Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?

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sábado, 8 de janeiro de 2011

a demagogia de jobim. BASTA!

 
‎" Cessados todas as formas de se reestabelecer a democracia a saída é a luta armada" Que venha a Verdade AMPLA, GERAL e IRRESTRITA, estou certa que teremos 'terroristas' finalmente herois. Grande abraço
Blog JUNTOS SOMOS FORTES
 
Claudio Roberto Angelotti Bastos publicado em Dilma Rousseff Presidente do Brasil.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu hoje que a Comissão da Verdade, destinada a apurar violações aos direitos humanos ocorridas durante o regime militar, investigue não só as ações patrocinadas pela ditadura, mas também a atuação de grupos da esquerda armada que tentavam derrubar o regime. A declaração dele alimenta a tensão no governo por atingir...
Claudio Roberto Angelotti Bastos 8 de janeiro de 2011 19:15
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu hoje que a Comissão da Verdade, destinada a apurar violações aos direitos humanos ocorridas durante o regime militar, investigue não só as ações patrocinadas pela ditadura, mas também a atuação de grupos da esquerda armada que tentavam derrubar o regime. A declaração dele alimenta a tensão no governo por atingir...

Paulo Bernardo e a banda Larga: Ministro pq. dar ao POVO uma NET de 30 reais quando podemos ter uma de 3 reais?

Vou divulgar as boas novas fazendo  uma CRITICA a um ponto ao ministro: PQ. não incentivar a expansão da banda larga , com autonomia cidada/comunitaria a preço de 3 reais?Entenda como acessando: http://juntosomos-fortes.blogspot.com/2010/09/empoderamento-popular-via-internet.html

NAO CONCORDO com a parceria das teles e se PODEMOS dar autonomia a cidadao, DEVEMOS faze-lo.


Segue artigo Banda Larga e concessoes e


Nanda Tardin


http://blog.planalto.gov.br/paulo-bernardo-universalizar-banda-larga-no-pais-e-p\
rioridade-de-governo

Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, concede entrevista no
Palácio do Planalto após audiência com presidenta Dilma Rousseff

Paulo Bernardo: universalizar banda larga no País é prioridade de governo

Após se reunir com a presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto,
o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) deu entrevista aos
jornalistas e explicou que o governo está focado para oferecer à
população acesso bom e barato à internet por banda larga. Foto: Wilson
Dias/ABr

Universalizar o serviço de banda larga é prioridade do governo,
afirmou nesta sexta-feira (7/1) o ministro Paulo Bernardo
(Comunicações) após se reunir com a presidenta Dilma Rousseff no
Palácio do Planalto, em Brasília (DF). Segundo ele, a presidenta
recomendou manter foco num plano nacional que leve à população um
sistema com qualidade e baixo custo. O ministro revelou que inicia, na
próxima semana, reuniões com setores envolvidos na questão, como
empresas de telefonia e provedores de acesso, além de entidades
sindicais e sociais. O ministro espera que até o mês de abril tenha
fechado o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) (arquivo PDF para
baixar).

“Vou ter a semana inteira de covnersa para tentar entender mais.
Será um trabalho em conjunto. Existe uma classe média cada vez mais
numerosa e as pessoas estão cada vez mais sedentas ao acesso às novas
mídias.”

Em sua conversa com a presidenta, o ministro Paulo Bernardo repassou
as ações promovidas nesta primeira semana à frente ao Ministério das
Comunicações. O principal tema da conversa foi o serviço de banda
larga e como facilitar o acesso da população a ele. Paulo Bernardo
informou que para atender à demanda, a Telebrás utilizará as redes de
fibra ótica de empresas estatais federais e estaduais, como os cabos
da Petrobras e das concessionárias de energia elétrica, por exemplo.

O ministro informou ainda que decidirá por uma remuneração pelo uso da
infraestrutura das estatais. Bernardo explicou que vem mantendo
diálogo com o ministro Edison Lobão (Minas e Energia), para fechar o
modelo de exploração da fibra ótica. “A orientação da presidenta Dilma
é que a Telebrás use a rede com remuneração definida”, disse ele.

Sobre o contingenciamento do orçamento da Telebrás, Bernardo disse
que, num primeiro momento a empresa vai se adequar às diretrizes, mas
se for necessário ele recorrerá ao Tesouro Nacional. Ele, que ocupava
anteriormente o Ministéro do Planejamento, Orçamento e Gestão, brincou
com os jornalsitas ao afirmar que seria o último funcionário do
governo a reclamar sobre corte no orçamento.

Paulo Bernardo também voltou a opinar sobre o preço a ser cobrado ao
consumidor pelo serviço de banda larga. Segundo o ministro, uma conta
mensal de R$ 30 seria plausível. Ele acha que as empresas privas, em
vez de oferecerem produtos mais caros e atendendo uma fatia menor da
população poderia colocar suas reedes a preços mais acessíveis. O
ganho seria na escala. ”Defendemos uma reflexão nisso. Ou seja, que as
empresas ganhem na escala. Pretendo colocar esta proposta a mesa.
Começaremos uma negociação”, disse.

O ministro conversou também sobre o projeto que trata marco
regulatório das comunicações. Ele disse que recebeu nos últimos dias a
proposta preparada pelo ex-ministro chefe da Secretaria de Comunicação
Social, FRanklin Martins, e que a partir de agora fará um exame mais
detalhado. Serão observados cada ponto colocado no documento. O
ministro acha que até o final do ano terá uma decisão sobre o assunto
e que pretende submetê-lo a consulta pública para receber sugestões do
setores interessados.

Bernardo explicou que numa outra frente de ação irá trabalhar no
preparo do Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU), que tem por
objetivo levar os serviços de telecomunicação aos diversos setores da
população brasileira. O ministro espera que a proposta esteja
concluída até abril.

Com relação a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), o
ministro acredita que as mudanças feitas na diretoria conseguiu
resolver questões que complicavam a administração da autarquia.
Bernardo informou que a partir da recomendação recebida no fim do ano
passado buscou formar uma diretoria técnica. “O Correios é mais
simples. Parece que a diretoria não tinha coesão. Fui atrás de
currículos e formei uma diretoria técnica”, explicou.

A concessão de emissoras de rádio e televisão para políticos também
foi colocada na entrevista no Palácio do Planalto. Bernardo explicou
que numa entrevista dada a jornalista Elvira Lobato, da Folha de S.
Paulo, manifestou posição pessoal sendo contrário que políticos
controlem as emissoras. Porém, o ministro acha mais fácil que o
Congresso Nacional aprove, por exemplo, um impeachment do que
regulamentar a lei que impede a participação de políticos -- inclusive
parlamentares -- no comando das concessões. Isso vai ser tratado,
segundo ele, no marco regulatório do setor de telecomunicações.

--
#RioBlogProg - Política
Movimento dos Internautas Progressistas do Estado do Rio de Janeiro
Grupo de discussão sobre Política
Enviado por Beto Moreira

VADE RETRO AGNELLi

HORA DE COBRAR
VALE  PAGA MENOS ROYALTIES QUE A PETROBRAS

O tucano Roger Agnelli, presidente da Vale, está com os dias contados na direção da empresa  privatizada por FHC  em 1997. Seu mandato termina em março e não será prorrogado. O governo Dilma, através dos fundos de pensão das estatais e do BNDES (sócios da Vale), tem condições de interferir na sucessão. Agnelli travou uma queda de braço com o governo Lula nos últimos anos tornando-se um personagem à altura daquele que foi o mais indecoroso capitulo do processo de  privatização realizado pelo PSDB nos anos 90. Vendida  quando era a principal estatal brasileira, a Vale rendeu ao Estado a  bagatela de  R$ 3,3 bi,  exatamente a metade do lucro líquido obtido em um único  trimestre de 2010 (R$  6,6 bi entre abril/junho do ano passado). FHC  não tremeu a voz  ao narrar uma fábula tucana no programa ‘Palavra do Presidente', em 26/11/1996: ‘Vendendo a Vale", justificou, ‘ nosso povo vai ser mais feliz, vai haver mais comida no prato do trabalhador ". Nos  últimos anos, Agnelli  resistiu aos apelos do Presidente Lula para traduzir ‘a felicidade' prometida por FHC em investimentos  que agregassem valor às exportações  brasileiras, em vez de simplesmente produzir buracos no país mandando minério bruto para o exterior. Não o fez. Pior que isso, a exemplo de todo o setor de mineração, a Vale  paga à sociedade menos royalties do que a Petrobrás: 2% contra 10%. Se reverter o processo de alienação tornou-se difícil, que se obtenha da mineradora, ao menos, uma alíquota dos lucros equivalente à propiciada pela estatal que mais adiciona investimentos à economia. No momento em que o governo da Presidenta Dilma se propõe a erradicar a miséria no país, é hora de cobrar uma contribuição justa de quem há 13 anos usufrui riquezas, sem contrapartida proporcional. Não basta trocar Agnelli, é preciso trocar a lógica da espoliação. (Leia também no 'Valor", "Mineração x petróleo. Os royalties nossos de cada dia", de Luiz Begazo;07/01/2011)

  Enviado por Marcelo Dorneles

America Latina em 2011

Em 2011  os povos da América Latina radicalizarão as lutas que já travam no sentido de combater o modelo neoliberal de desenvolvimento, serão mais firmes na luta antiimperialista, em defesa da soberania nacional e pela construção de sociedades mais justas em seus países. E tais lutas refletirão em nível mundial, apesar do pessimismo de alguns. Jacob David Blinder
 
 
 
LATINOAMÉRICA EM 2011
 
Luismi Uharte
 
Rebelión
 
Las perspectivas para América Latina en el año 2011, tanto en términos de política interna como de orden geopolítico, presentan un alto grado de complejidad y diversidad en función de las subregiones y de los diferentes bloques existentes.
 
Bloque bolivariano
 
Los países que conforman el bloque bolivariano volverán a captar un alto grado de atención en la arena política e informativa mundial, por su evidente postura contra-hegemónica.
 
Venezuela afrontará uno de sus retos más determinantes en la esfera económica: la recuperación del crecimiento económico. Si 2010 se caracterizó por la devaluación monetaria, el crecimiento negativo del PIB y la sempiterna inflación, el año entrante pretende ser el de la recuperación de la actividad económica y la mejora en la gestión y provisión de los servicios básicos (agua, electricidad y transporte).
 
Paralelamente, se prevé una aceleración en la política de expropiaciones de propiedades agrarias, industriales y de servicios, con el fin de ir restando poder al sector privado y en coherencia con la propuesta de "Socialismo del Siglo XXI".
 
En el plano político, la constitución de un parlamento con presencia sustancial de la oposición y la amenaza de bloqueo legislativo por parte de esta, será sorteada durante 18 meses por la aprobación de la Ley Habilitante que concede poderes especiales al Presidente para emitir decretos. A su vez, habrá que seguir de cerca la evolución del surgimiento de una corriente radical dentro del Partido Socialista Unido de Venezuela.
 
Bolivia se enfrentará probablemente a su dilema más importante hoy día: cómo canalizar desde el Poder Ejecutivo una de las hegemonías políticas más amplias del continente. Tras la superación del "empate catastrófico" y la apertura del "punto de bifurcación" (García Linera dixit), 2010 ha sido el año de la estabilidad tanto política (derecha fragmentada e inmovilizada) como económica (éxitos macroeconómicos y redistribución).
Sin embargo, este año también se ha destacado porque el conflicto se ha traslado al interior del movimiento revolucionario, como lo muestran el levantamiento popular en Potosí y las movilizaciones indígenas contra proyectos desarrollistas. El gobierno de Evo Morales, cegado por el triunfalismo generado tras la aplastante victoria electoral de 2009, ha manejado estos conflictos con altas dosis de soberbia y autoritarismo. Por ello, uno de los desafíos de 2011 será la capacidad del Poder Ejecutivo de reconducir su relación con los movimientos sociales, su base histórica de sustentación. Otro de los grandes desafíos, será la habilidad de negociación del gobierno con las multinacionales para impulsar la explotación e industrialización de los yacimientos de litio del salar de Uyuni.
 
Dentro del bloque bolivariano, Ecuador continuará siendo es el país con el proceso de cambio más endeble y más difuso ideológicamente. El intento de golpe de Estado -el tercero que padece el bloque bolivariano tras los fallidos de 2002 en Venezuela y 2008 en Bolivia-no sólo mostró la debilidad del gobierno y la preocupante influencia de la CIA en la policía ecuatoriana, sino el divorcio existente entre el gobierno y gran parte de los movimientos sociales. En consecuencia, la recomposición de la alianza Ejecutivo-Movimientos y la redefinición del excesivo liderazgo personalista de Correa serán elementos fundamentales para el fortalecimiento de la "Revolución Ciudadana".
 
En el orden más estrictamente geopolítico, el ALBA continuará siendo el proyecto de integración más vanguardista de la región y su reto principal será la consolidación de su moneda única, el SUCRE. Paralelamente, en un contexto de altos precios petroleros, la distribución solidaria de Venezuela en el marco de Petrocaribe resultará determinante para todos sus aliados.
 
Mercosur
 
El gigante brasileño será otro de los actores principales de la región. La asunción de Dilma Rousseff en enero se presenta como la segura continuidad del modelo que Lula instauró hace 8 años y que se resume en la siguiente trilogía: neodesarrollismo-asistencialismo social-multilateralismo. Uno de los desafíos fundamentales será la búsqueda del equilibrio entre en el indiscutible rol de potencia regional y su necesario aporte para el desarrollo de sus vecinos más vulnerables (Paraguay y Bolivia).
 
Argentina será el país que mayor atención captará en 2011, ya que para el mes de octubre están previstas las elecciones presidenciales. La muerte de Néstor Kirchner generó efectos múltiples y catárticos en el amplio espectro sociológico del peronismo progresista, destacándose entre todos ellos la revitalización de la figura política de Cristina Fernández, actual presidenta y viuda del finado. La recuperación parcial de su popularidad unida a la inexistencia de una figura carismática en la derecha tradicional, tras el deterioro mediático de su líder más relevante -el empresario y gobernador bonaerense Mauricio Macri-, auguran una probable reelección de la actual mandataria.
 
En materia geopolítica y de integración regional, el papel de Brasil y Argentina junto al de Venezuela, será vital en el fortalecimiento del estratégico Consejo Suramericano de Defensa y en la consolidación de UNASUR.
 
Eje Andino-Conservador
 
Las elecciones presidenciales peruanas de abril de 2011 serán, indudablemente, uno de los acontecimientos más relevantes que vivirán los países del espectro conservador con salida al mar Pacífico. El gobierno de Alan García, paradigma de la clásica ecuación neoliberal que combina alto crecimiento económico sin redistribución, es uno de los más impopulares del continente y ha neutralizado a cualquier candidato del APRA. Keiko Fujimori, hija del ex dictador, repunta con fuerza en las encuestas como una de las candidatas de la atomizada derecha que probablemente se enfrentará al líder de Partido Nacionalista Peruano, Ollanta Humala, que sigue haciendo esfuerzos por articular a gran parte de la izquierda.
 
El gobierno de Santos en Colombia, tras sus primeros meses de andadura, parece que mantendrá la brújula de un proyecto "oligárquico-pragmático", como lo evidencia la recomposición de las relaciones comerciales con Venezuela, para satisfacción de los empresarios exportadores. En el plano de la guerra civil interna, la beligerancia tanto retórica como fáctica será la nota dominante.
 
Centroamérica, Caribe y EE.UU
 
La pérdida progresiva de la influencia de Washington en Sudamérica, obligará a la potencia del Norte a centrar su política intervencionista en su patio trasero más cercano, América Central. En este sentido, las elecciones presidenciales de Nicaragua previstas para noviembre de 2011 serán un evento de gran relevancia y de preocupación para la Casa Blanca, ya que la reedición de un gobierno sandinista es bastante factible, según indican las encuestas.
 
La mayor de las Antillas será el otro país de la zona que atraerá la mirada no sólo de EE.UU. y toda América Latina, sino del resto del planeta, por las históricas reformas económicas anunciadas por Raúl Castro. El VI Congreso del Partido Comunista de Cuba ratificará el próximo abril la transición del modelo tradicional de socialismo del siglo XX, de inspiración soviética, a un nuevo proyecto de economía mixta y gestión descentralizada.
 
 
 Enviado por Jacob Blinder

AUTORITÁRIOS TESTAM AUTORIDADE DE DILMA

Demorou bem pouco para os estranhos que a presidente Dilma Rousseff admitiu no ninho revelarem ou confirmarem sua incompatibilidade com um governo democrático.

O general José Elito Siqueira, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, defendeu a estapafúrdia tese de que um país não deva envergonhar-se quando agentes do Estado sequestram, torturam e executam opositores políticos, dando depois sumiço nos restos mortais para ocultarem as provas de seus crimes.

Se é esta a visão que ele tem das instituições, está no posto errado. Que segurança haverá se quem zela por elas não considera vergonhosos os procedimentos ilegais, covardes e bestiais dos poderosos, mesmo quando se trata de golpistas que usurparam o poder e impuseram uma ditadura à Nação?

Se a incontinência verbal do tal Elito foi inesperada, já o ministro da Defesa Nelson Jobim era  caçapa cantada  de todos os analistas perspicazes.

Não decepcionou: mal começa o novo governo e ele vem trombetear que a Comissão da Verdade deveria investigar também a atuação dos que resistiram ao regime militar.

O Estado brasileiro tem a obrigação de esclarecer onde, quando e como os cidadãos que não se vergavam ao arbítrio foram vitimados por seus agentes e, se possível, dar às famílias algo para enterrarem, tanto tempo depois.

Quanto às baixas do outro lado, foram mais que investigadas na época, com a utilização de torturas de todo tipo; e os responsáveis, punidos não só de acordo com as leis de exceção então vigentes, como também ao arrepio delas.

No fundo, o que Jobim pretende é apenas equiparar, para efeitos propagandísticos, as novidades que venham a surgir com escassos e requentados casos de excessos cometidos pelos resistentes -- em toda luta desse tipo os há, mas a Resistência Francesa, p. ex., foi incomparavelmente mais violenta do que a brasileira, e isto Jobim  esquece.

Ou seja, cada vez que a Comissão da Verdade esclarecesse mais uma atrocidade dos carrascos da ditadura, a rede de extrema-direita contra-atacaria com os poucos episódios de sempre, sobejamente esclarecidos e por ela já explorados  ad nauseam, se estes estivessem também no  pacote.

Omite, como de hábito, o fundamental: um abismo separa, em termos jurídicos e morais, o que agentes de um governo ilegítimo e despótico fizeram e o que foi feito por cidadãos que confrontavam sua tirania, em condições de enorme desigualdade de forças.

Tanto quanto a responsabilidade do Estado é incomensuravelmente maior no que tange às ações de quem agia, ainda que com investidura espúria, em nome dele.

A conclusão salta aos olhos: se a presidente Dilma contemporizar, os desafios à sua autoridade serão cada vez mais frequentes e insolentes.

Urge afastar os corvos do seu ninho.

BERLUSCONI NO BBB-11... E NAS PRAIAS DO RIO DE JANEIRO

BERLUSCONI NO BBB-11... E NAS PRAIAS DO RIO DE JANEIRO


Laerte Braga


Um país que tem César Peluzo e Gilmar Mendes na sua mais alta corte de justiça não pode ter noção que do seja justiça. Um é corrupto e venal e outro pau mandado dos mais mesquinhos interesses de grupos e países estrangeiros.

A GLOBO não teve ter avaliado que um convite a Sílvio Berlusconi dublê de fanfarrão e primeiro-ministro da Itália, banqueiro ainda por cima, para participar do BBB-11 transformaria essa edição do programa num marco da pornografia na televisão brasileira.

Nada contra pornografia é problema de quem gosta.

Mas assim explícita, no horário nobre, entrando na casa de cada cidadão, cada família, putz! “A Zona em Casa” é o nome do negócio e olha que Zona é um lugar de respeito se comparada com a GLOBO e muitas das nossas instituições.

As declarações feitas nesta semana que se encerra pelo ministro das relações exteriores da colônia norte-americana chamada Itália, senhor Franco Frattini que “não quero ver Cesare Battisti nas praias do Rio de Janeiro”, por si só são motivo para mandar o distinto passear em lugares não aconselháveis a famílias, ou se for o caso mandar o dito cujo pastar.

Uma ofensa de um governo – ele fala pelo governo – que usa palácios oficiais para bacanais e está envolvido em grossa corrupção, ligado ao terrorismo norte-americano (o grande feito do WIKILEAKS, mostrar a sociedade doentia chamada EUA), a um País e a um povo como o Brasil e os brasileiros.

Pior, a embaixada da Itália procurou um deputado tucano oriundi – de descendência italiana -, remunerou-o adequadamente (é a prática dessa gente, como é prática de tucano vender seus serviços políticos), naturalmente pela porta dos fundos como aconteceu quando Gilmar Mendes era presidente do STF – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – para tentar através de uma ação violar os direitos fundamentais do ser humano e submeter-se, cair de quatro, de joelho, na posição preferida, a um país em processo de falência em todos os sentidos, falo da Itália.

A GLOBO, como sempre, podre e corrupta, não mostra, nem a mídia privada, as várias manifestações feitas na Itália em favor da decisão do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, concedendo o status de refugiado político a Cesare Battisti, na mesma medida que setores do judiciário italiano discutem a validade do julgamento e da sentença imposta a Battisti por crimes não provados.

Aí aparece um chanceler desclassificado, o tal Frattini, um embaixador com a mala cheia de dinheiro para entrar pela porta dos fundos, um presidente do STF no Brasil incapaz de decidir se usa o vaso da direita e da esquerda, vão todos acabar molhando as calças.

Orestes Quércia contava essa história (mudou muito depois, mas a história é válida). “Se um tucano estiver apertado, entrar no banheiro e encontrar dois vasos, faz na calça, não vai decidir a tempo qual vaso usar”.

Quem não pode permitir esse acinte, esse tipo de ofensa é o governo do Brasil que se espera, tenha chanceler (até alguns dias atrás tinha, Celso Amorim, o que está aí precisa provar ainda, parece ser da turma do Jobim e aí dana tudo).

Não há o que discutir no caso de Battisti. É expedir o alvará de soltura e pronto. As leis brasileiras são claras, cabe ao presidente da República conceder ou não o refúgio político, negar ou não a extradição, o ato de Lula foi legítimo, corajoso e de acordo com os fundamentos legais.

A esculhambação, a tentativa de fraudar a lei, a vontade de cair de quatro vem é de setores da extrema-direita, de um presidente do STF sem estofo para o cargo que ocupa e de um ministro, Gilmar Mendes, que conduz os bastidores como se dono fosse do Brasil, como por exemplo é dono de vários jornalistas da GLOBO.

E até agora não vi reação do governo brasileiro a toda essa afronta.

Nesse aspecto é um mau começo, péssimo.

O embaixador da Itália pelo que tem dito do Brasil, pelo que tem feito, deveria ter sido escorraçado do País no primeiro momento, afinal, ao que parece, colônia norte-americana é a Itália, falida está a Itália, governo corrupto é o da Itália e processo fajuto contra Battisti foi montado na Itália.

Já imaginaram Sílvio Berlusconi no BBB-11? E naquela galera que fica do lado de fora da casa, como convidados de honra os ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluzo? Berlusconi correndo atrás das sisters e se proclamando Tarzã italiano? Tinha um, esqueço o nome, mas assim como fizeram faroeste espaguetti, fizeram Tarzã espaguetti. Levantava pedras imensas de muitas toneladas, todas de isopor.

Pobre Felini. Pobre Visconti. Pobre De Sica e vai por aí a fora.

Pedro Bial chamando Gilmar Mendes e Peluzo para analisarem a performance de Berlusconi, se dentro da lei, se obedecendo aos parâmetros que determinam estadistas?

O caso Cesare Battisti está virando um pantomima da pior qualidade por conta de interesses que não têm nada a ver com o legítimo direito brasileiro de dar refúgio a um perseguido político, mas com a vontade de entregar um escalpo a um bandido desclassificado como o primeiro-ministro italiano, com o objetivo de exibi-lo nas próximas eleições.

E não tem sido difícil encontrar “brasileiros” ávidos dos favores ao “Caesar” de araque.

A Itália quer ir ao Tribunal Internacional de Justiça? Pois que vá. E daí? Em qualquer tribunal isento o ato de Lula vai ser considerado perfeito do ponto de vista jurídico, ao contrário do julgamento farsa a que submeteram Battisti, à revelia, com base em delação premiada, num tribunal italiano.

Essa manipulação de mostrar parentes de “vítimas” de Battisti na mídia brasileira (controlada por grupos estrangeiros) faz parte do espetáculo.

Nunca é demais lembrar Debord em A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO.

“O indivíduo que foi marcado pelo pensamento espetacular empobrecido, mais que qualquer outro elemento de sua formação, coloca-se de antemão a serviço da ordem estabelecida, embora sua intenção subjetiva possa ser o oposto disso. Nos pontos essenciais ele obedecerá à linguagem do espetáculo , a única que conhece, aquela que lhe ensinaram a falar. Ele pode querer repudiar essa retórica, mas vai usar a sintaxe dessa linguagem. Eis um dos aspectos mais importantes do sucesso obtido pela dominação espetacular. O tão rápido desaparecimento do vocabulário anterior é apenas um momento dessa operação e concorre para ela”.

No filme SIMPLESMENTE AMOR, uma comédia sem maiores pretensões, sem nenhum papo cabeça, nada disso, há um casal que trabalha em filmes pornôs. A câmera os filma sem cenas explícitas, apenas sugestões. Terminada a sessão o rapaz vai para um lado, a moça vai para outro, mas se amam (coisa meio que de lado hoje), até que num momento, final do filme, confessam. “Finalmente transamos, nós nos casamos!”

Já que o negócio esculhambou de vez, por Berlusconi no BBB-11!

PROPOSTAS E REINVINDICAÇÕES DOS ARTISTAS ,PRODUTORES CULTURAIS ,AGENTES E ATIVISTAS CULTURAIS

BOA TARDE.
Proponho que escrevamos uma carta aberta a nova ministra da cultura Ana de Holanda.
Só ir às urnas e depois colocar os miolos de molho não dá mais!
Proponho que todos que estiverem dispostos a colocar nossa cultura nas alturas,
que coloquem aqui a seguir o que pretendem,o que idealizam para que
o povo possa ter de volta o direito de apreciar e viver a verdadeira arte,e não aquela imposta a todos pela grande mídia!
Ainda se a grande mídia fosse nossa e tivéssemos condições dignas de expressão!!.... mas como isto está longe de concretizar-se!...
Pensemos, e aí então,faremos um bom resumo e publicamos na blogosfera e aqui!

Abrações pra todos! Nadia Gal Stabile – SP.07/01/11
 RMB - Repúdio a Proibição dos Músicos e Artistas de rua em São Paulo
artistalivre@groups.facebook.com · Grupo aberto
http://www.facebook.com/home.php?sk=group_119265854805582

Está  mais do que na hora de começarmos a cobrar dos nossos "ilustríssimos" políticos o que queremos para que a vida do povo brasileiro valha realmente a pena! A cultura popular no Brasil está cada vez mais deixada de lado. Ficarmos à mercê de políticas públicas destinadas tão somente à área cultural da grande mídia é um verdadeiro tiro no pé. Deixar tudo somente no plano dos pensamentos e divagações deles é que não dá... Não fazem mais do que torrar nossa "grana" com bobagens e em benefício próprio. Pedimos a colaboração de todos com sugestões, ideias e o que mais for possível. Afinal, "O sol é pra todos, mas a sombra - pra poucos"!
(Theo Amaral)
http://www.facebook.com/notes/theo-amaral/propostas-e-reinvindicacoes-dos-artistas-produtores-agentes-e-ativistas-culturai/178531398846606


 
 
Enviado por Nadia Gal Stabile

CESARE BATTISTI A VINGANÇA DO BRASIL QUE ENVERGONHA- Raul Longo

CESARE BATTISTI
A VINGANÇA DO BRASIL QUE ENVERGONHA
                                                                                                                                                                                   Raul Longo


O Brasil é um país que impressiona profundamente a comunidade internacional. Eu mesmo, aqui escondido nesta Ponta do Sambaqui que se resume a uma esquina de rua sem saída, posso sentir isso de forma muito concreta no comentário de meus tantos vizinhos e hóspedes estrangeiros.
Os provindos dos países vizinhos e até mesmo os da América Central ainda fazem uma cara compreensiva, onde percebo certa complacência que me faz lembrar uma prostituta me segredando sua impressão sobre um sujeito falastrão e engraçado: “- Ele é feinho, mas é alegrinho, né?”
Sei que meus amigos argentinos, chilenos, costarriquenhos ou mexicanos; em verdade estão nos perdoando por sermos tão desavergonhados, o que compensam por nosso comportamento tão alegrinho no carnaval e talentoso no futebol.
Já com os hóspedes europeus a coisa fica bem mais difícil. A cada vez que algum comentarista, articulista ou apresentador de telejornal da nossa chamada imprensa “livre” esculhamba alguma medida do governo que ao senso comum do mundo parece apropriada e digna de enaltecimento pela imprensa realmente livre lá deles, me olham com cara de espanto solicitando uma explicação minimamente lógica para o tamanho da besteira dita.
Esses dias, por exemplo, por razões que não posso imaginar quais sejam, um grupo de espanhóis deram de assistir a TV Senado retransmitindo a audiência pública para a normatização do conteúdo audiovisual das emissoras em operação no Brasil. Eu tentando entender o porquê do assunto merecer a atenção daqueles estrangeiros lá na sala e um deles me pergunta se não temos vergonha de permitir que redes estrangeiras venham aqui impor exigências em franco detrimento da produção cultural brasileira, através de concessões que não são cedidas pelos governos de nenhum dos demais países onde operam.
Responder o quê? Envergonhado, tive de discorrer sobre o crescimento de nossa subserviência econômica internacional no decorrer da ditadura, ainda mais agravada no governo de Fernando Henrique Cardoso que aos interesses de capitais estrangeiros concedeu os processos de comunicação pública no Brasil.
Meu receio era de que soubessem ter sido um governo de 2 mandatos, reeleito, mais ainda pior que isso me perguntaram espantados porque não nos manifestamos como público, não vamos às ruas, não impomos nossa dignidade como povo, como identidade nacional.
A situação é vexatória! Hoje é um amigo italiano que me telefona depois de escrever pedindo informações sobre alguma manifestação popular contra o atentado à Constituição Brasileira pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal que, por mínimo senso republicano, federativo e democrático, deveria ser o primeiro a exigir o estrito respeito à Constituição.
Apesar de indicado pelo Presidente Lula, Cezar Peluso vai contra a Constituição do nosso país, onde outorga a determinação final de casos de extradição ao Presidente da República, e transfere ao relator do processo, Gilmar Mendes, o destino de Cesare Battisti, condenado na Itália por crimes que ao parecer da comunidade jurídica internacional não tiveram suficiente e satisfatória comprovação de autoria.
Quem? – pergunta o italiano no telefonema para confirmar sua indignação que não coube numa só correspondência pela internet. Para meu azar o paisano estava aqui no Brasil durante todo o período em que Gilmar Mendes se notabilizou pela própria desqualificação ao cargo que então ocupava como predecessor do Peluso. E o danado do italiano sabe que não foi por apenas um ou dois deslizes. Sabe até que o Gilmar foi desmentido nas armações em conluio com a imprensa, se dizendo vítima de escutas telefônicas.
Sabe tanto que, rememorando o Ministro Joaquim Barbosa, ao invés de mandar que Gilmar Mendes vá às ruas, perguntou se as ruas não irão a Gilmar Mendes se cometer o desplante de revogar a última decisão presidencial de Luís Ignácio Lula da Silva. O que, em sua itálica percepção, seria delinquir não só contra a Constituição, mas contra todo o povo brasileiro que elegeu e reelegeu o ex Presidente Lula conferindo-lhe 87% de popularidade ao final de seu segundo mandato, feito universalmente inédito.
Entre muitos “vergogna” e “farabuttos” convocou lembranças de Marco Aurélio Mello ordenando a soltura e facilitando a fuga de Salvatore Cacciola para a Itália que negou ao Brasil o pedido de extradição do condenado por peculato e gestão fraudulenta, em conluio de quadrilha formada pelos assessores financeiros do governo de Fernando Henrique Cardoso.
Cacciola que roubou o povo brasileiro só está preso porque foi passear em Mônaco, pois se dependesse do governo italiano estaria impune até hoje, gastando naquela península o dinheiro que roubou dos “brasilianne”, gritava o italiano.
Tento explicar ao amigo a existência de dois Brasis, um recente que desde 2003 nos orgulha perante o mundo e o mais antigo, o que nos envergonha.
Sem aceitar desculpas explodiu numa enfiada de indignações das quais resumo o pouco que compreendi na pergunta sobre quando os 87% do Brasil que orgulha vai pendurar o Brasil que envergonha de cabeça pra baixo, como eles fizeram com Mussolini que envergonhou a Itália com o fascismo.
Aí me vinguei devolvendo na mesma moeda. Do lado de cá questionei quando farão com o Berlusconi o mesmo que fizemos com o DEM/PSDB.
“Maledeto!” – e desligou.


Raul Longo
Apto - janela5.jpe
Pouso da Poesia

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

NOVA ARBITRARIEDADE: PELUSO PROLONGA SEQUESTRO DE BATTISTI

"Cezar Peluso e Gilmar Mendes tudo 
têm feito para, solapando a autoridade presidencial, criarem um confronto de 
Poderes que causaria grave perigo 
para a democracia brasileira."

A decisão tomada nesta 5ª feira (06/01) pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, de manter o escritor italiano Cesare Battisti sob detenção ilegal (portanto, sequestro) como o último prisioneiro político de um país que se supunha ter abolido definitivamente tal infâmia ao final da ditadura de 1964/85, é o que o grande jurista Dalmo de Abreu Dallari afirmou ser (vide íntegra aqui): o recurso "a artifícios jurídicos formais para a imposição de sua vocação arbitrária".

Tudo que havia a ser dito sobre o assunto, o professor emérito da Faculdade de Direito da USP e professor catedrático da Unesco já disse:
"[a prisão de Battisti] foi determinada com o caráter de prisão preventiva, devendo perdurar até que o presidente da República desse a palavra final, concedendo ou negando a extradição. E isso acaba de ocorrer, com a decisão de negar atendimento ao pedido de extradição. Em consequência, a prisão preventiva de Cesare Battisti perdeu o objeto, não havendo qualquer fundamento jurídico para que ele continue preso".
Se é abusiva e -- vale repetirmos tantas vezes quantas forem necessárias para sacudir a omissão generalizada -- ARBITRÁRIA a continuidade do confinamento de Battisti, como refém do STF, pior ainda foi a argumentação de Peluso, suspeitíssimo ao tratar deste caso, pois, para o julgamento do pedido de extradição italiano, produziu o pior e mais tendencioso relatório de toda a História do Supremo, alinhando-se totalmente com uma parte contra a outra, postura mais adequada para chefe de torcida organizada de futebol do que para relator cuja missão é considerar de forma isenta e equilibrada os arrazoados dos dois lados.

Por um lado, na fundamentação por escrito, Peluso deu como pretexto para sua nova ARBITRARIEDADE a hipótese de que soltar Battisti seria "decepar competência do relator e do egrégio plenário". Prefere, obviamente, decepar a competência do presidente Lula e estuprar os direitos de Battisti...

Por outro, ao falar à imprensa, fez lobbismo explícito contra o escritor e prejulgou o caso, o que deveria determinar seu imediato impedimento de nele prosseguir.

Contestando da forma mais imprópria e destrambelhada uma decisão presidencial cuja legalidade (avaliou Dallari) é simplesmente "inatacável", Peluso afirmou não ter encontrado "nenhum ato ou fato específico novo que pudesse representar com nitidez" a perspectiva de que Battisti será perseguido ou discriminado caso o despachem para a Itália, salvo "declarações colhidas aos jornais italianos".

E contrapôs-lhe o fato de, sonegando dos ministros do STF informações como a de que o serviço secreto italiano negociou com mercenários o assassinato de Battisti no exterior, tê-los induzido em 2009 à falsa conclusão de que haveria "absoluta ausência de prova de risco atual de perseguição política", bem como de algum "fato capaz de justificar receio atual de desrespeito às garantias constitucionais do condenado".

No próprio dia em que o presidente Lula deu a decisão definitiva do Estado brasileiro, negando de uma vez por todas o pedido de extradição italiano -- como antes já haviam feito, relativamente a outros ex-ativistas dos  anos de chumbo  mirados pela  vendetta  italiana, sete nações soberanas que se recusaram a acumpliciar-se com linchamentos maldisfarçados: Argentina, Canadá, França, Grã Bretanha, Grécia, Nicarágua e Suíça -- eu também já disse (vide íntegra aqui) tudo que havia para se dizer sobre a possível tentativa de Peluso, de desfechar "uma espécie de guerrilha judicial contra o Estado brasileiro":
"O Supremo já decidiu que cabe ao presidente da República o papel de última instância, respeitando os termos do tratado de extradição Brasil-Itália.

Foi o que Lula fez, utilizando argumentação cabível e consistente, como condutor que é da política externa brasileira e contando com as informações privilegiadas (muitas das quais sigilosas) de que dispõe exatamente por exercer tal função.

Se o STF se dispuser a esmiuçar os elementos de convicção de um presidente, este será obrigado a revelar aquilo que tem por obrigação guardar para si, o que poderá gerar graves transtornos e prejuízos para o Brasil, conflitos internacionais e até guerras.

Então, há um limite para a invasão das prerrogativas presidenciais por parte do STF. E este limite será ultrapassado se o Supremo se meter a destrinchar esta decisão do Executivo, respaldada num parecer tecnicamente inatacável da Advocacia Geral da União e que, ao próprio senso comum, evidencia-se como o chamado   óbvio ululante.

Até o  sujeito da esquina -- aquele personagem ao qual o ministro Gilmar Mendes se referiu como se fosse o cocô do cavalo do bandido -- percebe que Cesare Battisti não terá seus direitos respeitados na Itália.

É um país:
  • que fechou os olhos a torturas e maus tratos durante os  anos de chumbo;
  • que fez, então, leis retroagirem para abarcar fatos ocorridos antes de sua promulgação.
  • que admitiu estender prisões preventivas (ou seja, de meros suspeitos que ainda não haviam recebido sentença nenhuma) por mais de dez anos;
  • que julgou réus ausentes, aceitando que fossem representados por advogados munidos de procurações forjadas e não voltando atrás quando a falsificação ficou indiscutivelmente provada;
  • que tramou atentado pessoal contra Battisti e moveu-lhe uma campanha de difamação tão falaciosa quanto enormemente dispendiosa".
Enfim, Cezar Peluso e Gilmar Mendes tudo têm feito para, solapando a autoridade presidencial, criarem um confronto de Poderes que causaria grave perigo para a democracia brasileira.

Daí minha conclusão continuar sendo a mesma do dia 31, até porque a falação de Peluso veio ao encontro do meu alerta, tornando-o ainda mais necessário:
"...cabe a todos os cidadãos brasileiros avessos ao totalitarismo, imbuídos de espírito da justiça e ciosos da soberania nacional manterem-se alertas contra o linchamento de Battisti e vigilantes contra essa nova forma de golpismo que habita os sonhos da direita inconformada com a hegemonia petista: a ditadura judicial".

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A Lei de Anistia de 1979 vale para quem torturou? - Parte IV 3. Tortura em crianças, mulheres e gestantes

A Lei de Anistia de 1979 vale para quem torturou? - Parte IV 3. Tortura em crianças, mulheres e gestantes

A Lei de Anistia de 1979 vale para quem torturou? - Parte IV

A tortura foi indiscriminadamente aplicada no Brasil, indiferente a idade, sexo ou situação moral, física e psicológica em que se encontravam as pessoas suspeitas de atividades subversivas. Não se tratava apenas de produzir, no corpo da vítima, uma dor que a fizesse entrar em conflito com o próprio espírito e pronunciar o discurso que, ao favorecer o desempenho do sistema repressivo, significasse sua sentença condenatória. Justificada pela urgência de se obter informações, a tortura visava imprimir à vítima a destruição moral pela ruptura dos limites emocionais que se assentam sobre relações efetivas de parentesco. Assim, crianças foram sacrificadas diante dos pais, mulheres grávidas tiveram seus filhos abortados, esposas sofreram para incriminar seus maridos.

Menores torturados

Ao depor como testemunha informante na Justiça Militar do Ceará, a camponesa Maria José de Souza Barros, de Japuara, contou, em 1973:

(...) e ainda levaram seu filho para o mato, judiaram com o mesmo, com a finalidade de dar conta de seu marido; que o menino se chamava Francisco de Souza Barros e tem a idade de nove anos; que a polícia levou o menino às cinco horas da tarde e somente voltou com ele às duas da madrugada mais ou menos; (...)

A professora Maria Madalena Prata Soares, 26 anos, esposa do estudante José Carlos Novaes da Mata Machado, morto pelos órgãos de segurança, narrou ao Conselho de Auditoria Militar de Minas Gerais, em 1973:

(...) que foi presa no dia 21.10.1973, juntamente com seu filho menor Eduardo, de 4 anos de idade; que o motivo da prisão era que a interroganda desse o paradeiro de seu esposo; que, durante 3 dias, em Belo Horizonte, foi pressionada (para dizer) onde estava José Carlos, da seguinte maneira: que, se não falasse, seu filho seria jogado do 2 andar, e isso durou 3 dias, (...); que na última noite que seu filho passou consigo, já estava bastante traumatizado, pois ele não conseguia entender porque estava preso e pedia para ela, interroganda, para não dormir, para ver a hora que o soldado viria buscá-los; (...) ele não consegue entender o motivo do desaparecimento meu e de José Carlos; que o menino está traumatizado, com sentimento de abandono; (...)

Ao depor no Rio, em 1969, declara o carpinteiro paranaense Milton Gaia Leite, 30 anos:

(...) foi preso com tentativa de estupro, inclusive os seus filhos e esposa, tendo os filhos de cinco anos e sete (sido) presos, não só no Paraná, e aqui (também); (...)

[...]

Na tentativa de fazerem falar o motorista César Augusto Teles, de 29 anos, e sua esposa, presos em São Paulo em 28 de dezembro de 1972, os agentes do DOI-CODI buscaram em casa os filhos menores deles e os levaram àquela dependência policial-militar, onde viram sues pais marcados pelas sevícias sofridas:

(...) Na tarde desse dia, por volta das 7 horas, foram trazidos sequestrados, também para a OBAN, meus dois filhos, Janaina de Almeida Teles, de 5 anos, e Edson Luiz de Almeida Teles, de 4 anos, quando fomos mostrados a eles com as vestes rasgadas, sujos, pálidos, cobertos de hematomas. (...) Sofremos ameaças por algumas horas de que nossos filhos seriam molestados. (...)

[...]

Mulheres torturadas

[...]

A engenheira Elsa Maria Pereira Lianza, de 25 anos, presa no Rio, narrou em seu depoimento, em 1977:

(...) que a interrogada foi submetida a choques elétricos em vários lugares do corpo, inclusive nos braços, nas pernas e na vagina; que o marido da interrogada teve oportunidade de presenciar essas cenas relacionadas com choques elétricos e os torturadores amplificavam os gritos da interrogada, para que os mesmos fossem ouvidos pelo seu marido; (...)

[...]

A bancária Inês Etienne Romeu, 29 anos, denunciou:

(...) A qualquer hora do dia ou da noite sofria agressões físicas e morais. "Márcio" invadia minha cela para "examinar" meu ânus e verificar se "Camarão" havia praticado sodomia comigo. Este mesmo "Márcio" obrigou-me a segurar o seu pênis, enquanto se contorcia obscenamente. Durante este período fui estuprada duas vezes por "Camarão" e era obrigada a limpar a cozinha completamente nua, ouvindo gracejos e obscenidade, os mais grosseiros. (...)

Violentada no cárcere, a estudante de Medicina Maria de Fátima Martins Pereira, 23 anos, contou, no Rio, ao Conselho de Justiça, em 1977:

(...) que, um dia, irromperam na "geladeira", ela supõe que cinco homens, que a obrigaram a deitar-se, cada um deles a segurando de braços e pernas abertas; que, enquanto isso, um outro tentava introduzir um objeto de madeira em seu órgão genital; (...)

[...]

Gravidez e abortos

[...]

Também no Recife, a mesma ameaça sofre a vendedora Helena Mota Quintela, de 28 anos, conforme denunciou, em 1972:

(...) que foi ameaçada de ter o seu filho "arrancado à ponta de faca"; (...)

[...]

(...) que a interrogada estava grávida de 2 meses e perdeu a criança na prisão, embora não tenha sido torturada, mas sofreu ameaças; (...)

[...]

(...) que, durante sua prisão em Minas, foi constatado que estava grávida e, em dia que não se recorda, abortou na OBAN; (...)


Fonte: Brasil: Nunca Mais. prefácio Dom Paulo Evaristo Arns, 13a. ed., Petrópolis, RJ, Vozes, 1986, pp. 43-50.

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O STF e a tortura


O STF e a tortura
TARSO GENRO

O que sempre defendemos foi a responsabilização jurídica e política dos indivíduos que atuaram como carrascos, e não como agentes do Estado

A recente sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos sobre a repressão à guerrilha do Araguaia tratou diretamente de uma controvérsia que enfrentei como ministro da Justiça.
Tratava-se, na época, de defender a aplicabilidade, ou não, da Lei de Anistia para isentar de processo legal os violadores de direitos humanos que, inclusive fora da legalidade do próprio regime militar, cometeram barbáries contra "subversivos" sob custódia do Estado. É bom lembrar que, mesmo durante aquele período excepcional, não existia ordem de serviço ou qualquer outra norma legal que permitisse tortura ou execução de pessoas que estivessem sob custódia. Na Argentina de Videla e no Afeganistão de Bush isso ocorreu, em um momento de regressão às trevas de Torquemada.
No debate que ocorreu aqui no Brasil apareceu a indagação "quem estava defendendo o Brasil"? Sustentei que defender o Brasil era defender o prestígio do nosso Estado de Direito olhando para o futuro.
Era defender, portanto, a não aplicação desta Lei de Anistia aos torturadores. Disse isso na época e reafirmo agora.
Não só porque assim ordenam todos os diplomas de direito internacional -como declarou a Corte Interamericana- mas também porque essa é a posição que traduz a boa interpretação da nossa Constituição Federal.
A estratégia adotada pelos juristas -ou "juristas"- adversários desse pensamento -dentro e fora do Supremo- foi a de alegar que a nossa pretensão era "revisar a Lei de Anistia" e também "atacar as Forças Armadas". Mentiram.
Nunca ninguém defendeu a "revisão" da Lei de Anistia, mas a sua interpretação adequada à Constituição do país. Nunca ninguém quis "revisar" o passado ou agredir as Forças Armadas como instituição, orgulho da nossa soberania.
A bem da verdade, o que tem sido revisado até agora, pela nova direita brasileira, é o papel dos mandatários da ditadura. Os revisionistas ressaltam a nobreza da atuação dos que policiavam e apontam que aqueles que resistiram ao regime fizeram-no de forma espúria. Uma total inversão da história, que reescreve a ditadura de maneira insolente.
De todos os argumentos -todos falsos-, o mais intrigante e covarde foi o último: que o pedido de processamento dos torturadores era um "ataque às Forças Armadas".
Esse argumento tinha dois alvos: intimidar os julgadores (acho que o fizeram com parcial sucesso) e colocar contra os militares os que pretendiam julgar os criminosos.
Bem examinado, os adversários do julgamento dos torturadores é que, com seus argumentos, implicam diretamente as Forças Armadas com a tortura: "misturam" torturadores com a instituição, como se os delinquentes, nos porões do regime, estivessem a mando dela.
Eximem os torturadores, assim, de suas responsabilidades individuais como agentes públicos e, para garantir sua impunidade, os confundem com a corporação. O que sempre defendemos foi a responsabilização jurídica e política dos indivíduos que atuaram, sistematicamente, como carrascos, e não como agentes do Estado.
Assim como os "subversivos" foram responsabilizados jurídica e politicamente por seus atos e expostos, publicamente, antes e depois da redemocratização do país, o justo é que todos respondam perante a lei, mesmo que depois não sejam presos, pela idade avançada.
Os "subversivos" responderam perante os tribunais de exceção.
Que os torturadores respondam perante os tribunais do Estado de Direito, para que as novas gerações saibam de tudo. Para que nunca mais aconteça.

TARSO GENRO é governador eleito do Rio Grande do Sul. Foi ministro da Justiça (2007-2010), ministro da Educação (2004-2005), ministro da Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República (2003-2004) e prefeito de Porto Alegre pelo PT (1993-1996 e 2001-2002).


Enviado por Safrany

CUBA ESTÁ EDUCANDO POBRES DO BRASIL

CUBA ESTÁ EDUCANDO POBRES DO BRASIL

Gisele Antunes Rodrigues: das ruas de São Paulo a Cuba, onde está estudando Medicina.

"O conhecimento liberta", dizia José Marti. Cf. abaixo e em anexo, o depoimento de Gisele, que fez um pedido especial ao povo brasileiro, quando esteve de férias no Brasil, em setembro de 2010:  "Peço ao povo brasileiro que continue lutando."

Leia o anexo e veja que beleza de testemunho de alguém que está dando a volta por cima.

Que a garra e a sabedoria de Gisele Antunes nos acompanhem em 2011!

Informe de dez/2010:

1) 53 jovens Sem Terra do MST já se formaram em Medicina em Cuba e outros 98 jovens Sem Terra estão cursando Medicina em La Havana, capital cubana. Outros 10 jovens camponeses brasileiros, da Via Campesina, estão fazendo mestrado em Agroecologia, em Cuba. E muitos outros estão estudando em outros cursos na pequena ilha que é a pátria de um grande povo.

2) A campanha do Governo cubano para que todas as pessoas possam adquirir o direito de ler e escrever percorreu o mundo. O método cubano denominado “Sim, eu posso” está em execução em mais de 29 países e já transformou quatro deles em territórios livres do analfabetismo: Venezuela, Bolívia, Nicarágua e Equador. Os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD) apontam que o Brasil ainda possui 14 milhões de analfabetos. Para contribuir com a superação dessa realidade, 13 educadores cubanos passaram o ano de 2010 trabalhando junto com educadores brasileiros na alfabetização de adultos em sete estados: Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará, Pará, Alagoas, Alagoas, Rio de Janeiro e Bahia. Em parceria com o MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais - e com alguns municípios, 2.904 trabalhadores e trabalhadoras rurais se graduaram com o método “Sim, eu posso”, que utiliza vídeos para auxiliar o processo
de aprendizado. Outros 3.248 continuam estudando, nas 295 turmas em andamento nos assentamentos e acampamentos.

Um abraço afetuoso. Gilvander Moreira, frei Carmelita.

Enviado por JACO BLINDER