Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?

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sábado, 22 de janeiro de 2011

Michael Moore em Cuba

Michael Moore em Cuba: "– Enviado usando a Barra de Ferramentas Google"

Att, o ministério da saúde adverte: Emocionante e revelador

LEONEL BRIZOLA: PRESENTE!!


LEONEL BRIZOLA: PRESENTE!!!!!!!!!!!!!!!!! L E O N E L B R I Z O L A
MISSA PELA DATA DE SEU NASCIMENTO OCORRIDA EM 22/01

O MOVIMENTO DE RESISTÊNCIA LEONEL BRIZOLA – MRLB, dissidência do PDT, e o MOVIMENTO NACIONALISTA LEONEL BRIZOLA (Jecy Sarmento, pres.) convidam todos para MISSA em celebração do nascimento de LEONEL BRIZOLA, ocorrido no último dia 22, quando completaria 89 anos, hoje, dia 25, às 12,20 horas, na Igreja Nossa Senhora do Parto, situada à rua Rodrigo Silva, n.7, esquina com rua São José.
Na ocasião, falarão JOÃO OTÁVIO BRIZOLA, VIVALDO BARBOSA, JOSÉ MAURÍC IO, CAÓ, FERNANDO BANDEIRA sobre a presença de BRIZOLA na política brasileira.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O NÓ DOS MÉDICOS FORMADOS EM CUBA



Laerte Braga
Cidadãos do Haiti (país ocupado pelos EUA com forças auxiliares dentre as quais brasileiras) preferem fazer longas filas diante dos hospitais de campanha montados pelos médicos cubanos logo após o terremoto que devastou o país, que enfrentar o risco dos médicos norte-americanos ou brasileiros.

O risco de médicos brasileiros e norte-americanos não diz respeito à competência, falo da barbárie instalada no país, seja pelo terremoto, é anterior a ele, seja pelas forças de ocupação. Não estão nem aí para a epidemia de cólera, o problema é outro, dentre eles, petróleo.

Cuba não integra o esquema decidido pela OEA – Organização dos Estados Americanos – e está lá por pura solidariedade.

Os médicos norte-americanos, todos formados em portentosas universidades, receberam ordens do comando militar dos EUA proibindo-os de recorrer aos cubanos. Se o paciente vai morrer, paciência; é um sacrifício em prol da “democracia”. Para os cubanos é uma vida que deve ser salva. 

Questão de eficiência, a medicina cubana. Questão de propaganda, toda a parafernália tecnológica dos terroristas de Washington.

A cólera e doenças outras varrem o Haiti. Militares norte-americanos e seus apêndices (brasileiros, etc.) entendem que o assunto deva ser tratado a bordoada e o fazem dessa forma.

EUA no Haiti
Todo esse processo “democrático” em favor da “reconstrução” do Haiti pode terminar em Baby Doc - Jean Claude Duvalier - eleito presidente da república. É mais fácil de ser comprado e há reservas significativas de petróleo no Haiti.

Já o povo... Como o próprio povo norte-americano é adereço no mundo neoliberal, gerido por conglomerados, o maior deles o EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

O Brasil discute a partir dos interesses dos grandes grupos que controlam a saúde e se beneficiam do festival de privatizações e terceirizações nos três níveis de governo, se o curso de medicina em Havana, onde estão centenas de jovens latino-americanos, preenche as exigências mínimas que o formando seja um bom médico.

Preenche sim, só não preenche os objetivos dos donos da saúde e seus cofres.

Os médicos formados em Cuba têm sido capaz de mostrar competência e eficiência em campos que médicos de faculdades centenárias dos EUA, ou qualquer outro país, não conseguem mostrar, ou mostram igual.

É preciso entender que um cirurgião do porte de Adib Jatene, por exemplo, é como se fosse um Picasso, ou Van Gogh na matéria. Essa é a exceção e não a regra. E Jatene tem consciência social, é bom que se diga.

Há uma diferença abissal entre o ensino de medicina em Cuba e o ensino de medicina no Brasil, se levarmos em conta o nível das faculdades privadas – em sua esmagadora maioria – a diferença fica insuperável.

Escuela Latinoamericana de Medicina - Cuba

É de formação, começa aí. O médico formado em Cuba, com um currículo que o torna apto a ser médico em qualquer parte do planeta, tem a visão de mundo a partir de políticas públicas de saúde, de saneamento básico. O médico brasileiro, se não for integrante das quadrilhas que dominam o setor, vai carregar uma cruz sem tamanho e sabe que vai trabalhar pelo menos doze horas por dia a troco de um salário de irrisório. Qualquer avanço que queira obter, especialização, pós, mestrado, doutorado, etc., vai depender dele, do esforço dele.

Já vi, e muitos vimos, médicos do setor público desesperados por falta de condições mínimas de trabalho e sabedores que o paciente tal ou qual vai acabar morrendo em decorrência disso. O desespero? A impotência diante do descalabro que é o setor.

A questão das doenças mentais no País, que deveria ter tomado um rumo diverso do atual, desde a aprovação de um projeto de lei que reduziu o internamento (mas mais que isso, marcou a base para políticas públicas de saúde mental), é caótica.

A imensa e esmagadora maioria dos planos de saúde, todos subsidiados com verbas públicas, tem restrições a tratamentos psiquiátricos.   

UNIPAC - Juiz de Fora
A família Andrada (corrupta desde que chegou aqui com a corte portuguesa em navio chapa branca) opera em Minas Gerais uma arapuca chamada UNIPAC – Universidade  Presidente Antonio Carlos.

Tem um curso de medicina na cidade de Juiz de Fora com todas as deficiências possíveis, tanto que não é reconhecido pelo Ministério da Educação, mas “reconhecido” pelo ex-governador Aécio Neves (doublê de político e alucinado).

O reconhecimento ou não do diploma dos médicos formados em Cuba é um debate que se dá exclusivamente por conta dos interesses dos grandes grupos de saúde em não ter a perspectiva de médicos formados com visão de saúde pública.

Do contrário, ao invés de termos aqui a discussão sobre a validade ou não dos diplomas dos médicos formados em Cuba, teríamos outra, uma sobre lobbyists, deputados, senadores, etc.,  defendendo grupos privados de saúde, políticas de privatização e terceirização do setor que simplesmente matam ou abandonam seus associados.

Os alunos que freqüentam a faculdade de medicina em Havana, por exemplo, são deportados se de outros países e expulsos se cubanos, no caso de cola. No Brasil não foram julgados e exercem a medicina médicos que, quando calouros, mataram um companheiro num trote irracional, como quase todo trote. Permanecem impunes.

Brasileiros na ELAM
A carga cubana horária é intensa, os professores têm, de fato, dedicação exclusiva. Os livros são reaproveitados e gratuitos. Uma das exigências para a matrícula é que o aluno  tenha feito o ensino básico em escolas públicas (para os não cubanos). O currículo ensejou um nível na medicina reconhecido em todo o mundo a despeito do imoral bloqueio terrorista dos EUA.

Os alunos dedicam-se exclusivamente ao estudo, recebem moradia, alimentação, tratamento médico e odontológico gratuitos, têm momentos de lazer e prática esportiva e tudo a custo zero.

A diferença é na formação (embora não seja regra geral, mas é quase).

São médicos formados para a medicina popular e não para o capitalismo, o lucro.

Não há quem morra na fila de um SUS em Cuba e sobre esse assunto o cineasta Michael Moore mostra num documentário quais as diferenças entre a medicina cubana, a saúde pública e a estupidez nos EUA.

O que há em relação aos médicos cubanos é discriminação.

O Brasil é um país onde a mídia é podre. Mídia privada, corrupta e dominada pelos grandes grupos. A informação tem dois objetivos. Desinformar e alienar.

Pouco ou nada se fala da ação dos médicos cubanos no Haiti.

Ou qualquer avanço relacionado à medicina que aconteça em Cuba. Deixam sempre uma dúvida, deliberada, planejada.

O brasileiro, por exemplo, não tem a menor idéia – a esmagadora maioria – que os planos de saúde são subsidiados por verbas públicas da saúde num dos grandes “negócios” para enriquecer uns poucos.

O ideal, ao invés da discussão sobre o valor ou não dos diplomas cubanos seria um teste.

Por exemplo. Entregar duas cidades brasileiras de porte médio a um grupo de médicos formados em Cuba (uma das cidades) e a outra a grupos privados de medicina brasileiros.

Médico por médico não haveria diferença alguma (exceto se prevalecer a bandalheira e os médicos formados pelos Andradas aparecerem, não conhecem nem esparadrapo). Andradas e outras faculdades privadas.

No quesito saúde pública, não tenho dúvidas, os cubanos dariam banho, como dão. E pelo mundo inteiro.

Medicina pública envolve todas as especialidades e políticas públicas de saúde voltadas para todas as pessoas.

Onde existe medicina preventiva no Brasil exceto nos comerciais de governos dos estados ou dos municípios?

Roseana Sarney
A preocupação de Roseana Sarney, por exemplo, é com contas e empresas no exterior. Dinheiro roubado ao povo do Maranhão e, lógico, boa parte da Saúde.
  
E aí fica difícil dizer que o ensino da medicina em Cuba é deficiente em relação ao Brasil.

A tal “deficiência” são os “negócios”. 

Ou o índice de mortalidade infantil mais baixo do mundo, informação da ONU – Organização das Nações Unidas.

A Bolívia mantém centenas de médicos cubanos em seu país para implantar políticas públicas de saúde. O modelo cubano como preferem dizer alguns. Quando Evo Morales – Presidente da Bolívia – fala:“dizem que somos pobres, mas não somos pobres não, somos indígenas”, está mostrando de forma linear, clara, que os valores reais que contam na vida prevalecem ali, ao contrário dos valores de qualquer pilantra da área de saúde em governos brasileiros (qualquer nível), louco atrás de um contrato de terceirização.

E ainda mais agora com o megalomaníaco ex-secretário de saúde de Minas, Marcus Pestana, deputado federal. Se deixar por conta de gente assim privatiza-se o próprio paciente.

Que tal um debate franco sobre as faculdades de medicina privadas no Brasil? Os subsídios a planos de saúde? Os crimes cometidos por planos de saúde ao negar-se ao cumprimento da lei?

O debate sobre se os médicos cubanos têm formação acadêmica à altura dos brasileiros é pretexto para encobrir a transformação do setor num grande “negócio”.

O médico brasileiro, o médico comum, aquele que batalha o dia-a-dia, ao contrário dos “donos dos negócios”, paga, cá na ponta, o preço da ineficiência perversa, portanto deliberada, do modelo brasileiro de Saúde.

Sei de médicos que em postos de saúde públicos mandaram comprar uma simples aspirina com dinheiro do próprio bolso e ainda foram criticados e advertidos por isso.

O debate é esse. Médicos brasileiros submetidos a regime de semi-escravidão nos plantões dos grandes hospitais privados e um sem número respondendo a processos por “erros médicos”, pois a corda sempre arrebenta do lado mais fraco.

O problema é esse, não é se os médicos cubanos estão ou não aptos a exercer medicina com formação adequada e correta. Estão sim, em qualquer lugar.  

É difícil explicar ou sustentar que médicos que obtém resultados ótimos, num conjunto de políticas públicas, como obtêm os cubanos, repito; os índices mais baixos do mundo em mortalidade infantil, o êxito no tratamento da cólera no Haiti, não tenham formação devida para o exercício da medicina aqui.

É tapar o sol com a peneira, é diagnosticar gravidez como “barriga-d’água”.  

Medicina dos "Lobbyists"
O nó é aí, não é no diploma dos médicos formados em Cuba.

Lobbyists, deputados, senadores, mídia privada corrupta atiram para um lado tentando desviar o foco real do assunto e levando as pessoas a pensarem como se fosse a realidade delas os grandes “negócios” que os donos realizam.

Quando José Serra era ministro da Saúde cismou de realizar um mutirão de saúde, operar milhares de pessoas em todo o Brasil durante determinado número de dias e foram os médicos cá da ponta, os do plantão, os do dia a dia nos postos de saúde, que disseram “não” a essa proposta de genocídio. Os donos dos hospitais, das grandes clínicas, sorriram de uma ponta a outra da boca.

O diploma de médicos cubanos e sua validade ou convalidação no Brasil é pretexto para esconder perversidade e corrupção.

Só isso, mais nada, o resto nem detalhe é.

Enquete: Protogenes quer saber: "LEVANTA Ó VÍTIMAS DA FOME..." JSF

O Sistema da quadrilha do banqueiro bandido, usa a mídia inidônea, liderada por um tal de Marcio Chaveco travestido de jornalista, para dar continuidade a perseguição e tentar a perda do mandato que nos foi concedido pelo povo trabalhador e honesto. A dificuldade é que eles são ladrões da República e temem a nossa ação anticorrupção no Congresso Nacional. Vcs são a favor da punição daqueles que fabricam escândalos ?

Protógenes Queiroz    São mais de 1.000 vítimas fatais no Estado do Rio Janeiro, outras tantas em São Paulo e Santa Catarina, ocorridas por tragédias da natureza em que os políticos e administradores das cidades entendem tb que são vítimas. Nesse jogo de repassar as responsabilidades estamos cheio! Vcs entendem que devemos instaurar uma CPI na Câmara dos Deputados, para apurar responsabilidades dos governantes nas cidades das tragédias.
 
 
 

Pre debate- Participe do DEBATE da PL que limitará o trabalho de médicos brasileiros formados em Cuba.


Debate Medicina Humanizada, alternativa – Diploma Médicos brasileiros formados em Cuba:
O Inicio d o debate postagem na integra do tópico Medicina Humanizada ( Quero antes de mais nada falar que o Lelo Coimbra, se portou solidário a debater e não fugiu de resposta em momento algum, coisa dificílima hoje) e ainda colaborou para validar o grupo da sociedade Civil no ES, que abriu este espaço após anos sem ter voz no estado cito. Abaixo reprodução:
Da comunidade Consciência Política e Social ( criada para que a sociedade espírito-santense) , movimentos sociais, culturais e sindicais, junto  a representantes com mandato ou que tiveram, debate e construa um NOVO ES http://www.facebook.com/home.php?sk=group_186635068020702#!/home.php?sk=group_191570107524828&id=194672543881251&notif_t=like
Fernanda Tardin  há 20 anos Vitória foi referencia mundial em Saúde. Eu mesma atestei, preferindo vacinar meu filho ( hoje com 18 anos) em PS que em clinica particular ( apesar do plano de saúde dele cobrir todas as despesas).
Patch Adans descreve a tese que "saúde se previne, saúde não se trata". Olhando por este lado e seguindo a tese, Patch Adans (e estatísticas da saúde municipal da época mostra , uma redução de gastos governamentais com a prevenção da saúde ...é consideravelmente importante ao menos para ser comentada. Sem contar que a humanização, médicos de família, agentes (que cumprem uma programação) de saúde tb. são responsáveis por uma redução em transtornos sociais grandes: Prevenção de DST, gravidez na adolescência, conscientização cidadã, doenças advindas da falta de higiene e/ou saneamento...Pois bem, Vitória foi exemplo positivo da importância desta política, política esta alias , mantida em menor escala na gestão de Luiz Paulo.
Em janeiro de 2009, a cidade do Rio e a de Niterói, sofreram estado de calamidade pública como a epidemia de Dengue. Barracas de campanas eram montadas na cidade, e a dengue não escolhia classe social: Vitimou muitos e hospitalizou milhares.... O governo Cubano, tendo desenvolvido um tratamento e erradicação , ofereceu ao governo municipal ajuda, enviando inclusive médicos para combater mais rapidamente a situação. por questões políticas (politicagem) o prefeito do Rio na época, Cesar Maia, não aceitou o auxilio e quando o então prefeito de Niterói aceitou, a população vendo que o tratamento livrara Niterói desta fase epidêmica, se voltou contra o prefeito exigindo que médicos cubanos adentrassem a cidade do Rio para combater o mal.
Recentemente Cuba mostra mais dois exemplos: médicos Cubanos no Haiti sendo muito bem sucedidos no tratamento da cólera e a vacina recém descoberta contra o câncer no Pulmão. Sem precisar mencionar outros exemplos, pergunto:
‎-1-  a que ponto a ideologia está a serviço do POVO, quando em exemplos de Vitória ontem e fazendo comparações com dados de hoje ela se encontra sucateada? –
2 - a que ponto um 'representante do povo' deve permitir que o caos epidemiológico se alastre , permitindo que vitime milhares , simplesmente por não querer dar visibilidade a um avanço importante da medicina( ou compactuar com a máfia dos laboratórios farmacêuticos)? –
3 -  a que ponto estão certos deputados federais que encontrando espaço e apoio na mídia , enfiam goela abaixo de toda a nação uma lei que proíbe que médicos brasileiros formados em cuba, exerçam a medicina no Brasil, um país onde Planos de saúde privados, recebem subsídios do poder público?
Lelo CoimbraIntegralmente! Estou pronto para compartilhar. Trago inquietações, não quero discutir certezas, e sim caminhos, possibilidades e oportunidades!
Lelogab

Caro Dagmar, fui o relator do processo que impediu a diplomação automática dos estudantes da ELAM - Escola Latina Americana,
Sede em Cuba e extensão na Colômbia.
Os motivos básicos são os seguintes:
1) há em torno de 12 mil brasileiros que se graduam fora do Brasil, por diversos motivos e, para terem seu diploma reconhecido no nosso Pais, tem que seguir a LDB - Lei de Diretrizes Básicas da educação, que obriga seja feita a compatibilização curricular -as matérias que faltassem seriam cursadas no Brasil- e uma prova de aptidão;
2) o acordo Brasil/Cuba, para os alunos do Brasil em Cuba, hoje parece-me 622 que concluíram, previa uma excepcionalidade: não fazer compatibilização de curriculum e nem prova de aptidão;
3) isso significava tratamento não isonômico a brasileiros, em situação similar, privilegiando um número bem menor ( 11 a 12 mil versus 622 ) inexplicavelmente!
4) a duração do curso em Cuba tem dois tratamentos para exercício da medicina. Os cubanos que a exercerão em Cuba cursam 8 anos, enquanto os brasileiros fazem apenas 5 anos. Se quiserem permanecer em Cuba como médicos, tem que fazer mais 3 anos.
Mas, mesmo assim, não os deixamos sem saída. Junto com o MEC e o M Saúde, formulamos uma alternativa que acolhessem a todos brasileiros graduados fora do Brasil. Recentemente foram submetidos a prova. Dos 622 que concluíram seu curso na ELAM, ficaram reprovados 621. APENAS 01 foi aprovado!
Esses são os fatos.
Informações adicionais para seu conhecimento: os alunos são selecionados no Brasil por indicação de Partidos Políticos, movimentos sociais, sindicatos, movimentos popular, etc... SEM quaisquer processos de seleção e, sem sequer terem se preparado para tal. Eles se viram para conseguirem as passagens e ficam por conta do governo Cubano, durante os cinco anos. Isso se iniciou em 1999, ainda com FHC, e os primeiros formandos foram no período Lula, ainda no primeiro governo. A tentativa de burlar a LDO para expedir diploma e registro, não estava previsto no acordo inicial, foi uma forcada de barra de J Dirceu, qdo foi a Cuba com Lula, ainda qdo chefe da Casa Civil.
Meu relatório se tornou um caderno impresso, que faço questão de mandar para você e me coloco a disposição para quaisquer debates de sustentação. Não tenho preconceito com Cuba, e menos ainda restrições ideológicas, exceto as fascistas. Me mande teu endereço postal para vc receber o caderno em casa! Um fraterno abraço!
Lelo Coimbra
Há dois aspectos a serem considerados em torno das observações de Lelo.:
1 O curso de medicina em Cuba atende às exigências básicas e fundamentais para a saúde pública naquele país e em qualquer país do mundo. Ocorre que, no Brasil, hoje, uma grande parte dos cursos de medicina o são de universidades ou faculdades privadas e começam aí os obstáculos, a concorrência com nítida vantagem para os formados em Cuba.
A Universidade Federal de Juiz de Fora,Cidade que moro tem 4 anos( mas não teve um mês deste período que deixei de ir a Vitória e acompanhar os acontecimentos aí, mantendo aí endereço fixo de residência,) por exemplo, há anos, reduziu à metade o número de vagas para a Faculdade de Medicina. Votaram a favor da redução, por exemplo, os médicos digamos AAB, AAC, ASD e hoje temos nas AAB FILHO, AAC FILHO, ASD FILHO, ou seja, transferência simples de clínicas, obrigando os não "filhos" a pagar em torno de quatro a cinco mil reais de mensalidade para o curso numa faculdade particular, detalhe importante: os médicos AAB, AAC, ASD são sócios.
O veto aos médicos formados em Cuba decorre, entre outras razões de pressões da iniciativa privada, donos de faculdades, de universidades, de hospitais associados, todo um contexto de preservação de um mercado altamente lucrativo, já que a saúde pública no Brasil é da pior qualidade no geral.
 2 O segundo aspecto é que os cursos cubanos atendem a estudantes indicados por movimentos sociais, partidos, organizações, sindicatos, etc, sem exigência de vestibular, mas com exigência de ensino básico. fundamental, por entender que, não há necessidade de seleção ou disputa por vagas, que, no Brasil, é fantástica fonte de renda de cursos preparatórios, dos quais via de regra são sócios AAB, AAC, ASD.

Ou seja, tem uma concentração 'hereditária' de pessoas dominando o setor e não interessa que médicos populares, voltados para a medicina pública, sem a formação 'humanista' do se tem dinheiro é atendido, se não tem espera aí, há uma tendência para evitar a presença desses médicos e a diminuição dos lucros.

A forma como o texto foi apresentado pelo Lelo dá a impressão que os cubanos formam médicos em série como as faculdades privadas brasileiras,e o ES sabe bem o que é isto com esta avalanche de faculdades particulares que anualmente adentram o mercado(sim mercado) quase sempre mal equipadas e com currículos de fachada, apresenta números que podem ser contestados, claro, as provas podem estar acima do nível normal de exigência a médicos em qualquer lugar do mundo, esse fato já foi confirmado em vários setores como forma de manter privilégios, dificultando a abertura do que gostam de chamar de mercado.

Do contrário a forma de tratar a cólera no Haiti seria exemplar a brasileira, não a cubana. A saúde pública exemplar seria a brasileira, não a cubana.E até foi, se levarmos em conta a saúde municipal de 20 anos atrás, que fez Vitória ser destaque positivo e referencia mundial)O menor índice mundial de mortalidade infantil seria o brasileiro, não o cubano. A vacina recém descoberta contra o câncer de pulmão teria sido no Brasil e não em Cuba.

Temos o setor de saúde controlado por grupos econômicos, planos de saúde, redes hospitalares, faculdades privadas, claro, não querem concorrência de médicos bem formados e com visão diferenciada dessa sórdida forma de atendimento imposta ao brasileiro e de exploração do próprio médico brasileiro que não tem a "felicidade" de estar integrado a um desses grupos.
Então, a teoria, correta que expõem Lelo ao responder ao Dagmar pergunta que eu fiz, não corresponde satisfatoriamente ao que sabemos ser a pratica. Deverá existir um meio termo? Abraços



Paulo Coutinho - ES : Companheiros (as),

Realmente existe muita discriminação para com Cuba que insiste ...em contribuir com o conhecimento que detém na área médica.
Tenho informações sobre os cursos de lá. A carga horária é intensa. Os alunos não podem colar. Se forem flagrados: Os cubanos são severamente punidos e os estrangeiros são deportados. Em contra partida os professores estão sempre disponíveis. A qualquer dia. A qualquer hora para sanar as dúvidas. Os livros são reaproveitados e são gratuitos. O aluno fica responsável pela devolução.
São mais de 5.000 jovens bolsistas do terceiro mundo (metade homens e metade mulheres). Priorizando países subdesenvolvidos e o Brasil é contemplado, juntamente com a Argentina, o Uruguai, o Chile, dentre outros, por que nestes países também existe exclusão. Um condicionante indispensável é que os alunos tenham estudado durante toda a vida escolar em escolas públicas no seu país de origem. Desta forma atinge efetivamente os excluídos que nunca conseguiriam se formar em medicina. A bolsa é completa. Os alunos além da formação acadêmica recebem casa, comida, material acadêmico, esporte, cultura, lazer, tratamento médico e odontológico, etc. Tudo a custo zero para o aluno. A parca economia cubana banca tudo.
A formação acadêmica de Cuba é ampla e voltada para a realidade do povo. Forma médicos conscientes e não simplesmente médicos voltados para a especulação do capitalismo que vê a medicina como um negócio altamente lucrativo.
É lamentável a situação da saúde pública em nosso país e mesmo assim criam dificuldades para reconhecer médicos bem formados e que podem contribuir para minimizar o sofrimento de povo brasileiro. Cuba é um modelo a ser seguido não para ser perseguido e discriminado.

Adelante,

Paulo Coutinho
Cara Nanda,
com a publicizacao do debate que você esta fazendo,daqui a pouco vou ter que pedir proteção, invocando o direito do "livre pensar", creio que parte dos pressupostos da democracia. rsrs
Gostaria de fazer duas observações:
A primeira, sobre o debate. Não tenho nenhuma preocupação em debater o tema, pois trabalhei nele dois anos e, ainda estamos trabalhando-o. Me chama- a atenção a "carga de cavalaria" que aparece e/ou pode ser "estimulada", na oportunidade em que debatemos o assunto. Não busco registro "em ata" de minha posição. Acho o debate saudável muito positivo, por esse motivo topo e estou nele;
A segunda, vai para o Paulo Coutinho. No debate desse tema não vai nenhuma avaliação que negue a experiência cubana. Pais pequeno, de baixa densidade populacional, construiu seu(s) caminhos por seus méritos, forca e determinação, em todas as áreas, inclusive na saúde. O tema que nos envolve esta centrado nos brasileiros que estudam ou concluíram seus cursos na ELAM, COM VISTAS a voltarem para o Brasil e exercerem atividades medicas, e o motivo do debate a que fui convidado e aceito, como parte de minha posição, que defendo. Da forma de acesso ao retorno, com forma exclusiva para validação dos diplomas.
Compreenderei aos que quiserem "registrar em ata" posições fora desse escopo de debate, mas estarei centrado no tema!
Lelo Coimbra

Lelo, tudo que estou divulgando estou postando para a ciência deste grupo. Não sei se vc. está ciente, mas oportunidades destas são raríssimas e neste momento não acho outra para exemplificar. Nunca escondi minhas posições e nem escondo as ...intenções de cada oportunidade tem o dever de ser aproveitada para gerar formação ( que hoje é raro até para militantes políticos dentro de partido), informação - que é sempre acessada de um ponto de vista apenas, graças a esta midia-e claro empoderar o povo, gerar participação popular. Nossas divergências ideológicas não nos fizeram antagônicos, pelo contrario, conhecendo-o , admiro-o(não falo ideologicamente, mas de caráter). Não sou e nunca fui de falar com quem não gosto e sempre preferi pecar por ser sincera, e ciente que vc. não tem como saber disto, falo aqui, diante de tantos que nos conhece e podem confirmar, rsrs. Precisamos sim, pontuar na PL o que divergimos.
 Por exemplo:
eu concordo que a medicina cubana , até mesmo pelo embargo de 51 anos , não é suficientemente desenvolvida no setor CIRURGICO ou nas tecnologias de exames com aparelhagem mais sofisticadas. Por outro lado em pesquisas, vacinas, sanitarismo, pediatria, doenças mentais... Cuba é imbatível
 
   Paulo Coutinho e outros pontuaram importantes quesitos e imagino que numa pl isto é de fundamental importância. Tb. imagino que não é divergência a necessidade de ser explicado o pq. com médicos Cubanos que tem CH de 10 hs diárias ( e mais ...as pontuações de Coutinho) devem ser distinguidos de qq outro médico, formado em qq outra universidade do mundo ( nem tocarei nas brasileiras, já toquei), mas americanos do norte tem uma ch menor e não são segregados. O evidente avanço e o pioneirismo da medicina cubana é notório em qq parte do mundo e esta PL para mim e para muitos é mais um dos muitos embargos sofridos por CUBA. Pagaremos nós?

Vc. Certamente viveu Vitória de 22 anos atrás:  saúde e Educação. Sabe que foi referencia mundial e o projeto de saúde era baseado no modelo humanista e preventivo ( sanitarista tb. ) de Cuba. Como sou prima do 1 secretario de saúde do governo Vitor(estadual) , Tadeu Giubert, tb. sei( como vc,) que o projeto era desenvolver ampliando o modelo que aos capixabas de Vitoria ( agora o espírito-santense virou capixaba) tiveram , o que foi premiado mundialmente. Cuba era a referencia para este projeto. Lamentavelmente, interesses ocultos (?) fizeram mudar o rumo da historia. C'EST La Vie!

Mas não é que a história existe justamente para que conhecendo-a, possamos acertar erros e fazer diferente? E nem é este o caso, mas num país onde idosos dormem DOENTES na fila de um SUS para marcarem consultas para 3 meses depois, acho ilógico a segregação com diplomados em Cuba, inda mais se estes podem tratar a saúde, prevenir doenças, implementar para tantos excluídos uma medicina familiar, preventiva e humana. Como não fazer estas pontuações num debate sobre uma PL importante para milhões de brasileiros? Para mim, só estes motivos ( nem preciso falar de exclusão, de oportunizar a brasileiros uma realidade diferente....) são suficientes para debater e a PL ser explicada. E a vc. , que se dispôs a fazer exatamente isto, agradeço. Alias O Brasil agradece. Não o Brasil que paga plano de saúde mas um Brasil maior, que morre diariamente em corredores de hospitais. Bjao

A mim parece-me que este é um problema que se repete em vários pontos do Globo. Pelo que sei em Portugal, o mesmo deve se passar nos outros países, é que existem acordos de reconhecimento dos cursos entre os países, sejam eles de medicina o...u de outra àrea. Quero acreditar que este reconhecimento resulta de um processo rigoroso de avaliação mútua e não de convenções políticas ou outro tipo de interesses. O problema mais grave é de facto o da medicina devido à escassez de recursos nos sistemas de saúde. Quando certos países formam médicos mais rápido que outros, não querendo dizer com isso menos capazes, é comum as associações profissionais, em Portugal é a Ordem dos Médicos, fazerem lobby contra esses profissionais. Se tivermos políticos independentes, pois terá de partir deles uma solução, seria fácil resolver o problema: para países sem acordos o profissional teria de fazer um exame para provar competências na sua àrea; se os pedidos fossem poucos, os casos que fossem aparecendo resolviam-se assim; a partir de um determinado volume de profissionais e com uma taxa de aprovação a definir, as autoridades passariam aos contactos para efectivar o reconhecimento da entidade formadora. Isto seria válido para cidadãos nacionais e estrangeiros
Uma ressalva, para cidadãos estrangeiros entraria em linha de conta as políticas de imigração do país, por forma a garantir a sustentabilidade interna e proteger o próprio emigrante.

Da comunidade UNION DE LOS PUEBLOS DE NUESTRA AMERICA – onde dia 24/01/2010 as 22 hs (horário de Brasília) está marcado o debate:

O enfoque da Medicina Cubana é eminentemente social e NÃO COMERCIAL, como a nossa e a ocidental em geral. O médico cubano, assim como os que estudam Medicina em Cuba, aprendem a tratar e resolver as aflições e afecções de saúde geral do ser... humano. E procura fazer isso de maneira efetiva, ampla e definitiva, se possível e não tornar o paciente seu "freguês", a fim de arrancar-lhe o máximo de lucro possível. O mesmo ocorre com a farmacopéia cubana que procura indicar e/ou ministrar medicamentos genéricos com o intuito de resolver o problema em tratamento.
Portanto, ao contrário do que se sabe e é denunciado pelos veículos sérios de comunicação, onde se sabe que a indústria farmacêutica, em grande maioria nas mãos de laboratórios ianques e europeus, chegam a desenvolver medicamentos ineficazes mas que são "empurrados" pelos seus sacoleiros empregados para que médicos os prescrevam, médicos esses, visando o código de Hipócrates, agem hipocritamente, aceitando benesses dos donos dos laboratórios, como regalos, viagens e outras mordomias para enganar pacientes...
Então, que melhor médico se tem, no mundo, que aqueles formados pela Medicina Social, como a Cubana?
O lobby dos empresários e médicos aliados para tentar impedir o reconhecimento de tais diplomas é uma afronta ao bom senso e à dignidade humanas!
O Sr. Luíz Ignácio da Silva, conhecido como Lula, ex-presidente, em visita a Cuba e à ELAM, Escola Latino Americana de Medicina, onde dezenas de milhares de estudantes estudam Medicina séria, custeados pelo povo/governo cubanos (inclusive com algumas centenas de brasileiros, entre outros, já formados e sem terem seus diplomas, até hoje, reconhecidos), PROMETEU, resolver o problema do "impasse".
Contudo, em que pese o tal acordo entre os dois países, a questão, ainda continua em aberto, dependendo da boa vontade dos políticos, que, em sua maioria, infelizmente, estão se lixando para dar prioridade ao tema e ajudar a melhorar a saúd...e do nosso povo, afinal, o que a maioria sempre quis, foi priorizar a medicina privada, os planos de saúde particulares, que tanto exploram o povo, sem suprir a deficiência crônica da medicina estatal, que não cumpre o preceito Constitucional de garantir tratamento médico adequado ao povo brasileiro, em que pese esse ser taxado com uma das cargas tributárias as mais altas DO MUNDO
Então, temos a obrigação, os que não nos deixamos contaminar pela omissão/conivência da mídia venal que nos empesteia, de pressionar o Legislativo/Executivo/Judiciário/Ministério Público/Corregedorias, etc., para que cumpram a sua obrigação para com o povo e comece por dar crédito ao direito do povo a tratamento civilizado, de qualidade, não só em medicina, mas em educação, transporte público, cultura, lazer, moradia, terra, soberania, assistência social, jurídica, etc.!!!

Para que o debate seja produtivo, é preciso responder às questões levantadas pelo Conselho Federal de Medicina e pela Associação Médica Brasileiro. Um amigo meu, médico e militante, com extensa participação em órgãos de classe (conselhos e sindicatos), já havia me alertado sobre a pouca qualidade dos cursos cubanos de medicina.
A matéria citada é do Estadão, o que já diz muito sobre a posição ideológica de seus autores. A questão é se eles têm razão no mérito, sobre a qualidade da medicina cubana.
Médicos reprovados

Os resultados do projeto-piloto criado pelos Ministérios da Saúde e da Educação para validar diplomas de médicos formados no exterior confirmaram os temores das associações médicas brasileiras.
Dos 628 profissionais que se inscreveram para os exames de proficiência e habilitação, 626 foram reprovados e apenas 2 conseguiram autorização para clinicar.
A maioria dos candidatos se formou em faculdades argentinas, bolivianas e, principalmente, cubanas.
As escolas bolivianas e argentinas de medicina são particulares e os brasileiros que as procuram geralmente não conseguiram ser aprovados nos disputados vestibulares das universidades federais e confessionais do País.
As faculdades cubanas - a mais conhecida é a Escola Latino-Americana de Medicina (Elam) de Havana - são estatais e seus alunos são escolhidos não por mérito, mas por afinidade ideológica. Os brasileiros que nelas estudam não se submeteram a um processo seletivo, tendo sido indicados por movimentos sociais, organizações não governamentais e partidos políticos.
Dos 160 brasileiros que obtiveram diploma numa faculdade cubana de medicina, entre 1999 e 2007, 26 foram indicados pelo Movimento dos Sem-Terra (MST). Entre 2007 e 2008, organizações indígenas enviaram para lá 36 jovens índios.
Desde que o PT, o PC do B e o MST passaram a pressionar o governo Lula para facilitar o reconhecimento de diplomas cubanos, o Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira têm denunciado a má qualidade da maioria das faculdades de medicina da América Latina, alertando que os médicos por elas diplomados não teriam condições de exercer a medicina no País.
As entidades médicas brasileiras também lembram que, dos 298 brasileiros que se formaram na Elam, entre 2005 e 2009, só 25 conseguiram reconhecer o diploma no Brasil e regularizar sua situação profissional.
Por isso, o PT, o PC do B e o MST optaram por defender o reconhecimento automático do diploma, sem precisar passar por exames de habilitação profissional - o que foi vetado pelo Conselho Federal de Medicina e pela Associação Médica Brasileira. Para as duas entidades, as faculdades de medicina de Cuba, da Bolívia e do interior da Argentina teriam currículos ultrapassados, estariam tecnologicamente defasadas e não contariam com professores qualificados.
Em resposta, o PT, o PC do B e o MST recorreram a argumentos ideológicos, alegando que o modelo cubano de ensino médico valorizaria a medicina preventiva, voltada mais para a prevenção de doenças entre a população de baixa renda do que para a medicina curativa.
No marketing político cubano, os médicos "curativos" teriam interesse apenas em atender a população dos grandes centros urbanos, não se preocupando com a saúde das chamadas "classes populares".
Entre 2006 e 2007, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara chegou a aprovar um projeto preparado pelas chancelarias do Brasil e de Cuba, permitindo a equivalência automática dos diplomas de medicina expedidos nos dois países, mas os líderes governistas não o levaram a plenário, temendo uma derrota. No ano seguinte, depois de uma viagem a Havana, o ex-presidente Lula pediu uma "solução" para o caso para os Ministérios da Educação e da Saúde. E, em 2009, governo e entidades médicas negociaram o projeto-piloto que foi testado em 2010. Ele prevê uma prova de validação uniforme, preparada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais do MEC, e aplicada por todas as universidades.
Por causa do desempenho desastroso dos médicos formados no exterior, o governo - mais uma vez cedendo a pressões políticas e partidárias - pretende modificar a prova de validação, sob o pretexto de "promover ajustes".
As entidades médicas já perceberam a manobra e afirmam que não faz sentido reduzir o rigor dos exames de proficiência e habilitação.
Custa crer que setores do MEC continuem insistindo em pôr a ideologia na frente da competência profissional, quando estão em jogo a saúde e a vida de pessoas.

Uma lei de responsabilidade sócio-ambiental?

Leonardo Boff
Filósofo/Teólogo
                                           Uma lei de responsabilidade sócio-ambiental? Já existe a lei de responsabilidade fiscal. Um governante não pode gastar mais do que lhe permite o montante dos  impostos recolhidos. Isso melhorou significativamente a gestão pública. O acúmulo de desastres sócio-ambientais ocorridos nos últimos tempos, com desabamentos de encostas, enchentes avassaladoras e centenas de vítimas fatais junto com a destruição de inteiras paisagens, nos obrigam a pensar na instauração  de uma lei nacional de responsabilidade sócio-ambiental, com pesadas penas para os que não a respeitarem. Já se deu um passo com a consciência da responsabilidade social das empresas. Elas não podem pensar somente em si mesmas e nos lucros de seus acionistas. Devem assumir uma clara responsabilidade social. Pois não vivem num mundo a parte: são inseridas  numa determinada sociedade, com um Estado que dita leis, se situam num determinado ecossistema e são pressionadas por uma consciência cidadã que cada vez mais cobra o direito à uma boa qualidade de vida. Mas fique claro: responsabilidade social não é a mesma coisa que obrigação social prevista em lei quanto ao pagamento de impostos, encargos e salários; nem pode ser confundida com a resposta social que é a capacidade das empresas  de se adequarem às mudanças no campo social, econômico e técnico. A responsabilidade social é a obrigação que as  empresas assumem de buscar metas que, a meio e longo prazo, sejam boas para elas e também  para o conjunto da sociedade na qual estão inseridas. Não se trata de fazer para a sociedade o que seria filantropia, mas com a sociedade, se envolvendo nos projetos elaborados em comum com os municípios, ONGs e outras entidades. Mas sejamos realistas: num regime neoliberal como o nosso,  sempre que os negócios não são tão rentáveis, diminui ou até desaparece a responsabilidade social. O maior inimigo da responsabilidade social é o capital especulativo. Seu objetivo é maximizar os lucros das carteiras e portofólios que controlam. Não vêem outra responsabilidade, senão a de garantir ganhos. Mas a responsabilidade social é insuficiente, pois ela não inclui o ambiental. São poucos os que perceberam a relação do social com o ambiental. Ela é intrínseca. Todas empresas e cada um de nós vivemos no chão, não nas nuvens: respiramos, comemos, bebemos, pisamos os solos, estamos expostos à mudanças dos climas, mergulhados na natureza com sua biodiversidade, somos habitados por bilhões de bactérias e outros microorganismos. Quer dizer, estamos dentro da natureza e somos parte dela. Ela pode viver sem nós como o fez por bilhões de anos. Nós não podemos viver sem ela. Portanto, o social sem o ambiental é irreal. Ambos vêm  sempre juntos. Isso que parece óbvio, não o é para a grande parte das pessoas. Por que excluimos a natureza? Porque somos todos antropocêntricos, quer dizer, pensamos apenas em nós próprios. A natureza é exterior, posta ao nosso bel-prazer. Somos irresponsáveis face à natureza quando desmatamos, jogamos bilhões e litros de agrotóxicos no solo, lançamos na atmosfera, anualmente, cerca de 21 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa, contaminamos as águas, destruímos a mata ciliar, não respeitamos o declive das montanhas que podem desmoronar e matar pessoas nem observamos o curso dos rios que nas enchentes podem levar tudo de roldão. Não interiorizamos os dados que biólogos e astrofísicos nos asseguram: Todos possuímos o mesmo alfabeto genético de base, por isso somos todos primos e irmãos e irmãs e formamos assim a comunidade de vida. Cada ser possui valor intrínseco e por isso tem direitos. Nossa democracia não pode incluir apenas os seres humanos. Sem os outros membros da comunidade de vida, não somos nada. Eles valem como novos cidadãos que devem ser incorporados na nossa compreensão de democracia que então passa a ser uma democracia sócio-ambiental. A natureza e as coisas dão-nos sinais. Elas nos chamam atenção para os eventuais riscos que podemos evitar. Não basta a responsabilidade social, ela deve ser sócio-ambiental. É urgente que o Parlamento vote uma lei de responsabilidade sócio-ambiental imposta a todos os gestores da coisa pública. Só assim evitaremos tragédias e mortes.


Enviado por Vitor Buaiz