descontentamento popular vem de longa data. A revolta na Tunísia serviu para acender o rastilho da indignação dos egípcios contra um governo totalitário, corrupto e que transformou o país numa colônia de interesses dos EUA e de Israel.

Os serviços secretos egípcios trabalham em estreita colaboração com a MOSSAD – organização terrorista que Israel chama de serviço de inteligência –.

Mubarak acabou. Só fica no poder se os militares promoverem um massacre para que isso se torne possível.

O que acontece neste momento no Cairo é uma tentativa de ceder os anéis e salvar os dedos, tudo mediado e dirigido pelos EUA e por Israel, no receio de perder o mais importante aliado na região. Isso poderia significa a curto prazo mudanças na Jordânia (já existem protestos no país), na Arábia Saudita, outros aliados norte-americanos.

O de buscar um governo que pareça restabelecer a democracia, só pareça, mas mantenha intactos os laços com o governo terrorista de Israel.

O grande vencedor dessa encrenca toda é o Irã. A revolução islâmica se sustenta em eleições livres, diretas e ampla participação popular nas questões de governo, a despeito do noticiário contrário da mídia podre e venal do Ocidente.

O longo período de aliança com os EUA transformou o Egito em potência militar quase equivalente a Israel (só não dispõe de armas nucleares como o estado sionista). A idéia de um governo popular que ponha fim à subserviência em relação aos EUA aterroriza Washington. E deixa Tel Aviv de orelhas em pé, temerosos, ambos, que uma espécie de efeito dominó mude a correlação de forças no Oriente Médio.

Não importa que isso não aconteça agora, cedo ou tarde acontecerá.

A luta contra Mubarak diz respeito a todos os povos muçulmanos e do Oriente Médio. O ditador acabou. Milhões de egípcios estão nas ruas exigindo o fim do regime opressivo e colonizado.

E um detalhe sintomático que os EUA estão procurando alternativas confiáveis para suceder Mubarak. A REDE GLOBO, no Brasil, até as 18 horas de segunda-feira e em seus noticiários (no caso do Egito o que for autorizado pelo Departamento de Estado), referia-se a Mubarak como “presidente”. A partir daquele horário virou ditador. É outro sintoma. Foi jogado às feras.

Qualquer que seja a solução que encontrem EUA e Israel sabem que a revolta árabe, do povo muçulmano irá prosseguir. Até que haja uma solução digna para as questões que dizem respeito aos países e povos da região e principalmente para os palestinos. Saqueados, torturados, violados em seus direitos pelo estado terrorista de Israel, parte do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

O maior e mais perigoso conglomerado de violência e barbárie em todo o mundo.

Tony Blair apareceu para falar sobre o assunto e buscar a paz? Claro, é o boy da Casa Branca que afirmou ser indispensável a guerra contra o Iraque para destruir armas químicas e biológicas que não existiam (ele mesmo admitiu isso há meses atrás).

Hosni Mubarak acabou. Não tem mais serventia para seus patrões. Se ficar vai ser por conta da barbárie, o mais lógico, no entanto, é que vá viver num paraíso qualquer cercado de um harém, como acontece com o regime brutal da Arábia Saudita.

Comandante militar de fancaria, medalha por tortura, assassinato a sangue frio, traição, tal e qual qualquer militar em qualquer ditadura, inclusive a que nos escravizou no Brasil de 1964 a 1984. Não foi capaz de perceber a fragilidade do sistema de radares de sua força e nem levantou vôo.

Massacrou seu povo por trinta anos.

APESAR DE VOCÊS, AMANHÃ HÁ DE SER OUTRO DIA... PARA BATTISTI!

O Brasil é maior do que aqueles que brincam com o fogo de uma crise institucional

O Caso Battisti terminou em janeiro de 2009, quando o Governo brasileiro decidiu que havia motivos suficientes para conceder ao escritor italiano o direito de residir e trabalhar em nosso país.

Cumpriu o papel dos governos, que têm os meios e ferramentas para verificar, no exterior, quem persegue objetivos políticos e quem não passa de um bandido em pele de idealista.

O Judiciário não tem esses meios. Acabará se fiando, sempre, na palavra de governos interessados em repatriar pessoas, por motivos justos ou injustos.

Ou seja, a razão de estado tende a invariavelmente prevalecer sobre os direitos individuais, pois os juízes vão se basear nas sentenças condenatórias que têm em mãos e sua propensão é a de acreditarem na decisão tomada por seus congêneres do outro país. Seria a revogação, na prática, do instituto do refúgio.

Aqueles que descartaram até a mera discussão da sentença italiana de Battisti, querendo fazer-nos crer que se tratasse de uma espécie de tábua dos dez mandamentos, foram, curiosamente, os mesmos que contestaram o entendimento cubano de que o célebre Orlando Zapata não passava de um preso comum. Um julgamento fraudado da Itália estaria acima de qualquer suspeita, mas as razões de Cuba eram desconsideradas de pronto.

No entanto, salvo fazendo uma distinção apriorística, ideológica, entre os dois países, um Cezar Peluso da vida, a partir da documentação cubana e aplicando os mesmos critérios que utilizou no Caso Battisti, concluiria necessariamente que Orlando Zapata não passava de um mero delinquente. [Eu sou coerente: desde o primeiro momento reconheci os dois como perseguidos políticos.]

Daí a pertinência da Lei do Refúgio brasileira, cujos procedimentos eram as mesmos dos de outras nações: governos estrangeiros pleiteiam a extradição ao Judiciário, mas, quando o Executivo concede o refúgio, tal pedido fica automaticamente prejudicado e é arquivado.

Pois o Governo brasileiro, sim, poderia inteirar-se das informações que não estão nos autos, concluindo, no hipotético exemplo dado acima, que os dois casos não receberam tratamento isento das autoridades das respectivas nações, configurando, ambos, perseguição política.

CONTORCIONISMO JURÍDICO

Estou falando apenas em tese, pois, entrando nas especificidades do Caso Battisti, salta aos olhos que, além de desinformação, houve tendenciosidade pura e simples.

Pois a sentença da Itália é de uma clareza cristalina, ao condenar Battisti por ações praticadas com o objetivo de subverter o Estado italiano, mediante o enquadramento em lei criada especificamente para combater a contestação armada dos ultras.

Então, o que houve aqui foi um verdadeiro contorcionismo jurídico: a sentença italiana estaria certa quanto à culpabilidade de Battisti em três homicídios e à autoria intelectual num quarto; mas estaria errada ao considerar política a motivação desses quatro assassinatos. Peluzo conseguiu ser mais linchador do que os próprios linchadores italianos...

Como a motivação política excluiria de imediato a possibilidade de extradição, o governo da Itália a requereu com o subterfúgio de mascarar a própria sentença que sua Justiça lavrou.  Me engana que eu gosto.

E o ministro Cezar Peluso ousou, no seu relatório, omitir e não levar em consideração algo  -- o caráter político dos delitos julgados -- que, conforme destacou seu colega Marco Aurélio de Mello, era citado nada menos do que trinta e quatro vezes na  sagrada  sentença italiana...

Por que? Aqui vou usar a liberdade que tenho, como leigo e como escritor, de apontar as motivações escancaradas mas não (passíveis de ser) provadas, de Cezar Peluso:
  • ultraconservador e reacionário convicto, ele gostaria que a contestação política fosse criminalizada de uma forma que não é compatível com nosso atual ordenamento jurídico;
  • então, na tentativa de impor uma derrota exemplar à esquerda, abrindo um precedente para a crucificação de outros contestadores aqui e alhures, ele tratou de mascarar a realidade do Caso Battisti (algo perfeitamente coerente com a "vocação arbitrária" que o grande Dalmo Dallari lhe atribui).
E o fez, p. ex., fingindo ignorar sua óbvia motivação política; utilizando cálculos engenhosos para eludir que a sentença italiana já estava prescrita; e se recusando a verificar (conforme lhe foi pedido pela defesa) se a condenação se deu mesmo à revelia, tendo Cesare sido representado por advogados que utilizaram procurações falsificadas para se passar por seus defensores, enquanto o prejudicavam e favoreciam co-réus.

Desde o início eu denunciei este vezo, primeiramente em Gilmar Mendes, depois em Cezar Peluso: eles queriam contrabandear para o Brasil a rigidez que os EUA e outros países adotaram a partir do atentado contra o WTC, limitando direitos humanos a pretexto de combaterem o  terrorismo.

E, não encontrando respaldo para sua escalada autoritária nem no Executivo nem no Legislativo, tiveram de tentar resolver tudo na esfera do Judiciário, utilizando o Caso Battisti como ariete para arrombar várias portas legais.

Só criaram o caos. Depois de usurparem do ministro da Justiça a prerrogativa de decidir refúgio, detonando lei e jurisprudência, tentaram invadir também as prerrogativas do presidente da República, mas acabaram sendo detidos por um ministro que os apoiava, mas recuou horrorizado ante os descalabros jurídicos que se sucediam, cada um mais grave do que o anterior.

E chegamos à paradoxal situação atual:
  • o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi chamado a decidir de novo o que seu governo já decidira, soberanamente e com pleno direito de o fazer;
  • quando  deu sua palavra final, de forma tecnicamente inatacável, o inacreditável Peluso passou a especular com a possibilidade de convencer os demais ministros do STF a atropelarem a decisão presidencial e o próprio veredicto anterior do Supremo, impondo uma espécie de tutela togada sobre a Presidência da República.
Desde 31 de dezembro estou repetindo: não se pode exigir de um presidente que submeta seus  elementos de convicção  à apreciação do Judiciário, pois ele não só é o condutor das relações internacionais do País, como, exatamente por tal motivo, detém informações sigilosas que embasam seus juízos mas não podem ser reveladas de público, sob pena de causarem tsunamis diplomáticos.

Já pensaram qual seria a reação italiana caso Lula tivesse alegado, p. ex., que Battisti jamais poderia ser entregue a um país cujo serviço secreto andou contatando mercenários para o assassinarem no exterior?!

E, tendo Lula alegado apenas os motivos que podiam ser citados sem causarem danos  reais  (há muita demagogia e alarmismo em circulação...) às relações entre Brasil e Itália, isto agora está dando margem a uma tentativa de questionamento de sua decisão, que, se bem sucedida, causaria terrível prejuízo para um perseguido que já teve seus direitos demasiadamente atingidos em nosso país.

O Caso Battisti, repito, verdadeiramente acabou há dois anos, mas o STF lhe deu sobrevida artificial... para nada.

En passant, foi-se alongando o encarceramento de quem não deveria ter sido sequer detido no Brasil e há quase quatro anos é mantido como nosso único preso político, para imensa vergonha de quantos juramos nunca mais deixar que o País incidisse nos abusos de 1964/85.

Pior: quando Peluso se recusou a libertar Battisti tão logo o ex-presidente Lula rechaçou definitivamente o pedido de extradição italiano,  o sequestro de Battisti se tornou inequívoco. Que outro nome darmos a uma prisão qualificada de ilegal por tantos e tão eminentes juristas?

Não tenho dúvida de que a escalada autoritária será detida no fundamental: a derrota do linchamento togado de Cesare Battisti fará recuarem momentaneamente as forças do obscurantismo, que tentam exumar as práticas autoritárias não só do macartismo à italiana dos anos de chumbo, como das próprias ditaduras latinoamericanas.

É importante, entretanto, que os defensores dos direitos humanos e os cidadãos com espírito de justiça não se desmobilizem após a mais que provável confirmação da decisão de Lula por parte do STF (a despeito de todos os subterfúgios de Peluso & Mendes), continuando a defender os institutos do asilo político e do refúgio humanitário contra a sanha dos caçadores de bruxas.

Inclusive lutando para que, em casos futuros que tramitarem no STF, seja restabelecido o status quo ante, eliminando-se o  samba do crioulo doido  jurídico produzido pela primeira votação do julgamento do Caso Battisti, quando o Supremo resolveu apreciar um refúgio já concedido pelo Governo, ao invés de simplesmente arquivar o pedido de extradição, como sempre fizera.